09. Diplopia no adulto: o raciocínio que simplifica o caso difícil
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DESCRIÇÃO
"Já passei em 16 oftalmologistas." A paciente chegou com cinco óculos diferentes na bolsa, cada um feito por um profissional diferente que achou que o problema era o multifocal, a óptica ou o centro óptico da lente. Na verdade, ela tinha uma hipertropia de 2 prismas e enxergava a sombra da segunda imagem há anos, sem ninguém ter identificado.
Histórias assim chegam o tempo inteiro para quem atende estrabismo e quase sempre o problema é o mesmo: a dificuldade de diagnosticar a diplopia e o estrabismo subjacente.
Neste episódio, a Dra. Júlia Rossetto e a Dra. Luisa Hopker constroem, passo a passo, o raciocínio clínico da diplopia binocular no adulto e no idoso. Começam pela anamnese dirigida, as perguntas-chave que já armam o diagnóstico antes mesmo de sentar o paciente na cadeira (monocular ou binocular? piora para longe ou para perto? inclinar a cabeça muda algo?), e seguem para o exame: refração bem feita como ponto de partida, prisma e cover test objetivo antes de ir para a medida subjetiva, e por que testar a vergência fusional muda completamente o planejamento cirúrgico.
A conversa avança para a conduta: quando prescrever prisma (e o limite prático de 10 a 12 divididos entre os dois olhos), quando propor cirurgia ajustável e como apresentar essa transição para o paciente que resiste.
O caso que ilustra isso é o de uma paciente de 87 anos com exotropia adquirida que usou prisma por anos até voltar aos 92 pedindo cirurgia, justamente o cenário que a Dra. Luisa não esperava, e que abriu uma reflexão sobre como a leitura do paciente precisa ser reavaliada ao longo do tempo.
Encerram com as dicas do episódio: o livro "Negocie como se sua vida dependesse disso", de Chris Voss, sobre escuta ativa e negociação, e "O Palhaço e o Psicanalista", sobre como a escuta transforma a relação com o paciente.
E ainda:
- Como diferenciar diplopia monocular de binocular já na anamnese e por que isso muda tudo
- Sinais de alarme que pedem investigação neurológica antes de qualquer conduta
- Por que medir a vergência fusional máxima ajuda a calcular a dose cirúrgica e evitar hipocorreção
PARTICIPANTES
Dra. Júlia Dutra Rossetto - Mestrado, Doutorado e fellowship em Oftalmopediatria e Estrabismo na UNIFESP. https://go.bdg.fm/ldJBis
Dra. Luisa Moreira Hopker - Doutorado pela UNIFESP e está atualmente no Pós Doutorado na mesma instituição. https://go.bdg.fm/3Z0CMn
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HASHTAGS
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