Episódios de Humans of Faria Lima

O jogo da alta renda: como Augusto Martins construiu sua carreira

03 de maio de 202649min
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Enquanto o mercado fecha na sexta, existe um outro jogo acontecendo.Como a JHSF construiu um império que atende o cliente de alta renda em todo seu ecossistema de consumo?Neste episódio do Humans of Faria Lima, Augusto Martins, CEO da JHSF, conta sua trajetória do Banco Alfa ao comando de uma das companhias mais sofisticadas do Brasil. Uma conversa sobre wealth management, clientes de alta renda e disciplina de carreira.Coprodução: B3Patrocínio: Minerva Foods e Range RoverApoio: Nescafé Pro-Energy e Private Co

Assuntos8
  • JHSF alta rendaEcossistema de consumo para alta renda · Foco em qualidade e excelência operacional · Especialização no segmento de alta renda · Ativos como Fazenda Boa Vista, Shopping Cidade Jardim, Fasano · Expansão para negócios de renda recorrente
  • Aquisição da Embaçair pela JHSFResultado de 2025 transformacional e recorde · Renda recorrente em nível recorde · Estrutura de capital robusta e menor custo de dívida · Land bank de R$ 30 bilhões · Projeção de EBITDA de R$ 1 bilhão a R$ 2 bilhões
  • Legado de Franklin MartinsInício no mercado financeiro · Perda do pai e apoio do banco · Programa de trainee no Banco Alfa · Encontro com Dr. Aloysio e Paulo Guilherme · Carreira como maratona, não corrida · 22 anos no Banco Alfa
  • Estratégia de Renda Recorrente da JHSFExpansão dos negócios de renda recorrente · Meta de dois terços da geração de receita · Desenvolvimento de novos negócios · Reforço da estrutura de capital · IPO de R$ 5.235.000.000
  • Mercado financeiro vs. JHSFMercado financeiro opera de segunda a sexta · JHSF opera com aceleração no fim de semana · Clientes usufruindo ativos nos fins de semana
  • Valores na liderançaFamília (pais, avós, padrinhos, tios) · Dr. Luiz e Paulo Guilherme · Antônio Ceder · Fábio Oremo · José Uremo (Zeco)
  • Mercado FinanceiroDiversificação de risco · Importância do stop loss · Não colocar todos os investimentos em uma única estratégia
  • Presença de Augusto Martins nas Redes SociaisIniciativa do conselho da JHSF · Comunicação técnica e de resultados · Foco em informações ligadas à JHSF · Manutenção da vida pessoal low profile
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entre o mercado financeiro e a JHSF, foi até nesse meu processo antes de entrar, eu lembro de umas últimas conversas com o Zeco, ele foi muito incisivo nisso, ele falou, olha, o pessoal do mercado financeiro é tão inteligente que até nisso eles pensaram, eles ligam o mercado na segunda e desligam na sexta, aqui o nosso mercado...

não vai desligar e ele vai acelerar no fim de semana. Como foi um período muito difícil na minha vida, tinha recém-perdido meu pai, enfim, o banco virou um apoio muito importante. Eu praticamente vivi o banco. O Otro Luiz e o Paulo falaram, olha, se você quiser ser banqueiro um dia, você vai ter que ter algumas condições, né? Você vai ter que ter paciência.

disciplina e barriga no balcão, chão de fábrica. Eu acredito muito na relação de longo prazo, eu acredito muito na... A carreira, com certeza, é uma maratona, ela não é uma corrida de 100 metros. Primeiro que eu sou um ex-bancário enferrujado e aposentado, então talvez a minha opinião possa estar desatualizada. Mas falando do cliente de alta renda...

Eu acho que, de uma forma geral, não tem jeito. Esse é um segmento que demanda especialização. Eu acho que essa questão do foco muito grande em levar um produto o mais perfeito possível, com um olhar...

absurdo aos detalhes. E aí quando eu assumo em fevereiro de 2024, a gente tem uma meta estabelecida pelo conselho, estabelecida por todos, que era uma meta de poder avançar com mais velocidade nessa estratégia que já existia na expansão dos negócios de renda recorrente com o objetivo de chegar em dois terços, um terço da geração. A gente fez a divulgação do resultado 2025, um resultado importante para a gente, transformacional, como a gente colocou.

Porque além dos números serem números recordes, esse resultado traz alguns avanços importantes para nós. Estar com a minha família é a coisa que eu mais gosto. Quando adoro poder, eles adoram futebol, são dois corintianos roxos, então quando eu posso estar jogando bola com eles ou levando eles ao estádio que eles gostam, eu tenho prazer. Conexão Boa Vista e Itaquerão, Augusto está em todas, pessoal. Exatamente.

E aí

Se você caiu aqui de paraquedas e está se perguntando, porque tem uma pessoa de capacete apresentando esse bate-papo, convido vocês a conhecerem meu trabalho no QR Code, que está aqui na tela. E antes de dar as boas-vindas ao convidado de hoje, eu queria agradecer a B3, empresa que eu tenho a honra de ter como patrocinadora e co-realizadora desse projeto, até porque é difícil imaginar o mercado financeiro e a Faria Lima sem a Bolsa.

Queria também agradecer a Minerva Foods, patrocinadora master desse podcast, empresa listada na B3, líder na exportação de carne bovinas, uma das principais empresas globais de alimentos. No final, como sempre, eu vou deixar um kit de carne sensacionais aqui para o nosso convidado. E por fim...

Queria agradecer a Range Rover de origem britânica, Range Rover Uni Performance, sofisticação e presença inconfundível, uma marca feita para quem lidera pelo exemplo, que tem tudo a ver com os nomes que passam aqui por esse podcast, no QR Code, você tem todos os detalhes da Range Rover Sport.

Boa, agora vamos nessa. Convidado de hoje, trilhou duas décadas de carreira no mercado financeiro até migrar para o mundo empresarial, onde tornou-se CEO de uma empresa listada na bolsa, empresa essa que talvez tangibilize os objetos de desejo do Faria Lime, se a gente pegar Fazenda Boa Vista, Shopping Cidade Jardim, Fasano, São Paulo Surf Club, onde a gente está aqui hoje, gravando esse episódio, Augusto Martins.

CEO da JHSF, um prazer contar essa história aqui, bem-vindo no barulho das ondas aqui. Turito, obrigado pela oportunidade aqui de bater um papo com você, uma lenda da Faria Lima. Para mim, para a JHSF, é um orgulho enorme poder estar aqui com você hoje na nossa casa, no São Paulo Surf Club. Obrigado também à B3, nossa parceira. JHSF é uma companhia listada na B3, então é um prazer estar aqui com vocês.

Sensacional! Acho que antes de a gente entrar no bate-papo, até para quebrar o gelo e aproveitando que a gente está aqui, você já se arriscou aí nas piscinas de onda, Guto? Já. Eu tive a oportunidade de surfar algumas vezes no nosso outro clube, no Boa Vista Vila de Surf Club, aqui desde que a gente inaugurou no ano passado.

com todos os movimentos recentes da JHSF eu estou devendo a chance de vir aqui surfar, passar vergonha aqui com tantas pessoas que surfam tão bem e mesmo para os iniciantes, enfim, então já tive eu e minha família, a gente já teve, que é uma característica do nosso clube, que ele é feito para pessoas como eu que nunca surfou ou para os principais profissionais, então já tive já o prazer de estar em um dos nossos clubes.

Muito legal, acho que o surf com certeza foi abraçado pelo Faryalheimer, então muito bacana, está aqui bem emblemático. E para a gente começar, Guto, acho que a sua história não é a primeira de profissionais do mercado financeiro que mudam de lado do balcão, vão para o mundo empresarial, mas até antes disso você enfrentou um dilema, uma situação desafiadora.

de mudança de trajetória profissional. Você já me contou que ainda na faculdade você tinha um planejamento inicial de trabalhar na empresa da família, na empresa que era do seu pai, acabou ingressando em um banco. Como é que foi esse momento faculdade, primeiros passos da vida profissional?

Eu acho que muitas pessoas que têm um pai empreendedor, eu cresci vendo meu pai trabalhando na empresa que ele tinha, então acho que tinha aquele idealismo, aquele sonho de trabalhar com meu pai.

Mas aí o destino meio que se definiu, né? E meu pai, infelizmente, teve uma doença muito grave, jovem demais, faleceu muito cedo. Então eu acabei... E eu tinha muita paixão pelo mercado financeiro e uma paixão muito mais...

do glamour do mercado financeiro, na época a Bovespa ainda, eu olhava o pregão super agitado, super movimentado, enfim, as pessoas operando ações, então eu achava aquilo o máximo, então aquilo sempre foi uma coisa que em paralelo na minha cabeça passava de, talvez em algum momento, poder participar dele, mas então no meu caso, aí eu acabei, por conta dessa questão, no começo da faculdade, tomando esse caminho.

E cara, como é que foi esse início? A gente sabe, quem acompanha a sua trajetória sabe que você passou longos anos no Banco Alpha. Mas como é que era o processo de entrada no banco? Como é que foram esses primeiros passos? Como é que você chegou até o banco?

Olha, eu tive a sorte, o destino e a sorte. Eu morava muito próximo de onde um banco novo estava sendo fundado, que era um banco de um banqueiro muito tradicional, que era o doutor Aloysio Faria. Tinha acabado de vender o banco real para o banco ABN e vendeu.

a rede de varejo do Banco Real e o Banco Real de investimento não foi vendido e mudou apenas de nome para Banco Alfa. E aí estava duas fases da minha casa, estava abrindo o Banco Alfa ali na Lameda Santos. E aí um amigo meu comentou desse processo, eu encaminhei meu currículo para lá e participei do processo seletivo para entrar como estagiário. Logo no comecinho o banco tinha seis meses que tinha sido fundado.

fundado e mudado de nome para Banco Alfa. E entrei imaginando, esse amigo meu comentou, olha, é uma função na mesa de operações, que era o que eu achava o máximo. E tem um fato curioso, com a própria Bovespa na época, eu lembro que na faculdade ela fez uma ação com a Gazeta Mercantil, um evento na faculdade.

e que simularam o pregão. E aí a Gazeta Mercantil, que naquela época existia ainda, dava um sorteio para quem participava, dava uma assinatura de um ano da Gazeta Mercantil. E aí eu ganhei no sorteio, tive a sorte de ganhar. Então eu passei durante muitos meses lendo a Gazeta Mercantil sem entender absolutamente nada. E comecei a estagiar numa área que não era mesa de operações, era uma área numa...

Era uma central de atendimento. O doutor Aloysio, com a visão impressionante na época, ele e o Paulo Guilherme, como venderam a rede de varejo, o banco não tinha mais as agências para poder atender os clientes, mas a gente tinha uma base de clientes investidores do Private, que eram investidores que seguiam com a gente, então a gente precisava de alguma forma atender esses clientes. Então montou uma central naquela época, em 1999, para atender esses clientes, passando o cenário da Bolsa, a cotação, enfim. Então...

era muito mais uma área de atendimento, uma central de atendimento para esses clientes. Um embrião do que são as operações de banco digital hoje, talvez. É, e aí junto com isso, naquela época ele e o Paulo já imaginavam que uma forma de atender seria de uma forma remota, digital.

Então, eu participei naquela época da montagem do internet banking, que os bancos estavam saindo dos bank lines, que muitos dos seus clientes que assistem o teu canal, muitos não viveram isso, mas antes da internet os bancos tinham uma estrutura que era com linha discada.

E aí o Alfa queria sair na frente e montou um dos primeiros internet banks e um home broker, que era como se você negociava ações de forma digital naquela época. Então eu tive a chance de poder iniciar nessa área. E foi assim o meu início no Alfa. Cara, muito legal. E acho que depois você acabou tendo a oportunidade de participar.

do programa de trainee do banco, e assim, a gente sabe o quanto, eu mesmo fui trainee, e a gente sabe o quanto os trainees têm uma aceleração de carreira importante, e até é importante destacar que o doutor Aloysio foi um dos precursores desse, dessa ideia do modelo de trainee, como é que foi para você, acho que, pelo que você me contou, o trainee mais jovem, a ingressar ali no programa da tua turma, como é que foi esse movimento?

O banco estava fazendo a primeira turma de treininho na época e o doutor Luiz, como você colocou, ele sempre apostou muito nessa questão da formação de profissionais e na formação acadêmica, atrelado à experiência profissional. Então, o banco estava fazendo a primeira turma e eu tive a sorte, de novo. Eu tinha um diretor na época que chamava Antônio Ceder e ele falou, olha...

Como foi um período muito difícil da minha vida, tinha recém perdido meu pai, enfim, o banco virou um apoio muito importante. Eu praticamente vivi o banco. Eu brinco sempre que eu tive amigos que me ajudaram muito na faculdade, que me ajudaram a me ajudar no apoio da formação, porque muitas vezes eu me deixava de aula para seguir, o que eu não recomendo a ninguém, porque está começando a carreira, mas no meu caso foi assim.

E aí o banco estava abrindo a primeira turma de trainee, e aí esse diretor falou, olha, para ser trainee você tinha que ser formado na faculdade, que era uma regra desde a época do Banco Real, tinha que ter dois anos, para quem era interno, dois anos de casa. Dois anos ninguém tinha porque o banco era recém.

iniciado a operação, ele falou, a gente vai dar um waiver aqui para você entrar no processo. Eu estava no primeiro na faculdade, se você passar na turma, a gente vai deixar você participar. E aí eu acabei participando do processo, entrei muito jovem, com a turma bem mais velha, entre aspas, do que eu.

e participei dessa turma de trainee, que era um programa fantástico, como que na época você passava um ano e meio rodando todas as áreas do banco, você frequentava todas as áreas do banco, e aí ao longo desse processo você também tinha uma formação acadêmica com provas ao longo de cada área.

E no final desse processo havia um ranking e o melhor ranqueado tinha a oportunidade de conhecer, eu brinco sempre, o Deus grego, que eram os banqueiros naquela época, o doutor Aloysio e o Paulo, que era um mundo muito diferente de hoje, os banqueiros são super acessíveis.

Naquela época, eles tinham um andar só deles, um esquema muito forte de segurança, muito também em função do momento. E eu acho muito mais por necessidade do que por qualquer outra questão, muito mais por...

Por precisar muito naquela fase, por me dedicar muito, eu acabei tendo essa posição. E nessa posição você tinha a chance de conhecer, de almoçar com os banqueiros. Conhecer o Paulo Guilherme e o Dr. Aloysio, que eram quem... O Paulo era o presidente do banco, foi quem montou o banco. O Dr. Aloysio era o presidente do conselho na época. E aí eu tive essa chance que foi de conhecê-los. E foi um encontro emblemático na minha carreira.

E o que você tirou de principal insight do papo que você teve com eles, considerando a dificuldade de acessar essas mentes naquela época?

Foi muito importante porque, obviamente, a partir daí a minha carreira passou a ter uma tutoria importante. E eu lembro, de forma muito viva, o Dr. Luiz e o Paulo falaram, se você quiser ser banqueiro um dia, você vai ter que ter algumas condições. Você vai ter que ter paciência.

disciplina e barriga no balcão, chão de fábrica, para poder crescer em espiral e não em vertical. Porque para conhecer o banco, para ser banqueiro um dia, você vai ter que rodar o banco inteiro.

Você vai ver talvez amigos fazendo carreiras verticais mais rápidas, ou mudando de banco, na disciplina de mudar de banco sem ter uma visão de longo prazo. Mas isso vai te formar, se você quiser e for performando ao longo da sua carreira, vai te formar um banqueiro completo para você poder um dia, para acomodar um banco. Não dá para você ser um cara técnico só de mesa de operações, um cara técnico só de crédito, um cara só comercial, enfim.

Isso foi muito importante, isso ficou muito gravado. Eu acredito muito na relação de longo prazo, acredito muito na... A carreira com certeza é uma maratona, não é uma corrida de 100 metros. E isso para mim ficou muito vivo nesse primeiro encontro e daí minha carreira seguiu nesse sentido.

E para a gente fechar o capítulo alfa aqui, até com um desafio de síntese, Augusto, foram 22 anos lá, boa parte do mundo de atacado, nas áreas de wealth, corporate banking, você virou diretor estatutário ali com 30 e poucos anos também. Imagino que tenham muitas boas histórias, mas se eu te desse o desafio de...

trazer as duas mais emblemáticas, as duas que te vem à cabeça mais rápido, quais você contaria aí para a gente fechar esse belo capítulo de Banco Alfa? Olha, um eu já comentei com você, que foi esse encontro, esse...

a oportunidade de conhecê-los. Eu lembro claramente também quando eu consegui, quando eu tive engraçado, mas eu lembro muito de quando eu recebi a ligação, meu chefe na época chamava Dilson Monrath, para falar que eu tinha sido aprovado no estádio, que eles iam me contratar. Eu lembro muito de eu recebendo essa ligação como se fosse hoje. O convite...

Eu acho que o convite para ser diretor estatutário, bispo doutora Liz e para o Paulo Guilherme sempre foi muito forte, de poder ser uma das pessoas que comandavam o banco, também importante, e a oportunidade de poder participar da liderança de várias áreas ao longo dessa carreira que eu passei por lá. A chance é pegar uma companhia que está começando na época.

de você participar, eu tive a chance de poder participar da criação e da liderança, em alguns casos, de áreas novas, que eu acho que culminou muito com o meu perfil empreendedor. Muita gente acha que você só pode empreender ou criando uma nova empresa, ou montando uma startup, ou você pode empreender numa empresa que já existe. Então...

Eu acho que todos esses pontos foram pontos que eu levo muito vivos comigo até hoje. Muito bom. Se a gente pegar o que é boa parte, o que foi boa parte da tua carreira no Alfa e agora o JHSF nem se fala, a gente tem um fio condutor do que é o público alta renda, o luxo e assim. Hoje no mercado financeiro muita gente quer se especializar nesse segmento, seja para atender o cliente ultra high, estruturas de private.

E, cara, você talvez seja um dos grandes nomes que consegue traduzir e fazer a interface com esse público. Então, antes de a gente continuar, eu queria te perguntar para a turma, os CFPs aí, os private bankers que nos assistem, quais seriam os insights, as dicas mais importantes que você deixaria para quem já trabalha com público alta renda ou que gostaria de fazer essa movimentação de carreira?

Olha Arthur, primeiro que eu sou um ex-bancário enferrujado e aposentado, então talvez a minha opinião possa estar desatualizada. Mas falando do cliente de alta renda...

Eu acho que, de uma forma geral, não tem jeito. Esse é um segmento que demanda especialização, leva tempo. Então, o caso da JHSF, por exemplo, acho que essa liderança que ela vem do setor de Alta Reina América Latina vem da especialização de muito tempo nesse setor, de muito tempo atuando, focada nesse sentido.

E eu acho que, então esse é um primeiro ponto, eu acho que um outro ponto muito forte é essa questão da busca da excelência na qualidade e no operacional impecável do que esse cliente de alta renda demanda. Acho que dependente de qual ponto de contato no serviço, seja um private bank, seja na hospitalidade, na gastronomia, num mall, no aeroporto.

Eu acho que essa questão do foco muito grande em levar um produto o mais perfeito possível, com um olhar absurdo aos detalhes, uma obsessão pela excelência, eu acho que isso é uma característica muito forte desse setor. Perfeito. E como eu já dei um spoiler de JHSF na pergunta anterior, queria te perguntar...

Como foi essa transição, como foi essa mudança de lado do balcão, saindo do banco depois de tantos anos, já como diretor há tantos anos, para aceitar o desafio da JHSF?

Olha, você sabe que olhando para trás, são quatro anos dessa mudança, a impressão que eu estou na JHSF, há 23 anos foi o tempo que eu fiquei no Alfa. Eu acho que alguns pontos ajudaram muito nessa mudança. Primeiro...

Com certeza é a coincidência ou o fato da JHSF ser focada no cliente alta renda, que foi aonde eu tive a oportunidade de ser formado, me especializado. O Alfa era um banco.

focado no cliente de alta renda. Então, o fato dessas duas companhias terem o mesmo cliente, isso ajudou bastante. Ou seja, eu encontrei na JHSF, eu encontro na JHSF muitas das pessoas com quem eu lidei a minha carreira inteira. Então, a forma de se relacionar, voltando à pergunta anterior, essa especialização no setor ajudou bastante nessa interface.

O outro ponto importante, eu acho que também foi o início, foi para ajudar na construção da JHSF Capital e depois interagir com as demais áreas. Depois eu passei a atuar na área digital, depois nos fundos relacionados ao Fasano, quando a gente fez o fundo para o Fasano Mayfair, depois o fundo para a MOLS, o Cidade Jardim, enfim. Essa relação, nessa interação me deu uma proximidade muito grande com os negócios.

Acho que outra questão também é a cultura da JHSF. Eu fui extremamente bem recebido por todos os líderes da companhia. É uma companhia de uma cultura muito forte, todo mundo muito focado, que vive com paixão a companhia. Então, eu acho que quem chega para trabalhar conosco com esse perfil, com essa característica, tem uma chance muito grande de se adaptar e se atualizar.

E eu acho que, por fim, talvez vital para essa relação foi o apoio que eu tive do José Uremo, do Zeco, e um apoio que se deu porque ele vive a companhia, ele é o presidente executivo da JHSF.

realmente por trás é uma visão fantástica, única, uma das principais visões do mundo hoje nesse setor, mas que vive a companhia dia e outurnamente, 24 por 7. Então essa presença dele, essa proximidade com ele, junto conosco, com todo o nosso time.

Eu acho que facilitou muito essa interação. Para mim hoje dá a impressão que eu estou aqui muito mais sempre do que esses quatro anos na JHSF. Cara, realmente surpreende ser só quatro anos, principalmente quando a gente olha o noticiário e vê tantos movimentos que vocês fazem. Parece que todos esses movimentos são espaçados em mais tempo do que de fato eles são. Mas pegando a cronologia do teu período lá, quatro anos, dois anos à frente da JHSF Capital, minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha minha

Após dois anos você se tornou CEO. Eu queria te perguntar o que você acha que mudou na prática ou o que você ajudou a transformar, porque...

A JHSF acho que talvez tinha uma ligação muito forte com essa parte de desenvolvimento imobiliário e a impressão, olhando de fora, é que cada vez mais ela entra em negócios de receita recorrente, os clubes e como é que um cara com a tua visão de mercado, de estruturação, de alocação de capital, de wealth management, o que você ajudou a, talvez não mudar, mas...

colocar melhor o foco? Olha, Turito, com certeza eu não mudei nada do que vinha sendo feito nesse tempo do ponto de vista estratégico. Essa não é uma estratégia que chega comigo. A companhia vem investindo na renda recorrente.

Há muito tempo. A gente entrou com a chegada do Zeco, depois a fundação, pelo Dr. Fábio Oremo, que traz valores muito importantes para nós, presentes até hoje na nossa companhia, na incorporação e depois com a chegada do Zeco a gente avança para esse modelo, indo para a renda recorrente. Então esse movimento tem mais de 20 anos.

e a gente vem ao longo do tempo expandindo essa relação com a renda recorrente em outros negócios, muito olhando para o cliente, ou seja, indo para onde o nosso cliente vai, sempre focado na questão do setor de alta renda, que a gente foi construindo esse ecossistema único que a JHSF tem dos negócios distintos. Mas todos focados nesse mesmo cliente, no lifestyle, no estilo de vida desse cliente.

Então essa é uma estratégia que já vinha sendo feita antes da minha chegada, de um time incrível que nós temos, que já vinha com muita energia construindo esse portfólio. E aí quando eu assumo em fevereiro de 2024...

A gente tem uma meta estabelecida pelo conselho, estabelecida por todos, que era uma meta de poder avançar com mais velocidade nessa estratégia que já existia, na expansão dos negócios de renda recorrente, com o objetivo de chegar em dois terços, um terço da geração.

vinda da renda recorrente, mas em momento algum de deixar de fazer a incorporação imobiliária, que é um negócio importante para nós, na nossa atividade. E então, junto com esse movimento, nessa expansão, a gente faz também um movimento importante de...

de reforço, não porque a gente tinha uma estrutura não embasada, mas preparando essa estrutura para esse crescimento, a gente reforça muito com promoção e com desenvolvimento de talentos da companhia.

para novas posições, a gente traz pessoas de mercado que reforçaram essa governança, então é uma governança ampla e estipulada de uma forma, não de uma única posição, mas sim de um time forte nosso.

E a gente faz isso e estabelece essa meta e junto com isso a gente acelera essa expansão dos negócios de renda recorrente, passa a desenvolver novos negócios de renda recorrente também, que são as residências para alocação, o crescimento dos clubes, o surgimento da JHSF Capital, que reforça o nosso business de renda recorrente.

e faz também um exercício para a estrutura de capital, para deixá-la ainda mais robusta. Além de que a companhia sempre teve uma estrutura de capital muito forte, mas a gente também prepara e reforça essa estrutura para essa expansão toda, que foram as emissões em patamares muito positivos para a companhia, que levaram a companhia para uma estrutura de capital com o seu menor custo histórico dessa dívida, com o maior alongamento que a gente já teve.

e depois com o movimento IPO também que reforça, no final do ano passado, esse movimento. Então, não tem, de verdade, eu acho que o que eu, se eu contribuir de alguma forma, foi nessa organização, junto com o conselho, junto com os demais diretores, para fazer esse movimento que a gente vem fazendo aí nesses últimos anos.

Legal, aproveitando o gancho de estrutura de capital, Guto, eu queria trazer uma pergunta de um perfil parceiro nosso que sempre contribui para os episódios, que é o perfil Curioso Mercado. Inclusive, fizeram um conteúdo legal de vocês esses tempos. Eles perguntam como vocês veem, na perspectiva de estruturação financeira, a participação.

do cara que já é cliente e pode de repente estar com o chapéu de investidor também, não só usufruindo os assets, mas ajudando a construir os futuros assets nesse processo de expansão tão dinâmico que vocês têm feito.

Essa é uma realidade nossa e é uma responsabilidade dobrada, porque muitos dos nossos clientes, primeiro que eles são clientes de várias unidades, de vários negócios diferentes da JHSF, muitos deles são investidores nossos, sejam através do nosso papel da ação listada na B3, sejam através dos nossos fundos da JHSF Capital.

A gente se conecta com esse cliente de várias formas. Então, a gente tem na JHSF Capital muitos desses clientes e na própria B3, obviamente, clientes que estão aqui surfando no São Paulo Surf Club, que estão com a gente com residência conosco em algum dos nossos empreendimentos, que estão nos nossos restaurantes, enfim, no aeroporto, que estão nos nossos negócios, que se encontram também no investimento. Então, é uma relação muito forte com esse cliente.

Inclusive a ação tem valorizado muito, né? Eu vi que você gravou os resultados aqui do clube. Como é que você resumiria esse resultado tão impressionante de 2025 e um pouco de guide que você está olhando para esse ano?

A gente fez a divulgação do resultado 2025, um resultado importante para a gente, transformacional, como a gente colocou, porque além dos números serem números recordes, esse resultado traz alguns avanços importantes para nós.

Traz a incorporação vindo muito bem, já falo em relação ao IPO que nós fizemos. Traz a renda recorrente em nível recorde. Traz todos os negócios da renda recorrente, as cinco unidades de negócio, todas elas atingiram patamares históricos. Traz uma estrutura de capital, como eu comentei, com o menor custo de dívida que nós já tivemos. Com o alongamento do passivo.

com o maior prazo que nós já tivemos, enfim, e traz uma estrutura transformacional que foi esse IPO que nós fizemos no final do ano passado, um IPO de R$ 5.235.000.000, em que a gente vendeu os estoques prontos em desenvolvimento da JHSF para esse fundo. Essa venda, então, é uma venda relevante, é o maior IPO do mercado de capitais, do setor imobiliário, que já aconteceu.

traz uma posição robusta de caixa para a companhia, a companhia ficou então com uma posição com dívida líquida negativa, ou seja, com mais posição em caixas equivalentes do que em vencimentos. Deixou a gente, e deixa a companhia com uma riqueza muito grande no balanço, que é um land bank que não foi vendido, então a gente segue com 30 bilhões de reais de VGV, de land bank comprado, que serão provavelmente no futuro feitos através de veículos de investimento, como nós fizemos.

E uma companhia hoje já com uma geração de EBITDA desses negócios, já próximo de R$ 800 milhões. Esses negócios, como já estão hoje, já de forma anualizada e estabilizada, porque muitos negócios, como aqui o São Paulo Startup Club, que foi inaugurado no final do ano passado, ainda estão nessa curva de valorização, de ganho de margem operacional.

Mas esses negócios por si só já dão para a gente uma perspectiva de um bilhão de reais no médio e longo prazo. A gente não divulga guidance para ano. E com todas as expansões que a gente tem em todos os nossos negócios de renda recorrente e da incorporação, isso já projeta para os próximos anos no médio prazo para dois bilhões de reais. Essas companhias de renda no Brasil treinam ao redor de 15 vezes esse múltiplo.

e fora do Brasil, internacional mais próximo de 20 vezes, por ter muitas unidades diferentes, uma companhia, uma holding com negócios distintos, estão mais comparáveis com grupos internacionais e também por essa internacionalização do grupo, também dá uma possibilidade de se comparar a esses peers internacionais, então que dá um último de 20 vezes. Então mostra o upside que a companhia tem de geração de valor, então esse era o movimento que a gente gostaria de dar essa percepção ao mercado.

e a ação vem capturando parte desse movimento. A gente ainda acha que tem bastante valor para ser capturado, mas o balanço foi transformacional porque levou a companhia para esse modelo, como fazem as companhias em mercados maduros internacionais, que usam veículos de investimento para fazer seu desenvolvimento, como a gente está fazendo na incorporação, e fica a companhia holding pura de renda.

com um VGV muito grande para ser lançado ainda nos próximos anos e décadas, e com uma renda importante para frente com crescimento, e que isso deveria trazer a companhia para um outro patamar de preço, isso já vem acontecendo, mas como eu disse, a gente acha que ainda está no início dessa curva de médio e longo prazo.

Esse é o movimento e desde que a gente divulgou os resultados aqui no São Paulo Surf Club, no final de março, no 31 de março, a ação vem performando, eu acho que olhando para esse movimento, mas que de novo a nossa opinião para médio e longo prazo, a gente está no começo ainda desse caminho.

Muito bom. E pegando o gancho agora do IPO, eu queria trazer uma pergunta que também tem espaço cativo no podcast, que é a pergunta B3. Nessa pergunta eu sempre tento capturar a melhor história do convidado com a Bolsa Brasileira, né? Seja um IPO, seja uma experiência de investimentos pessoal, seja alguma coisa que deu errado, alguma história dos seus tempos de mercado financeiro. Qual que seria a tua melhor história com a B3?

Acho que a B3 tem um papel importante educativo na minha carreira. Primeiro que ela contribuiu muito para a formação do meu patrimônio, continua contribuindo com a JHSF, listada na B3.

mas ela também teve um papel muito importante educativo na minha vida. No início da minha carreira, eu muito empolgado com o mercado de ações. Logo no começo, muita gente quando começa a achar que entende alguma coisa, começa a olhar outros mercados um pouco mais, que dependem mais de conhecimento profundo e de uma gestão de risco maior, que é o mercado de opções. Eu entrei no mercado de opções muito jovem.

e coloquei o que eu tinha e o que eu não tinha nas opções de uma companhia, que eu não vou comentar qual, mas que era uma companhia que lançava muitas séries de opções naquela época. E aí eu fiz essa posição, ganhei na primeira, na segunda, na terceira, quando eu coloquei o capital todo.

A opção começou a voltar e aí eu sem nenhuma disciplina não fiz um stop loss e vi todos os meus recursos naquela época virarem pó, com a opção virando pó. E tive a lição muito clara da diversificação de risco, de ter stop loss, de poder nunca colocar.

todos os investimentos numa única estratégia, que é muito o que a JHSF vem fazendo ao longo da sua história. Então, e para mim isso foi muito importante, foi uma lição que eu aprendi cedo e que eu aplico ela até hoje na minha vida. Boa, Guto. Tem uma frase que você falou uma vez que eu achei sensacional e que ilustra um pouco a natureza do negócio.

que é na Faria Lima o pau quebra de segunda a sexta. Com vocês, além de segunda e sexta, o pau continua quebrando de sexta a domingo, porque é o momento chave onde os clientes estão usufruindo os ativos da companhia, os clubes, os shoppings, os restaurantes. E isso está muito linkado com esses ativos, o Surf Club. Você chegou a falar um pouco sobre o crescimento?

dos negócios de renda recorrente, mas eu queria tentar entender qual foi a virada de chave, quando que vocês colocaram de fato uma lupa para entender que esses ativos, os clubes, esse tipo de negócio poderia deixar de ser apenas amenidades imobiliárias e se tornar algo tão relevante até para construção de relacionamento com os clientes.

É verdade, essa é uma realidade nossa única. A gente tem uma semana muito intensa, que é a semana que a gente toca a companhia com todas as agendas, cuida do operacional, cuida de tudo. E muitos dos nossos negócios possuem o high no final de semana. Então, quando os clubes têm maior uso, quando os hotéis estão mais...

tem maior uso, os shoppings, o aeroporto, enfim. Ainda bem que a gente tem uma companhia que tem um sucesso operacional de segunda a domingo, mas a gente tem o high de muitos nossos negócios na semana, quando a maior incidência de venda de imóvel para alta renda é no final de semana, enfim. Então, essa é uma diferença importante, relevante, entre a Faria Lima, entre o mercado financeiro e a JHSF. Foi até nesse meu processo, antes de entrar.

Eu lembro de umas últimas conversas com o Zeco, ele foi muito incisivo nisso, ele falou olha, o pessoal do mercado financeiro é tão inteligente que até nisso eles pensaram, eles ligam o mercado na segunda e desligam na sexta, aqui o nosso mercado...

não vai desligar e ele vai acelerar no fim de semana. Então esse foi um ajuste de rotina, por mais que eu trabalhava em IB e tinha uma rotina de final de semana, mas é diferente da nossa vida aqui. E a gente avançou para esses negócios olhando para o final de semana também dos clientes, mas muito mais não olhando para o fim de semana, mas sim olhando para a vida desse cliente.

Olhando para como a gente poderia levar um diferencial para a vida desse cliente, de novo focado no cliente de alta renda, mas que pudesse um impacto na qualidade de vida, na experiência, no melhor tempo de uso dele, com a família dele. E o São Paulo Surf Club é um exemplo desse. Então, para os Foria Limers, a gente está a 10 minutos a Faria Lima, então é possível, a gente tem clientes aqui que fazem videoconferência, daqui saem, vão, surto, volta.

encaixa isso na vida do cliente. Então, essa questão do encaixar, de levar essa qualidade de vida, é algo muito forte em tudo que a gente olha. E foi nisso que a gente desenvolveu vários negócios, entre eles o negócio de clubs, focado de modo que a gente pudesse levar aqui de frente para Pontos Talhada, no coração de São Paulo, a primeira onda da capital.

e num ambiente único em que ele consegue reunir esse ecossistema nosso no mesmo lugar, encaixar isso na vida, seja de um empresário, de um executivo, de um pai, de uma mãe, de um filho, enfim, de ter esse olhar amplo e que, de novo, a gente atende tanto aqui no caso, quem está começando a surfar, quem nunca surfou, ou todos os outros amenities do clube, ou até os mais avançados e profissionais do esporte.

Cara, muito bom. Acho que encaminhando para o final, Guto, eu queria trazer uma outra pergunta de um patrocinador, que inclusive eu sei que é super próximo de vocês, que é a pergunta Range Rover. A ideia é trazer o tema inspiração aqui para a pauta, conectando o DNA de liderança da marca com a sua trajetória pessoal. Então, para essa pergunta eu queria te ouvir para entender quais líderes te inspiraram, se você pudesse citar um ou dois, seja no âmbito profissional ou mesmo na vida pessoal.

Bom, a vida pessoal na minha formação, desde que eu nasci, eu acho que minha família, meus pais, meus avós, meus padrinhos, meus tios, com quem eu frequentei muito, foram pessoas muito importantes na minha formação. Então, meus pais diretamente, perdi meu pai cedo, mas minha mãe também, guerreira.

Então foram muito importantes na formação da minha construção até chegar à vida adulta, que eu acho que trazem valores na formação importantes que a gente carrega, cada um no seu berço, na forma como foi criado, mas que carregam na forma de lidar, enfim, e de conduzir as coisas. Profissionalmente, na minha formação profissional...

Com certeza a Dra. Luiz e o Paulo Guilherme foram importantes, o Antônio Ceder, que foi esse diretor que me deu essa oportunidade, o Fábio, que depois estou aprendendo no banco, que foi também importante na minha carreira, muito importante. E agora, eu adoro aprender, ao longo da minha formação profissional, eu sempre procurei não largar o lado acadêmico.

e aprender com as pessoas, enfim. Então agora com certeza eu já tinha sempre uma admiração muito grande pela JHSF e pelo ZECO. Eu acho hoje ele sem dúvida um dos principais líderes, uma visão de novo muito especial para esse setor de alta renda, para o setor de luxury internacional. Eu acho que esse movimento internacional, o sucesso dele também vem muito dessa visão dele. Então...

e é uma visão atrelada a muito trabalho, a muito suor. Então, com certeza, o que eu aprendo muito com ele, com o nosso conselho e com todos os executivos da JHSF, os nossos líderes, para mim servem de inspiração todo dia para a gente continuar buscando entregar de forma surpreendente os nossos serviços, os nossos clientes. Boa! Cara, recentemente...

Você tem estado mais presente nas redes sociais, seu perfil cresceu, movimento que é comum, eu tenho visto muito entre CEOs, conversei muito com o Salute sobre isso também. Queria te perguntar como surgiu essa ideia, se foi uma provocação do marketing, se foi uma vontade tua, e também como é a tua relação com isso, você consome o que a turma aposta, os influenciadores, ou apesar de ter a tua exposição, você fica mais offline? Olha, Arturito, vou te dizer...

100%... Marketing está aqui testemunhando. Claro, nessa resposta. Não, não partiu de mim. É só ver um pouco também do meu momento antes, da minha história toda. Eu venho de uma formação low profile, tanto profissional. Muitos chamavam a Dra. Luiz do banqueiro invisível. E até pessoal, sempre fui discreto.

Está um pouco tímido, eu acho. Então, não era do meu estilo.

E aí depois, quando eu assumo a presidência em fevereiro, o conselho traz esse questionamento, uma posição construtiva da necessidade de a gente comunicar ao mercado de uma forma um pouco técnica, mas também de comunicar um pouco de tudo que a gente vem fazendo, dos nossos negócios, dos nossos resultados, enfim.

Então não partiu de mim, mas eu acho que o conselho estava certo. A gente vem recebendo muito feedback positivo do mercado, da Faria Lima, dos investidores que utilizam das redes sociais para poder ter acesso a uma informação. Óbvio que são todas informações sempre alinhadas com a RI, mas virou uma forma didática e pessoal de passar um pouco de tudo que a gente vem fazendo.

Mas seguindo até um pouco em linha com o que eu falei e com a coerência que eu falei do meu perfil, é puramente focado nas questões que estão ligadas à JHSF, a minha vida pessoal, eu continuo mantendo essa autonomia dela.

de manter ela low profile, discreta, enfim. Então, mas do ponto de vista profissional, a gente entendeu que esse era, a companhia entendeu que esse era um caminho importante para seguir, e estava certo, a gente tem tido um bom retorno do que a gente vem usando. E eu sempre usei muito mais a rede social, eu continuo usando, para te acompanhar, para te seguir, como influencer, e outros influencers eu sempre usei mais para ter informação do que entregar.

Então na vida pessoal continuo não entregando, mas na vida profissional a gente vem cada vez mais buscando a forma melhor de fazer isso, mas sempre focada, 100% focada no impacto para a JHSF. Perfeito. Falando agora sobre final de semana, acho que...

bons assets para aproveitar o fim de semana não faltam, embora imagino que você pise em algum clube, em algum condomínio, sempre vem algum cliente amigo com alguma demanda, com alguma questão, mas tirando esse lado, como é que você usufruiu no final de semana com a família, você frequenta?

os ativos, os ambientes da JHSF, isso faz parte da tua rotina ou não? Você prefere desconectar e ficar num momento mais privado? Como é que... Se tem algum hobby, algum esporte que você pratique mais, como é que é teu final de semana?

Olha, a gente vem nesses últimos dois anos, todos os líderes, e a gente vem num ritmo muito forte de trabalho. O descanso, com certeza, é importantíssimo, ele tem que acontecer e acontece, mas a gente vive muito também a companhia nos finais de semana. Então, as vezes que eu pude surfar foi em eventos da JHSF, lá no Boa Vista, Vila Surf Club, que eu estava com a minha família.

Uma forma que eu fui aprendendo é de tê-los comigo nesses momentos quando a gente pode estar juntos. Tem momentos no final de semana que acaba não tendo como conciliar com a família, com as viagens, enfim, ou até eventos da própria JHSF. Mas quando dá, então eu trago eles comigo.

Quando eu não tenho essa agenda demandada, eu procuro ficar de novo voltando à origem mais resguardado, mais quieto. Eu tenho paixão em ficar com a minha família, com a minha esposa, com a Marigênia, que me dá todo o suporte para poder ter essa vida e apoiar os meus filhos junto comigo, mas que dá todo esse suporte para que eu consiga ter a cabeça em paz para poder estar liderando a companhia com todos os outros líderes.

E estar com meus filhos, com meus irmãos, quando eu posso, enfim. Mas estar com a minha família é a coisa que eu mais gosto. Adoro poder, eles adoram futebol, são dois corintianos roxos, então quando eu posso estar jogando bola com eles ou levando eles ao estádio que eles gostam, eu tenho prazer. Quando dá para a gente cozinhar junto, em família, é um prazer. E esporte está um pouco...

de esportes diferentes está um pouco mais difícil encaixar, eu sempre gostei muito de montar cavalo, mas estou um pouco distante do cavalo, mas quero me conectar porque também está conectado muito ao nosso mundo, né, o surf com certeza, mas o meu fim de semana quando não é em atividade, quando é é possível eu tenho eles comigo, quando não é é resguardado e quando convivo nos nossos empreendimentos, que isso acontece muito, esse contato com os nossos clientes acaba sendo natural, porque os nossos clientes vivem esse mesmo...

destino quando a gente está nele, então faz parte de interagir, entender e quando puder, sempre poder tirar, a melhor coisa que tem é tirar um feedback vendo o que não está certo, o que dá para melhorar e aí junto com o time já na segunda-feira implementar o que pode ser melhorado. É isso, conexão Boa Vista e Itaquerão.

Augusto está em todas, pessoal. Exatamente. Mas para a gente fechar, Augusto, tem um pedido que eu sempre faço para os convidados, a gente está construindo uma biblioteca virtual do projeto do Riemanns of Faria Lima, então eu sempre peço duas recomendações de livro, uma mais ligada ao mundo econômico, mundo de mercado, e uma tema livre, um livro que você gostou ao longo da sua vida.

Olha, linkado ao mais ao mercado, um dos livros que eu li bem no começo da minha carreira no Alfa, no começo da faculdade, e que eu sigo com esses princípios que eu acredito muito,

É um livro do Benjamin Graham, que foi um professor de Colúmbia, de Nova York, e economista, e que teve uma relação muito próxima com o Warren Buffett, que é uma mente muito importante nessa construção da estratégia de investimento, da análise de investimento baseada na geração de valor, na análise de valor.

Então, na construção de valor no longo prazo, com a visão de médio e longo prazo para as companhias, mas muito baseada na qualidade da companhia, na capacidade dessa companhia de gerar valor ao longo do tempo, mas muito no tangível da companhia. Então, isso para mim é o que eu acredito, é o que a JHSF faz. É óbvio que a gente tem um compromisso com a cada trimestre, entregar o resultado, entregar diariamente o retorno aos acionistas, mas...

a gente tem um olhar muito forte para essa formação de valor de médio e longo prazo, que é muito em linha com essa tese. Então, essa é uma visão, para mim, da análise de investimento e da análise das companhias, de condução das companhias, que eu acredito bastante.

Não linkado ao mercado financeiro, eu gosto de biografia, acho que é uma chance de se aprender com histórias que podem estar ligadas ou não ao mundo dos negócios, ao mercado financeiro, enfim. É um pouco da nossa tese aqui nesse projeto também. Mas eu acho, lembrando aqui, uma que tem conexão com tudo que a gente está falando, tem um livro muito legal sobre a história de uma família importante para o mercado financeiro e para o mercado de luxo.

que são a família Rothschild, que se chama The House of Rothschild, se eu não estou enganado no nome do livro, mas que é um livro que retrata bem essa família, que até hoje tem relevância, mas que traz essa história importante do mundo financeiro e depois a conexão com o mercado de alta renda. Então é uma história que eu gosto.

Muito bom, pessoal, a gente vai ficando por aqui. Antes de acabar, eu vou deixar um presente para o Augusto, um kit de carnes sensacionais da Minerva Foods. Até, Augusto, aproveitando o gancho da ampliação da presença de vocês no Uruguai, eles têm a Cabanha das Lilas, que é uma marca uruguaia sensacional. Então, vou te presentear para você aproveitar com a família. Turma, obrigado, nos vemos daqui duas semanas e até a próxima. Valeu, Guto. Obrigado.

Legenda por Sônia Ruberti

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