Ep16 - Porque é que as mulheres fortes se sentem sozinhas nas relações
No Nuamente, Mariana Silva, especialista em intimidade e relacionamentos, aborda um dos paradoxos mais silenciosos que encontra em consulta: mulheres que venceram em tudo e que dentro da relação se sentem invisíveis. Não por falta de amor. Mas porque a mesma postura que as fez chegar onde chegaram, a autossuficiência, o controlo, a dificuldade em delegar, é a mesma que não deixa o outro entrar. Mariana explica porque é que estas mulheres têm dificuldade em receber, porque é que o companheiro muitas vezes não sabe como se posicionar, e o que é preciso mudar para deixar de carregar a relação sozinha.
Neste episódio vais descobrir:
• porque é que ser forte e autossuficiente pode estar a isolar-te dentro da relação
• o que está por trás da dificuldade em baixar a guarda e deixar o outro participar
• porque é que a solidão na relação muitas vezes não vem da falta do outro
• como a comunicação das necessidades muda a dinâmica com o companheiro
• qual é a pergunta que a Mariana propõe às mulheres que se sentem invisíveis nas relações
Às vezes a solidão não vem da falta do outro. Vem da forma como aprendemos a sobreviver sem precisar de ninguém.
Sabe mais sobre a Mariana e o seu trabalho em https://www.instagram.com/marianasilva.sexualidade/
- Mulheres fortes sozinhas em relaçõesAutossuficiência e controlo na relação · Dificuldade em receber e delegar · Comunicação de necessidades · O papel do companheiro · Aprender a estar acompanhada sem controlo
- Impacto da autossuficiência profissional nas relaçõesDelegar tarefas no trabalho · Modo de controlo aprendido
- Educação e ComunicaçãoTomada de consciência e esforço mútuo · Delegar tarefas para parceria · Permitir que o outro faça à sua maneira
- A dificuldade em receber afeto e gestosReação a pequenos gestos · O papel do companheiro em proporcionar
- Autocuidado e Autoestima FemininaMensagem de empoderamento e independência · Dificuldade em receber carinho e amor
- O papel do homem na relaçãoNão saber como agir ou não se esforçar · Boa vontade do companheiro
Sem ruido
Olá, sejam bem-vindos aqui a mais um episódio do podcast Nuamente. Eu sou a Mariana Silva. Provavelmente muitos de vocês já estão a acompanhar, já me estão a acompanhar há algum tempo, mas para quem chegou de novo sou eu. Sejam bem-vindos. E hoje eu escolhi o tema Porquê é que as mulheres fortes se sentem sozinhas nos relacionamentos?
Cada vez mais tenho conhecido mulheres que estão bem resolvidas, têm a vida organizada, têm carreira, tomam decisões, têm responsabilidade e mesmo assim dentro da relação sentem-se sozinhas. Não é falta de ter alguém, porque algumas sim têm isto tudo e não encontraram ainda o amor.
Neste caso, no episódio de hoje, eu vou me focar mais na questão de terem isto tudo e estarem numa relação e sentirem-se sozinhas na relação. Aqui não é o facto de não terem alguém.
É estar numa relação e continuarem a sentirem-se sozinhas. O que aos olhos de quem está de fora é uma coisa até que parece estúpida, não é? Porque tens uma vida maravilhosa. Alcançaste uma carreira de sucesso. Tens saúde. Tens responsabilidade. Tomas cisão. És empoderada. És uma mulher bem resolvida. Por que raio devias estar tu a sentir-te sozinha? Ou te sentes tu sozinha na relação?
E é isto que confunde muita gente, porque nós não estamos a falar de mulheres frágeis, não estamos a falar de mulheres que não conseguem dar conta das coisas.
porque às vezes é um bocado isto que se associa ela é frágil ela não tem estrutura para aguentar tudo e isso reflete-se na relação não, não é disso que estamos a falar estamos precisamente a falar de mulheres fortes mulheres que são admiráveis mulheres que se cuidam
Mulheres que têm responsabilidades e dentro da sua vida profissional e das responsabilidades também nos outros papéis, conseguem dar conta de tudo, mas mesmo assim sentem-se sozinhas na relação.
Mulheres que dizem, ai eu venci na vida, mas no amor sinto-me invisível. Isto não é raro, infelizmente. Isto não é raro. É muitas vezes pouco falado.
E normalmente pessoas que têm carreira, que têm vida social, também são pessoas que têm muitas das vezes presenças, muitas presenças, muitos jantares, muitos eventos, formações, encontros disto, encontros networking, isto e aquilo e aquilo outro, muitas das vezes em casal até, e acaba por ainda dar a ideia errada de que está tudo bem e maravilhoso naquela relação.
E não, não está bem, só que é um tema que não se fala. Porque é que há uma ideia muito forte de que se és independente, se tens sucesso, se estás bem contigo, então isso devia traduzir-se numa relação que também funciona. Parece que não se aceita que a relação possa não funcionar, já que tens sucesso em tudo.
E depois estas mulheres acabam por ficar tão bem convencidas de que se elas conseguiram, deram conta do negócio, deram conta da família, dos filhos, da sua carreira e da sua identidade como mulheres, que não se anularam, elas próprias têm imensa dificuldade em perceber porquê que a relação não está a funcionar. Porquê que não se sentem vistas, reconhecidas, admiradas, porquê que se sentem invisíveis.
E tu podes estar a saber decidir tudo, a resolver, a organizar, mas dentro da relação, se calhar, não estás a conseguir fazer isso. Não tens dificuldade em pedir, tens dificuldade em dizer que precisas, tens dificuldade em baixar a guarda, e sem se aperceberem, estas mulheres continuam a fazer tudo sozinhas.
E é aqui mesmo que estejam acompanhadas. E se calhar é aqui que é o foco da nossa análise de hoje. Isto, no fundo, até agora nem sequer falei que há falta de amor. Estamos a falar de uma série de coisas e isto não é sobre falta de amor. Muitas das vezes é...
Proteção é o hábito que a mulher tem de ser autossuficiente, porque ela no seu dia-a-dia está em muitos papéis de profissional, de mãe, de mulher empreendedora. Não é só ser mulher empreendedora, é ser empreendedora e ter uma carreira. Não é só isto, é gerir uma casa, é gerir a questão e tarefas e compromissos relacionados com os filhos.
automaticamente esta mulher está numa postura de autossuficiência. E ela, se está numa posição de liderança da vida dela, tem dificuldade em confiar, tem dificuldade em confiar as tarefas. Nós, empreendedoras, sabemos muito bem o que é isso. Quando chega um determinado momento da nossa vida é que temos que delegar tarefas a alguém.
Quantas mulheres eu já não tive que estavam exaustas e não largavam mão de tarefas das suas empresas, da contabilidade ou dos recursos humanos. A dificuldade de recrutar alguém era brutal, não é porque não aparecesse candidatos, é porque elas próprias também tinham dificuldade em largar, em soltar, em delegar. Então, se estas mulheres estão nestas posições, automaticamente há um formato nelas que pode estar a interferir nas relações.
Também há aqui outra coisa, que elas podem simplesmente nunca ter aprendido a estar com alguém sem estar em modo de controlo. Até noutras relações anteriores.
Portanto, isto vem ainda vincar mais a posição ou modos em que esta mulher está, que é em outras relações eu tive que estar sempre no controlo. E agora, se calhar nem preciso, mas dado todo o meu dia-a-dia, dado todo o meu histórico a nível amoroso, eu nesta relação estou no modo controlo, sem dar conta. E porquê que quando tu estás sempre a segurar,
O que é que acontece? É que se nós estamos sempre a segurar as rédeas das coisas, nós não dámos espaço. A nível profissional, se eu estou a segurar o Departamento de Recursos Humanos comigo, eu não dou espaço a que a outra pessoa que eu contratei entre para assumir as funções. Se eu estou a segurar e estou no controle da relação, eu não dou espaço ao outro a fazer nada.
E é este o motivo que eu encontro para que mulheres fortes se sintam sozinhas nos relacionamentos. Estando elas com sucesso nas suas vidas profissionais, carreira, em todas as responsabilidades e projetos e tudo o que elas fazem. E que estão num relacionamento e se sentem sozinhas.
Claro que eu aqui tenho que falar de um dos lados, não sei... Este tema pode nos levar agora a pensar, e o outro? Qual é o papel do homem na relação? Como é que ele se comporta? Claro que, se é uma relação, é uma coisa a dois. Mas como vocês sabem, eu não posso estar a falar para vocês, a dizer o que é que o outro vai fazer, ou o que é que não vai fazer. Nem me interessa estar a apontar aquilo que ele não faz.
Porque eu já sei que isso só não funciona. Eu não posso apontar ao outro se eu não fiz uma autoanálise e não olhei o que é que eu estou a fazer que não está a funcionar. Portanto, primeiro tem que ser eu, eu, eu. Nós, nós, nós. E depois os outros.
E então, talvez a pergunta não seja porquê que eu estou sozinha na relação, mas onde é que eu não estou a conseguir realmente deixar-me estar com o outro? E esta é aqui uma pergunta muito interessante. Onde é que eu não estou a conseguir realmente deixar-me estar com o outro? Porquê que eu não me deixo estar com o outro?
porque é que eu estou a dizer estas coisas e há pessoas que eu conheço que me veem automaticamente, que já passaram por aqui e que automaticamente me veem à memória
E algumas fico feliz por termos despertado estas, termos trazido estes assuntos para a mesa e ter despertado nelas conclusões e respostas que fizeram mudar a sua atitude na relação a outras que ainda não conseguiram. Ainda estão muito enraizadas nesta postura que assumiram e ainda não conseguem serem vistas na relação.
porquê que estar sozinha é importante se calhar é uma pergunta que podem fazer porquê que estar sozinha na relação é importante, e vocês dizem mas eu não quero, eu não quero estar sozinha sim, mas tudo o que tu estás a fazer faz com que tu estejas sozinha também deves ter algum ganho com isso porquê que é importante para ti não é, não, é, para lá pensa o que é que tu ganhas também em estar sozinha na relação é meu
Se não for mais ganhas o poder de apontar ao outro que não te está a ver e apontas o defeito para o lado de lá. Mas porquê que é importante estar sozinha na relação? Ai Mariana, não é de todo importante. Então porquê que tu não fizeste nada ainda para não sair daí? Mas saber estar...
Estar sozinha na relação dá-te o poder de fazer as coisas como tu queres. Mas tens uma consequência. Saber estar acompanhada sem ter que fazer tudo, sem ter que controlar tudo, é outro tipo de aprendizagem.
Portanto, e aqui eu vou reforçar, estar acompanhada numa relação sem ter que fazer tudo, sem ter que controlar tudo, é uma aprendizagem que se calhar tu tens que a fazer, porque não consegues estar nesse modo. Ou estás sozinha e fazes tudo, estar na relação e fazer tudo também não é solução. Não, também tens que permitir não ter que fazer tudo. Muitas vezes...
Estas mulheres não conseguem receber, não vou dizer sempre, não é o caso, mas numa grande parte das vezes estas mulheres não conseguem receber. E às vezes é fácil de as detetar, publicamente até, porque quando há alguém que lhes faz um pequeno gesto, elas emocionam-se muito facilmente.
Não é taxativo, ok? Nem eu sou o Alexandre Monteiro para fazer a leitura corporal das pessoas, tá? Gosto muito do Alexandre, mas de longe eu ter a capacidade que o Alexandre tem. Mas reparem, uma mulher que não sabe, não consegue receber, quando é apanhada de surpresa com um pequeno gesto e emociona-se, muitas das vezes são mulheres que...
que não permitem-se receber e se calhar também não há muita gente a proporcionar-lhes isso ao ponto de elas se habituarem. Eu não sei receber, mas se me estão constantemente a dar e não desistem e dão, e dão, e dão, eu lentamente vou amolecer e vou saber receber um bocadinho melhor e aos poucos vou se calhar conseguir receber mais.
O companheiro, agora falando aqui um bocadinho do lado do companheiro, do lado dos homens, o companheiro não entende, muitas das vezes, a postura desta mulher. Alguns também não se esforçam ou também não sabem como agir. Eu também já passei por isso. Eu também já passei por momentos.
Até eu achei que o meu companheiro não se esforçava, mas na prática nem era isso que estava a acontecer, ele não sabia como é que havia de agir. Mas temos aqui os dois casos, não sabem se comportar e não sabem ou então não se esforçam. Temos as duas coisas. Claro que o comportamento de não se esforçar tem um impacto diferente na mulher.
O comportamento, não saberem como reagir, também tem um impacto, mas pelo menos se ela conseguir perceber que estás ao meu lado, tu és esta mulher, eu vejo-te assim, tu controlas tudo, tu, ok, não tem que ser tudo, tu sozinha, mas eu não sei como é que eu entro, não sei como é que eu te posso apoiar. E há pelo menos uma boa vontade do companheiro, mas não há...
a fórmula ainda para ele se posicionar claro que aqui entra duas coisas, entra a tomada de consciência das mulheres mulheres que estejam nesta posição que eu estou a falar que se estejam a identificar com isto que eu estou a dizer
Há a tomada de consciência delas, não é? E depois aqui há a comunicação que é importante. Ou seja, eu tomei consciência que eu estou sempre no controle, que eu não dou espaço, eu quase que estou formatada para fazer tudo sozinha e tenho o meu companheiro ao lado que quer me ajudar, mas ele não sabe como fazer. Então só há uma solução.
é falarmos sobre o assunto e falarmos para resolver como é que nós vamos conseguir isso. Como é que eu vou e eu tenho que fazer um esforço para baixar a guarda e ele tem que arranjar uma estratégia para conseguir intervir. Nós mulheres fortes que sentimos sozinhas nos relacionamentos, não temos que carregar tudo sozinhas, temos que parar com isso.
Portanto, por muito que carreguem tudo sozinhas nas vossas carreiras ou em determinadas áreas da vossa vida, se se sentem sozinhas num relacionamento, têm de parar de carregar tudo sozinhas. Há pouco eu falei que estamos com os recursos humanos nas mãos e temos medo de o largar. E não queremos largar porque estamos a ter que largar o controlo.
Pronto, aqui na relação também vamos precisar de fazer isso. Vai haver um momento em que, para parar de me sentir sozinha, tenho que delegar tarefas ao meu parceiro para fazermos uma parceria, para contribuirmos 50-50 nesta relação, para eu ser vista.
E permitir que o outro participe e deixar fazer à maneira dele é um grande desafio. Porque depois também é isto, que é, ok, eu não vou fazer tudo sozinha, vamos dividir as coisas, vamos arranjar a estratégia. Então, depois o homem faz e a gente pimba. Não fizeste da mesma maneira. Se quisermos traduzir isto para coisas assim muito banais do dia-a-dia, só o título de exemplo.
Diz assim o marido, olha, hoje eu vou arrumar a cozinha para tu pôr a louça na máquina. Olha, isso acontece lá em casa algumas vezes. Vou pôr a louça na máquina. Hoje sou eu que põe a louça na máquina. E o que é que acontece? Há uma pessoa que põe sempre a louça, mas há um dia que é outra. Quando é a outra, o que é que acontece?
não é aí que se põe os copos. E os pratos não sei o quê. E... Ou seja, tem que haver aqui um controle muito grande, que é o deixar o outro fazer à maneira dele, é muito importante. E agora vocês dizem, ó Mariana, mas tu estás-me aqui a dizer coisas que são muito complicadas. Não, eu entendo. É uma questão de treino. Olha, tudo é treino. É uma questão de vocês treinarem. Ou seja, permitam-se soltar-se.
Sair do controle, permitam que o outro faça. Permitam-se receber. Deixem de carregar tudo sozinhas. Deixem que o outro participe. Ele não vai fazer à vossa maneira, mas deixem fazer à maneira dele. Porque senão vocês preferem fazerem vocês a tarefa ou o que for para fazer. Fazerem vocês.
para ficar direito do que deixar o outro fazer. Lá está, e entramos na bola, na roda do hamster. E aqui, claro, é muito importante nós comunicarmos as necessidades. É importante comunicar as necessidades. Eu preciso disto, eu necessito disto neste momento. E, às vezes, as pessoas já fizeram isto lá atrás.
E um dia dizem-me, mas eu já comuniquei as minhas necessidades há tanto tempo e ele ainda não sabe. É preciso reforçar. E às vezes as necessidades há um ano atrás não são as mesmas de hoje. Por isso, mulheres que estão sozinhas nos relacionamentos, se sentem sozinhas, mas que vocês sabem que são mulheres fortes, são mulheres decididas, mulheres da ação.
Têm que fazer aqui esta reflexão e ajustarem os vossos comportamentos no relacionamento. Às vezes a solidão na relação não vem da falta do outro. Vem da forma como nós aprendemos a sobreviver sem precisar de ninguém. E depois nós não sabemos bem como é que vamos sair daí.
É assim que eu interpreto a solidão nas relações e as mulheres sentirem-se invisíveis nas relações. Por isso, mais uma vez, de tudo aquilo que eu estive a falar, não teve a ver com o outro. Teve a ver connosco, com a nossa postura. Não teve a ver com aquilo que o outro não faz, com aquilo que ele não diz, tem a ver com aquilo que eu não deixo que ele faça, que eu não permito que ele diga e quando ele diz eu não valorizo muitas das vezes. Até mesmo os elogios.
E a sociedade, ultimamente, o que é que nos diz? Têm que ser mulheres empoderadas, não têm que viver à custa de nenhum homem, têm que ser autossuficientes. E nós, mulheres, carregamos tudo às costas. Temos de ser suficientes e não dependendo de ninguém e blá blá blá blá blá blá. Ora, uma mulher destas, como é que ela vai baixar as guardas para receber um carinho, para se sentir amada?
e se nunca valoriza isto o outro lado desliga o botão diz, opa, eu digo que ela é giro eu digo que amo, ela não valoriza eu até quero ajudar, mas ela quer fazer tudo sozinha, portanto vou-me deixar estar aqui quieto no sofá cegadinho a fazer scroll e está tudo certo portanto, é mais um ponto de vista sobre aquilo que me vai aparecendo às vezes em consulta
que eu própria reflito também sobre isto. Como é que esta mulher é tão espetacular, tão poderosa, tão decidida e porquê que ela não está feliz na relação. Pronto, e esta é a conclusão que eu tiro. Vamos lá analisar as nossas relações, as mulheres que estão aí desse lado e aos homens que nos estão a ouvir. Se vocês em algum momento...
conseguem rever a vossa esposa ou a vossa companheira nesta postura, acho que também ficou muito mais claro para vocês a grande dificuldade que ela tem em deixar de estar no controle, porque se calhar desde muito cedo lhe foi dito que ela tinha que ser forte, tinha que ser independente, tinha que ser autossuficiente.
E isso fez com que ela se tornasse na mulher que é hoje. Por isso, se calhar é difícil ela receber elogios e por isso não deixem de dar elogios, até que ela se habitua, porque um homem é muito mais feliz quando consegue ter uma mulher feliz ao lado, porque se tu lhe deres essa felicidade, essa estabilidade, ela normalmente retribui em dobro e em triplo.
Por isso, para vocês que estão desse lado, resta-me desejar-vos uma boa semana e boas vibrações. Fiquem bem. Sem ruído.
Mariana Silva
Especialista em intimidade e relacionamentos