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#26 Pegada Semanal – 07 a 21 de agosto
22 de agosto de 202616min
Bom dia, e bem-vindos ao Pegada Semanal. Eu sou a Alexandra Costa, esta edição cobre duas semanas - de 7 a 21 de agosto - e tem um fio condutor que atravessa as notícias do global ao local: a velocidade a que estamos a mudar o sistema climático - e o que isso significa para sistemas que ainda pensávamos ter tempo de preservar.
Vamos falar de uma das notícias científicas mais importantes dos últimos anos. A 13 de agosto, uma equipa da Universidade de Utrecht publicou na Nature Climate Change um estudo que reformula a forma como entendemos um dos maiores riscos climáticos do planeta: o colapso da Circulação Meridional do Atlântico, o AMOC. O que o estudo mostra é que não existe um limiar fixo de temperatura a partir do qual o AMOC entra em colapso. O que determina o risco é a velocidade do aquecimento - e estamos a aquecer depressa de mais.
Na Europa, uma boa notícia estrutural: em junho, a energia solar forneceu, pela primeira vez, um quarto de toda a eletricidade da União Europeia. Em Portugal, os incêndios florestais continuam a dominar o verão: 63.347 hectares ardidos até 19 de agosto. Mas há um número que merece contexto: a área ardida é, apesar de tudo, cerca de quatro vezes inferior à registada no mesmo período de 2025.
Vamos a isso.
Vamos falar de uma das notícias científicas mais importantes dos últimos anos. A 13 de agosto, uma equipa da Universidade de Utrecht publicou na Nature Climate Change um estudo que reformula a forma como entendemos um dos maiores riscos climáticos do planeta: o colapso da Circulação Meridional do Atlântico, o AMOC. O que o estudo mostra é que não existe um limiar fixo de temperatura a partir do qual o AMOC entra em colapso. O que determina o risco é a velocidade do aquecimento - e estamos a aquecer depressa de mais.
Na Europa, uma boa notícia estrutural: em junho, a energia solar forneceu, pela primeira vez, um quarto de toda a eletricidade da União Europeia. Em Portugal, os incêndios florestais continuam a dominar o verão: 63.347 hectares ardidos até 19 de agosto. Mas há um número que merece contexto: a área ardida é, apesar de tudo, cerca de quatro vezes inferior à registada no mesmo período de 2025.
Vamos a isso.