#15 Pegada Semanal – 24 de abril a 8 de maio
Por onde começar? Por uma conferência que aconteceu em Santa Marta, na Colômbia, e que pode ter mudado o curso da diplomacia climática mundial.
Por uma descoberta científica perturbadora sobre os microplásticos que respiramos.
Na Europa, a temporada de incêndios florestais está a chegar - e pela primeira vez, há uma estratégia europeia pensada para enfrentar essa ameaça de forma integrada, antes de ela começar.
E em Portugal, a preparação para essa mesma época critica, está a ser feita com uma seriedade que o país raramente demonstrou. São duas semanas com muito para contar.
Vamos a isso.
- Conferência de Santa MartaFim dos combustíveis fósseis · Diplomacia climática mundial · Colômbia · Países Baixos · COP30 · UNFCCC · Irene Vélez Torres · Gustavo Petro · Amazônia · COP31 · Turquia
- Microplásticos atmosféricosFontes terrestres vs. oceânicas · Universidade de Viena · Nature · Andrea Stoll · Saúde humana · Cidades · Estradas · Fábricas · Aterros
- Estratégia Europeia de IncêndiosPrevenção de incêndios florestais · Estratégia Integrada de Gestão do Risco de Incêndios Florestais · Comissão Europeia · Restauração da natureza · Frota RES-EU · Chipre · Roxana Minzatu · Jéssica Roswell
- Tratado Global dos PlásticosImpasse nas negociações · Limites de produção de plástico · Gestão de resíduos · Reciclagem · Júlio Cordano · Chile · Busan · Genebra
- Simplificação Ambiental na EuropaOmnibus Ambiental · Proteções ambientais · Competitividade económica · Bureau Europeu do Ambiente
- Preparação de Portugal para IncêndiosComando Integrado de Prevenção e Operações (CIPO) · Acumulação de combustível florestal · ANEPC · ICNF · AGIF · GNR · Forças Armadas
Bem-vindos a mais uma edição do Pegada Semanal. Desta vez, vamos cobrir duas semanas de notícias, de 24 de abril a 8 de maio, num único episódio. Por onde começar? Por uma conferência que aconteceu em Santa Marta, na Colômbia, e que pode ter mudado o curso de Diplomacia Climática Mundial. Por uma descoberta científica perturbadora sobre os microplásticos respiramos.
Na Europa, a temporada de incêndios florestais está a chegar e pela primeira vez há uma estratégia europeia pensada para enfrentar esta ameaça de forma integrada antes de ela começar. E em Portugal, a preparação para essa mesma época crítica está a ser feita com uma seriedade que o país raramente demonstrou. São duas semanas com muito para contar. Vamos a isso.
Santa Marta, o que ficou da conferência que quis acabar com os combustíveis fósseis. A conferência de Santa Marta terminou no dia 29 de abril e vale a pena fazer o balanço de tudo o que ficou. Foram cinco dias de trabalho na cidade colombiana, com representantes de 57 países, representando cerca de um terço da economia mundial, a debater algo que durante décadas foi considerado demasiado politicamente sensível para dizer em voz alta nos corredores da diplomacia climática.
que é preciso acabar com o petróleo, o gás e o carvão. Não gerir as suas emissões, acabar com elas.
A conferência foi coorganizada pela Colômbia e pelos Países Baixos e nasceu diretamente o impasse da COP30, em Belém, em novembro passado, onde os petrostatos bloquearam qualquer referência ao mapa do caminho para fora dos fósseis. A ideia foi criar um espaço fora da UNFSCC, a Convenção das Nações Unidas sobre o Clima, onde países dispostos a ir mais longe pudessem trabalhar sem o veto de quem não quer avançar.
O resultado foi descrito por vários analistas como uma mudança de paradigma, da fixação de ambições para a gestão ativa do declínio dos combustíveis fósseis. Foram estabelecidos três grupos de trabalho para levar o processo à frente. O desenvolvimento de roteiros nacionais e regionais de saída dos fósseis, mecanismos financeiros e fiscais para apoiar a transição e a redução de emissões de metano. Foi também criado um painel científico para a transição energética.
um corpo complementar ao IPCC, com mandato específico para analisar o abandono dos fósseis. A segunda conferência desta série ficou confirmada. Em 2027 será coorganizada por Tuvalu e pela Irlanda. Uma aliança simbólica que une um pequeno estado insular do Pacífico, em risco de desaparecer literalmente de vasta água, com o país europeu cada vez mais comprometido com a descarbonização.
Quem ficou de fora diz tanto quanto quem esteve presente. Os Estados Unidos não participaram. A Arábia Saudita também não. A Rússia também não. Mas a Conferência de Santa Marta prova que é possível conferir momento político fora das negociações formais. E que 57 países, quando suficientemente motivados, conseguem criar uma arquitetura de cooperação alternativa que complementa, sem substituir, os processos da UNFCCC.
A ministra do Ambiente da Colômbia, Irene Vélez Torres, resumiu bem o espírito do encontro ao dizer que a urgência climática já não pode mais ser ignorada e que a conferência representava uma resposta coletiva a esse imperativo. O presidente colombiano, Gustavo Petro, foi ainda mais direto ao alertar que o mundo podia chegar a um ponto de não retorno sem a fronesta amazónica a regular o clima do planeta.
O relatório, produzido em Santa Marta, vai ser formalmente entregue à presidência brasileira da COP, que o Brasil mantém até novembro de 2026 e servirá de contributo para as negociações da COP31 na Turquia. Os microplásticos que respiramos vêm de onde menos esperávamos.
Enquanto a duplamacia climática avançava em Santa Marta, a 24 de abril chegou uma descoberta científica que muda aquilo que pensávamos saber sobre a poluição por micoplásticos. Um estudo da Universidade de Viena, publicado na revista Nature, revelou que as fontes terrestres emitem mais de 20 vezes mais partículas de microplásticos para a atmosfera do que os oceanos. Contrarendo a crente anterior de que o mar era o principal emissor de plásticos em suspensão no ar.
A investigação foi liderada por Andrea Stoll, que compilou 2.782 medições em todo o mundo para construir uma imagem global sem precedentes da origem dos microplásticos atmosféricos. A conclusão principal é clara. A esmagadora maioria das partículas que entram na atmosfera vem de fontes terrestres.
abraço de pneus, fibras testas, resíduos plásticos fragmentados e superfícies contaminadas que libertam partículas de volta para o ar. Há uma nuance que os investigadores não escondem. Em termos de massa, o oceano contribui mais do que a Terra, porque as partículas marinhas tendem a ser maiores e mais pesadas. Mas em número de partículas, que é o que importa para a saúde humana porque é o que inalamos,
a Terra supera o oceano por um fator de mais de 20 para 1. A implicação prática desta descoberta é substancial. Se quisermos reduzir a exposição das pessoas aos microplásticos atmosféricos, as soluções não estão no mar. Estão nas cidades, nas estradas, nas fábricas e nos aterros.
Os pneus dos carros, os tecidos sintéticos das roupas, as embalagens plásticas que se desfazem ao sol. São estas as fontes prioritárias a controlar. E isso, ao contrário da poluição oceânica, está muito mais próximo do nosso raio de adoção.
O Tratado Global dos Plásticos. O novo presidente, o mesmo impasse. A proposta de um tratado global juridicamente vinculativo sobre a poluição plástica continua a ser uma das grandes esperanças e uma das grandes frustrações do multilateralismo ambiental. Depois de duas sessões de negociações falhadas em Busan e em Genebra em 2025, o processo ganhou um novo presidente em fevereiro de 2026.
Júlio Cordano, do Chile, foi eleito para liderar o Comitê Intergovernamental de Negociação. Mas a realidade que chegou até nós neste período é que, apesar da mudança de liderança, o impasse estrutural persiste. Os países produtores de petróleo continuam a bloquear qualquer referência a limites de produção de plástico, insistindo que o foco deve ser a gestão de resíduos e a reciclagem, ou seja, o fim do ciclo, e não a redução da produção, o início do ciclo.
Esta é uma batalha familiar a quem acompanhou as negociações sobre combustíveis fósseis nas COPES. O mesmo lobby, a mesma tática de atraso, o mesmo argumento de que reduzir a produção é economicamente inaceitável. A próxima sessão de negociações, a INC 5.4, está prevista para o segundo semestre de 2026. Há quem acredite que o novo presidente tem mais margem para conduzir o processo de forma mais inclusiva. Há quem duvide que qualquer mudança de liderança...
seja suficiente para ultrapassar as divisões fundamentais entre os Estados. O que é certo é que a ciência não espera. A poluição plástica continua a crescer, os microplásticos encontram-se em tudo, desde o sangue humano à neve do Everest, e o planeta não tem o luxo de negociações indeterminadas. A Europa prepara-se para a pior época de incêndios florestais. A estratégia chegou tarde, mas chegou. Com a primavera a avançar e as temperaturas a subir,
a Europa está a entrar no período que precede a época crítica de incêndios florestais, que em Portugal é tipicamente entre 15 de maio e 15 de outubro. E este ano, pela primeira vez, há uma estratégia europeia integrada desenhada especificamente para enfrentar esta ameaça estrutural.
Comissão Europeia adotou, a 25 de março, a Estratégia Integrada de Gestão do Risco de Incêndios Florestais. Um documento estratégico que abrange todo o ciclo de catástrofe, prevenção, preparação, resposta e recuperação. O contexto é urgente. Em 2025, a Europa registrou a pior época de incêndios florestais de que há registro, com mais de um milhão de hectares vendidos. Um mar equivalente ao Chipre.
Em Portugal e Espanha, 22 grandes incêndios durante a vaga de calor de agosto destruíram 460 mil hectares, quase metade da área ardida em toda a União Europeia.
A estratégia europeia tem três grandes pilares. No plano da prevenção, aposta na restauração da natureza e na criação de paisagens resistentes ao fogo. Ecossistemas saudáveis são naturalmente mais resilientes. No plano da resposta, reforça a frota RES-EU. Foram adquiridos 12 aviões de combate a incêndios e 5 helicópteros, que são distribuídos por seis países, incluindo Portugal e Espanha.
Vai ser criado um hub europeu de combate a incêndios no Chip, com funções operacionais e de formação. E está prevista a criação de um painel de cidadãos europeus dedicados ao tema. Um sinal de que a Comissão quer transformar a prevenção numa responsabilidade partilhada, não apenas governamental. A vice-presidente executiva Roxana Minzatu foi direta.
A prevenção, a preparação e a solidariedade devem dar de mãos dadas se quisermos salvar vidas e reforçar a resiliência da Europa. E a Comissária para o Ambiente, Jéssica Roswell, acrescentou que a resiliência económica europeia está diretamente ligada à saúde dos ecossistemas. Investindo na prevenção e na restauração da natureza, podemos evitar prejuízos económicos no valor de milhares de milhões de euros.
Há, no entanto, uma nota crítica que vale a pena fazer. Esta estratégia não cria obrigações legais diretas para os Estados-membros. É uma comunicação política, não uma diretiva. Funciona como orientação e como base para futuras iniciativas legislativas. O que significa que a velocidade de implementação depende, em grande medida, da vontade política de cada país.
A simplificação ambiental que preocupa as organizações ambientais. Uma nota sobre um processo legislativo que tem passado quase despercebido ao grande público, mas que preocupa seriamente as organizações ambientais europeias, o chamado Omnibus Ambiental da Comissão Europeia. Em março, a Comissão lançou um pacote de simplificação que propõe aligerar requisitos em vários domínios ambientais, baterias sustentáveis e emissões.
industriais, gestão de resíduos e instalações de média combustão. O Bureau Europeu do Ambiente, a maior rede da ONG ambientais da Europa, tem levantado sérias preocupações, argumentando que o argumento da simplificação está a ser usado para enfraquecer proteções ambientais conquistadas ao longo de décadas.
O período de consulta pública desta legislação decorreu até 7 de maio. É um dossiê que vamos continuar a acompanhar, porque o que está em jogo é a forma como a Europa equilíbria competitividade económica com proteção ambiental, uma tensão que vai dominar o debate político europeu nos próximos anos. Portugal face ao verão. A preparação mais séria de sempre para os incêndios.
Em Portugal, as duas últimas semanas foram marcadas por um esforço de preparação para a época crítica de incêndios que, segundo vários especialistas, não tem precedentes em termos de coordenação interinstitucional. 9 de abril, o Governo criou o Comando Integrado de Prevenção e Operações, o CIPO, uma estrutura interministerial que reúne a ANEPC,
Na coordenação operacional, o ICNF na orientação técnica e gestão florestal, a AGIF na monitorização e avaliação, a GNR na fiscalização e as suas armadas no apoio operacional e logístico. A sua criação foi justificada pelo cenário excepcional que o país enfrenta. As tempestades Christian, Leonardo e Marta, no início do ano, derrubaram um volume enorme de árvores, criando uma acumulação de combustível florestal de alto risco.
que torna 2026 um ano potencialmente muito perigoso. O contexto não podia ser mais sério. Segundo dados do ICNF, em 2025, herderam em Portugal mais de 250 mil hectares, um dos três piores anos de sempre. Os incêndios concentraram-se nas regiões norte e centro,
onde a floresta homogénea e mal gerida é mais abundante. E as tempestades do início de 2026 deixaram para trás o equivalente a uma imensa pilha de lenha seca espalhada por vastas áreas do território. O Governo está a implementar um conjunto de medidas que inclui fogo controlado em 10 mil hectares de áreas prioritárias, a criação de faixas de gestão de combustível em 75% de rede primária,
até ao final de 2026, e o investimento superou 50 milhões de euros em mecanaria e equipamento para municípios e comunidades intermunicipais. O ICNF tem sublinhado que a prevenção não pode ser apenas uma intenção e uma política pública de investimento continuado e presença no terreno.
Há motivos para algum otimismo cauteloso. A estrutura montada este ano é mais abrangente e mais bem coordenada do que em anos anteriores. Mas há também motivos para não baixar a guarda. A combinação da floresta acumulada, temperatura em subida e o cervejo secas prolongadas no verão pode criar condições para mega incêndios. O Mediotejo, em particular, foi identificado como uma das zonas de maior risco, com o comandante subregional de operação civil, Últidejo Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane Lane
alertar para um verão potencialmente problemático. A mensagem que fica é esta. A prevenção é o único caminho. Como disse o diretor regional do centro do ICNF, quando chegarmos à época crítica, o sucesso não depende apenas do combate naquela altura, depende em grande parte do trabalho que foi feito antes. O Tratado dos Plásticos e o Volta, duas fases da mesma batalha.
Uma breve nota de ligação entre o global e o local que nos parece pertinente nesta edição. Esta semana, enquanto o mundo batia o impasse do Tratado Global dos Plásticos, em Portugal o sistema Volta completou o seu primeiro mês de funcionamento. Os primeiros dados disponíveis sobre o sistema de depósito-reembolso são encorajadores.
Os pontos de recolha estão a funcionar nos permercados, os consumidores estão a adaptar-se ao novo hábito e a adesão tem sido descrita pelos operadores como acima do esperado por uma primeira fase. Estes dois factos, o impasse global e o progresso local, não são contraditórios, são complementares. O Tratado Global dos Plásticos, se e quando for aprovado,
vai criar um quadro jurídico para toda a indústria. Mas a mudança de hábitos dos consumidores, as infraestruturas de recolha, os sistemas de depósito e reembolso, tudo isso tem de ser construído localmente, país a país, cidade a cidade, supermercado a supermercado. Portugal avançou, o mundo ainda está a tentar decidir se quer avançar. E essa é uma tensão que reconhecemos bem de outros domínios da sustentabilidade. Antes de encerrar, uma reflexão sobre o fio condutor destas duas semanas.
há um tema que atravessa transversalmente todas as histórias que contamos nesta edição. A distância entre aquilo que sabemos que é necessário fazer e aquilo que efetivamente fazemos. Sabemos que os microplásticos vêm da Terra, agora temos de agir sobre as fontes terrestres. Sabemos que os incêndios suflorestais são cada vez...
piores e por isso estamos finalmente a construir uma estratégia europeia para os prevenir. Sabemos que os combustíveis fósseis estão a destabilizar o clima e a economia global e por isso 57 países foram a Santa Marta para começar a desenhar a saída. O que impressiona não é a magnitude dos problemas, esses já são conhecidos. O que impressiona é que em todas estas histórias há uma sensação de que algo se moveu. Não o suficiente, nunca o suficiente, mas algo.
Santa Marta não é um tratado. É um sinal de que a conversa mudou. A Estratégia Europeia de Incêndios não resolve o problema do abandono rural e das monoculturas, mas é um passo para enfrentar o risco de forma sistémica. O Volta não elimina o plástico das nossas vidas, mas mudou o incentivo de quem compra uma lata de refrigerante. E isso, a mudança de incentivos...
A mudança de conversa, a mudança de hábitos, é o que percebe sempre a mudança de realidade. E assim, chegamos ao fim desta edição do Pegada Semanal. Duas semanas, muitas histórias, um filme condutor. O mundo está a mover-se. Mais depressa em alguns lugares, mais lentamente em outros, mas a mover-se. Se este episódio vos fez pensar, sobre Santa Marta, sobre os plásticos que respiramos...
Sobre as florestas que podem herdir este verão, sobre a lata que já sabem onde devolver, então cumpriu o seu propósito. Partilhem com quem achem que deve ouvir. Até para a semana.