Episódios de Era Uma Vez Um Podcast

O Menino Que Não Tinha Medo

17 de setembro de 202623min
0:00 / 23:10

Nessa aventura inspirada no folclore nórdico, conheça Erik, um menino que não tinha medo de nada e decide explorar o mundo para saber o que significa arrepiar. Pelo caminho, ele encontra trolls, elfos, florestas cobertas de neve e a misteriosa Rainha das Névoas, aprendendo que algumas emoções vão muito além do medo. Dê o play e embarque nessa viagem mágica pelo norte gelado!

Ensinamentos para as crianças: coragem, curiosidade saudável, empatia, amizade e admiração pelas maravilhas da vida.
Faixa etária recomendada: a partir de 6 anos

Adaptada e narrada por: Carol Camanho

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Beijos e até a próxima história!

Trilha sonora:

Track: "On The Way"
Music provided by https://slipstreammusic.com
Free Download/Stream: https://get.slip.stream/MjvxFh

Participantes neste episódio3
C

Carol Camanho

NarradorNarradora
M

Manuela

Convidado
M

Maria Clara

Convidado
Assuntos7
  • A descoberta de Eric sobre o verdadeiro significado de arrepiarArrepiar·Luzes do norte·Emoções
  • A jornada de Eric para descobrir o que é arrepiarEric·Folclore nórdico·Medo
  • A interação de Eric com a elfa Sigrid e a Rainha das NévoasElfos·Sigrid·Rainha das Névoas·Lago congelado
  • Apresentação do podcast e mensagem de ouvintes mirinsEra Uma Vez um Podcast·Maria Clara·Manuela·Reino Mágico do Era Uma Vez um Podcast
  • O encontro de Eric com o troll Bjorn na florestaTroll·Bjorn·Floresta
  • O retorno de Eric para casa e o compartilhamento de suas experiênciasRetorno para casa·Experiências de viagem
  • Convite para o Reino Mágico do Era Uma Vez um PodcastEra Uma Vez um Podcast·Histórias exclusivas·Inteligência emocional
Transcrição108 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
CCCarol Camanho

Olá, seja bem-vindo ao Era Uma Vez, um podcast. E hoje vou contar para você uma história original inspirada no folclore nórdico chamada O Menino Que Não Tinha Medo. Ela foi escrita e narrada por mim, Carol Camanho. Mas antes da história começar, olha que mensagem mais linda que recebi da Maria Clara e da Manuela, que fazem parte do reino mágico do Era Uma Vez Um Podcast.

MCMaria Clara

Olá, meu nome é Maria Clara, eu tenho 5 anos e a minha história preferida é Dinossauro Monroe, A Caixa da Fada e A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça. Olá, meu nome é Manuela, eu tenho 5 anos e minha história favorita É a chavezinha e o protocole de rosa.

CCCarol Camanho

Amei! A Maria Clara e a Manuela fazem parte do Reino Mágico do Era Uma Vez um Podcast, um lugar cheio de histórias especiais e muita imaginação. O link tá na descrição dessa história se você quiser descobrir esse mundo encantado. Bem, agora comece a imaginar!

?Voz B

Era uma vez, num vilarejo pequeno coberto de neve no norte do mundo, um menino chamado Eric. Eric era um menino normal em quase tudo. Ele gostava de mingau quente pela manhã, de brincar na neve e de ouvir histórias à beira da lareira. Mas havia uma coisa em Eric que não era normal. Ele não tinha medo de nada, nada mesmo. Quando os outros meninos do vilarejo ouviam um barulho estranho na floresta à noite e corriam para dentro de casa, Eric ficava parado do lado de fora olhando para a escuridão com curiosidade.

?Voz D

Que barulho interessante, dizia ele.

?Voz B

Quando a velhinha da casa do fim da rua que todo mundo dizia ser uma bruxa, olhava para as crianças com seus olhos amarelos, todas saíam correndo, menos Eric.

?Voz D

Bom dia, senhora, dizia ele acenando.

?Voz B

Quando os outros meninos contavam histórias de trolls e fantasmas antes de dormir e ficavam com a cabeça embaixo do cobertor, Eric ficava sentado com os olhos abertos no escuro.

?Voz D

Quando é que fica assustador?

?Voz B

Perguntava ele. O pai de Eric suspirava fundo toda vez que isso acontecia. Eric, dizia ele, sentado ao lado do filho, você precisa aprender o que é arrepiar.

?Voz D

Arrepiar?

?Voz B

Repetia Eric sem entender. É quando um frio estranho sobe pelas suas costas. Quando o coração acelera sem motivo, quando você quer correr, mas as pernas não obedecem. Eric franzia a testa. Nunca senti isso, dizia ele. Eu sei, dizia o pai com um ar de preocupação. Isso me preocupa um pouco. Os vizinhos também achavam estranho.

?Voz D

Aquele menino não é normal.

?Voz B

Coxinchavam eles.

?Voz D

Uma criança que não tem medo de nada vai se meter em encrenca um dia.

?Voz B

Até que numa manhã de inverno, Eric acordou, olhou pela janela para a neve lá fora e tomou uma decisão. Vou sair pelo mundo até aprender o que é arrepiar, anunciou ele no café da manhã. O pai olhou para ele por cima da tigela de mingau.

?Voz D

Pelo mundo?

?Voz B

repetiu ele. Pelo mundo, confirmou Eric. O pai suspirou, depois se levantou, foi até o armário e voltou com um casaco grosso, um cachecol comprido e uma bolsa com pão e queijo para viagem. Toma, disse ele. E Eric: Sim, papai. Tenta voltar para o jantar. Eric colocou o casaco, enrolou o cachecol, pegou a bolsa e saiu pela porta. Cada passo que dava na neve fazia um barulho enquanto ele caminhava para longe do vilarejo. As árvores foram ficando mais altas, mais fechadas, até que o vilarejo desapareceu lá atrás e Eric estava sozinho no meio da floresta.

Era uma floresta linda e estranha ao mesmo tempo. Os pinheiros eram tão altos que as pontas sumiam nas nuvens. O vento uivava entre os galhos, fazendo um som que parecia música, ou talvez vozes. E a neve no chão brilhava com uma luz azulada, como se tivesse luz própria.

?Voz D

Que lugar bonito!

?Voz B

Disse Eric olhando ao redor com os olhos brilhando. Ele caminhou por um bom tempo, admirando tudo, até que ouviu um barulho. Eram passos pesados na neve, vindo de trás de uma árvore enorme. Qualquer outra criança teria corrido, mas Eric não. Ele parou e esperou com as mãos no bolso, curioso. De trás da árvore saiu uma criatura enorme. Era um troll! E quando se diz enorme, se quer dizer enorme! O troll tinha uns 3 metros de altura, com braços grossos como troncos de árvore, nariz grande e torto e dois chifrinhos na cabeça.

A pele dele era cinza como pedra e ele usava uma espécie de casaco feito de peles de animais que claramente não lavava há muito tempo. O troll olhou para Eric. Eric olhou para o troll. Buuuuu! Rugiu o troll, abrindo a boca enorme cheia de dentes tortos. Oi, disse Eric acenando. O troll piscou. Ele não estava esperando isso.

?Voz D

Eu sou um troooooooool!

?Voz B

Anunciou ele batendo no próprio peito.

?Voz D

Eu sou assustador! Você é bem grande, é verdade, concordou Eric, observando-o com interesse. Esses chifres são naturais ou você colocou?

?Voz B

O troll tocou os próprios chifres, confuso. São naturais, disse ele numa voz bem menos assustadora que antes. Que legal, disse Eric.

?Voz D

Eu nunca tinha visto um troll de perto. Você mora aqui na floresta?

?Voz B

O troll ficou olhando para o menino por um longo momento, completamente perdido. Sim, disse ele finalmente.

?Voz D

Moro naquela caverna ali.

?Voz B

Deve ser frio, disse Eric. É um pouco, admitiu o troll. Tenho queijo.

?Voz D

Quer um pedaço?

?Voz B

Ofereceu Eric abrindo a bolsa. O troll olhou para o queijo, olhou para o menino e olhou para o queijo de novo. Quero, disse ele num fio de voz. Os dois ficaram ali por um tempo, o menino e o troll, sentados numa pedra coberta de neve, comendo queijo juntos. O troll disse que se chamava Bjorn. E que não assustava ninguém direito havia anos. Eric disse que estava procurando aprender o que era arrepiar. Hmm, disse Bjorn pensativo.

?Voz D

Você deve continuar pela floresta. Lá na frente tem coisas bem mais estranhas do que eu. Que ótimo!

?Voz B

Disse Eric levantando.

?Voz D

Obrigado pelo caminho, Bjorn. De nada.

?Voz B

Disse o troll acenando com a mão enorme.

?Voz D

Boa sorte!

?Voz B

Eric continuou caminhando pela floresta. A neve foi ficando mais funda, chegando até os joelhos, e o céu foi ficando de uma cor roxa escura, como sempre fica no inverno no norte do mundo. Foi então que ele viu as luzes. Pequenas luzes verdes e azuis que piscavam entre as árvores. Aqui e ali, sumindo e aparecendo.

?Voz D

Que bonito!

?Voz B

Disse Eric indo na direção delas. As luzes pararam e então, de trás de um pinheiro, saiu uma criaturinha. Era pequena, menor que Eric, com orelhas pontudas, cabelo branco como neve e uma roupa verde que brilhava levemente. Tinha um ar muito sério no rosto.

?Voz 1

Pare!

?Voz B

Disse a criaturinha com uma voz surpreendentemente grave para alguém tão pequeno.

?Voz 1

Você está entrando no território dos elfos da floresta.

?Voz B

Elfos! Exclamou Eric animado.

?Voz D

Eu nunca vi um elfo! Como você se chama?

?Voz B

A criaturinha franziu a testa.

?Voz 1

Eu sou Sigrid. Guarda do território élfico norte-ocidental, e você deveria estar com muito medo agora.

?Voz D

Por quê?

?Voz B

Perguntou Eric genuinamente curioso.

?Voz 1

Porque, porque eu sou uma elfa, disse Sigrid, como se explicasse tudo.

?Voz B

Você é muito pequena para ser assustadora, observou Eric, não de forma malvada, apenas como uma constatação. Sigrid ficou vermelha de raiva.

?Voz 1

Pequena? Eu tenho 342 anos!

?Voz D

Nossa!

?Voz B

Disse Eric impressionado.

?Voz D

Você parece bem mais jovem.

?Voz B

Sigrid abriu a boca, fechou e abriu de novo.

?Voz 1

Você é a criatura mais estranha que eu já encontrei em 342 anos!

?Voz B

Disse ela finalmente. Obrigado, disse Eric.

?Voz 1

Não era um elogio.

?Voz B

Ah, Eric pensou por um momento.

?Voz D

Sigrid, você conhece algum lugar por aqui onde eu possa aprender o que é arrepiar? Estou procurando isso desde essa manhã.

?Voz B

A elfa o estudou por um longo momento com seus olhos grandes e claros.

?Voz 1

O que é arrepiar?

?Voz B

Repetiu ela devagar.

?Voz 1

Você não sabe o que é arrepiar?

?Voz B

Nunca senti, confirmou Eric. Sigrid ficou quieta por um momento. Então, para surpresa de Eric, ela sorriu. Um sorriso pequeno, quase escondido, mas claramente ali.

?Voz 1

Continua pela floresta até chegar ao lago congelado.

?Voz B

Disse ela.

?Voz 1

No meio do lago tem uma ilha que tem uma torre, e na torre—

?Voz B

ela fez uma pausa dramática—

?Voz 1

mora a Rainha das Névoas.

?Voz B

A Rainha das Névoas, repetiu Eric com os olhos brilhando.

?Voz D

Ela é muito assustadora?

?Voz B

Nunca ouvi ninguém mais assustador em todo o norte do mundo, disse Sigrid com toda a seriedade. Ótimo, disse Eric ajeitando o cachecol. Obrigado, Sigrid. Seja cuidadoso, falou ela enquanto ele se afastava. Sempre sou, respondeu Eric, desaparecendo entre os pinheiros. Sigrid ficou parada na neve, balançando a cabeça.

?Voz 1

342 anos e nunca vi nada assim.

?Voz B

Sim, murmurou ela para si mesma. O lago congelado era exatamente o que o nome prometia: um lago enorme coberto de gelo branco e liso que brilhava sob o céu roxo da noite nórdica. No meio do lago havia uma ilha escura, e na ilha havia uma torre alta com uma única janela lá no topo, de onde saía uma luz pálida e fria. Eric olhou para o lago, olhou para a ilha e então para a torre. Bom, disse ele, eu vou lá. Ele colocou o pé no gelo com cuidado, testou se estava firme e então caminhou pelo lago congelado.

O gelo rangia sob seus passos, creque, creque, creque, e o vento uivava ao redor como se quisesse avisar alguma coisa. Eric chegou à ilha, achou uma porta na base da torre e empurrou. A porta abriu com um rangido longo e profundo. Dentro havia uma escada de pedra em espiral que subia até o alto da torre. Eric começou a subir. Os degraus eram frios, as paredes eram úmidas, e de algum lugar lá em cima vinha um som estranho. Como vento, mas dentro de um espaço fechado.

Quando Eric chegou ao topo, havia uma porta. Ele bateu. Pode entrar, disse uma voz. A voz era fria como neve, calma como um lago parado, e tinha nela alguma coisa que fazia o ar ao redor parecer mais pesado. Eric entrou. O quarto no topo da torre era grande e redondo, como as paredes cobertas de gelo. No centro havia uma cadeira alta, quase um trono, feita de cristal de gelo, e sentada nela estava a Rainha das Névoas. Ela era alta e muito pálida, com cabelos brancos como neblina e olhos da cor do gelo, quase transparentes.

Usava um vestido que parecia feito de névoa e cristal ao mesmo tempo, e ao redor dela o ar era visivelmente mais frio do que o resto da torre. Ela olhou para Eric. Eric olhou para ela. Um menino, disse ela com uma voz que não expressava surpresa nem susto, apenas observação.

?Voz 2

Xoxinho. No meio da noite, na minha torre.

?Voz B

Boa noite, disse Eric.

?Voz D

A senhora é a Rainha das Névoas?

?Voz B

Show, disse ela.

?Voz D

Me disseram que a senhora é a mais assustadora do norte do mundo inteiro, disse Eric com entusiasmo genuíno. Estou procurando aprender o que é arrepiar. Consegue me ajudar?

?Voz B

Houve um silêncio muito longo. A Rainha das Névoas olhou para o menino na porta do seu quarto de gelo, de cachecol torto, com migalhas de queijo na jaqueta, olhando para ela como se ela fosse uma atração de feira, e fez uma coisa que provavelmente não fazia há séculos: ela começou a rir. Não uma risada assustadora, uma risada de verdade, surpresa, incrédula. E quase humana.

?Voz 2

Menino, disse ela quando a risada passou, em mil anos de existência nunca ninguém entrou na minha torre e perguntou se eu podia ajudá-lo.

?Voz B

Deve ser solitário, disse Eric simpaticamente. É um pouco. Admitiu ela. Eric entrou no quarto e sentou no chão de gelo porque não havia outra cadeira.

?Voz D

Então, disse ele, a senhora sabe o que é arrepiar?

?Voz B

A Rainha das Névoas desceu do trono de cristal e ficou parada na frente do menino, olhando para ele de cima. Arrepiar, disse ela devagar.

?Voz 2

É o que acontece quando o seu corpo percebe algo que a sua cabeça ainda não entendeu. É mais rápido que o pensamento. Chega antes do medo, antes da alegria, antes de qualquer coisa.

?Voz D

Mas como eu faço para sentir isso?

?Voz B

Perguntou Eric. A Rainha das Névoas ficou quieta por um momento, então fez um gesto com a mão. Um gesto lento, elegante, e a janela do quarto se abriu sozinha. Uma rajada de vento entrou, e junto com o vento veio a neve. Mas não era neve comum, era uma neve que brilhava com cores azul e verde e branco, dançando pelo quarto como se fosse viva.

?Voz 2

Olha para cima!

?Voz B

Disse a rainha. Eric olhou pelo teto de vidro da torre, que ele não tinha percebido antes. Via-se o céu, e no céu, naquele exato momento, as luzes do norte estavam dançando. Verde, roxo, azul, branco, cortinas de luz vivas se movendo pelo céu como se o próprio céu estivesse respirando. Eric ficou olhando e olhando e olhando, e então aconteceu alguma coisa. Um frio estranho subiu pelas costas dele, diferente do frio da neve, diferente do frio do gelo.

Era um frio que vinha de dentro. O coração acelerou um pouquinho, os olhos ficaram cheios d'água sem que ele entendesse bem porquê.

MCMaria Clara

O quê?

?Voz B

Ele começou. É isso, disse a Rainha das Névoas suavemente.

?Voz 2

Isso é arrepiar.

?Voz B

Eric ficou quieto por um longo momento, olhando para as luzes no céu. Não é assustador, disse ele finalmente.

?Voz D

É lindo demais. Grande demais! Parece que o mundo é muito maior do que eu pensava.

?Voz B

Sim, disse a rainha.

?Voz 2

Arrepiar não é só medo. É qualquer coisa grande demais para o coração guardar de uma vez só.

?Voz B

Eric ficou olhando para o céu por mais um tempo. A neve colorida dançava ao redor. O vento uivava lá fora. E pela primeira vez na vida, Eric não tinha uma palavra para o que estava sentindo. O que descobriu ele era a melhor sensação do mundo. Quando Eric voltou para casa pelo mesmo caminho da floresta, acenando para Bjorn, o troll, no caminho, e para Sigrid, a elfa, que o observava de longe entre os pinheiros, o sol estava nascendo no horizonte.

Tingindo a neve de laranja e rosa. Seu pai estava na porta, esperando com uma expressão de alívio enorme no rosto. Eric, você bem que podia ter avisado que ia demorar mais do que o jantar. Desculpa, pai, disse Eric entrando e tirando o casaco nevado. O pai olhou para o filho. Havia algo diferente nele, mas o pai não conseguia identificar o quê exatamente. Então, perguntou ele, aprendeu o que é arrepiar? Eric tirou o cachecol, sentou perto da lareira e ficou olhando para o fogo por um momento.

?Voz D

Aprendi, disse ele, mas não é o que eu pensava que era.

?Voz B

O que você pensava que era?

?Voz D

Achei que fosse só um susto, só medo.

?Voz B

Eric fez uma pausa.

?Voz D

Mas é qualquer coisa grande demais. Trolls que comem queijo, elfas de 300 anos, luzes no céu que parecem que o mundo está respirando.

?Voz B

O pai ficou olhando para o filho. Trolls que comem queijo, repetiu ele devagar.

?Voz D

Bjorn, ele é bem mais simpático quando você não foge.

?Voz B

O pai ficou quieto por um longo momento, então foi até a cozinha. Voltou com duas tigelas de mingau quente e sentou ao lado do filho, perto da lareira. Me conta tudo, disse ele. E Eric contou.

MCMaria Clara

Fim.

?Voz B

E aí, gostou dessa história?

CCCarol Camanho

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