O Boto Cor-de-Rosa
O Boto Cor-de-Rosa é uma encantadora lenda do folclore brasileiro que nos leva às águas misteriosas do Rio Amazonas. Ao acompanhar a amizade entre a pequena Luana e um curioso boto, as crianças descobrem uma história repleta de coragem, empatia, natureza e magia, mostrando que quem faz o bem nunca é esquecido. Ouça agora e venha conhecer essa linda lenda brasileira!
Ensinamentos para crianças: A gentileza, a coragem e o respeito pela natureza.
Faixa etária recomendada: A partir de 5 anos.
Adaptada e narrada por: Carol Camanho.
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Beijos e até a próxima história!
- Apresentação da lenda do Boto Cor-de-Rosa e depoimentos de ouvintesFolclore brasileiro·Reino Mágico do Era Uma Vez um Podcast
- A amizade entre Luana e o boto cor-de-rosa que se desenvolve na margem do rioLuana·Boto Cor-de-Rosa·Respeito pela natureza
- O resgate do pai de Luana pelo boto durante uma tempestade na AmazôniaTempestade na Amazônia·Coragem·Empatia
- A curiosidade do boto diferente e sua observação da vida ribeirinhaRio Amazonas·Ribeirinhos
- A lenda do boto que ajuda pessoas em perigo e participa das festas ribeirinhasLenda do Boto Cor-de-Rosa·Tradição oral
Olá, seja bem-vindo ao Era Uma Vez, um podcast. E hoje vou contar para você uma lenda do folclore brasileiro chamada O Boto Cor-de-Rosa, que foi adaptada e narrada por mim, Carol Camanho. Mas antes da história começar, Olha que mensagem mais linda que recebi da Gabi, dos irmãos Thomas e Dylan, que fazem parte do Reino Mágico do Era Uma Vez Um Podcast.
Oi, o meu nome é Gabi, eu tenho 6 anos. Minha história favorita é Chapeuzinho Vermelho e o Limão. Oi, meu nome é Dylan, eu tenho 10 anos. Minha história favorita é Pocahontas, Rapunzel, Moana, Aladdin e Samuel. Oi, meu nome é Thomas, eu tenho 5 anos. Minha história preferida é As Aventuras do Menino Yogi. Eu gostei das abelhas e a da mamãe.
Ai, eu amei! A Gabi, o Thomas e o Dylan fazem parte do Reino Mágico do Era Uma Vez um Podcast, um lugar cheio de histórias especiais e muita imaginação. O link tá na descrição dessa história se você quiser descobrir esse mundo encantado. Aliás, as histórias preferidas do Thomas e Dylan são exclusivas do reino. Bem, agora comece a imaginar. Era uma vez um rio enorme e tão largo que de uma margem não se enxergava a outra. Ele tinha a cor do céu quando chove e que guardava dentro de si um mundo inteiro de bichos, plantas e mistérios.
E esse rio se chamava Rio Amazonas. Dentro desse rio, entre as raízes das árvores e as pedras do fundo, viviam vários botos. Eles nadavam pelo rio de manhã, de tarde e de noite, sem que ninguém os notasse muito. Mas lá tinha um boto diferente. Que era curioso. Enquanto os outros botos mergulhavam atrás de peixes e voltavam para respirar sem prestar atenção em mais nada, ele ficava parado perto da margem observando. Observava as garças pousando na beira da água, as crianças que vinham buscar água de manhã cedo com suas vasilhas de barro e as canoas dos pescadores passando devagar com as redes jogadas para os lados e pensava.
Você acha que boto não pensa? Pensa sim. Esse pelo menos pensava muito. Uma tarde, o boto estava perto da margem quando ouviu vozes. Era uma família de ribeirinhos, que são moradores das beiras do rio, que preparava uma canoa para pescar. Havia um homem, uma mulher e uma menina pequena de cabelos negros e olhos grandes como duas castanhas. A menina se chamava Luana. Luana adorava o rio, ficava horas olhando para a água tentando ver o que havia lá embaixo.
Mãe, o que tem no fundo do rio? Perguntou ela. Muita coisa, minha filha, respondeu a mãe amarrando a rede. Peixes, pedras, raízes, e dizem que tem seres encantados também. Seres encantados? Repetiu Luana com os olhos brilhando. Isso mesmo, guardiões das águas que cuidam do rio e de quem vive nele. Luana ficou olhando para a superfície escura e reluzente do rio, e o boto lá embaixo ficou olhando para ela. Os dias foram passando.
Todo dia Luana vinha até a margem. Às vezes trazia um pedaço de mandioca para comer, outras vinha só olhar. E toda vez o boto estava lá, observando debaixo d'água. Um dia Luana viu a barriga rosada do boto passar pertinho da superfície.
Ei!
Ela chamou surpresa.
Você é um boto!
O boto parou. Ninguém nunca tinha falado diretamente com ele antes.
Um boto cor-de-rosa!
Exclamou Luana.
Você é lindo!
O boto não sabia o que fazer com aquilo. Ficou parado por um momento, depois mergulhou de volta para o fundo. Mas no dia seguinte voltou. Ficou na mesma pedra de sempre, perto da margem, espreitando debaixo da superfície. E quando Luana chegou com sua vasilha de barro, ele deixou a barriga rosada aparecer um pouquinho. Só um pouquinho. Pra ela ver. Luana sorriu.
Você voltou!
Disse ela baixinho, como se tivesse com medo de assustá-lo. O boto mergulhou, mas não foi embora. Ficou circulando perto, indo e vindo devagar, como quem diz: estou aqui. Luana ficou sentada na margem por um longo tempo, só observando. Os dias foram passando e aquilo virou um ritual. Luana chegava, o boto aparecia, ela falava, ele ouvia. Ou pelo menos era o que parecia, porque ficava parado, com o focinho pontudo quase fora d'água, inclinado na direção dela. Hoje meu pai pescou um tambaqui enorme, contava Luana.
Tão grande que mal cabia na canoa.
O boto ficava quieto. Você conhece o tambaqui? Claro que conhece, você mora aqui! O boto mergulhou e voltou mais perto, tão perto que Luana poderia ter tocado nele se tivesse esticado o braço. Mas ela não esticou. Ela sabia de algum jeito que não devia, que havia uma distância certa entre o mundo dela e o mundo dele, e que era importante respeitar. Mas ela também sabia de algum outro jeito que o boto entendia tudo que ela dizia.
Certo dia, Luana chegou à beira do rio com os olhos vermelhos. Tinha brigado com a mãe por uma coisa boba, ela nem lembrava mais direito o que era, e estava com aquela mistura de raiva e tristeza que às vezes bate quando a gente discute com quem ama. Sentou na margem e ficou olhando para a água sem falar nada. O boto apareceu, ficou parado bem perto da superfície, olhando para ela com aquele olho redondo e escuro. Você já brigou com alguém que você gosta?
Perguntou Luana. O boto não respondeu, claro, mas ficou ali quieto do lado dela enquanto o sol ia descendo atrás das árvores e o rio ia ficando cor de laranja. Às vezes a gente não precisa de resposta só de companhia. Quando Luana finalmente se levantou para voltar para casa, ela olhou para o boto uma última vez. Obrigada, disse ela e foi embora. Então chegou a noite da tempestade. Naquele tempo, as tempestades na Amazônia eram diferentes das de hoje.
Chegavam de de repente, sem avisar, com trovões que sacudiam as árvores e chuva tão forte que o rio e o céu pareciam virar uma coisa só. O pai de Luana tinha saído para pescar de tarde, e quando a tempestade começou, ele ainda não tinha voltado. A mãe de Luana ficou na margem, olhando para o rio escuro, com o coração apertado. Ele vai voltar, ela dizia para si mesma. Ele sempre volta. Luana ficou do lado da mãe, segurando a mão dela com força.
O rio estava bravo, com ondas que batiam na margem, e a chuva caía grossa e barulhenta. Então, no meio da escuridão, elas ouviram uma voz. Socorro! Era o pai de Luana! A canoa tinha virado com a força da tempestade. Ele estava no rio, lutando contra a correnteza, tentando se agarrar em alguma coisa.
Pai!
Gritou Luana. A mãe tentou entrar na água, mas a correnteza estava forte demais. O rio naquela noite não era lugar para ninguém. Lá embaixo, no fundo do rio, o boto sentiu. Não era bem ouvir, era sentir. Os botos conseguem sentir as vibrações da água, cada movimento, cada batida, cada coisa que acontece no rio. E o boto sentiu o homem lutando contra a correnteza, sentiu também seu medo e sua urgência. E sem pensar duas vezes, o boto nadou tão rápido como nunca tinha nadado.
Atravessou a correnteza, mergulhou entre as ondas e chegou até o pai de Luana. O homem estava exausto, mal conseguindo manter a cabeça fora d'água. O boto se posicionou do lado dele, o empurrou com o corpo e o guiou devagar contra a correnteza em direção à margem. Não foi rápido nem fácil. A tempestade não parou só porque o boto queria ajudar, e o boto não desistiu. Quando o pai de Luana chegou à margem, mal conseguia falar. Deitou na terra molhada, respirando fundo, enquanto a mulher e a filha se ajoelhavam ao lado dele.
Luana olhou para o rio. Na superfície escura, iluminada pelos relâmpagos, ela viu uma barriga rosada. Era ele, o boto, que ficou ali por um momento, bem perto da margem, como se estivesse checando se o homem estava bem. Obrigada, sussurrou Luana com a voz embargada. O boto mergulhou e desapareceu nas águas escuras do rio. Dizem que foi nessa noite que tudo mudou, que foi nessa noite que o boto ganhou algo que os outros botos tinha uma ligação diferente com o rio, uma capacidade de sentir além do que qualquer animal sentia.
Os moradores da margem começaram a contar que o boto aparecia sempre que alguém estava em perigo nas águas, que guiava as canoas perdidas nas tempestades, encostava o corpo nos que estavam se afogando e os levava para a margem. E dizem também que nas noites de festa, quando as tochas acendem e a música começa na beira do rio, às vezes se vê uma figura na margem, alta, de pele rosada, com um chapéu para esconder o alto da cabeça, que fica um momento observando a festa com aquele olhar curioso de quem sempre gostou de entender o mundo dos humanos.
E que antes que alguém consiga chegar perto, mergulha de volta nas águas escuras. Pode ser que seja só uma história, mas na Amazônia quem mora perto do rio sabe. Quando você estiver em perigo nas águas, fique calmo. Pode ser que alguém esteja observando e que venha te ajudar. Fim. E aí, gostou dessa história? Eu adorei! E você já conhecia a história do boto cor-de-rosa? E lembre-se que todo dia às 7:17 tem história nova no Era Uma Vez um Podcast.
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E até a chance de ouvir a voz do seu filho por aqui, igual a da Gabi, do Thomas e do Dillan. Imagina que alegria! E agora ficou ainda mais fácil! Você pode assinar o Reino Mágico morando no Brasil e ouvir tudinho direto pelo Spotify através do Patreon. Mas atenção, para garantir todos os benefícios certinho, é só acessar o site erumavezumpodcast.com.br/reino e seguir as instruções por lá, tá bom? E o melhor, além de tudo isso, você ainda ajuda o podcast a continuar encantando crianças e adultos por muitos e muitos anos.
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