O Livro dos Contos Quase Esquecidos
Hoje eu conto 2 histórias muito legais! A primeira delas é
O Relógio Mágico, a qual conhecemos Luke, um menino que ganha um relógio capaz de voltar no tempo sempre que ele comete um erro. Parece incrível, né? Mas quando a mágica para de funcionar, ele descobre uma lição ainda mais valiosa: crescer é aprender com os próprios tropeços.
E a segunda história é O Concurso Literário de Bookland, a qual acompanhamos uma competição muito especial, onde grandes adultos disputam com suas ideias brilhantes… mas é a simplicidade e a verdade de um menino que tocam o coração do Marquês.
Duas histórias encantadoras que falam sobre simplicidade, responsabilidade, amadurecimento e o verdadeiro valor do tempo e das palavras.
Ensinamentos para as crianças: que errar faz parte do aprendizado e que autenticidade vale mais do que perfeição e humildade
Faixa etária recomendada: a partir de 6 anos
Escrita por: Luciana Silveira Melo
Editora: Casa do Escritor
Narrada por: Carol Camanho
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Beijos e até a próxima história!
Trilha sonora:
Track: "Sweddawetha"
Music provided by https://Slip.stream
Free Download/Stream: https://get.slip.stream/2CzoWv
- O Relógio MágicoViagem no tempo para corrigir erros · Dependência de atalhos mágicos · A magia deixa de funcionar · Aprendizado através de consequências · Valor do crescimento pessoal · Aceitação de imperfeições
- O Concurso Literário de BooklandCompetição de autores no reino · Diferentes perspectivas e talentos · Simplicidade vs. complexidade intelectual · Poder da história autêntica · Valor da bondade e generosidade · Importância do coração sobre a técnica
- Autenticidade e Superação PessoalValor da sinceridade · Poder emocional da história genuína · Simplicidade como força · Conexão autêntica vs. artifício · Importância do coração nas palavras
- Caridade e FilantropiaCompaixão desinteressada · Gentileza como riqueza verdadeira · Gestos de gratidão · Impacto da humanidade · Reconhecimento do valor das pessoas simples
- Desenvolvimento PessoalConsequências naturais das ações · Aprender com tropeços · Importância do pedido de desculpas · Desenvolvimento emocional · Transição da infância para maturidade
- Valor e PrecificaçãoIrreversibilidade do tempo · Momentos como tesouro · Presença e atenção · Preciosidade de cada segundo
- Informações e comunicaçãoAutor e narrador da obra · Editora responsável · Faixa etária recomendada · Plataformas de distribuição · Programa de apoio e assinatura · Contato e feedback dos ouvintes
Olá! Bem-vindo ao Era Uma Vez, um podcast. E hoje vou contar pra você duas histórias muito legais do O Livro dos Contos Quase Esquecidos. São elas, o Relógio Mágico e o Concurso Literário de Bookland, que foram escritas por Luciana Silveira Mello, faz parte da editora Casa do Escritor e narrada por mim, Carol Camanho.
Antônio e Maria Clara, que fazem parte do Reino Mágico do Era Uma Vez, um podcast. Olá, meu nome é Lara, eu tenho 4 anos e minha história preferida é Ana e o balão e a pipa que voou pra lua. Olá, o meu nome é Juan Antônio, eu tenho 8 anos, a minha história favorita é o Soldado Sem Cabeça. Meu nome é Maria Clara, eu tenho 5 anos e minha história favorita é a Cabeça da Vaca.
A May, a Lara, o Juan Antônio e a Maria Clara fazem parte do reino mágico do Era Uma Vez Um Podcast. Um lugar cheio de histórias especiais e muita imaginação. O link está na descrição dessa história se você quiser descobrir esse mundo encantado. Bem, agora comece a imaginar. Lachland. Tudo funcionava como um relógio. Literalmente. O reino era um espetáculo de precisão.
Os pássaros cantavam às horas exatas. O sol nascia e se punha pontualmente. E até as nuvens sabiam quando se mover para não perturbar o cronograma. Era um lugar onde atrasos eram mitos. E o som dos ponteiros avançando era a trilha sonora da vida. No coração de Clockland, uma loja especial chamava a atenção de todos. Tic Tac e Companhia.
magia. Cucos que contavam piadas, despertadores que cantavam óperas e relógios de bolso com engrenagens que reduziam como o pôr do sol. O dono da loja, Sr. Greenwich, tinha bigodes que se moviam no ritmo dos pêndulos e era o mestre da pontualidade e da perfeição. Mas seu filho mais velho, Luke, era uma história diferente. Luke, ao completar exatamente sete anos, ganhou de seu pai um relógio de bolso
herdado de seus ancestrais, um presente misterioso que ele descobriu rapidamente ser mágico. Sempre que Luke cometia um erro, tudo que ele precisava fazer era ajustar os ponteiros do relógio e... Plim! O tempo voltava e ele podia consertar o que tivesse dado errado. Ao quebrar o vaso preferido de sua mãe, bastava girar o ponteiro. Plim! Vaso inteiro. Esqueceu de fazer a lição? Plim!
de mágica. Luke logo se acostumou a essa vida fácil, vivendo despreocupado, cometendo pequenos desastres e corrigindo-os com seu precioso relógio. Ele até se gabava para si mesmo. Errar é humano, mas consertar é Luke! Certo dia, no entanto, durante uma partida de cartas em que Luke mais uma vez tentou trapacear usando o relógio, algo diferente aconteceu. Quando ele foi ajustar os ponteiros,
Nada. O relógio, que sempre fora seu aliado, estava parado. Isso não é bom, murmurou com um nervoso sorriso. Tremeu enquanto pensava. Será que agora vou ter que lidar com as consequências? Ao voltar para casa, Luke, desesperado, correu até seu pai, fingindo uma inocência exagerada. Papai, acho que meu relógio precisa de um pequeno ajuste, sabe?
Examinou o relógio com precisão. Hum, parece perfeitamente ajustado, meu filho. Luke suou frio. Era como se o universo estivesse zombando dele. O problema não está no relógio, está em você. Pensou, mas não disse uma palavra. Sem a magia para protegê-lo, Luke percebeu quão difícil era viver uma vida sem atalhos.
Quando dizia algo errado, tinha que se desculpar. E pior de tudo, quando comia um pedaço a mais de bolo de chocolate, ninguém o perdoava. Em uma manhã ensolarada, após derramar suco na mesa do café da manhã, sem relógio para refazer o desastre, Luke saiu para caminhar pelo campo, refletindo sobre sua nova realidade sem consertos mágicos.
Ele tropeçou numa pedra e caiu ladeira abaixo, rolando até parar diante de uma cabana coberta de trepadeiras e flores. Ao levantar, foi recebido por uma senhora idosa com um imenso chapéu e um sorriso carinhoso. Chegou cheio ou tarde demais, menino? Disse ela com um tom provocativo. Luke, ainda tonto, precisava confessar tudo a alguém.
vezes, contou a ela sobre seu relógio mágico e como tudo tinha dado errado. A senhora soltou uma risada alegre. Ah, querido, o tempo não foi feito para ser controlado. Você acha que viver é só acertar os ponteiros? A vida, meu jovem, é para ser vivida, não consertada. Ela apontou para uma árvore próxima, cujas folhas mudavam de cor a cada segundo,
O ritmo de uma música que apenas elas podiam ouvir. Erros são parte do processo, garoto. Se tudo fosse perfeito, como você aprenderia a ser melhor? Luke ponderou aquelas palavras. Ela tinha razão. Ao voltar para casa, o menino tomou uma decisão. O relógio não seria mais seu salvador. Ele enfrentaria a vida com erros e acertos, como todo mundo. Semanas depois, Luke se surpreendeu. Ele ainda cometia erros.
Mas agora eles traziam crescimento e aprendizado. Descobriu que pedir desculpa era mais poderoso do que voltar no tempo. Começou a valorizar os momentos de riso e as pequenas imperfeições que faziam cada dia único. Até que numa manhã tranquila, enquanto limpava o relógio apenas por nostalgia, algo inesperado aconteceu. Os ponteiros começaram a girar sozinhos e o relógio voltou a funcionar.
sorriu ao ver aquilo, porém, dessa vez, não houve plim de mágica. O tempo havia voltado, mas ele não sentia mais a necessidade de controlá-lo. E assim, em Clockland, Luke aprendeu a maior lição de todas, o valor de cada segundo imperfeito. O relógio agora funcionando não era mais para corrigir erros, e sim para marcar os momentos especiais, os risos, as aventuras,
e até aos tropeços, de que ele nunca mais queria esquecer. E no final, a única coisa que ele dizia ao olhar para o relógio era Ah, que hora perfeita para viver! Vem! Agora vamos à segunda história, o concurso literário de Bookland. Em cada vilarejo havia pequenas e aconchegantes bibliotecas.
de histórias que ensinavam, encantavam e divertiam, eram adorados por crianças e adultos. Tão famosos se tornaram que, certo dia, o Marquês de Sagesse, um homem de grande sabedoria e insaciável amor pela leitura, teve uma ideia brilhante. Ele organizaria um concurso para premiar o autor do livro que mais desafiasse sua mente ou tocasse o seu coração.
O anúncio chegou aos vilarejos numa manhã luminosa, com o lacaio apressado e de voz alta anunciando a notícia como se fosse o próprio araúto de um conto de fadas. As inscrições logo começaram a pipocar e a empolgação tomou conta de todos. No último vilarejo, uma pequena multidão se formou na Praça Central, ansiosa para participar. O primeiro a se apresentar foi o famoso intelectual.
dito por sua pompa e habilidade de soltar frases em latim para qualquer situação. Alea jacta est! A sorte está lançada! Proclamou com um sorriso autossuficiente, estufando o peito como se já fosse o vencedor. Em seguida, a querida professora local, responsável por ensinar as primeiras letras a todas as crianças, levantou a mão com entusiasmo.
do dia alfabetização, declarou com brilho nos olhos. Quero deixar um legado para as futuras gerações. A cozinheira mais talentosa do vilarejo, conhecida por seus pratos inigualáveis, também não ficou de fora. Vou revelar meus segredos culinários com um livro, disse orgulhosa batendo levemente na barriga. E quem sabe, finalmente,
Até o tímido filósofo do vilarejo, sempre reflexivo e de fala baixa, se empolgou com a ideia. Todos devem aprender a pensar de forma crítica. Escreverei um tratado filosófico em palavras simples, anunciou com um lampejo de coragem. E lá do fundo, o distraído astrônomo, que parecia sempre com a cabeça nas estrelas, deu um suspiro sonhador.
ao cosmos, narrando a dança das estrelas no céu noturno. Será tão belo que parecerá uma poesia. Mas então, um pequeno braço se levantou no meio da multidão. Era um menino de olhos curiosos e cabelo despenteado. Eu vou escrever a história que minha avó me contava todas as noites. Disse com uma voz suave, mas cheia de determinação. Ela merece ser conhecida por todas as crianças.
adultos trocaram olhares e sorrisos contidos, cochichando. Como esse garotinho vai competir com nossas mentes mais brilhantes? Contudo, o lacaio, seguindo as ordens do marquês, aceitou todas as inscrições sem pestanejar. A idade, afinal, não importava, desde que a história realmente trouxesse muita inspiração. No dia do julgamento, o marquês de Sagesse reuniu todos os participantes
em seu castelo acolhedor. À sua frente, uma bela exposição de livros estava disposta, com lindas capas desenhadas e detalhes dourados, chamando atenção pelo luxo. Mas, para a surpresa de todos, o marquês escolheu um simples caderninho surrado para começar a leitura. Com seus óculos delicadamente posicionados, ele começou a ler. Era uma vez, em um reino distante,
um vendedor de joias que viajava pelos quatro cantos com rubis, safiras, esmeraldas e diamantes. Sempre em alerta, escondia-se a cada parada, temendo os olhares ávidos dos ladrões que cobiçassem seus tesouros. Durante uma de suas jornadas, ele chegou a um vilarejo simples, habitado por pessoas humildes,
experimentado. Enquanto caminhava pelas ruas de terra batida, foi surpreendido por uma jovem florista, cujo sorriso radiante suavizou o peso de suas preocupações. Ela se ofereceu para ser sua guia pelo vilarejo, e juntos percorreram os caminhos que revelavam pequenos tesouros da vida cotidiana.
mas de uma riqueza de sabor incomparável. E, acima de tudo, a bondade sincera que emanava dos corações das pessoas daquele lugar. Ao fim do dia, o vendedor, acostumado ao luxo dos palácios e à companhia de nobres, sentiu-se profundamente tocado pela generosidade da florista.
entardecer, ele percebeu que a jovem havia deixado seu casaco de veludo azul já surrado pelo tempo. Com o gesto de gratidão que brotou de seu coração, ele costurou, no forro rasgado do casaco, uma joia valiosa. Não a mais brilhante de seu estoque, mas aqui em sua visão, refletia a essência da bondade que ele
ali. Antes de partir silenciosamente na manhã seguinte, o vendedor deixou o casaco devolvido ao seu lugar, junto de um bilhete cuidadosamente dobrado no bolso. Querida florista, agradeço por me revelar que as maiores riquezas não estão nos tesouros que carregamos, mas nos pequenos gestos e na simplicidade que o coração acolhe. Deixo-lhe esta joia verdadeira,
símbolo da minha gratidão por sua generosidade. Ao encontrá-la, que a utilize com sabedoria, pois as pedras mais preciosas não são aquelas que ofuscam com seu brilho, e sim as que repousam silenciosas em lugares inesperados, como um sigelo casaco de veludo azul, que a felicidade acompanhe sempre, cordialmente, seu amigo viajante.
partiu, levando consigo não apenas suas pedras preciosas, mas uma nova compreensão de onde a verdadeira riqueza se esconde. Ao terminar a leitura, o salão estava em silêncio. As lágrimas nos olhos dos presentes brilhavam como se fossem as próprias estrelas narradas pelo astrônomo. O marquês de Sagesse, sorrindo de forma calorosa, ergueu a mão.
Cada um de vocês trouxe um pouco de si e o condado nunca foi tão rico em conhecimento. Estou muito feliz e agradecido. No entanto, o maior prêmio vai para o jovem que escreveu com o coração. E assim, ele chamou o menino de cabelos despenteados e lhe entregou algo inesperado. Uma nova casa para sua família e, claro, uma coleção de livros de histórias.
Naquela noite, sob um céu estrelado, o menino agora, com uma nova história a contar, aprendeu que as palavras podem ser poderosas e que mesmo as mais simples podem ser preciosas. Fim. E aí, gostou dessas histórias? Eu adorei! No livro dos contos quase esquecidos tem mais duas histórias além dessas. E se você quiser comprar esse livro para eu ler junto com seu pequeno ouvinte da próxima vez
E lembre-se que todo dia 717 tem história nova no Era Uma Vez Um Podcast. Então já sabe, né? Aperte o botão de seguir no Spotify, Apple Podcasts, Amazon Music ou no seu aplicativo de podcast favorito para não perder.
nadinha. E sabia que quem entra para o reino mágico do Era Uma Vez Um Podcast tem acesso a um montão de coisas incríveis? Tem histórias exclusivas, versões mais calmas e relaxantes perfeitas para a hora de dormir, meditações que fortalecem a inteligência emocional, acesso antecipado aos episódios, missões mágicas mensais para estimular a criatividade, a coordenação motora e o raciocínio e até a chance de ouvir a voz do seu filho por aqui, igual a da Lara, do Juan Antônio e da Maria
clara. Imagina que alegria! E agora ficou ainda mais fácil. Você pode assinar o Reino Mágico morando no Brasil e ouvir tudinho direto pelo Spotify através do Patreon. Mas atenção! Para garantir todos os benefícios certinhos, é só acessar o site eramavezumpodcast.com.br barra reino e seguir as instruções por lá, tá bom? E o melhor! Além de tudo isso, você ainda ajuda o podcast a continuar encantando crianças e adultos por muito
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