O Dragãozinho Que Tinha Medo do Escuro - História para meditar - Um pequeno trecho
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Nesta história para meditar para crianças, você vai conhecer o dragãozinho Brasa, que tem um segredo: ele sente medo do escuro.
Enquanto outros dragões voam confiantes pela noite, Brasa prefere ficar escondido… até encontrar uma coruja especial que lhe ensina algo poderoso: como usar a respiração e a calma para enfrentar o medo.
Com uma narrativa suave e guiada, essa meditação ajuda as crianças a relaxar, desacelerar e perceber que o escuro não é vazio, ele pode estar cheio de estrelas esperando para aparecer.
Perfeita para a hora de dormir, essa história acolhedora convida os pequenos a se conectarem com a própria respiração e descobrirem a luz que existe dentro deles.
Meditação infantil para dormir | História do dragãozinho que vence o medo | Relaxamento e respiração para crianças
Escrita e narrada por: Carol Camanho
- Meditação guiada para dormirO Dragãozinho que Tinha Medo do Escuro · Brasa · Medo do escuro · Respiração e calma · Estrelas
- Produção de PodcastsHistórias exclusivas · Meditações para inteligência emocional · Histórias para dormir
Ah, seja bem-vindo ao Era Uma Vez Um Podcast. E hoje vou mostrar para você um pedaço de como é a história para meditar O Dragãozinho que Tinha Medo do Escuro, que faz parte do reino mágico do Era Uma Vez Um Podcast. Essa meditação ajuda a criança a desacelerar, respirar e perceber que o escuro pode estar cheio de estrelas lindas. E as meditações começam assim.
Olá! Seja bem-vindo ao Era Uma Vez, um podcast Histórias para Meditar. Hoje vamos conhecer um dragãozinho muito especial que descobriu que o escuro não é vazio. É cheio de estrelas esperando para aparecer.
Uma história sobre o medo que some quando a gente respira fundo e olha com mais calma. Mas antes...
Sente-se no chão com as pernas cruzadas, costas eretas e as mãos apoiadas nos joelhos ou deite-se numa posição confortável. Agora feche os olhos e inspire bem forte sentindo seu peito inchar e ficar bem grande como de um super-herói ou super-heroína.
Agora expire e jogue o ar todo para fora. Mais uma vez, inspire bem profundo. E expire.
Agora volte à respiração normal e imagine que você está flutuando. Suavemente, devagar, como uma pluma que o vento carrega sem pressa por entre nuvens cor de lavanda.
O céu ao redor é de um roxo muito suave, quase rosado. A cor que o céu faz quando a noite está chegando de mansinho, sem pressa, como se ela também estivesse com sono.
O vento é morno e gentil. Ele sopra com força e ele apenas passa, como se estivesse te dando um abraço bem leve, só para lembrar que você não está sozinho.
E lá embaixo, no alto de uma colina coberta de grama macia e flores que só abrem à noite, você avista uma pedra grande e redonda. E em cima dessa pedra está Brasa. Brasa é um dragãozinho pequeno, menor do que os outros dragões.
Suas escamas são de um azul profundo, quase da cor do céu antes da meia-noite. E quando a luz toca nelas, elas brilham como a superfície de um lago tranquilo.
Ele está sentado com os joelhinhos dobrados, abraçando as próprias pernas, olhando para longe com os olhos bem abertos. Brasa não é como os outros dragões. Os outros dragões cospem fogo, labaredas grandes alaranjadas que iluminam o céu inteiro.
E fazem barulho como trovão. Quando eles voam à noite, parecem cometas cruzando o escuro. Mas quando Brasa tenta, o que sai é um soprinho, morno e tímido. E às vezes, só às vezes...
Em vez de fogo, sai uma coisa diferente, uma bolinha pequena de luz dourada que flutua no ar. Sobe devagar, gira uma vez e desaparece. Os outros dragões achavam graça, não com maldade, mas Brasa ficava envergonhado do mesmo jeito.
E havia outra coisa que Brasa guardava bem escondido dentro do peito. Ele tinha medo do escuro. Toda noite, quando o sol se punha e o céu ia ficando mais e mais escuro, os outros dragões saíam voando cheios de alegria.
Eles gostavam da noite. Diziam que era quando o céu ficava mais bonito, cheio de estrelas e mistérios. Mas Brasa ficava ali, na beira da entrada da caverna, olhando.
Ele queria voar com eles. Sentia esse querer bem no meio do peito, como um beliscão suave.
Mas quando olhava para o escuro lá fora, algo apertava por dentro. O coração acelerava, a barriga ficava estranha. E se tem algo lá no escuro que eu não consigo ver? Ele pensava.
E se eu me perder e não achar o caminho de volta? Os pensamentos vinham um atrás do outro como ondas. Naquela noite, a lua havia se escondido completamente atrás de nuvens grossas e cinzas. Estava mais escuro do que o normal. Muito escuro.
Os outros dragões já tinham partido fazia tempo. Suas risadas ainda ecoavam lá longe, já quase impossíveis de ouvir.
Brasa estava sozinho. Ele se encolheu mais ainda na pedra, abraçando os joelhos com força. A caverna atrás dele parecia mais funda, mais silenciosa e mais escura do que nunca. O coraçãozinho dele batia rápido.
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