Episódios de Era Uma Vez Um Podcast

O Menino do Pijama de Bailarinas

17 de maio de 202614min
0:00 / 14:08

Nessa história infantil, conheça Alice e Lucas, dois irmãos unidos por um pijama mágico cheio de bailarinas. O que começa como uma simples roupa de dormir se transforma em uma aventura cheia de dança, imaginação, memórias e muito carinho. Ouça e venha dançar, se divertir e se encantar no Reino das Bailarinas!

Ensinamentos para as crianças: imaginação, afeto familiar, memórias afetivas, acolhimento e autoconfiança.Faixa etária recomendada: a partir de 4 anos

Escrita e narrada por: Carol CamanhoPatrocínio: Carter'sSaiba mais sobre o Contos de Pijama no Instagram: @cartersbrasil

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Beijos e até a próxima história!

Trilha sonora:Track: "Lighten Up", Chester ColdcutMusic provided by https://Slip.streamFree Download/Stream: https://get.slip.stream/VqGiza

Participantes neste episódio1
C

Carol Camanho

NarradorNarradora
Assuntos3
  • O Menino do Pijama de BailarinasAlice e o pijama mágico · Lucas e a descoberta do pijama · O Reino das Bailarinas · Aprendendo a dançar · Memórias afetivas e o pijama
  • Práticas para o discipuladoImaginação · Afeto familiar · Memórias afetivas · Acolhimento · Autoconfiança
  • Projeto Contos de PijamaParceria com a Carters · Histórias exclusivas e relaxantes · Apoio ao podcast
Transcrição36 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Olá! Seja bem-vindo ao Era Uma Vez, um podcast. E hoje vou contar pra você uma história super especial e muito divertida chamada O Menino do Pijama de Bailarinas, que foi escrita e narrada por mim, Carol Camanho, com o patrocínio da Carters, a primeira peça de muitas histórias. Agora, comece a imaginar!

Era uma vez, uma menina chamada Alice. Alice tinha três aninhos, cabelo cacheado e um pijama preferido. Um pijama rosinha cheio de bailarinas dançando. Bailarinas de braços abertos, na ponta do pé, rodando, rodando e rodando. Toda noite era a mesma coisa. A mãe chamava para tomar banho, Alice reclamava um pouco.

Mas entrava no chuveiro cantarolando e quando saía já ia direto buscar o pijama de bailarinas. Ela mesma escolhia e colocava. E então aparecia na sala toda orgulhosa, com os braços abertos e os pés na ponta. Olha mamãe, eu sou uma bailarina!

Dizia ela rodando pelos cantinhos da casa. É sim, minha flor, a bailarina mais linda do mundo. Respondia a mãe sorrindo com o coração todo quentinho. Às vezes Alice rodava tanto que ficava tonta e caía no tapete. E ficava no chão de tanto rir. Às vezes ela puxava a mãe pela mão para dançar junto. E sua mãe dançava.

E assim era toda a noite. Alice girava, girava, girava, depois ia para a cama com sua mãe que lia uma história e o sono chegava de mansinho. O tempo foi passando, Alice foi crescendo e o pijama de bailarinas foi ficando pequenininho. Um dia, enquanto dobrava a roupa, a mãe pegou o pijama de bailarina nas mãos. Ela ficou ali, parada, olhando para ele por um tempinho.

As balarinasinhas estavam lá, de braços abertos, na ponta do pé e sorrindo. A mãe passou o dedo devagar em cada uma delas. Lembrou da Alice pequenininha girando pela sala, do seu cabelo cacheado voando, do riso alto, aquele riso gostoso de criança que enche a casa de alegria.

da mãozinha puxando-a dela para dançar junto. Ela respirou fundo. Dobrou o pijama com muito cuidado, com todo carinho de mãe. Depois foi até o quarto, abriu a gaveta debaixo do armário, aquela gaveta que guardava as coisas mais especiais, e colocou o pijama lá dentro, bem no fundo, bem protegido. Passou a mão por cima uma última vez.

Até logo, ela sussurrou baixinho e fechou a gaveta. Então veio Lucas. Lucas tinha olhos grandes e curiosos, joelhos sempre ralados e energia para dar e vender.

Ele corria, pulava, rolava, subia em tudo o que via. Se tinha um sofá, ele pulava. Se tinha uma escada, ele subia. Se tinha uma poça d'água, bem, a mãe sabia o que acontecia com as poças d'água. Quando Lucas fez três anos, chegou o inverno. O ar ficou mais frio, as noites ficaram mais compridas e a mãe foi até a gaveta.

Aquela gaveta. E tirou o pijama de bailarinas. Lucas chamou ela segurando o pijama. Olha o que eu achei! Lucas veio correndo todo animado, achando que era uma surpresa boa. Até que viu o pijama. Parou, franziu um narizinho e perguntou desconfiado. O que é isso? É seu pijama de inverno.

Respondeu a mãe animada. É Rosinha. Disse o Lucas bem sério. É Rosinha sim. Tem bailarina. Tem. Bailarina de menina. Ele declarou de braços cruzados, como se aquilo fosse a coisa mais óbvia do mundo.

A mãe segurou o riso. É de criança, disse ela. E sabe de quem era esse pijama? Lucas olhou torto para o pijama e perguntou. Da Alice? Isso, da Alice, quando ela tinha exatamente a sua idade. Três aninhos, igualzinho a você agora.

Lucas olhou de novo, dessa vez um pouquinho mais demorado. As bailarinas olhavam para ele e ele para as bailarinas. Uma delas parecia estar sorrindo para ele. Ou será que era impressão? E ela usava isso? Perguntou ele ainda desconfiado. Usava e ficava girando pela sala toda noite antes de dormir. Lucas deu uma risadinha. Alice é boba. Você também iria girar.

Disse a mãe piscando o olho. Iria não, falou ele, mas já estava com um sorriso no canto da boca. A mãe ajudou o Lucas a colocar o pijama. Ele ficou ali, parado, olhando para as bailarinas estampadas no tecido.

Elas estão me olhando. Ele disse. Então sim, concordou a mãe. Elas estão felizes de terem saído da gaveta e voltado. Naquela noite, a mãe apagou a luz do quarto do Lucas.

Lá fora, o vento frio batia na janela, mas dentro estava tudo quentinho e aconchegante. Boa noite, meu amor, ela disse bem baixinho. Boa noite, mamãe, respondeu ele já de olhinho pesado. E Lucas fechou os olhos.

Foi então que uma coisa estranha aconteceu. As bailarinas no pijama começaram a brilhar. Devagarinho, um brilho rosa e dourado preenchia o quarto todo. Lucas sentiu o corpo ficar leve e, de repente, puff! Lucas abriu os olhos e não estava mais no seu quarto. Estava em outro lugar.

Um lugar onde o chão era feito de nuvens macias, o céu era cor de rosa com estrelas douradas e no ar se ouvia uma música que parecia vir de todo lugar ao mesmo tempo. Uma música suave, alegre, que fazia o coração querer pular.

Uau! Ele sussurrou de boca aberta. Bom-vindo, bom-vindo, bom-vindo! Gritou uma vozinha do nada. Lucas olhou para todos os lados e não viu ninguém.

Olhou para cima e para baixo. Nada! Aqui! Aqui! Oh, menino, aqui! Era um vagalume bem pequenininho, com uma barriga que piscava em laranja e amarelo, com sobrancelhas grossas e um sorriso enorme que parecia grande demais para o tamanho dele. Meu nome é Brilho! Disse ele fazendo uma reverência tão dramática que quase caiu de cabeça.

E eu sou o seu guia oficial do reino das bailarinas. Do quê? Perguntou Lucas. Do reino das bailarinas!

Repetiu o brilho, como se aquilo fosse a coisa mais óbvia do mundo. Todo mundo que coloca o pijama mágico vem parar aqui. É a regra número um. Lucas olhou para o próprio pijama e viu que as bailarinas estampadas estavam... dançando? Sim! As bailarinas do tecido se mexiam de verdade, rodando e pulando como se o pijama fosse uma tela de cinema pequenininha.

O pijama é mágico de verdade? Perguntou Lucas com os olhos arregalados. Claro que é! Disse Brilho, piscando a barriga três vezes seguidas. Sempre foi! Sua irmã Alice sabia! Toda noite ela vinha aqui dançar! Lucas ficou de boca aberta. Alice, vinha aqui? Toda noite!

Confirmou o brilho orgulhoso. Ela era ótima, diga-se de passagem. Rodava que era uma beleza. E agora? Ele apontou para Lucas com a anteninha. É a sua vez! Minha vez de quê? De dançar, ora. Lucas deu um passo para trás.

Mas eu não sei dançar. Todo mundo sabe dançar, disse Brilho com toda confiança do mundo. Eu não. Sabe sim. Não sei. Sabe. Não sei. Brilho cruzou as duas anteninhas e suspirou fundo, como se aquilo fosse um problema muito sério. Tá bom, ele disse.

Então eu te ensino. Passo 1. Levanta os braços. Lucas levantou os braços. Um pouco tortos, mas se levantou. Passo 2. Fica na ponta do pé. Lucas ficou na ponta do pé e quase caiu. Passo 3. Gira!

Lucas girou. Ou tentou girar. O que aconteceu foi mais um tropeço com volta, mas Brilho aplaudiu igual. Isso! Perfeito! Magnífico! Gritou o vagalume piscando tão rápido que parecia uma luzinha de Natal.

Eu quase caí! Reclamou Lucas rindo. Cair faz parte! As melhores bailarinas do mundo já caíram! E muito! Disse Brilho muito sério. O importante é levantar e girar de novo! E assim foi.

Lucas girava, tropeçava, ria, levantava e girava de novo. Brilho piscava, gritava incentivos e de vez em quando também tentava dançar. O que era muito engraçado porque os vagalumes têm seis pernas. Ao redor deles, o reino das bailarinas brilhava.

As nuvens macias amorteciam cada tropeço. As estrelas douradas piscavam no ritmo da música e as bailarinas do pijama continuavam dançando, agora parecendo aplaudir o Lucas com cada giro, até que a música foi ficando mais suave. É hora de voltar! Disse Brilho com a vozinha mais calma agora. Já? Perguntou Lucas com um olhinho pesado.

Já, mas você volta amanhã. Prometeu o brilho piscando uma última vez. É só colocar o pijama. Lucas sorriu e fechou os olhos. De manhã, ele acordou no seu quarto com o cabelo todo bagunçado, o pijama todo torcido e um sorriso enorme no rosto. A mãe apareceu na porta do quarto e ficou olhando para ele com aquele sorriso que só as mães têm.

Disse Lucas ainda sonolento. Eu me mexi muito essa noite. Muito! Ela respondeu. Que nem as bailarinas? Sim, que nem as bailarinas. Ela confirmou, apertando ele num abraço. Lucas e sua mãe riram.

E o pijama ficou ali, dobrado na cadeira do quarto, com as bailarinas quietinhas. Alguns pijamas não são só pijamas. Eles guardam abraços, guardam memórias, o cheirinho de quem a gente ama. E quando a gente passa esse pijama pra frente, passa um pedacinho de história junto. A história da Alice que virava bailarina pela sala e do Lucas que virava bailarino.

Nos dois mundos. Fim. E aí, gostou dessa história? Eu adorei! Ela foi inspirada na história real dos irmãos Raul e Tereza, criada em parceria com a Carters para o novo projeto Contos de Pijama. Se você pai, mãe ou responsável quiser conhecer melhor esse projeto especial, é só visitar o Instagram, arroba Carters Brasil.

Lá você encontra mais informações sobre como a Carters cuida do sono das crianças e ainda pode compartilhar uma história real da sua família, que quem sabe pode se transformar em um episódio aqui do podcast, hein? E lembre-se que todo dia 7 e 17 tem história nova aqui no Era Uma Vez Um Podcast.

Então já sabe, né? Aperte o botão de seguir no Spotify, Apple Podcasts, Amazon Music ou no seu aplicativo de podcast favorito pra não perder nadinha. Beijos e até a próxima história. Tchau, tchau!

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