Episódios de Era Uma Vez Um Podcast

Poliana

17 de abril de 202615min
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Nesta história clássica infantil, conheça Pollyanna, a menina que transformou uma cidade inteira com um jogo simples e poderoso: o Jogo do Contente.

A narrativa acompanha sua infância marcada por perdas, sua chegada à casa da rígida tia Polly e o caminho que ela percorre espalhando sensibilidade, empatia e esperança por onde passa.

Com seu olhar gentil sobre a vida, Pollyanna ensina adultos e crianças a enxergar luz mesmo nos dias mais difíceis.

Dê o play e descubra como o Jogo do Contente pode transformar não só uma história, mas também a forma como a gente olha para a vida.

Ensinamentos para as crianças:
O poder do otimismo, empatia, resiliência emocional, acolhimento do luto e a escolha da esperança.

Faixa etária recomendada: a partir de 6 anos

Escrita por: Eleanor H. Porter
Adaptada e narrada por: Carol Camanho

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Beijos e até a próxima história!

Trilha sonora:
Track: "Im The Only Me I Know"
Música proporcionada por https://Slip.stream
Descarga gratuita/transmisión: https://get.slip.stream/2kiZzT

Participantes neste episódio1
C

Carol Camanho

HostNarradora
Assuntos1
  • História de PollyannaO Jogo do Contente · Empatia e esperança · Transformação da cidade · Luto e resiliência emocional
Transcrição37 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Olá! Seja bem-vindo ao Era Uma Vez, um podcast. E hoje vou contar para você uma história que tenho guardado no meu coração, porque foi o primeiro livro de capítulos que li na minha vida. Ela se chama Poliana, que foi escrita por Eleanor Potter.

e adaptada e narrada por mim, Carol Camanho. Mas antes da história começar, olha que mensagem mais linda que recebi da Manoela e da Sofia, que fazem parte do reino mágico do Era Uma Vez Um Podcast. Oi, eu sou a Manoela. Eu tenho quatro anos. A minha história favorita é Cinderela e Capivara Chuchu. Meu nome é Sofia, eu tenho cinco anos. Minha história favorita é do Natal.

Ai, amei! A Manuela e Sofia fazem parte do Reino Mágico do Era Uma Vez Um Podcast, um lugar cheio de histórias especiais e muita imaginação. O link está na descrição dessa história se você quiser descobrir esse mundo encantado. Aliás, a história preferida da Sofia é uma história exclusiva do reino. Bem, agora comece a imaginar!

Era uma vez, numa pequena cidade do interior chamada Beldingville, vivia uma menina chamada Poliana Wittier. Poliana tinha exatamente 11 anos, a mesma idade com que sua história começou a ser conhecida, e apesar de sua pouca idade, já havia vivido mais perdas, despedidas e mudanças do que muitas pessoas adultas enfrentariam em toda uma vida.

Poliana morava com o pai, um pastor bondoso, simples e profundamente dedicado à sua comunidade. Eles não tinham muitos bens, nem uma casa grande ou roupas finas, mas possuíam algo que para Poliana valia mais do que qualquer riqueza. Tempos juntos, conversas longas, histórias contadas à noite e um amor tranquilo.

daqueles que fazem a gente se sentir seguro mesmo quando o mundo parece instável. Entre todas essas coisas, havia ainda algo especial, quase secreto, que os unia ainda mais. Um jogo.

Um jogo que, sem que Poliana soubesse naquele momento, moldaria toda a sua forma de enxergar a vida. Esse jogo nasceu num dia em que Poliana esperava, com o coração cheio de expectativa, por um presente que viria numa caixa de doações da igreja. Ela sonhava com uma boneca de verdade, daquelas com vestido bonito e olhos que se fechavam. No entanto...

Ao abrir o pacote, encontrou apenas um par de muletas. Poliana ficou profundamente decepcionada. Seus olhos se encheram de lágrimas e por um instante ela sentiu que aquilo era injusto demais. Seu pai, percebendo a tristeza da filha, sentou-se ao seu lado com calma e carinho e disse Mesmo assim, ainda podemos jogar o jogo do contente. O jogo do contente?

Perguntou Poliana enxugando o rosto. Sim, respondeu o pai. É um jogo em que a gente sempre procura algum motivo para ficar contente, não importa o que aconteça. Juntos eles pensaram por alguns instantes. E então Poliana encontrou o seu motivo.

Ela podia ficar contente porque não precisava das muletas. A partir daquele dia, o jogo do contente passou a fazer parte da vida de Poliana e de seu pai. Eles jogavam quando a chuva estragava um passeio planejado.

Quando o jantar era simples demais. Quando algo não saía como esperado. Poliana aprendia, pouco a pouco, a olhar o mundo de um jeito diferente. Não ignorando as dificuldades, mas escolhendo enxergar algo bom apesar delas. Essa vida simples e cheia de significado, porém, não durou para sempre. O pai de Poliana adoeceu gravemente.

E depois de um período de sofrimento silencioso, faleceu. De repente, Poliana se viu sozinha no mundo, sem a presença que sempre fora seu maior apoio. Sem ter para onde ir, a menina foi enviada para morar com a única parente viva que conheciam.

A tia Polly Harrington. A tia Polly era uma mulher severa, rígida e muito presa a regras. Acreditava que a vida devia ser conduzida com ordem, dever e disciplina e pouco espaço havia em sua casa para emoções demonstradas ou conversas desnecessárias. A casa da tia Polly era grande, antiga e silenciosa.

Os corredores pareciam longos demais. Os móveis eram escuros e pesados, e tudo ali dava a impressão de que risadas não eram bem-vindas. A chegada de Poliana não foi recebida com alegria. Você ficará neste quarto.

Disse a tia, conduzindo a menina até um pequeno cômodo no sótão, com uma cama simples, poucos móveis e quase nenhuma vista para fora. Poliana olhou em volta com atenção. Havia cama, uma cômoda estreita, uma cadeira dura, mas nenhuma penteadeira.

Nenhum espelho. Por um instante, a tia Polly pareceu observar a reação da sobrinha, quase esperando uma reclamação. Mas Poliana apenas respirou o fundo, pensou um pouquinho e então seus olhos se iluminaram. Que bom que não tem espelho! Disse ela com naturalidade. Que bom! Repetiu a tia Polly surpresa.

Por quê? Porque eu não gosto muito das minhas sardas. Respondeu Poliana, tocando de leve o nariz salpicado. Assim não vou ficar olhando para elas o tempo todo. A tia Polly não soube o que responder. Virou-se rapidamente e saiu do quarto. Mas aquelas palavras ficaram ecoando em sua mente por muito mais tempo do que ela gostaria de admitir. Poliana sentiu um aperto no peito, mas logo se lembrou do jogo que aprendera com o pai.

Estou contente por ter um quarto só meu, disse com um sorriso sincero. A tia Poli franziu a testa, confusa, sem entender como alguém poderia se sentir contente naquela situação. E assim começaram os dias de Poliana naquela casa. As manhãs começavam cedo, sempre com horários rígidos e tarefas bem definidas. Poliana ajudava a arrumar a casa, aprender a subir e descer as escadas antigas com cuidado,

e fazia tudo do jeito que conseguia, ainda que muitas regras lhe parecessem estranhas. À noite, no quarto do sótão, ela se sentava na cama simples, olhava para o pedaço de céu visível pela pequena janela e conversava em pensamento com o pai, contando-lhe como tinha sido o dia e tentando mais uma vez encontrar motivos para ficar contente.

Ela ajudava nas tarefas domésticas, frequentava a escola e, aos poucos, passava a conhecer as pessoas da cidade. Onde quer que fosse, levava consigo o jogo do contente, quase como se um presente invisível que oferecia aos outros. Conheceu Nancy, a empregada, sempre reclamando da vida e das ordens rígidas da patroa.

No início, não se achava impossível alguém como Poliana existir de verdade, mas aos poucos começou a esperar pelas conversas da menina, que transformavam pequenas tarefas em momentos mais leves.

Conheceu o Sr. Plendeton, um homem solitário que vivia numa casa enorme e abandonada, afastado das pessoas. Conheceu a Sra. Snow, constantemente doente e convencida de que nada de bom jamais lhe acontecia. A todos eles, Poliana apresentava o jogo. No começo, as pessoas estranhavam. Como que alguém pode ficar contente com isso? Perguntavam.

A gente aprende, respondia Poliana. No começo é difícil, mas depois fica fácil. E pouco a pouco, algo começou a mudar na cidade. Não se passou a reclamar menos e a sorrir mais. A senhora Snow começou a abrir as janelas e deixar o sol entrar em seu quarto. O senhor Pendleton voltou a conversar.

a cuidar da casa e a se interessar pelas pessoas ao redor. Até mesmo a tia Polly começou, sem perceber, a ser tocada pela presença daquela menina tão diferente. Às vezes, se pegava parada à porta, ouvindo Poliana conversar com alguém no jardim. Em outras ocasiões, lembrava-se, contra a própria vontade, de sua infância, de tudo o que havia deixado de sentir ao longo dos anos por medo de se machucar.

Poliana não fingia que tudo era perfeito. Quando sentia as saudades do pai, chorava. Quando sentia solidão, sentia de verdade. Mas mesmo nesses momentos, procurava algo a que se agarrar para seguir em frente. Papai dizia que o jogo não serve para negar a tristeza. Lembrava ela. Serve para não deixar que a tristeza leve tudo.

O tempo passou e Poliana se tornou uma parte essencial da vida de todos ao seu redor. A cidade que antes parecia cinza e silenciosa começou a ganhar novas cores. Pessoas que mal se cumprimentavam passaram a conversar.

Janelas se abriram, jardins foram cuidados e o jogo do contente começou a ser passado de boca em boca, quase como um segredo precioso. Até que num dia terrível, aconteceu o impensável. Poliana sofreu um grave acidente e ficou sem poder andar. Dessa vez, não havia muletas apenas numa caixa distante.

Agora elas estavam ali, ao seu lado, reais e necessárias. E o jogo do contente pareceu impossível. A menina que ensinara tantos a encontrar alegria, agora não conseguia encontrar nenhuma para si mesma. O silêncio do quarto parecia pesado demais e a esperança distante. Foi então que algo extraordinário aconteceu.

As pessoas da cidade começaram a visitá-la. Uma a uma, trouxeram de volta tudo aquilo que Poliana havia espalhado ao longo do tempo. — Você me ensinou a ver o lado bom — disse a senhora Snow. — Você mudou minha vida — disse o senhor Pendleton.

Você me ajudou quando eu achei que não tinha mais jeito. Disseram outros. E Poliana percebeu que o jogo nunca tinha sido apenas para ela. Com o tempo, veio a esperança. Vieram médicos, tratamentos, novas possibilidades. E aos poucos, Poliana voltou a andar. Não porque nunca tivesse sofrido, mas porque nunca deixou de acreditar.

A tia Polly, profundamente transformada, finalmente compreendeu o verdadeiro significado do jogo do contente.

Poliana, você me ensinou a viver, disse ela com lágrimas nos olhos. E Poliana sorriu, porque o jogo do contente nunca foi sobre ignorar a dor. Era sobre escolher a esperança, mesmo quando ela parecia pequena. E essa escolha mudou tudo. Fim.

E aí, gostou dessa história? Eu adorei! Como disse no início, essa história me marcou muito porque foi o primeiro livro de capítulos que li e lembro muito bem dele. E tento sempre fazer o jogo do contente. Até hoje! E lembre-se que todo dia 717 tem história nova no Era Uma Vez Um Podcast.

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Mas atenção, para garantir todos os benefícios certinho, é só acessar o site eramavésumpodcast.com.br barra reino e seguir as instruções por lá, tá bom? E o melhor, além de tudo isso, você ainda ajuda o podcast a continuar encantando crianças e adultos por muitos e muitos anos.

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