QueIssoAssim 354 – Ferris Bueller Quarentão (Curtindo a Vida Adoidado)
🎬 Ferris Bueller está de aniversário! Em junho de 2026, um dos filmes mais amados dos anos 1980 completa quatro décadas de lançamento: o inesquecível Curtindo a Vida Adoidado (Ferris Bueller's Day Off), dirigido por John Hughes e estrelado por Matthew Broderick. O longa estreou em 11 de junho de 1986 e segue sendo um dos maiores símbolos da cultura pop e da nostalgia da Sessão da Tarde.
Para celebrar os 40 anos desse clássico, Brunão e Baconzitos recebem Xaxá, um dos membros originais do Refil, para uma conversa cheia de memórias, curiosidades, risadas e muito amor por um filme que marcou gerações.
Neste episódio do QueIssoAssim:
- Como Curtindo a Vida Adoidado se tornou um dos maiores filmes adolescentes de todos os tempos;
- O legado de Ferris Bueller e sua famosa filosofia de vida;
- O carisma de Cameron, Sloane e do inesquecível diretor Rooney;
- Por que o filme continua tão atual mesmo depois de quatro décadas;
- As melhores cenas, momentos favoritos e lembranças da época da Sessão da Tarde.
Quarenta anos depois, o filme continua conquistando novos fãs e despertando discussões sobre amizade, juventude, saúde mental e a importância de parar para aproveitar a vida de vez em quando.
"A vida passa muito rápido. Se você não parar e olhar em volta de vez em quando, pode perdê-la."
Uma frase que atravessou gerações e transformou Curtindo a Vida Adoidado em muito mais do que uma simples comédia adolescente.
Outros episódios do QueIssoAssim mencionados neste episódio:
QueIssoAssim 166 - Clube dos Cinco
QueIssoAssim 81 - Os Fantasmas se Divertem
QueIssoAssim 201 - Howard: O Super-Herói
QueIssoAssim 33 - Dirty Dancing
Você sabia que nos anos 90 tentaram fazer uma série do Ferris Bueller? Achamos um trecho no Youtube. Confira abaixo:
- Recomeços e mudanças de vida após os 40Legado e filosofia de vida de Ferris Bueller · Carisma de Cameron, Sloane e Rooney · Atualidade do filme após quatro décadas · Melhores cenas e lembranças da Sessão da Tarde · Amizade, juventude e saúde mental · Importância de aproveitar a vida · John Hughes · Matthew Broderick
- Cenas icônicasA cena do desfile com "Twist and Shout" · A cena do museu e o quadro · A cena do restaurante "Le Louis" e Abe Froman · O diretor Rooney tentando pegar Ferris · A cena pós-créditos com Rooney
- A Perspectiva Cristã sobre Aproveitar a VidaFrase "A vida passa muito rápido" · Filosofia de Ferris Bueller · O legado da mensagem do filme
- A transformação de Cameron FryeMedos e traumas de Cameron · A Ferrari como símbolo · O papel de Ferris como motivador · A placa "Nervous" da Ferrari
- Música dos anos 80Gatinhas e Gatões · Clube dos Cinco · Mulher Nota Mil · Antes Só do Que Mal Acompanhado · Ela Vai Ter um Bebê · Quem Vê Cara Não Vê Coração · A Malandrinha · Férias Frustradas
- Filme Curtindo a Vida AdoidadaTradução "Curtindo a Vida Doidado" · Dublagem da Globo dos anos 80 · Elenco de dubladores
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Eu sou Abe Froman, o Rei da Salsicha de Chicago. Billy? Billy?
Billy? A vida passa rápido demais. Se você não parar de vez em quando para vivê-la, acaba perdendo seu tempo.
Olha, que isso assim, rapaz?
Sim, estamos de volta com mais o KCC, o podcast do Portal Refilme, cozitos.
Tchiquitica!
Eita, olha só, bem cozidos. Eu preciso falar aqui que essa pauta apareceu por causa do seu 2.
É que fez 40 anos de lançamento do Curtindo a Vida Adoidado.
Exatamente, Ferris Bueller's Day Off, o dia de folga de Ferris Bueller, ou com a tradução mais maravilhosa que já teve na Sessão da Tarde, Curtindo a Vida Adoidado, ou em português de Portugal, o Rei dos Gazeteiros.
O Rei dos Gazeteiros, Bem Cozidos.
Excelente, excelente. Olha só, é isso, um filme maravilhoso aí, está fazendo 40 aninhos e a gente não podia deixar de homenageá-lo aqui. Eu gravei sobre ele há milênios atrás no Jurassic Cast, eu falei, não, temos que fazer porque isso aqui não conta, não conta, não conta. E assim, Bem Cozidos não tinha participado, né, precisava chamar outras pessoas, e por isso convidamos ele, o nosso Rei dos Gazeteiros, Chachá.
Aí!
Olha, eu vou falar uma coisa para vocês: quem é vivo sempre aparece! E digo mais, viu? Somente os mansos são pegos, o forte sobrevive!
Xaxá, faz um favor pra mim rapidinho antes do Bom Dia...
Não, não, não, me perdoe...
Fala um "gorlame" Gourlane!
O gato ou Kiko?! Mas enfim, hoje nós vamos falar desse clássico da Sessão da Tarde. Se tem um clássico da Sessão da Tarde é esse!
É esse filme que quando saía esse filme, no dia seguinte todo mundo matava aula.
Não, eu, olha, eu sempre, eu assisti esse filme na Sessão da Tarde todas as vezes que ele passou. Todas as vezes que ele passou, eu tenho certeza que eu parei para assistir, porque eu sei de cor, eu sei as falas na ordem, e eu sou muito fã desse filme. Eu acho ele hilário, eu acho ele muito divertido. Mas é um filme que foi feito em português, só existe ele em português, só existe ele dublado. Isso Não tem como, né, assistir ele em outro idioma. É em português dublado, versão da Globo lá dos anos 80.
E não é da Herbert Richards, né?
É da Silvio. É isso, mas tá todo mundo lá, tá o Niso Neto, só não tem o Monjinha, mas a galera que dublava tá toda lá. É isso, daqui a pouco a gente volta.
Vai, Monjinha! Essa sim é a problema do refil. O que foi, Joyce? O que tem o Ferris?
O que tem o Ferris? Pelo amor de Deus, olha como ele está.
Ferris?
Ele não está com febre, mas está reclamando de dor de estômago e não está enxergando direito.
O que você tem, Ferris? Papai?
Querido, olha as mãos dele, estão frias e ásperas.
Eu estou legal. Vou levantar.
Não!
Eu tenho prova hoje.
Não, querido, você não vai, não.
Eu não posso perder a prova. Eu quero ir para uma boa faculdade e poder desfrutar de uma vida de trabalho.
Meu amor, você não pode ir para escola nesse estado. Que maravilha! E o que que ele tá sentindo? Ele não está passando bem. Ah, claro. E se morrer, usamos as cinzas como fertilizante.
É você, Jeanne? Eu não tô conseguindo te ver direito.
Pra cima de mim não, tá legal? Obrigada, Jeanne. Pode ir pra escola, tá? Pai, você vai deixar ele ficar em casa? Eu não acredito. Mesmo se eu tivesse colocando sangue pelos olhos, vocês dois iam fazer eu ir pra escola.
Jeanne, por favor, não fica zangada comigo. Você é tão saudável, devia agradecer.
Mas que droga! Eu queria poder mudar de família.
Eu tô ótimo. Eu vou dormir um pouco. Qualquer coisa, lá pelo meio-dia eu tomo uma aspirina.
Agora escute, hoje eu vou estar fora do escritório mostrando umas casas pra aquela família de Vermont. Mas se você precisar de mim, o pessoal do escritório sabe onde me localizar, tá bem?
Tá legal. Eu também vou estar à tua disposição. É muito bom saber que eu posso contar com pais tão atenciosos. Vocês são muito especiais.
Às 6 horas estou em casa.
Se precisar de mim, é só ligar. Eu ligo.
Nós amamos você, querido.
Eu também.
Eles caíram. Curtindo a Vida Doidada é um nome sensacional, né, velho?
Maravilhoso! As velhinhas, olha, tiraram de letra, acertaram mesmo aqui, viu?
Porque vou te contar que o Dia de Folga de Ferris Bueller é um título muito merda. É muito bosta, não é?
É, não, as velhinhas trabalharam esse dia aí, viu? Tava no auge das velhinhas.
Eu não sei como. E assim, é aquele negócio, né? Quando não tinha Loucura, aí não dava botar Curtindo a Vida Loucurado, aí botar— não, bota Doidado, porque na época da Sessão da Tarde era isso, né? Ou era um Loucura, Loucura de Verão, Loucademia de Polícia, As Loucas Aventuras, Um Chefe Muito Louco, um chefe muito Morto Muito Louco, tudo era muito louco. É tudo muito louco, velho. Ou de verão. Ou era de verão ou era do futuro também.
Do futuro, do futuro.
Aqui era um louco do futuro, não dava, aí botaram Curtindo a Vida Doidado, que é excelente. Que título incrível pra falar desse filme. Agora olha só, xaxá, sobre o que que é Curtindo a Vida Doidada?
Pergunta não é o que vamos fazer, mas o que não vamos fazer. É uma frase que resume bem, né, eu diria. Mas sabe quando você tá naquele dia assim, o dia tá bem bacana, tá um solzão, e aí você simplesmente não aceita a ideia de ter que ficar sei lá quantas horas, 6 horas trancado numa sala de aula? Pois é basicamente isso, né. Então o Ferris Bueller, ele é o mestre ali da cara de pau, né. Então ele resolve colocar isso em prática, ele engana os pais dele com a gripe fake Tira a namorada, tira o amigo que nem foi também pra escola, que é um figuraça, né? E sai rasgando aí pelas ruas de Chicago com a Ferrari emprestada, entre aspas.
Que não era uma Ferrari.
Que não era uma Ferrari, né? Pra viver o rolê mais lendário de todos. Enquanto isso, eles vão passando por desfiles, museus. Aí o diretor da escola, que ele acha que não é bobo nem nada.
Que de bobo só tem a cara.
Exatamente, de bobo tem tudo, né? E a irmã dele, né, eles saem tentando estragar o esquema. Mas assim, no fundo, né, o filme é sobre o quê? É sobre um grito ali de liberdade ali antes da vida adulta chegar. Isso. Então, um filme que fala sobre a corrida contra o tempo, contra as responsabilidades da vida adulta.
É isso mesmo, é um filme sobre se permitir, né, é um filme sobre se libertar, é um filme sobre você não se levar a sério, eu acho também, né. O Ferris é um cara desses assim, ele é um filme sobre viver a É, pois é. E o Ferris é esse, né? É o cara que tipo, ele é descolado e tal, só que ele não se leva a sério, cara. Ele é um cara que tipo, ele quer curtir, ele quer viver, ele é um espírito livre, né?
O filme é uma grande fábula, né, cara? Eu acho que eu diria que é o sonho de todo estudante adolescente ali do ensino médio.
De todas as vezes que eu matei aula, nenhuma delas foi tão boa assim, velho. Todo mundo que matou aula queria fazer um negócio desse.
Ah, é? Pois é, mas também ninguém morava em Chicago, né, para poder fazer o que ele fez. Então tem isso também. E tudo tava acontecendo no mesmo dia. Parada do Orgulho Gay era—
Parada do Orgulho Gay não, velho, tinha uma parada rolando na rua, era festival, era museu, era restaurante de beisebol.
Isso, jogo de beisebol, tudo mesmo. 3 horas da tarde. Olha, o que ele faz nesse dia não dava para ele fazer num dia. Tudo que ele faz, não dá. Exatamente.
Esse filme, ele tem que acontecer nos anos 80, 90 ali, porque era um WhatsApp, velho, tava todo mundo fodido.
É verdade, é verdade, todo mundo fodido.
E ele ainda aparece na televisão ao vivo, mas pô, não tem isso, voltar, não tem site para ver os melhores momentos da partida e tal. Foi isso aí, cara.
Enfim, vamos falar um pouquinho do elenco, né? Temos que falar aqui do elenco, mas antes de falar do elenco, temos que falar de John Hughes, diretor e roteirista, o rei dos anos 80, cara. O cara que foi icônico ali entre os anos 80 e 90. Ele, cara, escreveu e dirigiu vários dos grandes filmes aí, principalmente escreveu, né, vários dos grandes filmes aí da Sessão da Tarde.
Dirigiu alguns filmes, todos eles notórios. Primeiro deles, Gatinhas e Gatões.
Sim.
Depois vem Clube dos Cinco.
Sim, também. Mulher Nota Mil. Temos que isso sim, de Clube dos Cinco.
Mulher Nota Mil.
Que é excelente também.
Maravilhoso, temos que gravar também, Bruno.
Temos.
Curtindo a Vida Doidado.
Isso.
Antes Só do Que Mal Acompanhado.
Também maravilhoso.
Ela Vai Ter um Bebê.
Esse eu não me lembro de ter visto.
Esse é o que, se não me engano, que o médico do casal é o Robin Williams?
Não, não, esse daí que você tá falando é o 9 Meses.
Ah, não, tá.
Esse aqui é com Alec Baldwin, com Elizabeth McGovern. Acho que esse não passou muito na Sessão da Tarde, não, por isso que a gente não sabe.
Quem vê cara não vê coração.
Excelente também, John Candy.
Com John Candy. E A Malandrinha.
A Malandrinha também fui ver no cinema esse.
Olha, o bacana que são todos os títulos bem velhinhos também, né, cara?
Bem velhinhos, né? Sim, inclusive tem outro aqui que é muito melhor do que o original, que é o Antes Só do Quem É Maior Acompanhado, que em inglês é Planes, Trens e Automóveis. Aviões, trens e carros. Porra, Antes Só do Quem É Maior Acompanhado é muito melhor, né, velho?
Muito melhor, com certeza.
Steve Martin, velho, se metendo em altas confusões com John Candy.
E ele é responsável também pelo roteiro de Férias Frustradas, o clássico, Férias Frustradas 2, Garota Voz a Choque, que eu assisti outro dia desse, maravilhoso, outro dia desse, é legal. Ele também é responsável pelo Esqueceram de Mim, o original, o roteiro. Olha só, roteiro de Festa de Natal também é dele, né? 101 Dálmatas, Beethoven, Denis o Pimentinha, aquele filme que tem a Jennifer Connelly no Cavalinho, no Cavalinho, é dele também.
Tá vendo?
Aquele do cavalinho, não pode. Esse aí não pode comentar não, que ela era de menor.
Pode sim.
Não pode não, ela era de menor, não pode não.
Quando eu assistir, eu não assisti esse filme, eu também era de menor, então eu posso.
Tá bom. Ninguém Segura Este Bebê, Flubber, que também era legal, divertido, né? E enfim, aí depois acho que ele faleceu. Quando é que foi que ele faleceu, cara? Ele faleceu 2009, né? Verdade, é. Morreu novo, né? Podia estar aí até hoje fazendo muita coisa, mas partiu. Mas deixou obras aí maravilhosas, né, cara? Ele é o rei dos anos 80, não tem jeito. Todos esses filmes aí que o cara metia a mão eram realmente assim de se tirar o chapéu.
E essa maioria deles comédias, né? O cara assim, por exemplo, Clube dos Cinco não é comédia, é um filme bem sério e tal, bem contundente. Mas a grande maioria do resto aqui São comédias, né? São filmes divertidos, filmes pra cima, né? Que, pô, é muito legal.
Vamos falar de Ferris Bueller, também conhecido como Matthew Broderick.
Matthew Broderick, exatamente.
Que tá trabalhando até hoje.
Sim. Inclusive, assisti outro filme com ele agora. Assisti um filme com ele hoje.
Começou em 1981.
Sim, exatamente.
Fazendo série de televisão. Ele tem um filme que é fantástico, que a gente já gravou, Bruno? Acho que não gravamos não.
Não gravamos.
Que é Feitiço de Áquila.
Não, eu gravei o podcast dele há milhares de anos atrás.
Olha que filme!
Que não é tão fantástico assim esse filme.
É fantástico, é maravilhoso.
Não é não.
Não é não.
É sim, esse aí tá na regra dos 15 anos. Esse tá, esse não passa, tô te falando, meu Deus do céu.
É só você entrar no RPG que você vai, velho.
Não, sabe um que passa na regra dos 15 anos?
Assisti hoje.
Jogos de Guerra, Jogos de Guerra, filmaço. Lógico, né, no Coxinha da Vida Doidado, ele tá no Metido em Crenca.
Não, Projeto Secreto Macacos, pô.
Projeto Secreto Macacos, esse filme é fantástico, velho.
Cuidado, cuidado, velho.
O macaco pedindo maçã, velho.
Cuidado, é muito bom.
Macaco querendo transar.
Ele é o Simba do original, né, do Rei Leão original.
Negócios em Família.
Tem o Pentelho também, que ele faz o cara que sofre na mão do Jim Carrey.
É, mas esse aí é difícil também.
Ele também tá.
É verdade, ele tá naquele Godzilla que não tem Godzilla.
Ele nos anos 90, ele levou uma surrazinha. Ele levou uma surrazinha nos anos 90, não sabia onde ele se metia, né? Tentou fazer pra tudo quanto é lado. E aí eu acho que nos anos 2000 ele começou a se encontrar, mas tem um filme dele que é fantástico, que é Os Produtores, que é a refilmagem musical do Primavera pra Hitler lá do Mel Brooks, né?
Porque o que que foi, que que rolou, Bicuzitos? Esse aí é o seguinte: Tem o filme Primavera pra Hitler, né? E aí fizeram o musical pra Broadway e ele era o Leo Bloom da Broadway, sacou? E aí resolveram fazer o filme da peça da Broadway, do musical. E aí é isso. Então ele faz o mesmo personagem que fazia o Gene Wilder. Eu gosto mais do Gene Wilder, mas enfim, ele faz bem também.
O que engrandece esse filme aqui também é o seguinte, cara. É que tem o Nathan Lane.
Sim, que é bom demais também.
É, aí junta os dois e fica fantástico, fica brilhante, né? Que mais que ele fez aí de bom ultimamente, Bruno?
Recentemente ele participou do Manchester by the Mar, que é um filme muito triste, que eu prometi que eu nunca vou assistir de novo esse filme.
É muito triste, não quero rever não, muito triste.
Mas hoje eu assisti um outro filme com ele, chama Que Horas Eu Te Pego.
Que Horas Eu Te Pego tá na minha lista para assistir. Ele tá no Amazon Prime, não é?
Não, ele chegou na Netflix. Ele tava na HBO Max, agora tá na Netflix.
Ah, tá.
É ruim, é um filme ruim. Um filme ruim, uma comédia romântica sem graça. Assim, vale pela Jennifer Lawrence, né, por motivos óbvios. E ele faz o pai do moleque lá. É bem uma pontinha mesmo assim. Ele deu uma sumida pesada, né. Ele tá bem sumido aí.
Ele tava vivendo com a grana da mulher dele, velho.
Ele tava curtindo a vida dele, adoidado.
Há um tempo atrás ele fez uma propaganda para o YouTube do First Bueller, não fez? Da continuação.
Lembro disso aí, verdade, né?
Que o pessoal ficou empolvorosa falando: caraca, vai ter o Chaves Apavorado 2 e tal. E era só propaganda.
Pois é. Outro que deu uma sumida gigantesca e voltou agora é o Alan Ruck, que é o Cameron. Ele deu uma sumida gigantesca Começou em 1983, aí fez Curtindo a Vida Doidado, aí depois foi para Ninguém Segura Essa Garota, e o pessoal já é para os filmes de televisão, uns filmes nada a ver e tal.
Eu acho que não tinha um agente muito bom, né?
Aí fez um cara no Jornada nas Estrelas.
Ele fez um personagem no filme, né?
No Generations, fez um Um negocinho aqui, outro ali, velocidade máxima também. Em 96, ele entrou para uma série de TV chamada Spin City, que era com Michael J. Fox.
Isso, ele fazia um personagem lá secundário, mas que era bem relevante.
É, fez 145 episódios, fez de 96 a 2002. Então ele aqui, ele despontou para seriado. E aí, hoje em dia É o que ele tá fazendo bastante, é isso aí. Ele tá no Exorcista, série de televisão. Succession, ele fez 39 episódios. Fazendo podcast também, série de podcast. E esse Rooster, que é o mais recente dele, que é 4 episódios, uma série de televisão também. É desse ano. Então assim, ele deu uma sumida, mas voltou. Quando ele voltou, ele, pô, fez Succession.
É, ele tá na Succession, né?
Succession acho que hoje é o que mais, assim, é o mais, que é o que mais ele apareceu aí, que mais fez sucesso hoje em dia dele. Seja bem-vindo!
Saudade! Saudade que eu não tava! Você quer ouvir a sua cartinha lida? Envie para o seu 2 e nós do Refil vamos lê-la ao vivo.
Mas você pode enviar para portalrefil@gmail.com.
Alô? Cameron, o que está acontecendo? Muito pouco. Como é que você está? Despedaçado. Onde é que você está? Eu tirei o dia para descansar, agora se veste e vem logo para cá.
Não posso, imbecil, estou doente.
É maluquice, vem para cá. Eu estou me sentindo uma titica. Ferris, não dá para sair da cama. Puxa vida, que chato! Agora sai da cama e vem me pegar aqui de carro.
Eu estou morrendo.
Você não está morrendo, só não está conseguindo pensar em alguma coisa boa para fazer. Se tem alguém que precisa de um dia de folga é o Cameron. Ele tem um monte de coisas que precisa descobrir antes de se formar. Se ele for tão tímido na faculdade, seu colega de quarto vai matá-lo. Olha, desculpem as minhas palavras, mas o Cameron é um cara tão tímido que se ele levar um murro bem no meio da cara, é bem capaz de agradecer.
Quem mais? Mia Sara, Becositos.
Mia Sara, Bruno.
Ô, Bruno! Ô, Bruno!
O que que ela fez? Parte dos meus sonhos da minha adolescência inteira.
Eu vi ela recentemente no Vida de Chuck, Becositos.
Vida de Chuck, ela tá na Vida de Chuck. Ainda tem que assistir esse filme. Bem velhinha, mas ela tá novinha em A Lenda.
A Lenda, meu Deus do céu! Na Lenda ela tá linda mesmo. Na Lenda ela tá linda.
A Lenda da Lenda. Ela tá também no episódio de suspense do Alfred Hitchcock.
É, não, mas ela fez, quer ver? E aí, Time Cop, Time Cop, Bê, é esse que você precisa assistir. Olha, se é que você me entende, é esse filme.
Esse aqui, esse que é bom. Tá bastante nesse filme, tá?
Bastante, tá completa.
Meu Deus, vou assistir, vou estar aqui para—
tem no Prime Video, Prime Video, time copy. Isso aí, assisti recentemente, continua excelente. Filmaço, viu? Filmaço! Adoro. Van Damme fazendo espacate em cima da pia da cozinha, é maravilhoso.
Ah, é esse que ele pula?
É esse.
Ver o rato no chão.
Ai, meu Deus! Não tem rato não, ele pula para desviar de um tiro. É isso aí, é isso.
A gente tem também o Jeffrey Jones.
Não, pera aí, eu preciso falar de um negócio.
Oi?
Ela fez a Harley Quinn naquela série das Aves de Rapina.
Ah, de voz, né?
Não, não, naquela série da Árvore de Rapina que passava no SBT.
Ah, é ela?
Ela fazia Harley Quinn, exatamente. Não sei como, não sei Faz quanto que eu não assisti, mas deve estar lá.
Não vi, não vi. Ó, tem foto dela. Ah, porque ela tá lourinha. É isso.
Tá, mas deu uma sumida também, né? Tá sumida.
Deu uma sumida também.
Hoje não fez mais nada. A última coisa que ela fez foi o vídeo de Chuck, também está no Prime Video, eu acho.
Prime Video, eu acho, é.
É, acho que tá no Prime Video. Assistam o vídeo de Chuck, maravilhoso.
Temos aqui o Jeffrey Jones.
Que vacilou muito na vida, né?
Puta de um ator, mas resolveu encostar em criancinha e tem que morrer no xilindrói.
É isso aí, filha da puta, filha da puta master.
Vários filmes muito bons com ele, mas o cara em si é um bosta, é um merda.
Pois é, mas a gente precisa falar o seguinte: dele o que vale é Senhor Rooney, que é excelente, é excelente. Estamos falando do papel, tá, gente? Nos filmes, isso, foda-se, porque vale a pena, tá? O cara não vale a pena, mas o filme vale. Então, Amadeus, ele faz o Imperador, muito bom também.
Tem case assim sobre isso? Tem.
Ele faz o Dr. Walter Jennings lá no Howard, o Super Pato.
Tem case assim sobre ele?
É muito merda. Ele faz o Charles no Os Fantasmas Se Divertem, muito bom.
Muito bom.
Ele tá no Caçador do Outro Vermelho, ele faz um personagem lá, um filme pelo Sean Connery. Ele tá no Ed Wood, que a gente já falou também. Ed Wood filmou também, ele faz o Criswell, né? Bruxas de Salem, Advogado Diabo, ele faz o Ed Barzun.
Advogado Diabo você vai assistir pela Charlize Theron, que tá inteirinha no filme também, morre de um jeito terrível.
A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça, O Pequeno Stuart Little, Doce Trapaça. Cara, está um monte de coisa, né?
É, vendeu alma para o capeta, é isso aí.
Desde 2019 não faz nada porque ele foi para o xilindró, tá preso. Inclusive teve o Fantasma Se Diverte em Dois e ele não participou porque ele tava na cadeia. É isso, é isso, fez merda e quer apodrecer lá. Temos que falar de Jennifer Grey, xaxá.
Jennifer Grey, além de ser a irmã do Ferris Bueller, ninguém coloca a Baby num cantinho.
Exatamente, ninguém coloca a Baby no canto.
Dirty Dancing, ela tá no Amanhecer Violento também, que ficou bem famoso.
E aí ela deu uma sumida, né? Ela fez assim, sabe por que que ela deu uma sumida?
É aqui agora, a hora que eu entro com OK, OK, fofoca.
Lá vem o Leão Lobo, vai!
Não, Leão Lobo não, velho.
Você é o Leão Lobo, velho.
O que acontece é o seguinte: a Jennifer Grey e o Matthew Broderick começaram a namorar nas gravações do filme.
Ah, sim, ela tinha esse negócio, né, de fazer essas coisas com os colegas de trabalho.
Até 1987 eles estavam namorando.
Cadê a fofoca completa?
Em 1987, ela estava com o namorado Matthew Broderick dando uma volta de carro numa BMW alugada na Irlanda do Norte, e o Matthew Broderick dirigiu na contramão, bateu de frente com outro carro, matou as duas pessoas que estavam no outro carro, uma senhora e uma filha, se não me engano, uma senhora e a menina, a senhora de 63 anos e a em outra mulher de 28. Caralho, a Jennifer Grey se estrupiou que teve que fazer cirurgia no nariz e ela perdeu a assinatura dela do narizinho de baby in the corner para uma rinoplastia reconstruindo a cara dela.
É por isso que ela ficou tão diferente, né?
E a partir daí ela deixou de ser aquele rosto conhecido e ela teve que refazer a carreira dela inteira, cara, por causa do Matthew Broderick. Mas mesmo assim fez muita coisa, né?
Fez mais ou menos, só fez umas coisinhas pequenas, nada relevante.
Inclusive, quando ela foi fazer um seriado dela mais recente, anos 90, anos 2000, ela falava assim: ah, não, porque eu sou a Jennifer Grey, que era irmã do Matthew Broderick, eu fazia tanto não sei o quê, mas por causa de um acidente de carro eu tive que fazer uma cirurgia no nariz e tanto não sei o quê. E ela era a principal da série. Mas ela começava com isso, explicando que ela teve que fazer uma rinoplastia, que ela não tirou o nariz porque quis, sacou? E sabe com quem que ela era casada até pouco tempo atrás?
Com quem, amigo?
Com quem, Leon Lobo? A Jennifer Grey?
Quem, Leon Lobo?
Fala!
Deixa eu lembrar aqui. É, eu esqueci o nome do ator, esqueci. Mas ela era casada com o O Léo Dias tá com informação infalha aí. Ela era casada com o cara da SHIELD, o Agent Coulson.
Mentira!
Ela era casada com Clark Gregg até pouco tempo atrás, até ali a pandemia. Olha aí, atualizem os seus 6 graus de conexão.
Cindy Pickett, que faz a mamãe. Mamãe, que sempre fez papel de mamãe, né? Sempre fez papel de mamãe. Acho que nunca fez um papel de outra coisa que não foi mãe.
E tá aí até hoje, né?
Até hoje, velho, fazendo coisa, fazendo mãe.
Agora tá fazendo as avós aqui, ó. Avó, Carol, mãe e avó.
Mas uma avó é mãe de novo.
E faz irmã também.
Tem um outro aqui que ela faz a sister, Não, mas aí é feira, pô.
Não deixa de ser irmã, né? Enfim.
Ah, e a gente tem que falar da Edie McClurg, a Grace.
Grace! Grace!
Grace!
Eu posso lhe dar todas as garantias de que Ferris está em casa, está doente e de cama. Eu fiquei em dúvida se podia deixá-lo sozinho. Grace!
Que ia ser a minha citação, mas eu falei: não, não vou gritar aqui agora, não.
Grace! Essa mulher aqui Essa mulher aqui, ela trabalhou, viu, bicho.
Ela foi outra que nos anos 80 brilhou demais, viu.
225 papéis, velho.
É, tá viva até hoje também, tá. Só não tá trabalhando, mas tá viva.
É isso aí, curtindo a vida doidada agora. Muita série de televisão, muito filme da sessão da tarde, né. Tem Pee-wee Herman, ela tá também.
Carrie Strain, ela tá lá, o original, é isso, de 70 e pouco.
Eu tô rolando aqui o IMDB dela, não termina nunca.
Não acaba, né?
Pois é, são 225 títulos.
Ela tá no Eu Vira Rainha das Trevas, ela faz a Cachidade, aquela velha louca que senta na cara do outro cara lá quando fica doida. Lembra, Chachá?
Eu lembro, inclusive a gente fez um case assim.
Fez, há milhares de anos atrás, exatamente. Quem mais que tá no elenco que vale a pena a gente falar? Charlie Sheen, becositos.
Drogas?
Não, obrigada, eu sou careta.
Eu perguntei se te pegaram por drogas.
Por que você tá aqui?
Drogas.
Eu não sei por que que eu tô aqui.
Vai pra casa.
Ô menino, por que que você não vai chupar seu dedo, hein?
Você usa muita maquiagem nos olhos.
Minha irmã também exagera, chamam ela de maluca.
Não quer falar do seu problema não?
Com você? Tá falando sério?
É claro que eu tô.
Olha aqui, me deixa em paz, tá? Tá legal. Você quer saber qual é o meu problema?
Eu sei qual é o problema, eu só quero ouvir da sua boca.
Olha, para resumir tudo, eu odeio meu irmão. O que que você acha disso?
Eu acho ótimo.
Você já acabou com ele?
Foi?
Não, ainda não. Sabe, eu voltei para casa para confirmar que o imbecil tava matando as aulas, e quando eu cheguei lá tinha um homem estranho dentro da minha casa. Eu chamei a polícia, eles me prenderam por passar um trote para delegacia.
E o que que você tem a ver com tudo isso?
Por que que ele vai matar aula quando Todo mundo é obrigado a ir.
Você também pode matar.
É, e aí eles me pegam, né?
Tô sabendo. Então você tá zangada porque ele mata as aulas e ninguém pega ele, não é isso?
Basicamente isso.
Então o problema é seu.
Que que você disse?
Você ouviu.
Devia gastar mais tempo se preocupando com as suas coisas e menos tempo se preocupando com seu irmão.
Quer dizer, isso é só uma opinião, tá?
E você é psiquiatra? Não. Então por que que você não guarda as suas opiniões?
Precisa consultar alguém.
Olha, se você mencionar o meu irmão de novo, eu te mato.
Fica calma, gata.
Que fizeram a maquiagem dele no final do— para ponta que ele faz nesse negócio, que diziam que ia ser da vida dele no futuro.
Então, curiosidade boa, não teve maquiagem mesmo. Aquilo ali, ele chegou pronto. Exato. Ele falou assim: não, para eu ficar ruim assim igual esse cara, eu não vou dormir. Aí ele não dormiu, sacou? Chupou droguinhas, simplesmente não dormiu por 2 dias e foi para o estúdio. E aí quando chegou lá tava com aquela cara destruída, falou: ótimo, beleza, nem precisa maquiagem. E foi, né? Hoje era só ele chegar, né?
Eu fui assistir de novo filme, né, para dar aquela refrescada. Na hora que apareceu o Charlie Sheen, falei: olha só que eles falam, tá certinho como ele ficou.
É isso aí, literalmente foi uma carreira cheirada.
Não tem um documentário do Charlie Sheen? Vocês viram o documentário do Charlie Sheen?
Não vi não.
Eu também não vi não.
É a Netflix, chama AKA Charlie Sheen, são 2 episódios cada um de 1 hora e meia contando a história da vida dele, né, de como ele passou de um cara tipo mega potência assim que ia ser o cara, só que o cara não soube lidar com a fama, gerenciar e gerenciar os seus vícios, né, velho. E aí o cara, pô, perdeu a luta para cachaça, perdeu a luta para as drogas, entendeu. Não tinha cachaça também, era tudo, era tudo. O que, assim, é mais fácil perguntar o que que ele não usou.
Por conta disso, desse estilo de vida, ele pegou AIDS, sacou. Tipo, o cara era casado com a prostituta, velho. Só que, caralho, é uma figura muito controversa e que colheu o que plantou, cara.
Viveu na loucura, vai morrer na loucura.
Curtiu a vida adoidada, é isso aí. Ele curtiu a vida adoidada. Agora, fez filmes muito bons, apesar dele não estar tão bom em vários deles. Por exemplo, Platoon. Platoon acho que seria um filme muito melhor se não fosse ele. Ele tá péssimo no filme, tá horrível no filme, mas o filme é muito bom. Wall Street é outro filme muito bom. Jovens Pistoleiros é outro filme muito bom. Top Gun não seria nada sem ele, esse filme.
Não seria nada sem ele.
Inclusive temos um programa, né?
Temos.
Top Gun 1 e Top Gun 2 são dois filmes que não seriam nada sem ele. Pois é. Os Três Mosqueteiros, ele faz o Aramis, que é bom também, é legal. Aí pronto, aí depois o negócio desandou. Aí só fez bosta.
Não, ele fez uma coisa muito boa, ele voltou lá no Spin City, né? Assim, quando ele voltou, ele fez no Spin City lá, ele voltou, beleza, tomou, tomou o lugar do Michael J. Fox. Mas depois disso ele faz Dois Homens e Meio.
Sim, Dois Homens e Meio, mas também cagou no pau no Dois Homens e Meio.
É, no Dois Homens e Meio foi aonde ele, ele ressurgiu das cinzas. Bilhões de dólares e vai ficar loucão e foda-se, vamos gravar. Só que aí que ele despirocou. Mas ele fez uma série que é foda, é muito divertida. Agora, você já viu quantos personagens que ele faz são chamados de Charlie? Que o pessoal chamava ele de outro nome, ele não atendia.
No Todo Mundo em Pânico 5 ele faz o Charlie Sheen.
Também o cara virou uma personagem maior do que qualquer coisa.
Tem o professor, né, o Ben Stein.
Ah, o Ben Stein tem uma história interessante dele, né, porque ele era professor de economia na vida real. Olha, ele era professor de economia na vida real, e aí o John Hughes chamou ele para fazer o professor, e aí ele começou a fazer só esses professor, tipo, eles vão fazer o mesmo papel, era sempre o mesmo cara meio nerdzinho que chegava e falava 2, 3 frases. E embora ele participa um monte de filme, cara, um monte de filme, um monte de série.
E aí ele falou, eu vi entrevista com ele, falou: cara, eu sempre interpretei eu mesmo.
É, tanto que foi improvisada aquela cena dele dando aula, né, porque ele já era professor, né, e ele já tava interpretando ele mesmo. Então foi basicamente todo interpretado ali, aquela questão da, não só da informação, mas também da monotonia, né, que tava lá, monótono, né, que ele tava.
É, tem que fazer o mais monótono possível, cara, tem que fazer esses cara dormir. Deu play, o cara foi. Tem uma outra pessoa que tá nesse filme aqui, Bruno. Ela faz um, ela faz uma pontinha, faz uma pontinha, mas é uma pontinha muito legal, que é a fofoqueira.
Adams aqui. Adam Lay aqui. Adamowski. Adamson aqui. Adler aqui. Anderson. Anderson aqui. Biller? Biller?
Biller?
Biller?
Ele está doente. A namorada do irmão do namorado da irmã da minha melhor amiga ouviu de um cara que conhece esse sujeito que está saindo com uma garota que viu o Ferris desmaiar no restaurante ontem à noite. Eu só não sei se é sério.
Obrigado, Simone.
Não é de quê, professor.
Essa menina é a atriz Kristy Swanson, isso, conhecida também como pelo filme Buffy, a Caça a Vampiros.
É verdade, ela fez Buffy. Ela não era Buffy, né?
Não, ela era Buffy. Não, ela era Buffy depois que virou seriado que fizeram recasting.
Não, mas tem um outro filme Debuff, que não é ela, tá?
Mas o original lá de 1992 é com ela, tá? E ela faz vários outros filmezinhos onde ela é a bonitinha para a gente se apaixonar. Ela tá na, como é que é o nome do filme em português?
O Pretty in Pink, Garota de Rosa Choque, Garota de Rosa Choque, que ela é uma pontinha, é uma pontinha, ela faz uma pontinha no Top Gun, muito loucos também, que ela aparece lá no vestiário dos caras e ela tá só de sutiã, tá de sutiã e calça, e eles ficam assim: "Kowalski, não sei o quê, não sei o quê", dá uma bronca nela, é isso.
Outra apaixonite que eu tinha na minha adolescência era essa mina aí.
Ela é fofinha, ela é fofinha mesmo.
Ela é pitel, ela é bonitinha, tá trabalhando até hoje.
Só filme merda também, né?
Só filme merda, cara, Cadê Meu Carro, mas é isso, ela fazia bonitinha que sorria e a gente ficava apaixonado, é isso aí.
E hoje ela tá, já deve estar uma velha, né?
Tá bem, viu, filho? Tá ruim não, tá bem, tá bem.
Tô vendo aqui, eu sabia que o baconzito ia representar aí, ó.
Tá bem, o miote não tá aqui, alguém tem que fazer. Vem mandar na gente você também, apoia.se/portalrefil.
Mas como é que o filme começa, hein, Ubikunzits?
Começa com Ferris Bueller inventando que tá com uma intoxicação alimentar.
Uma das coisas que eu acho mais foda desse filme é que assim, ele influenciou muita coisa depois, né, e ele tem uma linguagem muito interessante. Que eu acho que era rara naquela época, que é quebrar a quarta parede, falar com a câmera.
Nossa, total!
E eu vi uma entrevista do Matthew Broderick falando que o filme foi gravado na ordem. Então, tipo, ele começa o filme, então ele tava no primeiro dia de filmagem lá e tal, e ele, muito do tempo ali do começo do filme, é ele sozinho falando com a câmera. A segunda unidade ia fazendo outras coisas e ele tava ali com o diretor principal fazendo aquele negócio de olhar pra câmera, de cantar, de não sei o quê, tomar banho. De tocar piano, de falar no telefone e tal.
Tocar clarinete, velho.
Isso, e era tudo sozinho, né? E aí que o John Hughes falou pra ele que quando começou a ter ele contracenando com os outros atores, ele falou assim: "Tu funciona muito melhor sozinho." "Tu é muito melhor atuando sozinho, pô, pelo amor de Deus." Que ele teve que corrigir ele muito menos. Quando ele tava sozinho do que quando ele tava com os outros. Mas eu acho muito legal esse negócio dele olhar para câmera e falar, né, quebrar a quarta parede.
E isso foi copiado aí não por ser o Ferris Bueller, né, porque o personagem faz isso nos quadrinhos, mas o Deadpool, né, cara.
Deadpool total. Inclusive o final do primeiro filme tá o cara de roupãozinho igualzinho na mesma casa. Fala: que que vocês estão aí? Vai embora, vai para casa, já acabou.
Exato.
Então quando você se contorce E chorando e gemendo, você molha as mãos. É meio infantil e bobo, mas é bem melhor que a escola. A vida passa muito rápido. E se você não curtir de vez em quando, a vida passa e você nem vê. Eu tenho mesmo uma prova hoje. Essa parte não era mentira. É sobre o socialismo europeu. Eu só queria saber qual é a razão desse teste. Eu não sou europeu e nem pretendo me tornar europeu, por isso nem me interessa se eles são socialistas ou não.
Eles podiam ser fascistas, anarquistas, e mesmo assim não ia mudar o fato de eu não ter um carro.
E hoje é tão comum, né, cara, quebra da quarta parede, mas na época lá foi algo meio disruptivo, né?
E o que eu acho legal é que no começo é só ele que quebra a quarta parede, né? Só que aí no pós-créditos, aquele do Rooney indo embora no ônibus, também olha para câmera, também com a cara Ele fala: "Puta que pariu, velho, me ajuda aí, galera." É muito foda. Não, e as olhadas que o Ferris dá para câmera, velho. Sabe outro que se inspirou? Com certeza que se inspirou, o Jim Halpert do The Office.
Ah, total. Ah, sim, total.
Com certeza.
Só que o The Office ele já tem uma linguagem, né? Porque é um documentário. É, já tem essa característica de ser um pseudo documentário, então a galera Não, olha para os produtores, olha para os—
Não sei, mas eu digo assim, mas a interpretação dele é o jeito de olhar para câmera e dar um sorrisinho e dá um, sabe, um olhadinho e tal, é o mesmo do Ferris, cara, o mesmo. E eu acho que assim, esse filme ele funciona por causa de 2, de 3 personagens e 3 atores que fizeram esses personagens. É o Matthew Broderick no lugar do Ferris Bueller, é o Alan Ruck no lugar do Cameron e é o Jeffrey Jones no lugar do Rudy.
É, não tem.
Esse filme não funcionaria se fossem outros atores nesses papéis, cara. Eu acho que sim. Tanto que depois a gente descobriu, fizeram, tentaram fazer uma série do Ferris Bueller que não era com os atores do filme e durou só 3 episódios. É uma série que ninguém ficou sabendo, ninguém sabe. É uma série inclusive que tem a Jennifer Aniston fazendo a irmã do Ferris. Exatamente. Então assim, para você ver o tanto que deu certo o filme, né?
Quebrou a mágica, não teve jeito.
Pois é, mas ele acordando, ele faz umas caras e bocas. E aí a irmã putaça, né, que ele vai— ela não acredita que vocês vão cair nessa dele. Aí ele olha para ela e faz assim, ele dá uma piscadela assim.
E ela vai, não, me ajuda aí, velho.
Isso.
E ela, puta, que porra, moleque, ela não consegue. É porque ela é mais velha, tem mais responsabilidade, a galera já cobra ela mais. O moleque deixa o moleque fazer.
E é igual ele fala, né, cara, não sei como eles acreditaram na minha pior atuação.
Na minha pior.
E fica escrachado, né, cara, atuação ruim.
Minha pior atuação em anos, ou seja, ele faz isso direto, né. É, tanto é que a nona vez Ele disse que ele tá faltando esse ano, tá difícil, tá difícil arrumar desculpas. Doenças novas, ele fala.
Inacreditável, uma das minhas piores atuações e eles não duvidaram de mim nem por um minuto. E eu ia perder um dia maravilhoso desses de sol enfurnado naquela escola? Essa é a nona vez que eu fico doente esse semestre. Tá começando a ficar difícil arranjar doenças novas. Eu acho que na próxima vou ter que perder um pulmão, então é melhor fazer a nona valer a pena. O segredo para enganar os pais são as mãos frias. É um sintoma não específico eu acredito muito nisso.
Muitas pessoas vão dizer que uma bela febre de mentira funciona mais, mas acontece que se você tem uma mãe do tipo nervosa, tá arriscado ir parar no consultório médico, e isso é pior que escola.
E ele hackeia o sistema. É muito boa essa cena. O Brunner liga para mãe dele, para mãe dele, para falar que o Ferris faltou aula. O que que foi que faltou aula? Não, senhor Brunner, é que ele tá muito doente. Olha só, o Ferris ele já faltou esse ano 9 vezes.
Esse semestre?
Esse semestre 9 vezes. Aí ela fala assim: Não é possível, eu não me lembro dele ter faltado 9 vezes. Aí quando ele fala: não, tá aqui, ó, na minha frente, aqui no sistema, ó. Aí 8, aí 8, 7, 6, 5, 4, 2. Aí ele fica com a cara assim desesperada, né? E aí a mãe: olha, eu sei que o Ferris é um menino muito doente. Aí ele tá em casa dançando.
É muito bom, velho.
É aí que ele começa a gritar: Grace!
Gracias! O Ferris nessa hora ele tá em casa, aí ele mexendo no computador assim, ele hackeou o sistema da escola, sei lá como, nos anos 80 tinha modem, né, alguns computadores tinham modem, você ligava direto para o computador e você conseguia acessar, né, no próprio Jogos de Guerra tem isso, mas ele acessa o sistema da escola e muda lá para 2, né, e ele fala assim: pedi um carro e ganhei um computador, isso é quer ter nascido num dia de azar.
E essa sequência toda é muito boa, né, porque logo em seguida tem também o, ele passa o trote, né? Ele se passa lá pelo pai da, o pai da, né, que falou que a mãe dele tinha falecido, né? Pais, pai da mulher dele, o pai da mulher dele, é o pai da mulher dele, exatamente. E aí o mais bacana, cara, da cena toda é que o diretor sabe que é o Ferris, mas ele não consegue provar, né? E assim, assim, né, cara?
Não, ele pega ele assim, quer dizer que é assim que essa família funciona, é?
Uhum. Aí você fica assim, caralho, tá brincando? É o que que rola, é o cara liga e fala, ó, sua mãe morreu e tô indo buscar. A avó morreu e tô indo buscar a Sloane pro enterro. Aí o cara fala assim, não, tudo bem e tal, entendo, sinto aí pela perda da sua família, mas vou ter que, pra poder liberar a menina, vou ter que ver o corpo da véia.
Traga os ossos aqui.
O cara, como é que é? Não, é, você providencia aí os ossos da velha e a gente libera ela, não tem problema nenhum.
Traz o corpo aqui e tal. Tendo certeza que era o Ferris ligando.
A Grace tirando os lápis do cabelo assim, ela tira uns 4 de uma vez só. Aí ele toca o telefone, ela atende.
Desculpe, mas você disse que quer ver o corpo primeiro?
É, foi isso mesmo.
Traga os ossos da velha que está morta até aqui e eu dispenso a sua filha. Nova política escolar.
Ela era sua mãe?
Não, mãe da minha esposa.
Escritório do Sr. Rooney.
Aqui é Ferris Bueller. Eu posso falar com o Sr. Rooney, por favor?
Obrigado.
E te digo mais uma coisa: não estou me importando se você concorda com a minha política. Então venha até aqui e resolva no braço. Eu vou quebrar a sua cara. Seu maldito!
O quê?
Ferris Bueller está na linha 2.
Ah, senhor Rooney, tudo bem? Desculpe incomodar o senhor, mas eu não estou me sentindo bem hoje. Eu estava pensando se podia pedir a minha irmã para trazer o meu dever de casa das aulas que Que eu vou perder.
Bom dia. Deu merda.
O Fred está na linha 2, cara.
Que ele faz, velho? E a música faz tan, aí ele vai bem devagarzinho assim, aperta a linha 2. Aí, ah, seu Rooney, então queria pedir para você mandar o meu dever de casa pela minha irmã porque eu tô ruim, não sei se você tá sabendo. "Obrigado, valeu." Aí desliga. Aí ele: Aí o outro: "Rony, Rony, O Cameron fazendo a voz do pai.
E começa a descascar em cima dele, né?
E aí ele fala: "Não, você deixa ela ir lá na frente sozinha." Aí ele fala: "Não, sozinha não, ele vai desconfiar." "Ah não, então você acompanha ela." "Não, para com isso." Que ele chuta a bunda do Cameron, né? Assim, o que eu acho bacana do filme é esse lance de O Ferris está indo para o dia de folga dele e resolve chamar o Cameron, que o Cameron é um menino muito problemático, né? É um cara que tem depressão, é um cara que, sabe, vive hipocondríaco, né?
Problemas familiares, os pais não cuidam dele, largaram.
Problemas de autoestima. Isso, exatamente. E aí ele fala: "Cara, o Cameron não merece isso aí, ele merece viver, merece se divertir, então eu vou levar ele para se divertir aí no dia de folga de hoje." E o plano do Ferris era exatamente esse, de libertar o Cameron, né? De fazer o Cameron ser livre. Viver a vida um pouco, né? É, exatamente, porque ele vivia com medo dos pais, ele vivia, né?
Doente em casa.
Doente em casa e tal, e ele queria que o Cameron— Então ele planeja tudo. E aí, por que que ele planeja tudo assim? Como é que a gente sabe que ele planejou tudo que acontece nesse dia? De ir no estádio de beisebol, de ir no museu, de ir no— Porque no começo do filme, naquela hora que ele vai tomar banho, ele canta a mesma música que ele canta lá no desfile, aquela do Duncan Shen. Ele tá cantando a mesma música, tipo, ele tava ensaiando, sacou?
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É muito, é um detalhe assim, só depois de muito tempo assistindo que eu percebi assim. E ele tava ensaiando no banho. Todo o planejamento dele foi para tirar o Cameron de casa e levar eles para passar um dia bacana aí em Chicago e liberar ele, ver o festival, o desfile.
A grande transformação do filme foi do Cameron, na verdade, né, cara?
Sim, ele continua do mesmo jeito, né?
Continua do mesmo jeito, né?
Depois que ele vê os peitinho da Sloane, ele vira homem.
Mas o Ferris foi o agente, digamos assim, motivador, transformador. Mas a grande transformação ali emocional, né, do filme todo ali foi do Cameron.
Sim, e tem a questão do carro, né? O Ferris, ele obriga o Cameron a eles irem buscar a Sloane com a Ferrari do pai. E aí, por que que ele faz isso? Por que que ele insiste tanto que tem que ser essa Ferrari? Ele podia ter ido no outro carro, não ia fazer diferença, entendeu? Ah, meu pai vai buscar a Sloane naquele carro fodido. Aí fala: ah, meu Deus, pelo menos eu tenho um carro. Não, eu sei, mas você tem um carro, eu nem isso tenho.
"Tem um computador, eu tenho inveja do seu carro fodido que eu não tenho nenhum, mas o pai dela não ia buscar ela nesse carro, então a gente tem que levar a Ferrari." E aí ele acaba convencendo, a muito contragosto, o Cameron de pegar a Ferrari do pai. Mas por que que ele insiste tanto? Porque ele queria que o Cameron desafiasse o pai. Ele faz a situação acontecer para o Cameron ter esse momento de se libertar, de mostrar que ele também de que ele pode fazer as coisas, sabe, de que ele pode enfrentar a culpa, os medos, as responsabilidades.
Que ele pode ser protagonista, né?
Ele pode ser o protagonista, exatamente. Isso é muito legal.
O carro, né, a Ferrari, ela é, de certa forma, a materialização ali dos medos, dos traumas do Cameron, né, cara? Tanto que a placa, né, do carro aí é um easter egg, né? É "nervous", né? Tipo, nervoso, né?
Isso, exatamente. Não, e ele passa o tempo todo preocupado com a Ferrari. Por exemplo, ele sai preocupado quando eles vão buscar a menina, aí pega a menina e ele continua preocupado na rodovia.
Vamos levar o carro de volta, vamos levar o carro de volta, vamos levar o carro de volta.
Me diga que vamos levar o carro pra casa, me diga que vamos levar o carro pra casa, me diga que vamos levar o carro pra casa. Aí o Ferris olha pra câmera assim: se você tivesse a chance de dirigir um carro como esse num dia como hoje, você levaria esse carro, correria de volta pra casa? É, eu acho que não.
E taca-lhe pau.
É, eu também não. É, eu também não. E taca-lhe pau na máquina, né. Mas aí eles vão até a cidade, aí quando chega lá ele fica todo preocupado de que o carro vai ficar lá na garagem. Ele tava certo, porque os caboclo pega o carro dele, vou passear na cidade, Nova York, em Chicago, ao som de Star Wars, né, cara? Toca até música de Star Wars, eles voando.
Essa cena é tão icônica, mas tão icônica, que o Lewis Hamilton refez, regravou ela.
É verdade.
Porque ele quis.
Não, esse filme ele tem diversas cenas icônicas, né? São muitas, muitas, muitas cenas icônicas, né? Desde assim cenas simples como a cena do pós-créditos lá dele saindo: "Ainda estão aí?
Já acabou, desliga a televisão, pode ir embora." A cena da parada é incrível.
Sim, do "To Stand Shout". Aquilo ali é catártico, cara. Aquele ali é impossível você assistir e não se arrepiar com aquilo ali, cara, sério.
Não, e fora com a atuação, né, do Matthew Broderick, né, cara.
E assim, não só dele, mas de todo mundo ali, né. Na hora que toca o Twist and Shout, tá todo mundo, a cidade inteira pulando, cara. Aquilo ali é catártico mesmo, sabe assim.
Exato, né, cara. E o bacana é que não foi ensaiado, viu. Assim, obviamente, né, tava no roteiro, mas não teve ensaios, né, sobre a performance da dança nem nada do tipo, né. Tava assim no roteiro, basicamente, ó, vai, ele vai cantar, né, e vocês vão interagir com ele, vão dançar e tal. E saiu aquele resultado maravilhoso.
E é muito bacana porque é uma música que emenda com a outra, né. Enquanto ele tá cantando lá, o primeiro que ele some, aí eles: mas cadê o Ferris? Não sei o quê, ele tava aqui, ele foi embora para casa e deixou a gente aqui. Aí: não, ele deve estar ali na frente, já já a gente encontra ele, sei o quê. Daqui a pouco ele começa a cantar e aí eles veem que ele tá em cima do carro Aí eles: você é maluco, sai daí, você é doido e tal, não sei o quê.
E ele cantando, pela polícia, e aí ele continua cantando. E aí eles vão conversando, né?
Aí os dois estão conversando e aí fala: olha, desde que eu conheço, tudo funciona comigo, não há nada que ele não possa fazer. Eu não consigo fazer nada certo, escola, paz, o futuro.
A gente pode fazer qualquer coisa. Eu não sei o que que eu vou fazer.
Faculdade.
De quê?
Tem alguma coisa que te interessa?
Nada.
Nem a mim. A vida é cheia de água cheia. Você enlouqueceu! O que você acha que Ferris vai fazer?
Ele vai ser um precursor de alguma coisa.
Não, e a gente tem que falar uma coisa bacana também. Nessa hora, né, o pai dele olha pela janela e vê, né, o desfile. Em vários momentos do filme o diretor brinca com isso, né, dos pais quase verem, quase pegarem a Marocas, quase pegarem no flagra, né. Mas aí por um acaso eles não veem de fato.
Eles são muito trouxa, né. A mãe vai em casa para ver como é que tá o menino, ele tá lá, o manequim dormindo, bonecão. Isso, ela entra duas vezes no quarto e não vê, cara. Pô, pelo amor de Deus, tem mãe que é cega, né. Essa daí tá precisando trocar o óculos, cara. Pelo amor de Deus!
É que o pior cego é aquele que não quer ver. Esse esquema também.
Isso. E o pai é aquela hora do Abe Froman, o Rei da Salsicha de Chicago. Nossa! Que é muito bom, que eles vão resolver almoçar no restaurante super chique lá, Le Louis. Aí o Ferris olha lá na lista, tem lá Abe Froman, para reserva de não sei quantas pessoas, 3 pessoas para tal hora. Aí ele chega: pois não, vocês querem? O métrico todo, né, no E ele: não, é, tem uma reserva aí para Abe Froman, às tal hora, 3 pessoas. Aí ele fala: Abe Froman? Então é Abe Froman?
Isso mesmo, sou Abe Froman, o rei da salsicha de Chicago. É, sou eu mesmo, meu jovem e ingênuo rapaz. Eu estou muito ocupado aqui, por que não pega os seus amiguinhos e dá o fora daqui bem rápido? Está insinuando que eu não sou quem estou dizendo que sou? Estou insinuando que você dê o fora antes que eu fique nervoso. Nervoso?
Nervoso?
Nervoso? Tá legal, tá legal, vamos embora, vamos sair daqui. Eu não vou embora daqui não. Agora a gente quer sentar. Escute, meu jovem, ou você dá o fora daqui ou vou ter que chamar a polícia. Polícia? Você vai chamar a polícia para mim, é? Vou. Ótimo, na verdade eu mesmo vou ligar para eles.
Ele liga para a própria no restaurante. Aí falou: "Ó, tão ligando aqui, deixa eu atender." "Não, sai daqui, senão vou dar um berro." Vai atender o telefone. Aí quando o cara vai atender, a menina pega o telefone e fala: "Ah, eu queria falar com Abe Froman." Em que posso ser útil?
Posso falar com Abe Froman, o rei da salsicha de Chicago?
Abe Froman? Deixa eu verificar. Pode escrevê-lo.
Jaqueta de couro, camiseta branca e um suéter. E é admiravelmente bonito.
Próxima cena, eles sentados na mesa comendo e o Matt acompanhando e pedindo desculpa.
Saiba que eu admiro a sua compreensão. Não, não precisa agradecer. Fique sabendo que é a compreensão que torna possível pessoas como eu aturar pessoas como você. Obrigado. De nada.
E aí depois a gente descobre que quem ia ter uma reunião com Abe Froman era o pai, que o pai tá lá: não, Abe, não sei o quê e tal, a gente faz o marketing da salsicha e tal, eu tenho plano aqui direitinho para te mostrar e tal, não sei o quê.
Os cara tentando entrar no táxi: vai, não vai, vai, não vai.
Muito bom.
Não, ainda tem a cena deles no táxi e ela flertando com o pai dele, né?
O que que ele tá fazendo? Tá lambendo o vidro e fazendo gestos obscenos.
É o quê?
É muito bom, velho.
Ela também é mó malaca, né? Assim, ela tem uns momentos assim meio malaca também.
Muito bom.
Ela só tem a carinha ali de santa, né?
É, pois é. Mas ela entra na do Ferris total assim, acho muito massa. Total. A cena do museu é icônica, eles no museu.
Pô, a cena do museu tem, olha, quem conseguir Assiste uma versão comentada que tem desse filme com comentários do John Hughes, que ele explica essa cena do museu que o Cameron fica olhando para o quadro e vai dando zoom no Cameron, zoom no quadro, zoom no Cameron, zoom no quadro, que ele explica essa metáfora, cara, de uma forma magnífica.
O Cameron tá refletindo sobre a vida dele ali, né? De certa forma ele tem uma epifania, né, cara?
Ele se enxerga como aquela criança, né?
Ele enxerga que de longe existe uma pessoa, mas quanto mais você chega perto, menos essa pessoa existe, não tem definição, todos os traços somem. Então ele ainda não se encontrou, ele não sabe quem ele é.
É isso, e o filme é sobre isso, né?
Exatamente. Aí você, na hora que eu escutei esse, não sei onde é que foi, deve ser no YouTube, no YouTube deve ter eles falando sobre essa cena. Cara, bateu assim, eu falei assim: caralho, que filho da puta, que metáfora magnífica!
É muito foda, cara. Era só um filme da sessão da tarde, né? Mas é que tá, é isso, cara. O filme ele tem camada, né, velho? O filme ele tem uma mensagem, ele não é qualquer porcaria, né? Ele não é um férias de verão, entendeu? Não é um—
e a prova disso, né, que ele tem camadas, que nessa mesma cena enquanto ele tem essa profundidade toda, ele brinca com o que a maioria das pessoas fazem, né? Eu acho que inclusive nós aqui, quando a gente vai apreciar uma obra de arte que a gente não entende nada, que a gente fica olhando, vira para o lado e olha também, né? Mas enquanto muita gente ali não tava entendendo nada, né, o Cameron tava tendo uma revelação.
É, eu acho que assim, a arte tem muito disso também, né? Porque o olhar do espectador transforma a arte, né? Que cada um vai olhar para aquela mesma obra e vai ver uma coisa diferente. Uma pessoa vai olhar as técnicas, a construção, né? O que tá, como foi pintado e tal, não sei o quê. Outra pessoa vai ver o cenário, proporção, a beleza, as cores. Cada um tem uma experiência diferente. Mas todos conseguem tirar um proveito ali, sabe?
Consegue ver uma beleza, consegue ver. E aí que fica aquele esquema, a mensagem do artista é cada vez mais complexa porque ele consegue trabalhar em vários lugares diferentes, né? Várias formas diferentes. É doideira, cara, doideira. E te falar que pintar um quadro daquele jeito é um trabalho da porra.
É porque o pontilhismo, né? Pontilhismo é um trabalho sinistro. Mas pô, a gente tem que falar também das peripécias do Rooney, né, cara?
Esse aí se mete em altas confusões, velho.
Ele tá bem no estilo ali Esqueceram de Mim, né, os bandidos lá. Ele tentando ali fazer tudo e tudo dando errado, né, tentando invadir a casa, dá tudo errado, velho.
Ele joga o vaso de planta na cabeça do cachorro, velho. Eu fiquei muito puto quando eu reassisti. Eu falei: filho da puta, quase matou o cachorro!
Ele é muito filho da puta.
Ele literalmente é o vilão do filme, é ele.
Ele é.
E você ri, e o schadenfreude é completo com ele, né, velho? Porque é o cachorro correndo atrás dele, é ele entrando na casa.
A hora que ele vai olhar pela janela, que ele fode um sapato na lama.
Essa sequência é sensacional, porque ele vai se lascando e a coisa vai escalonando de um jeito, né, cara? E culmina nele invadindo a casa e levando, acho que é um chute ou um soco, né, da irmã dele, né?
3 chutes na cara, velho.
Não, 3 chutes não, é um chute só, só que é repetido igual os Trapalhões.
Pá, pá, pá. Sim, foda-se, edição, para mim foram 3.
Daí, rapaz, aí é só ladeira abaixo para ele.
Tem um erro de continuidade nesse filme que para mim é o melhor de todos, é que não tinha ninguém em casa. E quando todo mundo volta no final, a casa tá entupida de entrega de flores, de balão, não sei o quê.
Aquela hora que ela foi para casa, teve aquela hora que ela foi para casa, ela recebe a velha, toca a campainha, ela recebe. Não, mas foi todo mundo que mandou junto. A gente não viu os outros.
É, velho, mas tá a casa inteira, meu irmão. Não mostrou a Conchita fazendo as coisas.
Não, foi ler, foi. Não vai estragar o filme não, vai fazer.
Não tô estragando, cara, tô falando que é um erro de continuidade, mas é, foda-se.
Não tem erro não, tá tudo certo, tá suave, é isso mesmo, é magia, é magia. Ah, porra, pintaram Save Ferris na caixa d'água da cidade.
Tá tudo certo, velho, muito bom. A polícia falou, né, para mãe do Ferris, né, falou 'É, espero que seu filho melhore, estamos torcendo por ele.' Aí o bicho é um merdeiro do caralho, velho, que a galera liga para ele: 'Não, eu vou ter que trocar, vou ter que fazer uma cirurgia de transplante de rim.' Aí o outro: 'Não, que a gente tá precisando de um fígado.' Ou seja, ele tá mentindo para todo mundo, velho.
E a menina na escola: 'Ah, ele vai doar os olhos dele para o Stevie Wonder.' Nossa, velho.
'Ah, eu achei maravilhoso.' E aí uma puta saralha, tanto detalhe, tanta coisinha nesse filme que é muito bom, cara.
Ainda bem que a gente assistiu 300 mil vezes quando era pequeno, velho, porque porra, é filme raiz assim, né?
O Baconzitos falou do que o vilão do filme, né, o diretor, né, é o vilão da história ali, né, mas o vilão alegórico, digamos assim, né, é o tempo, né, a passagem do tempo. É um tempo implacável, né?
É o tempo. Ele tem uma fala do Ferris que é assim: "Porra, vai chegar agora o fim do ano, Cameron vai passar na faculdade, vai se mudar e ele é meu melhor amigo, e a Sloane provavelmente vai fazer uma faculdade lá na casa do caralho, e eu que sou um merdeiro que não estuda direito vou ficar... talvez nem passe na faculdade, né?" Que o passar na faculdade deles lá é conseguir um empréstimo pra pagar a universidade, né?
É tipo... ProERD é um negócio de combate às drogas.
Tá, é, eu esqueci. ProUni, ProUni, ProUni, ProUni.
Todo mundo fez um ProUni, o Charlissinho fez um ProERD. Que deu, deveria fazer o ProERD.
Exatamente, o Charlissinho não fez o ProERD.
Por falar em ProERD, sabe quem faz os desenhos do ProERD, né?
Sei, o Neto. No Neto, nesse Pablo Ramos. Olha aí, sabia não.
Ele que fez o leãozinho do Proerd, é dele que virou meme, o caramba 4, é ele que fez. Mas é isso, cara. Aí ele já tava falando assim, velho, acabou o ano, minha namorada vai embora, minha melhor amiga vai embora. Sim, quando ele sai correndo e larga ela e tal, não sei o quê, ela fala: ele vai casar comigo um dia. E é isso, filho da puta, tá correndo, voltando para casa, passa pelas meninas de biquíni, para, volta, opa, Tudo bom, sou o Ferris.
É o Miote, porra, com certeza.
Se fosse o Miote ali, eu acho que o filme tinha acabado ali, né? Ele não teria voltado para casa, né?
Talvez não, tinha ficado ali. Então chegava a mãe em casa, abrir a porta do quarto, ele com as duas meninas de biquíni. Opa, mãe!
Uma curiosidade bacana, né, que eles aí todos, né, teriam por volta de 17, 18 anos na história. Mas o Matthew Broderick tinha 23 anos, cara, de menino. O Alan Ruck, ele tinha 28 anos, cara, não parece, né? Só quem tinha ali a idade mesmo condizente é a menina lá, Sloane, tinha 17 anos. Olha, e se, né, partindo do princípio ali, né, que o Ferris Bueller tivesse 17 anos na época, Hoje ele teria 57 anos, né, que é bem a idade ali dos velhos paias que ele tá engabelando o filme todo, né.
Eu, ao mesmo tempo em que eu gostaria muito que tivesse uma sequência, eu não quero que tenha uma sequência, obviamente, né. Mas eu fico, sempre que eu assisto, eu fico com essa curiosidade: como é que seria o filho do Ferris Bueller? É, não, o futuro desses personagens. O filho, me caguei, mas o futuro desses personagens com o que que o Ferris ia trabalhar, sabe?
Com o que que o Cameron ia, se ele ia sobreviver, ia ser vendedor de carro, meu irmão, vendendo os carros fodidos para todo mundo lá, garantia, sou de hoje, se dando bem.
Mas a gente pode exercer esse, a gente pode fazer esse exercício aí, ó, montando o elenco. Nunca mais teve programa, né? Vamos abrir a campanha aí para ver se os apoiadores aí vão gostar da ideia.
Olha, É uma boa fazer um elenco da sequência. Ferris Bueller 2, Ferris Bueller: Another Day Off.
Como é que é? Tentando pensar nos títulos velhinhos aqui. Curtindo a vida mais adoidada ainda, alguma coisa assim.
Seria assim, mais adoidado ainda, curtindo a vida doidada, curtindo a vida doida, mais adoidado ainda.
É um filmaço, um filme que é eterno. Esse aqui é eterno mesmo. Esse aqui é aqueles que geracional e funciona até hoje, mesmo que não tem assim, ah, o telefone celular. Não, assim, ele tá datado porque ele se passa numa época muito específica, né? Então tipo, ele tem umas coisas assim que tipo, sei lá, um WhatsApp resolviu o problema tempo do filme. Então você tem que situar ele dentro da sua época. Mas o que eu digo é que assim, a linguagem dele ainda funciona, ele ainda é divertido, ele é engraçado, as piadas não deixaram de fazer sentido, né?
As atuações ainda estão boas, a dublagem continua maravilhosa, né, cara? E o tema, mensagem ainda tá lá, né? A mensagem ainda é relevante, né? De tipo, se você não parar para curtir pelo menos uma vez na vida A vida passa rápido e você não vê, né? Isso tá, porra, isso cada dia que passa, essa é para todo mundo, cara. Exato, é uma mensagem universal, entendeu? Então assim, é quando os filmes de adolescente eram legais, não eram só estúpidos, né?
Assim, é um filme divertido, é um filme bacana, é um filme que tem uma mensagem, é com boas atuações, é um filme perfeito assim. É um filme imortal. Chachazinho, meu querido, olha aí, rapaz, estamos celebrando 10 anos de Portal Refil, chachazinho.
É mesmo, né? Caramba, hein?
Pois é, agora em agosto faremos 10 anos você está convocado aí para participar da nossa live de comemoração, né, que teremos em breve, e do nosso programa especial também, comemoraremos aí.
Live no YouTube, como é que vai ser?
Faremos uma live com os patrões e faremos um programa especial aí, se Deus quiser, com todo mundo que quiser participar, de quem já participou, né, vamos chamar todo mundo aí, e é isso, menos os indesejados. Mais a gente vai chamar quem quiser.
Muito bom, é só me chamar.
E aí, você tá na internet ou não tá na internet mais? Você tá só em casa?
É, tô meio off, né? Leozinho nasceu, tá naquela fase ainda, né, exigindo muito atenção.
Esse aí é bom, né? Sei como é que é. Aloha, Linda!
O sol mais lindo ainda.
Assim, assim, assim.
Ah, sim!
Você não tá aqui? Acabou, vai para casa, vai, vai!
Portal Refil
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