COMO ENCONTRAR A IGREJA CERTA? | Papo Sem Muros #18
Jarbas Júnior e Felipe Motollo comentam o artigo deste no site do Evangelho Sem Muros intitulado "Preciso encontrar a igreja certa!". O texto trata sobre a busca moderna por uma suposta "igreja certa" com critérios que não correspondem à prioridade bíblica para identificar igrejas saudáveis. Quais são os verdadeiros critérios orientados pela Palavra de Deus? Confira nesta live!
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- A importância da igreja localCritérios bíblicos para identificar igrejas saudáveis · Diferença entre igreja perfeita e igreja saudável · Motivações erradas para buscar igreja · Igreja como corpo de Cristo · Igreja moinho vs. igreja ventilador
- A fidelidade bíblica doutrinária como caminho inegociável para a igrejaComunhão entre os irmãos · Prática dos sacramentos (Ceia e Batismo) · Ensino da palavra · Cuidado pastoral e discipulado · Auxílio aos necessitados e obra missionária
- Arquitetura e estética das igrejasO perigo de priorizar a estética sobre a palavra · A importância da pregação fiel da palavra · A beleza como reflexo do divino, mas insuficiente para salvação
- Devoção e glorificação de DeusCristo como centro da adoração · Perigo da mentalidade consumista na igreja · Diferença entre adoração a Deus e adoração a ídolos · A Reforma e a ênfase na adoração
- Filmes recomendadosLivro '9 Marcas de uma Igreja Saudável' de Mark Dever · Filme 'O Frio da Morte' · Livro 'Dom Casmurro' de Machado de Assis · Filme 'Louca Obsessão'
- Felicidade e propósitoO coração enganoso e corrupto · A promessa de aflição na terra, mas paz no pós-vida · A importância de fazer Deus feliz com a conduta
- O Crente e a IgrejaRevelação bíblica da Trindade · A igreja como corpo de Cristo · Diferença entre igreja institucional e corpo de Cristo
- Tradição como movimento e reinvençãoCausas do desigrejismo · A ideia de viver a fé sozinho · Crítica à busca por uma igreja sem nome ou liderança
A graça e a paz do Senhor, meus queridos. Sejam bem-vindos a mais um Papo Sem Muros, edição número 18. Eu sou Jarba Júnior. Começo dizendo que a busca não é por perfeição, mas pela verdade, e a verdade tem nome: Jesus Cristo. Fala, Felipão, como é que você tá?
Opa, mestre, tudo bem? Felipe Motolo do canal Viver é Cristo, e vou dizer uma frase já direta e reta: a busca pela igreja perfeita gerou as maiores seitas do mundo.
Verdade, especialmente os movimentos restauracionistas, né, que tentando focar aí uma idealização primitiva, se arrogaram a verdadeira igreja, aquela que é a continuidade dos apóstolos. Engraçado que dizendo isso, como se a Igreja Apostólica não tivesse problemas também, né, Felipão?
É como se Paulo não tivesse que lidar com os B.O.s que teve que lidar, né, com Corinto, Gálatas.
Em muitos aspectos, até diria que ela era mais problemática, exatamente porque a doutrina, o dogma, digamos assim, não estava tão bem articulado ainda à época, né? Por exemplo, também tem a questão dos livros, né, todos os livros sagrados ainda não estavam todos eles reconhecidos e compilados. Então há inúmeros aspectos em que, digamos assim, a Igreja Primitiva era até deficiente em relação à Igreja mais moderna, né? Claro que em outros aspectos não, né?
Mas a gente tem que saber discernir o que é que de positivo e de negativo havia nessa comparação entre hoje e o ontem, não é verdade?
Verdade. Ainda muito dependente da voz apostólica, né, dos apóstolos. Então os apóstolos tinham que estar muito ativos ali lidando com as heresias e colocando sempre, marretando ali as doutrinas para que não se perdesse, né? Até que a graça de Deus foi alcançando a igreja, trazendo luz para que fôssemos organizando, né? Principalmente depois da ida dos apóstolos, os escritos ficaram. A gente, através desses escritos inspirados por Deus, a gente foi se organizando em torno de doutrinas saudáveis, né?
Mas a igreja tinha essa dependência muito grande da atuação apostólica ali nesse início, né?
E na igreja primitiva, né, havia um valor e um portado assim importante, né, que eles davam à questão doutrinária, que hoje em dia a gente percebe que se perdeu, né. Pessoas que valorizam mais aspectos secundários na busca por uma igreja do que aqueles que realmente são os mais importantes, questões doutrinárias, questões relacionadas ao evangelho propriamente dito, do que questões satélites como o carisma do pregador ou conforto da igreja.
Você tem sala infantil, não tem, se tem estacionamento, não tem, né? Esse é o assunto que você aborda no seu texto que saiu, acho que na semana passada, né, lá no Evangelho Sem Muros, sobre como encontrar a igreja certa. Uma dúvida que eu imagino que é muito comum tanto para pessoas que se perceberam em igrejas disfuncionais, igrejas não saudáveis, igrejas sectárias, muitas vezes, né, estão procurando uma nova comunidade de fé.
Como também recém-convertidos que amaram Jesus, creram nele, mas ainda são neófitos, e por isso não tem muita, digamos assim, muita maturidade bíblica e teológica para saber discernir uma igreja saudável na qual congregar, não é? O que é que você diria para essas pessoas assim, logo de cara, né, em relação a essa busca delas por uma igreja saudável?
Eu acho que a reflexão que eu começo trazendo no artigo é justamente o que está, por que que essa busca por uma igreja perfeita está resultando no aumento de movimentos complicados, né? A gente tem movimentos que olham o materialismo, humanismo, movimentos humanistas como movimento neopentecostal. Nós temos o crescimento de igrejas que são consideradas por muitos seitas ou ou movimentos contraditórios. Nós temos movimentos centrados em homens, centrados em personalidades, né, personalidades famosas e tal.
Tem os desigrejados também, justamente porque não encontram a igreja perfeita, então desistem da igreja, né.
Exatamente. E a proposta do artigo, ela começa com essa provocação, né, e depois a gente vai trabalhando a questão de o que que você tá buscando, né, exatamente na igreja, né? Para que que você quer ir para uma igreja?
Então a sua palavra principal no artigo é: não busque a igreja perfeita, mas sim a igreja, digamos, saudável. E o que é que seria essa igreja saudável que você define no artigo, né? Ou dá as características principais.
Exatamente, eu trabalho o artigo porque a igreja, para a gente ter uma igreja que a gente considera perfeita, a gente vai naturalmente usar critérios de perfeição que atendam os anseios do nosso coração. A gente vai buscar uma casa para morar, que que a gente vai buscar? Que ela seja confortável, que ela seja bem localizada, que ela seja ampla. A gente vai buscar um emprego que seja o que a gente gosta de trabalhar, um lugar legal, um ambiente bacana, vai comprar um carro.
Se a gente usar essa mesma lógica para encontrar a igreja, você vai buscar o quê? A igreja que traz benefícios para você, né? É uma lógica mercadológica que as pessoas usam até o dia de hoje e usam há décadas para buscar a igreja perfeita. Você pode ver, quando uma pessoa está na igreja que é considerada a perfeita, a igreja perfeita, elas vão dizer: aqui é diferente, aqui Deus fez tal coisa na minha na minha vida, aqui Deus solucionou meus problemas.
Então veja, é uma lógica mercadológica. Quer dizer, eu vim aqui para resolver coisas, eu vim aqui para resolver problemas, vim aqui para ver milagre, eu vim aqui para, ou seja, senti afagado, né, também acolhido, afagado e tal. Ou seja, eu estou indo à igreja para buscar algum benefício para mim, estou indo à igreja para resolver meus problemas pessoais. Agora, essa é a lógica É essa a mentalidade que a gente, ideal para se buscar uma igreja, né?
Essa é a pergunta. É isso que, é isso que as Escrituras mostram quando a gente fala de pilares que fazem com que a igreja surja, né? Uma comunidade surja. Esse é o pilar, é resolver os problemas das pessoas, né?
Então essa é a pergunta que você busca responder nesse artigo aqui, que é breve, né? 3 minutinhos de leitura. Eu até falei contigo de antemão nos bastidores que acredito até que essa live vai ser mais rápida, esse programa, porque o artigo ele é bem objetivo, né, mas preciso. É curtinho, 3 minutinhos de leitura, tá. Daria até para ser, eu brinco assim, é um folheto evangelístico, né, porque ele realmente é bem objetivo, mas ele é preciso na resposta a essa pergunta, essa dúvida, né.
A respeito da igreja certa. E aí, se vocês quiserem ler, turma, procura lá no site do Evangelho Sem Muros. É o artigo mais recente que você pode acessar através desse site passando aqui embaixo, www.evangelhosemuros.com, e assinar gratuitamente com seu email para receber toda novidade que sair lá no blog. Ou então nesse QR code aí na cabeça Filipão, que ele vai apontar certo agora. Vamos ver, ó, aí apontou certo. Você direciona a câmera do seu celular, então é direcionado para página principal do nosso site, tá bem?
É um artigo muito edificante que vai pautar o nosso Papo Sem Muros aqui nessa tarde. Mas aí, Filipão, quais são os critérios hoje em dia exato, né, que você aborda aqui no seu artigo, que as pessoas têm utilizado para procurar igrejas nos dias de hoje? O que é que elas têm priorizado e que talvez não corresponda àquilo que a Escritura apresenta como verdadeiros critérios da busca de uma igreja?
É, o primeiro que a gente nota é a busca por um lugar onde se tenha sinais, né, sinais, milagres, obras. Olha o que chegou aqui, meus caros Aí sim, hein? Cafezinho da mãe.
Minha esposa tá dormindo, por isso não fez para mim.
Então, um dos primeiros pontos é: eu preciso achar o lugar onde eu vejo sinais, milagres. Outro ponto: um lugar onde eu resolva os meus problemas. Quer dizer, ah, eu não posso ter filhos, eu preciso achar um lugar onde Eu vou lá, eu vou ouvir que eu vou ter filho e Deus vai fazer um milagre, eu vou ter filhos. Ah, eu tô endividado, eu vou no lugar onde eu ouço: sua dívida vai ser solucionada, Deus vai te dar um escape. Então veja, já começa com um problema, problema grande.
E aí a gente tem outras questões que surgem de resposta a movimentos exploratórios no Brasil, né? Então você tem a questão de pessoas que fizeram parte ou fazem parte de igrejas que exploram financeiramente os seus membros, ou abordagens extremamente agressivas que a gente vê nas redes por aí, buscando dinheiro, buscando exploração, buscando enriquecimento pessoal. E é obviamente que essas pessoas pegam ojeriza desse tipo de coisa e aí querem buscar uma igreja que seja o oposto disso, onde não se fala em dinheiro, onde então é uma igreja perfeita, ela não pode falar de dinheiro.
A igreja perfeita é o lugar onde Deus faz milagre. A igreja perfeita é o lugar onde é Deus resolveu os meus problemas, né? E aí entra você, tá, acabam caindo numa seita, no movimento complicado, movimento contraditório, se ferindo ainda mais. E depois acaba se tornando muito, acabam se tornando desigrejados, pois fui no lugar, não deu certo, aí busquei outro que parecia perfeito, descobri que tava errado, e viram os desigrejados aí que a gente tem por aí, né?
E qual seria então o critério bíblico, né? Qual é a prioridade que a Escritura apresenta para essa identificação de igrejas saudáveis?
Certo, eu estruturei em 4 pontos, né, 4 funções centrais de uma igreja. Então assim, quando a gente fala de uma igreja, a primeira pergunta é: para que que essas igrejas existem, né? Qual a função de uma igreja? Qual o objetivo daquela igreja? A igreja existe como uma consequência. A igreja é uma consequência da cruz. Jesus crucificado gerou a igreja, né? Então a igreja é resultado da cruz, a igreja nasce na cruz, né? Nasce da cruz essa igreja, como a igreja que eu digo cristã, né?
Movimento cristão. Quando ela nasce da cruz, ela se organiza. Ela se organiza para quê? Qual o objetivo? A primeira coisa, promover a comunhão entre os irmãos. Para que um edifique o outro nos seus dons, né? Eu tenho dons, o Jarbas tem dons, cada um tem dons, seus dons, suas qualidades. Então a gente vai promover comunhão para que esse dom que cada um tem, para que capacidade de cada um possa edificar um ao outro, e a igreja como um todo seja edificada e abençoada por esses dons, certo?
Então esse é o primeiro ponto. Segundo ponto que eu coloco é praticar os sacramentos, a ceia, o batismo, que é que alimenta o corpo, que nos alimenta. Qual o alimento do corpo? É Cristo crucificado, é a obra de Cristo na cruz. E o que que alimenta o corpo de Cristo hoje então, se é a cruz? O que que simbolicamente nós fazemos? Ou alguns vão usar um termo como uma ordenança, outros vão usar sacramento. O que que nós fazemos para alimentar o nosso, a nossa vida em Cristo em forma de atuação prática da Igreja, né?
Como é que a Igreja pratica esse alimento do corpo? Através dos sacramentos. Os sacramentos são rituais cristãos que nós fazemos para alimentar o corpo utilizando, adotando obviamente atos de comunhão em torno do corpo crucificado de Cristo, tanto na ceia quanto no batismo. No batismo simbolizando os pecados sendo lavados, e na ceia simbolizando o corpo de Cristo sendo partido pela igreja, né? Nós temos comunhão com o corpo de Cristo que foi partido na cruz.
Então a igreja se alimenta através dos sacramentos, né, obviamente que sendo feitos pela fé, né. Quarto, terceiro ponto: promover o ensino da palavra. Claramente as Escrituras nos deixam isso muito claro, de que o ensino da palavra é central numa comunidade de fé. Isso não é negociável, sempre falo isso. É algo que a gente abre mão com muita facilidade. Ah, aqui não tem muito ensino bíblico, mas tem a presença de Deus, tem, eu sinto a presença de Deus.
Não, meu irmão, isso não existe, não existe. Ah, eu sinto a presença de Deus, mas aqui não tem ensino bíblico. Ensino bíblico é central na vida de fé, é uma comunidade de fé. E o quarto ponto, que é Promover ensino. Deixa eu só pegar aqui para não— aqui o cuidado pastoral, discipulado, tá? O quarto ponto. Eu coloco depois outros dois pontos, eu só não lembrava se no quarto, se o quarto ponto eu tinha mencionado um deles. O discipulado e o ensino pastoral, né?
Quer dizer, a gente ter discipulado, a gente ser ensinado pelo pastor, a gente tem um acompanhamento pastoral, pessoas capacitadas, habilitadas, e que tem esse dom de pastorear, de cuidar, de ensinar. E a gente tem que ser discipulado. Isso tudo é bíblico, tá? Isso é bíblico, esses 4 pontos. Depois eu trago outros pontos, que também é o auxílio aos necessitados, né? A reunião da igreja para auxiliar o necessitado e também para apoiar os missionários.
A obra missionária no mundo. Então são os pontos que a gente claramente identifica nas Escrituras como pontos centrais de uma existência, que justificam a existência de uma comunidade cristã.
Hoje esses pontos são bem enfatizados por João Calvino nas Institutas, né? Ele fala sobre como identificar uma igreja verdadeira. Ele aponta particularmente para pregação fiel da palavra E essa pregação fiel da palavra vai levar esses outros aspectos que você também mencionou, né, que é discipulado, né, uma igreja que ajuda na sua santificação, que promove comunhão entre os irmãos, que alimenta o pobre, que socorre o necessitado, também obviamente trabalha na obra da evangelização.
Ele enfatiza a pregação fiel da Escritura e administração correta dos sacramentos, né. Ele disse que havendo essas duas características você tem ali uma igreja verdadeira ainda que ela possa em algum aspecto estar doente, né? Possível a igreja verdadeira estar doente, né? O que realmente não é possível é uma igreja que falta essas duas coisas, uma igreja que não há pregação genuína da palavra de Deus e que não ministra adequadamente o sacramento, ser considerada uma igreja verdadeira.
Porque para ser igreja verdadeira, realmente me parece que Calvino foi assertivo nesses dois aspectos. Né, em estabelecer essas duas características fundamentais e inegociáveis para identificar uma igreja verdadeira, que hoje em dia as pessoas não costumam levar tanto em consideração. Tanto é que geralmente, né, pregadores que são tipo de autoajuda, né, com mensagens motivacionais, acabam atraindo uma grande quantidade de seguidores com base no seu carisma, numa mensagem que agrada o ouvinte, mas que não fala de arrependimento, de cruz, não chama, né, a santificação, não ensina de fato a palavra e fala aquilo que, enfim, o ouvinte quer ouvir, essa mentalidade consumista que você abordou no início da live, né.
Então você nota que, infelizmente, esses princípios básicos da palavra de Deus são negligenciados. Eu noto, por exemplo, também que na época da pandemia, né, quando a igreja, muitas igrejas precisaram ausentar-se do culto presencial por muito tempo, né, e portanto também não podiam cear. E a gente que sendo crente cristão de muito tempo de caminho não fez muita questão, parece que não sentia falta nem do culto e principalmente dessa comunhão da mesa, né.
Tem muita gente que foi negligente. A denominação que a gente saiu, por exemplo, acho que foi a única grande denominação em 2020 que não chegou nenhuma vez sequer a mesa do Senhor, né? Embora alegando revelação de copinhos individuais, que até então utilizava o cálice único, né, metendo a boca no mesmo cálice. Mas então, por causa da pandemia, muito convenientemente eles receberam a revelação divina de que agora seria copinho individual.
Mas mesmo com essa suposta revelação, ainda assim naquele ano ninguém chegou à mesa do Senhor, mesmo com medidas sanitárias, né, que outras igrejas adotaram para poder ceiar. Aí você nota o quão levam de maneira negligente esses aspectos centrais, enquanto que outras questões menos importantes são tidas como a característica primária para poder estar numa igreja. Em suma, a gente pode dizer assim, que a característica subjetiva, né, é sentir-se bem. Acho que esse é o critério, é a regra áurea hoje em dia na escolha das pessoas.
Importante é seu coração tá feliz, você tá feliz, você sentir bem onde você tá. Essa é a frase do momento, né? A frase que é importante que você tá se sentindo bem, importante é que você tá feliz, né?
E aí, na internet fala, né, que se te faz feliz não é pecado. Aí embaixo, assinado Satanás.
Já vi, já vi. Importante é você tá feliz. Quer dizer, uma frase realmente de origem maligna. É uma frase de origem de fato maligna, essa frase, né? Importante é você tá feliz, importante você tá bem.
Isso não é uma maneira errada, hedonista, enganosa, porque vai focar onde?
No nosso coração, né? Manda aí.
O Carlos Santos falou aqui, ó: e o pão, cada um dá uma mordida no mesmo pão? Da onde a gente saiu, sim, até o pão era o pão único que se repartia ali, né? Embora eu pessoalmente também prefira essa dinâmica de, digamos assim, a ideia de partir o pão. Eu acho que há algo simbólico nisso. Eu não diria que essa é uma regra áurea na ceia, né? A regra áurea na ceia, de fato, é muito mais a comunhão do corpo, né, da igreja ali, os irmãos uns com os outros e obviamente com Cristo.
Que é o representado nos elementos, do que necessariamente essa ninharia, digamos assim, de ser, tem que ser um cálice só, tem que ser um pão único. Eu penso que o espírito da Ceia do Senhor realmente está na comunhão entre as pessoas, e assim demonstrando a comunhão que elas têm com Cristo. Mas sim, a gente saiu até o pão, se não me falha a memória, era isso, né, Felipão? Até o pão tem que ser partido.
Ele orava pelo pão, eles oram pelo pão ali, o pão, um único pão feito para ceia. E aí ele é partido em pedaços. Uma pessoa fica partindo, põe numa bandeja, e o outro pega a bandeja e vai levando, e volta, põe mais pedaços, vai partindo, vai pondo lá, vai pôr na bandeja e vai levando. É assim, tem que ser o mesmo pão.
E é engraçado que se podia repartir, mas o vinho nos cálices individuais não, até 2020, né?
É porque eles entendiam que deste cálice era tomar no mesmo cálice, literalmente, o recipiente, né, o recipiente. Então tinha que ser, tinha que tomar no mesmo cálice. Aí depois veio a revelação, na época da pandemia, do nada, de repente deu uma luz, e muito conveniente, muito conveniente.
Deus podia ter revelado isso há muito tempo antes, né, mas foi aí domingo. Não tem nada a ver, imagina. O cara falou aqui, então não há problema em repartir o cálice individual. Exato, né? O princípio é esse: o pão repartido, né, em diferentes pedaços, não deveria haver problema em repartir o cálice em cálices individuais.
É porque se fala deste cálice, né? Não fala este vinho. Aí eles entendiam que era o cálice, que era importante que fosse o mesmo cálice. Eles faziam uma leitura literal. Esse é um problema da leitura literal e essa coisa de não estudar a Bíblia, né? Você lê a Bíblia de uma maneira como se fosse hoje, você fosse ler um jornal hoje, como se os apóstolos escrevessem da mesma maneira como escreve um repórter hoje, vai escrever um jornal, tal.
E aí a pessoa faz o mesmo processo hermenêutico que se usa para ler um jornal de hoje, ele vai ler a Bíblia. Obviamente que ele vai tirar conclusões completamente equivocadas, porque a forma como se escrevia, a forma como se expressava na época apostólica é outra, né? O uso, você tem uso de recursos que hoje não são usados mais, recursos linguísticos mesmo, né? Que hoje não são mais utilizados. Então você obviamente vai tirar conclusões precipitadas.
Verdade. Agora, qual é, voltando para o artigo de fato, né, na segunda parte do seu artigo você fala sobre as motivações corretas para buscar uma igreja certa, entre aspas. Qual é exatamente essa motivação, essa prioridade, né, que as pessoas devem ter em sua motivação? Para identificar não somente igrejas, eu diria também pregadores fiéis, né, mensagens saudáveis? Qual é o critério primário de fato?
Então, esse é o ponto, né, esse é um ponto central para reflexão que a gente faz aqui nesse artigo, um artigo bem curtinho, que é: o que justifica a gente se reunir como igreja? Que justifica? E geralmente quando eu vou para igreja eu tô indo já com a motivação errada. E aí é o problema, porque você vai com a motivação errada, você encontra uma igreja que vai te oferecer a resposta para essa motivação errada, e aí você vai cair numa igreja enganosa.
Porque se ela já está te oferecendo uma resposta a motivações erradas, é porque ela já nasceu defeituosa, ela já nasceu com problemas muito sérios. Em termos de, no seu DNA, porque a igreja não foi, não nasceu em torno do seu propósito correto e bíblico. Ela nasceu em torno do propósito secundário, que é resolver os problemas das pessoas, dar resposta aos corações caídos, né? E obviamente que igrejas assim vão crescer rápido, vão ter uma aderência muito grande, porque você, você tá trazendo a resposta que o ser humano precisa Mas travestida.
Aliás, a resposta errada travestida da resposta certa. Então a pessoa fala: encontrei Deus. Mas na verdade ela não tá encontrando Deus, ela tá encontrando aquilo que agrada o coração dela caído, né? E o que motivou essas reuniões? Claramente Cristo crucificado, o corpo de Cristo. As pessoas se reuniam porque era no domingo. Porque foi o dia da ressurreição, né? O dia do Senhor. Quando a gente usa a expressão dia do Senhor, né, que foi no domingo— e aqui eu não tô dizendo que, não tô entrando no mérito se é obrigatório que seja no domingo ou não, não estou entrando nessa questão do dia X tal.
A questão é por que que ela se reunia no dia do domingo? Por ser o dia do Senhor, então dia da ressurreição. Elas não estavam preocupadas em resolver os problemas delas, estavam preocupadas em reunir para lembrar, celebrar Cristo, para lembrar de Cristo, para falar sobre Cristo, para, para partir o pão, né, simbolizando a comunhão em torno do corpo de Cristo partido. Então era Cristo, era o centro, Jesus era o centro, Jesus crucificado.
Elas não estavam preocupadas em ir lá para dizer: ah, agora eu vou trocar de carro, não sei se eu pego o carro Será que eu vou ter condições de pagar esse carnê? Será que eu troco de carro? Será que eu vou para— será que eu troco de emprego? Será que— ah, eu tô enfermo, vou lá para na igreja para ser curado? Não, ela se reuniu em torno do corpo de Cristo. Ah, mas isso não quer dizer que havia curas? Lógico que havia curas, poderia acontecer uma cura, mas ninguém ia à igreja para receber a cura.
Ela ia à igreja para celebrar Cristo, para ser servido, era adorar de fato, né? E adorar o Deus verdadeiro.
Exatamente, exatamente.
Que também é possível que as pessoas adorem um falso deus, né, de acordo com o desenho e ansejo do seu coração. Aí que você, por exemplo, quando busca esse materialismo, revela o quê? Que o deus do seu coração é mamão, né? É o dinheiro. Então ela pode acabar fazendo um deus que é conforme essa desejo dela. Ou ainda é dividido, né, não somente para a glória de Deus. O assunto da nossa próxima live inclusive é esse, né, toda a glória de Deus somente.
Mas quando não é somente para Deus, mas divide atenção com ídolos. E aí o clássico, exemplo clássico, né, no catolicismo romano, quando colocam alguma ênfase, por exemplo, na devoção a esse ou aquele santo, né, quando coloca Maria, por exemplo, no meio da adoração, a gente honra Maria, né, a gente até estima, mas no devido lugar. E o lugar não é jamais de compartilhar com a Trindade o centro, não é, da reverência no culto público, né?
E a gente vê que alguns contextos acaba dando essa ênfase, né, essa quarta pessoa, entre aspas, da Trindade. Então, quando a gente não tem uma clareza também sobre quem é Deus, né, conforme é falado na culto. É possível que o culto seja pervertido no sentido da sua centralidade. Realmente não é Cristo, né, não é mais um culto cristocêntrico, mas é um culto de acordo com as inclinações do coração das pessoas que estão ali se reunindo, buscando aquele seu próprio interesse ao invés de adorar o verdadeiro Deus.
Tanto é que eu vi uma vez um livro sobre adoração, eu devo ter ele aqui inclusive, Eu achei esse livro aqui, ó, um ótimo livro, Adoração mais Reformada. Não sei se você já leu, do Terry Johnson, Adoração Segundo as Escrituras, onde ele argumenta logo nos primeiros capítulos que uma das ênfases dos reformadores, por incrível que pareça, não era como alguns pensam, que era sobre o como ser salvo, mas sim sobre adoração ao Deus verdadeiro.
Ou seja, antes deles responderem a questão do como ser salvo, eles estavam mais preocupados na adoração correta. Tanto é que Lutero, por exemplo, ele ficou profundamente perturbado no seu espírito com certas distorções, né, como por exemplo a questão das indulgências, né, como as pessoas pagavam ali pela salvação. Mas revelava uma adoração imprecisa, né? Não estavam adorando ao Deus verdadeiro conforme revelado na Escritura. Calvino gastou boa parte também das Institutas focando nessa questão da adoração.
E aí eu diria que, como você enfatizou no seu artigo, que a ênfase de fato deve ser na adoração correta. E a adoração correta é aquela que é direcionada ao único alvo possível e verdadeiro da nossa adoração, que é o Deus Trino, particularmente na exaltação da pessoa de Jesus Cristo. Como você bem enfatizou, né?
Exatamente, exatamente. As pessoas estavam tão impactadas por esse encontro com Jesus Cristo, né, pela obra da cruz e tudo mais, que tudo que decorreu disso, que as pessoas não tinham outro pensamento e outra fala. É como Paulo disse: a mim coube apenas pregar Cristo este crucificado, né? Quer dizer, Paulo não queria mais falar de outra coisa. E Paulo foi encontrado lá, né, perseguindo os cristãos, foi encontrado por Cristo. E esse encontro foi tão impactante, tão forte, que a vida dele foi apenas falar sobre Cristo, né.
Ele até escreveu: não me canso de vos falar as mesmas coisas. Essa mesma coisa era o evangelho, né, que é para proveito vosso. Algumas pessoas vão achar fatigado, né. Meu Deus, vim de novo no culto é o mesmo assunto, é Jesus, é Jesus. Teve até, a gente já viu pregadores heréticos, né? Jesus, Jesus, Jesus, todo culto, cara. Isso deveria ser a coisa que mais aquece o teu coração, deveria ser o maior prazer da sua vida se você é cristão, ouvir no culto falar de Cristo de fato, né?
É, eu tenho uma frase que eu falo no artigo, que é: para quem não nasceu de novo, se reunir para estudar a Bíblia Apoiar financeiramente a comunidade e ouvir 50 minutos de exposição bíblica é cansativo, incômodo. Isso não poderia ser a igreja certa. Quer dizer, essa igreja, você vai lá, estuda a Bíblia, depois você ouve uma pregação de 50 minutos sobre Jesus, sobre, sobre chamando ao arrependimento e tudo mais, cara, todo culto isso.
Para quem não nasceu de novo, cara, isso não faz sentido. Você que prefere ouvir o Dave Leonardo, você é o centro do coração de Deus. Você prefere ouvir que o que tá parado na tua vida vai andar. É isso que você quer ouvir, você não quer ouvir todo culto. Agora, quem nasceu de novo, quem coração queima por Cristo, meu amigo, não quer ouvir outra coisa, quer ouvir sobre Jesus. Essa que é a verdade.
Ó, chegou aqui nos comentários, Irmã Maria Augusta. Graça e paz, minha irmã. Também chegou aqui um pouco atrasado, mas ele tá dizendo aqui, ó: sempre lembro dessa frase: se você achar a igreja perfeita, não entre nela, pois você irá estragá-la. Acho que foi John McCarthy que falou algo parecido, né? Que a igreja perfeita, ela existe a partir do momento que você chega lá. E a ideia aí é exatamente de que uma igreja aqui nessa vida nunca é perfeita, porque sempre será formada por pecadores, né?
Então, enquanto nós estivermos nessa realidade, ela pode ser saudável, deve ser saudável, mas perfeita é só na glória, quando o Senhor de fato glorificar, né, sua igreja, o seu corpo.
E aqui eu vou fazer uma crítica também, Jarbas, a esses que buscam uma comunidade que não tem, não pode ter nome e tal. E não tem problema assim, gente, veja bem, uma coisa eu falar Eu acho que o ideal é a igreja não ter nome, eu acho que é ideal reunir nas casas. Não vou entrar nesse mérito. Outra coisa, você dizer essa é a única forma de igreja perfeita e correta, mais uma vez é o seu coração falando: olha, a igreja perfeita eu encontrei.
Qual é? É a igreja que não tem nome no cartório, é a igreja onde não tem um pastor, É igreja onde não tem uma liderança, esse é o formato perfeito de igreja, né? Primeiro que isso não é bíblico, e segundo que pode. Por que que pôr o nome no cartório? Por que que ter um nome seria um problema e tal? Quer dizer, você começa a criar a busca pela— você começa a criar uma responsabilidade para comunidade que não é dela. A comunidade não tem essa responsabilidade de ser uma igreja perfeita.
Não é essa responsabilidade da igreja, ser uma igreja que oferece o único modelo certo de igreja perfeita. Não é essa responsabilidade da comunidade. Responsabilidade da comunidade é fazer essas coisas que nós dissemos, né, os sacramentos.
Eles acabam nessa radicalidade sectarizando de fato Corpo de Cristo, né? Eles é que sectarizam. De fato, eles, para combater o suposto sectarismo, que seria a existência do denominacionalismo, né, eles acabam em si sendo sectários ao não terem comunhão com os irmãos que estão em alguma instituição religiosa, né, a despeito das particularidades denominacionais. Eu sou uma denominacionalista suave, tá, justamente porque eu não sou contra a ideia de que existem denominações.
Eu sou denominacionalista no sentido de que eu não eu relevo integralmente confissão denominacional alguma. Já expliquei isso aqui até em outros vídeos aqui do canal, mas eu reconheço a importância e função delas no seu devido papel, né, devido lugar de reunir pessoas em torno desse alvo comum que é Cristo, a despeito das diferenças secundárias, né. Ou seja, a gente tá unido no cabeça que é Jesus, mesmo tendo diferença de tradição.
É, toda vez que eu falar assim, achei o problema, Qual é o problema? Ah, o problema é a igreja ter nome. Achei o problema. Qual é o problema? Problema é ter estudo bíblico. Toda vez que eu acho um problema, o problema é a queda, gente. O problema é pecado. Não adianta você achar que você achou o problema. O problema é o pecado, é a queda que traz problemas para igreja, que nós temos que lidar porque nós somos pecadores e nós vamos ter que lidar com o que vem da queda, né?
O que nós não podemos é deixar o centro abandonar o centro que é Cristo. Isso não, isso a gente não pode abrir mão, a gente não pode negociar.
Tem até um querido aqui que tá assistindo a live chamado Jailson, né, que comentou assim quando a gente mencionou da Trindade, Deus Trino, disse que Deus Trino é criação de Roma, se liberta disso. Aí depois ele falou que também a igreja é criação dos homens, né, que Deus não deixou a igreja, né, não estabeleceu a igreja. Aí Mateus respondeu ele dizendo: tá bom, Jair, senta lá. Mas de repente alguém tá numa condição especial.
Encerra o testemunho, irmão.
Então, Jair, a gente entende que a Trindade é de fato uma revelação bíblica. É claro que a doutrina, né, bem formulada, ela foi formulada mais tardiamente, de fato, após ali o Concílio de Niceia, né, inicialmente, até chegar no desenvolvimento máximo do Concílio da Calcedônia, que não era exatamente uma criação de Roma, porque naquele período Roma ainda, enquanto catolicismo romano que a gente imagina, né, com aquela centralização no Bispo de Roma, não havia.
Essa centralização maior no Bispo de Roma passou a haver no século 6, né, depois de Cristo, pelo menos no Ocidente. É, mas assim, a Trindade já era, já começou a ser desenvolvida enquanto doutrina, enquanto dogma, ainda com Tertuliano no século 2, final do século 2, começo do século 3. É claramente revelada na Escritura Sagrada, ainda que sem esse nome, né, ser particularmente mencionado. Mas o Deus Trino, né, enquanto o único ser em 3 pessoas distintas, é muito claro na Escritura Sagrada, especialmente passagens como o batismo de Jesus, que você vê ali as 3 pessoas ao mesmo tempo na mesma cena.
Ou então o apóstolo, né, em outras passagens, saudando, né, citando o nome de cada uma dessas pessoas, ou mandando batizar, né, Mateus capítulo 28, sobre batizar o nome dessas 3 pessoas. É engraçado que o nome é colocado no singular, mas são 3 nomes citados, né? Não é nos nomes do Pai, do Filho e do Espírito Santo, mas no nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, indicando que são 3 entes, embora compartilhando a mesma substância.
E a igreja, meu irmão, é sim uma instituição divina. Claro que nós estamos falando aqui da igreja institucional, propriamente falando, mas nos referindo ao corpo de Cristo, né? Ela é justamente corpo de Cristo porque foi instituída por ele, né? Ele que instituiu e ele quem deu poder a ela ali em Pentecostes para de fato ela passar a existir através ali dos apóstolos, né, em Jerusalém, e a partir dali se expandir pelo mundo. Como o corpo místico do Senhor, essa comunhão universal entre todos os salvos, que de fato naquele período não havia exatamente uma denominação específica sobre eles.
Mas o fato de passar a existir denominações também não significa que não haja nessas denominações diversas gente que realmente está em Cristo, não por causa da denominação em si, mas porque creu no evangelho, né, a despeito dessas diferenças. Mas a igreja, ela é um projeto de Deus Tá no centro da agenda do Senhor e não é criação de homem, tá? Eu poderia até concordar com você, em alguma medida as nossas tradições teológicas são criações de homens, o que por si só não quer dizer que é algo ilegítimo, tá?
A gente tem que saber discernir os aspectos de graça e depravação nas nossas tradições humanas, inclusive as nossas tradições teológicas. Mas a igreja em si, enquanto comunidade dos salvos, isso aí não é operação de homem nenhum. Isso realmente é poder de Deus, né, que estabeleceu a sua igreja e a sustenta até o dia de hoje.
Deus delegou a nós como seres humanos e nos deu capacidade para isso, de se organizar, de organizar a igreja, e nos deu as informações que precisamos pelas Escrituras para que o façamos. E é claro que nós, como pecadores que somos, temos as nossas questões, né, os nossos desafios. E isso faz parte inclusive do plano, dos planos eternos de Deus. Até mesmo as nossas divisões teológicas, que são um desafio para a igreja, fazem parte do plano eterno de Deus e são usados por Deus, né, de alguma forma.
As tradições todas foram usadas por Deus, apesar de todas as mazelas que cometeram. Todas as nossas tradições que nós Cometemos erro.
Olha só, a salvação é operada através da igreja, apesar da igreja. É uma verdade aquele ditado antigo, né, diz assim que não há salvação fora da igreja, tá? Isso é verdade. O problema é quando você entende errado essa máxima, né, quando acha que a igreja se refere a uma denominação, uma tradição específica. Não, quando se fala que não há salvação fora da igreja, que não há salvação fora do corpo de Cristo, porque não há salvação fora de Jesus.
Então, se você está em Jesus, necessariamente você tá incluído no corpo, que é a igreja, a Igreja Universal, invisívelmente se fala. E por isso mesmo que é impossível um salvo estar fora da igreja, da mesma forma que seria impossível uma parte do corpo estar viva sem estar unida ao todo, né? Então, nesse sentido, não há salvação fora da igreja. E aí o Mateus fala muito bem aqui, é que se você vê a igreja como CNPJ, instituição, realmente ela foi criada por homens.
E essa daí tem seus defeitos, né, tem aí as suas limitações. Nós devemos estar vigilantes. Mas a igreja no sentido real do corpo de Cristo, ela foi instituída por ele e é sustentada por ele, não é verdade?
Exatamente. É, um dia Jesus vai, vai, tem, né, e aí vai reunir os batistas, vai falar: batistas, vocês vão entrar, vocês são meus servos, mas assim, vocês deviam ter batizado os filhos, não tava certo.
Uma provocaçãozinha, Fernando Batista, aqui.
Aí vai reunir os presbiterianos, falar para os presbiterianos: que bom que você se reuniu domingo, mas não é sábado cristão. Brincadeira, meu irmão, gosto de cutucar.
Mas você percebe aqui no Jailson que ele tem, infelizmente, essa mentalidade do desigrejado, né? Desigregismo, pelo visto. Eu imagino que ele pensa ser igreja Não sei se sozinho ou talvez estudando por conta própria em casa. E aí eu já quero até aproveitar essa deixa, Felipão, para trazer um outro artigo que eu li além do seu. Semana passada eu li o seu artigo e li outros dois que se relacionam, né, providencialmente se relacionam, autores diferentes escrevendo sobre assuntos relacionados. Eu creio que foi providência de Deus eu ter lido esses artigos.
E aqui eu quero mostrar um vídeo também para a gente reagir, um videozinho curto aqui.
O artigo que eu li que se relaciona com esse do Felipe é esse aqui do Alex Tarrofa. Você conhece o Alex, Felipão?
Alex Tarrofa, conheço, conheço assim, né?
Ele é da equipe do Bibo, né? É do Bibo, então é um teólogo luterano. E aí lá no substack dele, que é o Teologia do Alemão, ele escreveu esse artigo aqui: você não é a igreja. Que é uma síntese de um sermão que ele fez em Romanos 15 sobre a unidade da igreja, e que também flerta com um livro, pequeno livro que ele escreveu com a equipe do BiblioTalk, que tá fazendo uma série de livros sobre teologia básica, né? E ele escreveu um tratando sobre a unidade da igreja.
Inclusive, a capa é essa daqui, ó, um cara que ele pensa que ele sozinho é a igreja. E ele vai explicar, né, biblicamente, como ninguém é igreja sozinho. Nós somos igreja em comunhão uns com os outros. Mas tem um trecho aqui desse texto que eu quero ler aqui, se possível, porque ele se relaciona com o assunto que a gente vem tratando aqui nessa live. Eu acho que vai edificar. Leia o texto todinho se vocês puderem, tá? Tanto Felipe como do Alex aqui, eu vou deixar na descrição dessa live depois para quem quiser ler, tá?
Mas eu vou ler pelo menos um trecho aqui que me tocou, que eu acho que é pertinente ao que nós estamos discutindo. Então, alguns poucos parágrafos, vou ler. Tá escrito aqui, ó: sim, precisamos da igreja e da comunidade. Ela é necessária para que possamos ouvir a palavra de Deus, né? Onde ordinariamente a palavra de Deus é ensinada é na igreja, no seio da comunidade. Isso vai na contramão do que o nosso tempo proclama como busca central da vida.
O ser humano de hoje poderia ser definido como uma espécie de dúvida ambulante. Raul Seixas cantava metamorfose ambulante, mas somos hoje uma dúvida ambulante em busca de algo que seja autêntico. Essa definição da metamodernidade: o ser humano não busca a verdade, mas algo que tenha sabor de verdade. Não precisa ser Jesus de verdade, só precisa ter sabor de Jesus, né? E o reflexo disso na igreja é que temos cada vez mais cultos centrados no eu, Não no eu do pastor, mas no eu de quem senta na cadeira.
O culto centrado na mensagem positiva, porque amanhã é segunda-feira, vamos ter que trabalhar cedo e queremos ir para casa animados, né, com a mensagem de ânimo que seja motivacional para enfrentar a semana. Mas não é assim. O culto que anuncia o evangelho nos lembra que somos pecadores, que precisamos confessar o nosso pecado, colocar a vida em ordem com o irmão, pedir perdão, nos reconciliar, tratar dos nossos problemas. Olhar para dentro do coração e verificar aquilo que não é bom.
E talvez a gente comece a semana não tão animado assim, porque temos tarefas a resolver conoscos mesmos e com Deus. Claro que não saímos daqui só com a carga do pecado, saímos perdoados por Jesus, mas ele também nos dá a tarefa, tarefa de resolver lá onde fizemos mal. O culto centrado apenas na mensagem positiva é mais um reflexo de uma igreja onde não há Cristo existindo como comunidade, mas onde há a busca do eu no centro. É o Eu Sou a Igreja.
Aí você percebe aqui a ênfase que ele dá a Jesus, né? E essa, esse confronto com o evangelho que é necessário. Nós ouvimos todo domingo, né, toda reunião da igreja, para percebermos que estamos numa igreja centrada na palavra, centrada em Jesus e não em nossos anseios. Aí é que ele entra particularmente naquilo que você tocou, né, sobre a mentalidade consumista das pessoas hoje em dia nas igrejas. Ele diz assim, ó: Há também o culto centrado na satisfação do consumidor, que é aquela ideia do cardápio de denominações, né, onde passamos nosso checklist verificando qual tem o melhor trabalho com crianças, o melhor louvor, melhor ar-condicionado, melhor pregador.
E não entra no cardápio se o evangelho é pregado ou não, se a doutrina confere com as Escrituras ou não. Entra apenas a satisfação de nós como clientes de religião. Queremos ter a comunidade, que a comunidade mude para satisfazer o nosso desejo, para que ela seja um espelho de nós mesmos. Muitos tentam resolver esse problema se isolando, indo para o seu canto e dizendo: cada um vive sua fé do jeito que quer. É o movimento dos desigrejados, entre tantas outras opções do nosso cardápio religioso.
Então, o efeito de fato dessa mentalidade consumista, essa mentalidade de buscar os seus próprios interesses no culto, né, uma igreja perfeita por assim dizer, acaba gerando na ponta esse movimento desigrejado, de falta de comunhão com o corpo e de achar que pode viver a fé sozinho, né, achando que você sozinho é a Igreja de Jesus. O que é que você acha aqui, Filipe, desse trecho?
Muito bom, muito bom. Complementa bem esse texto, muito legal, hein. Na verdade, a gente se reuniu e conversamos sobre o assunto. Brincadeira, mas ele é bom, esse cara. Eu gosto dele, esse teólogo aí é um teólogo de primeira. E é legal você ter a visão de um luterano, né? Luterano sempre agrega, cara, sempre traz boas perspectivas.
O Johnny falou aqui, ó, como encontrar a igreja certa: pergunta se o gol do Vini deveria ter sido anulado. Dependendo da resposta, você saberá as orientações duvidosas ou não do pastor. E aí, e aí, Felipão, o gol do Vini deveria ter sido anulado mesmo?
Deveria.
Você já sabe que não deve congregar com Felipão.
Deveria, foi falta. Eu não quero perder, o povo vai falar agora, não vou mais ler o artigo não, falar contra o gol do Vini ali não dá não.
Heresia. Pois é, mas é isso, é isso, né? Infelizmente a gente vê essa era de busca mais por estética do que por essência, né? Que pela palavra. Eu acho que é isso.
Vou projetar aqui, comentei contigo, deixa eu ver o vídeo. O vídeo. Pera aí, compartilhar áudio também. Vamos lá, dura que eu não tô logado, hein?
Você consegue? Não, tem que subir. Pera aí, deixa eu subir. É bom deixar mudo, eu acho, inclusive, para poder soltar o áudio, viu?
Vê se agora vai, vamos ver.
Ai, caramba, eu acho que você tem que adicionar a tela antes. Coloca assim, adicionar o palco no estúdio.
Ó, tá aí. Acho que você tem que autorizar. Você autorizou? Não, você autorizou aí para você. Tá aparecendo para mim aqui. Foi.
Agora vê aí se o áudio tá funcionando.
Agora sim. Deixa eu atualizar de novo, que vamos lá.
Realmente é uma fala de quem aconselha também os outros a seguir o coração, né? Siga só o seu coração. Tem uma frase muito interessante, é de José Marbessa. Ele diz assim, ó: para você ir para o inferno, que você não precisa fazer nada, só seguir o seu coração. Nossa, olha só, porque em Jeremias capítulo 17, versículo 9, diz assim, ó: enganoso é o coração mais do que todas as coisas, desesperadamente corrupto. Eu entendo que essa fala ela nasce desse lugar do meu desejo, do meu desejo.
Só que o meu desejo natural ele é ruim, porque a carne é inimizade contra Deus. Tudo que eu desejo por natureza vai me afastar de Deus. Então eu acho que o importante não é ser feliz não, importante é servir o Senhor, ser obediente ao Senhor. Salomão, Eclesiastes, ele tá procurando a motivação, o propósito do homem debaixo do sol. Em Eclesiastes 2 tem um momento que ele diz assim, ó: tudo que os meus olhos desejaram eu não neguei, nem privei o coração de alegria alguma.
Você pensa, é o homem mais feliz, né? Que ele fala aí de: fiquei para mim casas, amontoei ouros mais do que todos que viveram antes de mim em Jerusalém, mulheres e mulheres, servos nascidos dentro de casa, jardins, pomares. Aí ele termina dizendo: tudo que os meus olhos desejaram, não neguei nem privei o coração de alegria alguma. É o homem mais rico da terra. Aí no versículo 17 ele diz: pelo que odiei é a vida. Como assim? Ele tá buscando propósito, ele tá querendo ser feliz, é óbvio.
Mas no final lá, Eclesiastes 12, ele diz assim, ó: de tudo que se tem ouvido, a suma é temer a Deus e guardar os teus mandamentos, porque isso é dever de todo homem. Jesus não promete felicidade plena na terra. Na terra não, na terra você vai ter aflição. Ah, paz, paz na terra não. Ele diz: não pense que eu vim trazer a paz, eu vim trazer a espada. Ele deixou claro, ele te promete paz no pós-vida plena, paz plena. Porque é possível estar na guerra e sentir paz interior, é possível estar na guerra e ter alegria interior, mas o dia mau vai chegar, mano.
O importante não é ser feliz não, o importante na verdade é estar mais preparado para o dia mau, porque ele vai vir, ele vai chegar. O importante não é ser feliz, mano. O importante na verdade é fazer Deus feliz com a sua conduta.
Que lapada, hein? Vai lá, lapada bem pintada aí. Fala mais, senhor.
Foi direto nela.
Tu conhece esse irmão?
Já tinha visto alguns conteúdos dele. Eu acho interessante que ele Para a gente referenciar aqui. Esqueci o nome dele, meu. Pera aí que eu vou achar aqui.
Mas é interessante que ele tem programa também, vai em áudio, né, para as plataformas aí de podcast.
Tem lá no PrimoCast. Deixa eu ver aqui se eu acho no PrimoCast o nome dele, que eu esqueci. Eu já vi algumas coisas dele, mas bem, bem pouco assim, sabe?
Nosso programa é transmitido no Spotify, também na Apple Podcasts, lá no Eu Filósofo. Podcast, tá, galera? Por isso que eu tô pedindo para o Felipe identificar aí para quem só ouvir saber quem é que tá falando aí na voz.
É WJ, MC WJ. É, ele é um rapper e tal.
Legal, legal. E ele falou precisamente aquilo que a gente tá comentando aqui, não é?
@mcwj, o J escrito J-O-T-A.
Perfeito, perfeito, muito bom.
Ele faz umas reflexões legais, bacanas.
Gostei, viu? Conhecia não ele. E é legal, traz reflexões muito boas. O Matheus conhece tudo, né? Tá mais atualizado do que a gente.
Ateus não deixa passar nada, meu.
Ele disse aqui também, sempre é bom a pessoa que estiver procurando uma igreja que ela tenha aconselhamento de algum irmão mais maduro e também que frequente alguns cultos. Assim poderá analisar o local e conhecer o pastor. Isso é importante, né, passar um tempo naquela comunidade para conhecer sua teologia, especialmente se você é neófito, tem que ser instruído, né, numa boa teologia, conhecer a palavra para saber quais são, quais são as características fundamentais de uma igreja saudável.
No final, inclusive, vou indicar aqui uma literatura na parte de indicações, né, da semana, que vai ajudar aqueles que são neófitos a identificarem quais são as características essenciais de uma igreja saudável. Irmã Rose falou aqui: essa capa do vídeo ficou legal, Reverendo Felipe.
O Jarba já me promoveu, agora já era, agora é o Bispo Felipe.
Não é só o nome daquele pastor que foi bispo agora, irmão.
Aí é o nome dele, é o Hayashi.
Não é só o Hayashi não, a gente também tem bispo aqui agora. Bispo Felipe, receba a unção de mãos.
Não, eu tô longe, muita responsa, meu. É verdade, ser pastor, reverendo, esses negócio. Falo, olha, agora que eu descobri o que é ser pastor de verdade, meu amigo. Falo, rapaz, tem que ter, tem que ter, olha, ser muito um chamado muito forte mesmo, porque não é brincadeira não, meu.
É verdade. Ó, tem um outro texto aqui que eu queria também apresentar, embora ele não seja especificamente sobre identificação de igreja ou eclesiologia necessariamente. Mas eu acho que a reflexão que ele traz no começo, ela é bem pertinente. Só para a gente encerrar aqui para nossa parte de indicações, né? É um texto que eu também li lá no Substack, chamado A Beleza Salvará o Mundo, do Cauê Oliveira. Ele começa citando uma frase de Abraham Kuyper, né, nosso padrinho aí, Felipão, o neocalvinismo, em que ele disse: o princípio do simbolismo e do calvinismo são o reverso um do outro, né?
Ele traz essa perspectiva dentro da teologia reformada, onde ele explica que ênfases teológicas que enfatizam simbolismo acabam priorizando a estética em detrimento da verdade da palavra. E que inclusive isso é o que tem explicado o êxodo de muitos ditos protestantes para a heresia tradicionalista do romanismo. Eles acabam focando mais no simbolismo, que remete à estética, e convenhamos, O romanismo, por exemplo, tem muita estética, né, tem toda tradição, igrejas belíssimas, vitrais, né.
E não estamos dizendo com isso que a beleza não tem nenhuma função, nenhuma importância. Ela revela em alguma medida o divino, porque o divino é a fonte da beleza. Mas aí o Cauê, eu gostei muito desse texto aqui, que ele argumenta que a beleza por si só não pode redimir o homem, ela por si só não pode revelar quem é o Cristo, né, ainda que ela revele a existência de um Deus, né. Afinal de contas, como salvista, né? Os céus manifestam a tua glória, né?
O firmamento, obra de suas mãos. Mas a beleza por si só, ela é insuficiente para revelar o plano salvo, a redenção, o Cristo, né? E aí, por isso que ele conta aqui, né, como a Reforma contrastou com o princípio simbolista, estético, de quem procura se impressionar pela visão meramente, com a ênfase na palavra, né? Os reformadores trouxeram como cerne do culto a palavra, pregação fiel, e que Deus decidiu tornar o seu plano conhecido de maneira auricular.
E daí que o apóstolo Paulo vai dizer, né, que a fé vem pelo ouvir e ouvir da palavra de Deus, né. Então esse é um contraste muito importante na busca por uma igreja saudável, né. Não se impressione tanto pela estrutura, não se impressione, seja pela estrutura mais clássica, uma igreja que tem uma arquitetura muito bonita. Não estamos dizendo que seja pecado esse mesmo ter, tá. Se a igreja tem isso, é bônus, que bom. Muito legal, que ela tem uma arquitetura bacana, que ela tem uma estrutura física muito legal, tem estacionamento, que ela tem bebedouros, né, com água geladinha.
Enfim, ela tem toda a estrutura legal para fornecer um suporte maior para a igreja. Mas isso não é o principal, né? Se a igreja tem um bom sistema de som, se ela tem luzes, né, ou se tá bem refrigerada, ou ainda se o pregador é carismático, né, se ele é apresentável também. A gente acabou de ver um vídeo aqui que eu acho que muita gente que vê essa live, esse programa no YouTube, vai olhar para a cara do MC e vai ficar escandalizado, né?
Sei lá, é crente dessa maneira? Algumas pessoas podem pensar assim, né? Mas você vê que paixão que ele fala do Senhor e que clareza, né, da palavra, apesar de sua aparência não parecer, né, de alguém, digamos assim, espiritual no conceito tradicionalista da fé, digamos assim. Mas você vê que o que mais importa, que realmente revela a veracidade de uma adoração, é o conteúdo, né? É a palavra sendo anunciada. Ele fez isso com muita perícia, né?
Ele anunciou a palavra com veracidade. Então nós protestantes estamos aí fazer isso, né? O nosso centro do culto é a palavra, nosso centro do culto é o evangelho sendo anunciado, sendo dramatizado também através de sacramentos, né? Tanto a ceia quanto o batismo do Senhor, como Felipe bem apontou no artigo dele. E se a gente tiver, né, isso, essa clareza na nossa mente, é capaz da gente encontrar uma igreja verdadeira debaixo de um pé de árvore, como acontece muitas vezes lá na África, né?
O pessoal não tem estrutura, não tem mega templos, mas eles têm Jesus sendo anunciado, Cristo crucificado. E ali está a Igreja de Cristo de fato. Então saibamos olhar o que realmente é prioritário e aquilo que é secundário. Se tiver, que bom, Né, mas como eu falei, aqui é bônus, mas não é o fundamental. Fundamental é Jesus sendo o centro do culto, né. Eu lembro de uma fala uma vez, não lembro quem foi que falou isso, mas acho que você já deve ter ouvido, Felipão, esses dizeres, né.
De uma vez um padre tá caminhando com outro, né, ou era com bispo, alguma coisa assim, e então ele olhar para a estrutura da igreja, né, de mega templos, a Basílica de São Pedro, né. E aí dizendo assim: olha só, bispo, nós nunca— a igreja nunca foi tão rica, nunca foi tão próspera, nunca teve tantos tesouros, né, como agora nós temos. Aí o bispo olha para ele e diz: é, mas nós também perdemos a capacidade. Dizer: levanta-se, anda.
Quando a igreja não tinha toda essa estrutura, mas tinha Cristo no centro, tinha o poder do Espírito Santo. Levanta-te, anda. E às vezes a gente fica inebriado com a estética, com simbolismo, com essas questões secundárias, mas pede o poder que só advém da palavra estar no centro. Eu acho que essa reflexão é bem pertinente para nós aqui nessa live.
Você já viu aquela comparação, aquela metáfora que o Paulo Borges faz, que é da igreja ventilador e a igreja moinho? Já viu essa?
Não conheço.
Como que é? Paulo Borges, ele fala assim o seguinte: existe a igreja moinho e a igreja ventilador. Como é que funciona o moinho? O moinho, ele recebe o vento. O vento vem, bate no moinho, as pás começam a receber esse vento que bate, elas começam a girar, e esse movimento do girar das pás faz com que a energia seja produzida. O ventilador é o contrário, ele puxa energia. Essa energia ela é transformada em força para que as pás comecem então a girar e produzir vento.
E aí ele fala da diferença da igreja moinho, que a igreja moinho ela recebe o vento do Espírito Santo e isso gera energia, força, paixão em quem vive essa fé. É diferente da igreja ventiladora. A igreja ventiladora é a igreja que ela tá sempre tentando produzir vento, sempre tentando produzir sentimentos, emoções. Então sempre tá sugando energia da igreja, porque a igreja tá sempre se esforçando para produzir o efeito do Espírito Santo ali, milagre.
E aí tá sempre, sempre tem que ter o louvor mais bonito e mais tocante, que mais mexe com você, e a pregação com um monte de coisa em volta e todo mundo envolvido naquilo e todo mundo ali buscando. E aquela coisa que no fim tá todo mundo exausto, a energia consumida para tentar produzir algum tipo de emocionalismo na igreja.
Então essa diferença da igreja moinho e a igreja ventilador, que nunca tinha pensado, mas uma sacada incrível essa ilustração aí, é bem a realidade, difere igrejas saudáveis de não saudáveis, né? Uma recebe da energia do Espírito enquanto a outra consome a energia das pessoas para tentar produzir poder, né?
Exatamente. Profeta sempre chamando profetas e mais profetas. E aí, esse aqui tem dom, esse aqui sabe ler, fala até o CPF. Fica todo mundo naquela busca incessante por produzir o vento, enquanto que a igreja moinho aguarda o vento bater e produzir energia.
Que sejamos essa igreja moinho, né, movidos, né, pelo poder do Espírito. E que se houver alguma operação, que seja espontânea, na soberania do Espírito, e não porque a gente forçou de maneira emotiva, mas sem poder real. Infelizmente se vê em muitas igrejas hoje em dia. Ó, a Rose Camargo, ela lembrou aqui de uma questão estética que impressiona muitos, né, mas que também não representa o poder real, né? E uma igreja centrada na palavra é quando a orquestra é grande e bonita, né?
Música clássica, é bonito, é bonito, ninguém tá negando que não seja, né? Se tiver na sua igreja, que bom, que bênção, né? Que Deus abençoe. Mas também não deveria ser o critério principal na escolha de uma igreja, né? Que uma igreja que tem boa música mas não se prega fielmente a palavra oferece o circo, mas falta o pão para as pessoas.
Exatamente.
O Matheus falou: infelizmente hoje, como ir à igreja virou algo modinha, é, tá na moda, né, ser evangélico. Muita alegria de dizer que é, mas é mais por moda. Então os salões estão bem mais parecidos com shoppings, né, e me refiro principalmente às de evangelho multinacional, né? As igrejas geralmente de parede preta, né? E aquele já é outra polêmica, não vou entrar não nessa live, mas parecem shoppings com serviços e tudo mais.
É isso mesmo, hoje em dia tá assim. Foi uma boa reflexão essa que a gente tá fazendo aqui. Espero que ajude, né, os irmãos que estão buscando a igreja saudável para ter pelo menos um norte de quais são os critérios que realmente importam, né, na busca de uma igreja boa para congregar e que vão ser edificados em suas vidas espirituais e servir, né, servir ao reino de maneira real, maneira conforme Deus quer que a gente sirva a ele.
Boa. Então leiam o artigo, tem um artigo do do Felipão, não somente o dele, mas todos os demais estão lá publicados no Evangelho Sem Muros. É só apontar a câmera do seu celular para esse QR code aqui, que agora o Felipe vai apontar de novo, e aí você vai ser direcionado para o nosso site, ou então através do site, né, digitado aí no seu navegador, www.evangelhosemuros.com, e cadastrar o seu email para poder acompanhar esse tipo de conteúdos que em sua maioria são breves, mas edificantes, e nos ajudam a ter uma boa orientação, né, para a vida cristã.
Acho que esse é uma tônica muito forte em nosso site, que é preocupar-se com a vida cristã, né, e como viver uma vida cristã saudável. Existem alguns textos mais densos, geralmente os de apologética, também edificam, né, mas a nossa, nosso carro-chefe é realmente essas reflexões mais rápidas que trazem, né, essa clareza para os irmãos que estão precisando amadurecer na fé e aprender os conceitos mais básicos dela. E aí os detalhes mais profundos você aprende na sua igreja local, quando encontrar igreja saudável, vai aprender sobre lapsarianismo, sobre milenismo, pré-milenismo, algumas questões mais complexas.
Mas o básico da fé a gente tá aqui fielmente anunciando no Evangelho Sem Muros. Espero que vocês gostem, vocês Portanto, também acompanha nosso trabalho lá. E aí, Felipão, para encerrar aqui nossa live, suas últimas palavras, e então a gente passa para nossas indicações da semana.
Isso aí, vamos falar das indicações da semana. Eu acho que essa é uma reflexão muito importante a se fazer, mesmo que você esteja numa igreja saudável, as motivações que estão te levando a essa igreja Importante tanto para você, para que você não se decepcione, quanto para quem está ao seu redor, para quando você for convidar essa pessoa aí para ir à sua igreja, alinhar as expectativas com essa pessoa, e que a sua conversa seja mais sobre Cristo e menos sobre a sua igreja.
Apesar de que é importante sim você levar, convidar, procurar direcionar para uma igreja saudável, mas que antes disso Cristo seja pregado nas suas conversa, né? Muitas vezes a gente tem esse hábito de, ah, vamos lá na minha igreja, tal, mas esquece de falar sobre o evangelho para aquela pessoa. E aí a pessoa já está com a cabeça de ir na igreja para buscar alguma coisa, chega lá, não encontra, ou pode até encontrar, mas aí vai ficar lá por motivações erradas. Então é isso, é importante. Mas é isso aí, meu irmão.
Aí não pode se envergonhar, né, se encontrou a igreja saudável, de convidar as pessoas para ir mesmo, né? Hoje em dia tá tão raro, é uma agulha no palheiro. Então pode falar o nome da sua igreja e convidar as pessoas para lá e dizer que é uma boa igreja. Só que a ênfase, como disse o Felipão, é menos na igreja em si, na placa, e muito mais no conteúdo que ela traz nos seus púlpitos, que é justamente o evangelho. É Cristo no centro e somente ele, nada mais. Vamos lá para as indicações. Quer começar, Felipão?
Bom, eu vou começar indicando os jogos da seleção brasileira, que eu realmente estou achando muito legal assistir os jogos com meu filho. Jogos estão muito emocionantes, essa Copa tá muito emocionante, né? Acho que é uma das Copas mais emocionantes que eu já peguei.
Realmente os craques estão dando nome para jogo, né?
É legal porque os craques estão dando raça, coisa que a gente já tava, não tinha tanto, né, tirando Messi aí que na última Copa foi o grande, né, protagonista. A gente tava com dificuldade de ver essa raça dos protagonistas. Segundo, porque tá assim, os times considerados fracos estão realmente, vieram para aparecer, para jogar, cara.
E assim, pegar todas as bolas da Argentina, hein, Cabo Verde. Professor, meu irmão. Eu acho que é muita fé que precisa para acreditar que a Argentina, né?
Espanha, depois Argentina. Ele fazer isso aí seria bom, viu? Mas em termos de filmes, etc., eu assisti um filme ontem, não é um grande filme, não é uma grande produção, não é um filme mega legal e tal, mas é para passar o tempo. Achei bacaninha, foi legal de assistir para quem gosta de um suspense um pouquinho mais violento, né? Tem algumas cenas um pouquinho mais violentas, mas nada assim absurda. Mas eu gostei de algumas coisas.
É com a Emma Thompson, é o filme O Frio da Morte, tá? Assim, cara, não vai esperar grande coisa desse filme, mas eu não tive muito tempo para ver muitas coisas essa semana, esses últimos dias. E estou lendo também um livro, mas vamos, você vai mostrar O Frio da Morte aí? O Frio da Morte é com a Emma Thompson. Agora eles estão pegando e fazendo com as com atrizes famosas, atores famosos, elas estão fazendo uns filmes de suspense aí mais radicais.
E esse é um filme em que ela está no lugar super inóspito, frio, e ali ela percebe que tem algo estranho numa casa que ela passa. Ela passa assim numa casa desapercebida só para pedir informação e ela percebe que tem algo estranho naquela casa.
E aí começa a rolar o slide para não dar direito autoral, né? Mas é isso daqui, né? O Frio da Morte no Prime Video. Isso aí, Frio da Morte, interpretada pela vencedora do Oscar. Não conheço Emma Thompson, mas eu acho, né, vocês de rosto poderia conhecer. Fica presa em uma nevasca brutal sem saber. Ela interrompe o sequestro de uma adolescente e logo percebe que é a única esperança da jovem vítima. Ah, é uma, é de fato suspense, né? Parece pesado.
Ela é ganhadora do Oscar, Emma Watson. Ô, Emma Thompson é uma atriz que tem uma jornada longa aí. Se você ver a foto, você vai saber quem que é. Ela fez filmes aí, muitos filmes conhecidos. Acho que é legal assistir, é um filme interessante assim. Tem algumas, eu achei que teve alguns elementos que melhoraram esse gênero. Esse gênero é um gênero que é meio batidão e tal, mas eles trouxeram alguns elementos para esse filme especificamente que mostra que eles fazem um paralelo entre os acontecimentos do filme e a história de vida dela, que eu achei que tornou o filme mais interessante de ver.
Assim, história dela com o marido, o envelhecimento deles, e foi em paralelo mostrando essa luta dela durante o filme para lidar com essa, com esse suspense aí que acontece, com essa situação difícil que acontece aí.
Você também recomendar um livro?
Então, tô agora, eu tô lendo alguns clássicos e recomecei. Eu terminei O Morro dos Ventos Vivantes, que eu tinha até recomendado aqui. E agora, quem quiser me acompanhar, estou lendo Dom Casmurro, né? Estou relendo aí os clássicos que eu li quando era ccbano, então não li com o devido olhar estético e literário que hoje eu tenho procurado desenvolver após uma espiritualidade mais saudável, né?
Eu tenho toda a coleção de Machado de Assis.
Você tem?
É legal, é o maior literato, né, da nossa literatura aí. É algo que é indispensável para quem quer cultivar, né, seu intelecto e apreciar boa literatura. Machado é indispensável. Mateus, ele deu uma sugestão aqui de filme que eu acho, já assisti, mas é porque esses filmes mais antigos eu confesso que Fica meio nublada a minha memória se eu já assisti mesmo ou não, mas eu tenho impressão que já. É na tônica do que você sugeriu, Louca Obsessão, de 1990.
Ah, é bom esse filme, hein?
Eu acho assim, se me descrever um pouquinho como é que é, talvez venha.
Ele é um escritor famoso, ele tá, se eu não me engano, ele tava em busca de um lugar assim mais retirado para para inspiração. E ele acaba caindo na casa da— ele acaba sendo— é melhor não contar, né? Ele acaba se envolvendo de uma forma inesperada com uma mulher que é super fã dele, e ela consegue, enfim, fazer da vida dele uma loucura.
É melhor assistir também, faça a ponte aí com o recente filme de terror, né, que eu acho que saiu dos cinemas recentemente, que é O Obsessão, né. Faz um paralelo e fala a história de um rapaz que na verdade ele é que é o que tem obsessão com a moça, que ele não tem lá muita coragem de abordar. Ela tá tratando na friendzone, né, a famigerada friendzone. E aí ele compra um graveto mágico que quando você faz um desejo de parte, o desejo se cumpre, né?
E aí ele pede também, o ame mais que tudo no mundo, mas isso acaba desembocando naturalmente em uma obsessão doentia. Enfim, não dá para contar, né, o filme inteiro, porque senão vai ser spoiler, mas parece que é um dos terrores que surpreenderam esse ano, né? Para quem gosta de terror, como é o meu caso, vale a pena aí, né?
Obsessão.
Não vou fazer nada, mas vocês trazendo essas tônica aí de filme, o Mateusão também acabou vindo em mim.
O que eu ia recomendar, você assistiu Obsessão? Oi, você assistiu Obsessão?
Não, acho que não. Só vi o, assim, praticamente o tipo que eu vi com spoiler, né? Os vídeos com spoiler, eu já sei o que acontece.
Quem falou sobre ele parece que falou bem. Assisti o vídeo, mas parece que falou bem. Foi o meu Adventista favorito, Jurandir Gouveia.
Eu acho que eu vi, foi o Gaveta. Fala, conhece o Gaveta?
Não sei se eu já vi alguma coisa dele não, devo ter visto.
É muito bom o conteúdo do canal dele, mas é mais de tônica técnica, ele comenta mais aspectos técnicos dos filmes assim, né? Tanto filme, a história em si, mas é bacana Também eu gosto do Otávio Gá. Otávio Gá é meu conterrâneo aqui de Maceió, é do canal Super 8, né? Gosto bastante.
Espero te ouvir.
Ó, o Mateus disse que assistiu o filme Obsessão 2018, tem o mesmo nome desse da indicação de vocês. É interessante também, não conheço não esse, mas não é o mesmo não. Esse que a gente tá falando aqui saiu esse ano, né? Isso, ó, minha indicação tem a ver com o tema. É raro, né, eu fazer uma indicação que tem a ver com o tema da live, mas dessa vez é inevitável eu não indicar esse livro aqui, ó. Inclusive essa é a versão anterior, já tem uma versão nova dele.
Eu vou deixar passando aqui algum card dessa live, não sei se depois que gravar vou deixar passando aqui, ou já tenha colocado aqui embaixo. Se vocês arrastarem aí, vocês vão encontrar na descrição dessa live, mas é o livro 9 Marcas de uma Igreja Saudável, o Mark Dever, né? É um livro bem básico. Confesso que não concordo nem com tudo, por incrível que pareça, tá? Tem umas partes que eu acho meio— eu acho que ele é batista demais.
Eu não sou batista, então eu em alguns pontos não sou, por não ser batista, não concordaria, né? Eu sou episcopal convicto, por exemplo. Mas apesar disso, acho que ele traz um bom trabalho das principais marcas e características de uma saudável. Acho que qualquer neófito, é muito recomendado esse livro aqui. Gente que tá procurando igreja, quais são as características essenciais? Você lê esse livro aqui, você vai ter uma instrução clara de quais são realmente essas características que tornam uma igreja saudável.
E por outro lado, vai saber quais são as questões secundárias que você não deveria dar tanta importância assim, né? Então fica essa recomendação, que tem tudo a ver com o assunto que a gente comentou hoje.
Você já leu esse livro, Eu já vi reviews, algumas coisas assim, não li o livro inteiro, mas vi o conceito das 9 marcas e tal, dei uma lida a respeito disso. Mark Dever é muito bom. Tá no mudo aí, tá?
Isso é muito bom, é um livro que vale a pena ler, né? Mark Dever, ele tem uma igreja de referência lá em Washington, D.C., né? Esqueci o nome da igreja dele, mas é uma mega igreja saudável, por incrível que pareça, né, lá em Boston, né. E aí dá esses treinamentos inclusive sobre foco em clasiologia e como construir, né, comunidades saudáveis. Tem feito trabalho nesse assunto nas últimas, últimos anos, últimas décadas.
É Capitol Hill.
Isso, Capitol Hill, Março. Achei esse nome Baptist Church, a Igreja Batista de Capitol Hill, é lá em Washington, né?
É isso mesmo, exatamente.
Mas é isso, vamos terminar aqui nossa live com uma oração, né? Pedi aí para o Felipão orar. Mateusão falou aqui, ó, que a igreja onde ele congrega, uma das aulas do curso de membresia são as 9 marcas. Muito bom, revela que a igreja se preocupa, né, em ser uma igreja saudável. É isso aí.
Olá, Senhor nosso Deus, te damos graças por esse momento de conversa, reflexão, comunhão, onde falamos das marcas de uma igreja saudável. Ajude os teus, o teu povo que está espalhado nessa terra muitas vezes em lugares que não são saudáveis e muitas vezes procurando um local saudável. Direcione seu povo e use quem está em uma igreja saudável para que possa acolher e buscar essas pessoas, sempre colocando Jesus Cristo no centro de todo esse processo, Senhor, de acolhimento e de desenvolvimento em termos de fé.
Senhor, te damos graças por tudo. E te pedimos que nos ajude a continuar, Senhor, falando a tua palavra, levando o evangelho. Em nome de Jesus, amém.
Amém, amém. Glória a Deus! Mais uma live aí proveitosa, mais um programa para conta. Espero contar com vocês, acho que no dia sexta previsto, uma outra live. Vai ser uma segunda-feira aqui no canal, também lá no Evangelho Sem Muros, tá? No canal do Evangelho Sem Muros. Se vocês não são inscritos, se inscrevam lá também. E no meu nome do teu canal mesmo, Felipe, Felipe Motolo, Viver é Cristo. Isso, lá também fica como collab esses programas, né?
Eu não sei se eu vou conseguir, eu creio que vou na segunda-feira fazer esse programa sobre a Soli Deo Gloria, né? O da glória a Deus somente, que complementa essa live de hoje. Mas se não der, a gente vai reagendar daí. Só espero contar com vocês, né? Senão no ao vivo, assistam gravado e compartilhem com as pessoas para que elas possam também ser edificadas.
A gente vai se reorganizar, não vai, Brasil?
Vamos na torcida! Só o Felipão, você tá sabendo, viu, Mateus? Felipão, ele tá meio campeba na torcida dele para o Brasil, dando polêmica lá no grupo do Evangelho Sem Muros.
Eu sou só lá, só nas regras. Só luz regra.
Eu acho que ele tá torcendo contra, viu?
A gente vai se organizar, pessoal, para ter, voltar a consulta. Talvez eu vou até conversar com o Jarbas, a gente vê se vai manter na sexta mesmo e tal, mas vamos escolher um dia e tentar retomar essa regularidade aí, tá bom?
O importante é não parar. Isso aí, um abração, Deus abençoe vocês, até a próxima!