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DUPLIPENSAR E DISSONÂNCIA COGNITIVA | Papo Sem Muros #14

11 de maio de 20261h33min
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Jarbas Júnior e Felipe Motollo comentam o artigo de Andrei Azevedo no site do Evangelho Sem Muros intitulado "Duplo Pensar, Dissonância Cognitiva e Escravidão Religiosa à Luz das Escrituras". Examinamos as razões intelectuais e espirituais que cativam pessoas a sistemas religiosos herméticos.

Papo Sem Muros é um programa vinculado ao site evangelhosemmuros.com


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Participantes neste episódio1
J

Jarbas Júnior

HostTeólogo
Assuntos7
  • Dissonância Cognitiva e Falsa HarmoniaDefinição de Duplo Pensar · Definição de Dissonância Cognitiva · Causas da Dissonância Cognitiva · Religião Orwelliana · Cegueira Espiritual · Fideísmo · Identidade e Seitas
  • Desafios do pastoralismoExpor Incoerência com Calma · Autoridade da Escritura · Centralidade de Cristo · Paciência Pastoral · Perigo da Soberba Pós-Saída · Discernimento entre Primário e Secundário
  • Ocultismo e MisticismoMisticismo Não Saudável · Revelação da Palavra · Mistérios Cristãos Legítimos · Gnosticismo
  • Eventos CulturaisLivros de George Orwell · Star Wars: Tales of the Jedi · Zona de Interesse · Ela (Her) · Apocalypse Now
  • Teologia e DoutrinasPolarização na Sociedade Brasileira · Debates Teológicos Atuais · Diferença entre Questões Centrais e Secundárias na Fé
  • Mudancas ClimaticasDiferenças Climáticas entre Regiões do Brasil · Adaptação ao Calor e Frio
  • Experiências de Campo e AventuraPraia do Patacho, Alagoas · Encontro com Peixe-boi
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E aí

A graça e a paz do Senhor, meus irmãos, sejam bem-vindos a mais um Papo Sem Muros, nosso programinha vinculado ao blog Evangelho Sem Muros. Se você não me conhece, eu sou Jarba Júnior, eu quero começar dizendo que o duplo pensar é como você torcer para dois times rivais. Você sempre ganha, mas também nunca pode comemorar. Fala, Filipão! Como é que está?

Graças a Deus, meus irmãos. Felipe Motolo aqui e começo dizendo que não ignore o ponto de interrogação. Pode ser uma simples dúvida, mas pode ser o Espírito Santo te incomodando com a verdade. Isso aí, meu irmão. Vamos falar sobre isso hoje, né? Sobre as dúvidas que advêm.

quando a gente tem um impacto no nosso sistema de crenças. Alguns respondem com dureza de coração, alguns preferem fechar os olhos, tentar sustentar essas desarmonias, mas em outros casos respondem com arrependimento. E a nossa esperança hoje é que aqueles que de repente estão nessa dissonância cognitiva o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o

possam entender que talvez seja o Espírito Santo realmente trabalhar na sua vida, como o Felipe falou agora há pouco, e que a resposta seja, de fato, né, meu irmão? Em arrependimento. O atendimento que nós vamos comentar hoje é o que saiu tem, o quê? 15 dias, mais ou menos, Felipe? Isso.

que é o artigo do irmão Andrei Azevedo. Fala sobre duplo pensar, dissonância cognitiva e escravidão religiosa à luz das escrituras. É por isso que nós colocamos na capinha aqui dessa live uma referência ao livro 1984, do George Orwell, que trata sobre o duplo pensar, nove línguas, essas estruturas de aprisionamento.

de mentes de pessoas e nós vamos hoje falar sobre o que é uma religião orwelliana né o que é que aquela esquema né que o jovem descreveu gênio gente de maneira genial né no seu livro

aplicado a instituições religiosas, aplicado a grupos ditos cristãos, mas que se revelam muitas vezes um aprisionamento de mentes. Não a liberdade para a qual Cristo nos salvou. As escrituras dizem que se formos libertos pelo Senhor, verdadeiramente seremos livres.

Então, se você está num ambiente em que, em vez de liberdade, te escravizam, e muitas das vezes chamam a escravidão de liberdade, isso já é uma dissonância, já é um duplo pensar, duas coisas contraditórias, chamar a escravidão de liberdade, você deve...

pensar melhor, né? Ver se tem aí uma fuguinha atrás da orelha, porque não é normal, não é normal a liberdade de escravizar. De fato, o único senhorio que nós temos na nossa vida é o do senhor e não de estruturas denominacionais, religiosas que acabam...

nos privando do contato com a tradição cristã, com nossos irmãos, com a família. Quantas pessoas que têm o contato e a convivência com a família impactados por essas estruturas institucionais que isolam a pessoa da família, isolam dos amigos e acabam se tornando somente aquele grupo, seu único círculo social. Tudo isso é sinal, né? Sinal para você perceber se está ou não em uma seita religiosa, em uma religião.

Ora o Eliana. Olha, eu a Vanessa chegou aqui, Felipão, dizendo graças e paz, fazendo meu almoço e assistindo a live de nossos irmãos. Bacana! Boa, minha irmã, isso aí. É, a gente foi pedindo a aula. Uma vez eu... É, a gente vai agora do almoço e já vocês iriam ouvir a gente mesmo. Uma vez eu estava conversando com um parente assim, né? E eu comecei a explicar sobre o Evangelho, por que eu estava saindo e tal.

E chegou o ponto que a pessoa parou e falou, olha Felipe, se for isso mesmo, eu prefiro continuar na ignorância. Aquilo foi muito emblemático para mim, porque a pessoa fechou os olhos para a verdade escancarada no rosto dela, porque ela preferia se sujeitar a um sistema a aceitar aquela verdade, que é a libertaria.

Então, isso é muito forte, meus irmãos. Isso é que é o duplo pensar, né? Porque, em vez de acreditar que a verdade é o que liberta, porque é o que a estrutura diz, né? E conhecereis a verdade, e ela você libertará. Ele acredita...

que o que o salvaria seria o aprisionamento naquele ambiente, o aprisionamento, não engano, né? É contraditório, realmente, se olhar assim para parar para pensar, realmente, não é? E nós temos esse artigo lá no nosso blog, caso você ainda não seja inscrito, vou pedir aí para o Felipe apontar para o QR Code, você pode colocar aí a câmera do seu celular, clicar.

E então ser direcionado para a página inicial do nosso site, colocando o seu e-mail, e você vai ser, então, notificado sempre que chegar artigo novo por lá. Vou colocar aqui embaixo também o site, para quem quiser depois procurar pelo site, www.evangelhosemmuros.com

Aí você pode assinar, é gratuito, tá? E vai receber esses conteúdos reflexivos semanalmente no seu e-mail, na sua caixa de entrada. E também se inscreve nos canais, né? Se inscreve aqui no meu canal, no do Felipe, também no do Evangelho Sem Muros, para que também não perca nosso programa, nosso programa semanal, que nós fazemos para a edificação da igreja, e para a glória do nosso Senhor Jesus Cristo. Tá frio aí, Felipão?

Aqui tá uma friaca chegando. Agora deu uma esquentadinha, mas aqui o friozinho começou a chegar mesmo. Rapaz, eu já fui em São Paulo nessa época de inverno, e eu peguei...

10 graus, com sensação de 6. Eu sei que fica mais frio do que isso, né? Só que imagina você para um alagoano, abituado aqui com o mínimo domínio que você consegue chegar aqui em Alagoas, é, sei lá, 19, 18 graus. É muito frio mesmo, né? Imagina só para mim. Pegar 10 graus, sensação térmica de 6. E é engraçado que para o pessoal daí, ainda está de boa essa temperatura, né?

Não, tá fresquinho. Não tá calor, não tá frio demais. Isso aqui é fresquinho, eles dizem. E eu lá, com três camisas, né? Eu tenho a camisa por baixo, o pijama e o casaco. Por cima ainda tava aqui. Me tremendo. Por isso que eu não gosto de dizer que aqui a gente sente frio. A gente tá chegando aqui na época do inverno, chove bastante. Mas eu tenho até vergonha de chamar de frio comparado ao que acontece aí, né? É, aqui a gente tem uns extremos, assim. Que nem sexta-feira tava calor.

E aí sábado já começou a vir o frio e tal, e aí vai vindo. E a gente chega a 30 graus aqui, né? 30, 30 e pouco. Existem esses períodos muito quentes aqui também. É, verão. Mas, de repente, começam a vir aí os períodos mais frios, e aí a diferença é gigante. Vai lá para os... Chega essas temperaturas que você falou, 6 graus, né? Pode chegar realmente. Mas baixa de zero em algum momento? Já aconteceu?

Eu não me lembro de ter baixado zero, não, cara. Abaixo de 10, assim, é muito difícil acontecer aqui. Mas 10, 12, 13 graus, enfim. Então eu fui numa época bem fria mesmo, pra ter pego 10 graus, né? Foi, não, tava frio, é frio. Na época de frio. Na época fria, bem fria, você veio, com certeza. Vamos falar aqui agora.

A gente falou que não tava sofrendo com isso, aí ele tava com dissonância cognitiva. Porque já tofre, né? Mesmo vocês que estão habituados, já tofre. Tofre. Essa temperatura aí já dói, meu. Mas era uma pessoa mais fortinha, talvez, né? O tecido adiposo. É, ajudou. A gente vai isolar um pouquinho.

pode ser mas também porque era uma pessoa do Paraná que tava morando em São Paulo e Paraná e ainda mais, né? então talvez seja isso, lá eles pegam realmente temperaturas abaixo de zero em determinadas regiões do Paraná, não é? sim, sim, assim, ele tá acostumado então é, aí por isso que achou o 10 de boa

Mas é interessante isso, né? A questão da adaptação. Tipo, vocês vêm pra cá talvez fiquem morrendo assim com o nosso calor, o mormaço daqui. Também com a umidade, né? Que deixa o calor mais pegado na pele, porque é muito úmido aqui, pelo menos em Maceió. E a gente aqui não, a gente sente o calor, é claro, mas já tá de boa, já tá mais habituado. Aí não sofre tanto. A gente sofre. Muito calor, a gente sofre também. Já veio pro Nordeste, Felipão?

Já fui pra Alagoas, já fui pra alguns lugares por aí. Assim, né? Coisa de alguns dias, uma semana. Mas que parte daquilo Alagoas? Não sabia disso. Eu fui pra Maragogi, pra Patacho. Sabe a praia do Patacho ali? Conhece aquela região ali, né? São Miguel dos Milagres. Aquela regiãozinha. Eu fui a passeio lá. Fiquei uns dias, uma semaninha. Conhece o nosso litoral. E Modéstia e Apaga é o mais bonito do Brasil, tá?

É o Caribe brasileiro, né? É lindo demais. É bonito. Eu conheci o Brasil em 2018 e até o tempo. Aliás, recomendo, recomendação turística agora no nosso site. Vai pra Praia do Patacho, coisa bonita demais de ver. Parece uma piscina, assim, coisa... Eu tava lá na Praia do Patacho, eu e minha esposa. Aí, de repente, a gente viu uma pedra, assim, ó.

E aí, daqui a pouco, aquela pedra começou a se mexer. Uma pedra grande, cara. Começou a se mexer do nosso lado. Aí minha esposa quase saiu correndo por cima d'água, né? Na hora ali. Aí a gente foi ver, era um peixe boi, cara. A gente ficou numa região de reserva ali.

É que o encontro do rio com o mar e os peixes boi... Peixes boi? Peixes bois. Peixes bois. É duplo de palavras. É duplo. E aí ele tava transitando ali do nosso lado, cara. Mó susto. Mas eles são dóciles, né? Se você quiser, você até acaricia, não é isso?

Não pode por questão da reserva ali, mas poderia, eles são super dóceis.

aqui né então falou aqui no Instagram não gostar de frio é pecado e morte mas engraçado eu gosto de frio assim eu gosto de apresentar mais mais suave aqui em Alagoas né eu prefiro frio do que o calor sabe mas acho que demais também é difícil eu acho que é mais fácil de você lidar com frio demais que você põe mais roupa e se aquece

É verdade. Tá calor demais, às vezes nem tirando... Ficando só de cueca. É isso. Dependendo do lugar. Tem uma pesca lá no Piauí, que olha, é 40 graus. Você botar o ovo assim no meio da pista e fritar o ovo. Cê tá doido. 40 graus. Tá doido. Mas é isso. Vamos falar aqui do nosso artigo.

do irmão André Azevedo. André Azevedo é amigo seu, né, meu irmão? Ele transferiu esse texto para... Na verdade, ele tinha postado esse texto lá no Caminho de Damasco, lá no grupo, e aí eu perguntei para ele o que ele achava de a gente colocar no...

O blog, ele acompanha o blog e tudo. Ele falou, claro, com certeza, vai ser um prazer. A gente colocou aí, disponibilizou pra todos. E se quiser submeter textos, né? Pra gente avaliar e, sendo um bom texto, a gente colocar aqui no blog, pode mandar pro nosso e-mail, não é isso? Exatamente, evangelhosemmuros.com Mande para nós.

coloca lá, galera, e a gente revisa. Pode até pedir alguma alteraçãozinha ou outra para ficar ali no padrão, mas é muito provável que, sendo um bom texto, um bom tema, não só vire artigo, como também pauta do Papo Sem Muros aqui, para a gente conversar.

Nós hoje vamos falar sobre esse artigo do Andrei, que ele faz esse paralelo com a duco-pensada, dissonância cognitiva. Ele começa o artigo apontando para a realidade de que o que aprisiona pessoas em ambientes religiosos tóxicos ou disfuncionais

É não apenas uma limitação intelectual, como alguns podem pensar, mas principalmente uma corrente espiritual, né? Há questões espirituais envolvidas para além da limitação intelectual. Tanto é que há muitas pessoas inteligentes, mas que estão sujeitas a serem dominadas, né? Por ambientes assim, a serem acorrentadas e aprisionadas por verdadeiras religiões aurelianas. Filipão, o que é que explica isso?

Como é que pessoas, mesmo pessoas inteligentes, acabam sujeitadas a esse ambiente, esse tipo de sofrimento, né? De prisão espiritual. É interessante isso que você falou.

Eu pego o meu caso, eu me sinto um idiota quando eu lembro das coisas que eu cria. A gente muitas vezes se coloca nessa posição. Eu estava conversando lá no grupo, a gente falou, poxa, mas como a gente podia crer nisso? Não faz sentido. É óbvio nas escrituras, isso não pode parar em pé.

E os questionamentos podem vir. A grande verdade, meus irmãos, é que a gente se sujeita a algo que no fundo, ou no raciocínio que a gente tem, é claro que não está fazendo muito sentido, que não está parando muito em pé. Eu lembro desses questionamentos que eu fazia quando eu estava na CCB, mas tem algo muito maior que é uma sujeição institucional e uma cegueira espiritual, e aí a Bíblia vai levar para o campo espiritual.

que é o fato de que nós estamos sendo enganados pelo Espírito Anticristo. Essa é a verdade. Nós estamos enfeitiçados de forma espiritual. Nós estamos cegos. É a cegueira espiritual. E isso pode vir sobre um doutor em astrofísica nuclear, não importa. O cara pode ser o que for, um PHD. E elevadíssimo.

Q elevado, um físico quântico, não sei o que, que ele vai ficar sujeito a essa dissonância cognitiva, ou seja, ele vai bloquear o raciocínio dele na medida que for necessária para manter a sua sujeição ao fideísmo e aquilo que ele carrega como verdade, de fé.

Porque se ele abrir mão daquilo, ele está abrindo mão da sua própria identidade. A gente tem que lembrar disso, que a instituição, as denominações sectárias se tornam parte, o componente principal da identidade das pessoas. Enquanto a gente se identifica como cristão, alguém que está numa seita se identifica como a seita, a própria seita. Cristianismo é secundário para aquela pessoa. O importante para ela é a seita, é o movimento.

É verdade. O Gu aqui falou, o Campos, no Instagram, lembrando que eu só consigo colocar na tela comentários aqui do YouTube também, os do Instagram, eu leio, mas não consigo pôr na tela. Ele disse, sim, eu conheço uma pessoa próxima que está na CCB e mesmo denunciando tudo de lá, ou seja, essa pessoa está lá dentro e denuncia, então ela tem um conhecimento da verdade, mas ela continua lá porque se sente bem, tem um sentimento de conforto, ou seja, ela convive com a contradição, o duplo pensar.

O sentimento e o subjetivismo é muito forte, mesmo a pessoa confirmando o que disse. Interessante, não é isso? E todos nós passamos por isso. Quero deixar isso muito claro aqui, a gente não está falando também de uma posição de, entre aspas, superioridade, como se, ah, não, nós, a gente não passou por isso. Não, todos nós aqui que experimentamos isso, como o Felipe até falou, ficam se perguntando assim, como é que no passado eu me sujeitei a isso? Como é que eu criei nisso? Como é que eu não questionava? Hoje questiona.

mas é porque realmente é algo processual, é algo que mesmo você, sendo inteligente, digamos assim, se o Espírito Santo não te esclarecer, não te abrir a mente, não te regenerar, entende? Você realmente fica preso naquilo dali, tomando como verdade, às vezes convivendo com contradições. Pode até sentir incômodos, né? Perceber que alguma coisa não está tão correta assim, porque eu costumo também dizer assim, Felipe, que mesmo uma pessoa não convertida, se ela o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o

botar para funcionar a dor de neurônio na cabeça dela, ela começa a perceber assim, olha, rapaz, isso aqui não está combinando com aquilo, não está se harmonizando. Ela é capaz de perceber, não é? Mas se não for o Espírito Santo pegar a pessoa pela orelha, dar uma chacoalhada, acaba ficando ali e vai tentando racionalizar, não é?

situação. E é importante deixar claro que o André aqui não nega, tá? Que existem, é lógico, elementos de limitações intelectuais, sim, que aprisionam a pessoa lá, não é? Tanto é que, podemos dizer assim, que isso é um dos efeitos da queda, né? Os efeitos do nosso intelecto. Existem.

O pecado também afeta o nosso raciocínio ao ponto de a gente começar a tentar confabular e harmonizar ideias contraditórias. Ele não nega que existem aspectos intelectuais que prendem a pessoa ali. O ponto do Andrei é dizer que não é apenas isso.

Há o aspecto intelectual, o próprio Felipe falou aqui sobre um trabalhar satânico, né, no intelecto das pessoas, acho que Paulo também escreve isso lá em 2 Coríntios, quando ele diz que o Deus desse século cegou, né, o entendimento de muitos para que não lhes resplandeça a luz do evangelho de Cristo, então é óbvio.

que o intelecto é uma maneira pela qual o pecado e o diabo trabalham para aprisionar pessoas, tá? Mas não é apenas isso, né? A gente não pode limitar isso a uma mera questão de a pessoa ser inteligente ou não. Como dissemos, mesmo pessoas inteligentíssimas podem sim vir a ser aprisionadas em sistemas religiosos desse jeito.

E aí o Andrei segue o seu artigo, depois de já introduzir essa explicação de que, sobretudo, o que aprisiona as pessoas é, segundo a Bíblia Sagrada, uma questão espiritual, realmente, de prisão do pecado, de prisão do diabo, que influencia o raciocínio das pessoas. Ele, então, passa a definir o que é o duplo pensar e a dissonância cognitiva.

que é o que a pessoa convive ali, né? Essa convivência com ideias contraditórias e depois o incômodo que é capaz de começar a sentir, perceber essa falta de coerência no seu sistema de crenças. E aí ele começa fazendo definições. Deixa eu colocar aqui na tela para a gente ler as definições que ele traz e então comentarmos, né? A primeira definição que ele traz é a do duplo pensar, ou duplo pensar, né?

que ele diz que é a capacidade de sustentar simultaneamente duas crenças incompatíveis, sem permitir que uma destrua a outra. Não se trata apenas de contradição lógica, percebida e tolerada. Trata-se de uma convivência funcional entre ideias opostas, mantida porque cumpre uma função existencial e religiosa. Você já experimentou isso, Felipe? Esse duplo pensar na sua própria vida?

Você diz fora do contexto religioso ou considerando a minha história aí, não? Ah, no contexto. Sim, sim, eu tinha muitas questões que depois começaram a se tornar incômodas para mim. Como uma das coisas que pegava muito para mim é o fato de que Jesus falou, né? Deixa os 99, quem que não deixa os 99 para buscar uma ovelha?

E na instituição da qual viemos, nós fazemos o contrário, a gente abandonava aquela uma ovelha para cuidar das 99 que ainda estavam ali, seguindo, né, quem que não conhece os pecadores, que eram marginalizados dentro da instituição, que muitas vezes até aconselhados, era aconselhado a não visitar, ou se for visitar para buscar a palavra, conversar com o ministério, para visitar aquele determinado...

irmão, entre aspas, que pecou, que caiu da graça. Cheguei a ouvir que visitar pessoas assim, você poderia sair com o espírito contrário. E isso era algo que me incomodou por muitos anos. Porque eu falava, como é que a gente não vai resgatar um pecador e trazer de volta? E tentar trazer de volta? Se Jesus falou, quem que não abandona os 99? E também a questão do pecado.

E também foi algo que vinculou a isso, porque depois eu li trechos como aquele que disser que não peca, chama Deus de mentiroso, etc. E eu falei, mas espera aí, então, se eu estou dizendo que eu não sou pecador, como assim? Se eu estou dizendo isso, como é que a Bíblia está dizendo que quem diz isso está dizendo que chama Deus de mentiroso?

Então, são coisas que começaram a criar um conflito dentro de mim, mas, claro, a gente vai tentando abafar aquilo, né? Para conviver. Exatamente. É a tendência natural da pessoa. Ela tenta manter o seu sistema de crenças, de valores, aquilo que foi ensinado, porque a gente tem uma ânsia por coerência, né? Acho que, inclusive, o Andrei, ele entra nesse detalhe. Ele fala que a gente busca coerência naquilo que a gente acredita, né?

E é por isso que no primeiro momento é normal você, mesmo tendo essas crenças contraditórias, tentar de algum modo ignorá-las, ou abafar, ou racionalizar, como que tentando manter a consciência em paz em termos de coerência. Até que chega, finalmente, a dissonância cognitiva, que ele define da seguinte maneira. Deixa eu colocar aqui mais para baixo para ver qual é a definição.

Aqui no ponto 4, ele fala que a dissonância cognitiva é o estado de tensão interna que surge quando crenças estabelecidas entram em conflito com os fatos, experiências ou verdades percebidas. Se o Duque começar, é a convivência artificial de contradições, ou seja, a pessoa ainda convive, a pessoa mantém as duas ideias contrárias, mas sem...

um desconforto real ainda, a dissonância é o passo seguinte, a dissonância é quando o desconforto finalmente aparece e aquela convivência contraditória começa a ruir. Eu gostei dos exemplos que ele trouxe aqui na parte 2, por exemplo, frases do tipo assim, que diz, é pela graça, mas tem que se conservar.

E aí passa aquela ideia de que, beleza, é pela graça, mas você tem que fazer as obras, mas colocando as obras não como consequência, e sim como uma causa ainda, né? E salvação que acaba na prática negando a graça. Não é mais por graça, você tem que fazer algo.

Ou então dizer, a Bíblia é tudo, ele colocou aqui a frase, mas não pode estudar. Se você crer que a Bíblia é a palavra de Deus, é a revelação do Senhor, como alguns desses grupos podem até dizer, por que raios estudar não poderia? Por que se aprofundar dela não poderia? É até comum alguns dizerem assim, inclusive eu passei muito por isso, quando eu estudava por conta própria, dizia, rapaz, tu vai ficar doido.

Você não acredita que aqui é a palavra de Deus, que Deus se revela nesse texto, que foi Ele quem inspirou? Como é que eu me aprofundar na palavra vai me endoidecer? Mas são duas coisas contraditórias, que convivem assim, sem muitas reflexões já no primeiro momento das pessoas. Aliás, Jarbas, essa é uma questão que pega em todas as seitas, porque essa dissonância cognitiva, algumas seitas criam malabarismos e mais malabarismos para lidar com o fato.

de que há necessidade deles conviverem com duas formas de revelação especial de Deus, uma é as escrituras e outra é a revelação da liderança, ou do profeta, no caso dos adventistas, Ellen White, no caso de testemunha de Jeová, enfim.

A pessoa invidia. Exato. Então, você tem duas fontes de autoridade dentro da igreja, conflituosas muitas vezes, e muitas vezes uma batendo de frente diretamente com a outra, e geralmente quem é daquela seita segue muito mais o que vem da liderança do que está nas próprias escrituras, mas ao mesmo tempo a maioria das seitas chamam ainda a escritura de palavra de Deus.

Então essa dissonância, esse duplo pensar está presente em todos os aceitos. Calma aí, aqui a palavra de Deus tem autoridade. E aqui nós temos uma outra fonte de autoridade que muitas vezes está conflitando com a palavra de Deus. Então eu lembro que na CCB a gente chamava de buscar a palavra e lá ouvia a pregação do pregador, que muitas vezes não tinha nada a ver com as escrituras, e nós chamávamos de palavra de Deus.

E ao mesmo tempo nós tínhamos ali um ensinamento muito claro de que a Bíblia é a palavra de Deus. Por muito tempo ficou como... Depois mudou para contendo, até para tentar lidar com esse duplo pensar aí. Esse contendo nasceu muito nessa ideia, pelo menos na cabeça de muitos anciãs, de tentar lidar com esse conflito entre o que é a palavra, é a Bíblia? Ou é o que sai da boca do pregador? Né? Isso mesmo.

E é interessante a gente ver como a Bíblia causa esse duplo pensar muito forte dentro das seitas.

Sem falar que algumas até tentam disfarçar também o seu sectarismo, que é uma característica muito comum em cidades religiosas, é a ideia de que só nós estamos certos, que fora da gente aqui você não vai encontrar o caminho para o céu, não vai encontrar o caminho da salvação. Mas algumas tentam disfarçar um discurso, dizendo, não, também tem salvação fora, nós não somos os únicos que salvem. Alguns até começam a dizer isso, mas na prática não pratica.

Tipo, se a pessoa sai o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o

isola a pessoa, detona, fala que se desviou, fala que caiu da graça. Ou seja, é um duplo pensar também, porque, por um lado, está com o discurso e não, nós não somos somente nós que vamos para o céu, não somos só nós os certos. Só que quando você fala que vai para uma outra igreja que deveria ser entendida como igreja irmã, uma igreja que é até saudável, ortodoxa na sua teologia também, aí você já é visto como até pior do que quem sai para o mundo. Na prática, a gente vê isso.

Tem uma frase que eu ouvia bastante, que era tá trocando o certo pelo duvidoso. Quer dizer, aqui a gente tem certeza do que nós estamos falando, mas você vai sair pra um lugar que você não tem certeza, que você pode errar o caminho, fica aqui.

Então são frases que não fazem muito sentido se a salvação não está só ali, né? Ou se pelo menos há algum tipo de pregação mínima do evangelho em outros lugares. Por que eu tenho que ficar nesse grupo, nesse movimento, né?

A Sidney falou, é um exclusivismo, a salvação fora é da boca para fora. Exato, eles sustentam duas ideias contraditórias. Na língua, diz que não é somente ali, mas na prática eles agem como se realmente só fosse ali. É uma poética, hein?

Sidney foi poética agora, salvação fora é da boca para fora. Gostei dessa frase aí, Sidney. E você, meu irmão, você teve que lidar com isso por algum período? Você teve uma história um pouco diferente da nossa, mas acredito que você também teve alguns conflitos. Tive, sim. Até porque eu fui convertido estando realmente na denominação.

como já relatei, só que naturalmente, porque eu era um convertido, eu tinha que... eu era uma contradição ambulante, eu próprio, né? Porque, por um lado, eu cria realmente em Jesus, eu crio nele, com meu Salvador, eu entendi que eu não podia salvar a mim mesmo, entende? Mas como imediatamente após eu fui inserido na religiosidade, né? Institucional.

eu pratiquei a mentalidade que me era ensinada ali. Eu acreditava, por exemplo, eu era muito engajado na denominação porque como eu ainda havia, segundo o etos, denominacional, como a própria graça de Deus, então, na minha cabeça, quão mais bem desenvolvido eu estiver dentro da instituição, quer dizer que mais cheio da graça, ou mais perto de Deus.

eu estou. Então a gente tinha até uma ânsia no sentido de servir, de galgar a posição dentro da instituição, porque na nossa cabeça quão mais elevado institucionalmente tivéssemos, mais aprazíveis aos olhos de Deus estaremos, porque afinal de contas aquela era a graça de Deus. Então veja, isso é o contraditório, porque por um lado eu era convertido, eu queria, amava o Senhor Jesus, mas era justamente por amar Jesus, né?

E como me disseram que a maneira de agradar Jesus era aquela, aí eu acabei agindo daquela forma que era contrário a enxergar em Jesus somente a minha única ânsia, né? Por aprovação, minha única ânsia por realmente obedecer. Eu me sujeitei a um sistema institucional por acreditar que aquilo ali era o que Jesus queria de mim. Então é um pouco como Paulo. Acho que Paulo passou por esse duplo pensar, né? Quando ele...

servindo ao Senhor, em nome de Deus, assassinava cristãos. Deus é contra o assassinato. Isso quebra mandamento. Mas ele, no seu pensar, justificava essa contradição por meio do zelo que ele tinha ali no judaísmo. O Pedrão colocou aqui...

Uma citação de Agostinho. As pessoas costumam amar a verdade quando estas ilumina, porém tendem a odiá-la quando as confronta. O Rubens diz, estavam com nós, mas não eram dos nossos. Se fossem dos nossos, ficariam conosco. É a mais falada. Até hoje, infelizmente. Pois é. E aí, irmão? Um outro episódio, que eu fui falar do evangelho para um outro parente.

E aí eu comecei a falar, etc. Aí a pessoa falou, pode parar. Ainda que um anjo desça do céu, eu não devo dar ouvido a esse tipo de fala. A Bíblia fala que ainda que um anjo desça do céu e pregue um outro evangelho, eu não devo dar ouvido. Quer dizer, olha a contradição. Ele estava usando a Bíblia para refutar a ideia de ler a Bíblia, de estudar as Escrituras, de ler o que está na própria Escritura.

Tem sentido. A própria letra, mata e espírito vivifica, que é tão usado, você pegou da Bíblia uma ideia que é para não ler a Bíblia, não estudar, não se aprofundar nas escrituras. Não tem sentido. Não tem sentido nenhum. Agora, o que sustenta esse duplo pensar? O André fornece aqui uma resposta para isso na parte 3 do seu artigo.

Ele diz que o que sustenta do pensar é que o ser humano não busca apenas informação correta. Ele busca segurança, pertencimento e sentido. Ou seja, ele busca estar emocionalmente, digamos assim, seguro ou em paz.

Ele acredita que esse senso de sentido no seu sistema de crença e valores, mesmo que, por vezes, sustentando ideias contraditórias, é o que realmente importa, porque aquilo é o que lhe oferece, a identidade, aquilo faz parte de quem ele é, como o Felipe até colocou no início da live. É por isso que admitiam a contradição, diz o André aqui, não é apenas corrigiam a ideia. A experiência é como de ameaçar a própria existência subjetiva da pessoa. É como se ela pensasse assim.

O que vai ser de mim sem isso que eu sempre crio assim? O que será de mim fora daqui? O que será de mim sem aquilo que fez parte de quem eu sou e da minha identidade por tanto tempo? Por isso que nesse senso de pertencimento, de querer aprovação do grupo, nós somos seres sociais, então a gente dá valor, dá importância para o que os outros pensam também. Por causa disso, a gente acaba sustentando essas contradições. A explicação que ele dá para o que sustenta esse duplo pensar.

O Pedro disse, a pior é citar que a letra mata usando a letra. É, usando a própria letra do texto. Acho legal esse artigo, porque ele traz conceitos da psicologia e associando aos conceitos teológicos e práticos.

Então esse artigo, ele acha muito bem estruturado nesse sentido, né? De trazer esses conceitos psicológicos que ajudam também a entender como um ser humano caído, por que ele se propõe ou aceita ficar dentro de uma ideia em que há conflitos tão claros de conceituais, né? Por que isso, né? Então ele explica um pouco lá do ponto de vista psicológico e do ponto de vista teológico, os efeitos da queda, né?

Sim. Agora, como é que a gente deve responder, uma vez que perceba e seja convencido dessas contradições do sistema de crença? Ou seja, uma vez que sai do duplo pensar e entra na dissonância cognitiva, né? Você ter clareza de que está faltando coerência entre o que você acredita. Está faltando coerência. Não que a coerência, vou deixar muito claro aqui. Também acho importante fazer essa nota de rodapé.

Não é que a coerência seja em si mesma critério da verdade, porque é possível ser coerente no erro. A coerência não é tanto um atributo da verdade, é coerência um atributo da lógica. É possível que pessoas sejam coerentes em ideias erradas.

Mas, embora a coerência não seja determinada do que é a verdade, a verdade necessariamente será coerente. Ou seja, a recíproca é diferente. Então, a coerência não é condição sine qua non para a verdade, mas a verdade necessariamente é coerente. Então, quando a pessoa percebe a incoerência, necessariamente segue-se que está faltando verdade ali. Porque a verdade é, por essência, coerente. E aí, quais são as respostas possíveis, Filipe? Então, quando a pessoa entra nessa...

contradição, como é que ela geralmente lidam, né, com a dissonância cognitiva? Bom, eu não lembro como que ele trata isso aqui no artigo, não sei se você está puxando o artigo ou se você quer que eu dou a minha... Não, pode dar também, mas ele menciona no artigo as reações possíveis a isso, né. Ah, tá, não me lembro, acho que é melhor você falar, então.

Ele diz no artigo que pode ser o endurecimento, a racionalização ou o arrependimento. Aí o que seria o endurecimento diante dessa contradição?

Bom, aí eu acho que o endurecimento é um processo que todos passam, né? Nós todos passamos por um momento de endurecimento. A diferença é que uns endurecem até o fim e outros o Espírito Santo acaba quebrando os seus corações. Esse endurecimento acaba sendo quebrado, né? Mas essa resistência à verdade exposta, como foi o caso que eu disse dessa pessoa que eu vi, né?

ouviu o evangelho sendo pregado, entendeu, mas falou, eu prefiro a ignorância, quer dizer, uma manifestação clara de um endurecimento de coração, esse processo que acontece, aconteceu com o apóstolo Paulo, quando Jesus fala, até quando você vai endurecer esse coração, até quando você vai lutar contra os aguilhões ali?

que simbolizava exatamente uma situação que ocorria com os bois, os aguilhões, quer dizer, você está conduzindo para um lado e a pessoa está resistindo, esse endurecimento ele tende a ser uma negação de arrependimento. A pessoa em nenhum momento vai dizer assim,

eu me arrependo disso, quer dizer, eu nego a mim mesmo, eu nego aquilo que eu acreditava, eu abro mão daquilo que eu acreditava, eu abro mão, eu assumo que eu estou em pecado, eu assumo que eu sou um ser caído porque eu preciso de Jesus. E aí entra a figura central da nossa fé, que é Cristo, porque há um problema muito grande quando esse buraco acontece, que é, olha...

Tá bom, eu rejeito tudo aquilo que eu creio, eu abro essa lacuna, mas eu não preencho essa lacuna com Cristo. Esse é um problema também de muitos que batem muito forte nas seitas, nas heresias e esquecem de apresentar a solução. E é Cristo para preencher esse buraco.

Essa parte do endurecimento, a gente poderia ilustrá-la na figura do fanático, que é aquele que ele pode até começar a perceber as incoerências, que alguma coisa não está fechando, mas ele é tão fanático por aquilo que ele prefere endurecer.

Isso me faz lembrar de outra obra do George Orwell, a gente estava se pautando aqui muito em 1984, mas tem outra clássica dele, talvez até mais conhecida, que é a do Revolução dos Bichos. Tem uma personagem lá que é de um cavalo, eu não lembro o nome do personagem, se o pessoal leu aí.

Pode dizer aqui nos comentários, me esqueci mesmo, mas é um cavalo que é tão crente daquele sistema novo, regido pelos porquinhos na fazenda, os porquinhos ditadores, que ele mesmo percebendo algumas coisas que não estão encaixando...

Por exemplo, a ideia de que, olha, todos os animais são iguais, aí depois eles adicionam uma vírgula, mas alguns são mais iguais do que os outros. Mesmo diante dessas contradições, ele ainda assim fica firme e forte no sistema e, no final das contas, ele é prejudicado. Não vou dar aqui um spoiler, né? Mas acontece algo trágico com esse personagem do cavalo nessa história do George Orwell, né?

Por quê? Porque em resposta à dissonância, ao desconforto das coisas dando errado ali e ele sendo aproveitado, ele também era o animal mais forte da fazenda, a força de trabalho dele é muito aproveitada pelos porquinhos e tal, mas mesmo ele, em alguma medida, percebendo que algo não está indo bem, ele continua ali até o final, até as últimas consequências e recebe essa consequência final que é trágica para ele.

Então, nós poderíamos colocar na figura do fanático pelo sistema esse endurecimento, essa escolha deliberada por resistir à verdade, não é? Sim, sim. Há muitas formas desse endurecimento acontecer, né? Essa acho que é uma das mais comuns que a gente vê. Tem também aquele endurecimento que segue outros caminhos, como, por exemplo, ah, então eu vou conviver com isso.

e vou aceitar, não é tudo isso que falam, tenta diminuir, relativizar aquela situação, né? E aí até ele fala um pouco sobre isso aqui, né? Como que as pessoas podem oscilar a forma como se comportam nesse processo de endurecimento, mas no fundo, no fundo, a pessoa só está ali endurecendo o coração, procurando um recurso para poder trabalhar esse endurecimento e preservar, né?

O Pedrão disse aqui que achava que o maior problema da sociedade moderna era a relativização da verdade. Mas perceba que o maior problema hoje é a indiferença a ela, de fato. Era da pós-verdade. No final das contas, cada um subjetivamente define o que é a verdade para si. Então, já não é um critério objetivo, é um critério subjetivo. E, às vezes, como até o Pedrão falou aqui, não é nem só por essa subjetividade de você definir a sua verdade.

é que alguns já não se importam mesmo com ela, eles só querem o conforto, só querem o chamego emocional. Sabe uma situação que ilustra muito bem isso? Não sei se quem já assistiu Matrix, que tem aquele personagem que trai o grupo, né? Esqueci o nome dele agora. Que ele prefere voltar e viver na Matrix, né?

Ele prefere, me bota na Matrix, rico, eu quero ser um homem rico, eu quero comer carne. Ele sabe que aquela carne não existe, que aquilo que ele vai viver não existe, que é tudo uma grande mentira. É uma simulação, mas ele fala, não, pra mim não importa, eu só quero viver isso aqui.

Eu prefiro abrir mão da verdade. Vai muito na linha do que o Pedro está falando. A pessoa não quer mais saber da verdade. Eu quero só experimentar o que me dá prazer. O nosso cinéfilo, Matheus Menezes, lembrou o nome. Ah, boa. O Cypher. O cara tem cultura. O Matheus traz cada pérola aqui, cada indicação. Tem que fazer o final. Vai ver a nossa indicação cultural.

Fica o convite para o Mateus, estou buscando alguém que escreva um artigo sobre cultura. Em que sentido? Como é a relação com a arte e cultura dentro de um sistema sectário? E como essa relação é transformada quando você encontra com Cristo o verdadeiro evangelho e vai para uma igreja tradicional, uma igreja bíblica, onde a gente tem uma tradição enorme de cristãos que produzem arte, beleza, cultura.

Como isso muda, né? Para mim foi muito forte isso. Hoje eu leio livros, literatura, etc. Então, Matheus, você é um candidato. O Pedro é da mesma igreja dele, do Matheus. Está dizendo aqui, Matheus é top, faz parte da música conosco. Olha, estão engrandeando os talentos e outros teatros. Boa. É isso aí, Matheus. Se você puder, entre em contato, manda também o texto lá no e-mail, se for o caso.

tratando esse tema, já que ele tem esse hipertório cultural imenso aí, o Matheus. Eu acho que ele tem meu contato aí no WhatsApp. Me chama lá. E aí a outra reação possível, que o Andrei fala, é a da racionalização. Aqui eu acho que a figura é meio óbvia, da racionalização. É o que eu chamo de passapanistas. Eu acho que fui eu que popularizei essa expressão para se referir àqueles que...

Até falam a verdade, assim, compreendem as incoerências do sistema, até criticam, mas eles começam a dizer, não, mas espera lá, vamos aqui tentar resolver por dentro, vamos tentar racionalizar e compreender aqui, não é tão grave assim a coisa, o negócio é sério, a gente vai resolver, mas começam aquelas formas de passar panismo, tentando maquiar a realidade e, na verdade, eu percebo que essas pessoas o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o

elas se auto-enganam e levam outra junto no engano, né? Ou seja, elas querem manter o seu conforto, às vezes porque tem um parente ali, não quer se indispor com as pessoas, que conheceu a vida inteira, sabe dos prejuízos que vai ser se tomar a decisão, pela verdade, de não negociar, de não aparar arestas. E como não foi dada ela ainda a graça de ter coragem, a virtude da coragem de enfrentar isso, de enfrentar esses desafios.

elas se preferem confabular, né? Começam a parar ali as arestas, as pontas da verdade para tentar tornar mais palatável, no final das contas, não percebem que meia verdade não salva ninguém. Não salva nem elas próprias e nem os outros que elas supostamente dizem estarem tentando esclarecer e salvar. Somente a verdade integral faz isso, não é verdade amputada, né? O que você diria disso, Filipão?

É verdade, a gente tem um movimento até no meio aí da CCB que chama Florescer, né? E trabalha um conceito de que, olha, realmente temos um problema aqui, mas a gente tem que florescer no deserto e tal. É uma ideia da...

da flor florescer no deserto, uma flor. Isso não é bíblico, isso é antibíblico, por quê? Em que sentido isso é antibíblico? Isso traz para você uma certa autossuficiência.

que não é a forma como as Escrituras tratam a questão do desenvolvimento espiritual, da santificação, do desenvolvimento da salvação. O desenvolvimento da salvação e da santificação, barra santificação, que é, vamos dizer, paralelo, quase que paralelo,

acontece no ambiente de igreja. A edificação acontece no ambiente de igreja. Isso é muito claro nas cartas apostólicas. Então, você abrir mão do ambiente de igreja para, entre aspas, florescer no deserto é nada mais, nada menos do que isso que o Jarbas acabou de dizer. Você está criando apenas uma narrativa para justificar. Você está endurecendo o seu coração. Você está criando uma narrativa para justificar a sua permanência no grupo e não ter que encarar com coragem o movimento de saída. Essa aqui é a realidade.

Está no mudo, eu acho. Foi. Eu tinha colocado aqui o meu áudio. O Matheus disse, florescer quer ser um oásis em meio ao deserto. Na verdade, nós devemos buscar o oásis que deveria ser somente Cristo, e não o movimento sectário dentro da seita. Porque eu costumo também dizer isso.

Como eles criam uma pequena igreja dentro da igreja, um movimento minoritário dentro da corrente majoritária, então acaba sectarizando na prática, ali do banco, importando conteúdo que não é sancionado pela instituição, de maneira clandestina, então acaba sectarizando dentro da seita. Interessante demais isso. Você querendo corrigir uma seita, acaba criando um. Aí você vê o quê? Que é a dissonância cognitiva, é o duplo pensar.

Você, por um lado, critica, aceita, mas acaba criando uma na sua resistência a sair dali, a querer ali dentro começar a cooptar pessoas para o seu grupo minoritário dentro daquele sistema maior, majoritário e principal. O Lucas Klein disse aqui no Instagram, isso é uma forma de dissolver os problemas com o passar do tempo. Dissolve-se os problemas e erros com novos pensamentos e entendimentos das novas gerações. É verdade.

E, por fim, qual é a reação correta que o Andrei fala aqui, quando a gente se depara com essa, digamos assim, quebra do nosso sistema de crenças, quando a gente percebe que não está mais harmonizando, quando está nesse conflito? Qual é a resposta correta? Ele fala que é o arrependimento. O arrependimento. O que é que é o arrependimento, de fato, verdadeiro, Filipão? O arrependimento...

Ele é muito profundo, ele não é apenas você dizer da boca para fora, eu me arrependo desse pecado, eu me arrependo desse pensamento. Ele envolve uma mudança de rota.

Você está indo numa rota e você vai ter que virar, mudar a sua rota. Isso é arrependimento genuíno. O verdadeiro arrependimento não é você falar da boca para fora e me arrepender. É você mudar a sua vida, é mudar a sua rota. E isso denota um arrependimento verdadeiro. Ainda que você não consiga fazer essa mudança de rota na perfeição que poderia, ainda que a gente muitas vezes recaia nos nossos pecados, né? Falando de uma maneira geral agora.

Mas o arrependimento é você levantar uma bandeira de guerra contra aquela situação. Eu preciso sair dessa situação, eu preciso superar essa situação para poder seguir o caminho que é a verdade. Muito bom, muito bom o que você falou. Me fez lembrar de uma definição que eu vi uma vez, da diferença entre o crente e o não-crente, né? Entre o ímpio e o salvo.

Não é que um peca e o outro não peca. Na verdade, ambos pecam. A diferença está na reação ao pecado. Enquanto um se apega ao seu pecado em oposição a Deus, o outro se apega a Deus odiando o seu próprio pecado. Essa é a grande diferença entre os dois. Não é se pecando. Como reage a ele? O apóstolo Paulo chega a ilustrar isso como você esmurrando a própria carne.

Você está em guerra, abre-se, então inaugura-se uma guerra, né? Entre o pecado que está dentro de você e a verdade que acaba de aparecer dentro de você. E você se torna habitação do Espírito Santo, você se torna regenerado. Então você entra em guerra com o pecado que está dentro de você. Isso não quer dizer que você não vai pecar, mas quer dizer que envolverá sim uma mudança de atitude dentro daquela situação.

Uma pessoa que está numa situação dessa, ela não vai necessariamente amanhã sair e largar tudo, mas haverá um processo que vai acontecer, a pessoa vai começar a lidar com essa situação de frente e vai envolver sim abrir mão de muitas coisas, vai envolver, tem gente que perde.

o contato com a família, tem gente que perde amigos, parte profissional, financeiramente afetado. Alguns casos chegam a ter pessoas que são... o relacionamento é cortado, o próprio casamento se quebra, não por causa da pessoa, mas por causa do seu cônjuge que não aceita a situação e que prefere abandonar a pessoa a ficar com uma pessoa que encontrou a verdade e está confrontando um sistema que para ele é muito caro.

Então, esse é um processo de arrependimento genuíno. O arrependimento é a metanoia, de fato, a mudança de mente. Porque uma vez que você percebeu que aquele seu sistema de crenças e valores, infelizmente, não correspondia à verdade, era contraditório, você, então, passa a querer buscar um outro sistema de crenças e de valores, uma outra coisa no que crer, vamos colocar assim. Agora, o perigo está aqui, é que alguns, ao perceberem...

a incoerência, a desarmonia do sistema de crenças que possuía na falta de conhecer o verdadeiro sistema de crenças, que vem do evangelho da pessoa de Cristo, da palavra de Deus, acabam trocando por outros sistemas iguais ou até piores do que o que antes possuía. Isso aqui é um problema. Que infelizmente a gente encontra em alguns. Eles acabam trocando seis por meia dúzia. Eu já vi alguns casos assim.

Então, que mudança é essa? Que mudança de ideias? Que mudança de mente? Que mudança de valores? É a que nós realmente devemos almejar e que representa o genuíno arrependimento. É aquela que conhece a salvação somente através de Jesus Cristo. O Andrei fala disso no seu artigo, né?

aquela que enxerga nele somente a sua esperança de salvação e não mais, não mais, em um sistema ou outro que retira Cristo dessa centralidade das nossas vidas, da nossa confiança. Jesus somente, de fato, passa a ser...

A única coisa que impera na sua mente. E a sua palavra, no final das contas, né? A escritura sagrada é o que acaba moldando a sua cosmovisão cristã. O Felipe até falou agora há pouco sobre a diferença, por exemplo, na interação com a cultura, quando você está num sistema de valores que é ensimesmado, então a cultura é lida na ótica do sistema. E acaba que, no final das contas, ela é deturpada.

acaba sendo censurado aquilo que é legítimo, digamos assim, na cultura. Por quê? Porque não convém ou não é compatível com o sistema que você fazia parte, com aquele sistema de valores e de crenças que você agora percebeu que é incoerente. Já o sistema que provém do evangelho, digamos assim, essa mudança de mente, esse corpo de ideias que provém da palavra de Deus.

Ele não meramente renega a interação cultural, ele passa a redimí-la, a saber reconhecer tanto, digamos assim, os aspectos de depravação ao qual nós rejeitamos, mas, ao mesmo tempo, os aspectos de graça que nós podemos perceber na atuação divina, até mesmo em pessoas ímpias, quando Deus em sua graça comum as faz produzir coisas boas.

Então você percebe que a mudança correta de metanoia, de arrependimento, ela te leva a um sistema muito melhor, digamos assim, a um corpo de ideia superior, que é aquela que provém da palavra de Deus. Esse é o arrependimento que a gente espera que nossos ouvintes aqui, caso estejam passando por isso, por esse conflito, por essa dissonância, conheçam a Cristo, conheçam a sua palavra, o verdadeiro evangelho, a fim de que, enfim, entre em um sistema que não é incoerente. Tem suas tensões teológicas, nós podemos falar disso daqui a pouco.

Mas essas tensões não são incoerências reais. Essas tensões são os mistérios que revelam o quão grande é o nosso Deus e o quão pequeno e limitados nós somos. Mateus disse aqui, muitos querem apenas o sentimento de pertencimento, querem fazer parte do grupo. É isso mesmo, é isso que explica o que sustenta a dissonância e o duplo pensar, como nós falamos há pouco. Mas então, Filipão, mais adiante, já caminhando aqui para o final do artigo,

o Andrei fala sobre outra coisa que sustenta as incongruências, as contradições. Deixa eu ver aqui, acho que é na parte 6, que é a questão do misticismo, que, de fato...

acabam lidando com essas contradições, colocando na conta do não. Deus simplesmente falou, não questione, ou ainda apela para um mistério que não é exatamente aquele mistério que é legítimo, que provém da escritura de fato. Existem certos mistérios na fé cristã de fato.

mas eles acabam respondendo essas contradições com essa história de que é mistério, de que não devemos estudar, não devemos nos aprofundar, devemos não somente acreditar nos mais antigos, mas se colocar naquilo que recebemos, e é uma resposta mística, então às vezes até apela para revelações extraordinárias, não, porque Deus me mostrou assim, ou porque Deus revelou assim a ordem mental.

os primeiros, os mais antigos. Então, é um misticismo que não é um misticismo saudável, e que acaba sustentando essas contradições. É uma resposta satisfatória para quem quer pertence ao grupo sem lidar com as contradições reais que existem. É claro que nós não estamos falando aqui, eu fiz essa ressalva comentando com o Felipe no grupo do SM, nós não estamos falando aqui do misticismo cristão que é legítimo. Que misticismo cristão legítimo é esse? É aquele que encara o mistério real, que existem as tensões teológicas.

compreendendo que nós somos limitados diante de um Deus tão grande. Determinados mistérios ele revelou na sua palavra e nós temos pela revelação de fato. Revelação da palavra, não é revelação de um homem aqui e acolá. Revelação da palavra. Por exemplo, mistério da trindade, mistério da encarnação, a nossa união mística com Cristo. Isso é um misticismo genuíno que existe na fé cristã. Mas esses são mistérios.

reais, não são contradições do ponto de vista lógico, são o que a gente chama, na verdade, na filosofia de antinômios. São duas verdades aparentemente contraditórias, mas que na verdade não são, elas se complementam e nós apenas não sabemos explicá-la com a nossa lógica.

É uma coisa você não saber explicar. Não quer dizer que não seja coerente, tá bem? Mas as contradições reais, essas sim é que, por vezes, acabam sendo justificadas com misticismos não saudáveis, com essa apelação a revelações, ao que Deus revelou mais antigo, ao que Deus mostrou aqui no meu entendimento subjetivo, e não encarando de frente a contradição que deveria ser, na verdade, reformulada. Você deveria estar disposto ao PCB.

O engano, a contradição real, você vai estar disposto a reformular seu sistema de crenças para vir para a verdade e não tentar manter em auto-engano aquele sistema que está, enfim, se desfacelando na sua mente, não é? O que você diria disso?

É, a gente, no cristianismo, a gente tem aparentes contradições que, na realidade, são questões que nós não sabemos explicar. Isso são questões, porque a gente lida com Deus, que tem como um dos seus atributos a transcendência. Ele tem a imanência... Compreensibilidade, né? Oi? Perdão. Compreensibilidade faz parte da transcendência dele. Não é completamente complexível.

Ele tem a imanência, que é a parte em que a gente se relaciona com ele e consegue compreender, e que é a manifestação de Deus à luz dos homens, vamos dizer assim, e tem a transcendência, que é o lado em que a gente não tem uma plena compreensão, até para as nossas limitações epistemológicas, limitações de conhecimento, de capacidade humana para compreender. Então a gente tem um Deus.

que elegem antes da fundação do mundo, mas ao mesmo tempo nós temos homens caídos que decidem, que tomam decisões e que são responsáveis por essas decisões. Então nós temos questões, obviamente, que a gente entende que, de alguma forma, Deus opere. Parece contraditórias. Parece contraditórias, mas não são. A gente só não sabe explicar plenamente essas questões e a gente aceita como algo da transcendência de Deus.

Mas o misticismo que ele critica não é esse, né, no artigo. Não, o misticismo que ele critica é aquele misticismo no sentido de experiências místicas que nós usamos para amortecer a dissonância cognitiva que está em nós. Então, eu fiz muito isso, mas muito.

Eu tinha conflitos enormes dentro de mim, como é que eu amortecia? Eu ia buscar experiências, eu ia viver, eu ia sair com os profetas, eu ia orar, eu ia buscar, ah, tá vendo, se aconteceu isso, como é que tá errado? Não, eu que não tô sabendo entender isso aqui, eu que não tô conseguindo lidar com isso. Então eu apelo para o misticismo tentando amortecer essa dissonância e esse conflito que tá dentro de mim.

Um misticismo específico, você falou em alguns programas atrás, que foi algo que, no primeiro momento, te dificultou de sair para uma igreja saudável, uma igreja bíblica, que é você crer na revelação da palavra. E essa revelação da CCB é muito mística no sentido negativo do termo. Que você achava, não, mas se eu for para a igreja, eu vou ficar sem a revelação.

E aí você usava esse misticismo não saudável para justificar a manutenção da dissonância, você tentando se manter ali, mesmo sabendo que o sistema de crêner já tinha se desfacelado, já estava questionado, já estava desarmônico, mas você tentava justificar a manutenção ali por meio dessa ideia de, não, eu preciso ouvir e crer na palavra revelada, não é isso? É, precisava buscar a palavra.

Como é que eu ia tomar decisões? Oi, bloqueou? O pessoal voltou? Fui eu que travei? Não sei, boa pergunta. Como eu estou no celular, às vezes alguém...

sinal da mociladinha. Como eu ia buscar a resposta, se eu vou para a direita, para a esquerda, para a direita, para a esquerda, se eu vou, enfim, se eu vou comprar ou vou vender, eu estava acostumado a fazer isso, e eu tinha uma dependência emocional que eu não percebia, obviamente, de tudo que eu buscava, porque no primeiro momento eu não achava que isso não era a revelação de Deus. Para mim ainda, por mais que tinha todos os erros, por mais que o evangelho não estava presente, de alguma forma Deus ainda estava revelando ali.

Eu fiquei nesse conflito, até eu identificar que ali não era uma revelação da palavra. Então eu usava esse misticismo para falar, não, eu tenho que ficar aqui, porque nas outras igrejas tem problemas, pelo menos aqui eu tenho a revelação, pelo menos aqui Deus fala comigo, Deus fala com a minha alma, até eu descobrir que eu era escravo de um sistema de supostas revelações, de frases de efeito, etc. E que a revelação estava na minha mão e que eu conseguia me relacionar com ela e ela falar com a minha alma, iluminar o meu coração.

Então foi um processo bem desgastante. Essa foi, eu acho que foi a parte mais desgastante, o momento mais desgastante desse processo de transição, sabe? Foi lidar com isso. O Gustavo, que estava aqui no Instagram, veio para o YouTube, disse, questionando os erros de pregação na CCB, recebi a resposta que o templo é de carne, sujeito a erros, mas o Espírito mandou a mensagem. Gnosticismo puro. Essa revelação aí, tá? É o homem.

Você fala é o homem, é o homem, isso é gnosticismo. É verdade. A negação do homem. É gnosticismo para tentar manter a pessoa ali, apesar de já estar questionando o sistema de crenças que vinha acreditando. Agora, gostei muito aqui no artigo do Andrei, que ele termina com um tom pastoral.

Ele termina preocupado tanto em responder como é que a mente dividida deve, de fato, lidar com essas contradições, substituir o sistema falido de crenças por um sistema verdadeiro que vem do Evangelho. Ele fala disso aqui na parte 8. Mas o que eu gostei muito foi essa parte aqui, das implicações pastorais. Como é que você aborda com a moemancidão aqueles que estão o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o

em duplo pensar, aqueles que estão em uma dissonância cognitiva, aqueles que estão, infelizmente, passando por esse processo que nós já passamos. E eu gostei que ele fala que o alvo não é humilhar, não é demonstrar a superioridade teológica.

Até o que falamos aqui no início da live, a gente não vai falar daqui como se estivesse menosprezando a eles como se nós mesmos não tivéssemos passado por isso. Pelo contrário, a gente se identifica com eles nisso. Nós mesmos passamos por esse momento que muitos integrantes desses sistemas religiosos oro-helianos passam. E a maneira como a gente tenta abordar isso é através justamente da pregação do Evangelho, através da calma, da clareza, da mocidão no ensino.

expor o erro de maneira, digamos assim, assertiva, ao mesmo tempo que chama ao arrependimento. E ele fala aqui então...

Essa maneira de abordar os que estão passando por isso envolve três movimentos. Ele fala que, primeiro, tem que expor a incoerência com calma, fazendo perguntas honestas e bíblicas. Depois você leva a pessoa ao texto da Escritura, para que a autoridade não permaneça em nós mesmos, digamos assim, mas sim no texto da Palavra de Deus, que é a Palavra revelada. E, por fim, apresenta a Cristo e o Evangelho de modo central, para que a pessoa saiba que a sua segurança não está no sistema e sim.

no descanso em Jesus Cristo. De maneira que a agressividade, que às vezes ela pode nos responder, é só um sintoma da dissonância dela, e nós mesmos já respondemos assim, não é? Mas se a gente for firme, na palavra de Deus, ao mesmo tempo, ter uma paciência pastoral, com certeza colheremos bons frutos, ao menos daqueles que o Senhor certamente tem plano de salvação. O que você achou desse final aqui? Eu achei ótimo esse final dele, que ele traz...

O risco que eu já caí, todos nós caímos, de muitas vezes agir pelo sentimento da impaciência, até da soberba, e de buscar ali na discussão, no debate com a pessoa da CB, muito mais uma intenção de humilhá-la ou até...

de usar como chacota ou como uma forma de demonstrar nossa superioridade intelectual. Logicamente a gente não faz isso de forma consciente, eu não falo, ah, vou aqui humilhar esse cara, não. Mas a impaciência nos leva a isso, o orgulho nos leva a isso muitas vezes. Nosso pecado nos leva a isso. Nosso pecado nos leva a isso, é algo que eu constantemente luto contra, porque muitas vezes você vê comentários que realmente mexem com o nosso...

Mexe no coração. A gente sabe, a gente tá exposto a isso. A gente sabe bem o que vem pra gente, o que aparece, e eu sou do tipo que comento, conteúdo dos outros, acaba me enfiando em umas brigas bobas aí, e aí eu fico pensando, às vezes eu escrevo toda a resposta, no final eu falo

essa resposta aqui pode até humilhar o cara, mas vai qual é o seu fruto? tem chance desse cara lendo essa resposta pensar e falar, vou a Cristo vou deixar eu ler o que ele está falando então essa reflexão que eu acho que é um processo a gente tem que tomar água nessa hora e dar outra cara por vezes é difícil é difícil, mas muito legal vos envio como ovelhas e meio a loucos né

E é engraçado que algumas pessoas, quando se deparam com esse texto, pensam assim, que...

É como se ele estivesse enviando uma super ovelha para dar uma surra nos lobos, né? Ah, Jesus está falando que vai nos enviar como ovelhas. É para a gente dar uns tapas nos lobos, botar eles no lugar deles, né? É como se fosse abrir a camisa e aparecia um S, super ovelha. E não, na verdade, quando ele diz que nos envia como ovelha e meio lobo, é para sermos demorados pelos lobos, né? Eu gosto muito de enfatizar isso.

Por vezes o confronto vai significar você ser humilhado pelos lobos, você ser devorado, mas na esperança de que no sangue de Marte, de uma ovelha dilacerada por lobos, quem sabe alguns desses lobos sejam eles mesmos transformados em ovelhas. Assim como Paulo, que foi transformado de lobo em ovelha, e o senhor mostrou a ele quão duro era recalcitrar contra os aguilhões. Ele que perseguia se tornou...

perseguido, né? Então, a gente tem que ter essa paciência, realmente. É difícil, mas clama aí o fruto do Espírito pra que nós sejamos, né, capacitados pelo Senhor pra isso. E não quer dizer você não ser firme, você não ser, muitas vezes, duro, né? A palavra...

abrir mão da verdade, não é isso que a gente está falando, né? A verdade vai ferir às vezes, né? Você chegar alguém e falar, olha, é um falso profeta, isso é uma mentira, você está debaixo, eu falei isso uma vez, você está debaixo de falsos profetas.

Então não é abrir mão da verdade, mas é ser motivado pelo direcionamento certo, né? De levar a pessoa a Cristo e não de humilhar aquela pessoa e tal, né? Exato. A motivação correta, né? Que regula isso.

O Matheus falou, lembra do trecho de 1984, onde o Winston vê a senhora estendendo roupas no varal e vê que ela está tranquila, até cantando enquanto trabalha, meio que um reflexo de que existe vida fora do partido. Partido entre aspas aqui. O Gustavo falou, acho que isso que o Felipe falou é um recorte social do brasileiro. O Brasil é muito polarizado e a questão não é se a ideia é correta ou não, mas destruiu o adversário. O brasileiro não sabe trocar ideia. Ultimamente...

A polarização até na esfera política também tem trazido esse tipo de polarização, em qualquer ideia, até dentro da teologia. Eu não li um texto esses dias do... Rapaz, é um teólogo que é referência em crítica textual.

Marcelo Berti, acho que é esse o nome dele. Não sei se você já viu. Conheço. Ele é um dos que coordena a tradução da NVI, faz parte da coordenação da tradução da NVI. Eu vi um texto dele, que ele falando assim, olha, eu produzo teologia na internet, escreve a respeito desde 2008. E naquela época, pré toda essa polarização...

ele sentia que as divergências eram tratadas de maneira mais sóbria, vamos assim dizer, cada assunto dentro do seu grau de importância e gravidade, digamos assim. Aquilo que era central beleza, era mais aquecida, mais aguerrida o combate, mas em questões mais secundárias havia uma caridade maior entre os oponentes, quando cada um escrevia a sua perspectiva.

E ele percebe que nos últimos anos, para cá, questões até bem satélites da teologia são tratadas por muitos, são elevadas a uma posição de questão primária e acaba tornando a discussão pouco saudável. E eu acho que é muito disso que o Gustavo também comentou aqui. A gente vive num período, numa época, em que as coisas são levadas muito na paixão. Tem coisas que, beleza, envolvem mais para o fundo do íntimo.

e deve envolver, no caso, a fé que eles estão tomando aqui. Essas questões são muito cruciais e essenciais na nossa fé, que a gente ali vai ser muito mais aguerrido. Mas em outras, a gente precisa ter mais maleabilidade, não é? Reconhecendo que...

são irmãos muitas das vezes, são irmãos em crítica, comungam conosco naquilo que é central, mas em questões secundárias pode haver uma certa de vergonha de opiniões mais educada. É claro que aqui, aplicando ao que a gente está tratando nessa live, a gente percebe, como o Andrei mesmo falou, que como o sistema de crenças disfuncional faz parte do íntimo da pessoa, para ela aquilo é algo central.

é natural que ela vai reagir muito apaixonadamente à crítica, né? Vai agir muito apaixonadamente a uma demonstração da incoerência, e por isso é natural, no pleno momento, a violência, né? Contra a ovelha que veio lhe alertar. Mas cabe a paciência, cabe realmente não tratar tudo como o Matheus falou aqui, como futebol, como torcida organizada, mas ter paciência, sabendo que o Senhor vai realmente...

atrair os seus, né? E convencê-los no momento certo. Cabe a gente só ser instrumento de suas mãos e fazer a nossa parte de anunciar. Com mansidão e paciência. Matheus falou aqui, virou futebol e infelizmente o meu São Paulo tomou na cabeça ontem. Vixe, rapaz, o São Paulo está tomando na cabeça há muito tempo, né? Saudade, ali nos anos 2000. Saudade, saudade. Deixou saudade, viu? Que merabão.

E ele também termina aqui no artigo, falando também, na última parte, sobre o perigo da soberba após a saída. O que você diria sobre isso aqui para a gente se aplica? O perigo... Acho que é um pouco do que a gente vem falando mesmo. Não se tornar soberbo em cima...

Às vezes eu percebo que as pessoas caem, usam a teologia de forma gnóstica quase. Quem tem esse tipo de conhecimento aqui é um salvo, e quem não tem a perfeição nesse tipo de conhecimento, ele não é um salvo. Ou ele está de um certo nível abaixo do que eu estou.

E não é essa a ideia. Nós temos a verdade e a gente leva a verdade que é Cristo para as pessoas. Então essas pessoas terão contato com o Evangelho, terão contato com Cristo e esse processo todo que a gente conversou de... Opa, peraí, tem alguma coisa errada. Isso aqui está conflitando com Cristo. Isso aqui está conflitando com o Evangelho.

Mas não é no sentido de, olha, se você não entender isso aqui perfeitamente, então você não é um crente, você não é um salvo, né? Ou, olha, eu entendi isso aqui e isso aqui é o evangelho. Isso aqui, se você não entender essa parte aqui da eleição XYZ, se você não crer dessa forma exata...

E eu percebo que, infelizmente, a gente tem caído muito nessas questões, né? De ser meio gnóstico, não vai ser bem. Tem que saber de ser o que é primário do que é secundário também, né?

Exato, é uma boa forma de tratar isso. Eu penso que muitas muitas seitas religiosas, elas erram exatamente nisso, elas geralmente com mosquitos engolem um camelo. Já percebeu? As questões que são essenciais, fundamentais, ah não, ah, mas o que é que tem?

O antigo, o pastor, o ancião, falou algo absurdo acerca da pessoa de Cristo, mas porque ele é o ignorante, é de outra época. Ou seja, é muito maleável com questões que deveriam ser primárias. E com aquelas que são secundárias, essas são só características da denunciação, sei lá, uma questão de para quem é o batismo, ou então o uso do levo. Coloca isso num patamar...

de dogma, né? Tipo, de questão primária da fé, de separar quem é crente e quem não é. E aí você percebe essa falta de equilíbrio mesmo, né? Acho que o evangelho, ele traz um bom estudo teológico, saudável, traz esse equilíbrio pra gente saber discernir com qual grau de aguerridos, né? Nós devemos lidar com cada uma das questões.

Mas é isso. Quem quiser ler o ativo completo, um ativo muito bom, lembrando, vai lá no nosso blog, ou melhor, no nosso site, né? A minha tendência é falar de blog, mas a nossa CEO não deixa. A Taline, perguntaram mais cedo, né? Se a Taline viria ou já não pôde, né? Mas esperamos em breve que ela retorne aqui, que é sempre bom também ter a presença dela conosco, né? Sempre, sempre legal.

Está lá no nosso site, www.evangeliosembros.com. Também saiu outros artigos, tá? Isso aqui é de 15 dias atrás. O dessa última semana foi o do Wesley Ayres. Letra ou Espírito? A distorção que afasta se receber da Bíblia. Então, tem mais artigos lá para a gente aprender, para a gente discutir. E nos nossos próximos programas vamos trazer os que ainda não comentamos aqui, tá bom? E vamos finalmente para a nossa...

Nosso momento de indicação cultural. Começando aqui com o Felipão. Separou o que para nós hoje, Felipão? Bom, obviamente, recomendamos a leitura dos livros do George Orwell. Estou lendo, inclusive, o livro que trata dessa questão. Mas... O 1984. É, o 1984. Estou lendo esse. Não tinha lido ainda. Estou lendo. E recomendo. Vamos ler, pessoal. Vamos avaliar.

E é um clássico que, apesar dele não ser um cristão, ou pelo menos não trazer na obra o cristianismo em si, mas é um clássico que ajuda muito a tratar com as questões de seito. Mas vamos falar um pouco sobre uma outra indicação aqui. Para quem gosta de Star Wars. Opa! Estou assistindo uma animação, uma série que foi lançada ali, que é M.O.L.

conta a história do Darth Maul. É uma série que eu tô achando muito boa, muito boa. Tanto a parte gráfica quanto a questão dos conflitos do Darth Maul. Ele foi... O Darth Maul é um dos vilões mais fortes ali dos primeiros do episódio 1 e 2, se eu não me engano. E aparece ali lutando com Obi-Wan. Enfim, com alguns Jedi, mata o...

um Jedi que era o mestre do Obi-Wan, me fugiu o nome agora, e depois o Obi-Wan corta ele pela metade lá e ele cai num abismo lá, mas ele sobrevive, né? Então essa série mostra um pouco da história dele, do Maul. É bem legal, graficamente interessante, a história é legal, tem a presença de Jedi, tem uma trama muito bem construída, eu tô gostando bastante. Recomendo pra quem gosta de Star Wars e quem gosta de animação como eu.

galera que gosta desse mundo aí do Star Wars. Opa, será que o Jarbas acho que o Jarbas caiu, hein? Nos deixou aqui. Foi arrebatado. Bom, vou falar mais um pouquinho da série até que nosso irmão aí reapareça do Neyda aí pra falar dele.

Então, bom, a série Star Wars, pra quem gosta dos filmes, né, etc. Mesmo pra quem não gosta muito, o que é legal do Maul, dessa série Maul? Mostra que um vilão não é tão simples assim. Ele é muito complexo, né? Então mostra os traumas, o que ele lida, como é que ele se torna quem ele se tornou.

E é uma reflexão interessante para a gente. Acho que os filmes mais recentes têm feito bem esse lado de trabalhar os conflitos em que os seres humanos lidam. Tanto pessoas que nós consideramos boas como vilões lidam com esses conflitos, mas ao mesmo tempo...

O interessante é como nós reagimos a essa situação, né? Então o próprio Maul ali na série, ele reage se tornando um vilão a situações que não é que ele tá errado naquela situação, realmente é um trauma, realmente são situações que ele viveu que são absurdas, né? Não se assustem com essa aparência aí, né? A gente tá acostumado a ver isso associar a demônio, essas coisas, mas na realidade ele é um extraterrestre, ele é de outro planeta e ele tem essa aparência feia aí mesmo.

mas... A minha audiência, caí do nada. Vocês saíam aqui. Vocês saíam aqui. Mas voltamos.

Então, a questão é essa que é legal você olhar nessa série e outras que trabalham vilões, que trabalham bem, porque temos que fazer mal essa construção do vilão, porque começa a justificar demais o vilão e aí mostra quase como se fosse bonzinho, né? Não é o caso aqui. Aqui mostra os conflitos, mostra a reação dele diante desses conflitos e infelizmente ele acaba indo pelo lado de se entregar ao ódio, à ira e etc.

E é interessante para a gente trazer para a nossa realidade também, que nós lidamos com conflitos que poderiam nos levar à vingança, ao ódio, à maldade, mas que nós resolvemos ou decidimos em Cristo levar para o outro lado, do arrependimento, de olhar a nossa responsabilidade diante daquela situação, de olhar que é o efeito da queda, que isso afeta toda a humanidade, então a nossa resposta vai ser Cristo, vai ser a cruz.

e não que é o amor e a misericórdia e o perdão diante dessas situações perfeito, tem tudo a ver com o assunto da nossa live, nosso programa hoje eu estou vendo aqui que está muito bem avaliado essa animação 8.7 de 10 no MDB

Eu confesso que estou com dificuldade de assistir as produções mais recentes de Star Wars, porque eu não tenho a assinatura da Disney. Eu assino a Netflix, assino também a Prime, mas no momento não assino a Disney. Já assinei há algum tempo atrás, mas deixei de assinar.

É por isso que ainda não assisti. Mas eu gosto muito de Star Wars e esse é um personagem que marcou, né? Como você falou no episódio 1. Apesar de ser uma trilogia inferior à trilogia prequel, da clássica lá do episódio 4 ao 6. Mas ele, no episódio 1 da nova trilogia do Star Wars, da segunda, né? Que foram três no cinema.

mas na segunda ele marcou presença, apesar de só ter aparecido em um dos filmes. Então deve ser interessante conhecer um pouquinho mais da história dele, não é isso? Quer dizer que ele começou bom, começou um Jedi, por assim dizer, e aí depois... Não, ele, na verdade, ele começou sendo recrutado já por um Sith, mas ele foi conduzido a essa situação de formas que ele acabou tendo que...

acabou tendo, como era uma criança ainda, e acabou tendo que ceder àquela situação e se tornou... foi liderado por um CIF, né? Pelo próprio Sirius. Sirius. Ah, entendi. Matheus já perguntando, qual filme da saga você gosta mais? Das três? Eu? Eu? Ah...

Cara, de todas, a clássica, né, os primeiros lá são os melhores. Sabe o que é legal dessa série? Mostra o Vader, cara. A aparição do Vader é fantástica, cara. O momento que o Vader se encontra com o Darth Maul é fantástico, cara. Eu cheguei nesse episódio. É igual a aparição dele no final de Rogue One, quer de arrepiar.

É, é bem dessa linha, de arrepiar, cara. Ele aparece e o negócio... Aparece aquela respiração dele em Rogue One, eu já assisti, né, no finalzinho. E aí quando eu penso que não sabe de luz vermelha, eita, aquela cena é fantástica. Eu acho que talvez, fora da trilogia, Rogue One é meu filme favorito, né, de Star Wars. É muito top. Você já assistiu Rogue One?

Assisti, muito bom. Acho excelente esse filme. Eu acho melhor de Star Wars. Eu quero responder também a pergunta, já que você respondeu a trilogia básica como um todo. Também prefiro a trilogia clássica, mas dos três eu prefiro provavelmente o episódio 5, que é o que o... E aqui eu não vou dar spoiler, porque é muito antigo isso. Todo mundo já deve saber. Que é quando o Darth Vader, esse é a vela pai do... O que é o nome dele agora? Fugiu. O Jedi.

Não é Anakin, Anakin é o Darth Vader Antes de se tornar Darth Vader, né? É Luke Skywalker Luke Skywalker Filho do Anakin Matheus concorda comigo Essa cena do Darth Vader Torna ele o melhor, episódio 5 Meu irmão, vou ter que ficar um pouco off aqui Mas pode ir falando que eu tô aqui, tá? Beleza, eu vou aqui já dar Minha indicação cultural Indicação cultural E o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o

É um filme que eu assisti recentemente, mas que também serve muito para representar o que nós discutimos hoje. Vamos ver se o Matheus assistiu esse. Isso aqui é bom demais. Acho que tem no Prime. Vou botar no Prime direto. Rapidinho. Matheus, você assistiu esse daqui?

Vai aparecer aí na tela para vocês. Zona de Interesse. E aí? Esse filme conta a história de um comandante de Auschwitz, o campo de concentração nazista, que foi o Rudolf Reuss. E como ele e sua esposa se esforçaram para construir realmente uma casa, um lar, ao lado do campo de concentração.

como que vivendo assim, né, maior tranquilidade, como uma vida normal, entende? É assim, sem qualquer peso de consciência moral com relação ao que estava fazendo ali no campo de concentração ao lado, né? Citou assim que viviam os judeus ali naquele, o maior campo de concentração, o maior assassinato, genocídio em massa da história da humanidade.

E ganhou dois Oscars esse filme. Eu acho interessante ele porque mostra muito disso que a gente discutiu na live aqui, né? Dessa questão de você ter um sistema que acaba deixando as pessoas insensíveis, apesar de contradições, elas acabam encontrando identidade naquele sistema, no partido, né? E com isso, convivendo com essas atrocidades, por vezes, com essas incoerências sem grande...

Peso de consciência. É interessante ver esse filme que não mostra nenhuma cena real lá no campo de Auschwitz, só mostra os sonhos. Eu diria que o som é um personagem desse filme, praticamente, tá? Quem ainda não assistiu, assisto. Vocês vão prestar muita atenção, devem prestar muita atenção no que está acontecendo ao fundo, em termos de sonho, os barulhos que você ouve.

mas não mostra cena nenhuma. E é isso que é curioso, ele mostra uma cena bucólica, uma cena cotidiana do dia a dia de uma família, como se fosse uma família normal, não uma família de um comandante nazista, lidando com esse cenário tão avassalador, tão, digamos assim, insensibilizador de consciências, que faz com que a dissonância cognitiva seja real. Eu diria que nem dissonância cognitiva, porque a gente não tem um incômodo.

Eu diria que ainda é na parte do duplo pensar, no duplo pensar em que, por um lado, falam, poderiam acreditar, digamos assim, no valor humano, mas somente de alguns humanos, que alguns são mais iguais do que outros. No caso, a raça ariana, enquanto que outros povos, muitas etnias deveriam ser exterminadas. Imagina só você conviver com essas ideias, não é?

Mas enfim, gostei muito desse filme e recomendo demais. Está no Prime Video, está bom? E, claro, ele é um filme um pouco lento, mais cabeça, sim. Não sei se vocês curtiriam. Vocês preferem um filme talvez mais agitado, mais de ação. Esse aqui não é, tá? Esse é um filme mais calmo mesmo. Mas é para quem gosta de refletir, entende? E eu pessoalmente gosto de filmes assim, de reflexão.

O Matheus falou que assistiu, gostou bastante, né? Sobre o egoísmo da família, o casamento e outras nuances que tem nessa obra. E ele indica um filme que eu também gostei muito. O Matheus está indicando aqui o filme Ela. Eu assisti, que é com a Scarlett Johansson, né? Como a Ela, a inteligência artificial do filme. E com o protagonista, o Roach Phoenix, né? Eu achei muito bacana esse filme.

ele acaba se apaixonando ali pela inteligência artificial. Também dá para correlacionar com o que a gente tratou aqui hoje, né? Você vê que o sujeito foge da realidade, né? Ao criar sentimentos por uma simulação, por algo que só existe no algoritmo.

e não é, de fato, uma pessoa real, né? Mas acaba preenchendo, dando a ele um senso de propósito, de identidade, e por isso mesmo ele se afeiçoa à inteligência artificial. O Felipão voltou aqui na tela, está nos ouvindo? Agora sim, estou sim. Nós indicamos o Ela, no caso aqui o Matheus, né, indicou, e eu indiquei o Zona de Interesse, você conhece?

Não conheço esse daí, eu não tinha. Não achei, né? Filme Ela também não. Não achei nenhum dos dois. Muito bons dois, tá bom? Você vai gostar, né? Tem a sua cara. O Matheus falou que é uma reflexão muito boa sobre o futuro, até mesmo sobre a realidade de pessoas que se relacionam com a IA. Realmente, ele é bem profético, né? Esse filme Ela.

Mas é isso, cerramos por hoje. Boa. O Felipe vai levar o filho dele para a escola, eu vou almoçar. Eu quero agradecer a todos que estiveram aqui conosco, o Matheus aqui especialmente, que contribuiu bastante com a live. Esperamos encontrá-los no próximo programa, em que nós vamos falar provavelmente sobre a relação da CCB com a palavra, a ideia de letra mata.

Vamos tratar essa conversação, que foi o artigo publicado nessa última semana. Acho que na semana passada foi isso, não é, Felipe? O artigo do... Sim, do Wesley. Do Wesley. O Wesley tem contribuído com alguns textos aqui pra gente. Tem feito textos muito legais.

Então, na semana que vem, nós vamos comentar. Lidado com questões mais voltadas para a CCB, né? A gente tem tentado alternar e trazer temas que se aplicam mais para a CCB e outros que mais abrangentes. Perfeito, perfeito. E é isso. Espero encontrá-los na semana que vem. Deus os abençoe. Vamos sair com oração. Filipe e o Felipão terminar aqui nossa live com oração por todos que assistiram e que ainda vão assistir esse programa gravado.

Senhor, somos gratos, Pai, somos gratos pelo Teu Filho, somos gratos pela Tua Palavra que nos ilumina, que nos ajuda, Senhor, a caminhar mais próximos a cada dia de Ti, Senhor, e a sentir cada dia mais o Teu amor, Senhor.

Cada vez mais vemos Cristo, cada vez mais se revelando e se tornando diante de nós a verdade, a grande verdade que preenche todos os espaços do nosso coração, Senhor. Nos ajude a lidar com as dúvidas, com os pensamentos que surgem diante desse processo, mas ao mesmo tempo, Senhor, quebre os corações que estão no duplo pensar.

na dissonância cognitiva, e que não querem, Senhor, abrir mão do sistema ou daquilo que está preenchendo o vazio, ainda que no fundo eles saibam que esse preenchimento não é completo. Senhor, mas dê força, dê luz. Quebre os corações para que a verdade entre e ocupe esse espaço que só pertence a Cristo. Em nome de Jesus, amém. Amém, amém. Glória a Deus.

Então é isso. Até semana que vem. Ó, mais uma indicação, Matheus, que eu assisti há muito tempo esse. Apocalipse Now.

Assisti faz muito tempo, tanto que eu mal lembro a história. Essa aí é de uma invasão extraterrestre, se eu não me engano? Ou não? Eu estou enganado. Acho que é isso. Acho que é isso mesmo. Eu assisti também, mas faz muito tempo. Esse filme é muito antigo, hein? Mas eu lembro que é muito bom. É bom. Mas é isso. Semana que vem estamos juntos, né? Só escreve aí pra gente, Matheus. Escreve o artigo aí pra gente e a gente traz você aqui pra gente falar de cultura e arte.

Deus abençoe, meus irmãos. Tamo junto, até a próxima, até sexta-feira, né? Se der tudo certo. Até, um abração, até a próxima.