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Revitalizando espaços, devolvendo a vida: Ana Luiza Piza e Heitor Wegmann na Agenda Carioca

08 de maio de 202639min
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Na Agenda Carioca, com Antonia Leite Barbosa, um encontro que revela os bastidores de quem está transformando o Rio de Janeiro a partir da revitalização urbana.

Ana Luiza Piza e Heitor Wegmann, ambos diretores e fundadores do Instituto Carioca Cidade Criativa, são os convidados do episódio para falar sobre o trabalho de recuperação de áreas degradadas da cidade.

Ao longo da conversa, eles explicam como surgem os projetos de reocupação urbana — desde o mapeamento de espaços abandonados até a articulação com diferentes agentes para devolver vida, segurança e uso à cidade. Também compartilham os desafios e impactos de transformar territórios esquecidos em espaços ativos, mostrando como é possível ressignificar o Rio e construir um futuro urbano mais vivo e integrado.

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Assuntos8
  • Revitalização Urbana no Rio de JaneiroInstituto Carioca Cidade Criativa · Parceria público-privada · Recuperação de áreas degradadas · Reocupação urbana
  • Restauração do Museu da RepúblicaChafariz Nascimento de Vênus · Chafariz dos Leões · Portões de entrada · Gradil · Equinor
  • Parques e Espacos PublicosCentral Park · High Line · Museu do Amanhã · Parceria Público-Privada (PPP)
  • Restauração de Obras de Arte e MonumentosParque da Catacumba · Portão do Parque Guilherme · Esculturas de Niemeyer · Inventário dos Monumentos do Rio de Janeiro · Réplica da Estátua da Liberdade em Vila Kennedy
  • Cultura de Civilidade e Cuidado com o Espaço PúblicoEducação · Cultura de respeito · Teoria da janela quebrada · Japão · Estados Unidos
  • Restauração da Praça General OsórioChafariz · FEComércio · Instituto Edux · BTG Pactual · Supermercado Zona Sul
  • Desafios da Burocracia e Captação de RecursosLeis de incentivo à cultura · Lei Rouanet · Tempo de execução de projetos · Sensibilidade dos empresários
  • Hierarquia de Investimentos e Áreas de Difícil AcessoPrivilégio da Zona Sul · Associação de marca com áreas de conflito · Centro do Rio de Janeiro · Campo de Santana · Estação da Leopoldina
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Agenda Carioca Hoje a Agenda recebe dois cariocas que decidiram parar de reclamar do poder público e botaram a mão na massa. Eles criaram em 2019 o Instituto Cidade Criativa, voltado para restaurar patrimônios públicos que a gente achou que tinham sido abandonados para sempre. Muito obrigada, Ana Luisa Pisa e Heitor Wegman. Prazer enorme ter vocês aqui. Prazer. Prazer. Muito obrigada pelo convite.

Eu venho acompanhando. Eles não vão ter fôlego para o próximo. Não é possível. Isso já foi grande demais. E cada vez mais vocês têm devolvido os verdes presentes para essa cidade. É emocionante ver a mobilização e a parceria público-privada. Eu aposto tanto nisso.

que a iniciativa privada possa chegar onde o braço do poder público não tem recurso, não tem orçamento. E os dois tiveram essa experiência de estar do outro lado do balcão. Ana Luíza foi subsecretária de conservação do município do Rio. Heitor Wegman foi subprefeito da Zona Sul durante as Olimpíadas, nesse período curto, mas mais desafiador, com muitas demandas, poucos recursos e muita criatividade, Heitor. Com certeza.

E também eu acho o máximo, eu tenho muita admiração por quem se propõe a ser presidente da Associação de Moradores. E você foi do Jardim Botânico por um bom tempo. Por sete mandatos. Sete mandatos. Porque é de um altruísmo, né? É só dor de cabeça.

Aliás, vocês são gestores de crise, de apurrinhação e passadores de pires, porque, bem ou mal, o Instituto depende dos recursos privados e chegar no cliente certo. Como foi agora esse projeto recente, que eu queria que vocês começassem contando dele, que foi o FIT da Equinor, uma empresa estabelecida ali no Flamengo, que abraçou e adotou o Museu da República, o restauro que vocês pretendiam para o museu, que vocês mesmos vão contar, por favor.

Vamos lá. É que em Nora a gente brinca que foi um casamento perfeito. Ela é sediada ao lado do Museu da República. Os funcionários dela usam o jardim do Museu da República todo dia para, na hora que sai, descomprimir, como passagem segura para as áreas onde tem os restaurantes. E, claro, eles adoram o espaço.

e sempre tiveram essa ideia de pensar em fazer alguma coisa ali. Aí procuraram um museu na hora que o museu nos procurou. Então foi um casamento de sinergia, de momento ali de um universo conspirando a favor. E a gente estava montando um projeto e eles procurando.

E quais eram as demandas mais urgentes? Então, o museu queria colocar os chafarizes para funcionar, dois chafarizes, queria colocar portões para voltarem a abrir, porque não estavam podendo ser abertos mais. Esse é um dos chafarizes que foi restaurado? Esse foi o chafariz Nascimento de Vênus, que é um chafariz lindo. A obra que tem ali em cima, que é a Vênus, ela é do artista Mato Ramo Rô.

que tem obras expostas no Museu d'Orsay em Paris. Então, a gente viaja para Paris quando a gente tem aqui, debaixo do nosso umbigo, obras tão lindas e importantes do que tem lá em Paris. Então, foi um prazer poder restaurar e colocar ele para funcionar novamente. Esse é o Chafariz dos Leões. E essas bacias não existiam mais, né? Não, não existiam. O museu nos forneceu desenhos super antigos que eles tinham guardados para poder a gente fazer a réplica das bacias.

e colocar toda a parte hidráulica para funcionar. Ele é todo de mármore de Carrara, enfim, uma joia lindo de morrer, chavariz de leões. Dois portões que não abriam, estavam super comprometidos. Esse já é o portão da segunda etapa do restauro que a gente fez ano passado, entregou agora no início desse ano. São dois portões da entrada principal do Palacete, do Museu da República. Esse daí foi confeccionado na Alemanha.

e trazido para cá na época do Barão de Nova Friburgo, que foi quem construiu a residência, que era a residência dele. Então, o museu é riquíssimo de história, de peças vindas da Alemanha e de outros...

Tem também a grade, que está sendo restaurada agora. O gradil também. O gradil também estava todo danificado. A gente recompôs todos os ornamentos. É corintiano, é jônico. Como é que chama isso? Não, tem uma referência. Arabescos, de flores. São lindos. Lanças faltando.

E fora o Estado... Agora, eu tenho a sensação de que a gente se acostuma com a paisagem depredada e quando fica restaurado a gente se surpreende. Deveria ser o contrário, a gente deveria ficar incomodado com o abandono e normalizar o belo. O belo, exatamente. Mas acho que fica todo mundo esperando por alguém que faça, né? Ninguém tem uma atitude de fazer. Então o pessoal acostuma com aquela imagem que realmente é uma imagem degradada, que ninguém gosta de ver.

e você acaba se acostumando com aquilo que não era para ser assim. Não deveria se acostumar. Então, você morou muitos anos no Japão. Morei um tempo. Depois fui morar nos Estados Unidos, meu pai ficou mais de dois anos lá. Meu pai era adido cultural, né? Adido das Forças Armadas. Ele é militar e da Marinha.

Aliás, agora você deve ser só tio da Alice Wegman, né? Estou brincando. Você é uma atriz maravilhosa e consagrada e que está levando o sobrenome da família ainda mais longe. Mas, voltando ao Japão, eu estive lá no passado e é um choque de civilidade, de cuidado. Eu peguei numa estação de trem, funcionários limpando com flanela a lixeira, coisas que, assim, a gente não meia... É impensável na nossa realidade. O que é essa experiência de dois países tão civilizados?

transformou em você e no seu olhar? Primeiro, passa pela educação do povo. Falta isso no nosso país, infelizmente. O povo, infelizmente, não tem acesso à educação. Espero que isso mude. Também passa pela cultura, que a gente não tem isso. O Japão é um povo que respeita tudo e gosta de tudo que tem. Uma coisa que a gente não faz, a gente viaja para o exterior.

Para valorizar o que eles têm. E nós temos aí, está aí o exemplo do Museu da República com um palácio maravilhoso, o jardim que todo mundo adora. E os meus filhos já foram fazer passeio escolar lá, todos os dois, mais de uma vez. A gente não daloriza também a nossa história, a gente não conhece, não preserva essa memória como deveria.

Agora, o Japão, eu cito até um exemplo, o Japão que se foi, você viu que é tudo limpo, e aqui no Brasil, no Rio, o Setão é bom exemplo disso, que a questão é quando você vai no lugar onde o lugar é limpo, você acaba ficando constrangido de sujá-lo. Então, você vê o exemplo que eu sempre cito, a Uruguaiana. Em cima, aquela lixo, aquela coisa, todo mundo joga tudo no chão, se desce ali um lance de escada, vai para o metrô da Uruguaiana, é tudo limpo.

Porque já é limpo. Então a pessoa fica constrangida de jogar mais um papel. Ela vai jogar na lixeira. Tem uma teoria da janela quebrada, que vocês poderiam até explicar como é que funciona. Se você não conserva a sua janela, a janela é metaforicamente. A vidraça. A vidraça. A gente tem um exemplo bem fácil disso. Um dos portões que a gente restaurou há dois anos atrás no Museu da República, quando a gente chegou para restaurar, ele estava todo pichado num grau máximo.

E já tem um ano que ele está restaurado e nada aconteceu. Nenhuma pichação. Então assim, você deixa ele pichado, só vai pichar cada vez mais, né? Você conserta...

está tão intocado ali. Então, assim, o deixar, a primeira pistação tem que ser retirada rápida. Você não pode deixar. Senão vão vir outras. E você mantendo, deixando ele limpo, não acontece de novo. É incrível. Iniciativa, a gente tem o highlight. O Central Park já foi um exemplo para o mundo da transformação de um parque abandonado na década de 80. O que eu posso te dizer é...

Não é diferente lá fora. Então, falando de Central Park, vamos falar um pouco de mundo, né? Quando eu fui trabalhar na prefeitura, eu quis entender muito por que lá fora era tudo bonito, lindo e fácil, e chegava aqui e era complicado, né?

e vi que não foi difícil. O Central Park começou o movimento em 1970 e ele levou 10 anos para conseguir ser o que ele é hoje, esse modelo do Central Park Conservancy. Começou com um empresário que morava ali, em frente ao Central Park, incomodado, que falou, não posso ser, acho que era o dono da American Express, não posso morar aqui em frente e ter esse Central Park, né?

lotado de cracudos e assaltos e prostituição, eu preciso fazer algo para mudar essa realidade. E aí ele pegou, juntou outros empresários e encomendou da Universidade de Colômbia um planejamento estratégico para ali. Então, precisa ter a movimentação, precisa ter um recurso privado para poder ultrapassar as várias gestões, porque ele passou por 10 anos, né, diversos prefeitos e governadores em Nova York para poder implantar isso. Então, é...

Lá não foi fácil. Hoje ele virou um case de sucesso. Depois dele implantar o Central Park, vieram Highline todas as praças e parques de Nova York e os Estados Unidos inteiros copiando esse modelo para as suas cidades.

E aí a gente vai para a Europa, também não é diferente. Na Europa, hoje, a gente tem, em todos os grandes países, vou citar aqui três que são importantes, a França tem Museu d'Orsay, Rodin, Louvre, L'Orangerie, todos são geridos pela iniciativa privada, junto com o poder público.

Inglaterra tem, British Museum, Scientific Museum, todos também, muitos, todos importantes. A gente tem aqui uma parceria de sucesso, que é o Museu do Amanhã, né? Sim. Que foi uma PPP que deu certo. Inclusive, a prefeitura depois saiu. Era uma PPP e depois o prefeito brinca que ele soube escolher os parceiros certos, que iam dar continuidade. E aquilo fica. A Engie, enfim, outras empresas que adotaram.

eternamente funcionando. Então, assim, esse é o modelo. É fácil, não. Agora, triste que você falou de passar por várias gestões. Infelizmente, os políticos no Brasil querem colher, acho que no mundo, querem colher na sua própria gestão. Ninguém quer morrer semente, como dizia o Frei Beto. É, mas aí se você consegue colocar uma iniciativa privada ali...

entre aspas, segurando, não blindando, mas mantendo aquilo, aquilo se perpetua, fica. Eu digo isso para fortalecer a necessidade de um instituto. Agora, tem uma questão também do orçamento para a Secretaria de Conservação. Eu vivi isso na pele porque recebi uma demanda de moradores de Ipanema para o restauro da escultura do Piero Machado, que foi vandalizada e caíram pedras, placas que descolaram. Na Nação da Paz?

Elas estão guardadas, pesam uma tonelada. E aí o restauro disso é muito caro, o orçamento não comporta. Bota aí na listinha de vocês. Já chegou até a estudar a Praça Nossa Senhora da Paz, fizemos nós todos com sinalização, brinquedos novos e o restauro.

Mas essa parte burocrática é sempre um problema. Então, fala um pouco da praça que está ali do lado, que vocês restauraram. Vamos botar a foto da Praça Nossa Senhora da Paz. Não, é a General Osório. Desculpa, na Praça Nossa Senhora. Então, fala um pouco da praça que vocês conseguiram restaurar, que está ali do lado, da Praça General Osório. Eu fui nessa inauguração, me lembro também de uma parceria com a Federação do Comércio, se eu não me engano.

O presidente Antônio Queiroz estava lá, inaugurando com vocês essa praça tão importante. Conta desse projeto.

Foi uma união bacana de empresários, teve FEComércio, teve Instituto Edux, teve BTG Pactual, teve Supermercado Zona Sul. Então, a gente conseguiu unir esse grupo de empresários, os moradores nos pediam essa entrada nessa praça que era pior de Ipanema e junto com a Secretaria de Conservação, que também nos pedia muito para o chafariz que estava...

sei lá, mais de 10 anos sem poder ligar, funcionar, porque estava com bomba quebrada e precisando de cuidado.

E ali a gente busca sempre não só cuidar do espaço, né? A gente envolve os moradores, envolve a associação de moradores. Ali tem várias tribos, né? Tribos dos idosos, tribos do pessoal do Parcão, tribo que não existia. Os cracudos que também são desafios. Cracudos que foram um desafio de assistência social. Um desafio grande e que não acaba nunca, tá? É um desafio eterno. Não tem como você desaparecer com os cracudos e moradores de rua, né?

A gente busca... Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven Aven

inserir a prefeitura nesse papel de acolhimento, de educação, de pedir para, se ele quiser ficar ali, para ele se comportar e ter atitudes civilizadas junto com quem mais ali frequenta. E a gente uniu todos esses agentes públicos, privados e da sociedade civil organizada para fazer com que ali...

passasse a ser um lugar que voltasse a ser bem frequentado e utilizado. E a gente teve um êxito muito bom. Também tem o Ipanema presente ali dentro, que também participou e nos apoiou. Então, assim, é um grupo enorme que a gente tem que mobilizar em determinadas áreas. E uma articulação como essa leva quanto tempo, Heitor? Entre vocês conceberem a... Vamos botar a atenção nessa praça e até... Nosso projeto, como são escritos nas leis de incentivo à cultura, geralmente na Rua NER,

Nós estudamos o local, procuramos, geralmente são os mesmos patrocinadores, porque eles já são parceiros, e inscrevemos o projeto na Lei Ronaise, demora um tempo, porque também tem toda a parte burocrática, aí nós vamos captar o recurso.

E assim que o recurso é liberado, a gente começa a executar. Então, eu diria que nos dois anos. Vocês estão sempre olhando três anos à frente da entrega, né? O que vai ser entregue daqui a dois, três anos, vocês já estão executando hoje. É o projeto e começando. A parte burocrática é o que mais atrapalha, porque você vê o dano é feito de imediato. Mas quando você quer restaurar qualquer coisa, tem que passar por tantos órgãos que isso acaba demandando tempo. Quando a gente vai realmente atuar no problema...

o problema está pior do que quando nós pegamos, quando nós recebemos. Então, isso é um problema sério.

Eu vou dar um exemplo, voltando a uma experiência pessoal, eu sou descendente do Quintino Bocaiuba, que tem uma estátua ali na entrada da Fonte da Saudade, e a família queria cuidar. Entrei em contato com a Secretaria de Consolidação, mas para fazer um mapeamento, precisa de drone, precisa de andaime, não é quanto vai custar, a gente paga a conta. Até para entender o tamanho da erosão e o desafio.

Essa praça aí, por acaso, nós dois fizemos lá atrás, quando eu era presidente da MJB. Ali não é a área da associação, mas só que eu já estava vendo um embalo com tantos parceiros. E ali eu consegui, na época, a parceria com o Piero Neto Advogados, que fica ali ao lado. E eles doaram o brinquedo.

Então, eu como amo a JB, ajudei um bairro vizinho, um local do lado. E a prefeitura, através da Ana Luísa, do subprefeito, secretário, eles entraram com par de iluminação, de alambrada, a gente criou, não tinha. Não tinha, não era uma área habitável pelas famílias. Então, a gente ouviu todo mundo e aí criamos um espaço para os cachorros, está lá até hoje, um espaço para os brinquedos para as crianças.

E tem, eu lembro dessa escultura, até recentemente o Tedin me procurou, porque a família... É, somos parentes. E eu estive lá com ele vendo, né? E aí eles estavam vendo como eu ia fazer essa parte de restauro da escultura.

Não abandona a gente não, vamos botar aí na lista de... Vamos. Agora, vocês estão com cinco anos de instituto, não? Sete. Sete. O que mudou na realidade? Você falou que são sempre os primeiros parcials. Vocês têm conseguido sensibilizar mais empresas? Então, são sete anos que nós fundamos o instituto, mas quando nós saímos da gestão de Eduardo Paes em 2016, cada um seguiu o seu rumo. E aí, na época, a Ana Luísa me procurou e falou, olha, a gente não pode deixar a cidade.

a mercê de qualquer gestor que entra. Então, ela me procurou, falou, vamos criar alguma coisa. E aí surgiu a ideia de criar um instituto. E levou uns dois anos para formatar isso e pensar como seria feito. E aí, em 2019, nós fundamos o Instituto... O primeiro projeto de vocês foi o Parque da Catacumba ou não? Foi. E o Portão do Parque Guilherme, os dois. Os dois. O Restado do Portão do Parque Guilherme e o Restado das obras de arte do Parque da Catacumba. Isso. Mais do 32. Mas a gente criou, na verdade, o instituto.

por causa do Jardim de Alá, que estava abandonado naquela área lá, que quando eu, como sub-prefeito e ela, como sub-secretária, a gente tinha pretensão de revitalizar aquela área lá, que ficou ainda pior depois que o metrô saiu. Foi o final de gestão, minha e do Heitor, foi ali visitando o Jardim de Alá, com a associação de moradores, com o IRPH.

É um embrólio de 40 anos que a gente espera que agora se resolva. Mas, enfim, tem uma pedra aí no caminho. Não sei bem quando vão tirar, mas a obra tem de estar paralisada, infelizmente. Mas vamos falar do foco de arte, porque acho que vocês também têm essa sensibilidade artística e gostam muito de projetos ligados a... A gente adora. Quando eu saí da prefeitura, em 2016...

O Parque da Catacumba era um desejo, né? Na época o secretário não deu tempo de restaurar as 30 obras de arte que tem lá, então já era uma coisa que estava na minha cabeça. E também eu ficava assim, constrangida, né? Eu moro ali do lado, falo, poxa, do meu lado.

Vamos pensar... Nem no meu quintal eu que dou conta. Nem no meu quintal, então foi bom ter logo essa ideia de começar por ali. E o portão do Parque Guilhe também era uma questão pendente da prefeitura, que estava caindo escorado por cabos de aço. Então, assim, e quando eu estava na prefeitura, eu tive a oportunidade de...

mapear todos os mais de 1.200 monumentos da cidade. Até te dei um livro, lembra, lá atrás? Eu devia ter trazido. É. Nem mole. Imagina. A gente não tinha onde consultar os 1.200. Uma bibliografia desse patrimônio. Exatamente. Então, eu passei cinco anos no sufoco dentro da prefeitura e nos dois últimos anos eu consegui...

Compilar isso tudo no livro. Compilar isso tudo e entregar esse livro. Está vendo nas livrarias? Alguma coisa. De repente, a Jornal Atravessa pode ser que consiga. Inventário dos Monumentos da Cidade do Rio de Janeiro. E, com isso, eu tive que estudar os 1.200 monumentos, 1.200 praças, parques, todas as áreas que comportam.

Você vai criando um carinho, uma curiosidade de cultura, de arte, muito grande. E depois que sair da prefeitura, para mim é muito fácil pensar na cidade. Uma vez que eu tive que estudar o município inteiro a fundo e no detalhe. É curioso, você sabia que a gente tem na Vila Kennedy, a gente tem uma réplica da Estátua da Liberdade.

cópia da Estátua da Liberdade e feita pelo mesmo artista. Uma mini Estátua da Liberdade. A gente vai descobrindo muitas curiosidades para a cidade. Você parece que tirou palavras da minha boca, porque a minha pergunta era justamente sobre a hierarquia. Se o portão do Parque Guilherme, que fica embaixo do palácio do governo, está com risco de queda, estava antes de vocês assumirem o resultado, que dirá da Baixada? Quer dizer...

A gente tem verdadeiras joias espalhadas por toda a cidade. Não é um privilégio da Zona Sul. Não, não é. Pelo contrário. Mas existe uma hierarquia, privilegia-se, obviamente, projetos nesse circuito Elizabeth Arden. É difícil você conseguir uma empresa que queira investir em áreas difíceis, de difícil acesso, de difícil repercussão. Porque a empresa não quer associar a sua marca...

a um lugar que pode haver um conflito ali grande e que vai respingar para ela. Isso é muito triste. É uma realidade que a gente luta. A gente hoje está tentando pegar alguma coisa no centro. Aliás, eu queria dar os parabéns ao Tiago Gomidi, que o trabalho que ele faz está na história é fundamental para preservar e para jogar luz a muitos desses patrimônios. Então, a gente está pensando no centro, por exemplo, que é uma área que é uma área.

rica de história e tem muita coisa para ser feita ali. Há uns dois anos nós até pensamos em fazer o Campo Santana.

Campo de Santana. Fomos lá com a empresa de restauro, levantamos tudo, mas na época nós soubemos que o Tribunal de Contos de Estado ia doar para a Prefeitura, essas coisas nunca acontecem. Ali não é um território difícil de conseguir recursos para apoio. É um lugar que precisa, mas a gente não é tão distante como a gente está falando. Lembra até o mini Central Park. Então me cita um lugar que seja fora desse eixo mais óbvio, que está na sua lista de desejos.

O Campo de Santana seria um que, assim, nossa, um dos meus primeiros momentos de prefeitura, de cidade, foi conhecendo ali a estrutura do Campo de Santana, a Fundação Parques e Jardins. Inclusive a Fundação Parques e Jardins é dentro do Campo de Santana. É lá, é lá, é uma casinha linda. Esse parque é uma joia maravilhosa, assim, seria um sonho enorme meu.

que eu nunca consegui realizar, poder fazer alguma coisa por ali. Mas, olha, o orçamento do patrimônio histórico é claramente insuficiente. Vocês têm noção do tamanho desse buraco? De quanto mais precisaria ser? Falta sensibilidade do gestor ou isso é impossível? É impossível em qualquer lugar do mundo, Antônia. Estou te dizendo aqui que é na Itália, na França.

na Inglaterra, nos Estados Unidos. Esse gap é enorme e já está a iniciativa privada totalmente inserida nisso. Aqui também, tanto quanto. Mas acho que falta um pouco mais de sensibilidade dos empresários, das empresas. Se nós tivéssemos mais apoio, nós poderíamos avançar muito mais. Então, a gente está restrito a poucas áreas.

Porque falta muito. Apesar de ser uma lei, usar a lei Rouanet, a lei de incentiva à cultura, a gente vê muita dificuldade de ter acesso a essas empresas.

Então, se a gente conseguisse ter acesso, com certeza dá para abraçar o Campo Santana, a estação da Leopoldina, que no caso dela, eu adoro aquela estação, e começou o restauro e parou, que eu acho que ia revitalizar aquela área toda ali, da Francisco Bicalho, e tantos espaços que a gente sabe que a prefeitura não tem braço para isso, ela tem outros focos, segurança, saúde, educação. Então, se o empresário...

o dia que eles entenderem que usando uma renúncia fiscal, que através da lei de Rone ou qualquer lei de incentivo à cultura, ele vai conseguir, além de revitalizar e restaurar monumentos, com isso associar sua marca...

aquele bem que ele está devolvendo para o seu cliente, consumidor, a gente com certeza vai conseguir fazer muito mais do que a gente consegue hoje em dia, que está muito limitado ainda. A gente tem esperança que mude a cabeça dessas pessoas. Tem empresa que pode dar dinheiro bom também, não necessariamente contar com renúncia fiscal. Quando a gente está falando de um banco, de um conjunto de brinquedo para um parque, quer dizer, isso é dinheiro pequeno para certas empresas.

Citando isso que você acabou de falar, nós fomos contratados para a Praça Tau Alpa.

para o Instituto Beija, a empresária. Daquele Sultânia, um espetáculo. Eu fico arrepiada. Até fui uma vez fazer uma roda de conversa lá e conheço muito o trabalho do Instituto Beija e o que ela fez pela Praça Taualpa. E ela não é carioca, é uma paulista que vem abraçar a cidade. É uma empresária paulista abraçar o Rio de Janeiro, que é um absurdo. Como carioca, eu acho que é um absurdo isso. E aquela praça, quando chegou lá...

A Praça Tauau é aquela, só para quem não está visualizando, é uma praça que fica no final da Visconde de Albuquerque, ali na frente à praia, antes de chegar na Niemeyer. Então, quando nós chegamos lá, a gente estudou aquele espaço todo. Quando a gente chegou, tinha pinos de drogas, né? Seringa, né? Tudo, tudo. E era, assim, muito usado por dependentes químicos.

E quando nós entramos, nós pensamos, elaborando um projeto para poder mudar isso. E o nosso foco sempre é, além, é claro, da cultura, quando a gente faz qualquer projeto de restauro, a gente contempla todo o entorno. Porque a gente entende que cada vez que ele tem um espaço revitalizado, isso impacta diretamente na segurança pública. Aquele espaço, ele deixa de ser ocupado e se impacta negativamente na segurança pública. No momento que a gente pega e revitaliza, as pessoas passam a frequentar.

Aí nasce na pessoa o sentimento de pertencimento, ela passa a cobrar do poder público, seja a segurança, que é do Estado, do município, ou a limpeza da praça, e isso faz com que ela saiba como exercer a cidadania. Então, quando criou o Instituto, cada um largou que tinha sua vida profissional para focar em uma coisa.

A gente pensou, ou a gente vai morar fora de novo, ou a gente fica aqui e batalha para melhorar o que a gente tem. Então, a gente resolveu ficar e a gente vai, a cada dia, estudando os lugares, aprimorando e vendo, estudando como melhorar tudo. Você está falando da praça de Nova Taualpa. Eu passei por lá semana passada, à noite, já deviam ser nove e meia da noite, e tinham pelo menos umas 15 pessoas jogando xadrez no banco. Xadrez ou jogando carta, eu não lembro.

Eu falei, uau, as pessoas se sentem seguras de estar aqui, neste horário, jogando numa praça. Isso é a focação, a praça é para isso. Como é que a gente vê isso ser replicado em outras praças da cidade? E eu sei que o Instituto Beija não só financiou...

Porque tem a coisa de, vai lá, adota, tira foto, sai na imprensa, colhe os louros. Mas e a sustentabilidade desse projeto? Eu sei que todo ano ela tem um orçamento para a conservação. Nós sempre citamos a Praça Tauau, que foi adotada pelo Instituto Beijo, como um case de sucesso. Porque eles reformaram tudo, construíram banheiros.

e tomam conta. Eles fazem a manutenção. Tem uma zeladoria do espaço. Tem um banheiro público gratuito lá, tem lugar para a criança trocar fralda, tem bebedouro, tem tudo. Tem, inclusive, aliás, um quiosque delicioso de um refugiado que vende... Não tem mais. Mas tinha até agora. Deu trabalho, empregou um refugiado que precisa se estabelecer no Rio.

Agora, vamos atravessar a praça e subir para o Parque Dois Irmãos para contar do projeto do restauro. Eu estive lá com a Ana Borelli anos antes de vocês e ela me mostrou as esculturas do Niemeyer no chão, totalmente oxidadas, quebradas. E aí vocês vão lá e devolvem esse presente, essas obras que originalmente estavam na Praia do Leme, elas foram concebidas para a Praia do Leme.

Na verdade, elas começaram em Niterói, no Museu de Niterói. Quando ele lançou, o Niemeyer teve um desafio, esqueci o nome da pessoa, do artista que desenvolveu as obras para ele, Niemeyer. E aí ele inaugurou elas no Museu de Niterói. E de lá, era temporário, tinha que pensar em um outro lugar. Chegou esse cojotato, elas irem para Nova Iorque, mas acabou não acontecendo.

E na época, então, o prefeito falou, não, vamos colocar elas na praia, né? Que foi um lugar, assim, um pouco sui generis, né? Porque areia, mar, né? Então, não foi um local apropriado para elas estarem. Então, rapidamente, elas sofreram com a corrupção do tempo ali. E tiveram que ser removidas rapidamente. E aí, na época, o cirquista estava entregando o parque, dois irmãos, né? Perto.

E pensou-se ali, vamos então colocá-las nesse novo espaço da cidade. E foi uma ideia excelente. Acho que elas ficaram bem mais comportadas e preservadas ali. Tanto é que aí demorou bem mais tempo para elas sofrerem com a ação do tempo. Como tudo, não existe nada que não sofra, que precise de ser conservado. Chegou uma hora que elas começaram a cair e foram guardadas.

no depósito, quatro foram guardadas no depósito da prefeitura, até nesse meu inventário do livro dos monumentos, elas nem aparecem, elas aparecem no final do livro.

junto com todas as peças que estão guardadas no galpão. Era um desejo. No galpão, mais um desejo meu ali, guardadinho no arquivo. E quando a gente estava pensando no próximo projeto, a gente falou, não, eu me li um estalo, tem essas esculturas guardadas, ainda tinha uma em pé no parque, caiu enquanto a gente estava desenvolvendo o projeto. Não, enquanto a gente estava desenvolvendo o projeto, ela também caiu e também foi retirada. Então, quando a gente começou o projeto, foram cinco.

que estavam no galpão precisando de restauro. E aí foi maravilhoso poder restaurá-las e devolver não só elas, mas como todo parque revitalizado, sinalização, que não havia mais nenhuma sinalização. Você chegava lá, você ficava perdido. A gente mostrou aqui o mirante, toda aquela madeira vocês trocaram também. A sede do parque também estava precisando de cuidados. Então, assim, é maravilhoso você...

ter a oportunidade de ver as pessoas utilizando esses espaços. Teve que fazer também, refazer a vegetação?

Alguma coisa, a Secretaria de Meio Ambiente deixou a gente fazer um replantio. E as cinzas do Cirquim estão lá, né? Eu não tinha um lugar melhor para homenageá-lo. E por falar em cinzas, a gente outro dia, tendo uma conversa, a gente descobriu também que no Museu da República, uma pessoa bacana também falou assim, puxa, eu tenho um carinho enorme pelo Jardim do Museu da República, as cinzas da minha mãe.

Eu coloquei ali porque era o quintal dela, ela vivia frequentando o Jardim do Minas Gerais da República. Então, assim, essas histórias são muito bacanas. Muito afetivas. Tinha que ser mais fácil você botar um nome num banco de praça, botar um canteiro, porque isso cria o hábito de abraçar, de cuidar da cidade. A gente está chegando no final da entrevista, mas eu queria falar do projeto em curso agora, que é a Angelo Venosa, na Praia do Leme, a Baleia.

Infelizmente perdemos esse grande artista Tem o que, uns dois anos? Tem, deve ter Você está falando de tonelada, né?

Ela é maior ainda do que você consegue imaginar na foto. Quanto é do desafio de restaurar essa obra? Você falou que já tem um canteiro de obra sempre instalado? Já, a gente já iniciou, o canteiro de obra já está em curso. Mais uma semana a gente conclui esse canteiro e inicia o restauro em si. Essa obra não tinha esse nome, foi carinhosamente batizada pela população de A Baleia.

Você vê que como a população curte essas intervenções artísticas na cidade, inseridas no nosso dia a dia, e hoje ela é super carinhosa e querida por todos no bairro do Leme.

E a gente vai ter o prazer, foi um pedido, não sei se o Heitor explicou tanto assim, mas assim, quando a gente pensa numa área, num bem, a gente consulta tudo e todos mesmo, né? Aqui foi um pedido da esposa do Ângelo Venosa, Sara Venosa.

solicitou a prefeitura já há bastante tempo que fosse feito o restauro, e a prefeitura falou, olha, Ana, a gente não está com ela no nosso radar, se vocês quiserem, gostaram da ideia, seria super bem-vindo abraçar essa causa. Então, daí a gente ter pego esse restauro, então vai ser um prazer enorme. E a previsão de entregar isso é...

Três meses. Ah, então o restauro relativamente rápido. E essa parte do restauro toda, a Sarah participou, porque ela estava preocupada, porque o último restauro ela não achou muito legal, então ela participou junto com o restaurador de tudo que poderia ser feito segundo o que o anjo concebeu. Concebeu, exatamente. Ficou bem legal.

Vou falar em concepção, vou falar o que eu concebi de bom para esse fim de semana, porque a agenda carioca tem sempre essa vocação de compartilhar o que tem de melhor. Vocês são o que tem de melhor nessa cidade. E vamos falar da programação. Vou dividir com vocês aqui a agenda que eu preparei para o fim de semana.

No sábado, os titãs sobem ao palco do Qualistade com a turnê Cabeça Dinossauro 40 Anos. O show celebra um dos discos mais marcantes e provocadores do rock brasileiro e resgata a força de músicas como Polícia e Homem-Primata.

Para quem gosta de tecnologia e velocidade, o Shopping Boulevard em Vila Isabel recebe até o dia 31 de maio o Vroom, um circuito de kart com realidade virtual instalado dentro da experiência VR Land X. A atração mistura pista física, óculos especiais e cenários digitais que mudam a cada volta.

No teatro, o sucesso internacional O Deus na Carnificina ganhou nova montagem no teatro Total Energies. Com direção de Rodrigo Portela, o texto da francesa Yasmina Reza ganha vida com Ângelo Pazleme, Karine Telles, Telmo Fernandes e Ana Sofia Fouca, que interpretam dois casais tentando resolver um conflito entre os filhos, mas acabam expondo as próprias tensões.

Também em clima de Dia das Mães, a Ecovilla Re-Happy promove no sábado uma tarde especial com o tema Mamãe, Vamos Brincar? A programação aposta em atividades sem tela, circuito de desafios em família, cabine de fotos e o show Sintonia Dominó Bicharada Vol. 2.

E no domingo, a Orquestra Sinfônica Brasileira faz na Cidade das Artes um concerto de câmara em homenagem ao Dia das Mães. Sob regência do maestro André Cardoso, a apresentação destaca os instrumentos de sopro em obras de Vila Lobos, Rodrigo Siqueli e Gustav Holst.

Bom, eu queria terminar essa conversa pedindo para vocês explicarem melhor quem quer apoiar o Instituto. Se não tem um projeto específico, pode simplesmente doar recursos diretos para o Instituto ou tem que sempre já ter uma rubrica de um projeto em andamento. Qual é o departamento dentro da empresa que cuida disso?

Se você, de repente, trabalha, está menos assistindo, trabalha numa empresa, mas não é dessa área, vai cutucar o seu coleguinha. Quem é que cuida disso dentro de uma empresa? Então, olha... Além do Big Boss.

Todos os setores de marketing das empresas, são setores das grandes empresas, elas possuem até os setores de recursos incentivados, a área que só cuida disso, ou não. SG, enfim. Todas as grandes empresas têm essa preocupação com a SG e os nossos projetos são mega, ultra inseridos nessa agenda e questão.

qualquer um pode apoiar os nossos projetos ou desenvolver um projeto novo também. Então, assim, você tem uma empresa que é perto de alguma área de parque, praça ou que tem uma escultura, a gente pode viabilizar para que aquele espaço próximo à sua empresa possa se transformar num projeto para a sua empresa. Vocês se colocam como interlocutores entre todos os órgãos. O IPHAN, aliás, pergunta que não quer calar. O IPHAN mais ajuda ou atrapalha?

a gente, graças a Deus, tem um relacionamento maravilhoso com o IPHAN, nunca tivemos nenhum problema, todos os nossos projetos são super bem vistos. IRPH e IPHAN. IRPH e IPHAN. E vamos lá, Instagram, contatos, Heitor, como é que a gente fala com vocês? Quem quiser abraçar mais essa causa, entra em contato por onde? Instagram é carioca__cidadecriativa tem um site carioca-cidade-criativa, www. carioca-cidade-criativa.com

E os nossos contatos também, que a gente tem nosso e-mail, analuiza.cariocacidadecreativa.com, hvegman.gmail.com, a gente está sempre com fácil acesso e contato.

E esperando sempre que empresas como a Equinor, que é hoje uma empresa super importante e norueguesa, fazendo essa super demonstração de que quer devolver para a cidade o tanto que a cidade dá para ela. Tem que falar mesmo o nome da empresa 20 vezes para ela ficar bem feliz e querer... Nós temos outros...

Pode citar o patrocinador? Eu sempre gosto de citar. Eixo a boca para falar, porque eu acho que tem que agradecer. Tem que, a gente é muito grato. Supermercado Zona Sul, Instituto Edux, Estácio, a Granado, a própria Fê Comércio que teve com a gente, BTG Pactual, Clabin, são todas empresas de pessoas que tiveram e têm esse cuidado. E JBFM, que vai fazer essa mensagem, chegar mais longe. A gente, assim, muito agradece a você, a JB, o convite. E aí

Prazer enorme poder estar aqui. Muito feliz de ter recebido vocês. Tem algum projeto agora no Pipeline que vocês queiram chamar a atenção, que ainda falta?

Sim, a gente hoje está com o Jockey Club, a tribuna social do Jockey Club brasileiro, é uma tribuna tombada que faz 100 anos esse ano de construção, é réplica de tribuna de Londres e de Paris, tem um pouquinho das duas, está precisando de manutenção, de conservação.

E é um projeto que está em andamento, a gente já captou um pouco. E não é um projeto de interesse privado apenas dos sócios. A tribuna é um espaço de eventos, é um espaço público aberto para todas as corridas que são abertas. Então não vamos misturar áreas com bugalhas, até porque o jovem do jovem entregou o prédio do centro para pagar a dívida. Mostrando quanto ele não tem condições de cuidar do seu patrimônio enorme.

Alô, TV Globo, que é ali perto. Vamos listar as empresas no Jardim Botânico. Vou te ajudar a fazer essa lista. Vamos, vamos. É isso, queridos. Muito, muito obrigada pela presença de vocês. Nós te agradecemos. E se você também curtiu o nosso papo, peço que compartilhe. Semana que vai tem mais Agenda Carioca aqui no YouTube da JBFM.

Revitalizando espaços, devolvendo a vida: Ana Luiza Piza e Heitor Wegmann na Agenda Carioca | Castnews Index — Castnews Index