O Diabo veste Prada 2 - Tá Calor
QUEM É VILÃ AQUI? No oitavo episódio do Tá Calor, a gente sobe os andares do elevador pra falar do retorno mais aguardado de 2026: O Diabo Veste Prada 2, com Meryl Streep, Anne Hathaway e Emily Blunt voltando pro universo da Runway depois de vinte anos.
Gravado no nosso tradicional elevador, o episódio recebe uma convidada especial e icônica: Maíra Blasi, carioca de Campo Grande, especialista em futuro do trabalho, capricorniana confessa e a única mulher que consegue mandar no Igor depois da mãe dele. A Maíra trouxe uma camada que faltava na conversa: a leitura do filme como retrato fiel do mundo corporativo de 2026, onde herdeiro de colete puffer contrata consultoria chique pra fazer layoff em massa e acha que resolve tudo digitalizando com IA.
A partir da pergunta "o que é ser vilã?", a conversa escala pra análise da Miranda como uma trabalhadora (não dona da empresa), a vilania feminina como reação a um sistema que exige dureza das mulheres em posição de liderança, o paralelo com a Anitta cancelada no documentário, e o eterno debate sobre por que homem hétero medíocre sempre acaba estragando filme bom. Ah, e a Meryl Streep dobrou o cachê dela porque sabia que o filme ia ser icônico. Sim, é isso mesmo.
O filme acompanha a Andy vinte anos depois, agora jornalista premiada, sendo demitida no meio da entrega de um prêmio de jornalismo investigativo junto com todo o departamento dela. Em paralelo, a Runway entra em crise sob o herdeiro Faria Lima que decide modernizar tudo na marra, e a Miranda chama a Andy de volta pra tentar salvar a revista. Entre franjas icônicas, cabelos Chanel e cameos de Lady Gaga, a gente debate se Borgli — quer dizer, se David Frankel entrega uma continuação que justifica os vinte anos de espera ou se ele só quis surfar na nostalgia.
Neste episódio você vai ouvir:
- A fofoca de que a Lauren Weisberger, autora do livro, foi assistente real da Anna Wintour e virou a Andy do filme
- Por que em outros países da América Latina o filme se chama El Diablo Veste Moda (e a teoria decolonial da Maíra sobre isso)
- Como a Anna Wintour remodelou a sala dela depois que espionaram pra copiar no primeiro filme
- A defesa da vilania feminina e o paralelo com a Anitta cancelada no documentário pelo Will.i.am
- A crítica social da Runway como retrato fiel do mundo corporativo: layoff, fusão, cultura woke e consultoria externa
- Por que o pé da Emily Blunt virou meme depois de Um Lugar Silencioso
- O affair forçado da Andy com o cara banana e o debate "mamaria, porém"
- A injustiça do 3.5 no Letterboxd e a teoria de que héteros estão sabotando a nota
- O comentário icônico: "ninguém vira a Miranda agradando todo mundo"
Se você quer entender por que O Diabo Veste Prada 2 merece muito mais que 3.5 no Letterboxd, escutar uma especialista em futuro do trabalho destrinchar a Runway como caso de estudo corporativo, descobrir por que jaquetinha puffer não pode (a não ser que você seja trader) e acompanhar três pessoas debatendo moda, poder e vilania feminina até a Miranda dar suas derrapadas de vulnerabilidade, aperta o play e vem passar calor com a gente.
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- O Diabo Veste Prada 2Análise da Miranda como trabalhadora · Vilania feminina e sistema corporativo · Paralelo com Anitta cancelada · Crítica ao homem hétero medíocre em filmes · Andy Sachs vinte anos depois · Crise na Runway sob o herdeiro Faria Lima · Comparação com o primeiro filme · Nota do filme no Letterboxd
- Sequência de O Diabo Veste PradaLivro baseado em Anna Wintour e Lauren Weisberger · Anna Wintour remodelou sua sala após o filme · Filme chamado El Diablo Veste Moda em outros países · Meryl Streep dobrou o cachê para o segundo filme · Anne Hathaway e Emily Blunt relutaram em fazer a sequência · Pés icônicos de Emily Blunt em Um Lugar Silencioso · Stanley Tucci como Nigel · Ausência de homens héteros no elenco principal · Simone Ashley como assistente da Miranda · Lady Gaga na trilha sonora e cameo
- Moda e Futuro do TrabalhoModa como sinal do futuro · Mundo corporativo atrasado em relação à sociedade · Disputa entre realidade tradicional e digital · Crítica social da Runway como retrato do mundo corporativo · Layoff, fusão e cultura woke · Homens héteros e a desvalorização da moda e estética · Jaquetinha puffer e Faria Lima
- Diretor David FrankelEstilo de dramédia · Filmes anteriores: Marley & Eu · Filmes anteriores: O Grande Ano · Filmes anteriores: Beleza Colateral · Trabalho em seriados: Band of Brothers
- Crítica a relacionamentos e comportamentoHomem mediano e relacionamento forçado · Dependência de Andy em relação ao parceiro · Comédia romântica como clichê do filme · Compra de apartamento em cenário de demissão
- Crítica CinematográficaRitmo acelerado e compactação de informações · Narrativa corrida para chegar ao ponto principal
- Comentários e notas no LetterboxdInjustiça na nota 3.5 · Crítica aos comentários de homens héteros · Sidney Sweeney cortada do filme · Cameos e participações especiais · Comentário sobre Miranda e agradar a todos · Síndrome de Estocolmo de Andy · SpeedFest e falta de confiabilidade
Um,
Em termos de vilania, quem é Miranda Priestley perto de um CEO que usa colete puffer? É um comentário aqui por essa palhaça que tá aqui do meu lado. Mas com esse comentário a gente começa mais um episódio do Tá Calor, o primeiro e único podcast gravado em elevador. E hoje a gente fala de Diabo Veste Prada 2. Um filme que, incrivelmente, tá com 3,5 e eu acho uma nota muito injusta. Eu tô um pouco assim, meu Deus.
Mas, pra saber a nossa nota, fica até o final. E se você não segue a gente, já aproveita, segue aí, procura na rede. A gente tá em todo lugar, menina. Então, assim, só a chance tá aí. E como a gente começou esse episódio, atenção! A gente tem uma convidada especial sentada aqui na nossa frente. Nossa, eu já tava nervosa, te achando muito mal educada de estar apresentando o podcast inteiro e não apresentar convidada. Claro que apresento convidada, menina.
Você tá ansiosa? Pela maneira de deixar a presente. Tá muito ansiosa. Eu tô muito ansioso. Porque ela é muito...
A convidada especial, Maíra Blasi. Seja bem-vinda ao nosso podcast. E já começa assim com a vilania de Miranda, eu amei. Vambora. É assim que a gente gosta. Igor, se você pudesse apresentar a Maíra pros nossos ouvintes, o que você falaria sobre essa garota na nossa vida? Maíra, que trabalha com o futuro do trabalho, capricorniana, prática, faz a gente trabalhar, é a única mulher que consegue mandar em mim depois da minha mãe.
Deve ser coisa de capricorniana. Exatamente. É a única mulher que consegue mandar em mim depois da minha mãe. Carioca. Do Campo Grande. Carioca, de Campo Grande. Olha lá. Big field para os íntimos. Alô, cariocas, ouvintes. Influência na internet. Então, é isso. Vocês não seguem Maíra. Fica aí a oportunidade. Maíra Blase. Em todas as redes sociais. Vamos com tudo. E você, Maíra, quer se apresentar um pouquinho pro povo?
Ah, e vocês já falaram super bem de mim, né? Vocês já me conhecem muito bem. Eu acho que é legal trazer que a gente se conectou através do carnaval, né? Que nós somos muito carnavalescos. É um traço de personalidade da gente. Eu toco saxofone, Igor toca piano, Arthur toca terror, né?
É, eu acho que é um traço interessante de trazer. Estou bem contente de estar nesse podcast renomadíssimo, né, gente? Está calor, está um calor danado. Para a gente falar um pouco desse filme que tem tudo a ver com a nossa personalidade. E ao mesmo tempo com essa temática de trabalho que tanto me interessa, né? Acho que dá para fazer uma misturinha boa aí.
E uma coisa, Maíra, muito legal é que eu acho que foi umas duas semanas atrás, mais ou menos, que eu e o Arthur, a gente tava conversando assim, ai, a gente tem que trazer a Maíra. Aí o Arthur falou assim, mas que filme fez esse meu filho? A gente tá pra estrear um filme que é sobre trabalho, é sobre discussões sobre o mercado de trabalho com as mulheres no comando. Nada melhor que o Diabo Veste Prada para trazer Maíra Blas.
Sobre mulheres vilães, né? Eu me reconheço muito no papel da vilã. Volta e meia, né? Já recebi muitos feedbacks de que eu era insubordinada, que eu era arrogante. E é importante da vilania feminina, né? Acho que tem... A gente não fala que quer gays empinando motos, mentirosos, ladrões. A gente quer mulheres vilães também. A gente pode falar mais disso também. E vamos comentar uma coisa aqui. Eu acho que nesse filme você ficou mais próxima da Miranda ainda. Sabe o que é? O quê?
Que nesse filme, ela tem uma franja especial que várias vezes ela bate a franja. Cara, toda mulher icônica por algum momento vai entrar na fase da franja. Não tem jeito, cara. A mulher vilã, a mulher icônica, a mulher fashionista, ela precisa de uma franjinha pra justificar todos os atos dela. E a Miranda com ela não foi diferente.
E só pra gente terminar essa introdução, fala pra gente só um filme que você gosta. Ai, começou. Mas assim, o primeiro que vem na sua mente um filme. Um filme. Um filme de cinema, Maíra. Tem que saber um filmezinho. Vamos lá. Não, eu vou falar um filme. Eu vou falar... É que eu não me lembro, assim, eu não sei se eu gosto. O primeiro filme que eu acho que eu lembro que eu gostei foi Amelie Polan, uma coisa bem de garota. Ai, mas Amelie Polan é tudo. Amelie Polan é tudo.
Uma coisa assim, muitas pessoas gostam desse filme, né? E eu tenho uma coisa horrível, é super cancelável. É que eu tenho várias personalidades numa vida só. E eu sei que hoje em dia tá cancelado esse filme. Que é coisa de hétero, que não sei o quê, não sei o quê. Mas, gente, Interestelar, quando eu vi, eu fiquei chocadíssima. Eu sou um grande defensor de Interestelar. Tá tudo certo. Porque rolam umas piadas na internet, que é a Red Flag, hoje em dia.
Que é homem hétero, não sei o quê. As pessoas também exageram. Gente, mas eu lembro, eu fico assim, fiquei pensando toda a minha vida.
Eu sou defensora de Interestelar. Eu sou super, eu sou super. Tô com você nessa, Maíra. Ah, eu tô aí. Ah, porque esse filme é clichê. É esse mesmo que eu gosto, amor. Eu gosto de um clichêzinho. É delicioso, a vida tem que ter o seu clichêzinho. Então, os seus filmes seriam Amelie Poulin. E Interestelar. Tudo. É, é isso. É isso, amiga. Agora que você já tá aqui internalizada num podcast de cinema. E as pessoas já sabem até dois filmes sobre a sua vida.
A gente vai agora ir pro térreo. E dentro do térreo, a gente vai falar um pouquinho mais do contexto.
Quem é o diretor desse filme? Igor, por favor. Só pra explicar pra nossa querida convidada, o nosso podcast tem essa estrutura onde a gente vai subindo os andares e a cada vez que a gente sobe um andar, a gente aprofunda em alguma coisinha de um tema. E aí, quando a gente sobe pro térreo, a gente fala um pouco do contexto do filme, a gente comenta um pouco sobre o diretor, sobre os trabalhos dele, sobre o seu estilo e contam as curiosidades.
Geralmente, o Arthur é o melhor com as curiosidades, porque ele gosta de ficar lendo besteira na internet. Eu gosto da parte de conteúdo.
Muito que bem, tô aqui, vamos aprender, anotando. Agora a gente vai falar um pouquinho sobre o diretor, certo? O diretor desse filme, que por incrível que pareça, que é uma parte que eu acho muito curiosa desse diretor, é que ele é um diretor meio ruim.
É, o David Frankel, na verdade, ele é um diretor norte-americano que todos os filmes dele, basicamente, são filmes meio... No último episódio, a gente falou sobre dramédia, e eu falei que eu odiava esse termo e nunca mais gostaria no podcast. Mas, aparentemente, o David Frankel se adequa nesse estilo. Ele tem 14 filmes no total. Os mais relevantes, atualmente, não tão relevantes assim, porque eles são um pouco ruins, mas, principalmente, o Diabo Veste Parada que é icônico, óbvio.
A gente ama. Em 2008, ele fez Marley e eu. Conhece? Sim, sim, conheço. Tu conhece? Eu não gosto de filme de cachorro. Porque... As pessoas, as pessoas gostaram. Gostaram, não. Amaram esse filme. Amaram. Amaram. Amaram. Amaram. Amaram. É um filme que é isso. Trabalha esse drama. E aí o cachorro. E aí as pessoas choram. Horrores. Exato. E você falou que ele era ruim. Quem disse? Você decidiu que ele era ruim? Sim, sempre sou eu. Ah, tá.
Eu tô falando pra entender quem foi que decidiu. Porque já tem um filme de cachorro aí. Pô, gostou. Já tem o Diabo Véspera. Vamos saber quais são. Tá, mas pra exemplo, a gente tem O Grande Ano. Que é uma comédia pastelãozíssima com quem? Jack Black, né? O Wilson e o Steve Martin. Que só fazem comédias pastelãozíssimas. É uma sessão da tarde, assim. É uma sessão da tarde péssima. Tem Beleza Colateral. Que foi um filme que eu assisti no cinema. E foi uma...
pataquada com o pop do Will Smith com a Kate Wieselett. O filme tem uma ideia até boa, porque é sobre o Will Smith entrando num processo depressivo e escrevendo cartas para a morte. E aí você pensa assim, nossa, esse filme deve ser legal. E não é. E na época que ele saiu, os críticos todos meteram pau nele, dizendo assim, então, mano, vamos parar de meter tanto drama nas coisas?
Aí ele ficou meio desaparecido, ele foi trabalhar em alguns seriados. Tem um seriado que ele trabalhou que é o Band of Brothers. Ele foi diretor de alguns episódios, que são mais ou menos. Mas, em 2026, ele faz o seu retorno depois desses filmes mais... menos acalorados com O Diabo Veste Prada 2. Agora, em 2026, que é o filme que estamos falando. Agora.
Muito bem. Arthur, e as curiosidades? Acho que dá pra falar um pouco dos dois filmes em termos de curiosidade, porque os dois filmes se conversam muito, então é um meio que é continuação direta. É bom falar que esse filme é baseado num livro de mesmo nome, escrito pela Lauren Weisberger. Que inclusive a Maíra sabe um babado sobre... Quem é Laura Weisberger? Você sabe sobre a curiosidade. Peraí, calma. É a querida que veste a outra querida que ela é a... É a querida que veste a outra querida, exatamente. Peraí.
A querida que está sendo vestida pela querida em questão é a Charlize Theron, muito conhecida por Mad Max Estrada da Fúria e também pelo filme Atômica. Voltando. A autora do livro... A Lauren Weisberg é a Andy. Ah, então é. Ah, eu não sabia dessa história. Não, eu sabia que a Andy era a Laura. Isso. Eu soube essa semana. Só que eu não sabia que ela escreveu o livro. Ela escreveu o livro. Gente, a mulher é multitalento. Que isso? Multitalento, é.
Inclusive, ela deu uma entrevista recentemente, assim, porque ela nunca tinha dado entrevista nenhuma. E agora, no Diabo Veste Prada 2, ela deu a entrevista falando um pouco mais da experiência dela como assistente da Anna Wintour. Que ela foi essa assistente, né? Então, basicamente, o filme Diabo Veste Prada é baseado na Anna Wintour e é baseado na Lauren, que foi assistente da Anna durante esse período e que depois ela escreveu o livro e o livro foi utilizado como base pro filme.
Gente, esse filme é muito bom. E assim, acho que vale a pena falar, quem não conhece a Nauin Tour...
Você quer falar alguma coisa sobre essa? Não, eu quero falar de curiosidade. Você já tem minhas curiosidades? Não, não, eu vou falar... Essa aí é uma curiosidade. Eu tenho curiosidade já. Amiga, fofocando. Mas assim, acho que é importante falar só quem é a Ana Winturana. A Winturana é uma jornalista. Ela trabalhou anos na Vogue. E ela é reconhecidíssima no mercado como uma potência do mercado de moda e de ter essa personalidade forte de ditar as coisas e tal.
Tanto que é isso. Escreveram um livro sobre ela. E depois disso saiu o primeiro Diabo Veste Prada.
Meio que contando essa história. Então acho que é legal só entender um pouquinho sobre... E ela usa Chanel, né? Como quem usa Chanel? O cabelo. Ah, o cabelo. Ela usa Chanel. Ela usa Chanel. Não, porque você sabe que mulheres que usam Chanel geralmente são muito poderosas. Você bota um óculos em uma mulher de cabelo de Chanel e uma franja.
[trecho inaudível]
dela pra copiar a sala dela no filme e depois que ela soube que copiaram a sala dela no filme, ela remodelou a sala. Olha essa mulher, eu fico assim, ó. Eu achei um barraco quando eu soube dessa. É um pouco barraco. Eu também acho um pouco barraco. Ela tá indo na sala dela dando de doida pra copiar a sala. Gente.
A parte legal é que depois que ela viu o filme, ela meio que gostou. É porque também é aquela coisa, né? Você tá sendo interpretado pela Meryl Streep. Vamos comentar. E é isso. E o filme foi super bem visto, né? Então, acho que... A gente tem um relato que ela fala que ela foi assistir com a filha dela. E aí, a filha dela ficava cutucando. Mãe, mãe!
É igual, isso é igual pra você, hein? Então você imagina isso, você acha que daí depois saiu o filme, foi super bem reconhecido, e nesse segundo ela não teve nenhuma participação direta, né, como o segundo filme tem vários convidados especiais, ela não participou como convidada especial, mas ela tava de alguma forma circulando com o filme, e acho que, de curiosidade, a gente pode falar que esse... Mas peraí!
A Maíra disse que tinha uma curiosidade pra falar. Ah, acabaram as curiosidades. Não, a gente ainda tem. Mas a gente quer saber a sua fofoca. Não, eu tenho. A comida manda, amiga. É. Essa semana eu tava fazendo aula de espanhol e eu fui falar alguma coisa do filme Diabo Veste Prada e meu professor de espanhol falou que filme é esse. Pra gente, é El Diablo Veste Moda. O Brasil vingou essa coisa de Prada. E pelo que eu pesquisei, em outros países a Prada não era tão relevante assim, não era tão facilmente reconhecível. Então tem outros países da América Latina que é o Diabo Veste Moda.
Ficou pensando que os outros são mais decoloniais do que a gente. Olha só! Mas é uma interpretação livre isso. A outra fofoca, na verdade, foi o próprio Igor que me mandou. A Mary Streep, quando foi convidada pra fazer esse filme, ela recebeu uma proposta em dinheiro. E aí ela pensou, gente, esse filme vai ser icônico, me desculpa, mas se vocês não me pagarem o dobro, não vou fazer. Porque ela já tava num clima de vou me aposentar, galera. Ou é o dobro ou é nada.
E meio que pagaram o dobro pra ela. Ela foi muito icônica com isso. Ela foi muito icônica. E aí ela comenta, eu tive que chegar a essa idade pra tomar coragem de pedir o dobro, né? Acho que fica também uma mensagem aí sobre esse filme. Não só o filme em si, como depois as atrizes que participam desse filme, como elas se colocam em outros espaços falando do filme, né? Eu achei... Acho que é uma curiosidade bem legal também, bem interessante.
Outra coisa que eu gosto muito que esse filme trouxe, e é uma curiosidade interessante também, acho que tem um pouco a ver isso com a Meryl Streep de pedir pra dobrar o cachete, etc, etc, mas as duas atrizes principais, tanto a Anne quanto a Meryl Streep, elas estavam se recusando a fazer um segundo, tanto que demorou 20 anos pra sair entre um e outro, porque elas falaram, se não fosse uma história que fizesse sentido, elas não iam fazer, né? Elas não queriam que virasse, sei lá, esses filmes meio pastelão.
Diário de Bridget Jones, 1, 2, 3, elas falaram, não, se não tiver uma história relevante, eu não vou participar desse filme, esse filme não vai acontecer. E aí eles encontraram uma história pra ser contada, e aí quando foi apresentado o roteiro pras duas, as duas falaram, tá, essa história eu quero contar. E aí elas aceitaram entrar no filme.
É porque é muito louco, porque há 20 anos atrás, a Anne Hathaway e a Emily Blunt, elas não tinham o peso que elas têm hoje em dia. Porque hoje elas são muito grandes. Elas são muito grandes. E a Mary sempre teve sempre o peso, né? A bicha tá sempre. E também corria o ritmo muito grande de elas ficarem marcadas pelos personagens. Elas já são super marcadas por esses dois personagens. Apesar de terem feito várias outras coisas. Aí imagina, vem fazer o Diabo Peste pra Ada 2.
pra ficar um negócio em meia boca, porque as chances de decepcionar todo mundo e ficar uma coisa meia boca era terrível mesmo. Elas já estão muito famosas e icônicas pra passar por isso a satora do campeonato. Não, quando eu soube que o filme ia sair, eu fiquei completamente em situação de tipo, precisa. Ai meu Deus, precisa. Não era melhor terminar no auge? É, porque assim, a história do primeiro, ele começa e fecha muito bem, né?
O filme, ele começa e fecha e é isso. Beijo, acabou. É, eu fiquei muito curiosa pra saber como é que eles iam reabrir essa gestalt pra fazer um segundo filme, né?
E dito isso, vamos subir até o Mezanino e aí a gente vai falar um pouquinho, acho que é o momento pra trazer um mini resumo do filme. Você quer falar? Você quer que eu fale? Ah, fala aí, eu falei o último.
É porque o Arthur odeia falar o resumo. Ele sempre fica nervoso. Mas precisa falar o mini resumo? As pessoas que estão ouvindo já não sabem. E se a gente botar a Maíra pra falar o mini resumo? Maíra do céu, eu não sei como é o mini resumo de vocês. Eu vou fazer o mini resumo então hoje, aí no próximo. Você vai gravar. É, porque senão eu vou resumir do nada. Eu tô com medo de dar spoiler. Após dar spoiler, como é que é o mini resumo?
Então, a partir de agora a gente libera o spoiler. Quando a gente chega no menos daninho, que a gente vai falar sobre um processo mais de crítica, mais de alguma opinião sobre o filme, a gente já libera os spoilers.
Diabo Veste Parada 2, o que acontece? Esse filme é um retorno ao universo da Miranda, que é interpretada pela Meryl Streep, 20 anos depois do filme original, então é isso, gente, 20 anos se passaram. Nesse cenário, a Runway, que é a revista, já sofre com vários problemas, desde corte de orçamento, desde o declínio da força editorial de uma revista, que é isso, nasceu como revista, mas o digital hoje tá ali em todo lugar, então assim, com uma nova crise que acontece dentro da redação...
E aí eles decidem recontratar a Andy, que tinha saído ali no finalzinho do Diabo Veste Prada 1. Ela saiu, foi seguir a carreira dela. Ela teve uma carreira brilhante durante 20 anos, trabalhando como jornalista. Um jornal sério, vamos dizer assim. Tanto que o filme começa com ela ganhando um prêmio. Ela ganha um prêmio de jornalismo investigativo, que é um dos mais difíceis de todos. Investigativo. E aí o que acontece? Ela é demitida durante a entrega do prêmio.
E ela não só é demitida como todas as pessoas do departamento dela também são demitidas ao mesmo tempo.
Demissões em massa. Dos famosos de lay-off. Lay-off. Pra dar uma amenizada no LinkedIn. Office. E aí... Sou mulher. É. Aí, só pra terminar, o filme meio que desenrola e começa a explorar novas dinâmicas do, vamos dizer assim, do universo do trabalho que estão acontecendo, né? Então, desde poder dentro das empresas, fala sobre fusão.
Reestruturações internas. Cultura woke. Cultura woke. É tal da cultura woke. Cultura woke. É, tá lá com sua pincelada dentro desse filme. É muito interessante. E aí é isso. Isso explica um pouco como esse filme conseguiu existir, porque ele acabou embarcando dentro dessas temáticas que são muito recentes e elas são muito presentes na nossa vida. A gente tem a Meryl Streep, maravilhosa, perfeita, que interpreta a Miranda. A gente tem a Anne Hathaway, que interpreta a Andy Sachs, que...
icônica. A gente tem a Emily Blunt, que não era ninguém na época, né? E depois ela cresceu e assim... Ela cresceu, Rose. E hoje em dia todos sabem muito bem que os pés dela, tal como os pés da nossa entrevistada de hoje, são pés muito bonitos.
Quem é? Procurei em saber. Só pra explicar a piada. A Emily Blunt fez um filme com o marido dela, o John Kravinsky. Um Lugar Silencioso. Que é um filme sobre criaturas que invadem a Terra. E todo mundo tem que viver em silêncio. Então, em vários momentos do filme, eles andam descalços. E tem vários planos de pés. Então, os pés dela se tornaram muito icônicos na sequência. Porque ela tá sempre descalça com os pés muito devagar.
Andando por lugares silenciosos. Olha lá como você aprendeu sobre cinema hoje, amiga. Nossa, eu tô aprendendo muito sobre pés. Tô usando poucos meus pelo menos.
Exato, amiga, precisa muito ir pra um lugar silencioso e andar com esse seu pezinho, com essa unha aí, que tá toda pod.
Deixa abaixo a minha unha que caiu do carnaval. Exatamente. E aí, pra terminar esse casting maravilhoso, a gente tem o Stanley Tucci, que interpreta o Nigel, que é uma gay maravilhosa. Ai, gente. Ele consegue dar o abraço em todo mundo ao mesmo tempo, né? Ele é muito especial, é muito sutil. Ele é ótimo no primeiro, mas ele simplesmente é icônico também no segundo, né? Nesse segundo, você sente várias vezes ele abraçando você e dizendo assim, tá tudo bem. Você é perfeito.
E eu amo que o casting não tem um homem hétero, amiga. Onde você já se viu isso? Os principais ali querem ser homem hétero. Eles têm estragando tudo. É verdade. Os homens héteros que aparecem, eles começam a estragar tudo. Eles chegam depois estragando tudo. Entregando absolutamente nada de moda. Entregando falta de bom gosto e estética. Façam o que eles fazem. E, inclusive, falta de estratégias. De como lidar com seus funcionários.
É, mas vamos falar disso. E aí, só pra terminar, eu vou falar, enfim, Lucy Liu tá nesse filme, e Simone Ashley, que é a Emily da vez, né? Ela faz assistente da Miranda. Tem uma coisa muito legal sobre a Simone Ashley que eu queria comentar, porque isso é uma coisa que eu gosto, e é a minha versão garota, que é o que faz eu gostar também desse filme, porque esse filme é um filme bem garota. Eu gosto de uma série muito garota, inclusive, Maíra, eu quero um dia sentar com você e assistir, porque eu sei que você vai amar. Se chama Bridgerton.
Ela é famosíssima. Famosa, famosíssima. A Bridget é tudo. E aí, na segunda temporada de Bridgeton, a Simone Ashley é meio que a principal da vez. E ela tem toda essa beleza diferente que Bridgeton trata isso sempre como uma grande naturalidade. Apesar que ela é indiana, só que toda a alta sociedade inglesa acha lindíssima. Então, não sei o quê. E foi muito legal ver ela sendo a Emily dessa vez. Ela sendo colocada...
Ela saindo do aspecto só do seriado, né? Porque rola muito essa coisa de atores que ficam fazendo séries nos Estados Unidos. Eles vão se manter fazendo séries. Eles não conseguem as investigar no cinema. E aí a Simone Ashley sai e vira a Emily da vez. E o personagem dela tá sempre ali. Sempre dando umas... Tô aqui. Tô aqui. Tô sempre aparecendo. E eu achei isso muito legal.
Dito isso, a gente vai agora começar a parte boa da crítica. E como nesse podcast a gente acredita mulheres no topo, Mayra Blase vai começar a falar pra gente. E aí, o que você achou do Diabo Veste Prada 2? O que você quer trazer aqui pra gente?
Cara, eu acho importante trazer uma coisa que eu não falei na minha apresentação, mas que eu falo muito pras pessoas que me seguem por conta da temática futuro do trabalho. Porque às vezes, e eu já fui essa pessoa que achava assim, a maior defutilidade, né? Ainda mais quando você vem, eu venho do subúrbio do Rio, a gente tá falando de Big Field aqui, Campo Grande, é um bairro do Rio de Janeiro.
Era como se moda fosse uma coisa secundária, né? Assim, vamos vestir blusas brancas e calças pretas. Eu não tenho nem dinheiro pra pensar sobre isso. Então esse assunto é um assunto secundário. E parece até uma certa futilidade quando a gente fala de trabalho. Aí depois você vai amadurecendo, ocupando outros espaços.
E vai vendo principalmente quando você é uma mulher, que talvez você não tenha ali o direito de andar de blusa branca e calça preta e simplesmente achar que vai assumir uma posição de destaque. Então quando a gente fala de moda, eu gosto muito de trazer para quem acompanha as temáticas de futuro do trabalho, porque sempre falo que a moda e a arte, elas nos dão os sinais do futuro. Um futuro esse que vai acabar chegando no mundo corporativo, que geralmente está muito atrasado em relação ao mundo lá fora.
Então o filme retrata muito isso pra mim. Essa disputa entre uma realidade mais tradicional e esse digital. Ou era essa necessidade de a gente aprender sobre xenofobia ou sobre feminismo ou palavras que eles não podem dizer. Você vai vendo como às vezes a sociedade, a moda, a cultura, ela já foi pra um lado, já deu um passo quântico e dentro das organizações as coisas ficaram um pouco paralisadas. Então...
Primeiro momento, eu assisti o filme como entretenimento. Esse é meu histórico mais com cinema. Eu quero assistir filmes para ficar feliz ou mais inteligente. Como você já sabe, filmes tristes ou depressivos, assisto de tarde para garantir que eu vou dormir de noite. Eu tenho essa relação um pouco. Então, para mim, foi uma coisa assim, eu sou apenas uma garota vendo um filme. Mas é inevitável...
perceber a diferença do primeiro vez que eu vi o filme como puro entretenimento, como agora, como eu penso a moda, como alguma coisa que digita a maneira que a sociedade se organiza. O filme tem esse desenrolo, e por essa crise da Runway, o dono da marca quer um cara e tem um filho que herda aquilo tudo, em determinado momento ele morre, e vem é filho dele vestido tal qual um cara da Faria Lima.
E decide que vai modernizar tudo, contrata uma consultoria dessas chiques, que é exatamente o que o mundo corporativo faz. Tem um problema, contrata uma consultoria externa pra resolver problemas que eles desconhecem, porque eles acabaram de chegar. E é demitir gente, né? É um grande lay-off. É a solução.
digitalizar tudo, porque coisas presenciais, porque não resolver tudo com inteligência artificial, uma discussão super atual nossa e descaracterizar todo o modelo de negócio que fez eles chegarem até ali. Mas a gente também percebe o quanto homens e mulheres homens héteros especialmente
se comportam diante desses desafios do trabalho. Então, ali estão as mulheres e os gays, tentando buscar alternativas para a sobrevivência da revista, entendendo o que pode ser feito. E esse cara é muito simplista, vamos vender, vamos digitalizar, vamos cortar um monte de gente e tal.
E sempre fica aquela reflexão da vilã. Esses dias eu fui convidada pra dar uma mentoria numa jornada de liderança e, em dado momento, a pessoa que guiava essa mentoria me apresentou. Nossa, eu trouxe a Maíra pra essa jornada porque ela é uma das maiores vilãs que eu conheço. Aí eu falei, caramba, né, cara?
Eu sou a favor de mulheres vilãs, né? Como eu já trouxe aqui. O que é ser vilã? Quantas vezes um homem com o mesmo comportamento seria... Nossa, é um ícone, é forte, é decidido. E a Miranda, ela é cancelada, ela é tóxica ou sei lá o quê. Então eu vejo, assim, a Anitta, por exemplo. Tem que falar dela, eu não posso perder a chance. Também muito cancelada, né? Tem uma cena icônica do filme dela que prestou, não? Esse filme horroroso.
Que ela tá brigando, ah, que se eu não faço tudo, não sei o quê, todo mundo naí tóxica, narcisista. Porque eu falei, cara, tu não sabe a cabeça da mulher que conseguiu chegar numa posição de liderança, entendeu? Não, e o mais legal desse momento que você tá citando agora, desde a Anitta, porque assim...
Eu também sou niter, tá? Só pra... É, a gente tem que... Só pra gente se alinhar, é. Só pra gente deixar muito claro. E aí o mais legal, e aí você percebe como, por exemplo, a internet cria essa narrativa da toxicidade da mulher. Nessa cena que ela dá isso, que todo mundo fala que ela é toxic, tal, disso aqui, tem o corte, né, que as pessoas usaram esse trecho na internet pra falar sobre a toxicidade dela.
E exatamente depois desse corte, na continuidade do documentário, ela é abraçada pelo Willian M, que é o cara do Black Eyed Peas, que tava fazendo videoclip com ela. E ele fala, se você fosse um homem fazendo a mesma coisa, você não ia receber as críticas que você tem agora. Não, totalmente. No documentário ele fala isso.
Toda vez que eu vejo, assim, essa coisa de tóxico e tal, acho que é uma crise do nosso tempo, a gente tem que tomar cuidado, porque a gente tá chamando tudo de narcisismo e de tóxico e etc. E as pessoas são quem elas são. Agora, quando eu vejo uma mulher numa posição de liderança altíssima, como apresentando no filme, eu sempre tento ponderar. Porque essa mulher endureceu.
Porque talvez ela não tenha tido alternativas de sido mole. E aí, se fosse um homem mal vestido, tal qual o filho do dono do negócio, ninguém tava falando nada, ou tavam passando panos quentes. E eu vejo que nesse filme, acho que diferente do primeiro, ela parece vulnerável mais vezes, assim. Ela dá umas derrapadas na vulnerabilidade ali.
Em alguns momentos ela tava ali forte e tal, daquele jeito dela impaciente, que é o jeito icônico que ela ficou famosa. Mas nesse filme ela dá pequenas derrapadas que você vê um pouco de humanidade por trás daquele olhar duro, assim. É, uma das coisas que eu gostei muito...
inclusive sobre essa diminuição da vilania dela dentro desse segundo filme, é porque dentro desse universo agora que a gente trata o segundo filme, que a Runaway, ela não é só essa revista, mas ela é esse trabalho controlado por um cara que vai colocar novas pessoas que vão reestruturar a empresa e tal. Eu vejo que parece que a gente consegue agora ver uma coisa que, inclusive, quem me falou isso foi a Nossa Senorita Mayra Vazzi.
Uma vez você falou assim, às vezes as pessoas reclamam das lideranças e as lideranças são o quê? Pessoas normais que estão ganhando, sei lá, dois, três mil reais a mais e que estão tendo que segurar toda a barra enquanto o CEO está... Eu sinto que nesse filme você percebe mais esse lugar dela de uma líder que está tentando segurar todas as pontas para que a empresa não caia.
Porque no final do dia ela não é a dona da empresa. Fica muito clara essa relação de poder, né? Ela não é a dona da empresa. No primeiro filme, acho que esse dono da empresa fica um pouco mais de bastidor, assim, né? Parece que ela, nesse segundo, fica muito explícito que ela também é uma trabalhadora. É, que ela é uma trabalhadora. E que no final do dia, quando começam, né? O cara falece, começam as fusões, aquisições, essa ideia de vender, ela fica vulnerável igual a todo mundo. Enfim, qualquer coisa muda de ordem que eu tô...
Gente, ela, em dado momento, eu acho essa cena também que eu lembrei, icônica, que ela tá num quadro da Santa Ceia. Sim, sim. E ela fala que existem vários retratos desse quadro e a maioria Jesus tá com uma auréola em cima, do tipo, ele é o santo dessa história e nesse quadro do filme ele não tá.
E que o pintor quis dizer que todo mundo falha, todo mundo trai, todo mundo mente, né? Todo mundo é um ser humano no final. Isso, cara, eu entendi que tinham diversas interpretações do filme, né? Desde a Aente tá escrevendo um livro secretamente, falando todos os podres da Miranda por trás.
Da Miranda tá sabendo determinadas coisas também, não falando pras outras pessoas. Mas, ao mesmo tempo, ela vendo isso como parte da existência humana. Que eu acho que falta muito, né? A gente tem uma expectativa sobre os outros, uma santidade, de que seja um exemplo, de que não fale, de que não tenha um burnout, de que...
Cara, isso não existe, entendeu? E o quanto no trabalho nós criamos expectativas irreais uns sobre os outros. Então quando ela para nessa cena da Santa Ceia e traz essa humanidade de Jesus fazendo uma metáfora pra relação das duas ali, eu também achei super poderoso e se conecta com isso que você trouxe. Às vezes sua liderança é só um ser humano que tá ganhando um dinheiro a mais. Então os trabalhadores brigando entre eles ao invés de brigarem pelos seus direitos.
Exato, e isso traz alguma coisa que eu gosto muito, mas muito nesse filme, que talvez seja o enredo mesmo. Quando a gente vai pensar no Diabo Veste Prada 1, eles trabalham um lugar que é, não que é menor, mas eles trabalham uma relação que é só a chefe direta e ela, eles não exploram o ambiente socioeconômico, né? Aquilo fica muito restrito àquele lugar, e o segundo filme ele meio que faz assim, bum!
Porque a gente também tá evoluindo nesse lugar de conversa, né? Então não é mais só sobre a sua liderança. É entender que é isso. Tem um CEO, tem um bilionário. Tem um contexto estrutural, social, que impacta no comportamento das pessoas. Exato. Então eu gosto muito desse filme porque ele meio que...
Expande esse subplot. Eu sempre falo pra Igor que eu gosto de filmes que fazem a gente pensar e aí você sai dos cinemas e fala assim, meu Deus, peraí. E é isso, assim, acho que ele traz essa temática que é muito atual, que é isso, são as fusões, são os layoffs. E aí você começa a entender que é isso, não é a Miranda.
A Miranda também é um fruto do tempo dela. A Miranda é um fruto da sociedade que ela vive, etc. E a gente individualiza um problema. Porque fulano é... O problema do Brasil é brasileiro. Fulano é narcisista. É... Patologiza questões muito maiores do que o indivíduo, assim. Acho que ali retrata de alguma maneira isso. Exato.
E eu acho que a gente, como sociedade, tá indo pra esse lugar que a gente tá tendo, eu acredito, né, um entendimento maior mesmo sobre essa questão estrutural, que é isso. É uma questão de acionista, é uma questão que vai muito além da sua liderança direta. E você, essa coisa dos acionistas, né, tem uma cena que ela fica ligando pra um monte de gente e vê que tanto que liga, gente, que tanto que liga.
Aí o Arthur, gente, os acionistas, eu, nossa, assim, dá um certo tom de realidade, de repente, no filme, né? Eu acho também, não sei se vocês concordam com isso, mas acho que o primeiro filme não é bem onírico, mas era um pouco mais... Ah, não sei, não sei se eu não me... Os termos técnicos disso, mas era um pouco mais surrealista, eu não sei.
Era isso, a relação das duas e tal. E agora ele pareceu mais realista, assim. Isso realmente acontece, ele foi mais literal, sabe? Sim, sim, sim. Eu consegui entender o que você queria dizer. Exatamente, parece que essa vez a gente está vendo todas as personagens aterrissadas na Terra, vivendo o que é o ecossistema empresarial.
Ele deixa de ser só um filme de comédia pra ser um filme de comédia inserido nessa estrutura social que a gente vive dentro das empresas. Então, assim, eu gosto muito porque ele conseguiu ampliar esse tema de uma forma boa e ainda assim...
um filme divertido, é divertido, é engraçado, você gosta dos personagens, mas ele consegue inserir esses temas que a gente vive isso hoje o dia inteiro, né? Então, assim, é fusão de grandes empresas, como é o caso da Warner, que foi comprada pela Netflix, e aí depois foi comprada pela Paramount, e agora a gente fala da indústria do entretenimento e da demissão em massa.
de muitas pessoas, é de você entender que exatamente isso. Tem uma cena que é tão clara que é isso, a Miranda tendo que voar em econômica, porque eles não têm mais dinheiro pra voar em executiva. Só que, cara, é a Miranda, sabe? Ela é editora-chefe que tava pra ser promovida pro global e os caras tão cortando o dinheiro dela, porque é isso. Isso é um pouco viver e o entender.
as empresas, estrutura empresarial hoje. Porque é isso, a gente tá cada vez mais pressionado pra entregar mais, com menos recurso, com menos equipe, estruturas enxutas. E, gente, a Miranda na Econômica foi a minha derrota. Foi a gota final pra mim. Gente, como que a gente não falou da Lady Gaga ainda?
momento Lady Gaga. Eu posso fazer um comentário que eu acho muito legal a Lady Gaga pra ser nesse filme porque assim... Porque a gente está na militância que daqui a pouco o ouvinte desiste da gente. Vamos falar de Lady Gaga. Tem uma coisa da Lady Gaga muito foda que eu gosto que é o seguinte o primeiro filme há 20 anos atrás, ele foi marcado pela música Vogue, né? Que é uma música da Madonna.
Durante esses 20 anos até agora, rolou muitas tretas em relação a Madonna e a Lady Gaga. Madonna e Lady Gaga, depois elas se reconciliaram, depois a Lady Gaga ganhou o Oscar. Tem aquela foto icônica que a Madonna tá devorando a Lady Gaga e sugando ela como se sugasse energia. Eu até ritei na rede social fazendo uma piada sobre isso e fui chamado de etarista. Acontece coisas assim. E aí é muito legal ver que 20 anos depois o filme que...
querendo ou não, tá eternizado com a música Vogue, que é a música da Madonna, ter a Lady Gaga tendo um momento no Runaway. Ela faz a trilha sonora de uma cena do Runaway em Milão. Então, assim, é quase como se a gente estivesse dizendo assim, olha de novo aquela narrativa sobre... temos aqui a nossa nova ícone, né? Dessa nova geração. Eu achei que foi um detalhe muito interessante nesse filme.
Aí eu amei as gays pegando o celular assim no cinema e gravando... É, as gays na hora que a galera ligar ela pra... Não, e foi muito legal porque a gente assistiu na... Só pra quem tá escutando saber, a gente assistiu na pré-prea estreia sem saber de nada, e quando ela apareceu, ficou... Os três ficou assim, peraí. Eu fiquei assim, alguém sabia que ela tava nesse filme? Como que eles guardaram esse segredo, gente? Não, eu reconheci primeiro o nariz dela do que ela.
O NDA comeu solto. Devia ser uma multa milionária, porque ninguém abriu a porta. Ninguém sabia, ninguém sabia. Eu fiquei muito surpreso. E eu amei, né? Ela escreveu a letra da música Runway, que ela foi feita pra esse filme junto com a Doet, né? A Doet, pá, não sabia disso não. Massa. Pois é. Então eu achei bem... Tem outra icônica, né? A Doet, ela é super da moda e ela se veste nas apresentações dela. Aí entrega o momento gays e mulheres que todas estavam aguardando depois da crítica social fora. Então é isso. A crítica social é só pra emoldurar O NDA,
Sim. Que a gente quer falar sobre... Tem medo franquês e mulheres e Lady Gaga e divas pop. E de usar marcas icônicas e ser bonita. É, porque hoje é convidada a negócio de futuro do trabalho. A gente cai na crítica social. Mas a gente tem que falar da morte, tem que falar da Lady Gaga pra dar uma equilibrada, né? Exato, mas você só fica maluco, né? Se você fosse falar de crítica, ninguém quer. Ninguém quer. E só pra gente terminar essa parte de comentários, a gente falou muito de coisas que a gente gosta.
Mas eu quero escutar uma coisa que a gente não gostou. Uma coisa que eu não gosto desse filme é de homem hétero.
Mas eu tenho uma certa questão com a Andy. E aquele novo relacionamento que ela começa a formar dentro do filme. Que ela conhece um cara novo. A gente não falou disso ainda. E aí, sabe? E é muito estranho. Porque o cara é meio banana, assim. Eu conto desconto de meus alvos. Arthur, com todo respeito. Com todo respeito. Eu vou falar com todo respeito.
Na fomelaria, você beijaria aquele homem. Então é uma questão de beleza. Você beijaria assim, não começa. Não seja falsa. Eu amo aquele dia que o Arthur tá... Ai, que horrível essa festa. Todo mundo beijando todo mundo. Aí o Caio fala.
Ah, tu, você beijou 10 pessoas. Exato. Ele tá militando contra o relacionamento da outra com o Ben. E ele literalmente fala, é, com todo respeito. É que eu acho, sei lá, eu não consigo eu não consigo encaixar isso dentro da trama de uma forma não sei, natural, assim. Parece meio encaixado, meio forçado. Em algum momento ele, sei lá, tá vindo pra Milão ele fala, tá, volta, a gente conversa, sabe? Eu fico assim, por que você tá dependendo desse homem?
E essa história desse homem todo, eu não acho que orna de forma alguma. Se você tira isso do plot, não muda nada. Talvez o filme fique melhor pra mim. E não tem nada a ver com a beleza do homem. Entendeu? É só uma questão muito específica sobre... Mamava. Mamaria.
Não, mas eu meio que concordo. Eu acho que ele tá ali só pra suprir o ego americano de que o filme, no final, ainda tem seu toal de comédia romântica e se tem um toal de comédia romântica, ela tem que ter alguém pra romancear a história. Então eu meio que concordo. Eu fico pensando se os homens estão de apoio emocional, sabe? Esse suporte emocional.
Porque o marido da Miranda também, assim, totalmente zero... O que ele tá fazendo ali? Tipo assim, não precisava. E aí o único homem que tem alguma relevância nessa história, ele faz exatamente o que a gente espera de um homem, que ele promete vender a revista pra um cara.
E de última hora ele muda de opinião e vende pra outra pessoa, sem o menor escrúpulo, porque ele trata toda aquela herança do pai dele como se nada ainda se veste mal. Como é que é o nome daquele negocinho de farinha lima? Aquele coletinho... Gente, pô, gente, eu... Ah, coletinho e puffer. Não. Jaquetinho e puffer não também. Tem gente progressista usando, jaquetinho e puffer. Não pode usar. Não é pra usar. Essa é a coisa de gente que trabalha na farinha lima.
Fica essa dica de moda pra você. Não pode usar. Se você tá escutando, não pode usar. Se você tá investindo, se eu der, me livre.
E me chateia muito quando uma mulher icônica empodera um homem mediano. Porque eles podem começar a agir como se eles fossem bonitos. Como se eles fossem realmente relevantes. Eu preferia que ela fosse uma solteirona feliz. Ela representaria melhor a gente. Você falou tudo. Não tem nada com nada esse aparecimento desse baixo. De um apartamento que ela compra. Eu achei arriscadíssima a compra do apartamento. A querida tinha acabado de melhorar de emprego.
Aí ela vai e compra um apartamento icônico. Aquelas parcelas todas, gente. Eu achei que ela foi muito...
num cenário de demissão exato, já acabaram numa demissão coletiva ter três meses de experiência ai ai ai, vou parcelar um apartamento gente, foi absolutamente randômico vai, faltou você e aí, alguma coisa a mais? esse episódio é muito engraçado porque a gente tá concordando com isso, né Arthur? nossa, demorou, porque todo episódio ia brigando todo episódio a gente briga feito dois malucos, feito dois malucos mas eu concordo com o comentário do Arthur e se eu fosse criticar alguma coisa do filme
Eu queria te cariar um pouco o ritmo do início. Porque dá pra perceber que o início, eles estão tentando compactar muita coisa ao mesmo tempo pra fazer a narrativa chegar onde eles querem que seja. Sim, concordo. Você sente que o filme... Ele dá uma corrida, compacta as informações, faz... Ah, um corte aqui.
uma ligação aqui, não sei o que lá. Olha, cheguei, estou aqui, fui demitida e vim trabalhar com você. O início é um pouco estranho. Eu consigo entender a ideia de que eles querem chegar logo no ponto e eles não querem perder a audiência por causa disso. Mas aí depois o filme chega onde ele queria e daí a trama destrincha de forma maravilhosa. Mas eu acho o início um pouco difícil.
Com isso, eu encerro a crítica desse filme. E aí a gente vai pra cobertura, onde a gente vai comentar um pouquinho o que as pessoas estão falando sobre esse filme. E a gente vai falar da nossa nota e o que tá acontecendo no Leatherbox. O que tá acontecendo no Leatherbox é a gente gosta, amiga.
Injustiça! Injustiça! Uma calamidade no Letterboxd. Calamidade pública. 3.5 é a nota do Diabo Vestiprada 2. Quem são essas pessoas? Que rampou ele! Amiga, héteros. São héteros que estão no topo do mundo. E eles estão o quê? Dando um pra esse filme bombar.
Qual é o argumento? Eu comecei a ler uma coisinha em outra, mas assim... Eu também não gostei muito dos comentários, não. Eu tô torcendo que é assim, né? A gente ainda tá muito no início da estreia e tal. Eu acho que vai subir. Eu estou esperando que isso suba, pelo amor de Deus.
E aí quando a gente olha comentários, é isso. A gente pescou pouca coisa ali, porque acho que o filme ainda tá acontecendo. A gente assistiu na pré-estreia, então tem muita coisa acontecendo. Os melhores comentários são os nossos, sinceramente. Eu queria dizer... Com toda certeza, Maíra. Como sempre, Maíra Blas está certa. Maíra Blas detém a razão. Escutem essa mulher. Mas tem um comentário que a gente pescou ali, que eu acho interessante, que eles falam... Eu amei a Sidney Sweeney como a mulher invisível.
E aí tem uma coisa muito específica que diz esse comentário, porque a Sidney Sweeney, ela gravou uma cena que foi cortada. Não, e a Sidney Sweeney, sei lá, há dois, três anos atrás que ela estava explodindo, ela começou a explodir cada vez mais, só que aparentemente ela se envolveu nas polêmicas, e a galera disse assim, não cabe no nosso filme essa daqui. E pá! Eu fico imaginando, assim, se ela soube disso antes e depois não dá pra saber, ou se ela foi pro filme e descobriu que ela não estava mais. Nossa, já pensou.
Que situação, mas tive aquelas entrevistas que a pessoa fala, fala, fala, no final não sai nada É tipo isso Que loucura Esse filme tem tipo 50 cameos Então tem desde a galera da moda Tem tipo um monte de gente De repente Lady Gaga E aí a Fia, cortada Arthur, eu explico o que é um camel
Ih, menina, que eu explico o que é o Camel. Me ajuda aí, vai ser boa com as palavras. Tudo bem, Camel é quando você tem uma pessoa real interpretando a sua própria pessoa real muito rápida num filme. Por exemplo, a Lady Gaga que está interpretando a própria Lady Gaga nesse filme. Foi sobre este comentário seguindo...
Esse comentário, a gente quer saber o seu comentário, Maíra Blasi. Eu comento que ninguém vira a Miranda agradando todo mundo, né? Quando a Madonna teve no Brasil, teve toda uma polêmica com ela na internet. Eu não aguento que o povo tentou cancelar a Madonna, uma perda de tempo. Ah, sim. E aí, alguém comenta, gente, ninguém vira a Madonna agradando todo mundo. Não tem como, assim, é isso. É um personagem icônico, acho que faz coisas questionáveis, sim. Mas é isso, né?
Ela tá sendo uma mulher que se fosse um homem, talvez não gerasse tanta conversa, não gerasse tanta situação. As pessoas não suportam ela por conta disso. E aí, o meu comentário no Letterboxx tem a ver com isso, né? De que ninguém vira Miranda sendo uma santa. Que pessoas mentem e traem, tal qual o quadro da Santa Ceia. E eu gosto muito também dos 350k limpinho que oferecem pra ela escrever um livro sobre a Miranda. E aquele dia que aquela Síndrome do Estocolmo... Eu adoro aquela cena também, a Lolo. Síndrome do Estocolmo.
Porque ela fica ai ai ai, a Miranda... Cara, sempre ali meio escorraçando a querida Andy. E ela preocupada de escrever um livro sobre a Miranda. E a Miranda, a iconic, que era o que eu esperava dela, que é minha filha. Fale bem, fale mal, fale de mim. A Miranda tá à frente do tempo dela, então... É...
A gente vai falar a nossa nota? Não, ainda tem mais uns três comentários. Ah, tá bom. Então vamos lá. E aí seguindo, eu não acredito que uma empresa chamada SpeedFest acabou que se provou não confiável. Sabe o que me lembrou esse comentário? Porque me lembrou muito, sei lá, o Choquei. As pessoas ficavam, sei lá, muitas pessoas seguiam, que eram grandes, seguiam o Choquei, achando que o Choquei tava, tipo, dando informação de qualidade. E simplesmente o...
Cara, treta nas costas dele. Lavagem de dinheiro, pesadíssima. Da hora que eu li, speedfetch, eu disse assim, cara, eu choquei deles. E aí, pra terminar, enfim, vocês já devem ter imaginado que essa mesa inteira amou o filme. Então, Não É Segredo, que minha nota foi 4. A nota de Igor foi... 4 estrelas também. E Maíra foi com...
Eu dei cinco, gente. Olha lá, é isso. É isso, é isso. Mulheres no comando. Bem, não, a galera economizando estrelinha no Netair Box, sacou? É isso aí, amiga. O mundo tá acabando. Jamais eu daria menos do que cinco pro Diavai Estrada. É isso aí, amiga, é isso aí. Eu, hein. Entregou, tava correndo um risco enorme de, putz, é isso, de não agradar as pessoas, de não entregar storytelling, de ser um filminho mono ou sem graça. Foi lá, fez seu papel, cumpriu. Não acho que surpreendeu.
Mas entregou aquilo que se propôs a fazer. Até porque surpreender depois de um é muito difícil. Mas eu não tô aqui pra economizar estrela. Mulheres e gays, tomam cinco. Cinco. E com essas notas incríveis, a gente termina mais um podcast Tá Calor.
Se você não segue a gente, segue a gente. Se você não segue Maíra Blase, se você quer seguir gente inteligente, vai seguir Igor, você vai seguir o quê? Maíra Blase. Eu não entendi a crítica. Gente, muito obrigada pelo convite. Eu aprendo muito sobre cinema com estes garotos. Obrigada pelo convite. Foi muito bom assistir esse filme com vocês. Que a gente tenha cada vez mais filmes de gays e mulheres pra aliviar a nossa mente.
que é isso a nossa especialidade, né? Fazer crítica social e ao mesmo tempo se divertir aquele meme de eu só não surtei porque eu acho tudo muito engraçado e eu acho que quem tem o hábito de fazer isso são gays e mulheres, né? A gente tá sustentando o mundo nós somos os pilares do entretenimento mundial e esse filme é uma prova disso muito obrigada pelo convite Cara, eu te amo pra caralho, tu sabia disso? Será sempre combinada Maíra Vaz e voltará
E é isso, gente. Se você não odeia gays e mulheres, vocês vão seguir esse podcast agora. Vocês vão enviar esse podcast pra cinco pessoas. Eu duvido. Vai lá. Obrigado. E até a próxima. Tchau, tchau.
Se você gosta de gays e mulheres, manda pra 5 pessoas. Fazer tipo aquelas correntes horrorosas do Instagram. Se você não repostar isso, você vai ter 7 anos de azar. Inferno, aparece na minha frente. Gente, eu não quero ver isso. Nossa, isso tinha muito no Facebook. Isso tinha por e-mail, né? Essas correntes que diziam...
diziam que você, sei lá, ia morrer, você não ia ter mais a edição. Eu não fico levando isso adiante. Quando chegar um azar em você, você quebra essa corrente. Ao contrário desse podcast, que é uma coisa que é positiva, uma coisa que você aprende coisas, aí tu joga pra frente. Cinco pessoas. Viu uma correntezinha do Instagram, tu já bloqueia em você mesmo, entendeu? Não leva isso adiante. Tem que saber separar o que levar adiante e o que é coisa de cortar.
Até dentro do elevador ela tá dando um sabô na gente, né menina? Faz a aula dela, menina. Faz a aula dela. Nossa, assim que a gente gosta. Gosto mais.