O Baile das Mil Faces - Cap.1: O Convite para o Baile
Era uma vez, um Dragão Ancião que percorreu Eras incontáveis, acumulando um conhecimento de povos e culturas pelo mundo todo... Houve alguns estudiosos e exploradores que tiveram a coragem de procurar por esse Dragão Ancião.
Graças a eles, temos esse compêndio em mãos: Histórias do Velho Dragão.
Então, senta, pega sua bebida preferida, coloca os fones e aproveite!
Mini Aventura o Baile das Mil Faces - Old Dragon 2ª Edição | Episódio 1: O Convite para o Baile.
Jogadores:
Lucas como Samiasa, o Diplomata Nefilim;
Marcos Vinícius como Kaelen, o Assassino Humano;
Otávio como Mob, o Astuto Sibiliante;
Murilo como Eldris, o Druida Elfo.
Narração e apresentação por Vinícius Lara - Para saber mais, acesse Narrativas Imersivas de RPG. Também sou escritor no portal Movimento RPG.
Edição por Guilherme Vivian - criador do Mais um podcast de RPG.
Arte da Capa por Beto.
- O Convite para o BaileApresentação dos personagens · Dona Izeldon Valdaris e a ameaça · O Baile das Mil Faces · A carta anônima · Investigação da caligrafia
- A Missão e o ContratoO motivo da contratação · A ética e a negociação · O pagamento e os requisitos · Inimizades do Sr. Beraldo Valadares · O papel dos Sibilantes
- Preparativos para o BaileInício da aventura de RPG · Sistema Old Dragon 2ª Edição · Mini Aventura O Baile das Mil Faces
Olá pessoas, aqui é o Vinícius Lara, vocês estão no covil do velho dragão e a gente vai gravar, jogar, contar a história da mini aventura de carnaval, porque estamos aqui no momento da carneia, do carnaval da loucura brasileira.
E a gente vai contar a historinha, o baile das mil faces. E eu tô com quatro jogadores que toparam essa empreitada, eu quero que eles se apresentem. Então, Lucas, pode se apresentar aí, nego. Boa noite, meus amigos. Hoje eu vou estar jogando aqui com um bardo de raça Nephilim, que é um cruzamento de um ser celestial com um elfo.
E, na realidade, a proposta é ele ser mais um diplomata do que um bardo circense, né? Que fica fazendo apresentação, fica tentando seduzir. É mais o cara da diplomacia. E vamos ver que bicho vai dar. Boa noite, pessoal. Tudo bem? Meu nome é Marcos Vinícius. Estou aqui com essa turma. Estou tentando não atrapalhar eles com a minha inexperiência. E, assim, eu vou estar jogando com o Kaelo.
É um assassino por natureza e criação. E vou tentar não matar ninguém no baile, né? Porque nós estamos em época de festividade, mas também não garanto. É um recurso que está à minha disposição e eu gosto de usá-lo. Prazer, pessoal. Meu nome é Otávio. Vou jogar utilizando o Mop. Ele é um sibilante, mago ilusionista, que está aqui à disposição.
do grupo pra provar que sua raça não é composta por cobras esfaqueadoras. Só cobras ilusionistas e muito bem intencionadas. Sei. Muito bem intencionadas, manipulando a mente dos outros, mas a gente é de boa. Confia. É uma cobra que manipula a mente. Vai dar boa. Foi a serpente ancestral que mandou, cara. Só isso que eu tenho pra dizer. Murilão, fala aí. Satanás no Jardim do Édic.
Oi pessoal, tudo bem? Boa noite Eu sou o Murilo, eu vou ser o Eltris Que é um Elfo silvestre, druida Que tá procurando a Irmã que foi sequestrada Um tempo atrás E aí se juntou com o pessoal aí pra Pra resolver esse probleminha Aqui é o Vinicius Lara e você está ouvindo Histórias do Velho Dragão
O Baile das Mil Faces. Capítulo 1. O convite para o baile. Está em Landora, capital de Valença.
É uma metrópole medieval, só que a gente está no bairro das Pulgas. Então a gente está num bairro fora das muralhas, uma não cidade, vamos dizer assim, na questão oficial, questão de segurança.
tributação e tal, mas é uma parte importante para informações, mercados exclusos e interesses duvidosos. Então a gente começa a nossa história numa estalagem, ou numa taverna, melhor dizendo, numa taverna super simples, estrutura de madeira, numa rua enlameada, tá uma garoa fina, começo de ano.
Então a gente está indo para o final do inverno e final do dia vocês estão nessa taverna, em volta de uma mesa de madeira, uns bancos, não é nem cadeira, é uns bancos ali. E vocês quatro estão em reunião com uma senhora distinta. E ela marcou esse ponto de encontro com vocês. Ela é uma humana.
Dona Iselda, ela é uma senhora distinta. Ela tá... Vocês percebem que ela tá vestida com capa e... Pra se proteger da chuva.
e do frio aí do inverno que está se encerrando. Vocês estão aí algumas semanas, alguns dias na verdade, para iniciar a primavera. Mas mesmo ela com esse manto, mesmo ela tentando se passar despercebida, vocês percebem certa vaidade, certos símbolos de imponência ou de nobreza.
Por exemplo, brincos, correntes, anéis, por baixo da capa, um vestido bordado. Então vocês percebem ali alguns elementos que denotam poder, pelo menos poder financeiro.
Ela acabou de chegar, então, vocês veem ela entrando nessa taverna, com aquela iluminação dúbia, né? As tochas ali dando aquela iluminação meio alaranjada, poucas janelas, muita fumaça de cachimbos e tal.
Ela tira o capuz, olha para um lado, olha para o outro, ela parece fazer uma ordem para alguém ou alguém, provavelmente acompanhando ela para escoltá-la. E ela encontra vocês num canto e ela vai se direcionando até vocês. Ela aparenta ter mais ou menos uns 40 anos.
Só que 40 anos vividos com certa mordomia, então possui algumas rugas, evidentemente, um cabelo grisalho, mas ela, talvez pela maquiagem, talvez pela qualidade de vida, ela ainda aparenta ter um certo vigor e uma certa vivência da juventude. Ela tem olhos castanhos muito bonitos, não está com maquiagem muito exuberante, está até bastante discreta.
Ela para na mesa de vocês, cumprimenta vocês em silêncio, ela tá sempre olhando pros lados, meio tensa, assim, como se tivesse preocupada de estar sendo vigiada. E ela senta, faz um movimento pro garçom ali, pede uma bebida, uma cerveja, rala, bebe. Vocês percebem, evidentemente, que ela não apetece o sabor dela, mas ela tenta se conter.
Põe a caneca na mesa. Senhores, agradeço que vocês tenham aceitado esta reunião. Eu sou a Dona Izeldon, com quem entrei em contato através de cartas. Ela olha assim pra vocês e ela só consegue arriscar a identidade de um de vocês, por motivos óbvios. Você certamente é um mob.
Porque é o único que é completamente diferente. Assim. Cara, eu aceno com a cabeça, eu falo o charme é irreconhecível, mas eu tenho certeza que a língua e a pele escamada foi o que me entregaram. Ela dá um meio sorriso, vocês pensam que ela tá tensa pra caramba.
Só que ela tenta impor certa leveza, então ela dá um sorriso. Sim, de fato, a sua natureza lhe expõe, Sr. Bob. Gostaria que vocês se apresentassem para que eu saiba a identidade de cada um com quem falo. E aqui é uma oportunidade de vocês se apresentarem e já descrever um pouco do personagem de vocês, por favor. Aparência, vestimentas nessa ocasião da caverna. Posso tomar iniciativa, então?
Se me permite, eu me coloco de pé. Então vocês veem alguém que parece um elfo, só que com aproximadamente 1,95 de altura, ombros largos, cabelos longos e prateados, e os olhos são da cor de ouro, são dourados e metálicos, você não vê pupila, íris. Então claramente há uma natureza distinta por detrás.
E eu me comporto de maneira elegante, estou bem trajado. Eu me coloco de pé e me ajoelho perto dela, mas não como reverência. Eu vou tirando do meu bolso um lenço e falo...
Minha senhora, eu lamento que tenha sido necessário encontrar a gente num lugar como esse. A senhora me dá licença. E eu, com o meu lenço, sinalizo que eu quero limpar os sapatos dela.
Ela hesita, porque ela não entende o que você vai fazer, ainda mais por conta do contexto, do cenário onde vocês estão. E você percebe que ela meneia a cabeça assim, tipo um gesto duro. Tipo, dou licença, mas eu não sei o que vai acontecer. Ela faz... Aham. Então eu delicadamente, eu seguro assim os pés dela e começo com o meu lenço. Limpar a lama que está nos calçados dela. Entende? E falo, eu me chamo Samyaza.
Sou um diplomata. Ela cora imediatamente. A razão exata vocês não podem precisar, mas que ela fica sem jeito, sem graça. E ela... Prazer, Serminaza. É um prazer, de fato. E ela fica meio tensa pra saber como agir. Só isso, singelo. Uhum.
Ela vira pros demais, enquanto ele tá limpando os sapatos dela, ela vira pros demais se apresentarem. Eu me chamo Eldris, eu sou um elfo silvestre, tô trajado com uma roupa verde, bem tipo de nobre, mas não tão nobre, porque ele não é de classe rica, assim, com uns detalhes em bege escuro, assim, quase marrom.
Eu tenho cabelo comprido, um rabo de cavalo, olho castanho. Eu dou a minha mão para ela para cumprimentar e dar um beijo na mão delas. Para cumprimentar de uma forma mais educada. Prazer, me chamam ela.
Ela faz um gesto com a cabeça, ela fica mais à vontade com esse tipo de comportamento, faz parte da etiqueta da nobreza de Valencia. Ela te dá a mão, você beija, ela fica bastante confortável com a sua presença.
O mob já foi apontado, então não há muito o que saber o que tirar dele. O único traje que deixa ele marcante é que ele de fato usa roupas nobres, ele usa trajes nobres, uma roupa um pouco melhor. E ele possui um piercing que vai do nariz até o que é ali mais ou menos o buraco da orelha, a pele dele.
É um tom marrom, meio de terra, e o olho dele é bem marrom também. E ele tem uma língua sibilante, roxa. Mas ele se esforça a não ter o sotaque clássico dos sibilantes, né? Que foi o que deu o nome à raça. Então ele fala pausadamente, com muita calma, pra não ficar falando assim. Vai falar igual o Patolino.
Quando eu ficar nervoso, vocês verão como ele fala de fato. Meu filhos da puta. Maravilha, por fim, ela vira pro último personagem. Marcos, como é que é o teu personagem? Aí, assim, enquanto ela tava prestando atenção no patolino aí...
Aproveitei aquele pequeno momento de distração e me aproximei o máximo possível dela E só chego bem próximo a ela e só falo prazer, Kaelen Espero não ter que cometer nenhum crime por aqui E me afasto dela lentamente e fico em algum lugar assim, bem discreto Kaelen, ele é um humano
Ele tem cabelos curtos, negros, é um corpo atlético, mas não é algo grande nem pequeno demais, em torno de 1,78 de altura, uma média de uns 75 a 70, 75 quilos. E assim, ele é só mais um na multidão, não é lindo, não é feio.
Ele está trajado na ocasião com uma roupa totalmente preta, com alguns detalhes em vermelho, pequenos detalhes em vermelho, que deixa fácil se ocultar em caso de algum problema, alguma funga ou alguma ofensiva. Ele gosta de estar sempre e passar despercebido.
Perfeito, você faz isso, você tá recuando pro seu assento, ela dá uma regalada nos olhos, assim, vocês percebem que ela, provavelmente nesse momento, o Samyasa já tá terminando de limpar os sapatos.
Sim, com certeza. Então ela fica tensa por outra razão, vocês percebem um certo medo, o papel dela dá aquela dilatada assim, ela engole em seco, e o olhar dela imediatamente busca duas pessoas, são duas pessoas que já deixaram ela ligeiramente mais tranquila, Samyasa e Aldris.
Neltris pela etiqueta, que lembra muito a nobreza de Valência. Isso ameaça pelo... Esse galanteador, um Néflin, um... Um sexapio aí. Sei lá.
Mas assim, ela... E isso é interessante talvez pro mob, não sei, não vou julgar, não vou falar o que o jogador pensa, mas o senso comum tornaria um sibilante, em Valanza, uma criatura normalmente vista com suspeitas. Nesse caso não, foi humano. Então vocês percebem que ela, a Dona Izeuda, ela não olha pro mob com nenhum pré-conceito.
Só que ela fica tensa com Kaelen e ela busca sempre no Samyasa pelo olhar. Ela busca o Samyasa e o Eltris como um ponto de suporte ali, de contato. Enquanto ela vai falando, então, o olhar dela fica sempre ou na maioria das vezes nesses dois. Ela pega a cerveja de novo, dá mais um gole.
na cerveja aguada, ela dá um sorriso meio amarelo, assim, meio sem graça. É um prazer conhecê-los e devo dizer que vossos nomes vêm até mim por grandes indicações, através de alguns nobres aqui da capital. Então o meu coração fica mais tranquilo. E ela olha pra vocês dois, a minha raza e a outra, na hora que ela fala isso. E saber que vocês aceitaram essa reunião.
E eu balanço cabeça e concordância, tipo, fique tranquila. Nós somos os caras em linguagem corporal. Mas é foda.
Eu só dou um leve sorriso e aceno com a cabeça para ela e me sinto de novo na mesa. Perfeito. Então, assim, ela... Eu sou... Bom, eu pertenço. Eu sou a senhora Valdaris, dona Izelda Valdaris. E nós, seguindo a tradição da família de meu marido, nós iremos fazer uma grande festa.
daqui a alguns dias, daqui a uma semana, para ser mais exato. E é uma festa que o vô do meu marido criou, essa cultura de fazer com que os aldeões, os nobres, os comerciantes, durante um tempo fossem uma única pessoa e celebrassem o início da primavera. Chamamos, tradicionalmente, do baile das mil faces.
E neste baile nós devemos, evidentemente, estar vestidos, estar usando máscaras que simbolizam a equidade social. É uma certa fantasia do vôo do meu marido, talvez. O fato é que isso deu certo. Muitos nobres aguardam este momento todo ano.
para comer, beber, dançar, cantar e se divertir, sem julgamentos, de maneira livre e sem se apegar a tradições. Bem, eu digo isso porque, além de ser um convite evidente para vocês quatro, eu recebi uma carta, alguns dias, anônimo.
Essa carta informa que a dívida do meu marido será paga. E ela deixa um silêncio durante um segundo. Meu marido... A senhora tem essa carta aí? Sim, sim. Meu marido, senhor, é o senhor Beraldo. Beraldo Valadares. Ela vai mexendo no decote dela, assim, e puxa a carta. Ela olha pros lados, né? É uma carta.
num papel, num couro ali de carneira bem rústico, né, o papel. Porém, a caligrafia tem certa elegância, tem certo domínio, como se fosse uma pessoa muito acostumada com a escrita. E a carta está bem simples. Cara, ela começa até com uma certa educação, quase uma etiqueta falsa, assim. Cara, Dona Izeuda.
Fico muito feliz com o convite do tradicional baile das mil faces. E devo dizer-te que estou ansioso de resolver o problema com o senhor Beraldo. Aguardando-te o encontro no baile. Posso dar uma olhada, senhora? Sim, sim, evidente. Só peço que você não danifique, por favor. Com certeza.
Cara, eu quero apelar para a ficha. Eu quero rolar dados, muito tempo sem rolar dados. Isso que é em produção, já começamos assim, mano a mano. Muito tempo sem rolar dados. É o seguinte, eu quero tentar observar o estilo de caligrafia.
Eu quero tentar me colocar na cabeça de quem escreveu para sentir até que nível a ironia, a sarcastia. Eu quero me imaginar na posição da pessoa que está escrevendo aquela carta e ver se eu consigo sentir alguma nuance. Talvez um estilo de escrita, um estilo de formalidade ou até mesmo alguma...
Alguma, vamos botar assim, intenção nas entrelinhas, assim, que não seja o óbvio, né? Se é possível, eu queria ver se o decifrar se encaixaria nisso.
Certo. Então vamos por partes. Já que você já tá se tensionando, Lucas. Já que você já começou com os dois pés no peito. A gente vai fazer uma parada e quem vai fazer depois. Então vamos fazer agora, então. Cada um de vocês, três de vocês, e eu vou pedir pro Lucas não fazer, porque o Lucas vai fazer o teste dele. Então, Marcos.
Otávio e Murilo joguem um D6 cada um. Pode ser no Old Dragon Line ou pode ser aqui no Discord. Se for no Discord, no chat, basta escrever um D6 e enter, que ele já gira.
Joguei no AD Online 5 resultados. Eu coloquei aqui no chat mesmo, deu 4. Beleza, deu 4. Vamos com o senhor Adumurilo primeiro. Por quê? Já vou explicar como vai estar gravado. Vocês estão... Essa rolagem da aventura, tá? Agora a gente está selecionando aleatoriamente, tem uma tabela pra isso.
o assassino, ou o ladrão, ou o sequestrador, enfim, o criminoso, onde ele vai cometer o crime e como ele vai cometer o crime. É tipo o jogo de tabuleiro detetive.
Peraí, um do grupo vai ser o criminoso? Não, não, não, não. Ah, tá. Os jogadores estão jogando aleatoriamente. Aí eu tô vendo uma tabela da aventura. Ah, beleza. Essa aventura, ela pode mudar por conta dessa tabela, entendeu? Então eu vou pegar o número 4 do Murilo pra ver a primeira tabela, que é o criminoso. Ah, maneiro. Deixa eu só anotar aqui. Aí o cara fala em voz alta, né?
João, a cara começa a falar. Vai ser o João com o Candelabro na sala de estar. É, na sala de estar, né? Aí depois vem o mob que é o 5, que é o Otávio que jogou o 5. Ô louco, gente. Tá. Eu rolei um 4.
E aí o Marcos, que é um 4. Deixa eu só terminar de fazer a anotação no caderno aqui, que pra mim fica mais fácil. Tá. E agora o do Marcos, que é o 4. Ó, show. Então, a letra, isso aqui é porque eu preciso saber quem vai ser a pessoa que vai cometer o crime pra poder, já que você tá tensionando a parada, pra ver o que a gente consegue tirar disso.
Essa pessoa... Quem que é essa pessoa aqui? Ah, tá. Tá. O que que você quer usar, Lucas? Eu imagino que ou inteligência ou sabedoria. Na verdade... O seu personagem fazer essa avaliação. Na verdade, a minha intenção não era com atributo, não. Era com aquela... O talento. É, o talento de bardo.
decifrar, você tinha falado, né? Pode ter. Isso. Tu acha que se aplica? Tá. Acho que se aplica. Joga um D6 e o nível do seu talento aí... É o quê? É o nível 3? É um a 3? Isso. Pode mandar? Perfeito, joga um D6, pode mandar bala. Hum, bosta. Falei miseravelmente. Tá. Falhou miseravelmente. Mas uma coisa assim, é nítido pra você.
Uhum. Alunar, deixa eu ver se é nítido pra você mesmo. Deixa eu ver sua ficha. Porque eu não costumo fiscalizar a ficha dos jogadores. Quanto menos serviço que eu faço, melhor pra mim. Eu sou um mestre preguiçoso. Eu entendo. Então deixa eu olhar aqui. Tá, você tem... Quase contado a quadradora. Valoria 9 e inteligência 9. Caralho, você também não me ajuda em nada, velho. Né? Beleza. Tá, como você usou talento, uma coisa é nítida. Ela é uma letra.
É, você percebe um certo peso na escrita. O que eu quero dizer com isso? Inícios e finais de palavras e de frases tem um certo acúmulo de tinta. É como se a pessoa pressionasse a pena. Uma certa... É, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é, é
É uma mais pesada, mais, sabe, mais... Uma pessoa mais pragmática, que não tem paciência em desenhar a escrita, as letras, com um certo zelo. Você vê uma certa... É, um certo pragmatismo mesmo, uma certa objetividade na parada. Tá? É o que eu posso te dizer, mesmo na sua fala. Tá, eu vou guardar isso pra mim.
Perfeito. A mão pesada. Você vai devolver a carta ou vai deixar a carta mesmo? Claro, claro. Eu só pergunto pra ela. Quem lhe entregou essa carta? Chegou através de um mensageiro anônimo. Junto com outras mensagens e cartas que ele costuma entregar. De outros assuntos do meu marido. Meu marido é um fazendeiro e um nobre.
Eu não vou dizer renomado, mas que está aos poucos conquistando o espaço entre a corte de Landora. Ele é ambicioso. E ela olha pra baixo, assim, o olhar dela desce um pouco pra mesa. Um pouco... Passa um vislumbre de tristeza ou decepção. E ela volta pra encarar vocês. Mas ele é um homem que cuida dos seus.
E devo dizer a vós que eu o amo. E aprendi a respeitá-lo. E não é a primeira vez que eu recebo esse tipo de mensagem. Ou ameaça. Mas... Nos últimos tempos, estão sendo turbulentos. Eu tenho motivos reais para achar que essa ameaça pode vir a acontecer.
Em baile das mil faces tradicional da família de meu marido, creio-se no momento oportuno pessoas de todos os tipos, de todas as classes, de todas as naturezas, sem questionamento nenhum. Então, imagino que a senhora vai querer que tentamos interceptar Cajo Haja um assassino e garantir a segurança dele, correto?
Correto, mas devo dizer a vocês que isso seja feito... Ela olha pro personagem do Marcos, que foi o que sussurrou. Que é o assassino, Kellen. Mas ela olha assim com certa tranquilidade dessa vez, tá, Kellen? E devo dizer que isso seja feito da maneira mais discreta possível. Para que não manje o nome do meu marido e nem da minha família. Pois, como eu disse, estarão presentes nobres e pessoas bastante influentes na corte.
E no país, no reino de Valencia. E meu marido, ele despreza essas ameaças. Ele acredita que o dinheiro e a mercadoria e a influência que ele está movimentando por si só basta para deixá-lo seguro. É uma certa ingenuidade, eu admito. Uma certa arrogância do meu marido. O verneiro tá perto? Não. Não. Tem alguém perto fora a gente? Provavelmente.
Porque a escala de é, cara, é na favela, do bairro das Pulgas, se não me engano, que é a favela de Landora. Tá. Então, assim, tá caótico. As mesas são apertadinhas também. Tá caótico, né? Tá bagunçado. É, tá bagunçado. Tem gente jogando dados, gente... Ah. Queda de braço, tem aí, de repente, uma mesa... Duas mesas tombam, duas pessoas começam a trocar soco, e a galera começa a comemorar, e curto isso, um casal.
de menestrel, ele tá tocando no canto como se nada tivesse acontecendo e ninguém tá ouvindo nada do que ele tá tocando. Não tá ótimo. Isso é o perfeito. Ouvindo os músicos não tão ouvindo a gente também. Eu quero chegar perto da mulher, assim, mais perto, de forma que tanto a mulher quanto os companheiros ouçam, né, se eles quiserem participar dessa conversa, eu olho pra ele e falo.
Até que ponto a senhora está disposta a fazer o que é necessário para proteger o seu marido? Não me entenda mal, mas até onde vai a sua ética? Porque a nossa ética depende da sua ética. Está entendendo o que eu quero dizer? Ela olha com a cabeça assim. Ela olha para o mob, que é o sibilante.
E pro Kaelin, que é o assassino, que são os dois seres ali do grupo que mais... Quando eu falo isso, eu falo, meu pai que me perdoe. E aí ela afasta um pouco a capa, mexe na cintura dela. Ela tá sentada, então vocês não veem exatamente, porque a mesa tampa. E ela tira um saquinho, ela olha pros lados. E talvez pra não mostrar e não fazer muito barulho, ela vai derramando aos poucos. E as mãos vão cobrindo um pouquinho. Vocês percebem, 25 moedas.
De ouro. Hum. E ela arredou o chifre. Isso aqui é a metade do pagamento pra cada um de vocês. Desde que o nome da minha família e da família do meu marido não sejam colocados na lana. Então esse é o único requisito. Foi isso que eu queria saber.
o nome da sua família e de seu marido permanecerem limpos. É isso? Sim, eu não sei se essa ameaça significa roubar a nossa casa, sequestrar o meu marido ou me sequestrar ou nossos filhos. Seu marido teve alguma desavença com alguém recentemente? Que a senhora saiba? Algumas, tantas quanto qualquer comerciante. Quantos filhos a senhora... Três. Sim. Cara...
Qual que é o teu... A sabedoria é zero. Quem tem a maior sabedoria? Quando tem que ficar fazendo teste? Minha sabedoria é 9. 15 a minha. Tá, eu quero modificadores. Modificadores. Modificador e sabedoria é mais 3. Car... Tem um... Tem um Jesus aqui. Tá, quem tem sabedoria mais 2, percebe...
que ela percebe uma certa hesitação, muito provavelmente ou ela tá com vergonha, ou ela tem receio de falar além do que ela falou. Quem tem sabedoria mais três, percebe claramente que ela tá ocultando, que ela também tá com esse misto de vergonha e tal, mas que ela sabe o que o marido fez ou faz, e que ele sim, ele tem muitos inimigos.
Aí vai de vocês querer expor ela e pedir truco e colocar ela contra a parede, ou não, ou fala depois entre o grupo, tá? Fica à vontade, a cena segue. Então, porque ela falou o seguinte, recapitulando, que a desavença do marido dela vem de maneira natural, mediante ela ser um grande comerciante. Ou seja, naturalmente, os comerciantes vão perder mercado e cria essa pequena rivalidade. Foi o que ela soltou.
Então, aproveitando dessa percepção aí, eu quero me aproximar dela novamente e chegar bem próximo do ouvido dela e falar que mentir e ocultar não vai ajudar. Se a senhora falar a verdade, facilita o nosso trabalho e protege a sua reputação.
Eu entendo porque indicaram vocês para fazer esse serviço. E ela dá um sorriso sem graça, assim, viu, amarelo. Ela abaixa os olhos. E ela começa a mexer na poça, né, da caneca. Que faz uma pocinha d'água ali, da cerveja. É, o meu marido, ele realmente é muito absurdo.
E essa ambição acabou gerando muitos inimigos. Eu não posso dizer para vocês que eu sei exatamente como ele opera e o que ele fez para começar a conquistar a atenção do Rei Ardon. Mas eu sei, eu não sou indígena. Eu sei que ele acabou fazendo coisas...
contra as leis e as trad... Valência. Isso eu já imaginava. Veja, senhora, eu mesmo não sou uma figura tradicional de Valência, mas eu estou tentando angariar para mim e para o meu povo um lugar de destaque. E embora você seja uma pessoa problemática na sua dicotomia pessoal, bom...
Não vou dizer que eu desprezo, mas eu não preciso do seu dinheiro. Apenas considere uma negociação mais aberta comigo e com a minha raça sem que eu livrar você do seu problema. Eu não tenho mais nenhuma vírgula. Por mim, estamos dentro. Por mim também a gente está dentro nessa.
Mas eu gostaria de saber se a senhora sabe se ele fez algo contra alguém específico, contra um grupo, ou contra uma raça... Ele... Ora, ele... A escolha de se casar comigo... E eu não sou uma nobre, eu não tenho sangue azul. Não, eu sou uma plebeia, tampouco uma plebeia. Ela já se defende. Mas...
Eu sei que escolher casar comigo gerou inimizades de muitas famílias, por evitar... por anular a possibilidade de alianças. Eu sei também que há comerciantes e caravanas mercantis que estão perdendo o mercado, devido a ele ter expandido seus negócios de vinhos e de cerveja artesanal com os anões.
Alguma dessas caravanas em específico já demonstrou hostilidade contra sua família? De maneira direta não, nunca. Vocês têm que entender que... Isso é um jogo velado, é algo por debaixo dos panos. Nenhuma casa vai declarar inimizades.
É pior do que tem a geografia. De certo modo, sim. De certo modo, sim, senhor KL. Minha senhora, vamos resolver esse caso. Eu também não estou muito preocupado com dinheiro, até porque o meu pai, ele é uma criatura especial. Ele me ensinou a não ligar tanto para dinheiro. Eu faço isso porque eu gosto, na verdade. E... E aí
Bem, eu quero dizer uma coisa. Mesmo que a gente resolva isso, provavelmente essa não vai ser a última vez que seu marido vai passar por esse tipo de coisa, não. O caminho que ele escolheu é tortuoso. Amor ao dinheiro é raiz de todos os males. Já dizia o meu pai. E é por isso que eu vou ficar com o dinheiro de vocês dois que não querem. Não disse que eu não quero, disse que eu não faço pelo dinheiro.
É diferente, né? Diferente. Não interprete da seu bel prazer. Bom, eu não vou bolsar a moeda e não aceito pagamento. Se ela quiser lhe pagar 50 peças de ouro, não me convém discutir esses termos. Mas o que eu quero é simples e direto.
Um lugar de consideração para os sibilantes poderem fazer o que lhes for necessário para perpetuar a espécie aqui na superfície. O subterrâneo de Valance é um lugar muito inóspito. Você deveria visitá-lo. Aliás, acho melhor não. Acho melhor você permanecer aqui nos bailes e caravanas. Organiza as moedas, dá 25 para cada um. E aí a sua parte move, você empurra para quem você quiser.
E aí ela fala, além disso, ela vira pro mob. Sim, Sibilante, vocês terão com certeza a gratidão e a amizade da Casa Valdades. No entanto, eu não posso dizer, eu não tenho autoridade pra dizer que toda a sua espécie, todo o seu povo serão benquistos na minha casa. Mas eu posso dizer que você e aqueles que você considera sua família,
Você será um embaixador, meu caro. Isso te dará muito mais prestígio com os da sua raça. Eu já tenho todo o prestígio que a grande serpente tem pra mim. Veja, senhora.
Eu compreendo que não será uma mudança que ocorrerá do dia para a noite, mas um primeiro passo acompanhado de uma grande casa já é o suficiente. Os planos da serpente ancestral fundarão com esse meu primeiro passo. Estou disposto em me entregar em serviço para que isso se cumpra. Estou cansado de tanta falação. Vamos trabalhar, meus amigos.
Ela agradece, ela pega a carta de volta, se vocês permitirem. Ela tá fazendo o jeito de pegar a carta de volta. E sem mais, ela finaliza a cerveja dela, aguarda. Faz uma careta e ela não precisa fingir agora, ela espreme os olhos assim. Senhores, foi um prazer. Levanta, faz outro gesto de Lady.
que foi um equívoco, chama um pouco de atenção isso. E ela se retira com o queixo em pé, assim, sabe? Talvez é a maneira dela se defender dos vários olhares que caem sobre ela, mas de algum modo ela sai sem ser molestada, sem que lidem com ela, sem que alguém acabe importunando a Dona e Zelda. E deixa vocês quatro lá. E assim...
O diplomata Samyasa, o assassino Kaelen, o ilusionista Moby e o druida Eldris iniciarão os preparativos para o evento e para concluírem o contrato, firmado com a Dona Iseuda Valdaris.
Esta é uma mini aventura de RPG, um jogo de interpretação de papéis do sistema Old Dragon 2ª edição, chamada O Baile das Mil Faces. Ela foi escrita pelo Júlio Monteiro e está disponível no Old Dragon Online, no site do Old Dragon. Por Guilherme Vivian.
Jogadores, Lucas como Samiaza, Marcos Vinícius como Kaelen, Otávio como Mobi e Murilo como Eldris. E eu, Vinícius Lara, como narrador ou o mestre desta história.
Old Dragon
Old Dragon 2ª Edição