Episódios de Covil do Velho Dragão

Sobre Mestras e Jogadoras

07 de maio de 20262h14min
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Este é o Podcast Covil do Velho Dragão, um local convidativo para falarmos do nosso amado hobby, o RPG de Mesa, de maneira colaborativa.

Este episódio é ESPECIAL. Gravado no dia 23/04/2026, este episódio juntou mulheres de vários perfis e estilos diferentes para falar do RPG em suas vidas. Recebemos Talita Gava, Letícia Marquesi, Elisa Santana, Adrielly e Manoela Barreto (deixaremos o link do Mana Nerd e do Crônicas Fantásticas).

Uma conversa leve, gostosa, bem humorada, com várias reflexões importantes e, sempre, sempre, com o hobby, o RPG de mesa, como centro do assunto.

Infelizmente, dias após a gravação, recebemos a lamentável notícia do falecimento da Manoela Barreto. Esse episódio foi um dos últimos trabalhos dela envolvendo RPG e tem muito de sua essência.

Aos familiares, amigos e ao Mana Nerd, a equipe do Covil do Velho Dragão dedica esse episódio à "Mamacita" Manoela Barreto. Optamos por deixar nossa dedicatória e nosso respeito ao final do episódio, para que vocês, ouvintes, possam usufruir da energia, intelecto e humor da Manu ao longo de todo o episódio.

Sobre Vinícius: narrador e escritor de RPG, além de escritor independente, prefere abordagens mais narrativas e colaborativas. Para saber mais, acesse Narrativas Imersivas de RPG. Também sou escritor no portal Movimento RPG.

Sobre Beto: diagramador, designer gráfico, narrador de RPG, mestre de RPG, escritor de RPG, criador de RPG, e por aí vai... Para saber mais sobre esse Halfling Aventureiro, acesse!

Sobre o Caio: game designer de jogos eletrônicos, é a mente sagaz que criou o Covil do Velho Dragão, um espaço que funciona como repositório de tudo o que a comunidade do Old Dragon 2 (OD2) cria - desde especializações, inimigos e raças, passando por cenários e aventuras!

Arte da capa elaborada pelo Beto.

Este podcast foi editado pelo Duval.

Dúvidas, sugestões, apontamentos, críticas e ideias para temas de podcast, envie e-mail para admin@covildovelhodragao.com.

Assuntos7
  • RPG de MesaExperiências de jogadoras · RPG textual · RPG como ferramenta terapêutica · RPG como hobby social · Sistemas de RPG (Old Dragon, D&D, Tormenta, Avatar Legends, Vampiro Máscara) · Narrativas e interpretação em RPG · Combate e estratégia em RPG · Diversidade e inclusão em RPG · Desafios para mulheres no RPG · O papel do mestre/narrador · A importância do lazer e hobbies
  • Desenvolvimento PessoalRPG para superar timidez e insegurança · RPG para desenvolver habilidades sociais · RPG para criatividade e resolução de problemas
  • Neuromitos e Saúde MentalRPG como ferramenta de autoconhecimento · RPG para lidar com ansiedade e depressão · RPG como válvula de escape
  • Mana NerdProjeto de RPG para mulheres · Espaço de acolhimento e segurança
  • Doris MonteiroFalecimento da participante · Legado no RPG e Mana Nerd
  • Dívida Pública BrasilEventos de RPG de mesa · Comunidade de RPG
  • Diversidade e InclusãoRepresentatividade feminina em RPG · Inclusão de pessoas LGBTQIAP+ · Combate ao preconceito em comunidades de RPG
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Vocês estão vendo uma escadaria que desce rumo à escuridão. Um vento gelado atinge vocês. Junto com o frio, vem a sensação de palavras sussurradas no ar. Mestra, seguinte. Você disse que estamos diante de um fosso e a escada desce beirando esse fosso, né? Uhum. Isso mesmo, menina.

Hum, e atrás de nós está chegando uma horda de elfos drôs montados em aranhas gigantes. Exatamente. O único caminho é pra baixo ou voltar e enfrentar a horda de... Quanto tempo temos até eles chegarem? Um turno. Ou seja, uns 10 minutos, mais ou menos. Beleza. Ó, mestre, é o seguinte.

Minha personagem é uma ladra-anã, então ela entende de estruturas rochosas e sabe escalar. Ela vai escalar a parede até uns 5 metros, por aí. Faz isso em uma rodada só, que é uns 10 segundinhos. E vai prender um gancho metálico na rocha e amarrar uma corda pra se fixar. Vou fazer meu teste de escalar. Lembrando que a minha família era mineradora, viu? Pode, tudo bem. Faz o teste de escalar da primeira com vantagem e...

Sucesso! Agora ela vai pegar a picareta, abrir uma fenda, logo acima do portal, por onde viemos. Ah, qual é a intenção, Aninha? Ah, simples. Eu quero comprometer um ponto específico no arco do portal. O mago do Pedrinho solta uma bola de fogo, a estrutura vai colapsar.

Barrão do corredor. Assim a gente pode descer com mais tranquilidade. Não, mas aí vai destruir tudo. Como é que vocês vão sair? Ah, mestre, isso a gente vê depois. Dá pra fazer ou não? Dá, só que aí o encontro com a rainha prateada... Tá bom, Aninha. Tá bom, faz. Pedrinho, manda aquela bola de fogo maneira.

Olá pessoas, bom dia, boa tarde, boa noite, boa madrugada, espero que todos estejam bem e vivos. Aqui é o Vinícius Lara, você está no podcast do Covil do Velho Dragão, um espaço coletivo e colaborativo que você pode participar via chat ou via voz, em conversas envolvendo o nosso amado Rob, que é o RPG de mesa, e vez ou outra, na maioria das vezes, o nosso amado sistema Oji Dragon 2.

E hoje, hoje é um episódio de uma estreia, uma espécie de estreia. Vamos ampliar nossos horizontes. O tema é mestras e jogadoras. E para isso, obviamente que eu não tenho condições de seguir solo nesse tema, estou acompanhado delas. Então, por favor, se apresentem.

Oi gente, sou a Manu, tenho 37 anos, moro na cidade de Paulista, Pernambuco e jogo RPG desde os meus 18 aninhos. Hoje eu sou mestra, iniciei minha jornada nesse mundo estudando o Old Dragon e desde então completamente apaixonada por esse mundo, esse universo que me cativa ainda a cada dia.

E, para mim, o RPG é sobre criar mundos, contar histórias, viver experiências que só a nossa imaginação nos permite. Por enquanto. Quem sabe realidade virtual aí? Quem sabe? E vamos que vamos.

Bom, eu sou a Adrienne, mais conhecida como o Drika nas lives do Movimento RPG. Eu tenho 27 anos de idade, sou jogadora de RPG um ano e meio. Comecei no presencial, hoje em dia eu sou mais do online mesmo. E eu sou professora, escritora e tagarela profissional. Inclusive foi assim que eu fui parar numa mesa em live, por tagarelar no grupo de Old Dragon. E eu tô meio que numa vibe, o que que eu tô fazendo aqui? Eu só tenho seis anos.

É tipo se beber num casinho, as coisas vão acontecendo. E a Adrienne vai sendo levada.

Fala, vai lá, Lê. Bom, pessoal, olá, eu sou a Letícia, eu tenho 26 anos, sou aqui de Joinville, Santa Catarina, um pessoal bem diversificado aqui de região. Eu jogo RPG há aproximadamente dois anos.

Totalmente influenciada pelo meu marido, então obrigada Alan, te amo. E desde então eu me apaixonei completamente por esse universo. Hoje o RPG já virou parte da minha rotina e com certeza é uma das coisas que eu mais gosto de fazer no meu dia a dia.

Oi gente, meu nome é Elisa, eu sou de Brasília, eu tenho 25 anos, eu comecei o RPG um pouco diferente, eu comecei a jogar RPG textual pelo WhatsApp, em grupos de WhatsApp, mais ou menos ali em 2021 para 2022, finalzinho da pandemia. Achei incrível a forma de se expressar e tudo mais.

E há pouco mais de um ano eu comecei a jogar RPG de mesa através de um amigo que me levou em um evento de RPG de mesa que acontece aqui em Brasília. E hoje eu não me vejo mais longe das mesas, então sempre que eu posso eu tô jogando alguma coisa. É isso, começou com textos e já vamos pra lives aí, ó. As coisas estão evoluindo, estão evoluindo. Evolução, evolução.

Por fim, a última, mas não a menos importante. Oi, pessoal, eu sou a Thalita, tenho 29 anos e jogo RPG há mais ou menos uns 5 anos. Porque eu não lembro exatamente o ano que eu comecei. Eu sei que foi quando eu terminei a faculdade.

Porque antes eu ouvia meu marido jogando, falava sobre, via, ouvia, assistia lives do Gruntar. Mas eu comecei a jogar mesmo quando arrumei tempo, que foi quando eu terminei a faculdade. E desde então eu não fiquei mais sem mesa pra participar, sempre arrumo alguma. E é isso, e é com essas meninas aqui que nós teremos nosso episódio de hoje do Val. Toca a vinheta, vamos lá fazer o Fusquinha andar com essa bodega. E vamos que vamos.

Eu sei que a puta rúdia!

E assim, vamos começar a conversa de maneira leve, porque eu achei bacana isso. Foi uma dor minha, na verdade, a ideia desse episódio. É uma dor pessoal, que a Manu tá me ajudando a sanar. Eu narrei pra Manu dois anos atrás. E depois eu narrei recentemente pra Letícia. E aí a gente vai começar um projeto que em live mês que vem. A Letícia embarcou, a Manu me apresentou a Elisa. Tô jogando com a Thalita na mesa do Beto, enfim.

Mas é uma dor minha, eu tenho uma dificuldade muito grande de conhecer meninas que jogam RPG. Na minha adolescência eu jogava com duas primas minhas e amigos, dois amigos, então era um grupo de cinco pessoas, mas eu nunca consegui doutrinar, espalhar a palavra.

convencer, talvez porque eu era muito viciado, muito fanático, então eu ficava muito nerdola e ridículo. E agora, véio, eu não tenho esse círculo social diverso que eu gostaria de ter. Eu acho interessante isso. Eu vou começar com essa rápida reflexão, porque tem um grupo, uma mesa que eu tô montando também, tirando eu, tem um jogador negro. E todo mundo já fez os personagens, inclusive ele, mas ele não tinha ideia da estética do personagem dele.

Ele falou, Vi, eu tô travado, cara. Eu costumo pensar rapidamente nisso. Eu falei, cara, vou te falar uma coisa. Todo elenco já me passou a estética do seu personagem. Não tem uma pessoa preta, velho. E a história se passa no Brasil, cara. E, porra, o narrador é preto.

o jogador é preto e não tem o preto, gente. Aí ele, nossa, essa ideia. Gostei. Então eu comecei a pensar sobre diversidade, sobre trazer, e às vezes não é nada demais. Não é nada demais. Mas às vezes convém falar. O óbvio tem que ser dito, o espaço muitas vezes tem que ser dado, e aqui a ideia é criar uma comunidade diversa. E eu adorei que essas meninas que estão aqui, que se apresentaram, resolveu falar um pouquinho.

E a ideia é falar sobre as experiências dela de RPG. Nem mexer em ferida, claro. Se for o caso, se ela sentir a vontade, né, meninas? Mas a ideia é falar o que acontece. Então, assim, como é que foi o começo? Como é que foi o... O que instigou? Por exemplo, a Thalita falou, a Letícia falou, que começou através dos maridos, que via os maridos jogando e tal. Por exemplo, a minha esposa me vê jogando, e ao invés de ela querer, ela quer me bater.

porque eu não tô com ela então assim, não é a pegada da minha esposa não tem jeito então assim, a Elisa começou com texto acho que a mais veterana aqui é a Manu né, tipo, a Manu já tem ali, já é polícia do RPG até, já pode dar carteirada quem quer falar primeiro, quem foi a primeira experiência, o que que chamou o que que, pô, isso aqui é interessante é um hobby que eu acho que é bacana pra mim vou embarcar, quem quer falar primeiro aí, de vocês aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming am

Bom, já que eu não botei na minha intro, vou falar que a minha foi mais sucinta, porque eu fui até uma das primeiras a pensar, então, uma coisa que eu não falei, eu sou de São Paulo, morei muito tempo em Pernambuco, então, tenho uma noção ali de paulista, e foi lá que eu comecei o presencial mesmo.

E eu jogo online porque eu jogo com um amigo dessa época E o grupo que ele me apresentou que joga online Mas, pra ser sincera Eu até falei pro Raul que eu ajudei ele com... Após dele, eu fui mestrado A tese dele tem a ver com RPG?

E aí eu falei do meu começo que, tipo, quando eu ouvi falar de RPG, e o meu primeiro contato, que eu vi um livrozinho, assim, que falava como se jogava, parecia um negócio muito complicado, que um monte de nerd catarrento ficava num porão bem Stranger Things, assim, falando eu jogo uma Mega Blaster privada cor-de-rosa pra matar o Tesseract, sei lá, palavras inventadas.

E eu ficava tipo, que coisa de babão, meu Deus. Que ridículo. Eu achava que era um Rexcrawlzão, só que tipo assim, encontro aleatório em cima de encontro aleatório, sabe? Sim, sim. A pessoa fica no lugar e fica brotando que nem Pokémon quando você se mete no arbusto.

E você vai batendo. E aí, depois eu conheci um canal chamado Drawfee, que é um bando de nerd com o super poder do desenho, que eles fazem coisas tipo assim, ah, e se o Pikachu fosse um personagem de Jojo? E eles desenham essas coisas. E eles começaram a fazer uma série chamada Drawtectives, de Tô no Draw com Detectives, em que ele... E aí, depois eu vou botar o outro lado.

maluca que faz mais essas coisas de preparação, fazia muita própria, assim, muita imagem de base de cenário, essas coisas. Eles fizeram design de cada um do seu personagem, e aí ela trazia cenários que ela colocava perante eles, alguns personagens, e era sem rolar dado nem nada. Era um RPG só na atuação, eles investigando um assassinato, e aí eu acho que tá na terceira temporada já. E aí, depois disso, parece que alguma coisa foi encaixando na minha cabeça, e quando eu ouvia no Twitter, que era que...

Ainda é hoje em dia, né? Aquele inferno. O Cellbit tá em live, você só vê isso nas hashtags, é todo mundo live porque é o Cellbit, e eu seguia ele da época que ele ficava fazendo enigma no YouTube. Aí um dia eu me encaralhei e falei, vou ver esse negócio. E comecei a dar um comichão de, ah, eu tenho que jogar, eu tenho que jogar. E aí foi assim que eu conheci o Pedro, que inclusive tá ouvindo a gente aqui. E ele foi o meu primeiro mestre que me apresentou o melhor sistema do mundo. Quem discorda...

Deita na BR, quem discode vai errado. A Thalita já está errada. A Thalita já começou errada.

Não, é muito beginner friendly. Eu adoro o Old Dragon, porque eu fui ver D&D, me deu uma crise de ansiedade que eu falei, essa é só amanhã, não tô entendendo nada. E aí quase não joguei a mesa. E se divertiu. Isso de D&D, né? Tipo, não tava entendendo nada, tendo uma crise, quase não fui pra mesa porque o mestre era ruim. E com o Old Dragon foi bom desde o começo. Eu cheguei na primeira mesa sabendo o preço de cavalo, porque o livro é fácil assim de entender.

Caraca, eu entendi que isso é uma referência de qualidade do sistema, é isso, Drica? Mas não sei se o preço de cavalo em sistema nem... Então, se o preço de cavalo o sistema é bom, cara. Não, porque ele de caba-rabo e eu entendi tudo, sabe? É a primeira dica pra você ser mestre.

Mas assim, antes que a Manu fale, que vai ser a próxima a dar o seu relato, eu achei legal isso da Drica, que ela falou o seguinte, ela começou a ter a primeira experiência, a primeira vivência, no sentido de visualizar, de ver a galera jogando, matar bichinho. Eu faço uma provocação, que eu faço isso constantemente no grupo Doge Dragon 2.

que é o que eu mais vejo a galera se apropriar de RPG. E lá fora, não é todo mundo, não é a maioria, é uma percepção minha, é pessoal. O que eu mais vejo a galera se apropriar do RPG é justamente nessa pegada de andar e matar monstrinho. Aí mata o monstrinho, aí pega os espólios, aí depende os bichinhos. Se fosse videogame, eles já estão tudo de cuequinha lá no chão, e você pegando tudo, rapando tudo. E aí você vira esquina, aí vem mais bichinho, aí você desce o cacete. Então assim, é brotar monstrinho e matar.

Eu gosto quando eu tô jogando board game. Eu, Vinícius. Ou videogame. E eu percebi, Idri, que quando você falou que você começou a ver uma pegada mais teatral, cenografia, de interpretação, mais dinâmica, aquilo foi te puxando mais. Mas você falou uma parada antes, fora daqui, que você é meio combeira. É isso?

Silêncio, a pessoa não quer assumir que é um silêncio. Não, é porque não é inquisição. Não é inquisição. Eu acho engraçado que é uma dicotomia. É uma dicotomia. Cara, eu vou assumir promesse que eu sou combeira, meio...

assim, é que eu não sei se captou, mas eu tava quieta, sem responder porque eu tava era rindo assim, o que acontece o meu problema é não ter narrativa nenhuma, né? você só, me enche o saco, eu tô jogando Pokémon aqueles antigos e não posso encostar num mato que aparece um Charizard querendo me matar, sabe? se fosse pra eu me meter no mato e ficar alguma coisa tentando me matar, eu ia pra Austrália eu quero me divertir então assim, não... se fosse pra eu fazer algo, então peraí, peraí peraí

O que você queria me matar e ia para a Austrália?

A Austrália, a MMA ou a RPG. Poderia ter uma campanha que se passa lá, hein? Ó a dica. Quer dica aí? Cara, e tá assim, tá meu melhor amigo do mundo da RPG aqui que não me deixa mentir. A gente deixa os caras só de cueca. Então assim, eu gosto dos dois lados. Mas eu não gosto de Hexcrawl puro. Eu gosto de uma história. É o equilíbrio. É, se vocês veem a live do Raul, você vê que a gente tá jogando no estilo Hexcrawl.

Só que tem história. E, cara, os dados estão muito ao nosso favor, porque eles estão construindo uma narrativa incrível. A gente encontrou um dragão. No meio do nada. Irado. Mas é essa maravilha. Exato. E a gente vai falar sobre isso. Então, beleza. Só pra gente deixar esse gostinho aí da... A Adri ficou até com medo de responder, né? Ficou rindo. Eu sou combeira e tal. Mas, enfim. Isso aí é...

nem medo, foi que você me quebrou mesmo você me deu um chute atrás do joelho e eu caí rindo ela vem toda falando, não, mas o importante é narrativa tal, não sei o que eu gosto dos dois essa daí é a personagem preferida do mestre, que sempre faz besteira tem dois mestres aqui pra dizer que eu não sou essa pessoa não eu calculo até demais aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming am

Gente, eu sou... A Adri já vai estar falando. Eu sou gente fina. Confia em mim. Por favor, velho. Me dá uma chance. A eterna Ladina. Eterna não, mas já joguei de Ladina e gostei. A Ladina é muito bom. A Ladina é muito bom. A Adri falou que começou com essa visão, observando, e foi aos poucos, né? Foi doses homeopáticas. E como é que foi há muito tempo atrás? Você falou que joga faz... Pô, vai fazer 20 anos você joga. É isso? Eu sou bom de matemática? É mais ou menos isso?

Eu acho que é isso. Eu sou de humana, não sou matemática pura. Eu sou vendedor. Teoricamente, eu teria que saber conta, mas, enfim. Estamos falando de RPG, então é quase isso. Como é que foi? Foi amigos? Foi parente? Como é que foi?

Amigos, e diferente da Adria, já montei logo os dois pés e já fui jogar. Eu jogava com uma mestra que hoje em dia é trans, certo? E ela já me chamou, disse, olha, senta aqui comigo, vamos jogar esse jogo aqui que é maravilhoso.

E a gente vai jogar a ideia 3.5. Aí eu disse, tá certo. Aí ela me deu uma ficha pronta lá. E eu fui junto com um grupo de amigos. Num parque que tem aqui no Recife. Chamado Parque 13 de Maio. Que eu acho que a Drica pode conhecer. Onde a gente jogava lá. Junto com os senhorzinhos que jogavam dominó.

Que lindo essa cena. Não é? A gente estava lá. Não chamou os senhores para jogar junto? Nada. De vez em quando vinha um ou outro curioso, né? Para poder ver, tentar ver. Que danada esses jovens fazem, né? A gente tem todo um bando de jovens, adolescentes, tudo metido a roqueiro, com uma garrafa de vinho debaixo do braço, né? E tal. E a gente lá, jogando, chamando demônio, entendeu? E tal. Só coisa leve.

uma coisa leve, entendeu? vai crescer mais, cara me nota diferente eles pensando, né? exatamente, foi assim que eu entrei no mundo do RPG, né? eu acho isso muito bacana, no seu caso pois é, desculpa te interromper mas é porque assim

Aí eu posso estar correndo o risco de deixar o debate meio raso, vocês, pelo amor de Deus, me cortem, fiquem à vontade, mas se hoje eu já tenho a dificuldade de chamar, eu comecei uma aventura, uma campanha que é a Aventura de Valanza, que já está com quase oito jogadores, quase uma mesa aberta. E quando eu estava montando e prospectando jogadores, eu joguei no grupo de drag, uma menina topou. Só que quando ela viu que só tinha homem, ela deu uma recuada.

Ela não foi explícita, se essa foi a razão dela recuar, mas eu acredito que sim.

Porque é difícil, cara. Às vezes até a gente, como a gente está pré-condicionado, a gente como sociedade, às vezes não é nem na maldade, mas sai aquelas piadas de tiozão de péssimo gosto que desce atravessado, que não é bacana, sabe? E eu fico pensando nisso 20 anos atrás.

Era só eu, de mulher era só eu e uma amiga minha. E tinha esse, o mestre, né, que na época ele era gay, hoje em dia é trans, mas só tinha três pessoas que eram afeminadas. O resto tudo era um homem no meio lá da gente. Realmente é algo muito...

Hoje em dia é, como você disse, né? Antigamente era bem mais fora da curva. É, eu acho muito. E acho que, poxa, é tão bom de você ter outros olhares, porque você joga RPG com... O grupo é orc, é elfo, é um dragão humanoide.

cacete, velho, você não consegue chamar uma menina pra jogar sem que o bagulho fique pesado, entendeu? A gente não vai nada, essa é a verdade, nós homens. Mas, enfim. Mas, foi bacana isso. Eu nunca tive problema de reje... Nunca tive problema.

Acho que é porque eu sempre joguei com amigos, sabe? Pessoas que eu já conhecia, que já eram amigos do meu marido, já eram amigos de amigos. Então, eu nunca senti essa rejeição, nunca senti nas mesas que eu participei. Nunca tive esse problema. Sempre fui muito bem tratada. Tenho muito mais problema com isso no trabalho do que no RPG. É, imagina. No trabalho também.

É, mas é porque você teve o marido já, né? Você já vai detalhar, mas acho que isso ajudou. Então, tipo, é interessante a gente ter esse olhar. Letícia, como é que foi? Você já falou que foi o Alan, né? Seu marido que te puxou pra esse mundo, pra essas drogas.

É, nós, foi isso mesmo. A minha experiência foi vendo o meu marido jogar, né, então eu ficava assim, mas o que ele tá falando? Era um robô e não sei o quê, e ciborgue. Eu falei, mas eu não tô entendendo nada que ele tá falando. Passava assim pelo escritório, colocava a cabeça, olhava, falava, não, mas ele tá feliz, né, quem sou eu pra julgar.

Ele tá feliz, né? Ele tá feliz, né? Tudo bem. É esquizofrênico, mas tá feliz, né? E o que mais me gerou curiosidade foi ele vir me falar do personagem dele no final ali da aventura. Ele vinha, ai não, porque hoje foi assim, o meu personagem fez isso, aquilo, eu não entendia nada, mas eu, ah, sério? Então ele falava com tanta empolgação.

E daí ficava né então Vini conselho é insistência é as beiradinhas aqui ó molhar o pezinho mas eu já fiz muito isso cara ela joga videogame ela versão dos anéis ela não gosta da parte de atuação assim de se expor nesse sentido tá ligado não é não é a pegada dela não é pegada dela

no meu caso, era uma curiosidade, né? E ele me chamava, não, vamos jogar, vamos jogar. E eu assim, não, não sei. Ah, não, não vou conseguir fazer. Ah, interpretar a personagem, eu? Não. Aí ele, não, e se eu fizer, que ele é mestre também, né? E se eu fizer uma one shot só com você? Só pra você entender o que é? Aí foi assim, pronto, nunca mais, né? Foi a primeira.

Aí, através dele, eu já conheci outras pessoas, já entrei em outras mesas. Até quando você falou pra Drica de combeiro, eu tive que dar uma risada sincera, porque... Bom, como eu comecei aprendendo com o meu marido, um bom combeiro como ele é, eu aprendi dessa forma. Então, hoje eu tenho a minha filha aqui do lado.

com a sequência do que eu tenho que fazer nos meus turnos, porque é tanto combo que eu me perco. Então, peguei esse lado dele aí, influenciada por ele também, a parte dos combos. É muito bom. Eu preciso conversar com ela pra ele te dar um jeito de te salvar um pouco dessa outra abordagem. O horror oculto vai te ajudar nisso.

Vamos olhar a história do bonequinho. Vamos olhar a história do bonequinho primeiro. E a volta, né? Porque a gente foi jogar uma aventura ali com o Vini de mestre sobre entidades, ali no tema também, de Criatura das Trevas. E totalmente oposto de ser combeira, eu não tinha nem montado a minha ficha direito quando eu fui jogar.

eu não tinha nada anotado, foi totalmente assim, 100% improviso. Aí eu vi, não, tira um ponto de não sei o que. Aí eu, ai meu Deus do céu, deixa eu anotar aqui no meu papel pra eu não me perder. Então, contrapontos também, né? E foi arremessada ali. Foi arremessada. Então, tudo certo. Mas também, comecei com Tormenta, Tormenta 20, mas já fui puxada aí pelo seu Beto, pelo seu Michael, amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos amamos am

Pro Old Dragon também. Então a gente já tá aí se familiarizando com o sistema. Já tá sendo aí convencido a entrar nesse mundo. Então tô curtindo aí sistemas diferentes também. É bacana, achei legal isso. Esse olhar pra vários sistemas, até sistemas mais gamistas. Você ter vários repertórios, né? Acho que sempre enriquece, sempre enriquece. Elisa, seja bem-vinda mais uma vez.

E conte um pouquinho como você... Você acha que é a única aqui, e eu ouso dizer que é a única pessoa que eu conheci, você viu como o meu ciclo social é muito pobre, que começou a jogar RPG em texto. Eu já fiz essas brincadeiras até quando eu tenho campanhas, e aí eu fico muito tempo sem poder narrar, pra não esfriar, e eu vou mandando umas paradas em texto. Como é que foi esse começo? O que aconteceu que te deu um estalo? Poxa, eu vou jogar aqui no texto.

Cara, muito diferente das meninas, eu sempre gostei do mundo lúdico, assim. Eu sempre gostei muito de ler, eu leio muito, eu adoro fantasias, romantasias e tudo mais. Sempre fui muito focada, assim, nesse mundo de fantasias. As pessoas falam que eu sou uma criança que cresceu, porque eu sempre tô no meu mundinho, assim, na minha...

Na minha mente. Meu pai fala que é o Fantástico Mundo da Elisa. O Fantástico Mundo de Gamba, ele fala que é o Fantástico Mundo da Elisa. E eu sempre fui assim. Então, eu sempre gostei muito de ler. E o que aconteceu foi que eu tava num grupo de leituras, de compartilhar livros, de fazer sprints de leitura. E surgiu um convite pra jogar um RPG de texto de A Seleção, que é um livro muito famoso de princesa. Na época, era muito estourado, assim. É uma série, não é uma série? Eu não, eu sou de ajuda.

Isso é uma saga de livros E vai ser adaptado em série A Netflix comprou os direitos Tem esse rolê aí que ninguém sabe o que vai acontecer O horror culto, olha aí Olha Netflix Vai, vai, manda Aí eles me convidaram pra jogar esse RPG de princesa Não, vamos lá, tentar casar com o príncipe Vai ser muito legal E eu não sabia nada Então eu entrei como um peixinho fora da água Igual eu tô me sentindo aqui das meninas falando de sistema Um peixinho fora da água Porque eu não sabia o que era RPG E aí foram me explicar E aí

que você manda uma mensagem, escrevendo o que seu personagem está fazendo, não sei o quê. E eu achei aquilo incrível, porque eu podia fazer qualquer coisa, eu podia ser o que eu quisesse, eu podia incorporar coisas dos livros que eu lia e das protagonistas que eu admirava dentro de um personagem. E aí eu comecei a usar aquilo, e como foi no final da pandemia, eu estava passando por muito estresse na época.

E foi um que eu tinha pra me expressar, pra colocar pra fora algumas ansiedades, algumas coisas. Então, foi um pouco terapêutico, assim, pra mim, o RPG de começo. E eu comecei, assim, jogando RPG. Eu joguei um RPG de A Seleção. Perdi, não ganhei o príncipe. Infelizmente, não virei princesa. Poxa. Mas não deu certo. Por isso que hoje eu sou CLT, eu faço faculdade. Eu faço faculdade. Inclusive, eu faço psicologia, né? Eu não falei na introdução. Tive que me tratar. E aí...

O Bac foi forte. Que maravilha. Aí o tempo foi passando e eu fui entrando em outros RPGs de texto. E eu entrava em RPGs, assim, desesperadamente. Então eu joguei vários cenários de RPG de texto diferentes. Jogo até hoje, inclusive. Tem um muito especial. Se você me permitir, Vini, eu vou mandar um beijo aqui pra todo mundo da Aurora dos Ecos, em especial para o Rodolfo, que é o nosso mestre lá. Ele é muito querido. Não, não me permito, não. Lógico que pode, cara.

Um beijo pro Rodolfo. A gente se diverte ainda e tudo. Joga lá. E aí, um dia, eu conheci uma pessoa. Eu conheci através de outras amizades. A gente tava no mesmo ciclo social. E eu comentei que eu jogava RPG de texto, né? Tipo, comentava com todo mundo.

Esse colega me chamou pra jogar RPG de mesa e eu não fazia ideia do que era. Tipo, eu já tinha visto algumas coisas por cima, mas eu não sabia jogar. E aí ele me chamou pra um evento que tem aqui em Brasília, que acontece no último domingo do mês, a cada dois meses. E aí esse evento, eles fazem mesas de one shot de sistemas variados. Então você chega lá, pega uma senha e você escolhe a mesa que você quer jogar. E aí eu fui.

Com esse colega eu comecei a jogar, eu vou ser sincera de que eu não lembro qual foi a primeira mesa que eu joguei. E aí eu joguei umas duas mesas nesse dia, eu sei que não foi Old Dragon, não foi D&D, foram alguns outros sistemas. E aí eu comecei a ir nesse evento com frequência, comecei a ir no evento, ia no evento, ia no evento.

E aí, por incrível que pareça, um dia eu tava rolando por grupos de divulgação de RPG de texto. E apareceu pra mim o Mana Nerd, que é o projeto da Manu, que tá aqui, né? E aí eu entrei no projeto da Manu pra participar, pra ver como é que funcionava e tudo mais. E quando eu entrei, a primeira mesa que eu joguei foi da Manu. Ela foi minha primeira mestra, assim, sabe? E foi um lugar muito legal. Eu não tive experiência ruim.

Com os meninos na mesa presencial. Mas eu era a única menina também. E não tinha nenhuma mestra. Só tinha mestres homens nesse evento. Nesse dia específico. E eu, assim, apesar de ter sido divertido. Eu fiquei um pouco deslocada. Porque eu era a única mulher na mesa. E eu não sabia nada. Então, tipo, se eles estivessem me passando a perna. Se eu estivesse... Eles riram muito de mim, assim. Quando eu tava errando e tal.

Então, houveram alguns momentos em que eu fiquei um pouco desconfortável. Mas depois eu entrei no projeto da Manu, que é o Mana Nerd, que é incrível. E aí foi quando eu comecei a ver mesas de mulheres, né? Inclusive, a primeira campanha que eu joguei de RPG na vida, a minha mestre tá aqui, inclusive, a Ayla tá aqui de ouvinte.

Ela foi a primeira mestre que eu tive na vida, assim, de campanha. E aí a gente, eu tô aprendendo por todos os sistemas, né? Eu também gosto mais da parte do personagem, desenvolvimento pessoal, do personagem, do RP em si, mas eu também não vou negar que às vezes eu sou combeira, também gosto de um combo e tá fluindo. É bom, né? É bom daqueles ataques que pode matar na primeira.

É incrível Inclusive eu vou expor aqui Que a minha mestre me mandou mensagem no privado Falando, olha, eu vou ter que aumentar Os atributos dos NPC Porque você matou a NPC mais forte Em duas rodadas Já começou a gerar estresse pro mestre É assim

É assim, tá aprendendo direitinho a ser uma boa combeira. É sobre isso. A Thalita é a última a falar, mas a Dri, a Drika pediu pra fazer só um adendo, Thalita. Consegue segurar só um minutinho? Só pra Drika não perder o raciocínio? Fala aí, Drika. Foi a coisa mais delicada e sensível ao homem de TDAH agora você falar pra ela não perder o raciocínio, porque eu vou, certeza. É...

Mas ela falou sobre como esse desconforto e tal, né, de ser a única menina. E eu era também na minha primeira mesa. Só que isso foi algo que nunca nem passou pela minha cabeça. Porque na época eu tava num relacionamento. E apesar de eu não conhecer ninguém que tava na mesa, eu arrastei o meu namorado da época pra jogar comigo como o cobertor. Que você cobre o pé e a cabeça pro monstro não te pegar, sabe?

Então assim, por eu ter Uma pessoa conhecida, apesar de ser um homem Também ter uma pessoa conhecida ali Foi meio que minha proteção É, caso alguma coisa Fica meio estranha Tal, também daquela pressão Assim, pô, não conheço ninguém Se eu levo meu namorado, já sabem que eu não tô solteira Não vai rolar uma interação esquisita E não teve nada disso Hoje em dia nem tô mais com ele, a amizade com o mestre Tá aí até hoje, então E aí

O RPG durou mais do que o relacionamento já, olha só. RPG mais forte que o amor. Olha, mais forte que o amor, olha. Prioridade, né, gente? RPG primeiro, relação depois. Prioridade. Por favor, né? Ainda não. Ainda não, só porque o relacionamento durou quase seis anos e eu só jogo um ano e meio, mas vai passar, viu? Vai, vai superar. Melhor que o único jeito de namoro ficar melhor que o RPG é se você namorar alguém que joga RPG com você.

São caseiros, tem cara que joga RPG comigo. É, então, temos casos, temos casos. Vamos lá, Thalita, já aproveita, já aproveita e já embala e já fala de você aí. Bom, eu, assim, eu sempre fui nerd, minha vida toda. Eu só não era nerd do RPG, né? Eu era nerd de jogar Zelda, de jogar Mario, de jogar Yu-Gi-Oh! na escola.

Era nerd de sentar na frente e querer tirar notas altas, de ler. Sempre li muitos livros de fantasia, como Harry Potter, Aragorn, Senhor dos Anéis e companhia, né? Sempre gostei muito de leitura desse universo. E pra mim, o RPG, eu sempre via como mais um jogo de estratégia. Porque eu via meu irmão jogando Final Fantasy. Então, pra mim, quando eu era criança, RPG era isso. Era um Final Fantasy, era um jogo de...

estratégia. E depois de mais velha que eu fui conhecer o RPG de mesa, eu nem conhecia o RPG de mesa, eu fui ouvir falar depois de já adulta, que eu quando eu comecei a namorar com o meu então marido, que com ele pro RPG durar mais vai ser difícil, porque eu já tô com ele há 14 anos, então é um tempo, é, acho que falta um tempo e tô pretendendo ficar bastante tempo ainda aí pra frente.

Perfeito, é isso. E pra mim, eu já queria, sabe? Eu já tinha essa vontade, eu via o jogo, a gente tinha o livro em casa, então eu tinha interesse, o que me faltava era só tempo mesmo. Porque toda a vida eu estudei muito. Fazia técnico, curso junto com o ensino médio.

Aí emendei na faculdade, quando eu tava na faculdade eu fazia estágio e trabalhava. Então era uma vida muito corrida. O que me faltava era tempo, né? E eu acho que é uma coisa que acaba afastando algumas mulheres. Pra mim, o que foi mais difícil foi arrumar tempo. E eu acho que tem muita mulher que tem essa dificuldade. Porque a mulher começa a assumir responsabilidade normalmente mais nova. Responsabilidade da casa. Ah, eu tenho que fazer a janta. Como que eu vou jogar RPG às oito da noite se eu tô fazendo janta? Poxa.

Então acaba sendo um obstáculo Que eu acho que acaba Façando algumas mulheres A falta de tempo E pra mim foi o mais difícil de eu transpor Depois que eu consegui Eu tenho até na minha mesa aqui Um quadro E tem separado

o meu planejamento da semana e tal, eu também sou meio louca das planilhas, e tem separado, segundo, terça-feira é dia do RPG e quinta. Então eu tive que fechar a agenda, colocar lá marcado, ó, esse é o dia do RPG.

Pra eu conseguir encaixar. Reservar isso. É. Senão a rotina engole. E eu não consigo. E assim, a gente tá vivendo um período, agora vou falar até por mim, que eu fiquei 10 anos fora do RPG. Comecei, eu tô com 39, socorro Deus. Comecei com 15.

Não era algo que fazia parte da minha rotina. Eu jogava na casa de uns amigos, eu dormia lá, porque eles faravam madrugada no final de semana, não era sempre que meus pais deixavam, não era muito próximo, eu ia a pé, enfim. Então não era sempre que eu conseguia. Eu fiz um segundo grupo pra tentar jogar com mais frequência. O segundo grupo gostava, mas não tanto. Que eram minhas primas ali, e dois grandes amigos.

Mas jogava, eventualmente, né? Aí faculdade começou. E aí eu fiquei faculdade, pós-trabalho, e fiquei 10 anos afastado. Então a rotina, a gente tá vivendo uma... Cada vez mais, né? Estamos sendo atropelados por múltiplos estímulos e tarefas, né? E isso por uma mulher que eu vejo pela minha esposa. Minha esposa começou a cozinhar com 8 anos. E eu não sei fazer um miojo. Eu comecei com 12.

Eu erro mil oito, gente. Assim, é uma vergonha. Eu aprendi a fazer arroz e... Ovo frito e... Dois anos atrás. Com 37 anos, olha a vergonha. É isso, a gente se expõe. Mas assim, a minha esposa começou... Pra que se preservar, né? É, pra quê? A minha esposa começou a fazer se preservar.

Não, não tava. E ela tem um irmão mais velho, mas enfim, essa parada da mulher ter que absorver as coisas domésticas primeiro. Então, se você não tem um companheiro, um amigo, um irmão, um círculo social que te proteja minimamente, não é só proteger no sentido de você jogar com pessoas que te deixem seguras. Isso é o mínimo, é o básico, é o requisito primário. Mas você também conseguir ter uma qualidade de vida a ponto de você ter o seu hobby.

É uma coisa que eu peço muito pra minha esposa, assim. Minha esposa é uma pessoa que, por conta dessa herança dela,

Ela absorve muita coisa. Tipo, ela saiu da casa dos pais e tal. E ela, vez ou outra, ela acaba querendo se envolver, sabe? Tipo, em resolver a parada da casa. Não, calma. Tá todo mundo bem, saudável, adulto. Exato. Deixa todo mundo andar sozinho. Ai, amor, eu vou viajar a trabalho. Você é ruim de fazer comida. Eu vou fazer um arroz aqui. Não, não, não. Eu sou ruim de fazer comida, mas eu tô me virando.

que eu fiquei, estou desempregado, e ela trabalha viajando, você tem que descansar, você vai pegar a estrada, mas você, eu vou fazer o meu arroz, eu faço o meu frango, mas não vai ficar bom, não, não vai, mas eu vou comer. Morrer de fome, eu não vou morrer de fome, mas...

tudo bem, mano. É aquele negócio, né? O que você faz no tempo livre? Que tempo livre? Exato. Aí eu falo, amor, você precisa de um hobby. Eu não tenho, eu não tenho tempo. Meu hobby é ficar sentado no sofá vendo TV. Falei, não, mano. Não, peraí. Aí vamos jogar junto o tabuleiro, Tickets to Ride, vamos ler livro junto, vamos criar coisas, vamos fazer uma lista de filmes pra você. Às vezes não é só nós, você também. Você tem que ter o seu tempo. E isso é muito bacana, cara. Eu acho que...

Quando o RPG vem pra agregar, que acho que é o próximo tópico, que pra mim é o que ele é, eu brinco em outros episódios, que ele é um hobby social. E por ser social, ele é coletivo. E colaborativo. Então, por mais que a gente possa brincar e debater sobre os conflitos, mestre versus jogadores, porque o mestre tem que gerar conflitos pro jogador resolver e tal.

No final das contas, tá todo mundo junto, se divertindo junto, de maneira segura e contando uma história. Então eu vou puxar um relato pessoal, porque eu acho que isso vai impactar, eu quero que vocês falem um pouquinho da história de vocês. Eu era uma pessoa gaga, tímida, olhava pro chão, altamente inseguro, e isso perdurou até meus 21 anos, mais ou menos, eu já tava na faculdade.

Eu deixei oportunidades passarem de estágios, de network, por conta dessa timidez. Apesar do RPG me ajudar um pouco, ainda era muito pouco, porque eu ficava naquela bolha. Pós-faculdade, tendo que ir para o mundão de meu Deus, a gente vai saindo da nossa zona de conforto. Quando eu voltei com...

hobby de RPG que foi em 2017 e eu comecei a aplicar isso. E é interessante como isso reverteu pra mim. Em que sentido? Cara, a gente começou a brincadeira aqui do podcast de maneira bastante leve e tem que continuar porque acho que é o que faz sentido, mas eu não pode deixar de ter a noção do que que significa as coisas. Do que que pode gerar de oportunidade. E eu tô falando de maneira mais ampla.

possível, cara. Eu era um menino de Santos, litoral de São Paulo, tímido, gago, inseguro, não sabia articular as palavras. Tive que sair por motivos vários de lá pra Uberaba. Nunca tinha pisado em Uberaba. Com uma faculdade de arquitetura, uma pós de arquitetura e comecei do zero. Não queria mais ser arquiteto, depois de oito anos. Não quero. E fui pra área comercial. Não conhecia ninguém, numa cultura completamente diferente. E eu já estava, eu já tinha retornado do hobby, para o hobby.

E eu acho que o RPG me ajudou muito Primeiro, nas quebras de gelo Eu brinco que eu não tenho vergonha de passar vergonha O RPG me ajudou com isso Você finge ser alguém que você não é E não existe Então, mano, você é muito louco, cara Você é um esquizofrênico Você é maluco É uma esquizofrenia guiada, né? Com livros e dados A galera ainda abraça tudo O mundo se abraça e é louco junto Então o RPG pra mim

É esquizofrenia em grupo. Em grupo. É delírio coletivo. É, delírio coletivo. E assim, o RPG pra mim hoje, ele é um hobby, sim. Houve momentos que eu fiquei sem ele, em 2024, 2025, que eu praticamente não interagi no grupo oficial do Dragon 2. Tem um grupo Narrativas Imersivas que eu criei, que a Manu tá lá, que eu também não interagi, que eu tava trabalhando que nem um louco, gerente de loja e tal. Mas era o que eu sempre ia quando eu podia.

seja para escrever uma história, escrever um material que eu queria escrever, contar uma história através de um grupo. O meu sonho de ser escritor profissional veio por conta do RPG. Eu me identifico como vendedor e como gerente comercial por conta do RPG, porque é sobre contar histórias, é sobre agregar valor na minha concepção. Dito isso, o que vocês entendem que o RPG ajudou ou ajuda ou poderia ajudar para vocês?

Pode ser desde coisas, por exemplo, mais pessoais. Ah, me permitiu ficar mais tempo com meu marido. Até coisas como eu falei, né? No meu caso, até me ajudou na parte profissional. Quem que tá disposta aí? Quem tem um relato de vocês pra falar sobre? Eu posso começar?

Por favor. Amanda Nerd, você é a Nina. É a Amanda. É a Amanda. Ela é a patroa. Nada disso. Bom, eu sempre fui uma pessoa, desde quando eu era criança, muito anciana. A minha ansiedade, ela é a ansiedade que se transforma em estresse, certo? Eu fico muito estressada e acabo descontando nas pessoas de forma que eu não gostaria de...

Tá, certo? Quando eu comecei a entrar no mundo do RPG, a interpretar outros papéis, a entrar em mundos, né? Sair da caixinha, do estresse do dia-a-dia, né? E tal. Eu comecei a sentir um certo alívio em relação à questão da minha ansiedade.

em questão a lidar com as pessoas. Eu sempre fui uma pessoa que gosta muito de conversar, que gosta muito de me entrosar com as pessoas e tal, mas a minha ansiedade é algo que realmente me transforma e faz com que eu seja uma outra pessoa e que, querendo ou não, me afeta de uma forma na qual eu não gostaria que...

acontecesse. E o RPG, de fato, ele me ajuda muito nisso, né? Nessa questão psicológica, né? De autoconhecimento, de saber enfrentar problemas, dificuldades do dia a dia, né? E...

me faz refletir sobre quem eu acabei me tornando, quem eu quero ser e tal, principalmente agora, nesse momento que eu tô na minha vida, que é que foi criar o Mana Nerd, certo? O Mana Nerd foi um projeto que eu criei justamente pela necessidade de querer ter mais pessoas mulheres, mulheres trans pessoas do LGBTQI mais, envolvidas no mundo do RPG aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming am

Porque eu sempre senti essa falta. Eu acho que todo mundo aqui, todas as mulheres aqui que estão aqui presentes, sentem essa falta. E assim, com a experiência que eu estou tendo agora, está me dando uma visão de que, de fato, o RPG modifica a vida das pessoas de uma forma.

na qual às vezes a gente não acaba, acaba não se tocando que modifica, mas ele modifica a vida da gente de uma forma que faz com que a gente, como é que eu posso explicar? Faz com que a gente acaba se autoconhecendo e melhorando algumas habilidades psicológicas nossas, até a questão de depressão, de ansiedade, né? Essas questões assim.

Por que eu digo isso? Porque eu já vi diversos relatos Das meninas de lá Quando eu faço os eventos Que eu sempre tento fazer pesquisas de satisfação Conversar com todas E sempre vem um relato ou outro de uma Sempre agradecendo Por ter criado o Mananer

por ter criado esse espaço e que, de fato, esse espaço ele tá agregando valor na vida de cada uma, né? E tem relatos que eu escuto que são pesadíssimos de que elas falam de que são pessoas que têm problemas psicológicos bem pesados e que o RPG exatamente, e que o RPG querendo ou não, tá influenciando, tá ajudando elas a lidar com essas questões psicológicas e, gente,

Entendeu? Então eu acredito. Você tá girando... Desculpa te interromper, mano, mas... Você tá girando uma espécie de ilha de conforto, de salvação, tá ligado? Pra essas pessoas. Isso é de uma potência surreal, isso aí, cara. Sim, sim.

Eu realmente nunca imaginaria que iria ter essa potência toda, esse projeto. Atualmente, a gente está com mais de 100 pessoas lá no Discord. Às vezes, eu fico comentando aqui com o Neto, com o meu esposo, os relatos, e a gente fica conversando aqui horas e horas sobre os relatos. Não digo quem é, lógico, entre detalhes, mas...

é só comentário de esposo e esposa conversando aqui eu digo, mas Neto recebi esse relato hoje, já explico como é o relato mais ou menos e a gente começa a debater sobre isso, né, então assim eu acredito que de fato o RPG ele pode ser realmente muito bom tanto pra homem e mulher independente do sexo, raça ele pode ser realmente muito bom pra o autoconhecimento da gente

E a gente melhorar nossas questões psicológicas. Porque, infelizmente, a doença do mundo é estresse, ansiedade, depressão. E a gente está cada vez mais distante das pessoas, eu acho. Eu não estou falando distância física, eu estou falando empatia, distância de conexão. Sim, com certeza.

E nos últimos 10 anos, pelo menos, eu vejo a força que o RPG pode vir a ter como ferramenta social, de verdade. Social e educacional. E o Mana Nerd está sendo um exemplo disso. Que acho que cabe um episódio só sobre Mana Nerd. Que a gente já vai agendar. Mas eu acho foda demais essa história, velho. Eu acho foda demais, demais.

demais, cara. E... Assim, ah, mas é um hobby, cara. RPG precisa ter esse peso? Não, não precisa. Nada, nenhuma atividade precisa ter peso algum. Mas o fato de ele poder ter esse peso, poder ter esse protagonismo, não invalida o momento hobby. Acho que até potencializa. Mas pessoas que não têm o que segurar...

onde não tem rede de apoio, onde, porra, você lida com pessoas que são transexuais, que sofrem preconceito, LGBTQI, que às vezes não podem falar pros seus próprios pais, velho, quem elas são de verdade, assim, que, sabe? É pesado. Eu não sei o que é isso. Pouco que eu sei veio de um gerente, anos atrás, que me falou o seguinte, Vi, a gente tem que saber por que que essa cliente não compra de você se você nunca comprava tanto. Falei, porque era pandemia, né? Tinta, na época...

tinta, material de acabamento decoração e construção, vendia muito na pandemia não, mas tem que ver se não é o seu cabelo enroladinho foi o máximo que eu sofri preconceito foi o máximo eu quase cometi uma ação que poderia gerar uma justa causa

Eu vou ter aquele sorriso amarelo Engolinho seco e vai Então assim, só o fato de ter pretos Jogando, narrando, escrevendo Ter mulheres jogando, narrando, escrevendo Ter homens

brancos, não importa, mas convivendo. Porque cacete, velho. A gente é uma sociedade, brother. A gente tá no Brasil, sabe? A gente tem heranças europeias, heranças nativas, né? Dos índios, dos nativos, que é riquíssima, que a gente não valoriza. A gente tem heranças africanas e a gente caga pra isso.

É uma parada que eu já falei, que o Beto se revoltou e não comigo, se eu vou tocar a situação que tá gravado, não lembre qual episódio que o próprio The Dragon 2 sofreu ataques porque tinha paladina preta desenhada na caceta do material entendeu? Num país de maioria

Então assim, o óbvio Tem que ser dito, e a gente tem que chegar ao ponto De que o episódio, este episódio Tem que ser comum, juntar mulheres Pra falar sobre RPG Tem que ser comum, brother, não tem que ser um episódio Do tipo, nossa que bacana Encontramos mulheres foda Com experiência foda, inteligente Não, tem que ser comum, porque Mais da metade Da família brasileira é o chefe da família mulher Cacete Então, ajuda, cara E aí

Aí é justamente por isso que elas não estão jogando RPG. É justamente, porque tá nas costas dela. O marido foi comprar cigarro e não voltou. Como ela vai jogar RPG? Pois é, concordo. Mas enfim, vamos seguir. A Elisa pediu a palavra. Até perdi a tópica, acho que é sobre a experiência do RPG, como ele modificou e modifica a sua vida. Quais exemplos que ele tem pra você, Elisa?

É, então, eu queria começar falando que o Mana Nerd da Manu foi exatamente esse espaço pra mim. Foi um espaço, eu vou trazer o meu relato aqui, vai dar pra entender um pouco mais. Mas o Mana Nerd foi exatamente isso pra mim. Foi a virada de chave de eu encontrar um lugar onde eu podia ser quem eu sempre quis ser e eu não podia.

E aí eu não podia justamente porque eu venho de uma situação de um relacionamento muito tóxico que durou muitos anos. E eu era muito privada de ter contato com pessoas. Então eu não tinha amizades, eu não tinha pessoas com quem conversar. E eu sempre era a esquisita que fica com o livro em casa. Porque eu não queria ir pra balada, não queria ir pra festa, não queria ir pra lugar nenhum. Eu queria ficar em casa no meu mundinho, no Fantástico Mundo da Elisa. Depois que aconteceu a separação, que foi uma situação muito complicada.

Eu entrei num processo depressivo muito pesado, de chegar a ter ideações de me desviver, né? Chegar a ter ideações muito pesadas, desenvolver ansiedade, depressão, eu faço tratamento psicológico e psiquiátrico até hoje, mas eu já estou muito melhor, muito diferente de como foi na época.

e encontrar um ambiente onde eu podia jogar e eu podia fazer novas amizades foi muito essencial pra mim. Eu digo isso assim, hoje eu digo de uma forma muito tranquila, que as minhas amizades de RPG, que até a época eram apenas de texto, me deram mais suporte do que as amizades que eu tinha presenciais, que eram muito poucas, mas mesmo assim, as pessoas que eu jogava foram mais presentes pra mim do que as pessoas do meu dia a dia.

E aquilo foi uma virada de chave, assim, pra mim, de eu entender que, às vezes, a gente tá num ambiente, né? A gente tá com as pessoas aqui, mas a gente não é visto, a gente não é ouvido, a gente não é... A gente não pertence, né? Às vezes a gente não pertence a esse lugar. Eu aprendi com a minha esposa isso. Família é quem você escolhe pra você.

Exato. E a relação sanguínea eu amo meus pais nem tenho pais maravilhosos, irmãos, sobrinhos mas eu tive para nós familiares, tios e primos enfim, e um dos, não foi um motivo mas um dos motivos de me ajudar a sair de Santos foi justamente para tirar para cortar esse cordão umbilical e a minha esposa me ensinou isso. Cara, família não é relação sanguínea, família é quem está do seu lado, quem compartilha os valores contigo, quem te salva na hora que você precisa aminging aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming

Exatamente, e o RPG me proporcionou exatamente isso, sabe? Ele me proporcionou encontrar pessoas que são a minha família hoje. E eu digo que talvez, se eu não tivesse entrado no RPG de texto, eu não teria pessoas com quem hoje eu posso contar, com quem eu posso conversar, com quem eu posso confiar. Então, o RPG me trouxe essa rede de apoio que é muito grande, que é muito importante para mim, tem um espaço muito grande no meu coração.

E também ele me trouxe a questão de me redescobrir como pessoa. Porque a partir do RPG, a partir do que eu comecei a jogar, dos personagens que eu comecei a interpretar, e das coisas que eu comecei, querendo ou não, a gente coloca a mudagem da gente nos personagens, eu comecei a...

eu comecei a ver que eu podia viver coisas na minha vida real também. Eu podia falar coisas, eu podia querer outras coisas, eu podia não ficar deitada na cama o dia inteiro, eu podia querer conhecer lugares novos, eu podia querer conhecer pessoas que gostassem das mesmas coisas que eu. Então, o RPG me trouxe uma ressignificação de vida, sabe? Não foi só de uma coisa, foi todo um processo que o RPG me apoiou muito.

Eu acredito que eu já tinha compartilhado essa história com a Manu, com a Ayla, com o Wander que tá ouvindo aqui também. E esse tempo de mesa, de texto e de mesa, tem sido pra mim terapêutico nesse sentido também, no processo de me reencontrar como um ser humano.

E aí eu queria trazer uma provocação bem rapidinha que o Vini falou sobre a questão do hobby, né? Que hoje em dia a gente tá tão corrido, a gente quer tanto o tempo inteiro ser produtivo, a gente vive em uma sociedade que prega que a gente tem que ser produtivo o tempo inteiro, que a gente tem que gastar o nosso tempo em prol.

da produtividade, é muito triste a gente deixar os hobbies para depois e a gente acabar esquecendo que o conceito de saúde, conceito de saúde não só mental, mas física também, saúde como geral, engloba a parte do lazer, engloba a parte de você ter um hobby, de você ter o seu descanso. Então, a gente falou também sobre as mulheres que não têm essa possibilidade, porque são chefes de família e tals.

E a gente vê a população adoecendo cada vez mais e mais e mais, justamente por falta do lazer, por falta de um aspecto que é de saúde, que é até constitucional, está lá no nosso SUS, que é maravilhoso, está em vários artigos psicológicos sobre saúde, que a gente precisa do lazer, a gente precisa do hobby, a gente precisa desse momento de paz.

E a gente, infelizmente, vendo que o nosso tempo tem que ser sempre produtivo, a gente vai acabar vendo uma população cada vez mais adoecida. Então, querendo ou não, eu acredito que também é muito forte, de todos nós que estamos aqui, que somos mestres, jogadores, que a gente tire esse tempo. A gente tire um tempo para a gente cuidar do lazer, para a gente cuidar da nossa saúde mental, da nossa saúde em geral. Porque o lazer envolve tudo isso.

Então, o RPG, ele traz muitas possibilidades. Eu uso alguns recursos também dentro das terapias que eu faço com as minhas crianças, né? Eu trabalho com crianças atípicas. E esse fato de trazer o lúdico, de trazer personagens, de trazer ideias e criar cenários com as crianças também me ajuda muito dentro do meu trabalho. Então, o RPG, assim, eu culpo um passo na minha vida que é indiscutível, assim. Não tenho como viver sem RPG.

Hoje você não se vê mais sem esse hobby, né? Não. Você usa até no seu profissional. Exato. E como a Thalita falou, eu tirei um dia do RPG. Então, no meu caso, são noites, né? Como eu trabalho durante o dia e faço faculdade, eu tiro as noites do RPG. Então, aqui em casa já é avisado também. Eu chego e falo, olha, hoje é a noite do RPG. Eu vou fechar a porta do meu quarto e eu não sei que horas eu vou dormir. Boa noite.

E é isso. Eu vou passar a palavra pra Letícia, mas eu queria só reforçar, na verdade. Manu, você tá fudido. Porque acho que você tem uma responsabilidade violenta. Parabéns. Mas você tá fudido. Obrigada. Valeu. Eu chamo ela de mamãe de RPG, né?

É, porque é o acolhimento, né? É tão bonito. E acho que a potência do RPG é porque ele é um hobby. Ele não é tipo assim, vou jogar vôlei na praia ou no campinho ali de areia, beach tennis, futebol, peteca, baralho, truco, que são hobbies. Vou ver um filme que é um hobby, mas é que o RPG é um hobby ativo. Então você não fica em frente à televisão absorvendo uma história. Você ativamente cria uma história, né?

Como eu já falei, ele é coletivo, beleza? Não vou repetir essa parte, mas ele é um ato também de contar histórias. E teve até, não lembro qual, mas teve episódios que eu falei isso com o Beto Caio, que quando a gente conta histórias, a gente cria conexão. Porque contar histórias é uma maneira de a gente se comunicar, é uma maneira de a gente se colocar no mundo, naquele momento, naquele local, com aquelas pessoas, mas a gente está se pondo ali.

A gente está se abrindo, né? Desde... Ah, mas é só uma brincadeira. Sim, é só uma brincadeira. Mas a brincadeira tem essa base. Porque eu estou contando histórias, eu estou transmitindo algo. E muitas vezes esse algo, ele é sentimento. Na verdade, tem que ser. O simples ato de contar histórias é você passar sentimentos. Pode ser só diversão, tiro, porrada e bomba. Pode ser. Mas isso dá essa descompressão.

Pode ser algo mais reflexivo, algo mais profundo. Quando a gente vê propostas de personagens mais complexos, horror oculto. E eu fico até preocupado, porque ele vai dar gatilhos. Me ajuda, tá, Elisa? Qualquer coisa você fala, socorro. Ajuda. Você me manda ali. Cara, vamos sair daqui, viu? Beleza, eu já saio, entendeu?

O fato da gente criar histórias também faz com que o nosso cognitivo se desenvolva de uma forma absurda. Não só a criança, mas o adulto também, o idoso. Todas as idades, quando a gente vai criando os personagens, as histórias, e a gente vai colocando isso em prática, faz com que o nosso cérebro produza mais. A gente está criando inteligência. Então, às vezes o povo fala, você está perdendo tempo, isso é uma terra de fantasia, mas isso traz benefícios para a vida em geral.

Obrigado, porque isso só reforça o que eu falo, que eu odeio IA, velho. Estou usando, ultimamente, de certo modo sim, para fazer as imagenzinhas de capa, às vezes de podcast. Mas o Gustavo está aí para ilustrar os personagens para nós, então não estou usando IA. E eu odeio IA. Cara, você tem que vir da sua cabecinha, você tem que criar as paradas, você tem que criar essa conexão cognitiva.

Você tem que criar esse raciocínio. Você tem que forçar a empatia. Porque ao contar histórias, você tá forçando conexões e empatias. Engajamento. E enfim. Puta, parabéns pela história, Elisa. Acho que foi foda. Foi foda. E parabéns pela coragem de se expor também, né? Obrigada. Letícia, vamos seguir a fila aqui pra dar a voz a vocês. Letícia, vamos lá. É, vou aproveitar um dos ganchos que a Elie falou. Que pra mim, né? Na minha experiência, tudo começou como um hobby.

Então, assim como você, a Vini, falou que a sua esposa, você fala, não, você precisa de um hobby, você precisa de um hobby. O meu querido também falava para mim, não, você precisa de um hobby. Porque às vezes a gente está mal, ou a gente está passando por alguma situação.

E nem sempre a gente enxerga também. Pra gente tá tudo certo. Você tá no olho do furacão, né? Exato. Quem tá de fora percebe. E aí uma das coisas que ele sempre falava pra mim era isso. Tipo, ah, você precisa arrumar um hobby. Claro que ele queria jogar comigo pra poder jogar todo sábado, toda noite. E eu reclamar. Também. Eu ia ficar reclamando dele jogando. Mas, uma das coisas que ele me falava e foi um dos motivos que ele me puxou pro RPG. E aí

que querendo ou não é algo que tira você da sua rotina você consegue se expressar eu digo assim que eu não consigo fazer personagem sério ou personagem muito certo, muito certinho, porque eu Letícia não sou assim, eu sou uma pessoa que eu me expresso bastante, eu gosto de falar, eu sou muito comunicativa sou vendedora também, então a gente tem a lábia, então todos os meus personagens acabam ficando com um

A minha personalidade, no fim das contas. Independente de qual seja. E algo que você pega pra fugir da sua realidade. Então você se expressa da forma como você gostaria de estar se expressando na vida real. Eu uso como uma rota de fuga, né? Um escape ali.

Minha rotina, que assim como a Thalita comentou, você comentou também, nossa rotina é tão cheia, às vezes a gente, eu sou uma pessoa que é difícil eu me desligar, então eu tô arrumando uma coisa, aí eu, ai não, eu tenho que pôr roupa pra lavar, eu tenho que fazer comida, eu tenho que fazer isso, eu faço três coisas ao mesmo tempo.

Então, às vezes, a gente precisa de um tempo pra se desligar, pra, não, tá tudo bem eu deixar a roupa pra lavar amanhã, não tem problema, eu posso parar um pouco, eu posso respirar um pouco. E, também, assim, meu parceiro, uma pessoa sensacional, me ajuda em tudo, não tenho o que reclamar, mas eu acho que é muito da mulher pegar essa responsabilidade pra ela. Acho que no próprio inconsciente, né, conscientemente a gente não faria isso, obviamente, mas no inconsciente já tá ali registrado que, não, eu tenho que fazer isso.

É a estrutura, né? Foi todo o condicionamento, né, Letícia? Que, tipo, a galera fala Pô, tu também faz faxina? Eu faço Ah, porque tua esposa trabalha Não, não, é porque eu odeio fazer faxina Eu detesto, mas eu faço Mas ela também odeia

Não, eu gosto da casa limpa. Ela gosta mais do que... Aliás, ela gosta não. Vou refazer a frase. Ela desgosta menos do que eu. Mas a sensação da casa limpa eu amo. O ato de limpar a casa eu odeio. Eu sou um cara que me sabota. Ela tem que ficar me cutucando. Eu sou meu adolescente estúpido.

nesse sentido. Só que vamos fazer? Vamos fazer. Não posso deixar que ela faça sozinha, entendeu? Até ontem ela tava trabalhando, então qual que era o combinado? Ela saia pra viajar a trabalho na segunda e voltava na quinta ou sexta. Então ela voltava na quinta, a casa tava afaxinada e na sexta limpava os banheiros. E ao longo da semana eu ponho a roupa pra bater porque eu estava desempregado, estou ainda, né? Então eu porque tá trampando, ela vai chegar, tá tudo ok, não precisa fazer nada.

Agora tá os dois fodidos. Agora os dois revés. Agora fica... Eu faço metade, ela faz metade, mas eu faço metade, mas...

Às vezes o óbvio tem que ser dito, né, cara? Então, assim, Letícia, é fundamental isso. Porque se você não tivesse essa rede de apoio, que pra nós, pra cada um de nós, se comporta de maneira diferente, a Elisa falou a história dela e tal, dificilmente você teria condições de... A gente tá falando de RPG aqui, mas poderia ser qualquer coisa. Poderia ser academia, poderia ser corrida, poderia ser surf, poderia ser peteca, poderia ser qualquer coisa. Dificilmente você teria um tempo pro hobby, né?

E é algo que também, assim, me aproximou muito do meu marido. Porque a gente joga junto, ele mestra. Igual ele comentou ali no grupo que a gente está, né? Ela tem vontade de me colocar no sofá? Tem. Quando ele está mestrando? Tenho. Mas é uma coisa... Você faz xantagens emocionais.

mas o mínimo que se espera é que o mestre, ao ser seu marido lhe beneficie, né? é o mínimo que você espera do cara poxa eu achei que ia ser mais fácil, tá? eu achei que eu ia ter vantagens, estava errado então ele tá errado ele tá errado

Ele agiliza um sofá aí pra ele ficar no sofá. Não, não, não. Se ferrou. E ainda tem a parte de quando o personagem do Beto, que é meio... Tem uma quedinha pela minha personagem, chega pra falar algo, o meu marido fala e você escuta um dragão se aproximando. E agora ele coloca até um somzinho na televisão. Sim. Dá pra saber.

Eu posso saber quando o casal não tá bem já nessa dinâmica aí, vai de cara. Então, é algo que além de te proporcionar tudo isso que eu falei, de ser uma rota de escape e tudo mais, é algo que aproximou muito a gente. É porque agora a gente tem mais assuntos pra conversar, mais coisas divertidas pra fazer junto.

Então, esse final de semana mesmo a gente tava entediado, que a gente tá de férias já há muito tempo e não tá fazendo nada. Foi se a gente abrisse ali o Foundry e fizesse um x1 do meu personagem com o teu personagem, aleatoriamente no meio da tarde, no final de semana. Então, é algo que aproximou a gente também bastante. E além de todos os benefícios, aí o amor a gente permanece.

Eu acho muito bom isso. Aqui a gente joga muito jogo de tabuleiro. Minha esposa gosta de jogar coupe e tickets to ride e several outras, cara. É muito bom você encontrar esses hobbies que se cruzam, né? Porque, porra, senão fica o relacionamento só obrigação também, aí é embaçado. Não pode. Aí... quebra. Mas...

Muito legal, muito legal. A gente tá vendo agora a importância dos maridos em saber fazer essa condição e vocês que embarcaram, né? Letícia, Thalita, que embarcaram nesse hobby e estão adorando, cara. Eu acho muito top isso. Acho que a próxima é a própria Thalita, que já pode emendar sobre o significado.

do RPG pra você na sua vida social? Exato, sou idiota. Bom, é... Pra mim, não foi nem uma questão de arrumar um hobby, porque eu me considero um problema meu mesmo. Eu me considero uma pessoa hiperprodutiva, patologicamente. Neste momento eu estou fazendo crochê, né?

não sabe ficar quieta. Fica quieta e olha pro perto. Eu não consigo ficar quieta, começa a me dar coceira. Eu deito no meio da tarde, eu fico não consigo ficar cinco minutos, eu preciso levantar e fazer alguma coisa. Eu faço academia. Você tem insônia? Não, porque quando eu deito, eu apago. Não, minha esposa não tem insônia, já tem isso, velho. É muito louco, cara.

Eu não deito, mas durante o dia eu fico ativo o dia inteiro. Quando eu deito, eu desmaio. Desliga, desliga. E já era. É, eu faço academia, eu faço crochê, eu faço tricô, eu costuro, eu faço pão, jogo RPG. Assim, eu trabalho. Então...

Arrumar um hobby, na verdade, eu nem deveria estar arrumando hobby a mais, eu já tenho demais. Eu deveria eliminar algum hobby. Você tem que lembrar de comer. Respirar. Dormir. Era que diminuir alguns hobbies da minha vida. Eu tenho até demais.

Então como é que o RPG se encaixou nisso? Porque é questão de prioridades, às vezes, né? Como é que o RPG entrou? Assim, ó, tô fazendo crochê enquanto falo com vocês, entendeu? Aí eu vou juntando. Aí quando joga RPG, às vezes você tá fazendo uma alta parada... Tô cozinhando e tô jogando RPG. Tô com fone de ouvido e tô fazendo outra coisa ao mesmo tempo. Mas o RPG foi muito importante na minha vida porque eu sempre fui meio antissocial. Essa parte de...

empatia, entender pessoas de ser gago, inseguro essas coisas assim, socialmente falando não, eu sempre falei bem porque eu cresci num ambiente de igreja então a gente acaba falando muito, eu sempre falei bem ao público sempre me comuniquei bem é um relacionamento interpessoal entender as outras pessoas empatia, eu sempre fui muito ruim nisso, tanto que normalmente mulher é melhor aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming am

nisso do que homem. Mas meu marido, ele percebe muito mais quando ele chega num lugar aquela pessoa ali, ela tá chateada aquela pessoa ali não tá bem, aquela pessoa tá, né? Eu não percebo. Nunca percebi. Sempre tive muita dificuldade com isso. É tipo o Shell. É. Diz minha mãe que acha que a gente tem algum nível de autismo, porque a gente sempre teve muita dificuldade nisso. Pode ser também.

me comunicar, de entender outra pessoa, de entender sentimentos, essas coisas. E o RPG, ele me ajuda, porque eu sou obrigada, né, a me comunicar com pessoas. Eu só me comunico quando eu sou obrigada, né, eu não vou atrás disso. Então, ser obrigada é uma coisa positiva na minha vida. E resolver problemas em grupo, interpretar um personagem. Eu gosto, diferente da Letícia, eu tenho atualmente três personagens. A Tágeta, que é uma paladina leal do trabalho.

Boa. E a personalidade dela é parecida com a minha. Ideologias, essas coisas. Mas ela é tagarela. Eu não sou. Eu tenho a Aniele, que é uma atiradora, inventora, totalmente doida. É perigosa. Perigosa, que sofre de estresse pós-almático. A Letícia conhece essa personagem. Boa.

Ela até citou ela citou a personagem ela falou que o conto de abertura podia ser a NL Podia ser com a NL É uma personagem que atira pro alto se você chegar perto dela, ela atira em você é totalmente diferente do que a Talita faria então é meio complicado É um experimento É um teste

Eu gosto de fazer essas coisas. E tem o Rogérius, que é um anão com masculina e desfágio. Esse aí... Esse aí é com quem eu jogo, tá? Eu sou o podio muito dessa figura, que agora ele é Rogérius Gaúcho. Rogérius Gaúcho. Na última sessão, ele deu um carrinho no guarda. Ele deu um carrinho. Ela falou, eu quero dar um carrinho.

Veja, ela não falou, eu quero dar uma rasteira. Não, não. Eu quero derrubar. Eu quero dar um carrinho. Exato. Como é que... Aí o Beto falou, vai. E ela conseguiu. E aí eu falei, mano, agora, sempre que você bater no cara, você tem que olhar pro lado contrário. Tipo o Ronaldinho Gaúcho passando a bola.

Então eu gosto muito de fazer personagens o mais diferentes possível. Eu tive uma personagem, a menina, que é de uma outra mesa que eu joguei com o Beto, que ela não tem nome, né? A gente chamava de menina. Às vezes, em qualquer cidade que ela chegava, ela dava um nome diferente.

Chegou numa cidade X, meu nome é Ana, na outra é Maria, no outro, Paula, porque ela não tinha nome. E ela é uma clériga da sepultura, sistema de D&D. Então ela é totalmente introvertida, mórbida, e é o oposto da personalidade da Tájita, que a Tájita é a paladina que é super alegre, ir pra frente, quer conversar com todo mundo, quer fazer amizade, tem bônus mais set de carisma, entormenta, então assim...

É popular do colégio. E a menina é a fechadona, que não fala com ninguém, não gosta de pessoas, não se relaciona, né? Cura as pessoas o mínimo possível, só pra ela não morrer. E as duas são healer. A tájeta insiste em manter todo mundo full o tempo todo, a menina só vai curar se o cara estiver morrendo, porque pra ela a dor faz parte da vida. Então, eu gosto...

eu gosto dessa criação de personalidades diferentes, eu acho que isso me ajuda a entender pessoas, sabe? quando eu vivo uma personalidade diferente da minha, eu acho interessante que eu consigo ver de um prisma diferente, tentar ver a situação de um jeito que eu, Thalita, não veria e é isso que eu...

E sem contar que é um hobby que eu compartilho com meu marido. Então a gente tem vários assuntos pra desenvolver personagem, pra escolher poderes, conversar sobre desenvolvimento de ficha, progressão. Então é um hobby que contribui bastante na minha vida. Mesmo eu já tendo vários, foi um que contribuiu muito na minha vida. Mais do que o crochê, eu diria.

Que por sinal estão fazendo agora. Que por sinal estão fazendo agora, fazer um tapete. Que bacana isso, cara. É muito interessante como o RPG acaba ajudando muito a gente na parte social, né, cara? Drica, fecha essa fila dessa primeira parte. Primeira parte. O Duval tá ouvindo a gente, tá ficando doido já. Vamos lá. Bem levinha essa responsabilidade, né, meninas? Então... Vai dar certo, vai dar certo. Tá tudo bem.

Eu só queria trazer um pequeno adendo antes de eu falar realmente sobre a pergunta. Sobre aquele negócio de ter um benefício do mestre, né? Ah, o namorado, o marido, não sei o quê. Não passei por isso, porque o ex que jogava comigo, ele não era nem muito entusiasmado como jogador. Quem dirá vira mestre. Mas...

Eu, assim, com... É uma amizade recente, mas eu tenho basicamente um novo melhor amigo no mundo do RPG. E a gente criando coisas juntos, né? Aí eu fico assim, pô, esse é muito da hora, esse ideia aqui. Ele, beleza, chega na sessão seguinte, ele joga o bagulho em cima de mim, assim. Ah, e se eu te matar com isso que você criou?

É uma traição, assim. E você continua dando ideia? Exatamente. O Error é seu que tá dando ideia, cara. Não, porque eu pensei assim, esse negócio aqui vai ser muito divertido. Olha ele se defendendo no chat.

Mas você falou, vai ser muito divertido. Ha, ha, ha, ha, ha. Ele falou, então, peraí, tá pra divertir. Ele quer se proporcionar a diversão. Eu trouxe uma ideia numa forma mais light. Ó, e se quando tal coisa acontecer, acontecer umas coisas meio assim, doida. Aí dei uns exemplos mais light, uma coisa assim, tipo, ah, vai gerar um alívio cômico. Ele jogou um bagulho que podia ter metido um TPK na mesa. Eu falei, não, você não fez isso com a minha ideia.

você se divertiu no final das contas eu fiquei muito grata que eu fiz um sacrifício pra minha deusa, porque aí eu literalmente rezei pra não morrer e ela me salvou, porque senão deu tudo certo depois de ter caso lá, Grimaldi, ela se divertiu

Morreu, mas passa bem, né? Cara, eu ri muito quando eu vi o que ele fez ali, o tanto de coisa que eu ajudei a criar, que ele jogou em cima da gente. Mas essa daí foi de lascar, velho. Eu falei, como que você tenta me matar com o bagulho que eu criei? É. Mas enfim, sobre essa questão da importância na vida social e tal. Cara, quando eu comecei a jogar RPG, o meu grupo social era o grupo dos amigos do meu namorado.

E aí, a gente se conheceu por Pokémon GO, então assim, meio que viraram meus amigos também, mas era uma galera que eu não me sentia 100% com o grupo todo, era um ou outro, assim, de estar num rolê que não tivesse meu namorado comigo. Tinha uns dois ali, assim, que dava pra ter um rolê só eu.

E era um pessoal que, tipo assim, eu tava no emprego que exigia muito de mim. Eu dava aula na casa dos alunos com meia hora e no trânsito de Recife. Nossa querida que é da região ali da Grande Recife vai saber. Eu tinha que pegar Ubermoto pra ir de um lugar ao outro. E aí assim, Pokémon Go, você não consegue rodar por que stop na velocidade de uma moto. Você não consegue interagir com nada no mapa.

Então eu fui naturalmente parando de jogar o jogo, e aí fui perdendo essa conexão, e tipo assim, aquela fase estranha de você se forma, o pessoal da faculdade já não se fala mais, e eu fui pra Pernambuco pra fazer faculdade. Então assim, o círculo social que eu tinha era daqui de São Paulo, e eu não tinha nada, o pessoal da faculdade tava meio que morgando o grupo, até porque um morando em Olinda, outro morando em Jaboatão, sabe, muito longe, pra se encontrar.

Então, Brica, aí você foi saindo desse núcleo social que você tinha, que você jogava. Eu não tinha nada. É, eu não tinha, tipo assim, saiu duas gerações de Pokémon que eu já não tinha nem capturado nenhum. Eu não tava com tempo de participar dos Community Day. O pessoal da faculdade tentava marcar rolê. Eu vim embora pra cá e esse rolê não aconteceu. Então, assim, quando eu fiquei nessa...

chonha de, ah, eu tenho que jogar RPG, que aí apareceu uma mesa, numa cafeteria, da região ali do Grande Recife, ficava na Madalena, ali pela área do Derby, perto da Maurício de Nassau, mas tinha essa cafeteria chamada Coffee Gunk, que era um antro de nerds jogando Yu-Gi-Oh! e RPG.

E aí a gente anunciaram num grupo lá e foi onde eu conheci o Pedro, que era o primeiro mestre de RPG que eu joguei. E aí expandiu meu círculo social com isso. E eu passei assim uma fase complicada, porque eu tava num estado onde eu tinha família, mas era um lado da família com quem eu não cresci.

Minha rede de apoio, eu tô em São Paulo. O trabalho começou a dar uma degringolada feia, que eu não tava mais muito satisfeita. E, como podem ver, se não estou mais com o meu namorado da época, porque também não tava bom. Então, assim, tinha muita coisa... Que eu tava muito fechada numa vida de trabalhar, ir pra casa, tomar banho, arrumar casa, voltar pro trabalho. Não tinha vida social. Aquela corrida dos ratos mesmo. É o mercado moendo brasileiro como é o mercado. É foda, cara.

naquela fábrica de burnout, né, basicamente. Embaçado. É, e assim, o RPG era só um momento bobinho de eu conversar, não foi nossa, que coisa grande e inovadora, mas foi uma dose de dopamina muito essencial pra mim, porque tava faltando um pouco de alegria na minha vida. Tava uma época tensa, pelo que eu vejo.

A gente continuou na minha casa, na casa do outro menino A mesa acabou Debandando justamente porque eu terminei Meu relacionamento e um outro jogador tinha saído Aí ficou só dois, aí ficava inviável E a gente Graças a Deus não teve essa amizade Porque depois de seis meses Eu acho que a nossa mesa Acabou assim ali por Março O meu mestre me contatou e falou Eu tava te prometendo uma mesa Que continuasse naquele cenário De tal

Não rolou, mas eu vou na Rally Dragon, quer jogar? E aí ele pegou e me jogou no grupo dos meninos. E foi onde eu descobri a pessoa que tacou o que eu criei pra fazer um TPK na mesa. E é isso. Essa pessoa de índole questionável. Relacionamento saudável, né? Um relacionamento. Olha lá, a Manu, acho que sabe que pico que era aquele do hambúrguer lá. Um que tinha hambúrguer gigante.

gigante, eu não sei, era grande mas era muito gostoso um lugar que tudo era muito equilibrado um lugar feito por gourmet a pessoa sabe o que está fazendo não aquele podrão que tem sabor de entupimento de veia é bom

Mas eu gosto de ser hambúrguer artesanal bem feito. Uma cerveja, um hambúrguer artesanal e uma sessão de RPG eu fico muito feliz durante um bom tempo. É o combo pra mim. Eu acho que RPG combina mais com vinho. Também gosto do vinho. Eu tava tomando um agora. Acabou de acabar. Tava tomando um agora. Eu já prefiro caipirinha pra jogar. Olha aí, olha aí. O importante é... Olha aí. Vamos ver se é um águas. Vamos ver se é um águas.

Normalmente o grupo da gente jogava comendo pizza. Também. Também. Mas saudável, entre aspas. Drica, só para a gente concluir esse arco, atualmente você está então na mesa do... É o Pedro, né? Que te chamou de volta. É Pedro?

Na verdade, a gente jogou ali uns quatro meses, quase cinco, na primeira mesa. E aí deu meio que uma pausa. E aí a gente jogou uns meses. Eu tenho um pouco mais de um ano e meio. Eu tô arredondando porque não chega na dois. Aí teve a mesa que ele me chamou, a gente jogou ela. Teve umas questões aí que depois um outro cara assumiu. Porque a gente queria render mais na mesa e foi.

E aí agora eu tô jogando a mesa do Yuri, que tá aí no chat falando com a gente, que foi ele que eu ajudei a criar umas coisas e tacou minha criação nas minhas costas. Entendi. E você tá no movimento RPG também. Também, só que deu uma pausa, né? Deu, deu um hiato agora. Terminou o primeiro arco, né? Foi, foi. E aí tirando, assim, uma experiência horrorosa com o D&D, porque o mestre era tipo, bota um trilho e fica nele e bem da experiência.

Já tive experiência, sim. É. E meio que criado por vó, leite com pera, sabe? Se frustrava muito fácil, qualquer besteira. Tirando essa experiência, eu só tinha jogado Old Dragon. Tanto que eu falei que foi meio dramático o D&D, tentar entender o livro sozinha. E cada coisa que você lê puxa uma outra sessão, e outra sessão, e outra sessão. Eu tenho TDAH. Quando eu chego na quinta sessão, eu não sei mais o que eu tô fazendo ali. Já não sabe qual é a regra. Não, o que eu tô fazendo, né?

Eu tô aqui por quê? O que eu queria? E aí com o Yuri agora eu tô jogando a D&D. Aí, ó. Mas o mestre também tem... Eu não gosto de jogar muita responsabilidade no mestre, mas, enfim, só pra sintetizar o mestre, obviamente o grupo como um todo, é muito responsável também pela impressão que a pessoa vai ter de um novato, vai ter naquele sistema, né? Sim.

demais. Porque, ué, você vai fazer uma analogia, pô, tive uma experiência ruim com o D&D, logo o D&D não presta. Não, não é isso. Aquele grupo, aquelas pessoas que não casou. E eu queria já puxar o próximo tópico, já que você tá com a fala, Drica, vamos lá. Beleza. Que é a seguinte, a segunda metade nossa, pra não estender tanto também, pra não ficar cansativo pro ouvinte, eu vou tentar sintetizar. Particularmente, eu gosto mais de ser narrador, eu não gosto do termo mestre, motivo pessoal, eu sou mais narrador do que jogador, apesar de adorar jogar.

Eu gosto de ser narrador porque eu gosto justamente de fazer essa... De orquestrar os quereres do grupo. E eu sou aquele narrador que eu ouço muito as ideias do grupo. Na maioria das vezes eu implemento dentro da história. E isso é o que eu mais gosto no elemento do RPG. É a interpretação, mas é o ato de contar histórias. É o que eu mais gosto, cara. Então eu puxo sistemas que me facilitem isso.

Então eu tenho Terra Devastada, que eu falo constantemente, que eu amo o sistema brasileiro, muito narrativo. Tem Crônicas RPG, que eu joguei muito pouco, que eu adoro. O pouco que eu joguei eu gostei demais. Ele tem muito da mecânica, que nem Savage World, mais ou menos, não tem classe, mas você vai montando lá e, enfim, você tem essa liberdade pra propor. E atualmente, 99% das vezes, eu tô jogando o Dragon 2.

principalmente pela comunidade e pela empresa, pelos meninos ali. O Pop, o Júlio, o Raulzito, agora que integra o time, eles são muito receptivos, eles pegam muito essa alma que eu tenho da parada colaborativa, de fazer junto, de vamos criar uma parada para todo mundo. É um produto super acessível.

Super bem feito. É mais ou menos essa maneira que eu me aproprio do RPG. Hoje você joga mais o quê? E pelo que eu entendi, você é jogadora. Você não é mestre, você não é narradora, Drica. É, eu joguei muito Old Dragon. Eu joguei a primeira, a minha de Old Dragon. A segunda também. Quer dizer, teve meio simultânea aquela de Day Day que foi ruim, né? Que não rendeu muita coisa, que o pessoal não animava a jogar. E aí... É, eu acho que eu joguei umas 5 ou 6 mesas nesse um ano e meio aí.

Algumas simultâneas E assim, eu dou muita sorte Porque tirando dessa mesa que era ruim Ninguém queria jogar, então era um parto A gente acaba organizando Toda semana mesmo pra se encontrar E tipo, essa semana mesmo a gente tá querendo fazer dobradinha Semana passada a gente jogou Três vezes

Ou foi essa semana? Nem sei. A gente vive jogando muito, seja qual for o sistema. Então achei um grupo bem entrosado e o fato de ser online facilita também, porque você não tem que pensar de se arrumar, você não tem que pensar de ter dinheiro pra comer na hamburgueria, né?

deslocamento, às vezes, tá? Total. É, isso, tem um ponto ruim, eu tô com uma saudade violenta de uma sessão presencial, faz quase oito anos, mais até. Eu nunca joguei presencial, olha que ponto. Puta, é? Nuno. Poxa. Até porque eu jogo com uma galera na Bahia.

Ah, então, é, os meus amigos são de Santos, São Paulo, e agora eu tô com vocês, aí tem gente em Recife, tem gente em não sei aonde, Rio de Janeiro, aí é a maravilha do online. Só que assim, o legal e o que tem que se organizar no presencial é que, pelo menos para mim, enquanto que no online duas horas de sessão rende, no presencial tem que ser quatro. Porque é duas horas rindo, zoando e conversa paralela, e duas horas jogando. Cara, meu grupo não tem isso não, viu?

Ainda tem que ter uma horinha pra comer. Tem, tem a pausa. Aí você vai bater no papo. Mano, eu acho o animal. A experiência social violenta. Você tá numa zona de conforto, de segurança, na casa de alguém. Então, puta, é lindo. É lindo. E aí, eu quero emendar uma pergunta nessa hídrica que você tá respondendo, que o Wander colocou aqui. Qual cena que tá mais marcada na sua cabeça envolvendo RPG?

Eu só queria fazer um adendo aqui com o nosso grupo, não tem isso não, viu? A gente faz umas sessões, assim, de 5 horas, porque a gente fala muita besteira sendo online. Se for presencial, Deus do céu. Ai, maravilha. É que eu não consigo. 5 horas pra mim é inviável. Eu faço 2 horas e meia e já tô esticando a corda no máximo por causa da minha agenda. Não, a gente entra, assim, umas 6 e quando vem 1 hora da manhã e o pessoal, poxa, eu tenho que trabalhar amanhã. E vai todo mundo morrendo.

Mas feliz É claro, morreu mas passa bem Mas cara, a cena mais marcante Certeza que o Yuri já sabe qual que é Causou a reunião Desse grupo que o Pedro chamou Porque a gente Tava numa mesa realista Ali na época das cruzadas E a gente

Estava em Portugal e tal, teve uma coisa pessoal no meu personagem que a gente foi pra Jerusalém, chegou lá, um grande inimigo da mesa, tipo, todo mundo tinha problema com esse cara, a gente causou um negócio ali pra derrubar os filhos dele, a família toda não prestava, então assim, o filho dele foi o que causou mais problema pra mim, teve um primo que causou problema pra um outro, o pai pra outro, e a gente fez um negócio pra dar uma briga na família pra eles próprios se matarem, e com essa instabilidade, a gente chamou a igreja católica e... E aí

Fizemos as primeiras cruzadas e deu sucesso. E aí voltamos pra Portugal. Chega lá, o lugar que a gente tava, fomos conversar com o padre, e o barão era um cara, assim, um tirano horroroso, abusado, sabe? Viu a gente virar herói de Jerusalém, e ficou assim, ah, a gente vai ficar de boa se vocês entrarem pro meu exército. Porque ele queria reprimir a gente, botar a gente hierarquicamente abaixo dele, pra gente não fazer outra revolta, só que no território dele dessa vez.

Tirando sendo tirano. E aí a gente ficou tipo assim, não, que desaforo. Fomos conversar, não sei o que. Aí o Yuri pega e pede um duelo. Ou o cara pediu um duelo, ele aceitou alguma coisa assim. E cara, a gente tava jogando com a regra de estouradado. Que tem que ser. Senhores da Guerra tem que ser assim, velho. É mortal. É pra matar. E aí?

E aí nessa coisa de estourar dado, e tem aquilo de poder quebrar a espada pra não levar o dano e tal. Cara, o Yuri quebrou, assim, umas quatro espadas, dois escudos. E o cara, ele atacava três vezes, uma por causa da habilidade, outra por causa da arma dele.

E tava pau a pau e não se machucavam. Meu, que luta tensa pra caramba. Aí tem uma hora que o cara acerta ele. E ele fica assim, capengando. E o mestre, ele não quis simplesmente matar assim do nada. Ele pegou e falou, rola aí um D4. Ou era um D6. E aí ele falou, você tem esse tanto de rodadas que sair pra acabar com ele antes que você caia duro no chão.

Porque você vai cair. Tipo assim, agora daqui é só pra baixo. Agora ela vem pra baixo. E aí, detalhe, pelo jogador também ser o mais envolvido em atuação, criação de história, o RP mesmo, acabou que os nossos personagens se uniram pelo amor comum de deixar os caras pra trás só de cuequinha. E a gente começou a roubar tanto cavalo que a gente ia montar um aras. Teve todo um plano ali.

Então eu conversei com ele Falei, cara, pelo andar da carruagem É romance entre esses personagens Ele tranquilo Aí a personagem que não queria admitir pra si nada Porque ela continuava, tipo, tô suave aqui com ele Vê o possível amor da vida dela Morrer, né? Ela já tensa, jogando espada Lança o que tivesse no caminho pra ele quebrar Tentando ajudar, desesperado E não podia se meter porque era um duelo

O cara acha que derrubou ele, né? Vira, vai comemorar com o povo. E aí, nisso que ele tá de costas, ele ataca com vantagem, né? Que vai pegar ele de surpresa. Ou, no caso, o namoradinho dela ataca com vantagem que vai pegar ele de surpresa. E ele deu um crítico. Eu nem lembro mais qual foi o rolê. Mas ele deu um dano que ele rapou a vida do cara com sobra num ataque só.

Ele tinha quatro rodadas e ele acertou em uma e caiu duro no chão. Aí eu comecei a gritar os céus. Eu era agnóstica personagem e comecei a gritar. Foram dois ataques e foram os dois críticos. Pronto, foi por isso que ele conseguiu matar de uma vez. Aí eu agnóstica, ajoelhada no chão do lado do corpo dele, desfalecido, gritando pra Deus É de desafio! Como é que pode um servo seu derrubar um tirano e você permite que ele morra e não sei o que. Eu me converto se você trouxer ele de volta.

E aí, ele teve uma visão com São Jorge e São Pedro, enquanto ele tava capotado. Voltou pra vida. E aí, cara, eu tava chorando. Não sei se era personagem, se era eu. E aí, nossa, foi muito emocionante. É muito bom. É isso que é a magia do RPG, velho. É a condução do mestre, mas não é só o mestre, cara. O Yuri teve a sensibilidade de fazer a pessoa brilhar. Cara, você vai cair. Aí o mestre foi o Pedro. O Yuri foi quem morreu.

Ah, o Yuri foi o guerreiro, o Pedro que foi o mestre. Então, o Pedro que teve essa sensibilidade e o Yuri construiu esse arco narrativo junto contigo, que era um casal, né, que foi surgindo naturalmente durante... É foda aí, Pedro, é foda. Eu cumpri a promessa, tá? Minha personagem se converteu. Se converteu, virou religiosa, do lar. As críticas sociais. Bela e recatada.

Bela. Bela sim, recatada nem tanto. Jamais. Era assassina, inclusive. É isso aí, velho. Puta que foda, que foda, Drica. Obrigado, velho. Sim, ah, detalhe. Vou seguir aqui. Pode falar, pode falar. Só uma coisinha. A gente escalonou tanto. Isso foi uma epopeia. Essa mesa foi uma epopeia.

Ele foi de criador de ovelha e eu de uma assassina que queria se aventurar e o pai superprotegia, que ele era o líder da maior guilda de assassinos, pra arquiduque e arquiduquesa. E até hoje a nossa tag no WhatsApp é essa, arquiduque e arquiduquesa. Da hora. É irado, é um arquiduque e um violento. É sobre isso, é muito bom. E só o fato de vocês terem sobrevividos pra virar duquesa e duque já é muito. Não, mas senhores da guerra, parabéns pela resiliência.

Foi por pouco. Foi por muito pouco. Teve que rezar, se converter, pedir socorro, bater tambor, enfim. Mas é isso. É os recursos que nós temos. Então, Alita, vamos lá. Pra gente fazer essa segunda parte, a gente apresentou vocês. Então, hoje você é mais jogadora, pelo que eu entendi também.

Sim. Qual é a parte mais que você curte do ato do RPG em si? Parece que você falou um pouco de interpretação, um pouco de mecânica e já emenda. Fala um pouco sobre a tua principal função quando você joga, o que você mais gosta quando você joga e a cena memorável. Se você falar o carrinho do Rogério, eu vou ficar muito decepcionado, apesar de ter sido uma excelente cena, tá? Manda bala. Eu vou começar pela cena pra eu não esquecer. Beleza.

Toda mesa tem alguma cena memorável, sabe? Que a gente ri demais e que fica marcado, mas é substituída por outras novas. Eu tentei lembrar de uma que aconteceu há um ano. É a mesa que eu ainda jogo, que eu jogo com a paladina, que é a Tájita. E isso aconteceu há mais ou menos um ano, um ano e meio atrás. Porque essa mesa começou no nível 1 e a gente já tá no nível 19. Então, em T20. Caraca, também. É uma mesa...

Bem velha. Eu e meu grupo estávamos na Terra dos Puristas, na Caverna do Saber. Quem conhece o universo de Tormenta sabe que os puristas são meio que os nazistas do sistema. E eles se apropriaram de um veículo de conhecimento da deusa da sabedoria, que é Thanató. E ele está lá preso na Caverna do Saber, onde qualquer um que entrar lá pode fazer uma pergunta para esse instrumento, que é o Reladrion.

Estávamos lá para levar o nosso contratante para fazer essa pergunta ao Reladrion. Porque como estava no reino dos puristas, era protegido, assim, não era um lugar fácil de se chegar. Isso, estávamos fazendo guarda para um elfo entrar na caverna do saber. Certo. E eu sou, eu era quarem, o meu colega, o meu marido jogava com...

tritão azul. Estávamos nessa caverna e luta vai, luta vem, não sei o que e bate daqui, bate de lá. Mataram o nosso mago que tinha um general purista lá dentro fazendo guarda quando a gente chegou. Conseguimos matar o general. E o problema é que esse general botou fogo em tudo. Estava tudo pegando fogo, a gente tinha que sair de lá. E a minha personagem, por ser muito falante e muito comunicativa,

ela tava conversando com o Reladrion, né? E a gente falou, gente, a gente vai deixar esse negócio aqui pros polícias continuarem usando e não sei o que, não sei o que lá, não sei o que lá. Conversa vai, conversa vem. Tágita olhou para o Reladrion e falou, olha, eu vou tentar convencer ele a ir embora com a gente. O mestre olhou e falou, tá bom, tente, né? Duvido. Vamos lá. Rolei diplomacia, tirei 40.

E qual que era a dificuldade naquele momento do livro de vocês? Ele rolou contra. E ele tirou quanto? Ele tirou quanto? Ele tirou um natural. Ai, que abismo de diferença, velho. Meu argumento foi, vambora esse rolê tá uma porra. E ele foi.

pragmatismo, é sobre isso tá pegando fogo, vamos embora olha aqui, tá tudo pegando fogo esse rolê tá uma merda, vamos embora ele foi aí está Beto que estava na cena foi esta a frase da Tágeta vamos embora que esse rolê tá uma porra e fomos embora foi literal, eu tava lá

E conseguimos tirar o reladrion da caverna do saber e tiramos uma ferramenta dos puristas. Depois estourou uma guerra, a rainha colocou a culpa na gente, mas aí é história pra outro dia, né? A história pra outro dia.

E foi cumprida com diplomacia da maneira mais direta possível. Diplomacia. Vamos agora. Não quero. Me dê um motivo pra eu ir. Por que não ir? Tá pegando fogo. Tá pegando fogo, cara. Tá pegando fogo, bicho. E é isso.

Que irada, velho. É isso. É isso. Muito bom. Então, assim, você tendo essa cena que até hoje você lembra, e que se resolveu, o clímax dela se resolveu de maneira social, que é um bagulho que eu gosto pra caramba. Eu gosto dos conflitos sociais. Apesar de toda a parada punk que deu antes, né? Hoje você é mais jogadora e hoje...

O que você mais curte de tensionar? Você falou que você gosta de se provocar. Você faz personagens diferentes. O que para você RPG brilha mais? Quando você topa entrar numa mesa, quando você começa uma sessão, onde você fala isso aqui, se acontecer, eu fico muito satisfeito. Eu vou gostar de jogar, beleza, ok, mas se acontecer isso aqui, eu fico satisfeito. É isso que vale. O que brilha para você no RPG?

Conseguir resolver um problema de um jeito que o mestre não esperava. Pegar o mestre no contrapé. Pegar ele desprevenido. Dar o carrinho do Rogério. Mandar o vamos embora esse rolê tá uma porra. Entendeu? E o cara caiu. E é isso. O cara caiu. É quando você resolve de um jeito que o mestre fala, poxa, é. E eu gosto disso. Resolveu. Caramba.

E eu como mestre, eu gosto disso. Porque é quando o mestre ele é convidado a jogar. O imponderável vai pro mestre. Ele tem que lidar com o imponderável. É o jogo. O jogo é isso. O jogo é a sorte também. Isso é maravilhoso, velho. Porque assim, a maioria dos jogadores sempre vai na porrada. Eu não gosto muito de resolver na porrada. Eu gosto de resolver de formas alternativas. Certo que alguns personagens eles acabam tendendo pra violência. Que é o caso da Niele.

Ela é doidona Porque ela é doida, ela daria um tiro no Reladrion E dane-se Acabou E eu não pergunto, eles não perguntam também Vou quebrar essa desgraça Exato, a ferramenta não será utilizada por ninguém Se estiver quebrada

E essa parte do RPG eu acho muito divertida, de eu pegar e tentar interpretar e resolver um problema de um jeito, de um ponto de vista diferente, de outra pessoa, de uma pessoa totalmente louca, com estresse pós-traumático, como que ela faria isso?

Eu acho isso muito divertido no RPG, essas surpresas. Essas reviragoras. E é um convite ao exercício de empatia que você falou e tal, porque você tem que interpretar um personagem diferente de você num contexto, evidentemente um contexto absurdo, no sentido de que, bem, o nosso máximo é passar estresse no trânsito ou resistir a um assalto. Espero que ninguém resista, porque senão esse episódio vai virar só dicas para não fazer, né? Crianças.

Não façam isso, cara. Não façam isso. Mais um, não façam isso. Então, assim, quando eles colocam numa situação absurda, com magia, criatura, essas coisas todas, e um personagem diferente da sua natureza, e ainda consegue pegar o Messi no contrapé, tipo, você foi além do que ele planejou. Ele vai ter que parar, respirar. Como é que eu resolvo isso? Eu não sei. E isso eu acho muito foda. Eu achei muito bacana quando isso acontece comigo.

Teve uma cena, aí o mestre ficou meio chateado com a gente, eu acho que o Beto também tava nessa mesa. É da primeira mesa que eu joguei, essa é velha, que eu tava com um guerreiro minotauro. A gente tinha que resgatar umas pessoas em uma cidade tomada por mortos-vivos. Essas pessoas estavam em uma torre, no centro da cidade. O que que a gente fez? O nosso ladino, ele entrou meio que de perna de pau, pulando sobre os telhados, chegou na torre e jogou uma corda. Aí as pessoas foram descendo de tirolesa.

a gente não enfrentou um mísero zumbi o Messi ficou bem chateado com a gente mas ele permitiu é mérito jogadores, tem que ter um mérito jogadores o cara ficou assim umas duas semanas fazendo ficha de zumbi

Pra jogar tudo no lixo. Beleza, vocês me convidaram pra improvisar. Vamos improvisar. É sobre isso. Vamos que vamos. É sobre isso. RPG é sobre improviso. Muito bom. Manu, vamos lá, Manu. Vamos chamar a nossa mamãe das minhas. Eu mesma.

Mamacita no RPG que eu tô criando eu me criei RPG e o sobrenome dela é Mamacita Mamacita, você é mais mestre ou narradora, enfim do que jogadora, né? você joga ainda hoje em dia ou você basicamente só mestra? o grande mal de um mestre é encontrar uma mesa pra se jogar né? mas eu atualmente eu narro mais do que jogo aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming am

É, eu tô nessa também. Eu entrei pra ser narrador por falta de opção. Aquele segundo grupo que eu criei, porque eu não conseguia ficar madrugando direto na casa dos meus amigos, então eu criei um segundo grupo, ninguém queria narrar. Eu acabei narrando Vampira Máscara, na época. Então virou opção, que acabei tomando gosto. O seu foi mais ou menos essa pegada ou não? Você entrou como jogador e falou, não, eu quero narrar agora.

Eu quero narrar. Eu sou administradora. Eu gosto muito de organizar, planejar, gosto de estar no comando. Então, assim, eu disse, eu quero narrar as histórias que estão na minha cabeça. Eu sempre fui uma pessoa muito criativa. Então, eu sempre quis narrar as histórias que estavam na minha cabeça. Então, eu comecei a estudar. Comecei a estudar Old Dragon, que é um sistema ótimo de iniciar a jornada pra quem quer ser mestre.

É um sistema gostoso de se jogar e narrar. E desde então, só ladeira abaixo. Mal consigo encontrar um ar para jogar hoje em dia.

Mas você pega bastante sistemas variados, cara, que eu vejo lá no canal do Crônicas Fantásticas. Pra quem não sabe, depois eu vou deixar na descrição, mas Crônicas Fantásticas, a Manu, o marido dela, o Zé Neto, e toda uma turminha lá faz uns produtos, uns conteúdos bons pra caramba. E tem uma parada que eu sempre quis jogar, que eu já vi você jogando lá, que é o Dragon Age. Por motivos financeiros...

É, eu não avancei muito na saga, nos games. Eu fiquei só no 2, porque eu não consegui ter recursos pra ter o terceiro, o Inquisition, e ter um quarto, se eu não me engano. Mas ele me pega muito bem, velho, o Dragon Age. Desde o 1, né? O 2 não gostei tanto, mas o 1. Pelo roteiro, pelo drama, porque ele é um dark fantasy. Ele é uma fantasia... É uma fantasia, é uma fantasia, beira até uma alta fantasia, mas eu acho que ele é uma fantasia tão bem trabalhada que você sente um peso moral na parada. Eu curto isso.

Pra mim, é o melhor jogo que eu já joguei na minha vida. É o Incision. É muito foda. O Dragon Age eu acho muito foda. Apesar de ter o tropo lá do Escolhido 1, né? O Origins, né? Que eu digo. Mas ele é um baita de um roteiro, assim. Ele é um baita de um jogo foda. Muito bom. É um jogo muito bom de se narrar. Eu tenho vontade de jogar, né? Porque é um universo muito rico. Pois é, né?

Eu comecei a estudar narrativa pra poder tentar jogar, mas nunca consegui encontrar uma mesa pra jogar, né? Enfim. Letícia aprenda a mestrar pra Mamacita poder jogar. Ajudem, ajudem. Dá uma deviada aí pra ela, né? Pra Mamacita eu vou tentar.

Fazer a escola de mestres. Vocês já são jogadoras, agora tem que ser mestres também. Não, não tem. Não tem que ser nada. Estou brincando. Escola de mestres? Eu acho, hein, Manu? Oficina de escola de mestres. É, ué. Mas acho que tem. A Manu ensina a criar personagem e tal. Inclusive, Manu, você é mais mestre do que jogadora. Você já jogou, já narrou e mestrou de Dragon 2, Dragon Age, acho que D&D, um monte de coisa.

E de tudo que você já jogou, mestre, nesses 20 anos aí, quase 20 anos, é difícil escolher cena, é difícil lembrar de uma cena, mas você tem uma que marcou? Tenho várias, né? Mas... Se te uma, porque é nosso horário. Se te uma.

Uma das que sempre eu comento até com o meu esposo, né? Que foi uma das poucas mesas que eu consegui jogar, né? O Neto, ele é um mestre de Cáufa Coutulo, né? E quem conhece, né? Chuchu, né? Nosso queridinho Chuchu. Ele chama de Cleitinho.

Cleitinho, né? Sabe que... Sabe que o sistema do RPG é um sistema muito narrativo, investigativo, né? E tal. E a gente se reuniu, foi um RPG presencial. A gente se reuniu com um grupo de amigos da gente pra ir narrar uma aventura, né? Pequenininha.

E nessa aventura eu criei uma motoqueira muito caótica chamada Sarah Connor. E a gente simplesmente criou uma cena de racha, basicamente, de moto dentro de cultura. A gente estava...

fugindo de cultistas que estavam atrás da gente que conseguiram pegar motos tinha eu eu era motoqueira, tinha o NPC do neto que era o motoqueiro que ajudava a gente que estava na outra moto, tinha o rapaz que estava jogando com a gente que era um turista americano e uma outra moça que era um indígena, e veja o grupo, e a gente fugiu e a gente fugiu

Bem diversificado, né? E a gente começou a fugir nas motos desse pessoal. Isso aqui no interior de Recife, porque era ambientado aqui no Recife. As estradas de barro e tudo e tal. E a gente começou a fugir desses cultistas que conseguiram pegar motos, roubar motos e vir atrás da gente.

Qual foi a brilhante ideia que a minha personagem teve ao tentar despistar esse pessoal? Minha personagem, ela era muito louca, era uma bebona, né? Vivia com várias garrafas debaixo, nas motos dela. Ela pegou uma das garrafas, entregou para o rapaz que estava na garupa dela, que era o americano, com aquelas roupinhas de americano colorida, né? Turista, estereótipo, clássico.

Vem, entregou a garrafa e disse, bota um pano aí, taca fogo e joga neles. Molotov. Boa sorte. Boa sorte. Falou o Molotov, resolve o problema. Pois é. E aí? Foi a cena mais divertida que a gente jogou, porque a gente interpretava enquanto ria, entendeu? E deu certo? E deu certo? Deu muito certo, jogou no lugar certo, fez uma explosão, os motoqueiros lá saíram.

derrapando nas motos e a gente conseguiu fugir lá de boa pra poder concluir a missão foi perfeito essas cenas assim é o que me dá um frescor antigamente quando eu era mais novo eu amava fantasia medieval, até pelo Cine dos Anéis conheci o Cine dos Anéis com 15 anos, nunca tinha lido eu vi o treino no cinema e falei porra, meu irmão falou isso, é um livro nosso amigo tem um livro, eu falei caraca, livros podem ser assim? não é só Dom Casmurro? não é só Macunaíma? rapaz aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming am

Eu li Matunaíma quando era criança. É, é. É, também. Calmatizante. É, eu também, sem saber nada, sem recurso, sem, enfim. Apesar que também São dos Anéis não é lá um primor de leitura, né? Não é, tem toda uma época que foi escrita e tudo mais. Mas, enfim.

Eu acho mal gostosinho. Eu acho. Eu releio ele direto, mas assim, eu reconheço que não é uma leitura convencional. Mas é engraçado que eu fiquei bons, longos anos amando fantasia medieval, até por conta dessa influência. E é engraçado como a gente vai ficando velho, a gente vai ficando chato. Hoje eu gosto de baixa fantasia, bem o que a Drica jogou, Senhores da Guerra, pá.

E moderno, por isso do Criatura das Trevas. Então essa pegada de perseguição de moto, caraca, eu acho muito foda. Tem uma que eu narrei, mas eu acho muito... De certo modo, é mais fácil você se colocar na cena quando você tá lidando com cenários mais palpáveis, eu acho. Não sei, posso estar muito louco aqui, mas eu aprendi a gostar muito dessa parada mais contemporânea com arma de fogo e moto, carro e molotov e é nóis.

Mas é assim mesmo É, então, eu tenho mais alguma coisa pra acrescentar, Manu, nesse arco? Não, tá de boa Eu vou chamar a Letícia, então que aí depois ela é Elisa pra gente concluir esse episódio, que tá ficando longo, mas vai ficar Desculpa, Duval, me perdoe mas o papo tá bom Letícia, vamos lá, você também, parecido com o que eu entendi da história da Drica e da Thalita, você é mais jogadora Você chegou a mestral também, não? Você ainda não chegou a mestral?

Pra não dizer que eu não mestrei nada, eu mestrei um RPG de Natal pro meu marido, minha amiga e a filha dela de 10 anos. E foi bem divertido, por sinal. Que bonitinho, cara. Que bacana. E essa criança já tinha jogado? Ela nunca tinha jogado, mas é uma criança extremamente curiosa, extremamente criativa. Nossa, ela jogou acho que melhor que todo mundo que tava ali, tá?

ela é sensacional assim e elas do rpg e ela falou não eu falei não então vamos fazer assim vocês vão vir adiantar aqui em casa vou fazer aqui para Laurinha um rpg aí deu certo no final uma fofa assim e antes de começar deixa só eu fazer um aqui eu vou usar a ideia da Manu e eu já vou devolver o carro que eu peguei na minha ficha ali do horror oculto e vou pegar uma moto tá para fazer amei

Beleza, beleza, não tem problema. A sua bióloga, cansada, com insônia, não sei se é tão segura ela ser motoqueira, mas vai gerar cenas maravilhosas. Uma moto não é a melhor opção, né? Não, mas pode ser engraçado, porque a cena memorável poderia ter dado errado no caso ali. O cara podia ter tido falha crítica e o Molotov caído na moto dele. É verdade.

Mas agora, brincadeira à parte, você jogou, você é mais jogador, você teve essa experiência de mestragem, então acho que a Manu já pode te cobrar pra Manu jogar Dragon Age sem colocar fogo no parquinho, mas já colocando. E hoje, você joga quais sistemas com mais frequência? O que é mais comum? O que é... Como eu falei, como eu perguntei pras outras meninas, o que é mais...

mais palatável, mais prazeroso pra você quando você joga RPG? É o sistema? É o grupo? É o tema? É o tipo de personagem? O que brilha mais nos seus olhos, Letícia? Acho que pra mim, o sistema é legal e tudo mais. Eu jogo mais Tormenta atualmente. É, esporadicamente alguma coisa de Old Dragon, mas... Acho que fora o sistema, o que é mais interessante é as pessoas que você vai conhecendo ali no meio do caminho. Então, hoje a gente joga basicamente online.

A única mesa que a gente ia presenciar Já foi com Deus Então a gente tá 100% online E cara, é uma pessoa que vai puxando outra Que vai puxando outra São pessoas de todos os lugares Tem pessoa do Rio de Janeiro Tem pessoa de Minas Então é...

Muito legal essa troca, né? Você conhecer pessoas diferentes, lugares diferentes, culturas diferentes, até palavreados diferentes, né? Que você acaba até adicionando ali no seu dia a dia sem perceber. Então, essa amizade, essa troca que a gente faz, eu acho é o mais importante além do sistema, né?

É o ativo mais importante, né? As pessoas, né? Que é o que o Beto fala, tudo que nós tem é nós, que o Fê até gosta que a gente faz essas referências não é conhecida Mas é, ué é um hobby coletivo e social, né, cara? Então, tudo que nós tem é nós mesmo Isso mesmo, e a gente vai conhecendo E, parando pra pensar ali nas cenas memoráveis aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming aming am

Tô vendo que o Beto tá bem em todas, porque nas duas que eu tinha pensado, são duas bem rapidinhas aqui, ele tá nas duas também, igual ele tava nas da Thalita. Pois é. Cara, esse negócio que eu acho que quebrar o mestre é sensacional. Eu falei que ser casada com o mestre não tem vantagens, mas tem sim, tem as cenas pós-crédito, depois que acaba aqui o RPG, ele comentando. Ele ficou muito chateadinho na última sessão, porque ele tinha preparado.

Toda a sessão era a boss já. Era só... Ele falou assim, não. Como a gente já tá no final, eu vou só fazer o combate ali com a chefe dos mineradores.

E daí depois disso vocês passam de nível, a sessão vai ser só isso e pronto. Falei, ah não, bacana, né? Peguei esse spoilerzinho no começo. Aí chegou lá a primeira coisa. O personagem do Beto é o Remy, ele é um bardo. A minha personagem ali é uma guerreira, samurai. Ele entrou, a gente entrou na sala, invadiu, fez todo um roleplay ali pra fazer uma frase de efeito pra poder entrar na sala. Então eu venho...

Fiz a minha frase de efeito, que a gente combinou. E ele chegou, não, eu vou improvisar aqui. Vou enfeitiçar essa mulher. Que mal vai fazer, né? Que mal a gente vai ter. Tentar não custa. Não custa, isso aí. Rolou ali o dado. Jogou sua sedução laciva ali, né? Que é o Remy bem lacivo. E...

Meu querido tirou 1 em seu dado. E o Beto tirou 20 em seu dado. Então uma falha crítica. Um acerto crítico. Ela simplesmente ficou enfeitiçada. Extremamente apaixonada pelo Remy. Foi super de boa. Até deu uma das armas pro Remy. Uma das armas dela. E acabou por ali. Porque não tinha o que fazer. 20 contra 1. Meu querido ficou sem argumentos. Aí ele pensou que toda aquela sessão. Ia envolver aquele combate extremamente difícil.

acabou ali na primeira jogada já enfeitiçado e a menina apaixonada pelo nosso querido Bardo Remy. Então, quebrar o mestre foi sensacional. Foi essa semana passada, foi sábado, se eu não me engano, que isso aconteceu. Foi bem recém. Então, o trauma está recém. Não, foi...

O Alan tadinho, traumatizado com a gente. E o mais engraçado ainda foi o Remy falando ali, né? Não, porque a gente... Estamos sem armas. Estamos desarmadas. E a minha personagem atrás, com duas katanas na mão, tipo... Opa, deixa eu guardar aqui rapidinho.

Opa, desculpa, não, isso aqui não é nada não Tá tudo bem É só um acessório Meramente estético Isso não, faz parte do meu look Não, mas Foi muito engraçado Sensacional, sensacional

Olha que bacana. Mais uma vez, o clima que sendo resolvido em algo social, né? A ideia do jogador. Cara, isso aqui linka muito com os episódios que a gente fez anteriormente, com aquela série de dicas de mestre, dicas de jogador e tal. Primeiro, foi tentar usar o que nós temos ali, o recurso. Vamos tentar a diplomacia primeiro, ué. Por que não? Não custa nada. E deu certo, fez a dança do acasalamento ali, fez uns floreios.

E eu achei muito foda do Alan, que é um mestre, um tipo de mestre, um tipo de narrador que eu acho que tem, na minha opinião, assim, não tem que ser nada, né? Tem que, a grupo tem que se divertir. Mas eu entendo que um caminho muito mais saudável é esse. É você ceder, porque não é ele sozinho ali contando a história. Ele tá com vocês. Ele precisa de vocês pra que a história ande. Poxa, é mérito do jogador, né? É um mérito, cara. E houve também um...

o peso da sorte, tudo bem, lógico mas se não tivesse sido feita a proposta de seduzir não teria como você chegar nesse ponto e ele cedeu porque faz parte, é um improviso é você quebrar o mestre, porque tem mestre que acaba, acho que não sei se foi a Drica não sei quem foi que teve uma experiência ruim do mestre que não saia dos trilhos, eu fiz o chefe pra ser enfrentado no combate ele vai ter que ser enfrentado no combate, ponto não sei se não, não sei se não

Poxa, sério, cara? Você tira o protagonismo dos jogadores, cara, aí perde o brilho, né? Eu acho que fica chato e não ficaria memorável como ficou. Nossa, foi igual o Beto falou ali, todo mundo saiu gritando quando o Vint veio, e realmente.

Nossa, eu ri muito. O Marcel riu muito. Tipo, nossa, foi uma cena memorável porque foi engraçado, né? Foi divertido. O Alan teve que se virar e improvisar tudo porque isso tinha passado 10 minutos só do nosso RPG. Se vira, nego. Ah, foi no começo da sessão?

Foi mesmo, porque a gente tinha finalizado o que estava no meio tarde anterior e ficou, tipo assim, a gente estava numa mina, tinha que salvar ali os mineiros, os mineradores e a gente já estava quase chegando lá, mas por ser muito tarde né, vida adulta, tudo mais sono, a gente falou, não, vamos finalizar por aqui, a gente tinha que invadir essa última sala e a ideia do Alan era realmente essa, na próxima sessão a gente faz só isso então.

a gente entra nessa sala, vocês acabam ali com a chefe que tava ali prendendo os mineradores, e depois disso vocês sobem de nível e tudo certo.

Então foi deixado de uma sessão pra outra a gente resolver só isso. Só. E foi só isso. Todo o resto foi tudo improviso e foi bem engraçado. Ficou memorável. É, ficou memorável. Porque você convida o mestre pra jogar. Tipo, o mestre deixa de ser o planejador, o administrador top, ultra, o mestre escritor, né, como alguns falam, pra ser um jogador. Agora você vai sentar aqui, em pé de igualdade, se vira com isso aqui agora.

Sim, e tem uma coisa que o Beto sempre fala quando a gente tá jogando, eu acho muito incrível, que é nem tudo precisa de teste. Cara, ele defende muito isso e eu acho sensacional, que nem tudo precisa de teste, vai na lábia, fala o que tu quer fazer, como tu quer fazer, às vezes uma conversa, tu interpretar ali...

jogar o teu charme, é algo que vai te ajudar a resolver a situação sem precisar ficar preso na mecânica de não, deixa eu lá, deixa eu fazer tal coisa, não, seja criativo. O que que tu quer fazer? É a construção, é a construção do personagem. Faz sentido pro teu personagem aquela aquela atitude, aquela proposta de cena que você tá colocando? Faz.

Então, às vezes, poxa, então você sabe a informação, então você conseguiu convencer, nesse caso, lógico, aí, com a sua argumentação e tal, é muito old school, é muito um pouco a parada mais narrativa e menos mecânica. É muito mais o contar histórias e interpretar do que o jogar dados, que também cabe. Acho que tem estilos e gostos pra todo mundo. É bom que você disse que gostou, porque é o que a gente vai mais ou menos ir nesse caminho aí no horror oculto. Vai ser mais, vai ser bem esse caminho aí de blá blá blá. Se prepara.

Você é vendedora? Então, seja bem-vinda. Tente usar minha lábia aqui, né?

Isso é muito bom, muito bom. Então é nóis, é isso aí. Eu vou pedir, vou chamar aqui, vou convocar a Elisa pra gente finalizar. Tá sendo uma conversa longa, boa, muita gente conversando, muitas histórias, muitas experiências, mas a gente tem que finalizar um dia e a gente vai ter que terminar isso aqui. E Elisa, ficou contigo a responsabilidade de finalizar, de ser a última dos moicanos aí. Vou te puxar aqui pra conversa, eu entendo pela tua experiência que você foi falando, que hoje você é jogadora, você não é mestre. Ou você já mestrou?

Então, eu não mestrei nenhuma mesa, de fato, mas eu já fui administradora de grupos de RPG de texto. Então, querendo ou não, acho que eu fui mestre, porque eu organizava algumas coisas. Acho que sim. Dentro daquele contexto, sim. Acho que você já tem esse gostinho do mestre, já, então. Manu, você tem duas opções aqui, já, para narrar para você Dragon Age com certa facilidade.

Ah, você não sabe, eu tô doutrinando todo mundo pra poder fazer com que todas narrem pra mim. É isso aí, lavagem cerebral e domínio. Elisa, bacana isso, você já tem essa experiência, você tá há um ano e pouco, você falou, jogando RPG. Quais sistemas, quais experiências você tá tendo do RPG? O que o RPG significa?

É mais importante pra você quando você combina pra fazer aquela sessão? O que você mais aguarda? O que é mais interessante pra você? Assim, eu joguei poucas coisas. Eu joguei... Eu tava olhando as fichas aqui que eu tenho em casa. Eu joguei uma one shot de Cthulhu. Eu também joguei um pouquinho de D&D, pelo que eu achei aqui, nas minhas fichas. A Manu narrou pra mim uma mesa que também era baseada em D&D.

Mas o que eu mais jogo no momento é Avatar Legends, né? Que é baseado em Avatar A Lenda de End. Aquele desenho antigo. Eu sou apaixonada por essa mesa. Maravilhoso. Eu consumi esse desenho velho. Mas esse desenho é muito foda, velho. Ele é foda. Ele é meu desenho favorito desde a infância. Eu nem sabia que existia mesa dele. Eu não sei se a Manu lembra.

Que quando eles soltaram que ia ter a mesa no Mana Nerd, eu mandei mensagem pra Manu berrando, falando Você vai conseguir uma vaga pra mim! Pelo amor de Deus, eu te imploro! E aí eu joguei um monshot desse jeito. E eu joguei um monshot e fui pra uma campanha. E hoje eu jogo uma campanha de Avatar. Nossa, que animal. É só um adendo aí.

Essa mesa que a Elisa joga é uma mesa posta por mulheres, certo? E a narradora é uma trans, tá? Sim, e todas as mulheres da mesa são LGBT aqui a mais. Olha que foda. Aí, olha o Mana Nerds aí, moça na sua força. Mana Nerd.

Muito, muito foda, velho. Então você foi que tem pouca experiência, mas tá jogando, mas eu achei que bacana que você jogou essas poucas experiências que você teve, você transitou por estilos bem diferentes. Não só de sistema, também de sistema, mas também de temática, né? De cenário, né? E você curtiu um pouco essa chamada do Cleitinho?

O Avatar é aquela fantasia mais suave Beleza, você já ama O desenho, então aqui não precisa nem perguntar Se você tá gostando Mas o chamado do Cleitinho agradou Ficou esquisito O D&D agradou, o que você sentiu? Eu gostei De todos que eu joguei de one shot O que eu mais gostei até o momento foi Vampiro a Máscara

Que foi muito legal. Era sobre a gente estar em investigação e tudo. Então, eu gostei bastante. Mas de todos eu gostei. Não teve nenhuma que não foi legal. Nenhuma que a aventura não foi divertida. Ou algo do tipo. Mas eu acho que de todos, assim... O chamado do Cleitinho e Vampira Máscara ficam no top 1 ali.

Aí, já ganha meu coração, porque eu sou cria de Vampira Máscara da terceira edição, então já sei quem eu vou favorecer no Horror Oculto já. Desculpa os demais, desculpa a Letícia, mas é isso. Poxa! Poxa! Ainda bem que eu não tô jogando, né? Pelo menos não vou ser desfavorecido. Tóxico! É, ó.

E você tem uma cena memorável Já nessas experiências que você passou Elisa? Gente eu tenho E eu vou pedir licença porque eu vou falar uma de texto E eu vou falar uma de mesa Que eu tenho A de texto Foi no Aurora dos Ecos Que é o RPG que eu jogo Atualmente, é um RPG maravilhoso E a gente juntou vários Universos numa coisa só Se eu for dar a Laura aqui a gente fica 4 horas E eu vou falar uma coisa

Mas, resumidamente, ele fala... A gente tem personagens que são meta-humanos. Eles têm poderes desenvolvidos, tipo os X-Men, sabe? Um gênio, etc. E aí, eu tenho uma personagem lá que ela é metade... Ela é híbrida. Ela tem duas raças diferentes dentro do sistema do RPG.

E aí, ela é uma querida, só que ela entra num processo depressivo, porque o pai, o namorado, o irmão e o melhor amigo, todos vão pra um universo diferente do dela. E ela fica sozinha. E no que ela se vê nesse momento sozinha, ela entra numa depressão assim, só que ela usa isso pra encontrar uma forma.

de chegar até essa outra dimensão, esse outro planeta, o planeta que fica em outra dimensão, que ela quer chegar. E aí, assim, eu vou falar essa cena porque foi uma cena que eu torrei muito o mestre, eu pensei que ele ia me bloquear no WhatsApp porque eu perturbava ele dia e noite pra saber uma forma de eu atravessar o universo pra conseguir encontrar os personagens que eu queria. E ele falava, véi, não tem como, espera, você vai chegar lá em algum momento. Eu não quero em algum momento, eu quero agora.

Eu quero hoje. Você vai me dar uma forma hoje. E eu sei que dentro da narrativa eu criei uma... É uma cena muito memorável pra mim. Porque eu criei uma forma. Eu usei um poder que ela tem de acessar o mundo espiritual. E o mundo espiritual é um mundo só. E dentro do mundo espiritual ela fez amizade com um ser que era capaz de cortar a realidade. Cortar o tecido entre os... O véu entre os mundos.

E a partir dessa troca que ela fez de informação com essa personagem, ela conseguiu chegar nessa outra dimensão antes do resto da população. Então eu passei na frente. Arranjei um caminho. Arranjei um caminho. E, nossa, quando o mestre viu, ele ficou louco. Ele ficou puto de ódio. Porque ele falou, velho, era só você esperar mais dois dias que eu ia fazer o evento. E eu não ia esperar. Eu não ia esperar. Mas isso foi pelo texto? Esse aí foi pelo texto. Foi em texto. E o da mesa foi de Avatar.

Que foi uma cena muito memorável. A minha personagem, ela começou o jogo muito tímida. Então, eu tinha acabado de chegar e eu também tava tímida com as meninas da mesa. Com as amizades que eu tava criando ali. Então, a minha personagem, ela chegou muito tímida. Muito fechada, muito calada. Muito sem saber o que fazer. Então, pra mim, essa cena é importante. Porque a gente tá num combate com uma NPC que tinha sequestrado a minha personagem.

E ela, a minha personagem tem uma namorada na mesa, que quem faz é a Larissa, um beijo Larissa. E aí a gente, elas estão nesse combate de resgatá-la. E todas as meninas meio que não conseguem ali derrotar sozinhas. Então, pra mim é importante, porque foi o momento em que ela levantou. Tipo, ela estava literalmente no chão, assim. Ela levanta, ela se posiciona, ela vira na cara da sequestradora dela, né? E fala assim, olha...

Na minha mulher você não vai bater. E aí no final das contas foi graças à minha ação que a gente derrotou a personagem. Eu acho legal que você deu exemplos. Olha como as coisas são muito impactantes. Como é sobre conexão, né? Você deu exemplos que eu acho que ressoam muito com você. Com a sua essência.

sobre a primeira personagem voltar para as pessoas que ela tem como lar, como família, como porto seguro. E ela foi além das condições normais para isso. Ela fez barganhas e rasgou véu e tal. E a segunda, que foi uma espécie de autoafirmação também. Porque você usou a personagem para se colocar ali naquela mesa. Você ainda não conhecia as pessoas. Você começou mais tímida, foi ganhando confiança, foi entendendo as relações, porque é um jogo social também. Exatamente.

Eu imagino que, espero que você se sinta segura, evidentemente, óbvio, como eu falei, é o mínimo, é o básico, que você se sinta segura no horror oculto, sinta a vontade de levantar a mão, me mandar no particular, se for o caso. Vi, chegamos no gatilho aqui, tá? Me manda com antecedência aqui quais são os seus gatilhos. É importante isso, eu vou falar ainda para vocês todos, que a gente tem tempo para começar a sessão, para começar a campanha, perdão.

mas acredito que você vai fazer algo parecido, talvez, porque você não conhece a galera, você não sabe como cada um joga, como cada um se comporta, porque é um jogo social. E é legal como quando a gente se sente confiante e seguro onde a gente tá, a gente também começa a propor cenas e situações e personalidades para os nossos personagens. Eu sei que aqui eu não vou ser humilhado, eu não vou passar por nenhuma situação tóxica, então eu vou me dar a liberdade de fazer essa proposta. Gente, tá tudo bem aqui e tal? Então beleza, vamos aqui. Então...

Esses dois exemplos que você deu ressoam muito com o que você falou, com a sua história dentro do RPG. E acho muito bonito isso, cara. Acho que só reafirma o que você falou, Elisa, que RPG tem muito pra você de ponto de segurança, né? Que a Mana Nerd te trouxe isso, essa segurança de ser quem você é, de autoafirmação, de estar num lugar acolhedor e de ter essa válvula de escape, cara.

exatamente, e assim fica aqui o meu elogio também Vini de você ter procurado mulheres pra participar da sua mesa, eu acho que isso foi incrível achei magnífico é uma dorminha, não consigo e essa situação de você se propor gente, me mandem os gatilhos, vai ser uma mesa que vai ter pontos, mas eu estou disponível aqui pra ouvir vocês pra saber os gatilhos e pra gente construir juntos eu acho que isso é muito importante

É, porque a gente vai lidar com um projeto que é maior de 18. Começa por aí. Ele usa os tropos, né? Vampiro, lobisome, espíritos, enfim. Pra mexer em feridas sociais, né? A gente fez a primeira live. A segunda deu um pouco de erro. Vou ajustar e vou publicar lá. Mas a primeira live tá lá. Tem uns lag que o meu computador é ruim. Mas dá pra ouvir. A primeira live, sim. Então, ali já tem uns elementos, né? Eu já faço umas provocações, né? Representando a família brasileira.

tem umas coisinhas tem umas mexidas a ferida mas assim, o projeto propõe é um hobby, antes de qualquer coisa é um hobby, só que é um hobby é que nem peça de humor, que você usa humor pra falar sobre coisas, pra dar uma suavizada em alguns temas

é algo parecido. A Criatura das Travas vai ser algo parecido. A gente vai usar o hobby, a gente tá ali pra se divertir, a gente tá ali pra contar uma história, a gente tá ali pra gerar conexões. Só que, eventualmente, a gente vai falar sobre alguns temas pesados. Vai falar sobre relacionamentos tóxicos. Bom, a partir do momento que você tem um personagem que é uma entidade e que pra ela existir ela tem que tomar conta do corpo de humano, isso é tóxico.

Isso não é legal. A gente tem um vampiro, a gente vai ter criaturas que são vampiras que vai ter que sugar o sangue de humano. E... né?

É um relacionamento tóxico. Entendeu? Então, assim, o vampiro e a entidade seriam o seu chefe? Pô, talvez. Você na CLT? Talvez. Mas, enfim, eu acho bacana essas provocações, porque isso reforça a importância da MPG, a importância do que é o hobby, do que pode ser o hobby. E eu acho que é importante dar voz, né? Dar voz a todo tipo de pessoas, desde que seja de maneira respeitosa. E eu fico...

muito feliz que vocês aceitaram essa loucura minha aqui, que vocês embarcaram nisso aqui, o tempo foi curto pra falar sobre tantas coisas que vocês cinco, perdão, poderiam dizer, e eu acho dado a proposta que a gente tinha inicial que a gente tem um episódio, vocês tem algum final aí pra arrematar? Um tchau, um alô, um socorro? O que vocês podem dizer aí?

trimestre, você tá aí? Por que o Vinícius parece tão legal hoje? Porque ele não está me estrando. Pedrinho, fica na tua, Pedrinho. Cala sua boca, se retire. Apesar do Betal, de hoje, que a gente publicou, mas fica na tua, Pedrinho. Teremos a Aninha pra fazer par com você. Em breve. Sai daí, Pedrinho. Cai fora, cara. Vem pra cá pra jogar, cara. Sai daí.

Tô indo, tô indo Meninas, temos o episódio Muito obrigado Comentários finais, quem quiser se despedir Deixar aqui um alô Comunidade, nomes, né Links, a hora é agora Bom, o link eu não tenho aqui não Mas vocês podem conseguir depois com o Raul Só queria reforçar Aqui a mesa do movimento RPG Que vai voltar E aí a gente tá só numa pausazinha Porque terminamos um arco agora O dicção ficou, né? Deus

Terminamos um arco agora. E vamos retomar aí a história. E tá muito boa, cara. O Dário tá super ajudando a contar a história. Tá engraçado demais. E é um grupo muito maluco. Porque a gente tem um elfo indígena. Uma guerreira de descendência africana. Que tem uma capa de um urso. O capuz é a cabeça do urso. Temos um autóctone. E um mantis. É um grupo bem normal, assim, sabe? Dá uma visão bem tranquila. Como é um grupo de RPG. É isso, velho. Os caras entram no bar armado. É assim.

O pior é que o Autokton é um ranger O cara que tem os dois metros Feito de metal é o que fica invisível É, sei lá É tecnologia, não é feitiçaria Sei lá Meninas Primeiramente, obrigada pelo convite Foi sensacional Estar aqui com vocês O Vini e essas mulheradas aqui Super gente fina E, pessoal, é só isso mesmo

Também serei bem breve, muito obrigada pelo convite, obrigada pela conversa, pelo espaço. Muito legal conhecer outras mulheres que participam desse hobby, porque normalmente nas mesas só tem eu de mulher. Então é bom a gente conversar com outras mulheres que também têm uma vivência parecida com a nossa e curtem o mesmo hobby. Eu também vou ser breve, queria agradecer pelo convite, acredito que a gente dá espaço para mulheres em todos os lugares, é muito rico, acho que esse episódio é muito importante.

E agradeço o Vinícius e a Manu por tudo. E é isso, gente. Eu agradeço ao Vini por ter me convidado aqui para participar do podcast. A todo mundo do O Dragon também, por ter feito essa oportunidade de não trazer só eu, mas também outras incríveis mulheres aqui para falar um pouco suas experiências.

E também queria dizer que se as mulheres que estão escutando esse podcast aqui, se joguem, entrem nas mesas, procurem saber com seus namorados, maridos, como é que faz, né? Se interessem, porque como as meninas mesmas falaram aqui, vai melhorar o relacionamento entre vocês dois, vocês vão conhecer pessoas incríveis e passar por momentos maravilhosos, certo?

Quem quiser, das mulheres que estão aqui Eu posso deixar o link do Mana Nerd, do nosso servidor Já aviso que homens héteros cis Não são bem-vindos, certo? A gente veta mesmo A entrada dos homens héteros cis Então, assim Infelizmente vocês não são bem-vindos aqui Porque a gente quer um local só nosso De acolhimento, tá? Então, assim Vou deixar aí o link pra quem quiser entrar

Beleza? É isso, gente. Valeu. Até a próxima. É isso aí. Se você ficar de mimimi, simplesmente dane-se. Cala sua boca que não interessa, velho. É necessário esses espaços acolhedores. São sempre bem-vindos e a Manu está certíssima. E é sobre isso. Se você ouviu e entendeu o que foi dito aqui até agora, é sobre isso. Duval, desculpa a demora, nego. Mas foi uma causa justíssima e foi foda. E temos episódio. Roda a vinheta, malandro!

Toda a equipe do Covil do Velho Dragão dedica esse episódio a Manuela Barreto, nossa eterna Mestra Manu e cofundadora do Mana Nerd. Nós soubemos de sua lamentável perda na manhã do dia 29 de abril de 2026. Que sua luz e seu legado sejam eternos.

É o cinto da puta ronda!

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