Marketing de Influência dos Funcionários + O Futuro Não se Adivinha | Sapiranga Summit T3E2
Neste episódio do Sapiranga Summit Podcast, Poli Lopes recebe Marcus Tonin (o Marqueteiro Confesso) e Felipe Menezes, futurista e consultor de comitês de futuro, para falar sobre marketing de influência feito por dentro das empresas, os efeitos da IA generativa no marketing e o que de fato significa pensar o futuro de um negócio.
Entre os temas: por que os funcionários influenciam até 8x mais do que a rede corporativa, o motivo de todo anúncio feito com IA parecer igual, os riscos de usar IA no trabalho sem a empresa saber, e como projetos de cenários futuros ajudam empresas a se prepararem para o que vem — do crescimento regional a eventos como as enchentes no RS.
Host: Poli Lopes — https://www.instagram.com/polilopes.conecta/
Sapiranga Summit:Instagram: https://www.instagram.com/sapirangasummit/YouTube: https://www.youtube.com/@Spotify: https://open.spotify.com/show/
Felipe Menezes
- IA Generativa no Marketing· TecnologiaPadronização de anúncios com IA·Perda de clareza e identidade visual·Uso de IA por funcionários sem conhecimento da empresa·Riscos de privacidade e dados·IA recreativa vs. IA profissional
- Marketing de Influência dos Funcionários· NegociosEmployee Generated Content (EGC)·Confiança do consumidor em funcionários·Alcance de redes sociais de funcionários·Plataforma Inside Creator
- Planejamento para o futuro· SociedadeFuturismo como exploração de possibilidades·Comitês de Futuros·Desenvolvimento regional·Cenários futuros desejáveis e ameaças·Prontidão organizacional
- O Futuro do Marketing· NegociosMarketing de influência·IA generativa·Marketing de funcionários
Olá, bom dia, boa tarde, boa noite! Estamos no ar aqui diretamente do Sapiranga Summit para fazer o nosso tradicional podcast aqui com o Ederson Nunes da Eco Working, do Eco Estúdio, na técnica, conduzindo as conversas, recebendo palestrantes, expositores e todas as pessoas que estão aqui fazendo esse grande movimento de inovação que acontece aqui em Sapiranga. Então, como primeira conversa, a gente vai Entre várias coisas que a gente vai mostrar do que tá acontecendo aqui nos 3 dias, a gente já chamou para conversar duas pessoas.
Uma que já falou, já ocupou o palco, e a outra que chegará no palco na sequência. Então ainda dá tempo de assistir, é só correr para cá. Marcos Tonin, o Marqueteiro Confesso, que falou sobre marketing de influência nas empresas, e o Felipe Menezes, que vai falar sobre futuros. Então muito obrigado por terem vindo. Obrigado por aceitar o nosso convite.
Olá, obrigado, eu que agradeço o convite. Tô voltando no podcast, não tô voltando?
Sim, a gente já conversou no passado.
Já conversou no passado, espero que a gente converse o ano que vem também, né?
Por mim, todo ano a gente pode estar aqui nessa mesa, pode voltar para essa mesa em diferentes salas, né, aqui do espaço. Mas, ah, pois é, agora a gente tá numa sala maior, tá muito fino o espaço aqui, né?
Parabéns, vocês merecem. Obrigado pelo convite.
Inclusive estreando esse espaço, né, Dé? Estamos aqui ocupando dessa forma, com o mobiliário, com o espaço pronto pela primeira vez. Então vocês estão fazendo parte da estreia.
Muito obrigado.
Marco, Felipe, oi!
Oi, muito obrigado pelo convite, uma honra estar aqui conversando com vocês, ainda mais com meu parceiro, grande amigo, Marcos Torinho. Então vamos fazer um papo do marketing do futuro ou futuro do marketing?
Ou qual é o futuro do marketing do futuro também, né?
Pode ser também.
Bora!
Vamos começar com o Marcos então, porque como ele já falou, então a gente pode trazer um pouco do que que— porque tu falou de marketing de influência para empresas, e isso assim, quando a gente olha para o título dessa forma, ele é uma coisa bem ampla, pode ser várias coisas, né? Pode ser contratar influenciadores, mas a gente precisa contratar influenciadores?
Eu falo sobre dentro do contexto de influência, a gente pode, para quem vive da comunicação, a gente pode fazer duas nomenclaturas aqui: o GC e o ou EGC. O GC é mais comum, né? Esse U é de usuário. E aí inclusive entra o influenciador ali. Só que eu trouxe uma visão e eu tento trazer essa visão que é diferente, que é o EGC, que é o Employee Generated Content, que é as pessoas da empresa tomarem conta da sua comunicação. Então através de trabalhos, de exemplos, de pesquisas, né?
Eu começo esse papo falando uma pesquisa do Edmond Trust, que é um instituto de pesquisa renomadíssimo, falando que a gente confia 70% a mais das pessoas da empresa falando sobre ela do que qualquer outra fonte. Então a minha visão sempre vai ser sobre assumirmos o controle dessa comunicação. O que não significa não trabalhar com alguém externo. Significa que fazer interno, principalmente para um pequeno negócio, é mais rápido, mais barato e mais eficiente. Então a gente começa literalmente assumindo a responsabilidade.
Tem uma coisa que é bem importante disso que tu fala, que quando a gente pensa nessa confiança que as pessoas de dentro da empresa têm, e que às vezes eu vejo empresas meio que deixando isso de lado, é que o colaborador ele é influenciador, ele pode estar à frente da rede da empresa, mas ele também tem a rede dele e ele vai falar do trabalho dele. E como essa relação dentro da empresa, então, né, além de ter o colaborador como essa pessoa à frente da rede do negócio, é importante ter o cuidado com as pessoas, porque o que que elas falam para os outros influencia muito na venda.
E sabe o que é legal? Teve uma pesquisa que falou sobre o processo dos colaboradores e o seu nível de influência dentro dos negócios. Quando ele posta na rede dele, a rede dele tem uma média de 8 vezes mais alcance do que uma rede corporativa. Então, além de tudo, ele consegue alcançar mais para falar bem ou para falar mal, obviamente, né? Mas a gente tá falando sobre um trabalho que se fala bem, um trabalho que se entende o seu papel Essas pessoas, né?
E por isso elas usam essa rede. Inclusive, eu tenho uma plataforma que está sendo desenvolvida, mas já em teste, né? Vamos chamar ela, por que não, de uma startup. E ela se chama Inside Creator. E justamente ela faz isso. Ela faz com que as pessoas recebam desafios, os colaboradores, esses colaboradores postem nas suas redes, essas redes reverberem, ele ganhe pontos e prêmios por causa disso. E a gente faz um jogo de comunicação dentro das empresas.
Eu posso fazer uma pergunta também?
Pode, claro. Estamos para isso.
Pensando nessa lógica do colaborador fazendo marketing, pensando que nem sempre ele é a pessoa que estudou, que é preparada, que está acostumado com isso, e conectando isso com a galera que está usando muito IA para fazer roteiro, para fazer imagem, que, cara, tu percebe na estrutura da narrativa ali que é. Como é que tu tá vendo isso ter acontecido, isso com as pessoas dentro das empresas ou fora? Em geral, como é que tu tá vendo esse rolê da IA nas redes sociais, cara, que cada vez parece tudo meio pastelizado.
E o quanto isso pode engessar a criatividade da pessoa, né?
Nós estávamos falando sobre um outro evento que eu participei da semana passada em Novo Hamburgo, e aí eu falei um pouco, tinha um pouco de IA no papo, né? E aí eu falei assim, ah, a gente usa IA. Aí eu coloquei na tela 3 cenas de IA, que é o card tradicional que todo mundo cria, né? Gente, a gente não consegue mais saber qual é o produto. Aquele monte de texto com aquela fonte que tá rolando, com aquele escuro do fundo, Por que a pessoa não pede pelo menos para que o fundo seja branco, será?
Aí todo mundo fala, aquele fundo preto, né? E aí, tipo, se tem picolé, parafuso ou uma calcinha lá, a pessoa não sai mais, velho. Porque o contexto, o cérebro, ele não é tão claro quanto a gente gostaria e a gente já está muito nebuloso. Então sabe o que vai restringir um pouco isso e já está começando, né? O anúncio da própria Meta falando sobre a identificação. E aí ela obviamente ela entende o que pode, mas ela não vai querer que as pessoas se afastem disso.
Então a partir do momento que ela restringe o algoritmo, e ela obviamente lê isso, aí a gente vai ter que segurar um pouco. Então para mim não vai ser por nós, mas vai ser pela obrigação e pela entrega, pelo engajamento, seja por qualquer outro conceito da rede social que vai conseguir ajudar. E eu fiquei muito feliz com isso, cara.
Esses posts, esses anúncios que tu falou, eu acho eles muito engraçados. Primeiro porque é isso, tu vai rolando e é tudo igual, né? E segundo que tu perde, além de, porque às vezes por mais que, ah, eu sei que as cores da minha marca são, sei lá, o preto, branco e vermelho, e eu pedi para ele usar preto, branco e vermelho, já aconteceu de eu pegar post que primeiro eu não achava o local, né? Porque tu para ali, tu começa a olhar aquela imagem, daí tu, aí eu pensei, não, eu vou achar, teimosa, né?
Eu fiquei, perdi tempo. Só que qual é o tempo de atenção que as pessoas dão? A pessoa vai olhar, se ela não conseguir descobrir aonde que era o evento. E por que que eu não achei essa informação tão fácil? Porque era uma cervejaria lá de Estância Velha que o logo eu conheço, e o logo não tava na imagem.
Então tá em Estância Velha aqui uns dias, uns dias não, mas tem uma data desse ano que eu vou estar em Estância Velha. Cara, sabe o que me chamou atenção? Bati uma foto e coloquei na palestra, cara. Aí eu tava indo no aeroporto em direção, a gente entra no aeroporto em direção aos 120 e poucos, né? E aí a gente tem que passar por uma marca internacional de comida, Pizza Hut. E eles têm um totem que é bem na passagem, um totem grande, bonito.
Todas as imagens deles são desse formato, dessa IA tradicional ali, desse único jeito de escrever. Eu falei assim, cara, mas se a Pizza Hut tá fazendo isso, cara, daí a gente acabou.
Como é que eu vou exigir que o pequeno não faça, sabe?
Tipo, eu tava vendo um estudo que foi feito agora que entrevistaram mais de, pegaram mais de 12 mil pessoas, entrevistaram as pessoas sobre o uso de IA. E uma das principais coisas que me chamou atenção nesse estudo é que tem muita empresa que não tá adotando a IA, mas o seu funcionário tá adotando para o trabalho sem que a empresa saiba, sem que a empresa saiba. Então ele tá, ele tá agilizando o trabalho dele, mas ele não tá falando que tá usando.
Ou ele, por exemplo, tá diminuindo o tempo que ele leva no trabalho para tocar outras coisas fora sem a empresa saber. E às vezes é isso, cara. Cara, porque só, claro, falta o pensamento crítico de quem tá aprovando, olhando para chegar num totem, né? Mas às vezes é o, não é, pode não ser, não sei, o critério da empresa.
Não é só uma economia da empresa, né?
É o funcionário lá que decidiu hackear o sistema e usou.
Cara, eu fiz um painel semana passada no Rio e no Vechuí que tu ia adorar, velho. Tu ia gostar de ter feito isso, cara, porque olha só quem que era, né, velho? Eu não tinha nem roupa, era eu, Adobe, AWS, Amazon e a RecargaPay. Entendeu? Tipo assim, eu fiquei uma semana ali, cara, a gente fazendo briefing, estudando o que ia perguntar pra essa galera, sabe? E o papo foi tão profundo nas estruturas de, ah, cara, a recarga pay tava explicando como que eles fazem utilização, controle e que não haja exageros da estrutura de uso, cara.
Um negócio muito maravilhoso assim. E eu fiquei muito impressionado assim, cara, porque obviamente ninguém precisa deixar de usar, não é essa a recomendação. Mas o entendimento de como usar isso, cara, eles chamam assim, né, não é a IA recreativa, cara, poxa, é bem interessante, cara. Tem muitas camadas, inclusive a AWS trazendo, e aí a gente acha, ah, é besteira, trazendo a questão da sustentabilidade, trazendo a questão do gasto que causa a gente estar utilizando, da água, de tudo, né?
Que inclusive eles tem falado muito disso, de ter todo esse cuidado, né, e dessa retroalimentação de energia que eles fazem para que eles consigam ter utilização e tocar isso por conta própria.
Isso que o Felipe falou desse uso pelo funcionário, né, sem a empresa saber, a gente tem um outro problema que é o uso dos dados, né, que é colocar dados da empresa, dados muitas vezes sigilosos, numa conta pessoal, que às vezes ainda é uma conta gratuita, que vai ter menos camada de proteção ainda. E isso é um outro problema, né?
Total. E é isso, acontece, né? Mas ainda assim, o que mais me deixa preocupado é as pessoas terceirizando o momento minimamente criativo, sabe? As ideias. É tu começar a pedir para inteligência artificial coisas sem antes pensar o mínimo sobre aquilo, né? Tem um outro estudo que Já saiu faz mais tempo que as pessoas usam em média 9 palavras para escrever um prompt. Cara, o que que tu pede decentemente com 9 palavras?
Não consegue nem pedir um prato no restaurante direito.
Para meu restaurante vender mais.
Eu tava falando isso num treinamento, cara. Pelo menos 6 estruturas básicas. Primeiro, dizer quem é, detalhe, estrutura, dar tom e estilo. Direcionar a objetividade e pedir um complemento são algumas coisas meio básicas que no mínimo vai gerar um parágrafo. É impossível fazer isso com 9 palavras.
Sabe que isso é um problema? Eu acho que é um problema que vem antes, é de estrutura de pensamento das pessoas.
É a gente que usa como era o Google, não usa?
É de, eu quero simplificar, é como é isso, como é aquilo.
E a pessoa só migrou.
Exato. E aí, antes disso ter ideia, eu uso muito, muito, tenho certeza que tu usa também, mas como ampliação. Cara, eu tenho as minhas ideias, quando vem eu tenho meu pensamento crítico em cima, às vezes eu brigo com ela, xingo, tomara que não se revolte que eu brigo nessa hora, mas é sobre isso assim, é sobre fazer essa mudança.
Às vezes eu digo obrigada também no final, tá? Muito obrigada.
Tá muito bom, ficou legal.
Teve um amigo meu que ele disse que isso aí não tem—
E sem mentir que nem ela, né? Porque ela sempre mente pra gente, né?
Sempre tem história de oi, bom dia, disse que vai ser salvo, né? Se o dia que haver a revolução vai ser salvo. Mas tem um amigo meu que disse que não precisa mais se preocupar com isso, sabe por quê? Porque ele disse que ele já xingou tanto que ele condenou a humanidade.
Ele fez por todo mundo já.
Não, não, ele condenou a humanidade. Eu falei, pô, beleza, tá bom, já me popa no trabalho. Mas assim, é isso, sabe? Hoje também a gente tava fazendo um post aqui dentro do Marqueteiro Confessa e é uma frase que a gente faz junto com um meme ali e a frase veio assim, eu não sei se a equipe foi na IA, pra mim não importa, veio e eu falei, cara, a frase não tá clara, entendeu? E eu tava no carro, velho, eu gravei o áudio e falei assim, ó, Isso é mais claro.
A partir do momento que eu falei isso, se voltou pra IA ou não voltou pela minha equipe, não sei, mas veio uma frase perfeita. Mas eu consigo identificar, eu, Marcos, eu consigo ler aquilo e identificar que aquilo não é uma comunicação clara para o que eu quero fazer, para o que eu quero comunicar. Agora, se eu não consigo ter essa análise racional e crítica, aí você entra no grupo que vai ser substituído por robô, porque você age como um robô. Então esquece, tá? Muito mais fácil usar IA do que depender do que você fala.
Inclusive nessa forma da questão da usabilidade, que é ao invés de fazer a pergunta de 9 palavras, né, ou comando de 9 palavras, eu adoro conversar com ela. Porque se ela é uma inteligência conversacional, nada melhor do que abrir o microfone e começar: olha, eu preciso disso, eu preciso que tu seja do jeito X. Às vezes ele, tipo, o Claude trava porque ele uma hora o microfone dele desativa, entendeu? Tá bom, daí vai lá, ativa de novo e continua falando.
E quando tu vai ver, eu mandei um textão para ela Aí eu reviso, não, mas isso aqui não faz tanto sentido. Daí eu edito o meu próprio texto, isso para compensar um trabalho. Porque é isso, porque daí tu consegue explicar, tu consegue dar tom ao texto, daí já vai tom de voz, ela já entende determinadas coisas, ela já vai usar tudo isso também, né? E é uma forma de conversar com ela, fazer o que tem que ser de um jeito melhor, sem precisar ficar um tempão escrevendo também, né?
É aproveitar a tecnologia duplamente. Mas falando em tecnologia, vamos falar de futuro. Tu, Felipe Menezes, ele é, a gente tava conversando antes da gente começar aqui a gravação e ele participa, né, como consultor de alguns comitês de futuros. Eu queria primeiro que tu explicasse para as pessoas o que que é um comitê de futuro, do que que se alimenta esse projeto.
Acho que antes falar sobre o que que é futuros, mas não falando muito disso, falando o que que não é, o que que um futurista não faz. Não é sobre adivinhação, não sei número da Mega-Sena, senão tava rico, não precisava, acabou o podcast.
Eu, muito obrigado, pessoal.
É que eu acho que é importante trazer esse ponto, porque muita gente acha que futuro é sobre adivinhar, sobre prever, não é sobre prever, é sobre pensar possibilidades. Esses trabalhos que eu tenho feito nos comitês de futuros, eu faço parte do comitê de futuros da Sicredi Caminho das Águas, que tá com palco aqui no evento, né, o Expo Copera, lá eu sou consultor, que a gente tá desenvolvendo um projeto de Futuros, começou o início desse ano, vai até o início do ano que vem, onde a gente discute os futuros, no plural mesmo, porque são possibilidades da comunidade toda que envolve o território do Ciclade Caminho das Águas, que são 33 municípios.
Essa lógica de futuros dentro das organizações é para pensar possibilidades do que pode acontecer e eu conseguir, de certa forma, me preparar para aquilo. É muito menos sobre adivinhar e muito mais sobre estar pronto, é sobre prontidão, né? O que que eu faço se isso acontecer? E é curioso que no Sicredi Caminho das Águas, eu também faço parte do comitê de futuros da pioneira, Sicredi olha muito não para o desenvolvimento do Sicredi como uma empresa, né, como uma cooperativa de crédito, mas muito mais para o desenvolvimento da região.
Quem é essa região? Como é que vão viver daqui 10, 15 anos? O que que vai ser valor aqui? O que que são os desafios? E aí tu conecta isso com a estratégia do negócio para a estratégia conseguir aproveitar as oportunidades que a gente tá enxergando, mas também tentar mitigar as ameaças que a gente tá vendo lá no futuro.
Eu ia te perguntar assim, porque no momento que a gente tem vários cenários, digamos que são as possibilidades, eu posso, por exemplo, pensar o que eu consigo, que a gente enquanto empresa considera que vai ser melhor, porque, né, todos eles vão ter ônus e bônus, né? O mais melhor vai ser esse aqui. O que que a gente precisa fazer para caminhar nesse faz sentido. Passa por isso também?
Total, o que a gente chama de futuros desejáveis, né? A gente desenha diversos cenários a partir de muitas metodologias, chega nos cenários e, pô, qual que é o cenário que a gente deseja? Normalmente é uma mistura de vários, né? A gente gostaria, gosta desse do cenário 1, só que no cenário 2, então como é que a gente caminha para chegar no futuro desejável? Mas esse futuro desejável não quer dizer que ele vai acontecer, né? E aí a gente também tem que estar preparado para os outros futuros que a gente não gostaria que acontecesse.
Ou seja, o que que eu posso fazer hoje no presente já para tentar evitar que isso aconteça, porque eu tenho 10 anos pela frente. Óbvio que algumas coisas não competem, a organização vai sair daquela alçada, mas a maioria delas dá para fazer coisas para evitar, e dá para fazer muita coisa para alcançar os futuros que a gente quer.
E como é que vocês têm, como é que, em que pé tá o projeto e o desenvolvimento e essa identificação de cenários? E o que que tu pode contar para a gente?
Quero spoilers nesse projeto do No caso do Sicredi, que é Minas Águas, a gente tá na etapa que a gente acabou de concluir os cenários e tá fazendo as conexões com a estratégia. Pega as intenções estratégicas do Sicredi, que já olha pra comunidade, e fazendo essa conexão. Olha, pra esse cenário aqui, essa intenção estratégica, ela serve a longo prazo? Ela vai continuar efetiva? O que que eu precisaria mudar? Então a gente tá nesse momento, mas a gente teve uma caminhada gigante antes.
A gente começou coletando sinais, tendências de mudança, analisa isso, começa a mudar a cultura e a cabeça dentro das pessoas da organização. Para depois isso ficar perene ao longo do tempo, elas continuarem usando. O que eu posso falar é isso, assim, acho que não tem muito também mistério, Sicredi não esconde muito. A grande questão lá e que a gente discute muito nesse comitê que tem de futuros e pensamento estratégico, que é essa conexão, é como é que a gente faz a comunidade como um todo melhorar. 33 municípios, não é sobre o Sicredi ganhar mais dinheiro, ficar mais rico, é como que eu melhoro a vida e aumenta o tamanho do bolo, seja financeiro ou não, dessa região, para que todo mundo cresça junto.
Porque a instituição, o Sicredi, assim como qualquer outra empresa, ele só vai ganhar se as pessoas estiverem bem, se as pessoas prosperarem, né? Daí ele ganha na consequência, né? Então isso vale para todas as empresas, né?
E se, olha, quando a gente olha para futuro, cara, isso fica mais evidente ainda. Então sei lá, vamos pegar como exemplo aqui, pô, Rio Grande do Sul a gente teve enchente, mas talvez a gente tenha outra de novo já esse ano. Tomara que não, né, bater aqui.
Mas nunca se sabe quando, mas dentro dos cenários possíveis aquilo ali pode acontecer.
Cara, enchente ferra todo mundo, ferra a comunidade, ferra a empresa, ferra os concorrentes, ferra todo mundo. Então se eu enxergo que talvez muitas empresas olharem para o futuro, se eu conseguir fazer algo que talvez não que evite as enchentes, isso é um problema talvez muito mais complexo, mas mecanismos que ao acontecer a gente não seja tanto afetado, isso é bom para quem? É para todo mundo que tá no jogo. Sim, só que tu enxerga isso quando olha lá na frente, sabe?
Que é não ficar esperando acontecer para resolver, mas tu tá pronto para quando acontecer.
Quando matar o leão do hoje é diferente.
Meninos, acredito que da minha parte era isso que eu tinha para perguntar para vocês. Já conversamos bastante aqui. Quero agradecer a presença de vocês. Querem deixar mais algum recado para o pessoal, além de Venham para o Sapiranga Summit, que ainda dá tempo.
Pô, venham para o Sapiranga Summit mesmo, porque parabéns pelo evento. Eu falo isso sempre porque é realmente incrível o que Sapiranga tem feito aqui. E esse ano aqui já, e a gente já percebe assim, pô, tá melhor, tá maior, tá diferente, tá mais bonito. Então assim, isso é processo e parte da evolução, nomes também inclusive. Acredito que o ano que vem a gente ainda vai E aí vai crescendo e a expectativa cresce junto. Parabéns, porque a gente está no interior do estado, a gente não está na capital ou tão próximo, mas não é a região metropolitana.
Então assim, a gente pensa que isso só aconteceria lá, esse é o fato, e não. Então parabéns. Eu fiquei bastante encantado quando começou as divulgações, o card de poder estar aqui de novo, de ter participado ano passado, espero voltar. Vida longa a esse evento maravilhoso.
Venham para o Sapiraga Summit, porque o ano passado eu tava de bobeira em casa e vim aqui uma tarde. Eu me lembro, foi nessa tarde que eu vim, mas tipo de bobeira assim, nem vim aqui ver qualquer— nós falamos, eu conheci, eu assisti um pedaço da palestra, cheguei acho que no final dela, daí eu nem sabia que tava no palco ainda, cheguei por acaso, bem por acaso mesmo, e eu conheci o Álvaro Link, que é o presidente do Ciclade Caminho das Águas, porque nos apresentaram para falar sobre viagem de de motorhome. A gente ficou acho que 40 minutos, uma hora, falando de viagem de motorhome.
Aí meio que uma conversa maravilhosa também.
É porque eu tinha viajado, ele já passou um ano sabático viajando, alguma coisa assim. A gente trocou ideia ali e depois a gente se conectou. E eu fui entender que ele era do Sicredi, ele entendeu que eu era futurista, e no final das contas se conectou e começamos a fazer esse ultraprojeto de futuros que começou no final do ano passado. Ele nasceu de uma conversa aqui. Então eu tô dizendo isso porque, independente se for no Sapiranga Summit ou qualquer evento, vem, assiste as palestras que tu quer e tal, mas tipo reserva o espaço para conversar e tomar um cafezinho com pessoas que tu não conhece.
Não é só para conversar com os amigos, conversar com quem não conhece, isso vale muito.
Exatamente, aproveitar palestra, painel, networking, as ativações das empresas, tem vários palcos, então tem muita coisa para acontecer e a gente volta daqui a pouquinho.