Episódios de a Palavra na IPBAM

Lucas 20.1-19 - Santa credencial - Rev. André Dantas

01 de outubro de 202629min
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Gravado dia 31 de maio de 2026 na Igreja Presbiteriana do Brasil no Alto Mangueiral - Quadra 104 Conj. 9 Lote 14 - São Sebastião, Brasília, DF.

Participantes neste episódio1
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Rev. André Dantas

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Assuntos5
  • A autoridade de Jesus questionada por líderes religiosos no temploJesus ensinando e evangelizando no templo·Sacerdotes e escribas questionam a autoridade de Jesus·Jesus responde com uma pergunta sobre o batismo de João
  • A parábola da vinha e os lavradores infiéis como crítica aos líderes de IsraelHomem planta uma vinha e a arrenda a lavradores·Lavradores espancam e rejeitam os servos enviados·O dono envia seu filho amado, que é morto pelos lavradores
  • O julgamento dos lavradores e a expansão do reino aos gentiosO dono da vinha extermina os lavradores e entrega a vinha a outros·Jesus como a pedra angular rejeitada pelos construtores·A inevitabilidade de Cristo e a escolha entre submissão ou juízo
  • A hipocrisia dos líderes religiosos ao evitar a verdade sobre João BatistaDiscussão entre os líderes sobre a origem do batismo de João·Medo de desagradar o povo ou de serem condenados·Recusa em admitir a verdade para evitar consequências
  • A paciência e o amor de Deus revelados na parábola da vinhaDeus como o dono da vinha que envia profetas·A rejeição dos profetas por Israel·O envio do Filho amado como clímax da paciência divina
Transcrição1 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
RARev. André Dantas

Meus irmãos, que a graça e a paz do nosso Senhor Jesus seja com cada um aqui. Nós vamos agora nos debruçar sobre a palavra de Deus. Eu peço à igreja que abra suas Bíblias no Evangelho segundo Lucas, capítulo 20. Nós iremos fazer a leitura até o versículo 19. O tema da nossa meditação essa manhã é Santa Credencial. Diz assim: Aconteceu que num daqueles dias, estando Jesus a ensinar o povo no templo e a evangelizar, chegaram os principais sacerdotes e os escribas juntamente com os anciãos e lhe perguntaram: Diga-nos, com que autoridade você faz estas coisas?

Ou quem lhe deu esta autoridade? Jesus respondeu: Eu também vou fazer uma pergunta a vocês. Digam: o batismo de João era do céu ou dos homens? Então eles discutiram entre si: Olha, se dissermos do céu, ele dirá, porque não acreditaram nele. Mas se dissermos dos homens, o povo nos apedrejará, porque está convicto de que João era profeta. Por fim, responderam que não sabiam de onde era. E Jesus lhe disse: Então eu também não lhes digo com que autoridade faço faço estas coisas.

A seguir, Jesus passou então a contar ao povo esta parábola: Certo homem plantou uma vinha, arrendou-a para uns lavradores e ausentou-se do país por prazo considerável. No devido tempo, mandou um servo aos lavradores para que lhe dessem do fruto da vinha. Mas os lavradores, depois de espancá-lo, o despacharam de mãos vazias. Em vista disso, enviou-lhes outros, enviou-lhes outro servo, mas também a este espancaram, e depois de insultá-lo, despacharam de mãos vazias.

Mandou ainda um terceiro, também a este, depois de feri-lo, expulsaram. Então o dono da vinha disse: Que farei? Enviarei o meu único filho, o meu filho amado. Não o único filho, enviarei o meu filho amado, talvez o respeitem. Mas quando os lavradores viram o filho, começaram a discutir entre si: Este é o herdeiro, vamos matá-lo para que a herança seja nossa. E lançando-o fora da vinha, o mataram. O que fará, pois, o dono da vinha?

Virá exterminar aqueles lavradores e entregará a vinha a outros. Ao ouvirem isto, disseram: Que tal não aconteça? Mas Jesus, com olhar fixo neles, disse: Que quer dizer então o que está escrito? A pedra que os construtores rejeitaram Essa veio a ser pedra angular. Todo o que cair sobre esta pedra ficará em pedaços, e aquele sobre quem ela cair ficará reduzido a pó. Naquela mesma hora, os escribas e os principais sacerdotes procuravam prender Jesus, porque entenderam que ele havia contado essa parábola contra eles, mas temiam o povo.

Baixe sua cabeça e vamos orar. Esse é o momento, meus irmãos, de nós prestarmos atenção apenas na palavra de Deus e nada mais. Querido Deus, a tua palavra foi lida. Acalma, Pai, todos que aqui estão preocupados com outras coisas, com pensamento em outros problemas. Que o Senhor nos deixe, Pai, focar apenas na tua palavra, porque é para isso que nós estamos aqui essa manhã, para ouvir a tua voz falando ao nosso coração, transformando, Pai, a nossa vida de dentro para fora.

Muda, Pai, as nossas ações, muda o nosso coração. Que possamos viver a tua palavra com alegria, que possamos conhecer o Senhor, Pai, com intensidade. Que o teu povo que aqui se encontra no dia de hoje seja tocado pelo teu Espírito Santo para entender e aplicar a tua palavra. Perdoa-nos os pecados, dirige os nossos passos, Pai, pelos próximos minutos. É o que pedimos ao Senhor, em nome de Cristo Jesus. Amém. Meus irmãos, nós estamos diante do texto sagrado essa manhã.

Jesus, ao longo dos últimos domingos, ele esteve caminhando da Galileia em rumo a Jerusalém. Em alguns domingos atrás, nós observamos que ele vê a cidade de Jerusalém, chora por essa cidade, é recebido com louvores messiânicos pelas pessoas que ali estavam, e ele purifica o templo pela segunda vez em seu ministério, denunciando a corrupção religiosa, mostrando que ele é o Senhor do templo. E agora Jesus, nesse contexto, indo ainda em direção à cruz, porque esse é o caminho que Jesus estava traçando não era apenas a Jerusalém, não era apenas ao templo.

Jesus, ele passa a ensinar diariamente no templo em Jerusalém. Leia que no versículo 1 diz o seguinte: estando Jesus a ensinar o povo no templo, e essa era uma das atividades que ele fazia, e a evangelizar. Ele falava dele mesmo, ele falava sobre o reino, ele exortava as pessoas a abandonarem o caminho de pecado e a se focarem nele, quando de repente então mais uma vez chegam os escribas e os fariseus, as mesmas pessoas que mandaram Jesus calar os discípulos que chamavam Jesus de um rei que haveria de Vi em nome do Senhor bendito, aquele que haveria de trazer paz na terra aos homens e glória a Deus nas maiores alturas.

Esses mesmos homens agora chegam diante de Jesus e fazem perguntas a ele. A primeira pergunta que eles dizem é a seguinte: Diga-nos com que autoridade você faz estas coisas, ou quem lhe deu esta autoridade? Qual é a sua credencial? Para você entrar em determinados lugares, você precisa de uma credencial. Para você entrar em determinados países, você precisa de um visto no seu passaporte dizendo que você tem poder para entrar naquele local porque uma instituição lhe outorgou aquele poder.

Então o que eles estão perguntando, que até pode parecer legítimo à primeira vista, é o seguinte: com que autoridade você vem ao templo ensinar as pessoas que estão nesse templo? Com que autoridade você vem evangelizar aqui neste lugar? Você é mestre? Você passou a sua vida aos pés de algum dos grandes do nosso tempo, ouvindo dessa pessoa, recebendo conhecimento profissional como os que aqui estão, da lei e dos profetas? Você recebeu essa autoridade para ensinar o que você fala, para evangelizar as pessoas aqui dentro?

Só que não era uma busca sincera pela verdade, meus irmãos. Aquilo era uma tentativa de desqualificar Jesus. O grande tema dessa passagem é que Jesus já havia apresentado amplamente as credenciais para poder falar ali com autoridade, porque Deus deu essas credenciais a ele. Ele foi anunciado por uma estrela, anunciado por anjos. Os reis chegaram e se curvaram diante dele enquanto ele ainda era pequeno. Ao longo da sua vida, ele realizou muitos milagres, ele curou muitas pessoas, trouxe visão a cegos, trouxe vida a pessoas mortas.

Restaurou a saúde e o relacionamento de várias pessoas com o Pai. Essas são as suas credenciais. O próprio Deus disse no seu batismo que ele é o seu amado Filho. Só que esses homens que perguntam essas perguntas a Jesus, eles tinham seus corações endurecidos E eles se recusavam a ver as credenciais de Jesus que permitiam que ele fizesse a obra de Deus o Pai. Por isso, essa manhã, enquanto nós vamos estudar essa credencial santa, em primeiro lugar eu gostaria de ver com os irmãos que a credencial divina ela é rejeitada por corações comprometidos com seus próprios interesses.

O Sinédrio exigia de Jesus: mostra-nos as tuas credenciais. Só que a questão não era de falta de evidência. Como eu acabei de falar aqui, Jesus já havia feito milagres, ele havia ensinado em muitos momentos, as pessoas o chamavam de mestre. Ele havia há poucos dias entrado em Jerusalém como um rei entrava, cumprindo a profecia dizendo que ele haveria de vir montado em um jumentinho, filho de uma jumenta. Ele havia purificado o templo.

João Batista dava testemunho sobre Jesus. Então Jesus responde essa pergunta com uma segunda pergunta: O batismo de João era um batismo do céu ou dos homens? E isso desmonta a hipocrisia daquelas pessoas, porque elas não buscavam a verdade. E aí elas começam a fazer um tal de cálculo político. Essa semana eu vi um vídeo que eu achei muito interessante, dizendo sobre pessoas que foram julgadas pela justiça comum e condenadas a pagar uma quantia de R$3.000, R$30.000, R$300.000 por difamar e falar mal de outra pessoa.

E o comentarista político, ele tava falando que esse valor era pequeno diante do ganho político que essas pessoas tinham, porque ao difamar alguém Eles estavam ganhando espectadores, audiências, likes, estavam conquistando pessoas para si. Então o valor que eles pagavam, que a justiça apontava, era um valor pequeno. Então o que esses homens fizeram aqui agora nesse momento da nossa história é o mesmo que os homens lá atrás na época de Jesus fizeram.

Eles fizeram um cálculo político. Se eles dissessem que o batismo de João era do céu, eles são condenados então por não terem crido que Jesus é o Messias. E se eles dissessem que o batismo de João era dos homens, então eles iriam perder o apoio popular. Então é uma situação onde eles perdem dos dois lados, e aí eles preferem dizer: nós não sabemos. O que eles fazem aqui, eles afirmam que sabem, mas eles não querem admitir, então eles preferem mentir.

Eles mentem para evitar as consequências da verdade. Você já parou para pensar que muitas pessoas em nossos dias, elas rejeitam a Cristo Não por falta de evidências, mas porque reconhecer a autoridade de Cristo na vida delas exigiria delas arrependimento, submissão, mudança de vida, e elas não estão dispostas. Elas não estão dispostas a lidar com a consequência da verdade. Elas não querem abandonar o pecado que para elas é muito querido.

Viver em infidelidade é algo que é precioso para essas pessoas. Viver nos prazeres da carne, na esbórnia da vida, nos pequenos pecados ocultos que só Deus e elas sabem, porque está ali oculto no quarto dela, no ambiente de trabalho. Elas não querem lidar com as consequências de uma vida sob autoridade de Deus, uma vida sobre a verdade. Então o problema nem sempre é a falta de luz. Existe luz, essas pessoas sabem o que devem fazer, mas o problema aqui é que elas amam demais viver em trevas.

Esse é o problema dessas pessoas. E você, meu irmão, deve fazer uma pergunta a si mesmo essa manhã: será que eu tenho buscado sinceramente a verdade de Deus, ou eu tenho buscado respostas que servem aos meus próprios interesses? Tem pessoas que usam a palavra de Deus, que manipulam a verdade de Deus apenas para contornar os seus próprios interesses. São aquelas pessoas que falam que a Bíblia está dizendo uma coisa quando não está dizendo aquilo.

São pessoas que falam que receberam uma iluminação do Espírito Santo, sendo que não receberam. Então, essa manhã é necessário nós entendermos isso. Agora, em segundo lugar, a partir do versículo 9 até o versículo 15, Jesus, ele nos fala que a credencial divina, ela é confirmada pela paciência e pelo amor do Pai. Eu gostaria que vocês abrissem as suas Bíblias em Isaías capítulo 5, versículo de 1 a 7. Isaías Capítulo 5, nós iremos fazer a leitura aqui do versículo 1 ao 7.

Nós temos diante de nós essa manhã, meus irmãos, o que é conhecido como a Canção da Vinha. Preste atenção: Cantarei para o meu amigo o seu cântico a respeito de sua vinha. Meu amigo tinha uma vinha na encosta de uma fértil colina. Ele cavou a terra, tirou as pedras e plantou as melhores videiras. Construiu uma torre de sentinela e também fez um tanque de prensar uvas. Ele esperava que desse uvas boas, mas só deu uvas azedas. Agora, habitantes de Jerusalém, homens de Judá, julguem entre mim e a minha vinha.

Que mais se poderia fazer por ela que eu não tenha feito? Então, porque só produziu uvas azedas quando eu esperava uvas boas, Pois eu digo a vocês o que vou fazer com a minha vinha: derrubarei a sua cerca para que ela seja transformada em pasto, derrubarei o seu muro para que seja pisoteada, farei dela um terreno baldio, não será podada nem capinada, espinheiros e ervas daninhas crescerão nela, também ordenarei às nuvens que não derramem chuva sobre ela, Pois bem, a vinda do Senhor dos Exércitos é a nação de Israel, e os homens de Judá são a plantação que ele amava.

Ele esperava justiça, mas houve derramamento de sangue. Esperava retidão, mas houve gritos de aflição. Jesus, ele responde a pergunta das autoridades através dessa parábola. Em Isaías 5 e em Lucas 20 nós temos o seguinte paralelo: Isaías 5, Deus planta a vinha; em Isaías 20, o homem planta a vinha. Em Isaías 5 diz que a vinha é Israel; no texto de Lucas diz que a vinha continua representando Israel. Em Isaías diz que Deus procura frutos; aqui em Lucas nós vemos que o dono procura frutos.

Israel produz uvas bravas e os lavradores aqui, o que eles fazem, Lucas? Eles recusam os frutos. E nós temos o julgamento da vinha, que ela é destruída, e em Lucas nós temos o julgamento dos lavradores. A ênfase de Isaías está no fracasso do povo e a ênfase de Lucas na culpa dos líderes. Aquelas pessoas que julgavam Jesus, que tão bem conheciam a palavra de Deus, elas conheciam a canção da vinha. Elas sabiam que Jesus estava falando sobre eles.

Jesus enfatiza que Israel, a vinha, produziu frutos maus. E Jesus aqui agora em Lucas, ele tá falando que os lavradores, os líderes religiosos que administravam essa vinha Eles estavam rejeitando os servos de Deus e estavam rejeitando também o Filho de Deus. Quando eles rejeitam o primeiro, o segundo e o terceiro servo, espancando essa pessoa e devolvendo ela machucada, e na quarta vez elas machucam e matam o filho, tá dizendo aqui que eles estão rejeitando a palavra de Deus.

Os servos enviados um após o outro, aqui é uma clara referência aos profetas que foram enviados a Israel ao longo da história. O que que aconteceu com esses profetas, com juízes na palavra de Deus, meus irmãos? Não é claro que eles foram rejeitados, que eles foram perseguidos, espancados, mortos? Mas Deus não continua enviando pessoas a sua vinha. Deus não continua paciente. Essa parábola, ela revela algo extremamente interessante, que é a paciência extraordinária e maravilhosa de Deus.

Deus, ele é extremamente paciente com o seu povo. Ele é paciente com Israel e ele é paciente conosco nos dias de hoje. Só que Jesus está revelando aqui nessa parábola que o clímax chega. O dono da vinha, Deus o Pai, ele envia o Filho amado. E essa expressão, ela lembra o batismo de Jesus, a transfiguração. As credenciais que Jesus tinha de dar já haviam sido dadas pelo próprio Pai. Jesus, ele é e sempre será o Filho amado, o herdeiro, o Messias.

Mas os líderes do templo, os lavradores, decidiram matar Jesus. É isso que diz no final, no final do texto que lemos essa manhã, versículo 19: naquela mesma hora, os escribas e os principais sacerdotes procuravam prender Jesus. Porque eles entenderam que ele havia contado essa parábola contra eles. A rejeição de Jesus aqui, meus irmãos, é antes de tudo uma rejeição do amor de Deus. Deus ama a sua vinha, ele ama o seu povo, ele não envia apenas profetas para cuidar do povo, Ele não envia apenas pessoas com a mensagem de Deus para trazer paz ao coração do povo, ele envia o próprio Filho.

E como igreja, nós devemos lembrar essa manhã que privilégios espirituais, eles não garantem fidelidade do povo. Israel tinha o quê? Tinha um templo, tinha sacerdócio, tinha alianças que o próprio Deus revelou para o seu povo, tinha profetas, mas mesmo assim Israel rejeitou o Filho. A pergunta que eu tenho a fazer aos irmãos diante desse segundo ponto é apenas esta aqui: eu tenho apenas proximidade com as coisas de Deus ou eu tenho verdadeira submissão ao Filho de Deus?

Porque se eu não tiver submissão ao Filho de Deus, Eu me comporto como os lavradores que mataram o filho. Eu me comporto como aquele que rejeitou o senhor do templo, da vinha. Em terceiro lugar, do versículo 16 ao 19, essa parábola termina com julgamento. O dono volta, os lavradores são destruídos. A vinha é entregue a outras pessoas, uma clara referência que o evangelho não mais pertencia apenas ao povo judeu, mas aos gentios que cressem em Cristo.

E Jesus está anunciando aqui juízo, um juízo forte, grave, sobre o Israel incrédulo. Jesus está anunciando a expansão do reino aos gentios e a formação do novo povo de Deus. Quando Jesus fala aqui, citando Salmo 118, versículo 22, falando da pedra rejeitada, ele diz o seguinte: a pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a pedra angular. Os líderes rejeitaram a Jesus, mas Deus o exalta. Eles o condenam e Deus o ressuscita.

Essas pessoas descartam Jesus, mas Deus o Pai estabelece Jesus como fundamento, como a base do qual o seu reino é construído. E aqui nós temos um resultado que é maravilhoso, porque Cristo, ele é inevitável. Não há como você evitar Jesus. Eu tava ouvindo o Spru falando sobre pedras, e ele disse que o Michelangelo, quando esculpia as suas esculturas, e lá na Itália tem uma coisa que eu gostaria de ver um dia, não é o mesmo da Tartaruga Ninja, Josué, é o original.

Michelangelo, quando ele esculpia as esculturas, ele ia procurar as pedras de mármore, e ele ficava procurando as pedras por detalhes. Ele dizia que ele via naqueles pedaços de rocha de pedra as esculturas, homens precisando serem libertados. Mas ele ficava olhando com tantos detalhes, e se ele achasse uma bolha, uma fissura, uma rachadura, ele logo pegava e descartava essa pedra. E ele rejeitava, e ele não dava nem essa pedra para os seus tutorados.

Ele rejeitava de forma completa. E aqui a gente tem visto que Deus, o que os homens rejeitam, aquilo que era muito bonito, uma pedra cara, Deus, a pedra preciosa, pedra angular, ele não é rejeitado. Existem apenas, meus irmãos, duas possibilidades: ou você cai sobre a pedra e é quebrado sobre essa pedra, ou essa pedra ela vai sustentar você pela sua vida eterna, vai ser sua base, a sua casa, porque não existe neutralidade diante de Cristo.

Então, a última pergunta que nós temos a fazer essa manhã é a seguinte: a pergunta não é se quem eu penso que Jesus é, mas quem Jesus declarou, quem Deus declarou que Jesus é. Deus, ele já apresentou as credenciais do seu Filho, e quem rejeita a autoridade do Filho vai encontrar a autoridade do Filho no dia do juízo final. É inevitável. Quem rejeita as credenciais do Santo Deus de Israel vai encontrar o Santo Deus de Israel no dia do juízo final, e por ele será consumido.

Mas quem se curva diante de Jesus, da autoridade de Jesus, ele encontra então salvação. Você tem se curvado diante do senhorio de Jesus? Jesus, ele responde aqui nesse texto, diante dessa parábola, que as credenciais dele estão por toda parte. Ela foi anunciada por João Batista, foi anunciada por estrela, foi anunciada por anjos, foi anunciada pelo povo que o recebeu em Jerusalém. Mas será que nós estamos buscando Jesus apenas para servir os nossos próprios interesses?

Será que nós estamos rejeitando a graça divina? Ou será que nós estamos nos submetendo e endurecendo o nosso coração como os escribas e fariseus? Nós precisamos ver as credenciais do Filho e nos submeter. Lucas 9:35 diz que este é o meu Filho amado, a ele ouvi. Deus fala isso de Jesus. Nós precisamos reconhecer que ele é o Filho amado e ouvi-lo, porque ele merece toda a nossa atenção. Amém?