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Lucas 19.28-44 - A entrada triunfal do Messias - Rev. André Dantas

10 de setembro de 202632min
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Gravado dia 17 de maio de 2026 na Igreja Presbiteriana do Brasil no Alto Mangueiral - Quadra 104 Conj. 9 Lote 14 - São Sebastião, Brasília, DF.

Participantes neste episódio1
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Rev. André Dantas

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Assuntos5
  • A entrada triunfal de Jesus em Jerusalém como o Messias prometidoLucas 19:28-44·Monte das Oliveiras·Betfagé e Betânia·Profecia de Zacarias
  • A aclamação pública de Jesus como Rei e a cegueira dos fariseusFariseus·Identidade messiânica·Reconhecimento cósmico
  • O choro de Jesus sobre Jerusalém e o juízo pela rejeição do MessiasPaz com Deus·Destruição de Jerusalém·Incredulidade
  • Jesus demonstra onisciência e soberania nos detalhes da sua entradaJumentinho·Autoridade de Jesus·Reino espiritual
  • A inevitabilidade da glória de Jesus e a dureza do coração humanoRomanos 8·Criação·Rejeição de Cristo
Transcrição16 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
RARev. André Dantas

Que a graça do nosso Senhor Jesus Cristo seja com cada um que aqui está essa manhã. Esse é o momento de nós meditarmos na palavra de Deus, por isso eu peço aos irmãos que abram as suas Bíblias no Evangelho segundo Lucas, capítulo 19. Nós iremos ler do versículo 28 até o versículo 44. Diz assim a palavra do Senhor: E depois de dizer isto, Jesus prosseguiu a sua viagem para Jerusalém. E aconteceu que, ao aproximar-se de Betfagé e Betânia, junto ao Monte das Oliveiras, Jesus enviou dois dos seus discípulos, dizendo-lhes: Vão até a aldeia que fica ali adiante, E ao entrar encontrarão preso um jumentinho, o qual ainda ninguém montou.

Desprendam o jumentinho e tragam aqui. Se alguém perguntar por que estão desprendendo, respondam assim: porque o senhor precisa dele. E indo os que foram mandados Acharam tudo conforme Jesus lhes tinha dito. Quando eles estavam soltando o jumentinho, os donos do animal disseram: Por que estão desprendendo o jumentinho? Eles responderam: Porque o Senhor precisa dele. Então trouxeram o jumentinho até Jesus e, pondo as suas capas sobre o animal, ajudaram Jesus a montar.

À medida que Jesus avançava, as pessoas estendiam as suas capas no caminho. E quando Jesus se aproximava da descida do Monte das Oliveiras, toda a multidão dos discípulos começou com muita alegria a louvar a Deus em alta voz por todos os milagres que tinham visto, e diziam: Bendito é o Rei que vem em nome do Senhor! Paz no céu e glória nas maiores alturas. Alguns dos fariseus lhe disseram em meio à multidão: Mestre, repreenda os seus discípulos.

Mas Jesus respondeu: Eu afirmo a vocês que se eles se calarem, as próprias pedras clamarão. Quando Jesus ia chegando a Jerusalém, vendo a cidade, chorou por ela.

?Voz B

Dizendo: ah, se você soubesse ainda hoje o que é preciso para conseguir a paz!

RARev. André Dantas

Mas isto está agora oculto aos seus olhos, pois virão dias em que os seus inimigos cercarão você de trincheiras e apertarão o cerco por todos os lados. E vão arrasar você e matar todos os seus moradores. Não deixarão pedra sobre pedra, porque você não reconheceu o tempo em que Deus veio visitá-lo. Abaixe sua cabeça, vamos levar os nossos pensamentos a Deus. Pai, a tua palavra foi líder. O Senhor Jesus, teu Filho amado, veio ao mundo para nos salvar.

Ele entra, Pai, de forma triunfal na cidade de Jerusalém para reinar como nenhum outro rei já reinou. Entregando sua própria vida, Pai, pelos seus súditos. Ó Deus, quão maravilhoso é Jesus! Que possamos reconhecer, Pai, a sua santidade, a sua soberania, o seu poder sobre as nossas vidas. Que não venhamos a ser uma igreja como as outras, Igrejas às vezes que falham, Pai, em reconhecer a tua santidade. Que não haja um culto a personalidades aqui, que não exista culto a nós mesmos, mas exista um culto vivo ao Senhor, porque o Senhor merece.

Muito obrigado por esse momento. Fala aos nossos corações, usa este pecador indigno que vos fala para abençoar o teu povo. É o que nós pedimos essa manhã, em nome de Cristo Jesus. Amém. O tema da nossa meditação essa manhã, meus irmãos, é a entrada triunfal do Messias.

?Voz B

Jesus aqui nesse momento da história Ele havia acabado de contar a parábola das 10 minas.

RARev. André Dantas

Nós estudamos isso alguns domingos atrás.

?Voz B

E ele está, como nós temos falado domingo após domingo, caminhando rumo a Jerusalém. Esse é o último trecho dessa viagem. A partir daqui, Jesus vai encontrar o momento em que ele haveria de se entregar por nós na cruz, morrer e ressuscitar para que nós fôssemos justificados. E na parábola das 10 minas, se os irmãos não lembram, Jesus ele falou através dessa parábola que o reino não haveria de vir imediatamente, que ele haveria de partir, mas que ele retornaria que ao retornar, muitas pessoas não o reconheceriam como rei, mas que essas pessoas haveriam de prestar contas.

Aquele que fez as minas renderem e aquele que manteve a mina guardada com medo e temor do mestre, todos haveriam de prestar contas, porque o juízo do rei haveria de ser colocado sobre o seu povo. Agora, meus irmãos, Lucas, ele está nos contando então o momento em que Jesus, ele se mostra publicamente à cidade santa. Esse é um caminho que foi esperado durante muito tempo e nada aqui é improvisado. Jesus está controlando os detalhes.

Ele está cumprindo de forma consciente as profecias e aqui ele revela claramente quem ele é. Só que mesmo nessa situação existe uma tensão no texto, porque uma parte da multidão celebra Jesus, mas Jerusalém, a cidade santa, continua espiritualmente cega diante daquele que está chegando na cidade. E aqui o Messias, ele entra triunfalmente, mas ele é recebido superficialmente. Vamos ver aqui em alguns pontos essa entrada triunfal do Messias.

O primeiro trecho é do versículo 28 ao versículo 36. Jesus aqui, ele está se aproximando pelo monte das Oliveiras. E ele envia dois dos seus discípulos, não dos seus apóstolos, para buscar o jumentinho. E tudo acontece como Jesus havia dito previamente: um animal, os donos iam perguntar sobre o animal, e Jesus até dá a resposta: o Senhor precisa desse animal. E eles entregam sem questionar, simplesmente entregam. Eu gostaria que você abrisse as suas Bíblias em Zacarias capítulo 9, versículo 9.

RARev. André Dantas

Vamos lá.

?Voz B

Alegre-se muito, ó filha de Sião! Exulte, ó filha de Jerusalém! Eis que o seu Rei vem até você. Justo e Salvador, humilde, montado em jumento, num jumentinho, cria de jumento. Essa é a razão pela qual Jesus não entra numa carruagem, num cavalo branco, ou montado de uma forma diferente, num outro animal, num leão, né, como às vezes as pessoas gostam de imaginar, uma figura meio Aslan, meio Crônicas de Nárnia. Jesus vem montado em um jumento porque essa foi a profecia.

E ele vem não de forma esplêndida, estrondosa, com uma realeza gritante, mas como o texto de Zacarias diz, ele vem de forma justa, correta, sem erro algum. Vem para salvar, Salvador, Veio humilde.

RARev. André Dantas

Ele veio dessas três maneiras.

?Voz B

Jesus vem dessas três maneiras. Então ele ordena aos discípulos que busquem o jumento. Ele sabia que os donos do jumentinho haveriam de perguntar: por que você está pegando meu jumentinho?

RARev. André Dantas

E eles falam: o Senhor precisa dele.

?Voz B

E aí ele, então eles dão o jumentinho e Jesus, ele não entra em carruagem de guerra. Como algumas pessoas esperavam que Jesus entrasse. Ele não vem cercado de soldados, mas ele vem cercado de discípulos, de apóstolos, pessoas que o amam. Ele não vem à cidade triunfante com as conquistas pela espada, como chegavam os romanos após conquistarem uma guerra, no desfile, numa parada militar. Jesus não chega assim à cidade, ele chega na cidade demonstrando que o seu reino não é um reino terreno, mas é um reino espiritual e eterno.

Jesus aqui, ele demonstra, meus irmãos, onisciência, ele demonstra autoridade porque ele ordena os discípulos a irem, eles vão e trazem o que Jesus manda. Jesus demonstra domínio sobre a situação e ele demonstra soberania nos detalhes. Às vezes algumas pessoas são soberanas, mas de forma geral. E Jesus, ele mostra soberania nos detalhes. Ele não é levado pelos acontecimentos, pelas expectativas humanas. Ele conduz os acontecimentos.

E a entrada triunfal de Jesus aqui, ela tá apontando para a cruz. O rei, ele entra na cidade para morrer pelo seu povo. Ele não tá entrando na cidade como um guerreiro para poder conquistar uma coroa real, não está entrando na cidade para receber os louros da sua vitória, não está entrando na cidade para sentar em um trono. Mas está entrando na cidade para receber a coroa de espinho, para morrer, para que eu e você fôssemos justificados.

Muitas pessoas ainda querem o Messias moldado às suas expectativas. Muitas pessoas querem um Messias que dê a essas pessoas prosperidade financeira. Naquela época, as pessoas esperavam que o Messias haveria de destronar Roma do seu poder. E haveria de subjugar, escravizar todos os outros povos, e faria então do povo judeu um povo supremo sobre toda a terra. Muitas pessoas esperam que Jesus dê a essas pessoas poder, conforto, solução imediata para os seus problemas, mas Jesus, ele se apresenta aqui como um rei humilde e salvador do pecado.

E nesse momento nós somos chamados a entender o seguinte: não basta você admirar Cristo, é necessário você se submeter ao governo de Cristo como os donos daquele jumento. Eles se submeteram ao governo de Cristo. Os discípulos submeteram a ordem divina de buscar o jumento. O verdadeiro discípulo, ele reconhece que Cristo, ele tem direito sobre todas as coisas. O versículo 36 diz que à medida que Jesus avançava rumo a Jerusalém, as pessoas estendiam as suas capas no caminho.

E enquanto ele se aproximava, as pessoas diziam: Bendito é o Rei que vem em nome do Senhor. Em segundo lugar, nós vemos aqui que o Messias, ele recebe louvor, mas ele não é verdadeiramente compreendido. Olha os versículos 37 a 40. Nós vemos aqui que a multidão, ela tá se explodindo em alegria. Eles estão soltando fogos, se eles tivessem, é claro, mas eles estão exultantes. Eles estão igual o brasileiro na Copa de 94, ou na Copa de 2022, que era madrugada.

Eu me lembro muito bem os jogos na Coreia e no Japão. Em 2002, eu falei 2022, errei aí por 20 anos, mas 2002, as pessoas acordadas de madrugada celebrando felizes, e a exultação, a alegria naquele momento era assim Elas tiraram as suas vestes, as suas capas, exaltaram a Jesus proclamando que ele era o rei que tinha sido prometido, porque elas sabiam da profecia, da profecia de Zacarias. O povo reconhecia os elementos messiânicos, reconhecia que aquele era o homem que tinha curado pessoas, que tinha levantado pessoas dos mortos, que tinha trazido visão, que tinha expulso demônios, expulsado demônios de pessoas.

Só que muitos ali, eles apenas desejaram a libertação política, uma restauração nacional, um reino terreno imediato. E eles não entendiam a natureza espiritual do reino, não entendiam que o Cristo precisava esmagar a cabeça da serpente E não entendiam o verdadeiro problema do homem, que é o pecado. E agora nós chegamos a uma parte muito interessante desse texto. Nesse momento aqui, olha, no versículo 39, diz o seguinte: alguns dos fariseus lhe disseram em meio à multidão: Mestre, repreenda os seus discípulos!

Mas Jesus respondeu: Eu afirmo a você que se os meus discípulos, se eles se calarem, as pedras, as próprias pedras vão clamar. A fala de Jesus aqui sobre as pedras e a repreensão dos discípulos que é invocada pelos fariseus possui uma profundidade, meus irmãos. Muito maior do que apenas uma frase poética de efeito, porque tem aqui um confronto entre a cegueira espiritual dos líderes religiosos e o conhecimento cósmico, reconhecimento cósmico da identidade do Messias.

Eles estão pedindo, os fariseus, que Jesus mande os discípulos calarem, porque eles não estão apenas incomodados com o barulho da multidão, O problema aqui é teológico. O povo tá usando uma linguagem messiânica irreal. Bendito é o rei que vem em nome do Senhor! Hosana! Na prática, os discípulos estão reconhecendo publicamente que Jesus é o Messias prometido. Em muitos momentos do ministério de Jesus houveram manifestações públicas explícitas sobre a identidade do Messias, que Jesus falou: ainda não é hora, não é hora de vocês falarem.

Mas agora não. Jesus, ele permite que os discípulos, que o povo fale e aclame ele como Senhor de todo o universo. Ele permite e ele até provoca essa aclamação pública porque ele está entrando em Jerusalém não como um qualquer, não como apenas um mestre, não como um nazareno. Ele está entrando em Jerusalém como rei. Os fariseus, eles entendiam exatamente o que estava acontecendo. Eles estão percebendo a reivindicação messiânica e eles acham que aquilo é blasfemo e perigoso, porque eles não reconhecem Jesus como rei.

Ele não reconhece, eles não reconhecem Jesus como Messias. Então, quando eles pedem que Jesus repreenda os discípulos, eles estão exigindo que Jesus ele negue a sua própria identidade. É isso que tá acontecendo aqui no texto. E a resposta de Jesus é impressionante. Olha, meus queridos, se os meus discípulos se calarem—

RARev. André Dantas

eles não vão se calar porque eu permito que eles falem— as próprias pedras vão clamar.

?Voz B

E isso aqui funciona em alguns níveis interessantes. Jesus, ele é o Logos, ele é o Criador. As pedras que estavam ali em Jerusalém, elas existem até hoje porque Jesus criou aquelas pedras. Então aqui nós temos um eco fortíssimo de Romanos 8: toda terra geme, toda criação aguarda a redenção. Aquelas pedras em Jerusalém, vocês podem ter certeza que elas aguardavam a redenção da terra, do universo. Toda a criação pertence ao Rei.

Os homens, eles podem endurecer o seu coração, mas a criação não vai deixar de testemunhar a glória do Messias. É a revelação natural, a revelação natural. A criação, ela existe para provar que existe um Rei sobre a terra. E é quase como se Jesus dissesse: o reconhecimento da minha glória, ele é inevitável. Mais cedo eu tava falando aqui com a Jussanã, nós estávamos ressoando aqui o contexto da palavra glória, né, Jussanã? E a glória de Jesus, ela é inevitável.

Não tem como ser escondida, não tem como ser calada. As pessoas podem tentar calar um grupo aqui, um outro grupo acolá, podem tentar proibir a religião, o cristianismo em um país, mas a glória do Senhor nunca será calada. Se os discípulos fossem silenciados, a própria criação iria tomar o seu lugar. E isso mostra aqui, meus irmãos, que Jesus, ele não é apenas o rei dos judeus, como estava escrito acima da sua cruz. Ele não é apenas um líder religioso, uma figura inteligente, um ser iluminado, como os espíritas dizem.

Jesus, ele é o rei cósmico, é o rei sobre o universo, sobre as galáxias, sobre os outros planetas, sobre o sol, sobre todas as coisas. Os líderes religiosos, eles conheciam a Escritura, conheciam as profecias, conheciam Zacarias, reconheciam os salmos messiânicos, mas mesmo assim eles estavam cegos. E enquanto isso, discípulos simples, pessoas da comunidade, multidões comuns, e até mesmo as pedras reconheciam o rei. As pedras aqui, elas existem como uma ironia, uma, um contraste diante da dureza do coração humano, porque o coração daqueles homens era mais duro do que aquelas pedras em Jerusalém.

É isso que Jesus está dizendo. E alguns comentaristas até mesmo falam que essas pedras falam sobre o juízo de Jerusalém que haveria de acontecer 70 anos depois de Cristo. E isso aconteceu. Então aqui, meus irmãos, o problema não é uma falta de evidência, é uma crise de coração, de dureza de coração. A rejeição de Cristo, ela nasce na depravação humana. O homem natural, o homem comum, ele resiste naturalmente ao senhorio de Deus.

E mesmo diante do Messias prometido, na cara deles, passando por eles com um todo, uma ilustração real uma imagem real da sua realeza, o povo ainda assim permanece cego. E eu quero dizer para vocês aqui hoje que é possível você estar perto de Jesus e ainda assim não conhecê-lo verdadeiramente. A multidão gritava Hosana, mas poucos foram aqueles que dessa multidão permaneceram perto da cruz, não é verdade? Existe uma diferença entre emoção religiosa e a verdadeira conversão.

Existe uma diferença entre aquele nirvana, aquela sensação gostosa que você sente num culto onde 40 minutos eles ficam cantando, repetindo letras sem fim, e uma verdadeira conversão, uma conversão genuína. Cristo não busca admiradores ocasionais, ele busca discípulos rendidos.

RARev. André Dantas

Em último lugar, o Messias, ele chora sobre a cidade que o rejeita.

?Voz B

E esse texto aqui, ele— nós precisamos compreender o que que esse texto tá dizendo, meus irmãos. Enquanto a multidão tá celebrando Jesus Enquanto os fariseus não reconhecem que ele é o Messias. O rei entra triunfalmente, mas o coração dele tá pesado. Jesus, ao longe, ele vê Jerusalém, ele lamenta profundamente. O termo que Lucas ele usa aqui em grego é a palavra, é a palavra klaio, que é você chorar alto. Expressando o seu descontentamento.

É um luto audível, é um luto com soluço, é um profundo lamento. Aqui não é apenas aquele versículo que diz que Jesus chorou. Aqui Jesus está chorando a ponto de soluçar. Aqui Jesus está chorando como se ele tivesse gritando em meio às suas lágrimas. E é assim que ele diz isso: ah, se você soubesse ainda hoje que é preciso para conseguir a paz! Nós falamos essa semana sobre paz no estudo em Romanos. Nós falamos que você ser amigo de Deus É que você não tem mais inimizade contra ele, e agora sim você tem a verdadeira paz.

Então, ser amigo de Deus é ter a paz. E aqui Jesus: vocês não sabem o que eu preciso fazer para conseguir a paz de vocês. Eu preciso morrer. Eu preciso morrer para que vocês tenham a paz. Aqui não é um pai ou uma mãe que fala para o seu filho que ele precisa trabalhar além das 8 horas diárias de serviço para poder comprar uma comida, para poder colocar o pão em casa. Aqui não é um pai ou uma mãe que vende um rim que faz o maior esforço possível para que os seus filhos tenham o que ele não teve.

Aqui é um pai, um rei, Senhor, dizendo que ele haveria de entregar a sua vida para que o povo tivesse paz. Jesus mostra isso em Jerusalém, não reconhece o tempo da sua visitação. O próprio Deus do cosmos visitou uma cidade, mas essa cidade não o reconheceu. Então Jesus decreta juízo sobre aquela cidade: vocês serão cercados, vocês serão destruídos, uma ruína completa vai sobrevir sobre vocês. E Jerusalém, pouco tempo depois, foi destruída pelos romanos.

O povo celebra de um lado e Jesus enxerga a realidade espiritual do outro. Enquanto todos gritavam de alegria, Cristo vê incredulidade, Cristo vê endurecimento, Cristo vê uma condenação iminente. Por isso o juízo de Deus, meus irmãos, ele não é arbitrário. Jerusalém, ela foi julgada porque ela rejeitou deliberadamente a revelação recebida. E quando você rejeita Jesus, a única coisa que você recebe é o juízo merecido. Quanto maior a luz que você recebe, maior é a responsabilidade que você tem.

O maior perigo espiritual não é a ignorância religiosa externa, mas é uma familiaridade sem arrependimento. Lembra que Jerusalém tinha templo, Jerusalém tinha as Escrituras, Jerusalém tinha os sacerdotes, tinha tradição religiosa, era o centro religioso, mas ela perdeu o essencial. Ela não reconheceu o Messias. E até hoje Jerusalém está em guerra porque ela não reconheceu o Messias. Hoje também nós podemos ouvir falar sobre Cristo, Nós podemos cantar sobre Cristo, nós podemos frequentar a igreja e ainda assim rejeitar o senhorio de Jesus sobre as nossas vidas.

A conclusão que nós tiramos desse texto, meus irmãos, é que a entrada triunfal do Messias, ela revela que Jesus, ele verdadeiramente é o Rei Prometido. Ele é o servo humilde porque ele entra no lombo de um jumento. E ele é o Salvador enviado por Deus. E ele não entra em Jerusalém para conquistar Roma, mas para vencer o pecado na cruz. A multidão o celebra de forma temporária, porque minutos depois, dias depois, ela estaria rejeitando Jesus na cruz, dizendo que ele não era rei sobre ele.

Nós vemos isso mais à frente. Jesus, ele continua avançando para cumprir a sua missão. Cristo, ele continua se apresentando ao mundo como rei. E a pergunta dessa manhã é a seguinte: como nós temos respondido a Jesus? Porque não basta entusiasmo religioso depois de acampamento, não basta entusiasmo religioso depois de uma convenção de mulheres, de homens, depois de um acampamento, depois de uma pescaria. Não basta um entusiasmo religioso depois de um culto que teve um louvor animado.

O Rei exige de nós essa manhã arrependimento, fé, submissão, uma palavra tão odiada no nosso meio hoje em dia. Submissão e fidelidade. Aquelas pessoas que rejeitaram o rei, hoje elas permanecem sobre juízo. Mas aqueles que receberam o rei realmente encontraram paz com Deus, porque bendito é aquele que vem em nome do Senhor. Que a palavra do Senhor, meu irmão, tenha te confrontado. Nós temos falado ao longo de domingo quase que a mesma mensagem: o Rei está a caminho de Jerusalém e ele vai chegar para nos salvar. Ele já chegou, nós aguardamos o seu retorno e ele voltará.

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