Você está apaixonado… ou apaixonado pela ideia do amor?
Você está apaixonado por essa pessoa… ou pela ideia que criou sobre ela?
Muitas pessoas confundem intensidade com amor, química com compatibilidade e ansiedade com conexão verdadeira. Mas nem tudo o que sentimos com tanta força é, de fato, amor.
Neste episódio, Mikala e Renée exploram o conceito de limerência — um estado emocional que pode nos levar a idealizar alguém, interpretar sinais contraditórios como esperança e nos apaixonar pelo potencial de uma pessoa em vez de quem ela realmente é. Elas discutem por que os sinais mistos podem se tornar tão viciantes, como o estilo de apego influencia nossos relacionamentos e por que, às vezes, é tão difícil seguir em frente.
Você vai descobrir como diferenciar amor de limerência, por que a compatibilidade é muito mais importante do que a intensidade e como reconhecer um relacionamento que oferece segurança emocional em vez de confusão.
Porque o amor verdadeiro não é construído sobre incertezas ou fantasias, mas sobre confiança, consistência, respeito mútuo e segurança emocional.
Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
- Definição de amor saudávelIntensidade não é amor · Ansiedade e química · Idealização da pessoa · Vício na incerteza · Sinais mistos · Estilo de apego · Segurança emocional
- Amor e relação como fundamentoPaixão pela história criada · Amor pela pessoa real · Compatibilidade vs. Intensidade
- Sinais de alerta e urgênciaReviver conversas · Procurar mensagens escondidas · Humor dependente da atenção · Imaginar futuro sem conhecer a pessoa · Ignorar sinais de alerta
- Lucas VerissimoPaz e segurança · Constância · Clareza · Apoio mútuo em dificuldades
- Redefinindo o propósito e a suficiênciaEnxergar apenas qualidades · Ignorar defeitos e sinais de alerta · Defender a pessoa apesar das evidências · Manter a fantasia viva
- Intimidade e VulnerabilidadeNecessidade de conquistar amor · Falta de segurança emocional · Carinho imprevisível · Familiaridade com a instabilidade
- RelacionamentosSer escolhido · Ser amado · Sentir-se suficiente · Valor próprio
- Formação cidadã através da contação de históriasDona Beija · Coração Selvagem · Wuthering Heights · Pride and Prejudice · Red, White and Royal Blue · Call Me by Your Name · Fellow Travelers
É amor? Ou você está apaixonado pela ideia do amor? Hoje vamos falar sobre algo que quase todo mundo já viveu em algum momento da vida. Aquela pessoa em que você simplesmente não consegue parar de pensar. Aquela que toma conta da sua mente. Talvez vocês se conheçam há apenas algumas semanas. Talvez você esteja tentando seguir em frente há meses. Talvez seja um ex. Talvez seja alguém com quem você mal chegou a se envolver. Ou talvez seja alguém que você nunca teve de verdade.
Seja qual for a situação, a pergunta costuma ser a mesma: "Por que eu não consigo esquecê-la?" Normalmente presumimos que a resposta é simples: "Ah, deve ser amor." Afinal, se alguém ocupa seus pensamentos todos os dias, se você sente falta dessa pessoa o tempo todo, se o seu estado emocional depende de ela mandar uma mensagem ou não, Isso só pode ser amor, certo? Mas e se não for? Hoje queremos explorar um conceito da psicologia que explica porque às vezes criamos um forte apego emocional por pessoas que, na realidade, não são as mais adequadas para nós.
É, Esse conceito se chama "Limerence" e pode mudar completamente a forma como você enxerga a atração, o sofrimento amoroso, os relacionamentos e até a si mesmo. Olá, pessoal! Bem-vindos a outro episódio de Love Hacks. Eu sou a Renée e vamos lá! Então, o tema de hoje é: é amor ou você está apaixonado pela ideia do amor? Então, vamos vendo, né? Vamos vendo. Então, a primeira coisa que vem à mente é: "Intensidade". Mas intensidade não é sinônimo de amor.
Não é, não. Existe uma ideia muito comum de que quanto mais intensa é uma paixão, mais verdadeiro é o amor. Mas isso nem sempre é verdade. Sentimentos intensos não significam que duas pessoas são compatíveis, não significam maturidade emocional, e muito menos, muito menos garantem que exista a base necessária para construir um relacionamento saudável. Pense bem, O medo é intenso, a ansiedade também, o ciúme, a obsessão, tudo isso provoca emoções muito fortes.
A intensidade apenas mostra que o nosso sistema nervoso está extremamente ativado. Ela não diz se aquilo faz bem ou mal para nós. Não fala não. É justamente por isso que tanta gente confunde ansiedade com química, ou dependência emocional com amor. A limerância vai muito além de simplesmente achar alguém bonito ou interessante. Também não é apenas admiração, e nem sempre é amor. Ela acontece quando você fica completamente consumido pela possibilidade de viver uma história com alguém, não necessariamente pela pessoa real, mas pela versão que a sua imaginação criou.
Então, gente, pensa nisso, né? Eu vou sentar mais aqui, né? Porque intensidade, o que é verdadeiramente? A gente tem que olhar no espelho, tentar olhar com os olhos dentro para ver o cérebro, para entender que intensidade não é amor, né? Então, agora tem muitas pessoas que ficam obcecadas com a história do quote-unquote, ou como a gente fala em inglês, com a história, novela do amor. Mas é aí quando essas pessoas ficam apaixonadas pela história, mas não é amor, é um conto, né?
Não precisa ser de fadas, mas um conto assim, né, que nem essas novelas Ai, tem muitas. Eu vou falar de diferentes países, né? Por exemplo, Dona Beija, Coração Selvagem, Coração Salvaje, Roda de Fogo. English. Wuthering Heights. Um, Pride and Prejudice. La Passion Turque. Um. Que variam em níveis de romanticismo ou não. É, tem um monte. Ah, Red, White and Royal Blue. Red, White and Royal Blue. Vermelho, branco e azul real. Call Me by Your Name, Chame Me Pelo Meu Nome, Paper Scissors Rock, não sei, é um conto que eu li, The Little Mermaid, ou seja, tem tantos livros, nossa, gente.
Tanta novela, né? Clássica e não moderna, clássica, não conhecida. Fellow Travelers. Então, eu tô dando também nomes em inglês, em espanhol, português, mas São histórias, né? Contos. E em muitos casos nossa mente adora preencher espaços vazios. Você conhece alguém, a conversa flui, existe uma química incrível. Talvez um encontro inesquecível. E antes mesmo de perceber, você já começou a escrever um roteiro inteiro na sua cabeça.
Vocês viajando juntos, morando juntos, conhecendo as famílias, envelhecendo lado a lado. Só existe um pequeno detalhe: você ainda não sabe como essa pessoa lida com conflitos, não sabe como ela reage quando está frustrada, não sabe se ela consegue manter um relacionamento saudável, nem sabe se os valores de vocês realmente combinam. Mas a imaginação entra em cena, né, e preenche todas essas lacunas com esperança, sem perceber.
Você deixa de se apaixonar pela pessoa e começa a se apaixonar pela história que criou sobre ela. E essas duas coisas são completamente opostas. Agora, também vem o vício da incerteza, né? Ai, essa tensão, né? Existe algo que praticamente todas as histórias de limerência têm em comum. A incerteza: será que ela gosta de mim? Porque ainda não respondeu. Ontem parecia tão carinhosa, hoje está fria. O que, o que aquela mensagem quis dizer?
Será que fiz alguma coisa errada? Perceba o que acontece dentro da sua mente. Ela tenta resolver um mistério, e é justamente esse mistério que mantém você preso. Porque a certeza tranquiliza, mas a dúvida mantém o cérebro trabalhando. É por isso que as pessoas enviam sinais confusos, acabam parecendo tão irresistíveis. Aí assim: "Oi, ele olhou para mim, mas não falou nada. Fechou um pouco a boca, mas não falou nada. Irresistível." Oh, gente, não é novela, né?
E não porque isso seja romântico, mas porque o cérebro pode transformar essa imprevisibilidade em um verdadeiro vício emocional. Esse ai, ai, ai, tô adorando essa tensão, essa ansiedade. Então a gente vai seguindo em quando a ansiedade se disfarça de química. Gente, muita gente descreve o amor da mesma forma. Frio na barriga, coração acelerado, pensar na pessoa o dia inteiro, olhar o celular sem parar, sentir uma felicidade enorme quando ela responde e um vazio enorme quando desaparece.
Mas existe um detalhe importante: Esses também são sintomas clássicos da ansiedade. Nosso cérebro nem sempre consegue diferenciar uma coisa da outra. Pessoas emocionalmente estáveis costumam transmitir paz. Já aquelas que aparecem e desaparecem criam tensão, criam expectativa, criam incerteza, e quando finalmente respondem, o alívio parece felicidade, né? Mas esse alívio não é amor, não, gente. É apenas a ansiedade dando uma pequena trégua, assim, um deal.
O amor saudável não deveria fazer você se sentir emocionalmente exausto, o tempo inteiro, né? Aí ele gosta de mim, não gosta, porque não ligou, ligou, mandou mensagem, não mandou. Aí fica o hamster na cabeça, né? A gente fica maluca, fica maluca, né? É, então aí você tem que analisar: você ama a pessoa ou ama estar apaixonado? Você já conheceu alguém que parece viver apaixonado o tempo todo? Cada novo relacionamento é "o amor da minha vida".
Cada novo parceiro é "a pessoa certa". E cada término parece o fim do mundo. "Ai nossa, quebrou meu coração em 20 mil pedaços." "Estou numa gaiola agora, nossa." Até que ela fique livre da gaiola e fala: "E até aparecer outra pessoa." Talvez essas pessoas não estejam se apaixonando por alguém novo, talvez estejam apaixonados pela sensação de se apaixonar pela fantasia, pela esperança, pela emoção. Porque existe uma enorme diferença entre buscar compatibilidade e buscar intensidade, né?
Muita! Nossa, são quilômetros de diferença, muitos, muitos, assim, centos, mils de quilômetros, né? Fica aí um vazio enorme lá. Mas tem gente assim, né? Ai, ai, sabe, a gente não é, já não tá namorando, e passam 3 dias, aí eu tenho um namorado novo, e você quer falar, você tá burra? Mas você fecha a boca, né? Porque senão vai parecer inveja. Vocês têm amigas, amigos assim? Porque eu sim. Eu às vezes eu quero, sabe, pegar a minha amiga ou o meu amigo, tem um dos dois, nem falar nada, só dar uma tapa, nem avisar, dar uma tapa.
Oh, tá bobão, tá boba. Oh, se liga, meu, se liga. Como é que se apaixonou, aí acabou o relacionamento, agora você tá com outra pessoa 3 dias depois e já tá se apaixonando? Não, não acredito não. Apaixone-se pela sua casa. Seu cachorro, não sei, seu gato, não um gatão, um gato verdadeiro, miau miau. Seu passarinho, não, não, eu não vou entrar nisso, mas o que eu tô falando é isso é ridículo, gente. Isso não é amor, nada, não, não.
E aí Típica situação também. O perigo da idealização. Um dos sinais mais claros da limerância é a idealização. Você enxerga apenas as melhores qualidades da pessoa. Aqui vamos falar de você, né? Se você for essa pessoa, mas se você tem um amigo, um primo, irmã, irmão, parente que você goste, você tá vendo os defeitos, e ou teus amigos, teus primos, teus tios, whatever, tão vendo os defeitos da pessoa, você fala: "Ah, meu novo parceiro é o Marquinhos.
Aqui tá o Marquinhos. Ele esteve na cadeia uns 10 anos." Mas é muito passional, muito leão, a mim. E a gente, a gente tá ótima porque ele ganha o suficiente por semana, né? Mas eu tô pagando o aluguel, mas ele compra comida. Mas o outro dia, sem querer querendo, ele assaltou um tio num táxi. Mas tudo saiu bem, eu perdoo ele, é muito legal. Ele não vê, tem 5 anos que não tem estado com seus filhos porque ele fala, sabe, são meus filhos, mas eu não ligo porque ela casou com outro.
Aí eles estão bem, boa sorte. Aí na sexta-feira fica bebendo pinga 5 horas, aí dorme na roupa. Me faz o amor e a gente toma café da manhã e a gente, sabe, vai para praia. Aí ele fala que não tem dinheiro, aí eu pago tudo, né? Mas tô feliz. Oh, você tá falando assim, você vai ter pessoas te olhando: olha, ele não tem, já saltou, já O quê? E aí as tuas amigas, teus amigos falam: ele nunca prioriza você. Mas você fica defensiva. Ele só está passando por um momento difícil.
Então fecha a boca. E eles dizem, seus amigos, amigas, primos, parentes, tudo: "Ele nunca sabe o que quer." E você responde: "Ele tem medo de sofrer." Oh, cadê a tua empatia, tua bondade? Cadê? E você fica, sabe, cabeça dura, né? E sem perceber, você passa a defender essa pessoa o tempo todo, não porque as evidências mostrem isso, mas porque você precisa manter viva a história que criou. Porque se a fantasia acabar, a esperança também acaba, né?
Acabou o barato. Você acabou com o meu barato, né? Agora, a gente também pode se perguntar por que algumas pessoas são mais vulneráveis. A limerência pode acontecer com qualquer pessoa, mas algumas são mais suscetíveis, especialmente quem cresceu sentindo que precisava conquistar amor, quem nunca teve segurança emocional, quem aprendeu que carinho era algo imprevisível. Nesses casos, a estabilidade pode até parecer estranha, enquanto a imprevisibilidade parece emocionante, né?
Surpresa, surpresa, surpresa. Em espanhol, sorpresa, sorpresa. Uma surpresa, surpresa, desculpe. É, né? Ai, eu não sei o que falar. Ai, que emoção, né? Isso não é necessariamente saudável, mas é familiar. Às vezes não buscamos aquilo que nos faz bem, a gente procura aquilo que o nosso sistema nervoso já conhece. E reconhecer esse padrão pode ser o primeiro passo para quebrá-lo. É difícil ver isso porque é montanha russa. Nossa, eu amo as verdadeiras montanhas russas, adoro essa coisa, adoro.
Só porque eu tenho lente intraocular. Mas se não, eu amo essas coisas, são muito soltar adrenalina. Mas isso é um jogo, né, montanha-russa. Mas a vida real não dá para fazer isso não, né? Então Não dá, porque a vida real não pode ser assim, né? Agora, você não está perseguindo a pessoa, você está perseguindo o que ela representa. Talvez esta seja a reflexão mais importante de hoje. Muitas vezes não estamos obcecados por alguém, estamos obcecados pelo significado que atribuímos a essa pessoa: ser escolhido, ser amado, sentir que finalmente somos suficientes.
Pensamos: "Se essa pessoa me escolher, então eu realmente tenho valor." É por isso que a rejeição dói tanto, não apenas porque perdemos alguém, mas porque perdemos aquilo que acreditávamos que essa pessoa poderia nos oferecer. E muitas vezes isso nunca teve realmente a ver com ela, sempre teve a ver conosco, essa Desesperação por ser valorizada, valorizado, né? Eu acho que muitos de nós têm vivido isto. É duro, né? Porque quando a gente sofre rejeição, é duro, mas não é duro porque você sabe que a pessoa não te ama.
É duro porque no consciente você fala: "Ó, eu não sou suficiente para essa pessoa, por isso ela me pôs os chifres, por isso ela me mentiu, essa pessoa me mentiu." É aí quando você tem que ver: "Ela já fez isso para mim, quero de novo? Eu tenho medo de ficar sozinho, sozinha. Mas eu quero isso de novo, porque com esses chifres, ou a mentira que foi para o cassino, gastou não sei quantos reais ou euros ou dólares que seja, e não me falou, nem disse nada, me traicionou de uma maneira ou outra.
Eu quero isso na minha vida, é. Procurando conversas reais sobre amor, conexão e tudo o que existe entre uma coisa e outra? Escute o Love Hacks, sincero, profundo, em 4 idiomas: inglês, espanhol, francês e português. Encontre a sua versão onde quer que você Você ouça podcasts. Então é aí, é aí onde você tem que se perguntar: eu quero uma pessoa que vai para o cassino todo tempo gastando dinheiro? Eu quero uma pessoa que fala que me ama, mas tá me pondo chifres?
Que é cafona. Eu quero uma pessoa que me dá emoção, mas ao mesmo tempo prefere falar com a mamãe ou papai das crises da vida, não me tem confiança. E são 3 exemplos, gente, tem muito mais. Ah, mas eu gosto dessa pessoa porque me canta canções tão lindas, clássicas, ou sabe da música orquestral, ou sabe da música sexual, sensual, sabe? Não, gente, você tem que ver a pessoa como é de verdade. Que prioridades ela tem? Se ela te falar: você, e você nem exigiu isto, gosto muito de você, mas você não é uma prioridade, aí mesmo você deve dizer: eu vou tomar isto light?
Ou eu quero uma pessoa que sim me diga Eu tô usando espanhol, desculpem. Que se me fale: você é uma prioridade para mim. Ou eu quero uma pessoa que vai me falar: não, você não é, né? Eu gosto de você, mas você não é. Eu preciso fazer outras coisas, né? E não necessariamente vai ser outra pessoa amante, pode ser família, pode ser pessoas do business, dos negócios, sabe? Mas se você quer ser prioridade e a pessoa te fala que— e você não tem falado assim, claro, mas você quer ser— e a pessoa te fala: eu tenho outras prioridades, aí mesmo você deve Falar: sabe, eu não tô te exigindo muito não, mas você me falou isso, então tchauzinho, até logo.
Não, não, mas eu quero que você já me falou. As pessoas falam as verdades, às vezes a gente não capta, né, não presta atenção, mas muitas pessoas falam. As suas verdades e nem sequer estão bêbadas, falam suas verdades. A gente tem que estar com o ouvido no máximo, né? Agora, voltando à limerância, a limerância não precisa de compatibilidade. O amor cresce conforme conhecemos alguém de verdade. A limerância muitas vezes cresce justamente quando ainda conhecemos muito pouco.
Você pode ficar obcecado por alguém emocionalmente indisponível, por alguém que vive decepcionado de você, por alguém totalmente incompatível, porque a limerância não precisa de compatibilidade, ela só precisa de uma possibilidade. Enquanto existir esperança, a fantasia continua viva, né? Então, por exemplo, você está saindo com o Mickey, o Mickey Mouse. Mickey Mouse gosta do Disney, o Mickey Mouse Ele gosta de, sabe, ir às montanhas-russas, mas também gosta do Templo do Terror.
E você é mais sossegada, você gosta mais de nadar no Aqualand, sabe, natação, isso. E o Mickey não gosta de nadar, né? Mas você fala: "Ah, mas ele pode, o Mickey pode tomar aulas de natação e a gente vai." vai ser muito mais compatível. E eu vou ir às montanhas-russas e vou ser feliz lá, aunque eu esteja morrendo de medo, mas eu vou fazer muitas vezes porque eu sei que o Mickey ama isso. E você faz 100 vezes e o Mickey toma aulas de natação e detesta, mas ó, Vocês não têm muito em comum não.
O Mickey é vegano e você é, como é que chama, omnívora. Mas o Mickey só come coisa que não tá feita de animal e você é omnívora, você come carne, verdura, tudo. Vocês não têm muito em comum. O Mickey ama samba, gosta de dançar samba, e você só gosta de música orquestral. Não tem nada em comum. O Mickey gosta de contos de fadas, você gosta de contos de terror. Que nem o Exorcista, Mickey fica com medo. Vocês não têm nada em comum, mas por que continua a fantasia?
Porque você tá saindo com Mickey Mouse. Nossa, que burrada, gente, né? Que burrada. Agora, para as pessoas que sim sabem Perceber coisas. Como saber se é "limerência"? Faça algumas perguntas a si mesmo: Você revive conversas na cabeça o tempo todo? Procura mensagens escondidas em cada texto? Seu humor depende da atenção dessa pessoa? Você já imaginou um futuro inteiro sem conhecer quem ela realmente é? Seus amigos enxergam sinais de alerta que você prefere ignorar?
Se respondeu sim para várias dessas perguntas, talvez não seja amor, não. Talvez seja limerância. Então, como identificar amor? O amor saudável costuma ser muito mais tranquilo do que imaginamos. Ele traz paz, segurança, constância. Você não precisa viver tentando adivinhar o que o outro sente, não precisa disputar atenção, nem convencer alguém a amar você. O amor saudável não nasce da confusão, ele cresce na clareza. Então, gente, o amor saudável não é emoção, não é intensidade, nem a intensidade química, não.
O amor saudável É claro. E às vezes a clareza vai devagar, mais sossegado, mas você, seus nervos, você até ficou mais jovem. Porque se não tá assim fazendo, sabe, rosto diferente, pondo rosto diferente, não tá com ansiedade, não tá sofrendo. Isso é amor saudável. E quando a gente sofre dentro de um amor saudável, você e seu parceiro ou parceira vão se acompanhar e se ajudar. Sim. Então aqui vem a reflexão final, gente. Antes de terminar este episódio, quero deixar uma última reflexão: nem tudo aquilo que parece intenso é amor.
Às vezes é ansiedade, às vezes é carência, às vezes é solidão, e muitas vezes é apenas um desejo profundo de ser escolhido. Talvez a pergunta mais importante não seja: "Por que eu não consigo esquecer essa pessoa?", mas sim: "Será que eu realmente amo quem essa pessoa é ou amo a história que criei sobre ela, sobre essa pessoa?" Porque a resposta para essa pergunta pode mudar completamente a forma como você viverá os seus próximos relacionamentos.
Tomara que seja um mais. E eu vou deixar vocês agora. Muito obrigada por ter me escutado e a gente tá se vendo. A bênção. Tchauzinho. Beijinho, beijinho. Bao bao. Bye!