O lado da maternidade que é sempre solo #23
Nesse episódio, eu aprofundo essa experiência real: a diferença entre o bebê idealizado e o bebê possível, os conflitos que surgem nas relações, a pressão constante sobre as mães e o impacto da comparação. Também falo sobre o processo de abandonar a ideia de uma mãe perfeita para construir uma maternidade viável, com limites, erros e ajustes ao longo do caminho. Um episódio sobre a maternidade como ela é, sem simplificações.
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Olá, todos bem por aqui? Riqueza Além do Dinheiro é o nosso bate-papo semanal para falar de autoconhecimento a partir das emoções e das escolhas da vida adulta. Eu sou Juliana Bilha e aqui eu compartilho experiências e aprendizados que mostram que viver com mais leveza também faz parte de uma vida mais consciente.
Existe um lado da maternidade que mesmo quando a gente está cercado de pessoas, ainda é um lado profundamente solo. Como se ser mãe fosse um estado natural de amor incondicional, conexão imediata e felicidade contínua.
E quando a gente fala de maternidade, ainda existe pouca abertura para reconhecer que ela é, muitas vezes, mesmo dentro de uma estrutura boa de relacionamento, uma estrutura boa familiar, ainda assim tem um lado e uma experiência que é exclusivamente nossa.
E esse talvez seja o lado mais difícil da gente verbalizar, porque a maternidade não é apenas cuidar de uma criança, mas também lidar com a transformação subjetiva de quem a gente é. Quando a maternidade é apresentada principalmente para nós mulheres como algo que deve ser instintivo, como algo que toda mulher quer, isso se torna muito fácil para a sociedade, porque é uma forma de simplificar algo que é extremamente complexo.
Essa ideia produz um efeito cruel. Faz parecer que toda dificuldade materna é uma falha individual, quando a gente, na verdade, está falando de uma experiência totalmente atravessada por experiências culturais, estruturas familiares, desigualdade emocional e expectativas irreais.
Ou seja, a mulher que existia antes da maternidade, ela ainda está ali, mas ela precisa fazer toda uma reestrutura para esse novo momento da vida. Sua identidade, sua relação com o corpo, com o tempo. O tempo deixa de ser só nosso, com as nossas prioridades.
com a percepção de liberdade que a gente tinha e o sentimento de que não tem mais, em muitos casos não tem mesmo, e até a forma com que a gente passa a enxergar o mundo a partir da maternidade. E isso não acontece de um dia para o outro, isso não acontece no momento do parto, isso é um processo.
E essa maternidade, ela já começa muitas vezes cercada por idealizações. Tanto nossa, né? De como a gente imagina que vai ser nosso filho, idealização do quartinho, de como vai ser uma família perfeita, de como nosso filho vai ter um desenvolvimento assim maravilhoso. Tudo isso a gente vai idealizando durante esse período da gestação. E essas imagens idealizadas, elas são ainda...
reforçadas nas redes sociais. Então o que que a gente vê? A gente vê a mãe lá no perrengue, descabelada, criança chorando? Não, a gente vê o que? Aquela foto linda, aquelas fotos tratadas de final, de Páscoa, os filhos impecáveis,
Gente, não vê a realidade da maternidade. E o que eu quero trazer hoje nesse episódio é, obviamente, voltado para a minha experiência, mas o lado mais real da maternidade. É claro que eu posso falar pela minha experiência, que não vai ser a mesma experiência que a sua, mas em algum aspecto...
tem pontos que a gente pode ter em comum e pode se ajudar também. Sim, a gente tem um lado solo de toda a maternidade. E é importante a gente já falar, gente, que o bebê real, ele não vai ser o bebê idealizado. Olha isso, que coisa maravilhosa que garanto que ninguém sabia.
mas não vai ser ele vai chorar sem explicação aparente, ele vai rejeitar rotinas previsíveis, ele vai aprender tudo absolutamente do zero, assim como nós ao nos tornarmos mães.
Então ele não vai saber mamar, ele não vai ter a pega perfeita, ele vai ter noites fragmentadas, alguns vão ter refluxo, vão ter as particularidades de cada bebê. E sem contar as demandas que são intensas, que quem é pai, quem é mãe sabe, quem quer se tornar, precisa saber.
E junto de tudo isso, surge também a mãe real, não aquela mãe idealizada, né, que sai do parto esteticamente impecável, está maquiada, tem toda a paciência do mundo. A mãe real é a mãe que chora porque está com os hormônios a mil, é a mãe cansada, é a mãe que tem hora que não quer olhar para a cara da criança.
A mãe frustrada é a mãe que está assustadíssima com o tamanho da responsabilidade, que não tinha noção antes de ter esse filho. Toda essa frustração, todo esse processo não tem absolutamente nada a ver com a falta de amor pelo filho.
Apesar do amor também ser uma construção, o filho não nasce de você, você já ama loucamente e incondicionalmente. Gente, é uma construção como qualquer outra relação. Isso também precisa deixar de ser idealizado. E eu acredito...
pela maternidade ter várias camadas, quanto mais a gente ouve outras experiências, quanto mais a gente fala claramente, mandando a real mesmo sobre o assunto com honestidade, com respeito, eu acho que mais as pessoas podem ter essa visão geral, ter essa visão real e também se preparar
preparar um pouco melhor, talvez, para o que as espera, por mais que as experiências sejam únicas, como a gente falou aqui. E aí, pessoal, então, contando um pouco do meu contexto, eu engravidei aos 21 anos, eu descobri a minha gravidez uma semana depois do falecimento da minha mãe, em 2001.
Então, ela faleceu no dia 12 de agosto, eu fiz aniversário dia 18, e uma semana depois eu descobri que estava grávida do Gui. Obviamente, eu não sabia que era o Gui, mas que eu estava grávida. Então, vocês imaginam o...
turbilhão que estava acontecendo na minha vida neste momento dessa descoberta. E aí, hoje, né, eu vejo dois pontos, na verdade, na época eu também via, tá, dois pontos, assim, como uma, obviamente, uma responsabilidade grande, e aí, caramba, agora que eu não tenho minha mãe, como é que eu vou fazer, não tô preparada, e por outro lado, falando assim, Deus, o senhor é maroto mesmo, né, veio me trazer algo.
para que eu tenha uma força, para que eu tenha continuidade, para que eu tenha algo por que lutar, por que viver, uma motivação que vai depender muitas vezes exclusivamente de mim. Então percebe? Olha só gente, só da descoberta, como é que já foi um pensamento que eu tive na época e que eu precisei resgatar tudo isso, né? Tanto o que eu pensei, quanto essa emoção, para trazer aqui para vocês da forma mais honesta, é...
possível, né? Da forma mais singela e honesta possível com relação ao meu processo. E aí, eu não era casada, eu e o pai do Gui a gente namorava e, gente, eu basicamente assim, na adolescência, eu não fui aquela pessoa que pegava a criança nem dos outros no colo, sabe? E eu digo isso porque eu tenho amigas que, nossa, eu considero assim...
muito maternal. Tem uma amiga, a Dinda do Gui mesmo, ela cuidava das crianças da rua toda. Eu olhava para ela e falava assim, caraca, velho, ela nasceu para ser mãe, independente de saber se ela ia querer ou não, apesar de que ela dizia que queria e tal.
mas eu falava sabe um cuidado um maternar já assim eu nunca tive isso nunca tive isso apesar de sempre gostar de criança então as crianças gostam de mim me dou bem com elas mas eu não sou aquela de ficar grudando eu não sou aquela de sentar no chão e brincar eu gosto muito de trocar ideia sabe de ver o que que elas estão pensando como é que elas estão se desenvolvendo
E aí nessa ideia a gente se conecta muito. Mas é uma forma de se relacionar meio peculiar com a criança. Porque a criança gosta muito de brincar e tudo mais. E nunca foi o meu forte. Eu me lembro de pensar assim, eu quero passar pela experiência da maternidade pelo menos uma vez na vida. Eu nunca pensei, gente, em ter mais de um filho.
Então, acho que também foi de um jeito que deveria ser. Obviamente, na época, no olho do furacão, você fala, acabou a vida, né? Mas eu entendo, e logo depois, não foi tipo agora que eu entendi, não. Eu entendi logo depois mesmo que o Gui nasceu, que foi a melhor coisa que aconteceu para o meu caso, né? Dentro desse contexto que eu expliquei para vocês de ter força, continuidade e tudo mais. Passei pela minha gestação toda morando com meu pai e com meu irmão.
E eu me lembro, gente, que eu contei para o meu pai, que eu estava grávida, por telefone. De verdade, meu pai sempre foi meu tudo, meu melhor amigo, sempre contava tudo para ele, mas eu não sabia como seria a reação dele diante disso. Poxa, de uma gravidez, a mamãe tinha acabado de morrer, ele tinha acabado de perder a esposa. Como é que seria tudo isso? E eu falo assim, olha...
Deus, ele é tão perfeito. Obviamente, ele é perfeito, mas a gente fica reafirmando, porque assim, é uma coisa maravilhosa. Eu falo que eu tive dois chefes na minha vida que eu considero...
chefes perfeitos, assim, gente, de verdade, que é o Roger e a Terry. São apelidos que eu dei pra eles, tá? Eu chamo eles assim. E na ocasião que eu engravidei, o Roger era meu chefe. E eu lembro que eu contei pra ele primeiro, eu cheguei no escritório, foi a primeira pessoa que eu falei, e ele me abraçou, me acolheu, eu falei, Roger, eu preciso falar pro meu pai. Ele falou, liga pra ele agora, eu vou ficar do seu lado, fale. E eu falei pro meu pai por telefone.
E aí quando eu falei para o meu pai, eu lembro que teve... Gente, sabe aquele silêncio ensurdecedor de tipo... Acho que deve ter sido uns três segundos, vai parecer uma eternidade. E a reação do meu pai por telefone foi assim...
Que seja muito bem-vindo. Coisa mais fofa. Que seja muito bem-vindo. Filhinha, você se não quiser continuar com o pai do Gui, você não precisa ficar com ele forçado. Papai está aqui. A gente vai cuidar. Gente, isso. Olha.
para mim assim de tudo de longe vou falar de algumas pessoas aqui que foram fundamentais e assim esse acolhimento do meu pai do meu irmão eu contei para o meu irmão de manhã aí meu irmão fiz assim sabe daquele susto ele era muito novinho né 17 anos ele assustou mas me acolheu segurou minha mão ali aí eu fui para o trabalho contei para o Roger e do trabalho eu liguei para o meu pai
Então foi essa sequência de contar depois que eu descobri. Eu descobri com um mês e meio e tinha certeza que não estava. Mas aí quem me falou, Ju, não é melhor fazer o exame? Porque eu falei, nossa, tá estranha a minha menstruação. Porque eu não deixei de vir a menstruação, mas estava meio estranha. O pai do Gui, o pai do Gui, Ju, não é melhor fazer? Eu falei, imagina!
Estou! Sabe aquela certeza? Gente, o pessoal fala assim, nossa, quando eu estiver grávida eu vou sentir, vai vir uma inspiração, porque a minha mãe me contava isso, né? A minha mãe disse que sentia isso sobre a minha gravidez, que ela sentiu que estava grávida e que seria uma menina. Eu? Imagina, gente, eu não senti nada, muito pelo contrário, eu falei, não estou! E ele falou assim, faz o exame só por via das dúvidas.
Falei, tá bom, né? Quer que eu faça, eu faço. Mas, gente, sabe de nada inocente, né? Deu que eu tava mesmo. Aí eu contei pra ele, ele ficou todo feliz, me abraçou. A gente olhou um pro outro, ferrou, né? Mas a gente ficou feliz, assim, sabe? Não teve, a gente tava super bem, tava junto, tal. Namorava, não tinha muito tempo, mas tava super bem.
E aí aconteceu isso do meu pai. E aí a gente foi contar para os pais dele e tal, também foi outro baque, mas a gente também foi acolhido. Mas óbvio que todo mundo assusta, né? Imagina, eu com 21, acho que ele tinha 26. Então dá aquele baque. Só que, então beleza, notícia dada, amigos sabiam, família sabia. Gente, eu vou contar um negócio para vocês.
Sabe aquele mal-estar que geralmente as mulheres sentem nos primeiros meses, primeiros três meses ou até quatro meses de gestação? Pois é, eu senti os nove meses, eu passei mal os nove meses e isso é tão raro de acontecer, eu pelo menos assim...
amigas próximas, que hoje acho que a maioria das minhas amigas tem filho, nenhuma delas passou mal os nove meses. Então, o que que começou a acontecer? Os quatro primeiros meses eu emagrecia ao invés de ganhar peso. Então, era cada mês que eu ia na médica, eu tinha perdido um quilo, perdido um quilo, e eu comecei a ficar preocupada, e ela me dava, me deu vitamina, mas assim, não parava nada no meu estômago, nem água.
E como eu comecei um processo também de desidratação, eu tinha que ir toda semana para a maternidade tomar soro, para não desidratar, porque eu tomava água, só que me dava ânsia e saí, voltava. E aí eu comecei a emagrecer. Então, assim, gente, eu fiquei uma grávida...
muito assim, fundo, olho fundo, braço fino, só a barriga começou, começou a aparecer um pouquinho com cinco para seis meses, porque eu realmente emagrecia e passei muito mal. Tudo que vocês imaginam acontecia. Então assim, eu não conseguia comer...
comia e já passava mal. Eu tive alergia, a minha médica falou que foi alergia gestacional, então meu corpo empolou inteiro, eu tinha coceira, meu braço era todo furado de soro. Eu lembro que eu fui trabalhar
esse trabalho que eu tinha, que era uma seguradora, eu fui trabalhar dos nove meses de gestação, uma semana, a semana inteira. Tanto que quando chegou na sexta-feira, fizeram uma festinha para mim, porque eu tinha ido trabalhar a semana inteira. Olha o que é isso, olha o Roger, fala sério.
E ele falou para um representante comercial me buscar em casa. Porque o que acontecia? Eu tentava ir de ônibus, a minha pressão ficava entre 8 e 9, eu desmaiava. E aí tinha que ir embora. Então ele pedia para um representante me buscar em casa e a Má, que é de Inda do Gui, Deus, de novo, a gente trabalhava no mesmo prédio, mas em empresas diferentes. Então ela vivia, gente, grudada aqui no meu braço.
juro para vocês, a gente andava de braço grudado e ela falava assim, você me fez passar as piores vergonhas da minha vida, porque a gente estava de pé no busão, aí eu ia, hum, e ela já tinha que segurar e pedir para os outros lugares. Só que a minha barriga começou a aparecer com 5 para 6 meses, então o povo olhava, falava assim, não está grávida.
sabe? E ela falava, ela tá grávida e o povo não via barriga. Então ela passava muita vergonha, vocês não tem noção. E aí tá vendo? O Gui é afilhado dela, não podia ser de outra pessoa, né? Mas ela andava comigo aqui, ó. Porque ela falava, minha filha, ela é grandona? Ela falava, minha filha, você cai, eu já tô aqui pra te segurar. Gente, olha...
Rogério, meu pai, família do show. Olha, tanto, tanto apoio, tanto apoio. Bom, vocês imaginam, né? Hormônios a mil, uma pessoa de 21 anos, que aí já não dava mais pra ir pra balada, já não dava mais pra fazer as coisas, até saía pra um barzinho, mais barrigão, passava mal, aquela coisa toda. Eu falava, gente, às vezes eu tinha crise de choro, eu falava assim...
Quando ele nascer, eu vou tomar um balde de suco de laranja, porque eu amo suco de laranja, e foi uma das coisas que eu não conseguia tomar na gestação, não conseguia. E eu amo, eu chorava, eu falava, o que eu vou fazer sem minha mãe? Como é que vai ser? Gente, é um medo que dá quando você está nessa fase da gestação, ainda mais por tudo que eu estava passando no momento, eu sei que tem algo muito particular nesse sentido.
Mas de qualquer forma, é um medo que eu acho que é geral, assim, né, da gente falar como é que vai ser. E aí chegou um momento da gestação, que foi lá pelos seis, sete meses, que aí começou a parar. Olha isso que começou a parar no meu estômago. Miojo.
Zero vitamina, só sódio, né? Arroz com cenoura. Sabe quando rala cenoura e põe no arroz? Isso parava. Salsicha. Extremamente péssimo. Tanto que o Gui nem gosta de salsicha, o Gui nem come. Acho que eu traumatizei ele.
E às vezes me dava vontade de comer miojo com banana. Era isso que eu comia. Outra coisa que parava era água com limão. E água com limão eu sou, assim, apaixonada. Eu não gosto de açúcar, né? Eu não uso açúcar refinado, essas coisas que eu não gosto do gosto que fica. Então, água com limão bem azedo, isso parava. Então, era a forma também de eu começar a me hidratar para tentar tomar menos soro. Então, às vezes eu tinha que ir, mas eu conseguia fazer esse equilíbrio. Ou seja, gente...
No total da gravidez, eu engordei 7 quilos, total, 9 meses. E aí eu falava assim pra minha médica, doutora, esse menino vai nascer um cisquinho, vai nascer um ratinho, doutora. Porque como é que pode? A minha barriga até era grande e tal, mais pro final ela deu um estirão, mas era só a barriga. Se você me olhasse de costa, não parecia que eu tava grávida, tava isso aqui, ó.
E aí, gente, quando o Gui nasceu, eu fui, eu sabia que eu não queria ter parto normal, a minha mãe também não teve dilatação nas duas gestações, eu nem tentei, nem queria, e aí eu lembro que eu fui numa segunda-feira no consultório, e aí eu falei, ela falou, Ju, vamos marcar a cesárea e tal, eu falei, ah, vamos sim, eu falei, ah, pode ser dia 18 de abril, porque aí fica o pai 18 de junho, eu 18 de agosto, o Gui 18 de abril.
E eu lembro que ela falou assim, ó, 18 de abril eu tô num congresso. Então, ou a gente faz amanhã, que é dia 16 de abril, ou você espera o médico de plantão que tiver. Eu falei, doutora, vamos fazer amanhã, que eu não vi a hora, gente, dessa criança nascer. Era o que eu mais falava assim, gente, eu não vejo a hora dessa criança nascer. Eu não gostei do processo de gestar, não gostei.
Para mim foi péssimo, passei super mal, não passaria por essa experiência de novo, não tive uma boa experiência nesse processo. As pessoas falam, ah, se você tivesse outro filho seria diferente. Gente, primeiro que eu nunca quis ter mais de um filho e segundo que eu não ia correr esse risco. Então assim, não gostei, mas aí falei, vamos fazer no dia 16. Então o Gui nasceu dia 16 de abril.
que foi super tranquilo e tal, a questão do parto em si, tive uma recuperação ótima, a não ser que você fique andando curvada. Eu fiquei andando curvada um tempo por causa da cesárea, mas já era aquela cesárea mais coladinha, não tive aqueles pontos.
aquela cicatriz grande, nada disso. Mesmo com 24 anos atrás, hein? A minha médica já foi assim maravilhosa. Juro pra vocês, gente, a minha cicatriz é isso aqui, ó, da cesárea. É isso aqui. Mal dá pra ver.
perfeitinha, coladinha, bonitinha. Sabe o que eu esqueci de comentar? No oitavo mês de gestação, eu e o pai do Gui, a gente decidiu morar junto. Então, aí eu saí da casa do meu pai, que estava o meu pai e meu irmão, ficaram só os meninos, e eu fui morar com o pai do Gui. Então, nós fomos morar juntos, que cada um morava com os pais. Então, a gente decidiu morar junto e tal, ficar junto, a gente seguiu aí juntos.
E aí, bom, o Gui nasceu, belezinha, fofinho e tal. Vou colocar várias fotos no mural, tá? Então, vão lá para o mural para vocês verem várias fotinhas do que eu estou contando aqui para vocês. E aí, pasmem, o Gui nasceu com 52 centímetros e 3,680 quilos.
Eu imaginei que fosse isso aqui, mas ele tinha bochecha, gente. Tinha coxinha, coxa mais gostosa. E aí o pessoal falava assim pra mim, Ju, qual foi a primeira coisa que você olhou pro Gui assim, que você viu? Você ficou contando os dedinhos, você ficou... Gente, não. Eu tentei gravar a carinha dele, que não dava, né? Eu tava totalmente grogue.
Tomei aquele remedinho azul, ó, vi estrelinha. Minha médica falou que eu falava coisas absurdas, assim, que ela falava, Juliana do céu, você tomou um negocinho azul, ficou lá falando umas coisas nada a ver. Falei, misericórdia. Mas eu tentei, assim, gravar a carinha dele pra falar assim, não vem tentar ninguém trocar minha criança, não, porque eu já gravei a cara. Então imagina que eu ia tentar contar dele, não tinha nem condição de contar nada, mas eu fiquei tentando gravar a carinha dele, eu vi que tinha um bochechão, assim.
cabeludo. Eu falei, nossa, deixa eu tentar gravar a carinha dele, mas imagina, né, gente, não tem essa condição. Mas nasceu grandinho, nasceu coisa má fofa. Aí falei, bom, não acredito que essa criança nasceu. Falei, agora vou ser dona do meu corpo de novo, vou conseguir comer. Voltava, a coisa que eu mais pensava era o balde de suco de laranja.
Mas aí, gente, cada fase da vida tem as etapas desafiadoras, né? Então quem é mãe sabe, e obviamente todos que cercam essa mãe aqui estamos falando da maternidade, mas obviamente todo mundo tem uma participação fundamental. Mas aí o que aconteceu? Uma enfermeira lá na maternidade, um tanto quanto bruta, ela foi me ajudar a tentar dar o primeiro mamar, né?
peito dolorido já, começando, eu falei, ó, tem que estimular para poder... Só que do jeito que ela pegou o bico do meu seio, assim, para apertar ele, para colocar na boca da criança, abriu, assim, cortou o bico do meu seio.
Quem tem paura, dá uma passadinha pra frente, mas eu vou mandar a real, gente. Foi isso que aconteceu, não tem como eu mentir. Abril, do seio direito, tá? Desse aqui. Abril. Eu já senti aquela dor, mas aí pôs na boca da criança e aí ele não sabia, porque tem que pegar de um jeito certo, se pegar só a pontinha machuca mais, tem que pegar todo a auréola, né? Nossa, assim, senti uma dor terrível.
E depois disso, o que que aconteceu? Eu tinha lá feito, ah faz as massagens, faz isso, passa aquilo, tentei fazer o máximo que eu podia. Ai, cuidados com a gestação, gente, eu só passei mal. A única coisa que eu já fazia desde criança para adolescente, que era passar óleo de amêndoa, eu tenho óleo de amêndoa para mim, não pode faltar, porque eu faço, minha mãe fazia isso comigo quando era criança, eu fazia na adolescência.
E eu fiz na gestação e continuo fazendo até hoje. Porque a minha pele é extremamente seca. Se deixar, ela fica igual aquela... Sabe aquela terra do deserto que fica rachada? Minha pele é essa. Então, eu uso óleo de amêndoa junto com hidratante. Faço isso até hoje. Então, foi o que eu continuei fazendo. E assim, ai Ju, você teve estria, teve não sei o que lá. Não, não tive nada porque talvez...
nova, né? A pessoa tá com a pele ainda jovem e eu já fazia isso desde criança de alguma forma. Gente, não sou profissional da área, se eu estiver falando bobagem me perdoem, mas foi o que eu fiz. Então realmente eu não tive nada, né? De estria, essas coisas, não tive, mas eu...
Penso que é por conta de tudo isso. E também porque engordei pouco, né? Se for ver, 7 quilos era só a barriga, o restante ficou, meu quadril era fino, tudo braço. Então, assim, não tive um ganho de peso maior. Normal é ter um ganho de peso maior, é que eu acabei tendo algo atípico. Enfim, voltando aqui. Então, meu peito direito, rebentado, assim, foi assim...
muito, muito traumático essa parte, né? Então, ou seja, eu acho que se não tivesse tido aquele machucado que a enfermeira fez, a hora que ela apertou assim, não sei se a unha dela, não sei o que que foi, eu sei que abriu, cortou, talvez eu não tivesse tanto essa...
trauma assim da amamentação, sabe? Mas eu sofri muito e o seio esquerdo que me salvava, mas não dá para você dar mamar só em um seio, você tem que dar nos dois, até porque dá diferença de tamanho, inclusive, né? Tanto que assim, eu vou falar uma coisa, esse menino, eu não sei se é porque é menino também, tá? Mas menino é guloso para mamar, assim, e ele gostava mais de qual seio? Do que estava machucado. Não sei, gente, parecia que esse aqui enchia mais e ele gostava desse.
E eu DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO DO
que antes de eu dar mamar
Eu já ia fazendo assim, ó, na poltrona de amamentação, eu já chorava, já ia escorrendo lágrima antes dele pegar. E a criança abria aquele bocão assim, ó, e eu fazia, ai, Jesus! Vou postar foto, tudo, tudo pra vocês verem. Não desse momento, né, mas vou postar várias fotinhas. E ele abriu um bocão, eu já chorava antes, que eu sabia que era a vez desse peito, que eu ia revezando. A hora que era a vez desse, tranquilo. Mas foram assim, gente, 40 dias...
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de choro e ranger de dentes, porque meu peito demorou 40 dias para cicatrizar, fiz de tudo que vocês imaginam, passava pomada, punha casca de banana, maçã, melão, fiz uma salada de fruta na teta, tomava assim o banho de sol que ele precisava para não dar ecterícia, aquelas coisas, o pediado, e eu falo veterinário.
o pediatra falou, ó, banho de sol todo dia de manhã, peladinho e tal, então eu ficava também com os peitos de fora lá, tomando banho de sol, fiz de tudo, mas foi um processo de cicatrização. E o que me ajudou, tá, que também, assim, gente, pensem o seguinte, tudo que vocês vão criticar de hoje era 24 anos atrás, eu com 21 anos de idade, então assim, ó,
considerem, tá? Mas o que me ajudou muito é que uma amiga, não sei quem foi, não sei se foi médico, não sei se foi amiga, mas me falou daqueles bicos de silicone da época. Nem sei se tem hoje se não tem.
E eu tentei usar esse bico de silicone, aí eu colocava assim, mas aí ele não gostava, eu acho que ele não conseguia sugar com o bico, não saía muito leite. Num belo momento eu falei, nossa, eu vou dar uma fervida nesse bico, porque tem que lavar, limpar. Gente, no que eu fervi, o negócio virou uma membraninha fina, assim, vamos dizer, no que eu coloquei no peito, ele encaixou, ele pegou.
Aquilo foi um alívio para mim. Foi um alívio porque, assim, primeiro que não era o contato da boquinha dele com a acidez da boca, as bactérias da boca direto no peito, então ardeu infinitamente menos quando ele pegou. E, bem ou mal, acabou protegendo e aí também falava, ah, o próprio leite ajuda a cicatrizar. Não sei. Eu sei que, para mim, foi assim...
fundamental, fundamental. Então eu fervi aquele bico de silicone, colocava antes e ele pegava e me ajudou, mas foram ali uns 40, 45 dias chorando em toda a amamentação. E vocês sabem que a criança cada duas horas no máximo tá grudado no peito e menino é bem guloso, tá? Bem esganado. Eles são esganados assim.
Então, dei uma boa sofrida que, olha, falei, olha, eu fui persistente, assim, fui guerreira, hein? Fui guerreira. O Gui mamou por seis meses, só que nesse meio tempo, vamos voltar ainda, tá? Então, ele pequenininho, cheguei em casa, falei, tá, tem uma criança, o que farei com isso? Porque lembra, eu não pegava criança nem dos outros no colo, gente.
Sei que eu cheguei em casa, preparei um banho, fiz as coisinhas, dei banho, troquei fralda, coloquei roupinha, coloquei para dormir, não sei o quê, estava preparando algo para eu comer. Aí minha sogra chegou em casa e falou, Ju, vim te ajudar, você acabou de chegar e ela viu que estava tudo feito. Ela falou assim, menina, você já fez tudo, como é que você fez? Eu falei, Nancy.
Não sei. Não sei porque eu nunca fiz isso na minha vida. Eu falei, não sei. Eu acho que foi tipo assim, ou eu faço, ou eu faço. Eu não tenho escolha. As pessoas falam, vai vir um sentimento automático, materno. E de, gente, eu não sei. Eu acho que, sei lá, quando a pessoa sente que tem alguma ajuda, alguma escolha, eu acho que talvez pode ser mais gradual, mas para mim... "... залamos, залamos, залamos, залamos, залamos, залamos, залamos, залamos, залamos, залamos, залamos, залamos, залamos, залamos, залamos, залamos, залamos, залamos, залamos, залamos, залamos, залamos, залamos, залamos, залamos, залamos, залamos, залamos, залamos, залamos, залamos, залamos, залamos, залamos, залamos, залamos, залamos, залamos,
E eu tive, tá? Eu vou contar pra vocês com relação, a gente vai falar também de ter rede de apoio e tal, mas na minha cabeça, por eu não ter a minha mãe, que seria essa figura, que estaria ali pra fazer essas coisas, me ajudar com essas coisas, na minha cabeça eu achei que eu não fosse ter, então eu só fiz. Eu não sei se foi instinto, o que foi, eu só fiz.
E aí foi indo, só que assim, o Gui, ele dormia a noite toda, ele não acordava, o que me ajudou muito sempre. Só que meu peito enchia e eu acordava de dor e com medo também de empedrar, então eu tirava leite mesmo assim, né? Mas eu não acordava ele pra dar uma mar. Ele tava dormindo, ele tava dormindo. Só que do momento que ele acordava de manhã, o dia inteiro, essa criança chorava.
dia inteiro eu não sabia porquê eu chorava junto me dava desespero eu fazia as coisas com ele no colo ou colocava no carrinho e ficava chacoalhando mas ele chorava o dia inteiro inteiro
E aí a gente na rotina de pediatra e tal, eu falei, doutor, não é possível ter alguma coisa errada com ele, porque ele chora o dia todo. O doutor deixava a criança peladinha lá, pesava, ia olhando, ele falou, Juliana, eu tô examinando, mas não tem nada, pode ser gases. Eu falei, doutor, eu não acho que é só gases, porque é um choro, assim, parece de desespero, assim, sabe? De dor mesmo. Gases também dá um choro de dor, mas assim...
Gente, eu não sei explicar. Eu não sei explicar. Não adianta eu tentar explicar uma coisa que para mim é inexplicável. Mas eu falei, nossa, é muito, assim, cansativo. Tipo, o pai chegava, eu só tacava a criança no colo dele e ficava uma hora no banheiro, tomando banho, ia comer, ia fazendo as coisas. Mas, assim, ele chorava o tempo todo.
Num belo momento que ele começou a chorar lá no pediatra, o doutor viu subindo um calombinho assim. Ele chorava, subia, ele chorava mais, chorava mais. Aí ele falou assim, ó, você tá vendo isso aqui? Eu falei, tô. Ele falou, ele tem hérnia. Ele tá chorando porque ele tem hérnia e dói pra caramba, aquela hérnia inguinal, sabe?
Eu falei assim, doutora, eu não acredito. Ele falou, é, você tem razão, não era só cólica não. Esse menino tem hérnia. Gente, com dois meses de vida, vai o Guilherme para o centro cirúrgico para operar dessa hérnia. Dois meses. Ele nasceu.
Passou esses 40 dias tenebrosos, que a mãe tá com o hormônio totalmente desregulado, os órgãos tudo em qualquer lugar aqui, né, porque abriu espaço pra gestação. A criança chorava da hora que acordava à hora que ia dormir, só quando tava mamando que não chorava. Meu peito tudo regaçado.
E a criança, com dois meses, logo depois desses 40 dias, eu descobri que ele tinha uma hernia inguinal. Foi para o centro cirúrgico. Esse momento, eu não consigo descrever. É o momento que os pais falam assim...
Eu, pra mim, aqui já deu, ó. Aqui eu não dou conta, não aguento. Porque dois meses de vida, gente, a criança no centro cirúrgico, anestesia geral, seu filho vai no centro cirúrgico, e eu lembro, ele piquititico, assim, um pezinho no meu colo, ele grudou aqui, assim, na mãozinha, na gola da minha blusa.
Parecia que, tipo assim, segurando, aí eu chorava. Eu juro pra você que foi cena, assim, de filme de terror, assim, de escorrer na parede, assim, do corredor do hospital no chão, de tanto desespero. E aí o médico falou, ó, deu tudo certo, tudo bem. Assim que ele mamar, então ele precisava acordar da anestesia e mamar, vocês podem ir embora. E aí foi um processo, né, esperando ele acordar dessa anestesia e tal. Do momento dessa cirurgia pra frente...
Acabou, foi outra criança, outra criança. Aí eu comecei a viver o lado bom, vamos dizer assim, da maternidade. Gente, ele dormia a noite inteira, ele mamava, ele não chorava durante o dia, era pura dor, um pouco de cólica sim, mas assim, extremamente controlado.
não dava um trabalho essa criança. Aí eu comecei a curtir ele. Começamos a nossa rotina, a gente se entrosar de verdade, a gente se entender. E aí eu falo assim, nossa, como eu falei, eu nunca pensei em ter mais filhos. Mas eu acho que se eu eventualmente quisesse ser mãe de novo lá atrás, eu acho que eu adotaria fácil uma criança maior. Porque eu gosto muito da criança quando ela já está... Então...
se comunicando, sabe? Quando ela... Essa parte de bebezinho, que a maioria das pessoas gosta, eu falo, ah, eu pularia essa parte, tá? Foi fofinho, foi lindo, coisa mais fofinha, bonitinha, mas assim, de verdade, eu, Juliana, eu pularia essa parte, a parte que ele começa a interagir, a falar, a nascer os dentes, que eu sou doida em dente, então dente eu beijava os tintim, nasceu o tintim, eu beijava os tintim, coisa mais linda.
Mas eu gosto muito, como eu falei, eu não sou dessa de ficar sentada, brincando e bebezinho. Não, eu sou quando a criança é maior. Puta, é uma delícia. Aí eu comecei a aproveitar. O Gui, como eu falo muito, né, gente, vocês percebem aqui.
ele aprendeu a falar muito cedo. Ela dava até má impressão, porque ele era pequenininho, mas ele já falava algumas coisas, né? Aí ele aprendeu a andar com um ano e uma semana, então ele fez aniversário, uma semana depois ele andou, mas ele já falava.
e era a coisa mais belezinha. Mas aí eu quero voltar um pouco e contar para vocês, então, falei a parte da amamentação, falei da cirurgia e quero a parte de voltar a trabalhar, né, da mãe voltar para o mercado de trabalho depois de cinco meses, porque na minha época a licença maternidade quatro meses, eu peguei um mês de férias. Então, esse voltar a trabalhar com a criança com cinco meses...
Cara, foi um outro trauma, assim, para mim. Foi um outro trauma, porque, primeiro, que eu não tinha escolha, eu precisava voltar a trabalhar. É...
O Gui. Então a gente foi nesse processo, até os dois meses, um caos. Aí eu comecei a curtir ele a partir do terceiro mês e com ele com cinco meses, ou seja, eu curti três meses só dele. É pouquíssimo tempo, gente. A criança precisa tanto da mãe e hoje estudando isso eu sei ainda mais a dimensão disso.
É pouquíssimo tempo de licença, precisava sim de mais tempo, porque é um momento de conexão da mãe e do bebê que ele está entendendo que eles são seres separados. Até então ele acha que é uma coisa só. E você imagina ele ficar longe de uma parte dele, ele se sente totalmente desamparado, desacolhido. Isso no futuro já tem as questões emocionais que geram a partir disso. Então é pouquíssimo tempo, cinco meses.
Só que nesse tempo, quando o Gui fez três meses, eu levei ele para a praia. Olha isso, gente. Criança tinha operado com dois. Mas assim, eu e o pai do Gui, a gente é muito sociável, sempre teve uma vida social muito ativa, viajava. E a gente já foi inserindo ele nessa rotina. Então ele sempre fez absolutamente tudo com a gente.
A gente nunca deixou de fazer algo por ele, muito pelo contrário, a gente inseria ele. E com três meses ele foi viajado, aí eu conheci uma das minhas melhores amigas. Ela, tipo, gente, imagina, galera 22, 23 anos, tava aí e eu já com um filho. E essas minhas amigas, assim, acolheram tanto. Eu falei no episódio de amizade, né? Mas é isso, assim.
e eu tenho foto dela com ele deste tamanico no colo dela e a gente foi para a praia. E aí eu falo também assim, olha as ideias, gente. Eu lembro passar protetor na criança e ir embora para a praia. Olha aí, coisa que jamais faria, vocês vão me abominar. Mas assim, bom, eu estou mandando a real, era o que acontecia. A gente foi para a praia, foi ótimo. Fomos no meu aniversário em agosto.
Porém, estava fazendo um ano da morte da minha mãe, então eu estava bem sentimental e tinha acontecido tudo o que aconteceu. Voltei com cinco meses. Nesse meio tempo, por conta dessa amiga que eu conheci nessa viagem, porque eu conheci ela na viagem, e a gente ficou muito amiga, tanto que assim...
A gente é amiga e irmã até hoje. E ela me falou, ó, onde você trabalha? Eu falei, ó, trabalho numa seguradora e tal, tô fazendo administração. Porque tinha isso, tá, gente? Eu fazia faculdade. Então, eu engravidei no meio da minha faculdade. Eu estava no terceiro ano da faculdade. Então, eu tirei licença lá, os professores me mandavam prova pra fazer de casa. Eu fazia. E no terceiro ano, eu tirei essa licença da faculdade também.
E aí o último ano, e aí eu já voltei, então eu fiz os primeiros e segundo anos lá na faculdade. O terceiro, parte sim, parte não. E o quarto ano eu voltei para a faculdade, que era o TCC. E esqueci de falar para vocês também que no meio desse turbilhão da amamentação, o Gui tinha refluxo, e um refluxo brabo, gente. Não era aquele refluxo de uma gorfadinha, aquele refluxo exorcista, assim. Então ele mamava e já soltava aquele jato longe. Então ele sentia fome antes, e meu peito machucado.
E aí
Aí a gente, depois de um tempo, ou seja, eu continuei amamentando por seis meses, mas aí teve que entrar depois da cirurgia, lá pelo terceiro ou quarto mês, com o NAN AR da época. Ó, tem nem publi aqui, eu tô falando, hein? Mas com leite, que é aquele antirrefluxo, pra segurar um pouco mais o leite dentro dele, né? Porque voltava tudo, e aí como era mais grosso a fórmula, então a gente, eu mesclava, né? O peito e a fórmula e tal, e aí ele foi indo e tal.
Tudo isso, tudo isso, tudo isso até o terceiro mês dele. Então a gente foi para a praia, ele ainda tinha refluxo, ele ficou um tempo ainda com refluxo. Quando melhorou? Melhorou quando a gente fez a introdução alimentar, né? Que a partir do... ali ele parou de mamar no peito com seis meses, porque ele não quis mais. Eu punho o peito na boca dele, ele tinha ânsia e aí já não queria mais. Então aí tirei o peito, ficou só com a fórmula.
E aí começamos a introdução alimentar. Então isso, pra mim, assim, já foi, tipo, beleza e tal, né, a vida andando. Só que aí eu voltei a trabalhar, essa minha amiga da viagem da praia me indicou pro banco.
como na época como estagiária, porque eu estava fazendo a faculdade ainda, e foi que eu fiz o processo de agente seletivo, um processo enorme, assim, durante a minha licença maternidade, e eu fui aprovada no processo do banco para ser estagiária lá, ou seja, eu tinha um trabalho CLT, vamos dizer assim, concreto, eu saí desse trabalho para ser estagiária no banco, que era de um ano, eu não sabia se ia dar certo ou se não ia.
Mas eu fiz, eu falei, não, vou fazer esse movimento. Então, quando eu voltei para os cinco meses lá da empresa, da seguradora, foi para dar o meu notice e entrei no banco. Ou seja, eu estava saindo da licença maternidade e entrando num trabalho novo.
E para quem tem dimensão do que é trabalhar em banco, vocês imaginam o negócio que foi. Porque é ambiente novo, pessoas novas, aí eu lidava com o povo de alta renda, executivo, eu era assistente das gerentes. E aí, gente, eu juro para vocês, eu chegava todo dia no trabalho chorando, eu chorava uma meia hora porque eu tinha deixado ele. E aí eu começava a trabalhar.
num trabalho novo que me demandava muito. O bom é que assim, eu trabalhava na época, a estagiária eu trabalhava acho que seis horas, então era menos, e aí eu conseguia meio que fazer essa administração, porque daí eu trabalhava até, acho que era das dez às quatro, horário bancário, e aí eu não entrava tão cedo, e aí saía num horário belezinha.
E aí, olha só, gente, o que aconteceu na minha vida nesse período, tipo em um ano, vamos dizer assim, em um ano, tá? Um ano. Bom, e aí então, parte profissional foi indo e as coisas foram acalmando, eu quero falar para vocês sobre a importância da rede de apoio.
Gente, aqui a gente assovicho bacana, né? Dei uma pausa aqui pra atender uma cliente e estou de volta. Bom, a rede de apoio, olha, ela foi fundamental na minha vida. E eu acho que vocês devem concordar comigo, ainda mais quem não tem rede de apoio, né? Eu tenho amigas, por exemplo, aqui, que tiveram um bebê aqui, a família toda no Brasil, e eu vejo drama.
diário e olha assim essa parte para mim no meu caso assim eu me sinto muito abençoada eu tive basicamente assim quatro anjos na minha vida e que me ajudaram a criar o gui né vamos dizer assim então foi a Tati que é prima
A Emma, que é irmã, a tia Nádia, que é mãe delas, e a avó Nancy. Essas quatro mulheres, assim, eu juro pra vocês, assim, eu não tenho palavras pra descrever o quão importantes elas são na minha vida e o quanto elas significaram, tanto na educação do Gui, quanto no suporte mesmo emocional de ajuda, de colaboração, de...
De sutileza, sabe? Aquelas pessoas que não atravessam, que fazem um respeito, assim, que eu sou grata a elas, assim, o resto da vida. Assim, eu falo, Deus manda mesmo, né, gente? Manda. As pessoas que são, assim...
fundamentais pra gente. Então, quando eu voltei a trabalhar, a Tati começou a cuidar do Gui, inicialmente na nossa casa. E aí depois a gente conversou e aí entendeu que seria legal eu deixar o Gui na casa dela, porque daí já teria junto, né? A Tia Nádia, a Ema e ela eram três mulheres, e aí também dava pra dividir todo o cuidado. Então, eu trabalhava, assim, absolutamente...
tranquila, tranquila nesse sentido, a paz, a gente já tá numa situação que, tipo, você queria ficar com teu filho, você queria, eu não tive essa oportunidade, então quem tem, erga as mãos pro céu e agradeça, porque eu não tive, eu gostaria muito de ter tido essa experiência, de ter ficado mais tempo com ele, mas eu não podia ficar.
E aí eu sei que também essa é a demanda de muitas mães, talvez da maioria das mães, precisa trabalhar e não tem o que fazer, né? E é isso e ponto. Não tem muito pra onde chorar. Esse era o meu caso, né? Mas ainda assim eu tinha elas, né? Que eu podia deixar ele. Então ele não foi de cara já pra escolinha, ele ficava com elas. O Gui foi pra escolinha com dois anos e meio. Então isso... E aí
Foi muito legal, ele já estava maiorzinho, era uma preocupação que eu tinha, eu queria que ele já falasse muito bem, ele já falava desde muito cedo, mas queria que ele fosse um pouquinho maior. E isso deu certo, eu consegui fazer. E aí, a partir disso, ele começou a ficar com a avó Nancy, que aí cuidou dele até a gente vir para o Canadá.
Não é brincadeira, mas ele ficava lá, né? Então ele ficou todo ensino fundamental, todo primário, ensino fundamental. Aí, ensino médio, ele já ficava em casa sozinho e tal, mas o Gui sempre ficou com elas, assim. Então, eu sempre trabalhei muito em paz, tirou, assim...
de mim, essa questão de falar, ai meu Deus, sabe, ele tá sendo cuidadinho do jeito que a gente cuidaria, assim. Então isso foi muito legal, e depois quando ele foi para a escola, ele também já foi maiorzinho, então isso eu acho que foi um privilégio, né, que eu acabei tendo, de ter essas pessoas na minha vida. E aí, por outro lado, toda a...
parte masculina também da família, né? Então, o tio Moisés, que é pai das meninas, o pai do Gui, pai do Gui, gente, é maravilhoso, a gente, né, mesmo estando junto, a gente é super amigos, assim, super parceiros. Meu pai, né, meu pai faleceu, o Gui tinha 11 anos.
Então ele também pôde conviver com meu pai, meu pai cuidava dele, ficava com ele, meu irmão. Então cresceu tudo junto, tanto na figura materna quanto na figura paterna, ele teve muito isso. E aí o Gui, já um pouquinho maior, com 5 para 6 anos, o Samuel entrou nas nossas vidas. Então todo esse processo...
também esse contato da versão masculina, entrou mais uma pessoa, então além de continuar todo mundo, aí acrescentou mais uma pessoa, porque a gente é todo mundo amigo, todo mundo se dá super bem, então Samuel foi apresentado para todo mundo e aí entrou, e a Mimi, que é a esposa do pai do Gui, também me ajudou a criar o Gui, então...
Ele já um pouquinho maior, acho que com 7 para 8 anos. Então, tudo virou uma grande família. E o Gui sendo o nosso ponto ali de união, de muito amor, de muito respeito, de muito carinho. Então, é claro, agora eu estou voltando para o Brasil para morar. Mas quando eu morava no Brasil, a gente morava todo mundo no mesmo bairro.
todo esse povo no mesmo bairro. Então, a gente era quase vizinho, Gui ia de uma casa para outra, assim, ó, tranquilo. Então, mora a tia Nádia, mora a vovó, mora o pai, morava a gente. E a gente, sabe, mesmo nas visitas para o Brasil, faço questão, vou para a casa deles, a gente janta junto e conversa. Então, independente do Gui estar junto ou não, tá? A gente tem um relacionamento extra. Então, gente, isso para nós, assim, eu falo que...
As pessoas certas vêm pra nossa vida e são pessoas que vêm acrescentar, que vêm contribuir. E aí depois disso as irmãzinhas do Gui, que são a paixão da vida dele. Eu falei, meu filho, do meu lado você não vai ter mais irmão, então essa responsabilidade é com teu pai e com a Mimi. Tá? Então é com ele, converse com ele, porque daqui...
E aí ele tem as meninas que ele é absolutamente apaixonado. Então, eu falo, né? Olha só, a família crescendo, as coisas acontecendo. Então, eu me sinto extremamente privilegiada. Extremamente privilegiada. Porque, assim, eu tive realmente esse acolhimento, essa rede de apoio. Gente, eu não sei o que seria se não fosse elas, assim. Eles todos, né? Eles todos. Não sei de verdade. Várias mães, o Gui tem vários pais.
E tá todo mundo ali se ajudando e com muito respeito. E aí a gente entende, né, que chega um belo momento que a mãe perfeita, a mãe que a gente idealizou, ela morre pra nascer, pra dar espaço pra mãe possível.
Eu acho que essa é a grande questão, a gente entender que a gente é a mãe possível e a melhor mãe possível. E esse talvez seja um dos processos mais solitários da maternidade, porque é como se fosse uma metamorfose interna, é tudo dentro da gente, da gente saber que o ser possível é...
É o top, é o que dá pra ser, é o que a gente é. E não precisa ser perfeito, idealizado. A experiência da outra pessoa é da outra pessoa. A nossa é a nossa. E eu acho que esse acaba sendo um processo muito individual. Não adianta a outra pessoa falar, você tá linda, você é isso, você é guerreira, você é uma baita de uma mãe. Sendo que a gente precisa achar o momento de sentir isso. Então, não vai ser do dia pra noite. Isso é um processo.
Eu vejo mães novinhas que estão nesse desespero e falam, meu Deus, quando que isso alivia? Gente, uma hora vai aliviando, uma hora vai... São as demandas de cada fase. Obviamente tiveram muitas outras fases que eu não estou trazendo aqui, porque senão esse podcast ia ter três dias.
Mas que eventualmente, né, eu vou trazendo em outros episódios, mas assim, esse foi o contexto geral. E aí fala, nossa Ju, mas um monte de desafio. Gente, é isso. A vida não traz desafio pra gente. A gente vai vencendo gradativamente cada um deles da melhor forma.
possível, não da melhor forma perfeita, não da melhor forma idealizada, a gente precisa tirar esse peso, e isso, gente, a gente precisa fazer, porque não adianta esperar que o outro vai ter essa compaixão ou reconhecimento diante da gente, não adianta, eu fui a melhor mãe possível pro Gui, e é isso, né, a gente sempre acha que poderia ter sido melhor?
Sim, mas eu fui a melhor mãe possível. E acho que é essa mensagem que tem que ficar. Isso tem que vir de dentro da gente. Sabe aquele momento que você olha assim do lado, tá? A criança chorando de um lado, a casa zoneada do outro, a gente precisando tomar banho, descabelada. E fala assim, eu não vou dar conta de tudo. Simples assim. Ah, mas o que vou...
Foda-se o que vão pensar. Eu não sou super heroína, não vou dar conta de tudo. Você sabe que tem um negócio que a minha prima me falou uma vez, que eu vou guardar assim pro resto da vida, porque eu achei que ela foi muito sábia no que ela falou. Eu perguntei pra ela, a filha dela hoje já tem 18, 19 anos, mas na época eu perguntei, Tati, o que você faz quando o bebê tá dormindo e tal? Ela falou assim, eu durmo, eu durmo também.
Aí eu falei, é? Ela falou, é. Ela falou, não, eu não sou aquelas que vão ficar atrás, agora eu vou limpar a casa, agora eu vou fazer isso. Ela falou, eu durmo, porque eu preciso estar bem para toda demanda que eu vou fazer, que eu preciso fazer. Então, o bebê dorme, eu durmo, eu como e durmo. É igual o bebê. Eu achei isso, gente, de uma...
sagaz, sabe, de um cuidado com ela mesma, um amor próprio, que geralmente a gente ouve o quê? Ai, o bebê dormiu, vou limpar a casa, eu vou não sei o quê, não tô dizendo que é pra viver num chiqueiro, mas assim, vai dividir a responsabilidade com o pai da criança, com quem ajudar, com quem, ah, precisa, alguém vai visitar, me ajuda com isso aqui, é se mostrar vulnerável, gente, é pedir ajuda, eu não sei porque a mãe é tão orgulhosa, pelo amor de Deus, achando que tem que dar conta de tudo.
Não tem que dar conditudo, tem que pedir ajuda sim. Pedir ajuda e descansar, descansar. E eu achei isso tão rico que ela falou. Então, ó, Tati, beijo. Os filhos não precisam de uma figura impecável. Precisam de alguém que esteja verdadeiramente presente. Capaz de acolher sim, mas também de frustrar eles quando necessário.
principalmente de reconhecer a própria humanidade. Maternidade é um processo de se perder para se reencontrar. Nesse processo, por mais que tenha gente se insegurando a nossa mão, é um processo que é muito nosso, é muito interno. A gente vai percorrer com os nossos próprios pés. Não dá para ninguém percorrer por nós. E vamos para o quadro Fale o que te vem na cabeça.
Esse é um quadro onde eu conto algo aleatório que aconteceu comigo, que eu vi, que eu vivi, que eu li e que me fez refletir. Bom, e aí eu falei para vocês que de agora até a nossa ida para o Brasil, eu vou contando algumas coisinhas de como está o nosso processo de retorno para casa, né? Então, ai gente, eu estou mega blaster ansiosa.
Eu estou, olha, eu lembro de ter ficado sim ansiosa quando eu vim pra cá e tudo mais. Mas assim, eu tô num sentimento agora, sabe aquele de final de maratona, que quando, parece que quanto mais perto tá chegando, parece que mais...
Mais longe, tá? Parece que mais tá demorando. É um momento que, assim, você sente que você já não tá totalmente mais aqui, mas você tem que fazer as coisas daqui e você não tá lá também. Porque apesar de já começar a ver as coisas de lá, você também não tá lá. Por exemplo, eu tô num período de...
juntar dinheiro para comprar os móveis eletrodomésticos básicos. Eu dividi minha lista em três etapas. Então, só para vocês entenderem, eu sempre tenho listas de prioridades, do que eu quero fazer, do que eu estou focando, para não ficar dispersando, porque senão cada hora é uma coisa que vai aparecer.
Então, eu tô nessa fase. A gente, como eu falei pra vocês no outro episódio, a gente já comprou a passagem aérea, já tem uma data de ida. E eu tô nesse foco agora, tá? O que é básico de uma casa pra gente sobreviver?
Então, coloquei lá, coloquei um colchão, porque tem que dormir, coloquei geladeira, coloquei fogão, coloquei uma TV, coloquei airfryer, a gente vai levar daqui. Então, acho que eu coloquei micro-ondas na segunda leva, não me lembro agora. Mas, ah, máquina de lavar roupa, vou ver se eu já compro uma lave seca, porque aqui eu não quero o varal, não quero estender roupa, porque aqui a gente perdeu...
100% esse costume, a gente não estende roupa aqui, né, e eu não quero estender roupa no Brasil, então já coloquei tudo isso na lista, aí comecei, fiz algumas cotações, cotações por cima, mas por quê? Porque a gente tem que ter ideia de valor, não dá pra fazer assim, ah...
Que valor que vai ser? Não dá. Então eu comecei a pesquisar, ó, quero mais ou menos nesse estilo, quanto mais ou menos é, e fui montando, fiz lá um orçamento, e agora estou nesse processo de juntar dinheiro para os eletrodomésticos.
E coisinhas básicas, né? Pra gente morar. Pra gente, assim, ó, consigo viver. Aí a segunda etapa começa a entrar coisas de qualidade de vida, né? Por exemplo, sofá, um rack, aí um outro colchão, um quarto de hóspedes, aí já micro-ondas. Aí começa a entrar umas etapas, né? Que essa lista de prioridades, ela vai ser diferente pra cada pessoa.
E a terceira parte de decoração, detalhes e tal, que é a parte que eu amo, na verdade, né? Que eu amo decorar. Eu ainda vou fazer um curso de designer de interiores, mas não para oferecer, é para mim mesma. Que eu amo, amo de paixão.
não, eu tô nessa fase, sabe, gente, que tô aqui ainda fazendo as coisinhas daqui, ainda tenho que terminar de vender coisa. Provavelmente, quando esse episódio for pro ar, eu já vou ter dado noores da casa, que é avisando o proprietário que a gente devolve a casa. E aí, tem 60 dias que a gente precisa sair daqui. Então, a gente já fez tudo calculadinho, tem que ser tudo calculado pra gente ir embora antes de vencer o prazo de 60 dias, que vai dar, obviamente.
Então, gente, estou nesse processo, sabe, meio lá, meio cá, e esse ficar meio que em cima do muro me deixa um pouco ansiosa, tá? Mas eu queria contar pra vocês, então, e aí, como eu falei, cada episódio eu vou atualizando do que a gente tá fazendo. Feito? É isso, me sigam nas redes sociais, julianabilha.rad, tanto no Instagram quanto no TikTok, e deixei o link dos nossos produtos e serviços se você quiser me acessar, tá bom? É isso, um beijo, até o próximo episódio, tchau, tchau!