Momento Fértil - EP 24 | O QUE FAZER QUANDO O POSITIVO NÃO VEM?
No episódio do Momento Fértil, Pedrita Albuquerque recebe as especialistas em reprodução humana assistida Dra. Altina Castelo Branco e Dra. Renata Falcone para falar sobre o que fazer quando o positivo não vem. O conteúdo explica possíveis causas da dificuldade para engravidar, a importância de um diagnóstico preciso e os exames indicados. Também reforça o impacto do estilo de vida aliado ao acompanhamento profissional. Por fim, orienta quando é o momento de considerar tratamentos e como lidar com o lado emocional desse processo._____Acesse também nossas redes sociais: Instagram: https://www.instagram.com/artfertil.r...Facebook: https://www.facebook.com/artfertil.re...Visite nosso site: https://artfertil.com.br/
- Testes de gravidez e falsos negativosExpectativa vs. Realidade · Estatísticas de sucesso · Taxa acumulada de tentativas
- Investigação após negativoPersonalização do tratamento · Ciclo natural vs. medicado · Endometrite · Imunologia da implantação
- Fábio como AlternativaIdade e quantidade de óvulos · Impacto emocional e financeiro · Epigenética
- Fertilidade femininaEmbrião como semente · Útero como terreno · Janela de implantação
- Período de Espera como PreparaçãoDescanso emocional e físico · Otimização de protocolos · Banco de óvulos
- Fertilidade e GravidezMicrobioma endometrial · Receptividade endometrial · Fertilitans
Olá, seja bem-vindo e bem-vinda ao nosso podcast Momento Fértil, o podcast que te ajuda no planejamento da sua parentalidade. Hoje, vamos discutir um tema que foi sugestão do nosso público. Quando o positivo não vem, o que fazer? E para discutir sobre esse tema, temos duas convidadas muitíssimo especiais.
doutora Renata Falcone, que é ginecologista, obstetra, especialista em reprodução humana, e doutora Altina Cartel-Branco, que é diretora técnica da Arte Fértil. É um prazer recebê-las aqui para essa discussão.
Pedrita, agradeço demais o seu convite. Acho que, para mim, é uma satisfação imensa estar dividindo esse momento tão especial com você e com a doutora Altina, que é grande referência para a gente. Então, trazer essa temática do podcast de hoje, para mim, o convite foi, na verdade, uma necessidade realmente de vir falar, porque é um momento de acolher. Quando a gente chega e vai para a temática do podcast, a gente vai falar sobre acolhimento.
Então, me sinto muito feliz em participar dessa noite e desse momento tão especial, juntinho de vocês.
Eu também estou muito feliz de estar aqui. Faz um tempo que eu não participo do podcast. E é um prazer, porque é um tema difícil, mas é um tema que a gente tem que falar. Porque eu digo muito isso, notícias boas, todo mundo está pronto para receber. O difícil, e é nessa hora que é importante a gente estar junto, é nas horas que a gente recebe o não.
que a gente recebe uma notícia difícil. E é ali que a gente vai fazer a diferença, como a Renata falou, do acolhimento. De dizer, você está triste, mas a gente está junto. E vamos atrás, sim, do positivo. Perfeito. Obrigada a vocês.
Para abrir essa discussão, eu queria saber de você, doutora Renata. Quando um teste dá negativo, depois de toda a expectativa, depois de todo o tratamento, toda a jornada que foi percorrida, isso significa que não tem mais saída? O que é que pode estar por trás desse negativo?
Eu sempre converso muito com o casal antes de começar a jornada. Porque, na verdade, todo casal que vai, pela primeira vez, se submeter a um tratamento de reprodução assistida, ele vai chegar cheio de expectativas e é óbvio, porque tem que ser assim. Só que a gente precisa também alinhar muito a expectativa e a realidade.
Então, é muito importante a gente continuar dessa forma extremamente positiva, com expectativa alinhada, mas também trazendo para o casal a realidade do processo. Então, a gente gostaria muito que a reprodução humana trouxesse para a gente 100%.
Mas a gente ainda está longe de conseguir o 100%. Então, a gente sempre vem trazendo para o paciente isso. Olha, a expectativa da gente vai estar muito alta quando a gente está diante de um casal que tem todos aqueles detalhes ali pareados, né? Uma idade, às vezes uma quantidade maior de óvulo. Então, a gente vai sempre dizendo, ah, vai dar certo. Mais óbvio que sempre falando de estatística, de possibilidade.
E aí eu sempre digo muito isso, a gente tá pronto pra receber esse sim, mas a gente também precisa começar o processo entendendo que pode ser que esse não também venha. Então, de uma forma muito otimista, obviamente, a gente vai conduzir o tratamento, mas sempre com muita expectativa e realidade alinhada.
Então, eu sempre falo isso, um negativo não é o fim do mundo, não é uma certeza de que você não vai conseguir engravidar depois. Então, muita gente acaba dizendo, ah, eu cheguei no topo do escalonamento do tratamento, tô indo pra um tratamento de altíssima complexidade. E como é que de repente eu não engravido?
Então, a gente tem que dizer, ah, não é. Então, a gente sabe ali que uma transferência de um embrião biopsiado, ela vai ter 64, 65% de chance de engravidar, mas ela vai ter 35% de não engravidar. E se isso acontecer, a gente precisa trazer essa paciente pra junto, dizer, epa, vamos embora.
A gente tá aí, a gente começou, a gente teve uma tentativa, a gente não conseguiu esse positivo, mas a gente tem aqui muita coisa pra fazer, né? Então, assim, eu sempre falo isso, a gente vai olhando detalhes, muitas vezes a gente já chega pra paciente dizendo isso, olha...
Talvez vale a pena a gente mudar esse protocolo de transferência, vamos tentar de uma forma diferente. Então, tentando trazer essa resposta para a paciente, mas também empoderando essa paciente para ela entender que o processo vai depender sim de qualidade embrionária, vai depender sim de qualidade endometrial, vai depender sim da técnica de transferência, mas que mesmo a gente chegando no 100% de tudo, o tratamento não é 100%.
Então, a gente vai trazer, eu sempre digo isso muito pro casal, levanta a cabeça, vamos, a gente só começou e a gente sim quer fazer um gol de primeira, mas se a gente não consegue esse gol de primeira, a gente tá aqui pronto pra conseguir seguir esse tratamento, continuar conduzindo esse casal, porque a gente sabe, né, que a expectativa do positivo é grande e essa expectativa é grande pra gente também.
Quando o positivo chega, é uma alegria imensa da equipe inteira, né? Da nutricionista, da psicóloga, da enfermeira, da embriologista, da médica. Então, essa família está torcendo para que isso chegue. E aí, a gente vai estar sempre realmente puxando e alinhando essa equipe para que a gente consiga, assim, transformar esse negativo em um positivo futuro. É verdade. O que a gente tem que entender, e é, bom...
é que a gente fala aqui no Brasil como se fosse a tentativa.
Mas quando você vai ver, e nos trabalhos médicos, ou quando o europeu, que é mais racional, ele fala, é uma tentativa. Então, eu acho que colocar na cabeça da paciente que é uma tentativa, e que se aquela tentativa não der certo, ela tem uma segunda, ela tem uma terceira, e é por isso que eu falo muito da taxa acumulada. Então, quando você vai para o fim de duas, três tentativas, a gente chega mais próximo de 80%, 90%. Então, eu acho que é uma tentativa.
Então, é pensar assim, esta não deu, mas amanhã pode dar. E a gente tem que ter a persistência, e é muito bonito, todo mundo fala a resiliência de ficar persistindo. É claro que também, até que ponto? É uma pergunta que muitas vezes ela faz, eu devo insistir. Aí, eu acho que é pensar, como a Renata falou.
Poxa, eu vou insistir uma segunda e uma terceira, vale a pena? Bom, se essa paciente conseguiu ter óvulos, teve um parceiro, teve seme, teve bons embriões, então ela tem uma qualidade embrionária boa. O útero dela tá apto, não tem nenhuma patologia, nada que a gente diga, senão esse útero não responde. Então, por que não ter esperança?
E persistência, porque a gente sabe que é possível. Agora, se é uma paciente que realmente ela fez uma tentativa ou até duas, e os embriões não são de boa qualidade, morfológica ou genética...
Aí é onde eu acho que cabe a gente sentar e pensar assim, vale a pena? Ah, mas eu quero, mesmo sabendo que minha chance é pequena. Aí tudo bem, ela estando informada e querendo persistir, mesmo sabendo, até porque medicina nunca é zero e nunca é cem, aí a gente vai tentar. Mas sempre com essa noção, se a gente está num prognóstico melhor ou num prognóstico pior.
Perfeito. Doutora Altina, e quando esse negativo ele vem, o que se abre de investigação após esse negativo? O que é que pode estar associado a esse positivo não ter vindo? Qual o raciocínio clínico a partir disso?
Isso é muito comum as pacientes dizerem, por que não investiga logo tudo para ter o positivo de primeira? E eu digo muito assim, que às vezes não tem uma pílula ideal, senão a gente não tinha 50 tipos de pílulas ou mais. Então, aquele tratamento às vezes foi melhor para aquela paciente e para outra o outro.
senão a gente não teria tantos protocolos. Então, às vezes, a gente faz um estímulo hormonal com uma droga e, no entanto, ela faz com outra e teve uma resposta melhor àquele outro tipo de remédio. A gente tenta uma transferência em um ciclo medicado artificial e não engravida.
Aí na outra vez eu tento um ciclo natural e às vezes a gente vai fazendo também mais investigações a nível de esteroscopia no útero. Então, por que não faz logo tudo isso para todo mundo? Pode ser feito, mas às vezes vai sendo mais invasivo para uma estatística menor. Então, eu acho que é realmente a gente ir personalizando de acordo com a história da paciente. E não adianta, por exemplo, eu querer fazer um ciclo natural.
Se a paciente não ovula, se às vezes ela mora muito longe no interior e aí ela não vai conseguir detectar exatamente o dia da ovulação, aí eu vou acabar fazendo um tratamento no ciclo natural para transferir e eu não vou detectar a data certa da ovulação. Aí é melhor eu fazer no medicado. Então, é a gente ir vendo caso a caso e tentando melhor para o contexto daquela paciente, tanto clínica.
quanto também pessoal, porque às vezes não adianta eu exigir, como Renata falou, uma jornada extenuante, porque se corpo e mente funcionam juntos, imagina ela estar viajando horas e horas, o estresse, o exame que não sai no dia, porque fez longe e às vezes o laboratório não deu, então a gente tem que tentar tornar esse tratamento efetivo.
que dê certo, mas que também ela esteja bem, porque aí as coisas fluem melhor. Eu acho que, doutora Altina, tocou num ponto importantíssimo. Na reprodução humana, eu acho que não cabe a gente não individualizar e não personalizar.
Então, acho que individualizar o tratamento, personalizar cada história, deixar essa paciente como protagonista da própria história. Então, isso eu acho que, na verdade, é um ponto-chave. Então, como ela fala, dentro da reprodução humana, uma linguagem técnica que a gente acaba usando muito e que está em todos os congressos no mundo inteiro, é a quantidade de add-on.
que são, na verdade, alguns detalhes que a gente não tem um grau de aprovação AAA, mas que a gente acaba fazendo. Ah, não, eu acho que talvez essa paciente com essa história clínica se beneficia com o uso dessa tecnologia. Então, é isso que a gente precisa alinhar. Então, será que para toda paciente eu vou fazer o mesmo protocolo sempre? Não.
Então, muitas vezes, mesmo a gente trabalhando de uma forma extremamente alinhada, então aqui dentro da clínica, a gente tem um protocolo da clínica, óbvio, mas mesmo a gente trabalhando de uma forma muito alinhada, vai ter, como a doutora Altina diz, uma médica que vai preferir começar por um ciclo natural, a outra por um ciclo medicado, e às vezes até as pacientes se conversam, né? Sim.
Ah, por que o meu ciclo é natural? Por que o seu é medicado? Na verdade, minha gente, o objetivo é esse. É individualizar e personalizar. Pacientes que tem um ciclo menstrual muito regular, muito certinho, um ciclo natural é maravilhoso. Como a doutora Altina disse, é uma paciente que mora aqui em Recife, pertinho da gente, maravilhoso. Mas e aquela paciente que vem de longe, de outro estado, às vezes até de outro país, que a gente precisa alinhar data. Então, o ciclo medicado pra ela vai ser muito melhor.
E aquela paciente que não menstrua nunca, ou que menstrua a cada 60 dias, né? Um ciclo medicado vai ser fundamental. Não dá pra gente acompanhar um ciclo natural de 60 dias. Então, na verdade, o objetivo é a gente estar sempre alinhando pra realmente elevar esse prognóstico pra o melhor possível. Então, eu tenho sempre uma premissa muito importante, que é time que tá ganhando não se mexe. Por quê? Eita, eu transferi, ela engravidou. Perfeito? Aí ela vem daqui a um ano. Eu vou dizer...
Foi o que eu fiz, deixa eu olhar. Menina, vou fazer igualzinho. Normalmente ela vai lá, engravida. Mas já aquela paciente que a gente vende um negativo, a gente vai mexer. Então, como ela fala, né? Às vezes aquela droga que é a melhor droga de lançamento top, a gente olha e diz, poxa, eu tinha 14 possíveis folículos pra crescerem e de repente cresceram 10. Então eu vou mudar a droga, né? Eu vou mudar o prime, eu vou tentar fazer esse estímulo de uma forma diferente, né?
Eu vou alongar, esticar um pouquinho mais esse estímulo pra poder a gente ter mais óvulos maduros. Vou fazer um trigger diferente. Então, eu acho que, na verdade, a gente faz muito isso. A gente acaba individualizando, óbvio, personalizando e usando muito do ciclo anterior da paciente pra gente ir trazendo o que veio de positivo e o que veio de negativo. E eu acho que quando a gente tem um ponto-chave importantíssimo...
essa confiança no processo, que eu sempre falo isso pra paciente, a gente precisa acreditar na fertilização in vitro, né? Então, a gente entende a fertilização como a cura da infertilidade pra um número gigante de casais no mundo inteiro. Então, por que não pode ser com você, né? Então, talvez... Eu lembro, você falou do protagonismo da paciente.
E é engraçado, em alguns poucos casos que eu me lembro bem, quem decidiu a conduta da paciente foi ela. Como? Vou dar um exemplo aqui que eu me lembrei, já é uma paciente antiga. Ela fazia o estímulo ovariano e o ovário respondia muito lentamente. E aí sempre o estímulo era longo.
E aí quando ela colocava o embrião não dava certo. Isso ela veio de uma clínica que às vezes os pacientes querem mudar e vão para outra. Aí ela já contou para mim assim, ela fez o estímulo e ela disse, doutora, sempre é muito longo. E quando ela também foi preparar o útero para o embrião que ela tinha congelado.
O útero também dela, no medicado, que dava o remédio, respondia devagar. Ela disse, mas no natural, todo mês, meu ciclo é muito curto. Será que a gente não tá colocando os embriões tarde demais? Aí eu disse, pois eu vou fazer diferente. Fiz no ciclo natural, ela ovulou no nono, coloquei e engravidou. Aí eu disse, quem tratou foi ela.
Foi ela que acertou a janela. E aí foi assim. Então, assim, às vezes, é um toque, é uma dica, é ouvir o que a paciente tem a dizer. E dizer assim, poxa, se realmente o corpo dela funciona assim, por que a gente não vai respeitar a natureza, a fisiologia dela? E às vezes ali funciona, né?
Isso é lindo, né? Porque é isso que a gente fala, é você realmente, como ela falou, né? É levar o protagonismo, é isso, é você estar ali como médico, você é o condutor do tratamento, lógico que você é, mas ela escutou, ela ouviu, ela foi ouvinte, né? Então ela trouxe, fez sentido pra ela e total sentido, ela entendeu isso como uma excelente dica da paciente, ela foi lá e fez, e deu certo.
E aí uma coisa que a gente fala muito dentro da profissão da gente, né, doutora Altina, é que existem muitas coisas que fogem também do óbvio, não é verdade? Então quantas vezes a gente não olha e diz assim, meu Deus do céu, é assim. Aí a gente vê um ovário, eu sempre falo, o ovário é uma caixinha de surpresa. Tantas vezes surpreende a gente. O endométrio que a gente às vezes diz assim, meu Deus, esse endométrio não é o endométrio 0,9.
É um endométrio de 0,7. Mas foi o melhor que a gente trouxe pra essa paciente. Ela vai lá e arrasa com positivo bem lindo. Às vezes até grávida de gêmeos. Então, assim, é acreditar. Eu acho que o médico... E eu acho que isso faz muito sentido pra paciente. Quando ele percebe que o médico acredita nela.
Então, a gente como médico tem isso, né? Eu vou acreditar até o fim, né, doutora Altina? Tem que ter sempre a esperança. E vou investir nela, logicamente, com a realidade toda, né? Perfeito, excelente. Doutora Altina, na pergunta anterior, você colocou sobre a esteroscopia ser um dos exames que podem ser solicitados para uma investigação mais precisa ali do útero. A partir desse exame...
Que tipo de conduta pode ser orientada essa paciente para ela aumentar a chance desse positivo, já que é um exame bem corriqueiro? Eu gosto de dizer o seguinte, que numa fertilização eu tenho dois artistas principais. Um é o embrião, que para eu ter um bom embrião, o embrião que evoluiu até o estágio de blastocisto e que pode ter feito estudo genético, como a Renata falou. Então, ele eu digo que é a semente.
E o útero é o terreno, é onde eu vou colocar esse embrião para depois ele enraizar, haver a anidação, a gravidez. Então, o embrião, a gente faz a fertilização, captou o óvulo, juntou com o espermatozoide e está lá. A gente está observando e avaliando no laboratório.
O útero, de rotina, a gente faz ultrassom, a gente faz um preventivo, exame ginecológico, mas a gente não tá vendo a olhos vistos. A esteroscopia é isso, eu vou entrar com uma câmera e vou ver se ela tem alguma inflamação, que é uma endometrite.
um pólipo, uma cicatriz, uma cinéquia, na grande maioria das vezes o ultrassom vai detectar em 90% a 95%. Uma endometrite é mais difícil o ultrassom ver, mas às vezes vai dar um sintoma de que o endométrio não prolifera tão bem, ela tem sangramentos, mas é aí onde você vai ver na exceção, apurando com esse exame.
E aí, se você avaliou a cavidade e está toda boa, então você garante que anatomicamente o útero está ok, funcionalmente, porque não tem inflamação, e já tem o embrião. Aí, de uma forma simplista, o que mais falta é acertar a janela de implantação, que é o outro mistério da reprodução, que é aí onde a gente fala, vamos tentar...
acompanhar a ovulação no natural, vamos imitar, mas a grosso modo é um pouco isso que eu digo para os pacientes, que é por isso que é uma tentativa, porque a gente sabe avaliar o útero e o embrião, mas a gente ainda não tem todas as respostas para acertar a janela de implantação. Mas tentando uma vez, tentando outra, se o útero está ok e o embrião está ok, uma hora a gente acerta e consegue emplacar nesse positivo.
E agora uma coisa que a gente vem vendo muito também de estudos e de uma crescente, é a imunologia da implantação. Então isso é uma coisa linda, a gente vai vendo as reações imunes, vai percebendo o porquê de algumas pacientes com alguma doença autoimune tem uma dificuldade maior de implantar.
Então, eu acho que, é como o doutor Altina fala, existe aí o grande, né? A gente falou do protagonismo feminino, mas o grande protagonista é sim o embrião. E a gente sabe da importância imensa do endométrio, mas como ela fala, numa ultrassom, radiologicamente falando, a gente vai ver ali espessura, não é? E aí, quando a gente entra com a esteroscopia...
A gente vai conseguir, além desse olhar anatômico, a biópsia desse tecido endometrial para tentar estudar um pouquinho da imunologia, da reprodução. Então, para pacientes com casos de falha de implantação, com uma história já pregressa...
Sem esse positivo, sim, com certeza, a esteroscopia com a biópsia seria um artefato importantíssimo para a gente poder ter mais respostas e conseguir melhorar essa estimulação e esse tratamento para o momento de implantação. Acho bem válido, sim, também, doutora Altina.
Perfeito. E dentro dessas situações que foram colocadas por vocês, a endometrite identificou, tratou, pode novamente, muito em breve, fazer uma nova tentativa, correto? Correto, correto. Trata com antibiótico. Hoje, no Congresso Brasileiro do ano passado, eles falavam muito em, depois que tratar, às vezes até fazer uma nova biópsia pra confirmar.
que o antibiótico foi eficaz e tratou endometrite. Perfeito. E aí, na sequência, ela já tá pronta pra fazer de novo. E, se Deus quiser, ter o positivo. E uma coisa que eu acho que alinha muito até é a nossa conduta com a sua, Pedrita.
É que depois, eu sempre falo isso muito pra paciente, quando a gente usa um antibiótico, a gente vai estar matando bactérias boas também. Então, é a fase também da gente talvez fazer um probiótico, tentar conversar com a Nutri nesse momento e dizer assim, vamos tentar fazer uma dieta aí pra melhorar essa flora.
Exatamente, porque o microbioma, a microbiota endometrial é importantíssima para essa implantação. Então a gente precisa, a gente vai fazer um antibiótico, porque sim, o tratamento da endometrite crônica é antibiótico, e um antibiótico que tem um espectro de ação excelente, mas a gente depois vai precisar repor essa flora.
E aí é a hora de a gente dizer assim, vai Pedrita, organiza essa paciente, que agora vai chegar a vez da nova transferência. E se Deus permitir que vai, a gente vai aumentar aí a chance do positivo dela. Perfeito, perfeito, excelente. Bem colocado nessa contribuição da nutrição também, nessa jornada, né? De preparar esse terreno, como o doutor Altina colocou.
para que essa chance também possa aumentar. Então, existe sim essa contribuição da nutrição, tanto melhorando essa receptividade endometrial, ou a partir de um diagnóstico, dentro de uma falha de implantação, a gente poder ser mais específico naquilo que a paciente precisa. A mesma linha de raciocínio dos fertilitans. A gente vai junto, dando esse suporte nutricional. Excelente.
Dentro dessa jornada, das falhas, das tentativas, pode chegar um ponto em que a ovodoação passa a ser uma possibilidade para ela? E em que momento isso acontece, em que a ovodoação pode ser colocada como alternativa?
Posso começar, doutora? Pode, é vontade. Não, eu sempre vou dizer muito isso, né? Eu raramente abordo a ovodoação como uma primeira conduta e um primeiro momento com aquela paciente. Então, normalmente, a gente, obviamente, vai estar alinhando dois fatores importantíssimos.
Número 1, idade da paciente. Número 2, quantidade de óvulos. Então, são coisas muito importantes pra gente valorizar. Então, lógico, chegou pra gente uma paciente de 48 anos, eu não vou estar dizendo, ah, vamos investir no estimulação ovariana, ah, você vai ter uma chance maravilhosa. Não vai. Então, a gente precisa realmente explicar pra ela, mostrar a realidade, a expectativa, tudo, como eu falei no início da nossa conversa.
Mas, obviamente, para uma paciente que é uma paciente que está lá com seus 40, 42 anos, que é uma idade aí que a gente sabe que o consultório da gente está lotado, né, doutora Altina? A gente tem muita paciente nessa faixa etária, 40, 42 anos, que às vezes já fez um estímulo, já não conseguiu uma quantidade ideal de óvulos, ou que a gente tem uma pirâmide que a gente fala muito.
Para uma paciente com menos de 35 anos, normalmente a gente vai precisar em média de 6 a 8 óvulos para a gente ter um embrião euploide. Não é um blastocisto, provavelmente a gente vai ter aí uns 3 blastocistos, mas para pelo menos a gente ter um euploide.
Numa paciente de 36 até 39 anos, a gente precisaria ir pelo menos de uns 10 óvulos. Numa paciente de mais de 40 anos, a gente precisaria, mais de 42 talvez, a gente precisaria ir de uns 16 óvulos. Então, muitas vezes você precisa dizer isso pra paciente. Olha, se é um paciente que tem 42 anos, que tem uma reserva ovariana de 8 folículos.
Então, provavelmente, eu vou precisar fazer dois, três estímulos pra gente conseguir esse embrião. E, às vezes, esse embrião não vem. Ele pode vir, ele vem, mas, às vezes, quando a gente vai mandar pra estudo genético, essa peneira é muito grande e a gente não consegue esse embrião. Então, assim, eu sempre falo muito.
vai depender muito da estrutura emocional da paciente para aquele momento, porque a paciente muitas vezes vai se fragilizar com uma tentativa de não sucesso, a segunda tentativa de não sucesso, a terceira, às vezes ela está ali realmente muito fragilizada. E outra coisa também que é muito importante, que a gente sabe, é que seria muito lindo se a gente dissesse, ah, faça um, dois, três ciclos, mas assim, existe um ponto limitante grande também.
parte financeira, que a gente sabe que é muito pesada. Então, eu sempre falo muito isso. Vai depender se essa paciente tem óvulo, vai depender da idade dessa paciente, vai depender do impacto emocional que essa paciente já sofreu e vai depender também, obviamente, do ponto de vista financeiro, pra saber se ela vai continuar tentando outro e outro e outro estímulo. Então, sim, a ovoduação precisa ser abordada de uma forma extremamente humana e empática, desmistificando o que é a ovoduação.
tantas vezes a gente vai ali, quando a gente vai falar de ovo doação, a paciente ali vai estar cheia de mito, de inverdades sobre o processo, e aí a gente vai trazendo realmente essa tranquilidade, falando muito mais da epigenética, falando muito mais desse ato tão lindo, que é você aceitar receber o óvulo. É uma adoção, não é? É uma coisa linda. Ela vai aceitar.
E é exatamente o que a Renata falou, né, doutora Renata, eu achei perfeito. E agora, o que me surpreende ao longo desses anos é que, é como você disse, é falar de uma forma simples e sem valores, porque às vezes eu já me peguei pré-julgando. Por exemplo, com medo de falar de uma ovo doação...
E a paciente virou pra mim e ela disse, ah, doutora, eu quero a gravidez. Qual é que eu tenho mais chance? É verdade. E eu disse, hã? Aí ela disse, é, eu não tenho um pouco óvulo. Eu vou precisar de muito, porque eu tenho 42. Eu vou precisar de uma quinzena e eu só vou me dar dois, três. E aí, se eu corro o risco de não ter nenhum embrião...
Pois eu quero é a ovo do ação, que eu vou garantir mais chances. Em compensação, eu já ouvi também pacientes que miraram pra mim e disseram assim, se eu precisar fazer quatro, cinco vezes, eu prefiro, mas eu quero tentar com o meu gameta. Porque eu tenho outros valores e eu quero tentar com a minha genética.
Então, eu acho, eu aprendi, meio que eu vou falando na consulta, quase como uma aula. Aí vou dizendo assim, olha, o ideal era ter, como você disse, tantos óvulos, porque tem todo esse funil, o que você prefere? O que é mais interessante é você tentar uma, duas vezes, e aí até nessa questão, para tornar mais leve, eu digo...
Veja, se a gente precisa de uma quinzena de óvulos, e se você só tiver seis, não é que o óvulo não é bom, é que o número era pequeno. Aí você vai precisar talvez de duas. Então, ela entende que se na primeira vez não der certo, tiver um negativo, porque o número era pequeno, e que ela pode tentar de novo. Ela já vai entendendo antes mesmo de passar pelo processo. É verdade.
que aquele primeiro era um número mais reduzido. Então, o não nessa hora fica menos dolorido, porque ela já entendeu que ela vai num caminho, numa jornada mais difícil.
E aquela que diz, ah, não, eu não quero correr o risco de passar por uma, duas, eu quero já esse bebê de uma forma, vamos dizer, não vou dizer que é mais fácil, mas mais assertiva, e eu quero, porque eu não tenho condições financeiras ou emocionais, e também porque, para mim, às vezes essa paciente diz, se eu vou estar grávida, se eu vou gerar...
Para ela, às vezes, a questão do óvulo ali não é tão significante. E aí ela aceita de pronto uma ovo-doação. Então, hoje eu falo para todas quando eu vejo que está num contexto mais difícil. Ô, doutora Altina, e agora eu vou lhe fazer uma pergunta. Me diga se não são 100% de suas pacientes que receberam óvulos que foram ovo-receptoras.
Que tem uma satisfação, uma gratidão, uma alegria imensa. Eu digo, eu não tenho uma paciente que veio pra ovo doação, que foi receptora de óvulo, que quando engravidou, não ficou feliz, não ficou grata. É uma coisa tão linda. E assim, a gente vê. Toda vez eu digo, meu Deus, eu nunca vi uma paciente minha chegar e dizer, me arrependi. Ah, também não. Nunca. E olha, veja, a gente trabalha com reprodução. Doutora Altina, tem o quê? 20 anos de reprodução humana. Um pouquinho mais.
Deixa pra lá. Eu tenho mais de 10 anos. Então, assim, veja, é um N muito grande de satisfação. Então, eu sempre falo isso, assim. Se realmente chegou o momento em que as tentativas foram falhas, que esse positivo não veio, que as alternativas parecem ir embora.
abra seu olho e seu coração para outras possibilidades, porque é o momento realmente de você olhar, e como ela disse, né? Meu Deus, eu já tive paciente que olhou para mim e disse, doutora, o que eu quero é ser mãe. Então, é isso. É abrir o coração, é abrir a mente, é abrir todas as possibilidades para dizer, é isso, doutora, então, racionalmente, hoje a gente chegou nesse limite.
Então, pra mim, eu quero virar essa página e quero partir pra esse novo cenário. Porque eu quero ser mãe. Então, minha gente, isso daí, na verdade, o dia a dia de trabalho da gente é esse. E essa satisfação depois, quando esse positivo chega...
Tanto de um paciente que veio de primeira, como realmente persistiu com óvulos próprios, como essa paciente de ovo recepção. Minha gente, é uma alegria que não tem fim. É o que alimenta, é o combustível do nosso trabalho e do nosso dia a dia. É verdade. Eu acho que é isso. É a melhor gratificação. Perfeito. É verdade.
Inclusive, o tema ovodoação já foi discutido em um dos nossos episódios aqui no Momento Fértil, e você no nosso canal pode acessar e saber ainda mais todos os detalhes dessa alternativa dentro da reprodução assistida. Dentro de uma tentativa e outra, muitas vezes existe um tempo desejado pela mulher, ela quer se recolher, ela quer pensar.
ela quer se organizar, enfim. Esse tempo, existe um limite de espera de uma tentativa para outra? Isso é colocado dentro da consulta que essa mulher pode esperar, a depender do contexto emocional dela, faz parte? Muitas vezes ela deixa eu pensar e eu volto. É comum isso acontecer?
Veja, Pedrita, eu falo muito assim, que muitas vezes, no meio de uma batalha, a gente perdeu ali o primeiro momento. Às vezes, esse descanso é necessário, como você fala, para ela se reerguer, para ela voltar a acreditar, para ela se recuperar emocionalmente, para o corpo dela se recuperar. Mas a gente precisa também ter essa conversa muito franca com a paciente, porque às vezes essa paciente também não tem tanto tempo.
Tempo que eu falo do ponto de vista cronológico mesmo. Então, muitas vezes, por isso que a gente tem uma tendência grande de conversar, principalmente com essas pacientes que já passam aí dos 38, 39 anos, do protocolo do estime, que é uma estimulação dupla, porque a gente sabe que a gente consegue otimizar essa fase.
muitas vezes é já alinhando, como a própria doutora Altina falou, a gente ela já sabe que ela vai conseguir 6, 7 óvulos, mas ela sabe que ela vai precisar de 15, então ela já vem preparada pra estimular, estimular né, e seguir pra segunda fase, que seria essa fase aí né, de fertilizar esses óvulos e de repente ela tá ali construindo o seu próprio banco de óvulos
Então, mas eu sempre falo isso, vai depender. Então, essa sua pergunta, pra mim, a resposta é depende. Talvez se for uma paciente ali que foge do habitual, uma paciente muito jovem, 28, 30 anos, com uma quantidade muito grande de óvulo, às vezes ela tem realmente esse tempo pra ela descansar, pra descansar o corpo dela, mas quando essa paciente já tá num momento de idade um pouco mais avançada e de um comprometimento maior da reserva ovariana...
Eu falo muito que muitas vezes o estímulo que é mais próximo um do outro até otimiza. Então, isso já está em vários guidelines, isso já é provado na literatura científica. É igual uma reação alérgica, eu uso muito esse termo. Eu comi caranguejo hoje, aí eu fiz uma reação alérgica pela primeira vez. Se eu comer caranguejo daqui a um mês, essa minha segunda reação vai ser mais forte.
Então, ou seja, existe uma resposta TH1, TH2 no meu organismo, que é o que vai acontecer com os receptores das drogas de reprodução assistida. Então, às vezes ela responde, mas aí quando a gente vai para um estímulo no mês seguinte, aquela resposta é bem maior. E aí eu converso muito com a paciente também, porque nessa fase, de vez que ela está caída, a gente levanta e diz, vamos embora.
Não vamos parar não, porque aí a gente consegue já, talvez, levantar essa autoestima que tá ali derrubada, né, por causa de um tratamento de insucesso e não deixa tanto tempo ali pra ela tá pensando e aí a gente diz assim, vamos, não cai não, que eu te levo junto. Então eu acho que, na verdade, a resposta essa vai depender do tempo, né, e a gente precisa ser muito honesta com elas.
Concordo plenamente, é isso aí. Depende disso, né, se ela tem poucos óvulos da idade. Agora, e também tem o oposto, sabia? Sobretudo quando a paciente já tem embrião congelado. Aí eu já tive paciente que terminou um beta, deu negativo, ela já queria voltar pra botar no outro mês o outro embrião. Porque ela não quer nem chorar muito, porque ela diz, não, não quero pensar no negativo, ela já quer olhar.
E aí eu vou de acordo com o contexto. Se é uma paciente que eu já investiguei tudo, a gente vai tentar mudar apenas o protocolo, como a gente falou, o embrião congelado. Mas se é uma paciente que foi uma primeira e que eu acho que eu posso investigar mais...
Aí às vezes eu digo, calma, vamos tentar pensar aqui se a gente pode ainda pesquisar mais alguma coisinha, se não deixou passar alguma, como a gente falou, uma esteroscopia, ou avaliar mais alguma questão imunológica, e aí na sequência tentar de novo. Perfeito, excelente.
Estamos chegando ao final do nosso episódio. É um tema que rende muito. E se você que está assistindo tem alguma dúvida. Você pode deixar aqui nos comentários. E também pelo QR Code que aparece em algum desse espaço aqui da tela.
Você pode escanear e entrar em contato com o nosso canal de agendamento e agendar a sua consulta para iniciar ou continuar o seu tratamento, especialmente se está vivendo essa jornada do negativo em busca do positivo. Para finalizar, eu queria escutar cada uma de vocês, deixando uma mensagem final para essa mulher, para esse casal que está nos assistindo, que está vivendo esse negativo, mas que não desistiu do positivo.
diante do que vocês têm visto em aulas, palestras, do que vocês também têm ensinado aos outros alunos, o que é que vocês deixariam de mensagem final e a rede social para que todos possam manter contato.
Antes de dar minha mensagem final, queria muito agradecer esse convite, Pedrita. Queria muito agradecer a oportunidade, porque essa conversa é uma conversa, a gente sempre se fala nos corredores, nos hospitais, nas salas de punção, nos congressos, mas uma conversa dessa é uma conversa aqui para a gente, apesar do tema ser um tema forte, é uma conversa leve, porque permite que a gente também se mostre, então traga essa transparência.
E aí dizer, a oportunidade está ao lado da doutora Altina, então ouvir o que ela pensa, ouvir o que Pedrita pensa, isso também enriquece muito a gente e faz com que a prática da gente sempre fique mais aprimorada. E pra você, querida paciente, querido casal, eu sempre falo que a gente só vai conseguir o positivo quem tenta. Eu, no começo da minha vida, como médica fertileuta, dizia, poxa, esse termo tentante, né?
É tão duro, mas a gente hoje entende, na verdade, que é isso. É porque é tentar. E se a gente não tenta, é todo mundo que um dia conseguiu, é porque um dia tentou. Então, pra mim, como médica, como paciente de reprodução assistida, eu também vivi minha infertilidade. Então, eu sempre falo muito pra paciente. Veja.
Não dá para desistir. O segredo é não desistir. Então, se a gente não acredita na gente, se a gente não acredita no processo, tudo fica muito mais difícil. A gente sabe que os momentos de fragilidade chegam porque dói, porque a infertilidade é solitária, ela é um luto extremamente pesado e doloroso.
mas que na hora que a gente para e diz assim, eu vou tentar, eu vou me doar, eu vou fazer de tudo, você entende que você está fazendo sua parte, e deixa que a gente desse lado de cá faz a parte da gente, e lá em cima tem gente cuidando também. Então, Pedrita, eu acho que é isso, eu acho que é não desistir. Deixo aqui meu abraço muito forte para todas essas pacientes tentantes que carregam esse peso e esse luto da infertilidade.
E dizer que depois que passa, depois que a gente deixa de ser tentante pra gente ser gestante, é uma alegria tão grande, é uma luz tão maravilhosa que a gente olha pra trás e diz, valeu tudo a pena. Nem acredito que valeu a pena. E aí a gente começa a entender, né? O porquê dessa jornada, né? Perfeito. E sua rede social? Eu sou doutora Renata Falcone. Vocês me encontram com o arroba doutora Renata Falcone. Tô aí no Instagram.
Podem lá entrar em contato ou me seguir. Eu sempre estou também gravando alguns vídeos. Falando um pouquinho da minha rotina como médica fertileuta. E trazendo temas também muito relevantes para o cenário da infertilidade. Obrigada, doutora Renata. Obrigada, Pedrita. Obrigada, doutora Altena. Obrigada.
Obrigada também. É um prazer estar aqui conversando com vocês duas. Como a Renata falou, um tema difícil falar do não. A gente só quer falar do sim. A gente só quer se postar nos Instagram bonitas e comemorando. Então, a mensagem é...
Porque quando a gente recebe um não, todo mundo, eu acho que, se pergunta, vale a pena insistir? Como você falou, Renata, vale a pena tentar de novo? Cada um vai ter o seu limite. Então, o que eu acho que você tem que pensar, você que está querendo e que recebeu um não, você vai ser mais feliz parando ou você vai ser mais feliz tentando de novo?
e tentando realizar o seu sonho. Então, se, e eu digo isso para as minhas pacientes, se vir aqui na clínica lhe traz infelicidade, então está na hora de parar. Se você chega aqui com esperança, com sorriso e feliz, então está na hora de tentar e persistir, porque com fé em Deus vai conseguir. Essa é a mensagem.
Perfeito. Obrigada, doutora Altina. Obrigada também. Obrigada mais uma vez, doutora Renata. E assim, finalizamos mais um episódio aqui no Momento Fértil. Até a próxima.
ArtFertil