Uma Mãe, 13 Filhos: a verdade que ninguém mostra | Coração de Mami | #39
Você já imaginou como é a rotina de uma mãe com 13 filhos? 👀💛
No episódio de hoje, conversamos com Mariana Arasaki, criadora do perfil @coracaodemami, que compartilha a maternidade real — sem filtros — de uma família completamente fora do padrão.
Entre partos, puerpérios, rotina intensa, casamento e identidade… esse episódio é um mergulho profundo no que é ser mãe em sua forma mais desafiadora — e também mais transformadora.
Aqui, você vai encontrar reflexões sobre maternidade real, organização familiar, relacionamento, autocuidado e o que realmente importa quando a vida não segue o “modelo ideal”.
Se você é mãe, pensa em ser… ou só quer entender melhor esse universo, esse episódio vai te tocar. 💛
✅ O QUE VOCÊ VAI VER
✔️Maternidade real com muitos filhos: como é ter 13 filhos
✔️Rotina de mãe com família grande (organização e logística)
✔️Parto normal e experiências de múltiplos partos
✔️Como dar atenção individual para cada filho
✔️Culpa materna: existe quando se tem muitos filhos?
✔️Relacionamento e casamento após filhos
✔️Como manter um casamento forte na maternidade
✔️Autocuidado materno na rotina intensa
✔️Julgamentos sobre maternidade fora do padrão
✔️Dicas práticas de organização familiar
🤔 POR QUE ASSISTIR?
Esse episódio é importante porque mostra uma maternidade real, sem romantização, mas também cheia de significado.
Ele quebra padrões, traz novas perspectivas e acolhe diferentes formas de viver a maternidade — sem julgamento.
É aquele tipo de conversa que faz você refletir, se identificar… e sair diferente.
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- Maternidade real com 13 filhosRotina de mãe com família grande · Organização e logística familiar · Partos e experiências de múltiplos partos · Dar atenção individual para cada filho · Culpa materna com muitos filhos · Julgamentos sobre maternidade fora do padrão
- Fé e criação dos filhosVontade de Deus na quantidade de filhos · Catolicismo e promessas no altar · Propósito na dor e propósito na vida · Educação na fé e exemplo dos pais · Importância da presença masculina na fé · Valores como honestidade, humildade e força · Dez mandamentos e honrar pai e mãe
- Psicanálise e tratamento terapêutico maternoExperiências de puerpério difícil · Baby blues e crise de ansiedade · Vulnerabilidade da mulher no puerpério · Irritabilidade e mau humor · Depressão pós-parto e culpa materna
- Rotina familiar e logística diáriaAcordar cedo e café da manhã em família · Logística de levar filhos à escola · Tempo excessivo no trânsito · Atividades extracurriculares · Organização do sono das crianças · Mudança de casa para acomodar a família
- Autocuidado e MaternidadeImportância de ter tempo para o casal · Cuidar do relacionamento como base para os filhos · Momentos a dois e atividades em casal · Dificuldades em conciliar maternidade e relacionamento · Autocuidado e descanso da mãe
- Paternidade do pai da raíçaDivisão de tarefas e responsabilidades · Conexão do pai com os filhos · Importância do pai nas madrugadas · Marido como parceiro e companheiro
- Memória e cognição maternaPerda de memória após a maternidade · Impacto da privação de sono na memória · Dificuldade em lembrar nomes de filhos
- Carro e mobilidade familiarNecessidade de carros com grande capacidade
Gente, antes de mais nada, para todas as mães que fazem parte da comunidade do Vita Materna, um feliz dia das mães antecipado. Para as mães de primeira viagem, para as mães de muitos filhos, para as mães cansadas, para as mães apaixonadas, para as mães que às vezes acham que não estão dando conta, mas estão. Ser mãe, gente, é uma experiência transformadora.
Que se você perguntar pra 10 mulheres diferentes como é a maternidade, você vai ouvir 10 histórias completamente diferentes. Mas eu confesso que a história da convidada de hoje foi escolhida a dedo pra comemorarmos esse dia das mães. Meus amores, aqui comigo eu tenho uma mãe de 13. Sim, 13. Vocês não entenderam errado, tá?
13 gestações, não foram 13, né? A gente vai falar sobre isso. 13 partos, 13 perpérios, 13 personalidades, 13 banhos por dia, 13 deveres de casa por dia, 13 boletos de escola, gente, pra mãe pagar. Olha, eu poderia ficar horas refletindo sobre tudo que tem na maternidade, vezes 13. Mas vamos deixar pra nossa convidada contar isso tudinho pra gente. Olá, meu nome é Fernanda, eu sou mãe da Liz e idealizadora do Vita Materna.
Gente, antes de tudo, vamos aos recadinhos. Nesse episódio de Dia das Mães, a gente tem uma parceira super especial, a minha conterrânea, lá de Belo Horizonte, Rayane Vilela. Ela é fisioterapeuta há mais de 14 anos, tem especialização na área cardiorrespiratória e também com fisioterapia pélvica. Ela também é doula e atuou, gente, por 11 anos lá na Austrália.
Gente, ela é super querida no digital, ela conta com mais de 300 mil seguidores e já ajudou milhares de mulheres a se prepararem para o parto, no mundo inteiro inclusive, tá? Então se você é uma gestante ou conhece uma gestante, vocês precisam conhecer a chamada Casa da Rai.
É uma plataforma super acessível. Eu vou colocar aqui pra vocês o QR Code na tela, tá? Que vai ajudar vocês nessa preparação do parto. Lá, vocês vão encontrar atividades em grupo, onde vocês vão poder conhecer gestantes brasileiras que moram no mundo inteiro, tá? Também tem conteúdos lá de preparação pro parto e pro pós-parto pra vocês estudarem. E pra aquelas que quiserem consultas individuais, tanto online quanto presencial em BH, vocês também podem contratar por lá. E, gente, pras nossas ouvintes, é claro...
que tem cupom especial, né? Qualquer serviço contratado na plataforma Casa da Raia vai ter 15% de desconto com o cupom Vita Materna. Aí vocês falam com o suporte dela lá que vocês vieram através do Vita Materna, tá? Então lá, vocês vão gostar muito do conteúdo que tem na Raia lá e vocês vão gostar muito dela também, que ela é uma fofa querida, tá? Bom, dito isso, dito os recados, hoje a gente vai receber aqui, gente, no Vita Materna, a Mariana Arazaki. Eu pronunciei certo?
Arasaki? Arasaki. Arasaki. Ela é criadora do perfil Coração de Mami, onde ela compartilha a rotina real de uma família, gente, que foge completamente do padrão que a gente tá acostumado a ver. A Mariana, ela é mãe de 13 filhos, 4 meninos e 9 meninas, certo? Isso mesmo.
A filha mais velha dela tem 14 anos e a mais nova, gente, tem alguns meses de vida. É uma casa cheia de histórias, desafios, risadas e provavelmente muito barulho. Mas por trás dessa família existe também uma mulher, um casamento e uma rotina, que muita gente tem curiosidade pra entender. Mário, bem-vinda ao Vita Materna. Obrigada, Fê, pelo convite. Mulher, eu vou fazer a primeira pergunta baseada na minha curiosidade, tá? Manda bala.
Qual que é o carro da família? São dois carros de sete. Dois carros de sete. Aí, quando vai sair a família toda, você vai dirigindo um e seu marido outro. Eu dirijo um, meu marido outro. E aí, normalmente, minha mãe me ajuda com uma carona.
Ah, tá. Porque não cabe todo mundo. É, porque ainda assim não cabe todo mundo, né? Não, não cabe. Eita, caramba. E no Brasil não tem um carro maior que isso, né? Aham, aham. É, vocês precisariam de um tipo de uma minivan, assim, pra botar todo mundo junto. É, o problema de uma minivan, que as minivans no Brasil, elas são muito altas. Então, não passam numa garagem. Ah, caramba, entendi. Então, não tem altura. É, entendi. Quando eu fui pro México, a gente até viu um carro da Toyota, que era largo.
Mas ele não era tão alto. Aí eu falei, ah, esse aqui cabe. Mas eles não mandaram pro Brasil essa versão. Então, a gente continua agora dependendo da carona da minha mãe. Bom, bom que tem rede de apoio, né? Não, e tem que ter, né? 13? É impossível não ter. Mas vamos lá no começo. Como é que foi, assim? Você sempre quis ser mãe de muitos? Você sempre quis ser mãe e mãe de muitos? Sempre quis ser mãe. De muitos, eu queria fazer a vontade de Deus.
Então, sempre deixei na vontade de Deus a quantidade de filhos que ele queria pra minha família.
Então, por exemplo, essa questão de, na prática, assim, preservativo, anticoncepcional, essas coisas... Não, não usei. Não usei. Na minha vida. Caramba. E aí, à medida que você foi engravidando, assim, faz parte do que você acredita como fé, vai, como caminho de fé.
É feia assim, eu sou católica e uma das promessas que você faz no altar é você aceita todas as filhas que Deus vai te mandar? E eu falei sim. E eu realmente vivi isso desde o dia que eu conheci o meu marido. Esse sempre foi o meu maior sonho, de fazer a vontade de Deus na minha vida, sabe? Eu acredito muito que a decisão de ter filhos depende a duas pessoas, ao casal e a Deus. E Deus tem um tamanho pra cada família.
O que eu escuto demais hoje é o seguinte, mulheres que se preveniram, que viram a sua vida financeira naqueles momentos da vida delas e falaram, cara, eu não posso mais ter filhos. E tá tudo bem, essa é uma decisão sua que você tem que ter consciência. Só que você também precisa ter a consciência de que não dá pra voltar atrás depois. Sim.
E aí, eu escuto muito arrependimento delas. É mesmo? Muito. Nossa, eu fico refletindo. Porque assim, eu até os 30, eu nunca quis ter filhos. Teve muito da minha história de vida pra essa decisão. Vai, enfim, que não venha ao caso. E aí, encontrei meu marido, a gente casou e tal. Aí, minha mente abriu pra construção de uma família. Aí, tivemos a Liz. Hoje, eu tenho a Liz de um ano e cinco meses. E cara, pra mim, eu quero parar por aí. E aí, pronto, assim. Chega, tá bom?
E o que eu tenho escutado de várias pessoas completamente diferentes falando assim, olha, lá no futuro talvez você se arrependa dessa decisão e tal. E aí você fala isso de novo e me pega num lugar diferente, sabe? Mas é isso, eu escuto muito, mas muito arrependimento. Mas deixa eu fazer uma pergunta de trás pra frente que passou agora na minha cabeça. Você acha que uma pessoa teria coragem de falar que se arrependeu de ter filhos? Numa sociedade em que isso provavelmente ela seria...
Bastante julgada? Eu vou te fazer uma pergunta ao contrário. Você conhece alguém que se arrependeu de ter filhos? Não, não. E eu concordo integralmente com a sua resposta. Agora, quantas mulheres você conhece que se arrependeram de não ter tido? Eu conheço milhares. Milhares. Milhares mesmo. O que eu mais escuto é o arrependimento. Poxa vida, eu devia ter tido mais um filho.
Por que isso? O filho, ele é transformador. É transformador. Ele é sua vida, vida de cabeça pra baixo. Concordo plenamente. E o seu filho, quando você tem um olhar pra Deus, você encontra um propósito na sua dor. Por que isso? Seu filho, ele vai te causar algumas coisas. Você vai ter que acordar de madrugada. Você vai abrir mão de você.
pelo seu filho. E tá tudo bem, entendeu? Por isso que eu tô falando. Quando você encontra um propósito diante da sua dor, você encontra uma alegria também.
E eu acho que é isso que falta nas mulheres hoje, elas encontrarem um propósito. Porque eu escuto muitos relatos e eu sinto muito por elas. Ai, poxa vida, o meu filho me transformou, eu não quero mais isso. Não que eu não quero mais o meu filho, mas eu não quero ter que passar por isso novamente. Só que quando você encontra um propósito e você fala, cara, não, eu vou fazer o meu melhor, mesmo diante de todo o trabalho que eu tenho.
você fica feliz no final do dia, mesmo que tudo tenha dado errado, tá? Porque você encontrou um propósito, então você olha pra cruz. É muito legal você falar isso, sabe? Porque às vezes a gente vê a grama do vizinho e a gente acha, por exemplo, a Mari, mãe de 13, mas a vida dela é flores, assim. Por quê? Porque ela gosta de ser mãe de 13, portanto ela não tem problemas. Sim. E não é sobre isso. Não. Não é sobre isso, assim, você tá comentando. Às vezes os...
é o dia caótico. Mas ainda assim existe a beleza dentro do caos, né? Sim, você... Só que exige muita maturidade ter essa... Esse olhar de enxergar uma beleza no caos. É, foi o que eu falei, eu sou católica, então assim, eu... Tudo na minha vida eu ofereço pra Deus, tá? E não existe. O norte da minha vida, o centro da minha vida sempre vai ser Deus. Então, por mais que tudo tenha dado errado...
Eu vou respirar fundo, eu vou oferecer pra Deus e vou agradecer também. Porque é isso, a gente tem que saber agradecer tanto as dificuldades quanto as nossas alegrias. A gente tem que voltar pra Deus nas dificuldades e nas alegrias. A gente, muitas pessoas assim, não muitas pessoas, todo mundo vai pela dificuldade. Quantas voltam pela alegria? Poxa, eu recebi, agradeci, tô aqui. Então, eu agradeço tudo na minha vida. Jesus, tá tudo difícil hoje, obrigado. Jesus, tá tudo dando certo, obrigado.
É isso, e eu gosto de trazer esse olhar para os meus filhos. Deixa eu fazer um gancho nesse seu comentário, que é um questionamento interno. Eu estou fazendo uma consultoria, entendeu? Na verdade, eu mudei o roteiro, porque agora eu resolvi fazer uma consultoria. Como é que você cria seus filhos nessa sua fé? Porque, por exemplo, eu não sou praticante hoje de nenhuma religião.
Nenhuma. Mas assim, eu tenho minha fé, eu acredito em Deus e tal. Só que assim, aí eu fico me perguntando. Eu acho importantíssimo a gente criar nosso filho. Pelo menos assim, eu pretendo criar a Liz. Numa rotina de fé. E quando eu falo rotina, rotina. Tipo, ir à igreja uma vez na semana. Ou participar de algum grupo de jovens. Não sei, enfim. Mas pra mim, eu fico pensando assim. Mas como é que eu faço? Aí eu te pergunto. Como é que você cria 13 filhos?
dentro dessa fé tão grande que você tem.
Ensinando as crianças, Deus é algo assim, todo mundo só ama aquilo que conhece. Se você não falar de Deus pra sua filha, ela nunca vai amar a Deus. Se você não buscar conhecer a Deus, você nunca vai amar a Deus. O ser humano é assim, a gente só ama aquilo que a gente conhece. Então, eu cresci nesse ambiente católico, tá? Minha mãe fala de Deus pra mim basicamente desde que eu tô no ventre dela, que eu escuto a palavra de Deus, que eu vou à missa, que eu ia à missa diária com meu pai tinha sete anos.
E eu lembro claramente de todos os dias eu acordar cedo e ir pra missa com meu pai. Então isso é algo que minha mãe sempre me ensinou. Nossa, sabe uma coisa que eu acho muito legal só no seu comentário? Eu tava lendo uma pesquisa, eu falei isso em outro episódio, da importância da presença masculina nesse tipo de decisão. Por exemplo, é muito mais fácil pros filhos...
terem essa... desenvolver esse desejo, esse gostar, pelo menos essa disciplina de frequentar uma igreja, quando o pai está junto. Porque às vezes é a mãe que tenta levar a criança pra aquela rotina, né? A mãe, claro, ela tá fazendo, né, o papel dela, a função dela. Só que às vezes o filho, ele admira, se inspira e repete mais fortemente o que o pai faz, porque ele tem essa... existe essa admiração, né, pelo masculino ali também. Porque a mãe tá no dia a dia.
Seu pai te levar com sete anos, olha assim, a prova viva de que isso de fato te marcou, entendeu? É verdade, eu falo, é muito importante o casal estar juntos. Então assim, tem o rol de negociáveis e não negociáveis na vida de vocês e lutem juntos. E a fé na minha vida sempre foi o rol não negociável. Então antes de eu encontrar o meu marido, eu pedia pra Nossa Senhora, eu quero um homem católico. Eu quero um homem que viva a minha fé.
Porque pra mim é mais fácil. Uma pessoa que entende que a quaresma, que a Semana Santa, não é uma viagem. Semana Santa é o momento que a gente vai ficar rezando. E isso é mais fácil pra você poder ensinar pros seus filhos quando vocês estão juntos. Agora, quando você casa com uma pessoa que não é católica, que ele não entende isso, vai chegar num dado momento que os seus filhos estarão adolescentes e você vai falar, a gente vai ficar rezando.
Aí ele vai olhar e falar, por quê? Meu pai quer viajar, eu vou viajar com meu pai, que é mais legal.
Então, eu sinto e busquei isso, tá? Assim, quando os pais estão alinhados com qualquer decisão, né? Essa especialmente, por exemplo, de ter muitos filhos, da questão de viver de fato a religião, a fé e tal.
É decisivo, na verdade, né? Eu acho que pros filhos seguirem com isso ou não, assim. E então... Você tem muitos irmãos? Tenho seis irmãos. Ah, porque sua mãe também, ela... Viveu isso, a abertura à vida, sim. E aí ela teve seis, sete filhos. Sete filhos. É, mas a abertura à vida... Uma família muito grande. É. Mas assim, deu seu chamado pra cada família. Eu acho lindo. Eu tenho 13, minha irmã tem um.
tá? E tá tudo bem, esse é o chamado dela pra Deus. Mas respondeu a nossa pergunta, como educar as crianças na fé? Você falando de Deus com eles, levando eles à missa, conversando, ensinando, as crianças aprendem pelo exemplo. Então, assim, eu me confesso a cada semana, a cada 15 dias, depende, tá? Do tamanho da fila da confissão. Mas, tipo assim, antes que não tinha tanta fila...
Eu ia, sei lá, cada 10 dias eu tava na fila da confissão. E de tantos meus filhos me verem, verem meu marido, eles começaram a sentir o desejo de querer se confessar. Sim. E foi muito bonitinho quando eu vi a minha filha a primeira vez na fila da confissão. Ela tinha, sei lá, 5 pra 6 anos. E aí, de repente, eu vi ela atrás de mim e eu falei, filha, o que você tá fazendo aí? E ela, eu vou me confessar. Aí eu falei, o que, filha? Não, eu quero conversar também com o padre.
Aí eu peguei, eu falei, passa na minha frente. Aí ela pegou, ficou na minha frente. Aí na hora que ela foi se confessar, eu entrei e falei, padre, olha, minha filha que tá aqui, ela tem seis anos, mas ela tá me pedindo. O senhor pode atender? Ele, lógico, Mari. Aí eu peguei e saí, porque eu preciso explicar, né? De repente ele vê uma criança entrando, ele não entende nada. Então eu fui lá, conversei com ele, expliquei. Ela pegou, se confessou, ele deu a penitência dela.
A coisa mais fofa do planeta. E com isso ela foi adquirindo esse hábito de poder. É o exemplo arrasta, né?
de poder entender o que é certo e o que é errado.
E é isso, eu gosto de ensinar os meus filhos. Eu falo de Deus o tempo inteiro pros meus filhos. Eu gosto de dar exemplos da minha vida, dos milagres que eu já alcancei. E é isso, Deus, quando você abre o seu coração pra Ele, é algo transformador. É impossível você ficar diferente quando você encontra realmente. Eu gostei muito do que você falou, que a gente, não lembro as palavras exatamente, mas assim, que a gente confia, gosta e se entrega pro que a gente conhece.
Então, parte do pressuposto de sentar e estudar também, né? Pra quem não... Sentar e estudar e se permitir conhecer, pra então confiar, se entregar e tal. Gostei disso. Mas Mari, deixa assim... Como eu consumo muito seu conteúdo, eu já sei, mas pros nossos ouvintes, que ainda não te conhecem, mas que eu acho difícil, vamos falar um pouquinho de sua família. Vamos. São 13 filhos. 13 filhos. Mas não são 13 partos. São 11 gestações e 13 partos.
Justo, 11 gestações, porque tem dois... Eu tive duas gestações gemelares. A minha nona gestação foi gemelar e a décima foi gemelar.
Só que são uma gestação, dois bebês. Então, de uma gestação nasceram dois bebês. São dois partos. Tá. Então, nossa, foi bastante parto. Foram 13 partos. E 11 puerpérios. E como é que foram seus puerpérios, assim? Todos difíceis. Todos difíceis. Chega uma hora que não... Chega uma hora que o parto... Foram partos... Todos partos normais. Chega uma hora que o parto normal fica, assim, ok. Eu já sei pelo que está por vir. Então, alivia. Isso acontece. Não, dói.
Dói igual, gente. Dói igual. Ai, meu Deus. Assim, a diferença do primeiro pro último é a intensidade da dor e a quantidade de horas que você fica pra entrar em trabalho de parto. Porque fica mais rápido. Ele fica mais rápido. Assim, eu sou uma pessoa que eu demoro pra entrar em trabalho de parto efetivo, tá? Então, eu posso começar a sentir uma contração agora.
E eu entrar em trabalho de parto efetivo somente no final do dia. Eu passar o dia inteiro com aquela dorzinha. Mas eu não estou em trabalho de parto efetivo. Sim.
Mas quando eu entro é rapidinho. Tipo assim, uma hora nasce. Maravilhosa. Mas e os perpérios, como é que foram? Todos difíceis. Eu tenho baby blues em todos. É mesmo? É. Assim, por muito tempo, toda vez que eu engravidava, a primeira coisa que eu fazia era rezar pelo meu perpério. Jesus alivia meu perpério, por favor, alivia meu perpério. Hoje eu tenho uma consciência diferente. Então hoje eu agradeço pelo perpério difícil pra poder me unir a Jesus nesse momento de sofrimento, sabe? Mas me custa muito o perpério.
É, sim, imagino, imagino. E eu acho que, não sei, imagino que chega um momento que o assim, porque aí você tem que dar conta de um puerpério com várias crianças em volta. Sim, é muito difícil, o puerpério, assim, é o momento que eu fico muito vulnerável, né? Não só eu, mas a mulher. A mulher, completamente. Toda mulher fica muito vulnerável. Tem mulheres que passam pelo puerpério não sentindo nada. Eu ainda não conheci no Vita Materna.
Eu já conheci, tá? Mulheres que não sentiram nada e que pra ela o porpério, assim, foi a melhor coisa da vida. Eu não, pra mim é muito difícil. Eu choro, eu tenho baby blues, eu fico vulnerável, eu tenho crise de ansiedade, eu tenho insônia, eu não durmo. Então assim, a minha vida, que já fica muito mudada, já muda completamente com a chegada do bebê, ela ainda piora, porque eu tô com baby blues horrível. Sim, você tá com baby blues, é.
E aí, nesse último puerpério, além de eu sentir isso tudo na maternidade, os meus sintomas ainda começam, tipo assim, na maternidade, tá? Eu ainda tive muito, mas muito mau humor. É mesmo? Nossa, porque é, a irritabilidade é nos sintomas do Baby Blues. Então, assim, eu tive o Baby Blues.
Na maternidade eu fiquei chorando. E na minha casa eu fiquei super irritada. Então, à noite, eu tava assim, no mau humor. Uma impaciência. Cara, que eu falava, gente, Jesus, por quê? Por quê? Aí eu lembrei, não, obrigada, Jesus, eu preciso agradecer. Então, a gente precisa se observar. Pra saber o que vai acontecer com você. Porque o Baby Blues é isso, ele tem uma linha, né? Você já sabe quais são os seus picos, que são piores. Os seus piores momentos têm um horário.
E o meu era à noite. E sabe o que eu acho muito legal você falar isso? Eu tive um episódio aqui falando sobre depressão pós-parto. E a convidada, ela contando que sempre foi o sonho dela ser mãe. Então, sempre foi, desde criança, tarará, tarará. Aí teve a gestação, a gestação ocorreu, tudo bem. E aí, quando ela teve depressão pós-parto, ela se culpou muito. Porque ela falou assim, como eu... Ela deve ter sentido a pior pessoa do planeta.
que ela falou, como eu, que sempre desejei isso, eu não posso eu não posso estar sentindo isso, só que é uma questão baby blues, a depressão, posso partir, é uma questão fisiológica, tipo, a mulher tá vulnerável com mil hormônios, não sei o que e tal e você, né, se entregou por inteiro à maternidade é... passou por baby blues, então assim tá tudo bem, né? Vai passar vai passar, exatamente e agora vem cá e agora vem cá
Cara, quando eu tiver tudo ruim, gente, foca na Mari. A Mari passou por isso 11 vezes. Exato. E passou, entendeu? É difícil. É, mas vai passar. Especialmente se você encontra um propósito. É por isso que eu falo muito do propósito, Pê. Porque quando você encontra Deus, a sua cruz fica mais leve. Então, assim, você tá passando pelo seu baby blues. Eu tô lá morrendo de vontade de chorar. Aí eu olho e falo a seguinte coisa. Jesus.
Eu vou oferecer pra você. É pra você esse sofrimento. Eu quero chorar. Eu não quero levantar dessa cama hoje. Eu vou levantar. E aí quando você dá o primeiro passo. Você faz isso. Você fala. Cara, eu sou forte. Jesus tá aqui comigo. É impossível não dar conta. Porque eu tenho Deus ao meu favor. Humanamente pensando. Cara, a Mari tem 13 filhos. É loucura. Concordo com todo mundo que acha isso de mim, tá?
Mas eu tenho um Deus que me dá base, que me suporta, que morreu por amor a mim. Então, é possível. Almari, perdão. Imagina.
E como é que você lida? Porque assim, ó, geralmente a privação de sono, ela é maior quando a criança é, né? O nenenzinho, o bebê e tal, depois vem melhorando com o tempo. Só que você teve isso por, sei lá, 13 anos seguidos praticamente na sua vida, né? Você precisa de privação. Como que você faz, mulher? Porque assim, honestamente, eu tô há um ano sem dormir e tá caótico. Meu cérebro não funciona direito, minha memória não funciona direito. Como é que você faz?
E o pior, né? Porque o Baby Blues, quando você não dorme, ele piora, né? Ele agrava os seus sintomas. Bom, vamos lá. Até o meu quinto filho, eu que fiz todas as madrugadas. Então, tipo assim, a gente é jovem, né? Tudo é mais fácil. Quando o meu quinto filho nasceu, ele nasceu dia 31 de dezembro.
E eu tinha quatro filhos na minha casa. E eu já saí da maternidade super mal. E aí eu falei pro meu marido, eu falei, olha amor, é humanamente impossível eu fazer a madrugada, estar bem no dia seguinte pra cuidar de cinco crianças. Aí ele falou assim, deixa comigo. A madrugada eu faço. Então, meu marido começou a fazer todas as madrugadas pra poder me ajudar. Pra gente poder dividir essa carga, né? Não pode falar que o marido ajuda, mas... Sim, a gente ajuda que eu falo, é isso. Um está pelo outro. Sim.
Assim como ele me ajuda, eu ajudo ele. Então, a gente tá numa comunidade juntos. É, é um conceito diferente de ajuda. Não é aquela, ai, meu marido está me ajudando. É, como uma obrigação. É uma ajuda do, eu estou aqui. Eu estou fazendo meu papel contigo. Eu estou aqui por você. E é isso. E eu acho que esse é o conceito que a gente tem que ter dos nossos maridos. Eles têm que estar aqui por você. E é isso que meu marido. E eu imagino que pra uma mãe de 13...
Também é decisivo. Que o marido queira. Que ele viva isso. Que o marido faça o papel de pai. Sim. Bem feito. Que não exista essa lacuna. Porque se não, imagina uma mãe de 13 sem essa ajuda, né? Esse papel que ele tem que cumprir. Sem o papel que o pai precisa fazer, né? Então isso é muito legal, assim. Muito. E assim, meu marido, ele é filho único.
Caramba, ele é filhônico. Nossa, que experiência nova pra ele. Sim, e ele sempre quis ter irmãos, né? Minha sogra, infelizmente, acabou perdendo um. Depois que ela teve meu marido. E logo depois ela acabou tendo mioma. Então, enfim, não pôde mais ter filhos. Então, esse era o sonho da vida dele. E eu acho que é isso. Eu acho que no começo do relacionamento, você precisa conversar o que você quer com o seu parceiro, sabe? Olha, eu quero isso, isso e isso. Porque aí o cara já sabe onde ele tá se metendo.
E com o meu marido eu fiz exatamente isso. Eu fiz a lição de casa certinha. Eu quero ter no mínimo quatro filhos. Porque se ele não quiser ter filhos, ele iria embora e tá tudo bem. Não tava apaixonada. Eu gostava dele, mas não era aquela coisa. Então, o meu marido, quando eu tive o meu quinto, ele fez todas as madrugadas pra mim. Porque eu só fui ter babá pra me ajudar quando o quinto nasceu. Depois das férias.
E a minha babá não dormia. Quer dizer, ela dormia na minha casa, mas não dormia com as crianças. Quem fazia madrugada sempre era eu e o meu marido. Então, diante disso, meu marido começou a fazer todas as madrugadas pra mim. O que foi maravilhoso. Por quê? Porque ele criou conexão com os meus filhos. Não que ele não criasse, porque várias vezes nos anteriores ele acordava de madrugada. Mas pra criança, toda vez que eu acordava de madrugada, não era uma acordada. Meu filho, eu dava mamadeira.
Aí eu tinha que olhar a fralda. Aí naquele meio de tempo meu filho acordava, sentia o meu cheiro e queria ficar brincando. E isso eu perdi a duas horas. O meu marido, ele fazia tudo isso em meia hora. E eu ficava chocada.
E eu falava, como assim? E aí, eu já vi vários estudos que falam que é muito melhor que o homem acorde de madrugada do que a mulher. Porque a criança acorda, sente o cheiro da mãe e quer brincar. E quer brincar. Com o pai não, com o pai da segurança. Então, a criança vê que é o pai, ele sente o cheiro do pai. E ele mama, faz tudo o que tem que fazer e vai dormir em meia hora. Então, assim, pra você ver. Eu nem sabia desse estudo na época que a gente passou, porque eu passei por tudo isso.
E eu comprovo que esse estudo é real, gente. Então, se os maridos puderem, acordem de madrugada. Porque, assim, vai deixar a sua esposa descansada. Vai melhorar o puerpério dela. E, além do mais, vocês vão ter uma conexão incrível com os filhos de vocês. Sem dúvida. A admiração muda quando o marido faz isso. Além de casa, é a mesma coisa. Além de casa, eu percebo isso nitidamente quando a gente vai pro Alice pra dormir. Quando o Rodrigo vai pro Alice pra dormir, é meia horinha.
Pra ela dormir. Quando eu vou pôr a Liz pra dormir, é uma hora e meia, porque ela se esforça muito pra não dormir, sabe? Eles querem aproveitar o máximo. Eu vi esse estudo, eu falei, agora essa missão é sua. Aqui em casa sempre foi a missão do Carlos colocar as crianças pra dormir, porque...
Eu sempre fico... Eu ficava mais tempo com as crianças. Ele sai pra trabalhar, tem a sua rotina, né? No trabalho, sua jornada. Então, desde que a gente casou, eu falei, olha, a parte noturna é sua.
Então, ele lê para as crianças. É um momento de total interação entre eles. Mari, e hoje falando de trabalho, hoje você está dedicada ao trabalho da maternidade. Sim. Mas antes você tinha um trabalho externo? Tinha. Até o meu quinto filho nasceu, eu trabalhava na minha empresa de engenharia, na parte administrativa.
E aí, quando o Quinto nasceu, eu comecei a avaliar, a conversar com meu marido. Eu falei, poxa, eu quero estar presente, tá? Eu sempre fui uma mãe que eu gosto da maternidade. Eu gosto daquele trabalho de... Eu gosto de acompanhá-los nas atividades. Eu amo. Pra mim, é a minha maior realização.
Então, foi uma conversa, foi um amadurecimento da ideia até eu tomar essa decisão mesmo. E, para mim, foi a melhor coisa que eu já fiz na vida. Obviamente que eu super entendo, tá? Até porque, quando eu tomei essa decisão, o meu salário impactava na nossa vida financeira.
Não é que eu trabalhava porque eu gostava, eu amo trabalhar. O meu trabalho também ajudava financeiramente na minha casa. Então, quando eu decidi, Jesus proveu tudo o que precisava naquele momento. E aí, com o passar dos anos, Jesus me deu o Instagram de presente. Então, hoje eu consigo trabalhar na minha casa.
gravando as publis perto das crianças, sabe? Então, eu continuo com muito trabalho agora. Você se adaptou, né? Eu me inventei, né? Você se reinventou, arrasou. Você se reinventou. E Mari, só... Eu vou fazer uma pausazinha na nossa conversa. Aí a gente vai voltar, porque agora eu quero falar um pouquinho da rotina.
Do dia a dia de vocês, assim, que a gente é muito curioso em relação a isso. Mas antes, só um recadinho dos dois parceiros que a gente tem pra quinta temporada inteira, tá? A gente tem o Daniel Carvalho, tá? É o nosso primeiro parceiro. Ele é visagista estrutural, é uma pessoa, ele é quem cuida do meu cabelo desde 2016. E nos últimos 10 anos, com todo o conhecimento que ele tem, ele desenvolveu aminoácidos pros cabelos. Então, deixa o cabelo hidratado, cheiroso, é super cheiroso.
E claro, a nossa convidada ganha o presente do Daniel. Deixa eu virar pra cá que tem a...
logo dele. Eba, amei. Você vai adorar os produtos e as nossas ouvintes acessando o QR Code tem 15% de desconto com o cupom Vita Materna. E vocês acessem aí pra conhecer também. E a nossa segunda?
parceira aqui da quinta temporada do Vita é a doutora Priscila Raimi, a mãe da Amanda que estudava com um dos seus filhos. E ela tem uma clínica de ginecologia... Ela é ginecologista. Ela tem uma clínica aqui em São Paulo que fica em Pinheiros, que é a Satelli Care. Não sei se você conhece. Não conheço. Ela tem uma clínica lá, faz vários atendimentos, também tem presente pras convidadas. Obrigada. Aí ela faz, minha gente, atendimento online também, atendimento presencial aqui em São Paulo. E pra quem...
quiser conhecer, tem um QR Code aí na tela com cupom de desconto para aquelas que passarem por uma consulta com a doutora Pri e fecharem aí algum procedimento e algum tratamento, tá? Os produtos que a gente tem aqui pra você dela é uma espuma íntima feita com produtos naturais e um gloss íntimo também, tá? Pra hidratação, tá?
Agora são nossos parceiros, as informações estão todas aí na tela, agora vamos voltar pra conversa. Então, Mari, vamos falar um pouquinho da sua rotina, mulher. Que horas começa o dia da família Arasaki?
Cinco horas da manhã, cinco, cinco e meia. Cinco horas da manhã? E aí todo mundo acorda e toma café da manhã juntos? Não, eu acordo primeiro, aí eu vou me arrumar. Meu marido acorda umas cinco e meia, aí ele sai acordando as crianças, porque eu tenho quatro filhos que estudam de manhã e três à tarde. Eita, caramba! É, então os quatro primeiros precisam estar na mesa do café da manhã seis horas.
Porque eu tenho que sair da minha casa entre 6h20 e 6h30. Senão eu chego atrasada na escola. Os mais velhos, meu marido vai à missa. Ele está basicamente junto comigo. Porque ele vai pra missa das 7h. Então, os mais velhos têm acompanhado o pai pra ir na missa. Então, eles acordam e já se arrumam pra poder ir pra missa com o pai. E é muito bonito de ver o que eles fazem sozinhos, sabe? Sim, sim. Eu acho muito lindo isso.
E aí eu vou, levo as crianças pra escola. Aí a escola é bem longe da minha casa, é uma hora. Então é uma hora pra ir, uma hora e meia pra voltar, porque eu pego muito trânsito. Caramba! É. Aí eu chego em casa, brinco com as crianças, já dou almoço dos mais velhos. Porque eu tenho que sair da minha casa às 11h30. Pra poder ir pra escola novamente. Aí quando eu volto da escola, eu já volto com quatro.
Não, mas aí na hora que você vai pra escola, você já vai pra deixar a turma da tarde. Os três mais velhos. E já pega os mais novos. E já pega os mais novos. Sim. E aí, à tarde, depois você volta de novo. Você passa quantas horas o seu dia dentro de um carro? Porque aqui em São Paulo o trânsito é... É surreal. É surreal. É. Você passa umas...
Olha, eu passo no mínimo quatro horas. No mínimo quatro horas dentro do carro. Depende do dia. Aí eu contratei uma taxista pra poder trazer as crianças na volta. Ah, então já dá aliviada no retorno. Já, porque a volta era o pior.
O trânsito era uma hora e meia pra ir e uma hora e meia pra voltar. São três horas no trânsito, tipo assim, perdido inutilmente. Que eu poderia estar com os meus filhos. Aí eu coloquei na balança e falei, bom, custo-benefício disso, eu prefiro estar com os meus filhos, porque eu tá indo buscar os outros.
E até porque a pessoa estava lá do lado da escola. Então, pra ela, ela já viria pra cá. Então, ficou uma coisa ótima. E os bebês nessa rotina? Ah, eu passo todo o tempo que eu posso, eu fico com eles. Ah, imagino. Então, é por isso que eu tenho até aparecido pouco nos stories. Eu não consigo gravar tanto conteúdo.
Porque o tempo que eu tenho disponível, eu quero estar com meus filhos, sabe? Então, tipo assim, às vezes eu até consigo gravar algumas coisinhas, mas aí na correria eu esqueço de postar. Eu te entendo, eu te entendo. Sua memória é boa? Ou ela nunca mais... Você perdeu a memória com as distações?
A minha memória nunca foi boa, gente, desde a primeira. Sério? Ela era ótima, tá? Antes de eu ter minha primeira filha, tinha uma memória, cara, de elefante. A minha era incrível. Incrível. Lembro de coisas da infância que a minha irmã falava, meu, como você lembra disso? Eu falo, eu lembro. Mas depois que eu fui mãe...
Acabou. Então, aí diz que com dois anos da criança a memória costuma voltar. Só que aí você já tava emendando uma outra gestação. É, não voltou nunca mais. Minha amiga falou, Mari, olha, meu filho tem quatro anos, agora minha memória tá voltando a ser o normal. Aí eu falei, bom, nunca tive um espaçamento de quatro anos.
Eu não sei o que é isso. Eu não sei o que é isso, mas tá tudo bem, entendeu? Onde ela volta? É, a nova versão da Mari. E se não voltar também? Então, tudo bem, né? Porque falou que na menopausa piora tudo de vez, então? É justo, justo. Ainda tem isso. Ainda tem isso. Vem cá. E nessa rotina, as crianças fazem, tipo, atividade extracurricular? Sei lá, natação? Fazem, balé. Ainda faz balé. Balé e catequese. As meninas e os meninos, eu tô à procura de uma atividade pra eles.
Caramba, eu tô impressionada. E pra dormir? Dorme todo mundo no mesmo horário? Não. Não. Eu tenho o quarto dos bebês, que eu coloco mais cedo.
São quatro bebês, né? São cinco bebês, né? Seis, normalmente. Eu tenho o G. É que eu considero bebê abaixo dos cinco anos, tá? A classificação é diferente. É, a classificação é diferente lá em casa é diferente. Então, abaixo dos cinco anos é bebê e tá ponto final. E eles falam que não são. E eles todos dormem no mesmo quarto. Dormem todos no mesmo quarto. Se bem que a Estelinha fugiu do quarto dos bebês e falou que ela é média agora.
Ela se promoveu. Ela se autopromoveu. Eu tenho gêmeos, as gêmeas e a...
Carolzinha. Só que aí os mais velhos sempre gostam de dormir com as piquetes. As crianças da minha casa são meio nômades. Elas escolhem onde elas querem dormir e pra lá se mudam. Então todo dia tem um quarto diferente mudado. Você precisou se mudar de casa? Porque uma casa de um filho não é uma casa de 13. Não. Você precisou fazer mudança nesse processo? Fiz. Fiz do primeiro apartamento pra casa, da casa pro apartamento de novo. E agora eu tô em busca de um apartamento maior. Sim, porque agora tá pequeno.
Ah, imagino, imagino. E vem cá, todos eles não dormem a noite inteira, né? Não acontece de um acordar o outro, não? Por exemplo, um começa a chorar e aí faz aquele efeito manada e todo mundo acorda junto. Não, quando você tem muitos filhos, eles se acostumam com o barulho do irmão.
Ah, faz sentido. Você fortalece o sono dele. Isso é ótimo. É. Então, assim, um filho nunca acordou o outro. O que acontece? Como eles estão todos no mesmo quarto, uma filha acorda com um pesadelo, aí a mais velha às vezes acorda. Se eles não saem correndo pra ir pro meu quarto, que é o normal…
A mais velha acolhe eles. Vem cá, deita aqui comigo. Eu acho tão lindo isso, porque eu tive isso com as minhas irmãs, né? Sim. Então, é um acolhimento assim. Muitas vezes, as minhas filhas mais novas falam, eu não quero você, mãe. Eu quero a Filomena. Aí as pessoas falam, nossa, é porque ela faz seu papel de mãe. Eu falei, não. É porque o amor é diferente. O amor entre irmãos é algo que ninguém consegue chegar.
E eu acho que se não é aquela questão, aquela coisa obrigada, tipo a Filomena que é mais velha. Pronto, você tem obrigação, vai lá e cuida do seu filho. Isso é uma coisa. Agora, isso é uma decisão entre elas. É ela que decide. Vou falar pra ela, então, a partir de hoje você não pode mais fazer isso. Ela ficou olhando pra minha cara. Uma vez eu fiz essa brincadeira com eles, né? Então, olha, a partir de hoje, vocês não vão mais pegar nos seus irmãos.
Ela olhou pra minha cara, mas por que eu não posso pegar nos meus irmãos? Eu falei, ah, porque o pessoal na internet tá falando que você faz o meu papel. Ela falou assim, deixa que eles pensam, eu não ligo. Adoro.
É meu irmão, eu vou cuidar. Adoro, adoro. Aí a outra responde, você é só barriga de aluguel, eu quero esse bebê pra mim. Eu falo, mas o filho é meu. Não, eu vou cuidar. Eu quero.
Eu falo, tá tudo bem. E é isso, gente. O amor, ele vence qualquer barreira. Eu entendo que tiveram muitas pessoas que tiveram pessoas que tiveram muitos irmãos e que tiveram essa responsabilidade de cuidar, de poder ajudar os seus pais. Mas eu sinto muito por eles de terem encarado isso como um fardo e não como amor. Sabe? Eu sou a quarta de seis filhos. De sete filhos.
Cara, eu fazia tudo pra minha mãe. E eu nunca vi isso como um fardo. Ai, coisa ruim. Pelo contrário, isso me fortaleceu. Me tornou uma mulher forte. É porque eu acredito muito que a gente é formado por muitas camadas, né? Essas camadas vêm das nossas experiências, do que a gente viu, viveu, das nossas crenças. Enfim, de tudo que a gente vai desenvolvendo ao longo da vida. E aí, a gente coloca o mesmo... Isso.
pessoas diferentes pra viver a mesma experiência e a percepção pode ser completamente diferente. Uma enxergando um copo meio cheio e a outra enxergando um copo meio vazio. E isso muito dessas camadas, sabe? Então, assim, vai ter gente que vai achar isso um fardo pelas camadas que ela tem pra enxergar aquela, né? E vai ter gente que vai enxergar isso como um ato de amor, assim, né? Eu enxergo a minha vida como um ato de amor sempre.
Eu não gosto de olhar pra minha vida como algo ruim. Então, as pessoas falam, meu, como você consegue ser assim?
Porque eu gosto de olhar pra Deus. É isso, Fê. Eu gosto de olhar pra cruz e ver que na minha vida tem um propósito. E é impossível você olhar pra cruz e ver que uma pessoa morreu por você. E você não achar isso incrível. Jesus deu a vida por mim. Tem nada nesse mundo que não vale a pena. Não tem nenhum sofrimento que eu não posso oferecer pra ele, mesmo que custe. Não tô falando que é fácil, tá? É óbvio, eu sou ser humano. Sim, sim. Eu sinto raiva, eu fico cansada. Perde a paciência. Perde a paciência. É isso.
Ô Mari, como que você... Assim, são 13 seres humanos diferentes. Então, são 13 personalidades diferentes. Completamente diferentes. É a prova viva de que... Vocês dois, né? Vocês e maridos são a prova viva de que a mesma criação geram pessoas completamente diferentes. Completamente diferentes. E como que você faz pra que cada um seja visto dentro da sua personalidade?
É muito importante, não só ter muito, no ambiente de muitos filhos, tá? Qualquer filho, você ter um momento individual com cada filho que você tem. O momento do filho único, que eu brinco em casa, que é o momento que você está ali pelo seu filho. Você está escutando, você está discutindo com ele, discutindo o que eu falo é conversando, sabe? Aquela discussão gostosa, onde você acaba provocando ele. Os mais velhos, a gente já está naquele momento que a gente já debate.
Sabe? Mas por quê, filho? Por que você achou isso? Então você começa a instigar a criança a pensar. Por que você sentiu isso? É importante que você nomeie pro seu filho todos os sentimentos. Então desde pequena eu valorizo o sentimento deles. Eu não sou aquela mãe que eu… Todo sentimento na minha vida é válido. Na vida dos meus filhos também. Não é porque eu não estou sentindo que ele não existe.
Então eu valorizo muito e eu faço muita questão de enfatizar isso pra eles. Porque a partir do momento que você cresce com esse ambiente de que todo sentimento é válido, você começa a ficar mais empático à dor alheia. Todo mundo sofre. Não é porque você não está vendo que a pessoa não está sofrendo.
Então, é muito importante que você tenha esse momento do filho único, pra que você possa escutar o seu filho. Mas aí que você faz, assim, na sua rotina, assim, na prática, é o quê? Você, sei lá, vai na pararia com um pra ter um momento com ele, os outros ficam em casa, aí… Como é isso? Bom, vamos lá. O momento do filho único. Quando eu tô um pouco melhor financeiramente, a gente sai pra jantar.
Eles escolhem um restaurante. E aí é uma coisa super gostosa. Cara, meu, às vezes eu não consigo. Às vezes a minha rotina tá tão cheia que chega a noite e eu estou extremamente cansada. Eu falo, poxa, filho, vamos fazer outra coisa? Pode ser uma aí da sorveteria, uma aí da padaria, uma aí da mercado.
Eles devem ficar muito ansiosos Pra um momento de filho único, não fica não? Não, porque eu faço qualquer momento Da minha vida um momento do filho único Então vamos lá, domingo A gente saiu correndo pra ir pra missa E logo depois A gente saiu pra almoçar Quando eu voltei Da nossa tarde fora, eram quase 6 horas da tarde A casa estava um caos Tinha prato em cima da mesa Do café da manhã, porque tudo foi muito rápido Pra gente não perder a missa Não, porque tudo foi muito tempo
E aí eu peguei e falei assim, bom, vamos lá, eu tenho que preparar o jantar e tenho que lavar essa louça. O que eu faço primeiro? A cozinha estava em caos, eu falei, vamos lavar a louça primeiro. Comecei a separar tudo, arrumar, organizar para poder preparar e começar a lavar. Na hora que eu comecei a lavar, a Madalena, que tem seis anos, me puxou uma cadeira e falou para o pai, coloca aqui um avental. Aí eu falei, o que foi, filha? Eu vou te ajudar a lavar.
Aí eu falei, tá bom. Aí ela colocou o avental, puxou a cadeira e começou a lavar a louça comigo. Naquele momento, eu fiz o momento do filho único com ela. Então é isso. Quando você tem muitos filhos, você aproveita todas as oportunidades que você tem. Você não precisa criar um evento. Não. É isso. Às vezes as pessoas acham, ah, pra fazer tal coisa eu preciso ter X de dinheiro, fazer isso, isso, isso. Não. Não é sobre isso. Não é sobre isso. O amor, ele é de graça.
E você consegue aproveitar todos os momentos da sua vida. Ah, eu não tenho dinheiro pra fazer o momento do filho único, porque realmente impacta na minha vida uma ida. Tá tudo bem. Eu arrumo a cama fazendo o momento do filho único. Eu tô indo ao mercado. Eu faço o momento do filho único. E é muito importante que você converse com o seu filho. Especialmente porque quando chega na fase da adolescência, eles param de falar com a gente.
Só que se você estimula o seu filho... Eu sofro por antecedência disso. Desde pequeno, a conversar com você, no momento da adolescência, ele vai ser o seu companheiro. Porque você sempre estimulou isso nele. Agora, o problema é o seguinte. Você dá tudo pro seu filho, achando que tudo é o essencial. Só que você não deu o principal.
Que é a conversa, que é o carinho, que é o acolhimento. É o tempo de qualidade. É o tempo de qualidade. E aí, quando chega na adolescência, como você acha que o seu filho vai voltar pra você? Aonde ele vai? Pras telas ou vai ficar perto de você? Não tô falando que na minha casa não é diferente. Os meus filhos, se puderem, ficam no celular o dia inteiro. É que tem um fato, eu não dou celular pros meus filhos. Eu tenho uma filha só que tem celular e mesmo assim eu pego bastante no pé dela.
Não vai ficar. Quando eu vejo que ela tá muito tempo no meu WhatsApp, conversando com as amigas. A mais velha? É.
Eu já tiro, falo, não, filho, agora não, vamos fazer outra coisa, vamos conversar. Então, eu tô sempre puxando os meus filhos pra isso. Sim, sim. Então, eu tive que ir ao mercado, porque tinha acabado algumas coisas em casa. Aí era domingo à noite, que é aproveitar pra comprar um pouco de lanche pras crianças pra escola. Aí eu tava saindo de casa, o meu filho, eu não convidei, tá? Eu não falei nada. Eu estava saindo, pegando as sacolas. Aí o meu filho pegou, saiu correndo, pôs o sapato e falou, eu vou com você.
Eu acho que nessa hora deve dar uma sensação de dever cumprido, não dá não. Dá um orgulho assim, você falar, ai Jesus, obrigada, valeu a pena. Isso. É isso, valeu a pena. Cara, foi difícil chegar ali, muito. Ele acordava todos os dias, nem bom dia dava. Gente, é isso, as crianças chegam numa fase, e aí eu podia ter a sensação de tipo, ai é o tempo dele, só que eu não sou essa mãe.
Eu sou a mãe do carinho, eu sou a mãe do afeto, eu sou a mãe que aperta, que fala, vim aqui que eu quero te agarrar. Eu sou essa mãe. Então eu não me contentava com ele passar por mim, não me dar bom dia.
Filho, vem cá, amor. Você gosta como mãe te acorda? Porque, como eu te disse, eu sou mãe do afeto. Eu deito na cama, eu faço o cafuné. Não importa a idade dos meus filhos. Eu sou igual com todos. Eu deito, eu faço cafuné, eu dou beijo. Eu falo, filho, vamos acordar? Aí eu falei, você gosta de como eu te acordo? Ele falou, eu gosto. Eu falei, então eu também gosto quando você acorda e vem me dar um bom dia e um abraço gostoso.
Aí o começo era, bom dia. Aí no outro dia foi, bom dia e um abraço. Ele dava o ombro assim pra abraçar. Eu falava, filho, abraça, tem que ser gostoso. Vem cá, olha só, eu gosto assim. Aí fui melhorando, ele foi aperfeiçoando o abraço dele. Hoje, outro dia eu fui, dei um abraço nele, ele olhou pra mim assim, você vai me dar no ombro?
Aí você viu como não é gostoso? O abraço tem que ser isso. Então, eu gosto de conversar com eles. Eu gosto de trazê-los pro meu mundo. E gosto de estar presente no mundo deles. Então, eu pergunto. Eu não me escandalizo com nada com o que eles me trazem. Justamente por isso. Porque eu quero que eles voltem sempre pra mim. Eu estimulo sempre eles falarem a verdade. Então, a gente tem um lema em casa. A verdade, ainda que me custe. Não importa o que você fez. A verdade, sempre.
Eu prefiro que você me diga a verdade, que a gente possa ter uma conversa, do que eu descobrir que você mentiu pra mim. E eu ter que te corrigir. Então, esses valores que você traz, essa questão da verdade e tal, eu tenho a sensação de que quando os filhos são criados num ambiente de fé, tende a ser mais fácil. Sim, porque eles têm um norte. Deus é um norte. Isso, então, por isso que...
Eu pergunto, porque eu quero criar esse ambiente pra Liz, porque eu acho que aí os valores que fazem sentido pra mim, né? De fé, de honestidade, de humildade, sabe? E também de força, resiliência, sabe? Eu acho que é mais fácil de ser construído nesse ambiente. Muito mais. É uma reflexão. Eu tô pensando muito sobre isso. Acho que isso tá meio à tona na minha cabeça, Maria. Mas é isso. Quando você tem um norte, quando você olha pros dez mandamentos que Deus te deu...
Eles são perfeitos. Não tem nada ali que você fala assim, não, isso aqui eu não gostei. Bom, os três primeiros são amor a Deus.
O quarto mandamento de Deus é honrar pai e mãe? Então, o seu filho... Eu sempre trago isso para as crianças. Eu falo, gente, você ter um pai e uma mãe é tão importante que é o quarto mandamento da lei de Deus. Então, vocês não podem desrespeitar o pai de vocês. Nunca. Na vida. O pai que eu falo é pai e mãe, tá? Então, eu trago muito a questão da minha fé para a nossa vivência. É assim, quando você educa bem o seu filho na fé e na verdade... Isso
Você não precisa falar sobre nenhuma questão com ele, porque ele vai sempre fazer o bem sem olhar a quem. Então, seu filho vai estar sempre olhando pelo próximo. E é isso, quantas vidas poderiam ter sido poupadas se alguém tivesse olhado com amor para aquela pessoa? Quantos bullying não poderiam ter sido nem ter existido? Porque é isso, o bullying só existe porque tem plateia.
Se uma pessoa vira pra ele e fala, cara, isso que você tá fazendo não é legal. Ninguém tá gostando. A pessoa para, porque ela se sente intimidada. O problema é que um intimida o outro e aí fica todo mundo assim com medo. Ninguém toma a primeira posição. Olha, não, isso não é legal. E assim, eu ensino isso pros meus filhos. A partir do momento que você vê um amigo seu sozinho, sofrendo, é sua obrigação dar o primeiro passo e conversar com ele.
Aí eles falam, e eu trago a minha vida. Então eu trago a minha vivência, a minha experiência pessoal para os meus filhos. Então eu falo, olha, eu já fiquei sozinha quando eu era pequena.
E eu falo, não era legal. Então não deixa que o seu amigo passe por isso. Porque ele está sofrendo. Você tem que ser a primeira pessoa que dá o passo. Então eu sou aquela mãe que eu incentivo os meus filhos. A buscarem a Deus acima de tudo. E quando você busca a Deus, você quer fazer o seu melhor sempre. E o bem. E o bem. Mari, e vem cá, dando uma...
rodopiada na nossa conversa. Como que no meio dessa rotina toda, você cuida tanto de você quanto do seu relacionamento? Como é que cuida do relacionamento? Não, sério. A Liz tem um ano e pouco agora. E, cara, até hoje, eu e o Rodrigo, se a gente conseguiu parar pra... Claro que assim, quando ela dorme, a gente tem um tempinho nosso. Mas... Não, não, não, não, não, não,
Geralmente eu quero dormir. Porque eu tô exausta. E ele também. Porque Elisa ainda acorda à noite. Muitas vezes. Bom, vamos lá, Fê. Primeira coisa que você precisa fazer na sua vida. Ensinar a sua filha a dormir uma noite inteira. A partir do momento que a sua filha tiver uma noite inteira e ela dormir cedo, você vai ter a sua vida. Você será uma mãe descansada. Ela dorme. Só que ela acorda muitas vezes à noite. Algumas. Algumas, vai. Tá, tudo bem. Ela precisa dormir bem uma noite inteira. É.
É muito importante. É engraçado que ela dormia e parou de dormir. Tem um impacto do dentinho, vai. Pode ser o dente. Os dentinhos dela estão nascendo. Pode ser salto de crescimento, que impacta também nas noites das crianças. Tem muitas questões e muitas variáveis. Mas o fato é que cuidar do meu relacionamento com uma já tem sido um esforço. Não vou mentir, não. Ainda mais como um bebê. Como é que você cuida do relacionamento com 13?
Assim, desde que eu casei com o Carlos, eu sempre tive essa consciência. Os meus filhos não são meus, são de Deus e eles vão embora. Eu não quero que amanhã, quando eles forem embora, eu olhe para a cara do meu marido e fale quem é este estranho. Porque eu passei a vida inteira vivendo pelos meus filhos e não cuidando do meu relacionamento. E eu acredito muito que a base do seu amor com o seu marido...
Vai ser a base pros seus filhos. Então é muito importante que você tenha demonstração de amor, de afeto, carinho pras crianças. Porque é isso que eles vão buscar. Você é a inspiração deles. Então assim, eu sempre coloquei os meus filhos pra dormirem cedo. Tá. Na cama, pra que eu pudesse ter um momento com o meu marido.
Então, ah, eu não saía pra jantar. Não, mas, tipo, como eu não tinha babá, eu fazia na minha casa o momento gostoso. Então, as crianças iam dormir. Ou eu ou ele cozinhava. Aí, se eu não tava grávida, a gente abria um vinho. Ou, ai, putz, tô tão cansada hoje, amor. Vamos assistir um filme? Vamos assistir um filme. A gente ficava deitadinho assistindo. Até hoje eu faço isso com ele.
As crianças vão pra cama. É que hoje eu acordo muito cedo. Então, assistir um filme, eu durmo. Então, lá em casa o filme, quando a gente assiste, ele é parcelado. Três vezes, geralmente. É, então eu falo, todo filme meu é um seriado. São três episódios, entendeu? Três, quatro episódios. Porque eu aguento assistir meia hora. É isso, lá em casa é assim também.
Quantas vezes eu não fui pro cinema e eu dormi no filme? O filme inteiro. Eu vou pro cinema com as crianças? Eu durmo. É o momento de descanso. Eles falam, a mamãe vai pro cinema só pra dormir. Eu falo, é o momento controlado, onde vocês estão assistindo e eu tô descansando. Tá tudo bem. Eles me contam o filme, eu dou risada. Mas eu acho importante você cuidar do seu relacionamento. É importante que você tenha o momento seu. Ai, putz, eu não tenho ninguém. Então, contrata uma babá. Deixa com a sua mãe.
uma noite, é importante que você tenha uma noite por semana com o seu marido onde vocês não falem de nada a não ser de vocês como você fazer acontecer a namorada dele? é, é, é porque é engraçado também, porque assim, a gente costuma criar o momento, assim, você organiza e tal, cria o momento, é na hora que cria o momento que senta pra conversar e aí
Ou tá falando de trabalho, né? Ou, sei lá, tá falando do filho. E aí é vezes 13, né? Tem muito assunto de filho pra falar. Muito! Aí você fala do filho, aí de repente acabou a noite e vai todo mundo dormir. Pronto. Ou você tá falando de trabalho ou de filho, acabou. Então assim, eu tenho, sei lá, antes eu até fazia com mais frequência, tá? Uma vez por semana, uma vez a cada 15 dias, a gente saía pra jantar.
Pra poder cuidar do nosso relacionamento. Hoje a gente faz com menos frequência. Porque como eu te disse, eu troquei as crianças de escola. Então assim, eu tô com uma rotina puxada. Mas pelo menos sexta-feira ou no sábado a gente tem o nosso momento. E eu volto a dizer, ele é super importante. Um precisa cuidar do outro. É isso, eu acho que muitos relacionamentos acabam.
Porque eles deixam de se olhar. É. Por que você se apaixonou pelo seu marido? É isso, acho que essa é a pergunta que a gente tem que se fazer todos os dias. Como eu era quando eu era namorada dele? Eu implicava com ele por XYZ? Ou eu deixava passar?
É, eu acho que, assim, é intencional, né? Porque, assim, por exemplo, você precisa fazer isso num ambiente de, geralmente, privação do sono, sabe? Num ambiente, né? Em algumas situações, alguma vulnerabilidade financeira, alguma, né? Então, eu acho que isso tudo vai deixando a gente mais impaciente, mais irritada. Aí, infelizmente, muitas mulheres têm parceiros que não ajudam.
Que não fazem o papel deles, né? Que eles não colaboram com nada. Que não colaboram com nada. Eu sei. Então, assim, são várias coisas que têm que se ajustar pra esse olhar acontecer, pra esses namorados se reencontrarem, sabe? Concordo planamente. Mas olha, Mari, meu marido, cara, ele é um emprestável, não faz nada. Tô passando por um puta perrengue financeiro. O que eu faço? Meu conselho pra essa mãe? Reza.
Reza primeiro para que Jesus possa providenciar o vinho que falta à sua família. Ninguém gosta de viver um aperto financeiro. Ninguém gosta de viver uma dificuldade. Só que se você está vivendo essa dificuldade, encontre um propósito. Aprenda a oferecer para Deus a sua dificuldade, que tudo melhora, tudo se encaixa. Meu marido também é um imprestável. Poxa, está super grosseiro, passou o dia inteiro no celular, ou está no banheiro, ou está fazendo as coisas da vida dele.
Reza, porque Jesus é a única pessoa no mundo que é capaz de courar qualquer coração que é uma pedra. Jesus é a única pessoa capaz de chegar em qualquer coração enrijecido. E ele transforma esse coração. Quantas amigas minhas falaram, eu queria ter o segundo filho e meu marido não quer de jeito nenhum. E eu falei, reza, porque Jesus é capaz.
E Jesus transformou o coração daquele homem. Então é isso, a oração, ela tem um poder de transformar tudo à sua volta. Só que as pessoas não fazem o mínimo, que é rezar e pedir. Você precisa pedir. Quantas vezes eu escutei das pessoas, a seguinte fala, eu vou na igreja, mas eu não peço nada. E aquilo me surpreendeu. Como você não pede nada? Não, não precisa pedir nada. Eu só agradeço. Oi?
Como você não pede? Gente, eu acordo pedindo e durmo pedindo. É isso. No meio do caminho eu agradeço, obviamente. Mas eu peço tudo. E Jesus gosta da nossa humildade. Da gente pedir. Ele sabe o que a gente precisa. Óbvio que ele é Deus. Mas ele gosta do nosso pedido. Pra que ele... Tipo assim, ai Jesus, eu quero X. E ele vai fazer XYZ porque ele viu a nossa humildade.
E é isso, as pessoas esqueceram de pedir. Elas deixaram de rezar. E a oração muda tudo. Muito bom, muito bom. Mari, eu, nas semanas anteriores, a nossa gravação, eu abri uma caixinha de pergunta. Eu não contei a convidada, mas eu contei o contexto. Aí eu falei, gente, eu vou entrevistar uma mãe de muitos. Eu nem falei assim, eu não vou falar a quantidade, porque senão vocês vão descobrir quem que é. E eu não quero que descubra antes e tal.
Enfim, eu falei assim, o que vocês querem que eu pergunte pra essas pessoas? E aí, os ouvintes mandaram perguntas. Aí tem uma pergunta aqui que eu anotei, que eu achei muito sensacional, que aí eu queria que você respondesse. Já aconteceu de você esquecer o nome de algum filho ou trocar? O dia inteiro. É preciso falar a verdade, gente. Eu não vou falar... Ai, a Mari não... É assim, eu gosto de compartilhar minha vida real, tá?
No meu perfil. Então, lá no coração de Mami, é vida real. Não tem uma Mariana...
pro coração de mami, uma Mariana sendo mãe, uma Mariana sendo a esposa. É exatamente a mesma mulher pra tudo. E isso é muito impressionante, porque quando as pessoas me conhecem, eles falam, Mari, você é exatamente a mesma coisa do perfil, do que você mostra nos vídeos. Eu falo, esta sou eu. Eu não consigo ter essa capacidade de ter várias caras, tá?
Eu erro com o nome dos crianças, gravando o vídeo. Quantas vezes eu... Ô, madame... Margarida! Aí sai, tipo, um nome. Aí eu falo, mãe! Eu falo, gente, mas eu nunca falei que eu acertava o nome de vocês.
E tá tudo bem, entendeu? Lá em casa é eu e mim, é Fernanda e Flávia. Aí, quando a gente era pequena e morava lá e tal, era muito engraçado. Minha mãe falava assim, ô Flá, Flá, Flernanda! Saiu um Flernanda, sabe? Não, o Bernardo falou assim, ô mãe, meu nome já virou Marnado, né? Porque você vai chamar o Martinha e você lembra que sou eu. É mais ou menos isso, filha. Faz parte, faz parte. Mas você entendeu que é pra você, não entendeu? Então tá bom, é isso.
Mari, obrigado pela conversa. Foi muito gostosa. Teve muito insight legal, que eu acho que vale a pena a gente refletir. Eu acho que você traz que dá pra ter uma rotina com 13. Sim. Transformando as coisas do dia a dia em momentos especiais. Não precisa de nada muito elaborado. Eu acho que...
Aí você traz muito a questão da fé, a questão da criação nos valores, né? Que são muito legais. O cuidado que você tem com a personalidade de cada filho. Enfim, acho que tiveram muitos insights muito legais aqui. Obrigada por ter vindo. Obrigada, porque assim, eu acho que deve ter sido muito difícil fazer essa logística acontecer, né? De ter um tempinho aqui pro Vita Materna. Quando você confirmou o convite, eu falei, meu Deus.
Sabe, às vezes eu não tenho tempo pras pessoas com uma filha. Você imagina? Enfim, obrigada por estar aqui. Eu te desejo um...
incrível Dia das Mães, um feliz Dia das Mães nesse domingo, que seja um dia muito abençoado com todos os seus filhos, que seja muito especial. E o Vitor tá aqui sempre à disposição pra você. Muito obrigada pra você também. Um incrível Dia das Mães. Eu fiquei muito feliz com o convite, eu adorei o nosso bate-papo. Foi muito bom, foi muito bom. Gente, se vocês gostaram, curte, compartilha, comenta aqui embaixo. E eu vejo vocês no episódio da sexta que vem. Feliz Dia das Mães de novo pras mamães daí. Tchau, tchau. Beijo.
Clinica Satelle Care
Daniel Carvalho Hair
D&C Cosméticos
Dra. Priscila Hime