Episódios de Vitta Materna

Birras de 2 anos: como educar seu filho? | Ivana Jauregui | #38

03 de maio de 20261h12min
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Mamães, seus filhos já estão na fase dos dois anos?

O “terrible two” é uma das fases mais desafiadoras da infância, e também uma das mais mal compreendidas.

Neste primeiro episódio da quinta temporada do Vitta Materna, recebemos Ivana Jauregui, criadora do Método Mãe Plena e referência em educação parental, para explicar o que realmente acontece no desenvolvimento infantil.Falamos sobre birras, limites, autoridade, comportamento infantil, regulação emocional e os erros mais comuns dos pais na tentativa de educar sem violência... mas também sem permissividade.

Se você sente que seu filho te desafia, faz escândalo em público ou não aceita o “não”, esse episódio vai te dar clareza, ferramentas práticas e uma nova forma de enxergar essa fase.

🎯 O QUE VOCÊ VAI VER NO EPISÓDIO

✔️ “Terrible two” e quando começa

✔️ Sinais do desenvolvimento infantil nessa fase

✔️ Como ser firme sem ser agressiva

✔️ Autoridade na educação dos filhos

✔️ Criança entende o “não”?

✔️ Criança manipula ou está expressando emoção?

✔️ Por que os filhos “pioram” com a mãe

✔️ Como lidar com birras em público

✔️ Erros mais comuns dos pais na hora da crise

✔️ Como impor limites com respeito e consistência

💡 POR QUE ASSISTIR ESSE EPISÓDIO?Porque muita gente está tentando educar diferente… mas sem direção.Entre o medo de repetir uma criação rígida e o excesso de permissividade, muitos pais se perdem... e a criança também.Esse episódio te mostra que:✔️ acolher não é deixar fazer tudo✔️ impor limites não é ser agressiva✔️ e que entender o comportamento muda completamente a forma de educar

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Participantes neste episódio2
F

Fernanda

HostAdvogada familista
I

Ivana Jauregui

ConvidadoCriadora do Método Mãe Plena
Assuntos4
  • Terrible TwoDesenvolvimento infantil · Birras e emoções · Limites e autoridade · Educação sem violência · Erros comuns dos pais
  • Como lidar com birras
  • Inteligência Emocional
  • Expectativas e realidades da maternidade
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Gente, olha que lindeza de estúdio que eu estou. E olha, não é por nada não, eu poderia fingir naturalidade, tá? Que eu tô plena, acostumada com tudo isso aqui. Mas a verdade, gente, é que eu tô com frio na barriga, gigante. Mas eu tô muito animada. Meus amores, o Vita Materna aterrizou em São Paulo pra gravar com pessoas que vocês não vão acreditar.

Pessoas nacionalmente conhecidas, profundamente respeitadas, que são referência para milhões de famílias quando o assunto é parentalidade. Eu tenho certeza que vocês vão vibrar comigo a cada episódio. É surreal. Quando eu revisito o meu último ano, eu chego a me emocionar. Foi tudo muito intenso, gente.

o primeiro ano do maternar, lidar com a privação de sono, eu sempre falo isso aqui nos episódios, como doença autoimune, fazer esse projeto acontecer aqui nos bastidores, minha gente, tem perrengue, me reencontrar como mulher. E esse ponto aqui é um ponto de muitas camadas, inclusive. Caramba, confesso que dessa vez eu vou ser menos cruel comigo mesma e dizer, uau, que mulher. Experimentem fazer isso em casa também.

Obrigada, maternidade. Você é, de longe, o meu maior combustível. O Vita Materna nasceu de uma necessidade minha, visceral, de falar, ouvir e pertencer. Um projeto que fala, sobretudo, com a mulher que existe por trás da maternidade. Então, guardem isso, gente. Às vezes, a gente para de sonhar por falta de tempo. Que mãe que não se identifica aqui.

Mas a vida ainda pode surpreender a gente. Obrigada por estarem aqui e por fazerem parte desse sonho. E agora sim, finalmente, bem-vindos à quinta temporada do Vita Materna. Gente, pra quem ainda não me conhece, meu nome é Fernanda, eu sou mãe da Liz e idealizadora do Vita Materna.

Gente, tem uma fase da infância que assusta muita gente. A criança começa a dizer não pra tudo. Chora no shopping, se joga no chão, grita no restaurante. E os pais pensam, meu Deus do céu, esse menino tá me manipulando. Ou, meu Deus do céu, eu faço o que agora? Eu acolho ou eu imponho o limite?

Mas será que essa não seria a pontinha do iceberg? Nossa geração, gente, foi criada muitas vezes na base do medo. A gente tinha medo de desobedecer, medo de arriscar, medo de sentir, medo de chorar. Engole e choro, menina! Medo de questionar. Aí, na medida que a gente não quer repetir esse padrão, muitos pais foram para o extremo oposto. A permissividade. E no meio dessa confusão tem outra coisa acontecendo. A gente também quer performar.

principalmente na frente dos outros. A gente quer mostrar que a gente tem um controle da situação, que o nosso filho obedece, que a gente é um alecrim dourado e não perde um discurso com a criança. Porque a gente foi criado para não falhar. Então, quando chega, gente, a fase dos chamados terrible two, não é só a criança que entra em crise. Muitos adultos...

Também. Nossa convidada de hoje é uma das vozes mais conhecidas do país quando o assunto é educação parental. Com uma audiência gigantesca, ela se tornou referência para famílias que querem educar com mais presença, mais firmeza e menos violência, sem cair por outro lado.

na permissividade. Criadora do método Mãe Plena, Ivana Jauregui, tem insistido em uma mensagem muito importante. Criança precisa de vínculo, mas também precisa de direção e acolhimento não é ausência de limite e autoridade não é autoritarismo. Ivana, tô nervosa. Seja muito bem-vinda ao Vita Materna. Muito obrigada, querida. É um prazer estar aqui.

Olha, muito obrigada por ter vindo aqui. Eu te contei nos bastidores, assim, você é o combustível dessa temporada de São Paulo. Eu sou muito grata por isso. E eu não perderia a oportunidade de ter uma horinha contigo e não falar das minhas dores de maternidade, né? E aí, eu queria muito que nesse episódio a gente falasse um pouquinho sobre o Terrible Two, né? A Liz tá com um ano e cinco meses, então ela já dá sinais do Terrible Two.

E eu já dou sinais de que eu não tenho repertório pra isso, sabe? Aí, eu queria que a gente começasse falando, assim,

O que de fato é o terrible 2? O que acontece com a criança no tal do terrible 2? Os terríveis dois anos de idade. Eu fico magoada quando as pessoas falam assim, dos dois anos de idade. Igual que a adolescência, nossa adolescência, que é etapa difícil, rebelde. Que não é por coincidência que essas duas etapas são as mais assustadoras, talvez.

Então acontece a mesma coisa dentro da criança, é o mesmo momento, só que com uma distância de maturidade muito grande. O que acontece nos dois anos de idade? A criança começa a se perceber por gente. Ela começa a perceber que ela é um indivíduo. Se você olhar, perceber, se você observar a criança pequena, ela sempre se chama em terceira pessoa. Tipo assim, minha mãe, meu pai, Alice.

Ela se refere a si mesma em terceira pessoa. No momento em que ela começa a se referir a ela mesma em primeira pessoa, é um sinal de que ela está se percebendo como gente. Quando a criança se percebe como gente, então ela começa a perceber que ela tem poderes.

Poder de decisão, desejo, escolha. E são poderes que movimentam as coisas. Então, tipo assim, ela pensa, eu quero isso. E ela tem. Eu não quero mais isso. E ela deixa de ter. Eu desejo aquilo. Eu não desejo mais aquilo. Ela começa a perceber que ela existe e que ela tem poderes de ser humano. Só que é uma percepção de um poder muito grande, que demora muitos anos para a gente poder domesticar esse poder.

Então, ela se encontra com um poder muito grande e lida de uma forma muito desengonçada. Qualquer coisinha que essa criança dessa idade, qualquer desejo que ela tiver, que não for cumprido, ela vai ser tomada por uma emoção. Algumas crianças mais, outras crianças menos. Mas elas são tomadas por um turbilhão de emoções que elas não conseguem dominar. Elas não dominam nada, nem falam direito, nem andam direito, nem nada direito.

Elas simplesmente são desengonçadas, não dominam nada. Então, a grande batalha dos dois anos de idade, o grande dilema dos dois anos de idade é que o nosso filho começa a perceber a sua individualidade, ter desejos, vontade própria. A gente está habituada a ter um bebê que vai para onde a gente leva, come o que a gente oferece, veste o que a gente veste nele. Está habituado a lidar com um filho nosso.

E nesse momento, é pedido para a gente aprender a dar espaço para esse eu que está nascendo e se fortalecendo. Com uma geração de adultos emocionalmente bastante imaturos, acaba virando um enfrentamento. Caramba, a minha filha quer, mas eu não quero. Eu quero que ela faça e ela não quer fazer. Então, acaba havendo um enfrentamento.

Do mesmo, parte do mesmo ponto. Você vê uma criança fazendo uma birra, eu posso explicar um pouquinho melhor o que é a birra. Você vê uma criancinha de dois, três anos de idade fazendo uma birra, você vê a mãe fazendo uma birra porque a criança está fazendo birra. A mesma coisa, é o mesmo ponto. A criança chora porque ela quer, porque ela quer aquele bonequinho e não vai ter. E a mãe chora porque ela não quer que a filha faça aquilo e ela está fazendo aquilo. Então, é o mesmo ponto, é o mesmo, como se diz, é...

Intensidade emocional, só que o esperado é que uma criança com dois anos de idade realmente não consiga dar conta. Mas é esperado que um adulto já consiga dar conta. A nossa geração é uma geração de adultos que não teve espaço, nem respeito para aprender a lidar com as emoções. Então, é uma geração que tem pouco domínio emocional. A gente não tem repertório. Exato. Então, uma criancinha com dois anos de idade consegue ter tirado o sério.

Ela não está te tirando do sério. Na verdade, você não está no teu centro. Não tem estrutura para bancar um equilíbrio emocional ao ponto de que uma criancinha de meio metro te tira do sério. Então, era esperado, era perfeito o lugar do adulto de ter um certo domínio emocional. Só que a gente teve uma infância onde não tivemos...

o reconhecimento e o espaço e a permissão para poder entrar em contato com as emoções e lidar com elas. Então, chegamos sendo adultos com pouquíssima habilidade emocional.

Nossa geração está tentando dar esse espaço para nossos filhos. Deixa a criança chorar, deixa ela ver o que ela sente, vamos acolher o seu sentimento. Então, a gente está, de alguma forma, tentando dar essa oportunidade para a criança, só que estamos dando uma oportunidade para a criança sem termos estrutura suficiente para bancar a oportunidade que a gente está dando. É, exatamente, exatamente.

E aí você tinha comentado que você vai falar um pouquinho, eu vou até antecipar esse tema, um pouquinho de birra. O que é de fato a birra? É a coisa mais linda a birra. É a coisa mais linda a birra. Você falou isso é muito fácil. Eu queria ouvir pessoalmente. Não tem nada. Às vezes as mães pedem paciência para poder lidar com a criança. E eu sempre estou falando, você não precisa paciência, precisa de conhecimento.

Você não precisa respirar fundo e contar até 10 todas as vezes. Você precisa conhecer, entender. Porque quando você entende o que é a birra, o que está acontecendo, nunca mais você olha para o teu filho com desprecio, com distância, com impaciência. Porque você entendeu o que está acontecendo lá. O que está acontecendo? A criança está se percebendo por gente e ela percebe que tem um poder de decisão, um desejo, querer, não querer, poder de escolha.

Mas no mesmo tempo que ela percebe isso, que é muito maravilhoso ter esse poder, imagina, quero, tenho, não quero, não tenho, caramba, aquele negócio é muito poder, é muito legal. No mesmo tempo que ela recebe essa percepção desse poder e começa a usar esse poder, desengonçadamente, ela também começa a perceber que esse poder é limitado.

Tipo assim, eu quero, mas não tudo o que eu quero posso ter. Aquilo é muito complexo. É muito difícil de entender. Como assim eu quero, mas não posso ter o que eu quero? Sacanagem. Então, para que eu posso querer, se eu não posso ter o que eu quero? E a gente até fala isso para as crianças com um pouco de...

de impaciência, assim, não é tudo que você quer que você vai ter. Ela não sabe, ela não sabe, ela tá tão feliz que ela pode querer alguma coisa e que ela pode ter alguma coisa e no mesmo tempo, ela quer uma coisa e as crianças são muito presentes, são muito...

muito concretas. Então, quando ela quer uma coisa, ela quer mesmo aquela coisa. De verdade, aquilo é o fim do mundo para ela. Não existe futuro, não existe passado, não existe depois. Existe aqui, agora é o meu desejo. Ela vive intensamente o seu desejo. No mesmo tempo que ela está flasheando com essa experiência, ela também precisa...

perceber, ela leva o tombo de que não tudo que ela pode ter, aquilo levanta uma emoção muito forte na criança, que ela não tem habilidade ainda para lidar. Então, o que acontece na birra é uma batalha interna dentro da criança. Essa luta entre o desejo e a rendição do desejo. Luta que se você...

perceber, até hoje a gente está lidando com isso. Ah, eu queria tanto que o vô não atrasasse, chegasse no horário. Eu queria tanto que não houvesse engarrafamento. Eu queria tanto ser contratada naquele trabalho. Eu queria tanto que a minha filha tirasse nota boa. Eu queria tanto, tanta coisa. E assim, aprender a desistir do desejo é uma arte que leva muito tempo.

O que acontece é que a gente exige de uma criança de 2, 3 anos de idade que saiba lidar com uma coisa que acabou de perceber, acabou de ganhar esse eu, e ela é completamente tomada por um furacão emocional, não tem estrutura.

para lidar. Então, você pede para a criança, respira, conta-te três, vai, controla, para de chorar, você vai ganhar se parar de chorar. Você se desespera tentando fazer com que a criança controle, domine as suas emoções. Ou então explica, sabe o que foi, filha? Isso, isso, isso, isso, para ver se ela controla as suas emoções. Inteligência emocional se desenvolve vivendo as emoções. É igual aprender a nadar. Você não aprende a nadar sentado, pensando na água.

Você não senta a tua filha e diz, oh filha, tem que mexer o bracinho. E aí quando a água vier, e aí você vai ter medo, mas respira fundo, bate mais o pezinho. Aí você coloca a tua filha na água e ela tá nadando. Não. Ela aprende a nadar em contato com a água que não tem... É muito diferente da teoria. A prática, a vivência é muito diferente da teoria. Então, inteligência... Pra desenvolver inteligência emocional, a criança precisa viver a sua emoção. Por isso que...

Existe esse novo movimento da gente poder respeitar a criança, deixar ela chorar, que não é deixar ela chorando, mas permitir que ela chore, que ela sinta, acolher os seus sentimentos. Só que também junto com esse novo movimento está acontecendo uma grande tragédia. Posso falar disso? Sim, sem dúvida. Sem dúvida. O que acontece? Nós filhos, normalmente, de pais e mais autoritários...

onde não tivemos espaço para ter voz, para ter sentimento, para nada, tinha que abaixar a cabeça, obedecer e pronto, acabou, criança não tem querer, cala a boca, engole o choro, porque eu mandei e pronto, acabou. A gente, de alguma maneira, está reagindo a essa nossa dor da nossa infância e querendo oferecer para os nossos filhos aquele respeito, aquele espaço que a gente não teve.

Só que nunca vai dar certo uma educação que parte de uma reação de uma ferida. Os nossos filhos não precisam do que a gente não teve porque eles não são a gente. Quem precisa do que a gente não teve somos nós. Então, o que está acontecendo? Uma grande confusão. E uma reação que, como toda reação, vai para o outro lado, para o outro extremo, do autoritarismo para a permissividade. Sim.

Então, se a minha mãe não me escutava, vou escutar tudo que meu filho falar. Caramba, o menino tem três anos de idade e você escuta como se fosse, não sei, o sábio do sábio falando. E é um menino de três anos de idade falando.

Se a minha mãe não... Se meu pai não me dava espaço pra me opinar, o meu filho eu vou perguntar tudo. O que você acha, meu amor? Tá bom? Essa é a frase aqui no Brasil, é muito comum. Vai tomar banho. Tá bom? Sempre tá bom? O que você acha? O que você opina? Se a minha mãe e meu pai ficavam impondo, pro meu filho eu vou dar escolhas. Não vou impor.

E é muito difícil, por exemplo, eu tô entrando nesse mundo agora dos dois extremos, né? E aí, assim, eu tive uma criação autoritária, né? Esse é o meu repertório. Aí eu quero fazer diferente pela Liz, mas eu também não concordo se eu ofereço patinha amarela ou azul pra ela tomar banho, sabe? E aí, pra quem teve uma criação autoritária, pra mim, a linha é muito tênue entre e...

Ser firme e ser agressiva. Entende? Eu não sei aonde essa linha está. E aí eu temo por falhar e parar lá na agressividade e repetir padrões, entendeu? Que é o que está acontecendo. Na maior parte das vezes, a mãe e o pai que querem educar seu filho com respeito e dar a escolha do patinho, isso, aquilo. Fica meia hora explicando para a criança que ela tem que tomar banho. Se tiver um filho um pouquinho teimoso...

O menino não vai tomar banho. E aí você faz o quê? Usa o recurso mais conhecido. Explode, grita, bate na criança, vira autoritário. Então, a gente está passeando de um extremo para o outro.

Pra poder encontrar o equilíbrio, que é o caminho do meio, eu vivi isso na pele. Eu me perdi completamente na permissividade com o meu primeiro filho. Era aquela mãe que tudo perguntava, tudo negociava, tudo dava opções. Porque imagina se eu vou impor alguma coisa no meu filho, vai dar... Não vou reprimir o meu filho, eu quero um filho livre. Depois eu entendi que liberdade tem mais a ver com rendição que com conquista. Mas tudo bem, esse é outro assunto. Então...

Eu me perdi nesse caminho, tive que andar ele com minha experiência mesmo, com a própria vivência. O caminho do equilíbrio que eu consegui encontrar, tanto para os meus filhos quanto para as milhares de crianças que eu atendi em escolas, é um caminho que resgata os valores, os princípios, a base, a estrutura da educação.

tradicional, só que despensa a violência, a falta de respeito, a falta de consideração da criança, mas não despensa a regras, ordens, limites. Isso aí é algo necessário para educar qualquer mente de um ser humano. O ser humano nasce com uma mente sem limites, sem estrutura nenhuma. Se você, mãe e pai, não coloca uma estrutura na mente da criança,

ela vai ser caótica, sem limites, sem regras, sem ordem, vai ser caótico aquilo. Isso não é ser livre, isso é ser caótico. E é um sofrimento muito grande. Eu vivi na pele, um filho caótico, caramba, ele apanhava, batia, era um caos o tempo inteiro, aquilo é só sofrimento. Então temos que resgatar para encontrar o equilíbrio, resgatar, fazer as pazes com aquilo que é essencial na educação tradicional.

Mas, no mesmo tempo, precisamos trazer aquilo que é o novo, que a nossa geração defende. Que é, caramba, deixa eu acolher a criança. Tudo bem ela sentir, tudo bem ela chorar. Não tem que engolir o choro. Deixa ela falar também. Deixa ela opinar alguma coisa. Deixa ela fazer parte. Vamos respeitar a criança. Então, só que a gente não consegue, porque temos esse modelo de...

ser uma autoridade sem violência. Não consegue, porque a referência que a gente tem é essa. Eu vou ser firme com meu filho. Você pensa assim, vou ser firme, meu filho tá precisando firmeza, logo você já fica brava. É, até a fisionomia, tom de voz, tudo muda rapidamente. Pra esse lugar de autoritarismo. Eu vou ser firme pra ela entender de uma vez por todas. Aí fica brava, só que...

Não tem nada a ver, a gente precisa desfazer esses links, essas associações que vêm do autoritarismo. Porque a autoridade, que não tem a ver com autoritarismo, a autoridade vem de um alinhamento interno. Aquilo que eu falo, aquilo que eu penso, aquilo que eu faço é a mesma coisa. Ali você tem autoridade. E ela não tem nada a ver com violência.

Eu falo para minha filha, Nara, isso você não pode mais fazer? Assim, nesse tom. E ela para na hora. Precisa amedrontar, precisa ameaçar, precisa chantagear. Não. Por que ela para na hora? Porque ela sente que há firmeza na minha fala. Firmeza não tem a ver com violência. Tipo assim.

É um exemplo que eu ando falando bastante agora. Acho que é o exemplo que fica mais claro. Você tem uma... Você vai entrar... Você quer entrar num campo muito lindo e você encontra uma porteira lá. Aquele portão, ele é de... de metal grosso, pesado, firme. Ele não... Você empurra e ele não mexe. Ele não...

É um portão firme. Não é um portão que você toca e te dá choque, que tem espino, que te ameaça, que te diz, se você me tocar vai perder, vai perder, o Papai Noel não te traz presente. Não é nada disso. Legal. Você quer ir lá abrir, porque as crianças elas querem fazer, porque elas não têm noção de nada. Você quer ir lá abrir para entrar no quintal que está lá atrás. Você mexe, o portão não se mexe.

Aquela firmeza faz com que você possa desistir da ideia de abrir e entrar para o outro lado mais fácil. Isso é firmeza. A firmeza traz clareza. O pessoal embirrou com que a criança pequena não entende o não. Não pode falar não. Isso está nas minhas perguntas, inclusive. A criança não entende o não? Claro que ela entende. Ela não entende por que o não. Ah, tudo bem.

Ela não entende que não pode mexer na tomada porque vai dar choque, faz dodô e pode morrer. Isso ela não vai entender. É, eu vi umas questões na internet assim. Ah, não fale pra criança assim. Não coloque a mão aqui. Se ela colocar a mão, você fala. Não pode pôr a mão. Não é isso. Você tem que falar assim. Põe a mão em outro lugar.

Falo, velho, mas até que, por que a criança não entende quando eu falo? Não, é pro pôr amor aqui e pronto, entendeu? Mas, quem inventou que a criança não entende? Fala pra um bebê de um ano de idade. Não, ela sabe, ela chora, ela fica assim. É, eu consigo perceber. Lá em casa tem uma mesa que é um bar, tem umas bebidas. E lá a Liz não pode mexer.

E aí é impressionante que toda vez que, principalmente quando ela quer nossa atenção, ou a gente tá numa ligação, a gente tá, né, não tá dando atenção pra ela, ela vai andando, aí ela põe a mão na mesa e olha. Isso. Sabe? Tipo, ela sabe que não pode. Lógico que ela sabe. É, ela sabe que não pode. E aí ela fica olhando, ela nem põe a mão na bebida.

E você mesma falou, ela vai fazer isso porque ela precisa de atenção. Se eu vou fazer aquilo que eu não posso, ela vai me olhar. É só isso que ela tá buscando. E tá ótimo. E nesse exemplo, especificamente, eu faço o quê? Eu continuo, assim, ela ganha minha atenção. Pra bebê, ele precisa de limite concreto. Ela ganha tua atenção. Assim, se ela tá chamando a tua atenção, é porque ela precisa.

É igual a comida, é igual a água. Se ela tá pedindo, é porque ela precisa. Eu te dou um exemplo claro de quando que isso acontece, assim. A gente faz uma videochamada, porque os avós moram em outra cidade. Aí a gente faz uma videochamada pra conversar com o vovô e a vovó. Aí eles conversam com ela, brincam, não sei o quê, chamam atenção. Aí, de repente, eles puxam um assunto com a gente. Minha mãe vai falar comigo, ô, Fernanda, lembra de tal coisa e tal, não sei o quê.

Aí a conversa se direciona pra mim, eu e minha mãe. Ah, aí nessa hora é a hora do bar.

É a hora que ela vai andando no bar ali e põe a mãozinha e olha pra gente. Do tipo, não, peraí, não é vocês duas agora, sabe? Eu também quero. Pensa, ela tem um ano e meio de idade. É. Se você não tiver de olho nela, ela corre risco de vida.

Ela não sabe isso na mente dela, mas ela sabe isso com todo o seu ser. Ela precisa que você deixe de olho nela primeiro. Ela precisa ser a tua prioridade. Sempre que você tirar ela como prioridade, acontece isso. Por exemplo, você está falando comigo agora e pronto, esqueceu. A menina está aqui e estava brincando de boa. Começamos a falar, a tua atenção veio toda para mim. Ela vai começar.

Ela vai começar a chamar a tua atenção. Por quê? Porque ela não quer te ver feliz. Ela não quer que você converse e desfrute da vida. Não! É porque ela se sente insegura. Porque se vier um leão, pode atacar ela. Você nem está vendo. É uma questão de sobrevivência. A sabedoria do ser humano. Não é a escolha da tua filha fazer isso. Ela faz por puro instinto. Então, sim. Quando...

Você coloca a tua atenção em alguma coisa, quanto mais pequena for a criança, coloca a tua atenção em outra coisa e desliga dela, ela vai se sentir insegura e ela vai provocar, ela vai chamar a tua atenção. Por isso que eu estou te dizendo, quando ela chama a tua atenção é porque ela precisa. Não porque ela precisa que você esteja assim o tempo inteiro. Ela precisa porque ela está se sentindo insegura, porque você, de alguma maneira, isso é uma coisa que a gente precisa aprender.

a colocar o filho sempre como prioridade e ser capaz de fazer outra coisa. Tipo assim, eu tô aqui, meus filhos são tudo grandes. Mas a Narayama ainda depende de mim. Ela tem 14, vai fazer 15 anos de idade. Ela ainda depende de mim. Eu estou aqui conversando com você, mas a minha prioridade é minha filha. Eu tô ligada na minha filha primeiro. Esse tipicinho ligado, a criança sente. Nessa fase da Liz, especificamente, Ivana, ela tem ciúme?

Esse sentimento? Não. Não, não tem ciúme. Não é ciúme, é insegurança. É insegurança. O ciúme é o quê? É uma insegurança. É. É, justo. Você poderia dizer que sim, mas não é ciúme no que a gente entende por ciúme. É insegurança, ela se sente insegura. Não é que tem ciúme, ela não quer partilhar a mamãe com ninguém, não. Ela quer se sentir segura. Ela quer preservar a vida dela. E se a mãe ou o pai não estão atentos nela, ela se sente insegura, em risco de vida. Então, ela vai fazer o quê?

chamar a tua atenção, oh mãe, tô aqui, não desliga, sou pequena, você precisa me olhar. As mães contam, menina, em um segundo que eu não olhei pra ela, aconteceu. É verdade. É um segundo. É um segundo. E não é porque teu filho é terrível que você não pode tirar os olhos de cima dela, é porque ela não consegue ser responsável por si mesma, nem um segundo.

E aí, nesse caso do bar, eu vou lá fisicamente e tiro ela de lá? O melhor é, o melhor, isso é muito legal. O melhor para a criança pequena, para ela poder, assim, você está no momento de começar a ensinar a tua filha a te obedecer.

Às vezes as mães dizem assim, nossa, meu filho não me obedece. E está reclamando não sei para quem, porque na verdade, se teu filho não te obedece é porque você não ensinou ele a te obedecer. É tão simples quanto isso. Ah, não, você não conhece meu filho, é terrível. Filhos terríveis também precisam ser ensinados a obedecer. Você tem que ensinar o teu filho a obedecer. Então, quando a criança é tão pequenininha, ela aprende no concreto, na vivência.

Então, por exemplo, ela quer mexer, vamos dizer que esse aqui é o bar, ela quer vir aqui mexer no bar, o melhor é você ir até ela.

E colocar a mão. Limite físico, concreto, visível para ela. E falar para ela, você quer mexer aqui no bar?

Valida o que está acontecendo, porque nem ela sabe o que ela está fazendo. Ela está na Babilônia, entende? Ela está na bêbada de vida, acabou de nascer, não sabe o que está acontecendo. Ela está tendo um impulso ali de curiosidade e aquilo lhe atrai, mas não sabe realmente o que ela está fazendo. Então você espelha isso para ela, descreve o que está acontecendo. Você está querendo mexer aqui no bar, mas não pode e coloca a mão. Então quando ela vai mexer, você não deixa.

E aí a criança realmente entende na vivência que eu quero uma coisa e eu não posso fazer essa coisa porque a minha mãe não deixa. Então, realmente, literal, a minha mãe não está deixando eu fazer o que eu quero. Então, ela começa a perceber que não tudo o que eu quero eu posso fazer. E quem diz se eu posso ou não posso é minha mãe.

Então, toda vez que tua filha se aproxima do bar, ela vai olhar para você, buscando. Posso ou não posso? Toda vez que ela for se colocar em uma situação duvidosa, antes dela fazer, ela vai olhar para você. Ela olha. Porque ela entende que, aí é onde eu te digo, ela não entende os motivos pelos quais você não deixa mexer no bar. E isso, talvez, com 15 anos de idade, ainda não vai entender.

Mas ela entende perfeitamente que é a mãe que decide se ela pode ou não pode. E que quando a mãe fala não, é para ela parar de fazer o que ela está fazendo. Por que ela tem que parar de fazer? Não sei.

Na verdade, para a criança, por que ela tem que parar de fazer? Porque a mãe mandou. É tão simples quanto isso. Só que a gente tem mágoa com essa frase até. Sim, sim. Você não pode fazer porque a mãe mandou. Nossa, que cruel. Não, não é cruel. É o lugar certo. Cruel é você pedir para uma criança de 2, 3, 5, 15 anos, de verdade, entender os motivos pelos quais você está escolhendo ou não escolhendo aquilo para ela. Ela não é adulta, ela não tem filho. A gente sabe quanto mãe.

Porque a gente só foi entender de verdade a nossa mãe agora que tem filho. Total.

Total, eu não entendia nada. Então, como é que você pede pra tua filha te entender? É, justo. Por que a gente busca que a filha entenda? Porque ser uma autoridade vindo do autoritarismo é difícil. A gente fica triste, a gente tem medo de magoar o filho, de reprimir. Então, a gente quer que ele concorde. Você quer que ela fale assim, ó... Engraçado, eu não me vejo nesse lugar, mas eu entendo que existem muitas mães nesse lugar, eu não me vejo nesse lugar de não querer que ela sofra, não querer que ela chore. Eu não tenho problema com isso, quando a lista chora. Não tenho.

O meu grande medo é repetir padrão. É impressionante, assim. E aí, toda vez que eu entro nesse lugar de ter que lidar com essa birra dela, eu fico assim, cara, não posso fazer desse jeito, mas também não sei o que fazer. E aí, eu fico com o negócio meio atrapalhado. Vou te dar um outro exemplo, pra você me ajudar. Eu fui com a Liz no shopping, só eu e Liz no shopping. E aí, ela tava andando pelo shopping, assim, e tal, que agora ela tá nessa fase que ela quer andar. Ela não quer saber de colo mais, não.

E aí, o shopping foi ficando muito cheio. E eu falei, não dá pra deixar ela andando, mas agora tá perigoso. E aí eu fui pra carregar ela no colo. Ah, ela começou a gritar, se derretendo, todo mundo olhando, aquela confusão.

E aí, sabe quando você quer fazer o seu melhor e aí te falta repertório? E eu fiquei assim, cara, eu não sei o que fazer. Só que pro chão ela não vai. E aí, o que eu fiz nessa hora? Eu simplesmente falei, nós vamos sair daqui. E ela se debatendo pra descer e eu segurei ela. Assim, momento algum eu a agredi, eu machuquei, nada. Eu só segurei ela firme e falei, nós não vamos andar aqui.

E a gente foi gritando desse momento até a saída do shopping. Aí na hora que saiu do shopping, passou, outra coisa pegou ela. Eu não sei qual era o melhor que eu podia fazer nesse instante por ela. Mas por que você acha que não foi bom?

Não sei. Eu não me expliquei, eu não falei nada, eu só carreguei ela, ela gritando, estava gritando, foi. É isso? Aí que mora o grande problema e frustração das mães. A não aceitação das dores do crescimento. É lógico que ela vai chorar, ela quer andar no shopping e você não está deixando. O que você está esperando? Que você fale uma palavrinha mágica e ela te agradece e diga, que boa mamãe, eu entendi que você...

Está me cuidando? Vamos, vamos. Está tudo certo. Não tem problema nenhum. Faz parte ela chorar porque você não está deixando ela fazer o que ela quer. É aquele choque. Eu quero e não posso porque a minha mãe não deixa. Aquilo é chocante para a criança. E ela vai chorar mesmo.

E tá tudo certo. E assim, tá tudo certo você segurar a criança com firmeza e falar, nós vamos em frente. Se você não segurasse ela, o que aconteceria? Ela ia pro chão. Então. Então tá tudo certo nisso. A estrelinha pra mim. É que é um medo que as pessoas têm hoje. Eu mandei ela parar de gritar. E momento nenhum mandei ela parar de gritar. Então, o que não seria correto fazer é você ficar louca gritando com ela, xingando, batendo, chacoalhando, nervosa. Assim.

Ela tá gritando porque ela tem um problema. Você não tem problema nenhum. Você tá fazendo aquilo que você sabe que é o bom pra tua filha. Você tá preservando a vida dela. E aí depois, quando ela calma? Aí eu preciso abordar alguma lição de... Quando ela calmou, ela esqueceu. Isso. Aí eu deveria falar com ela assim, filha, olha, eu te carreguei lá dentro, por A, B, C. Eu preciso me explicar. Mas por que você precisa se explicar?

Para quê? Para que ela entenda o que eu fiz. Você acha que com um ano e meio de idade ela vai entender? Quando ela parou de chorar é porque ela esqueceu do que aconteceu. Não é que ela esqueceu e agora vai lembrar daqui a pouco. Ela esqueceu, apagou mesmo. Ela está olhando um passarinho agora. Isso aí.

Ela está em outra viagem. Quanto menor a criança, menos capacidade ela tem de se projetar no futuro e no passado. Mais ela vive no momento presente. Por isso que é tão importante ensinar e educar no momento presente e na prática. Porque assim ela está aprendendo. Você pega uma menina com dois anos de idade para explicar, sabe o que aconteceu? A mamãe, nananá, nananá. Ela não entende nada do que você está falando.

Ela nem consegue lembrar. Você pega um menino de 5 anos de idade. Eu já vi vídeos disso. Ai, meu Deus.

A criança fez uma coisa errada, mas botou de castigo no quarto para ela refletir, pensar sobre o que ela fez. A criança não tem capacidade de auto-observação até a pré-adolescência. As meninas pré-adolescência, os meninos adolescência e vai lá. Não tem a capacidade de se auto-observar, de ter noção dela no mundo. Ela apenas está tendo noção de que ela existe, ela é egocêntrica, ela não sabe que você existe.

Três anos de idade, começo a perceber que pode ser que exista outro parecido a mim.

Mas ela não tem a capacidade de se olhar como a gente. A gente tá aqui conversando, se olhando. Se observando. A criança não tem essa capacidade. Então, ela não pode refletir sobre o seu comportamento. Perceber o que ela causou, não causou. Você chorou. Todo mundo ficou te olhando. É, não sei. Mas eu acho que acaba se tornando extremamente desgastante. Cansativo. Eu tenho que me explicar o tempo inteiro pra criança.

Sabe, eu não acho que faz sentido. Mas é uma busca de... Na verdade, é uma busca de... Validação. É. Das mais para os filhos. Ô, filho, eu falei pra você não fazer e você tá tão triste, eu te fiz mal. Mas deixa eu te explicar pra você entender, pra você falar pra mim. Tudo bem, mãe, eu entendi. Ai, obrigada. Você me aliviou. Eu refleti agora, eu pensei no negócio, Ivana. Sabe onde isso pega num lugar forte? Eu acho que pra muitas mulheres, pra mim, pelo menos.

eu tive uma criação também muito de agradar, sabe? Eu precisava agradar, assim, eu não podia incomodar onde eu estava, eu não podia incomodar, e eu também precisava me agradar. E isso entrava muito no lugar de explicação, sabe? Minha mãe, pela mãe dela, e por aí vai, né? É um negócio meio geracional, assim, mas ela se explicava muito. E eu acho que eu entro nesse lugar, tanto que é um negócio que eu me policio, assim. E eu acho que as mulheres, de um modo geral, a gente teve uma criação para agradar. E eu acho que é por isso que a gente quer dar esse...

essa explicação pra criança, sabe? Mas então, pra cortar isso de raiz, o que a gente precisa é parar de achar que o choro, as birras, é algo desagradável. É algo que tem que... É algo que tá errado e que tem que curar isso, que tem que melhorar isso. Não é. Faz parte. Caramba, você tá triste e chora. Você cai, machuca e chora. O bolo não saiu certo e talvez você fique brava. Faz parte. Então...

Não é agradável você convencer a criança de que ela tem que parar de chorar porque não faz sentido chorar por aquilo. Aliás, na profundidade, eu acho isso uma falta de respeito para a criança.

É legítimo que ela chore porque ela quer um negócio e não vai ter. E assim ela está aprendendo a lidar com suas emoções. E abrir mão dos seus próprios desejos. Algo tão importante para a vida. Sim, justo. Ivana, uma dúvida de uma ouvinte. Que ela, inclusive, se tornou... Na maternidade, a gente vai ficar amiga de outras mães, né? Ela se tornou minha amiga materna. Ela tem uma filhinha de três anos. E aí ela falou assim, Fernanda. E quando... Como é que você lida com uma criança que te bate?

ela é uma criança doce, mas no momento de birra, no momento de quer e não tem, ela bate. Eu faço o quê? A birra você deveria acompanhar o sentimento da criança, tipo assim, não precisa ficar brava porque a criança tá fazendo uma birra. Compreender que tá tudo certo ela fazer esse escândalo por causa de um pirulito, porque é justo, imagina, o pirulito é tudo que ela tem na vida, ela não consegue pensar no futuro, nem no passado, tudo que ela tem é esse pirulito e não tem, é desesperador aquilo.

Então, é justo, está certo. Essa parte você deveria compreender. Agora, isso não significa que você vai deixar a criança compreender, ela acolher, ela não significa deixar fazer o que quiser. Limites e educação tem que ter o tempo inteiro. Tipo assim, o teu filho está batendo, seja a birra, seja o que for, você precisa ensinar que isso não pode ser feito.

E esse ensinar, assim, a criança está batendo, segurar a criança fisicamente? Exato, se precisa segurar, segura. E você fala, você está bravo, você está batendo nas coisas. Bravo você pode estar, mas bater nas coisas não. Ai, mas ele está sentindo, expressando a raiva dele. Ele que encontra outro jeito de expressar a raiva. Confia no teu filho. No outro dia eu vi uma menina, 10 anos de idade, voltou da escola brava. Começou a xingar as colegas, porque ela, um monte de palavrão, ela falou. E a mãe ficou ouvindo.

Aí a menina ficou estranhando. Mãe, você não vai falar nada? Aí a mãe falou, não, eu só tô te acolhendo, eu só tô ouvindo. Não, não, não. Você não vai acolher falta de educação, mal comportamento. Tem que colocar o limite, não se confunda. Uma coisa é você acolher, compreender o teu filho e não querer que ele engule o choro e reprimir ela. Mas outra coisa é você permitir falta de educação na tua frente. Chorar pela birra pode chorar. Bater nas coisas, quebrar as coisas, xingar, cuspir, não pode.

Então, você precisa colocar esse limite. Se você não orienta o teu filho, ele vai ficar desorientado. É tão simples quanto isso. Sim, sim, justo. Ivana, mais um exemplo aqui. Porque, assim, eu tento elaborar o que fazer antes do evento acontecer. Porque eu acho que isso traz mais maturidade, né? Porque se eu tiver que pensar em alguma coisa no olho do furacão sem repertório, a chance de eu falhar é muito grande. Por exemplo, uma situação da Liz. Ela, a gente vai em restaurante, eu, o Rodrigue e ela.

E ela tá nessa fase andante dela, né? E aí, assim, a Liz não fica sentada na cadeirinha. Então, hoje, como é que funciona? A gente vai no restaurante e aí... Ela quer andar, aí...

Ou eu fico andando com ela pelo restaurante enquanto o Rodrigo tá comendo, ou o contrário. Então, a gente nunca tá junto, assim. Eu e o Rodrigo naquele instante e ela, né? E se a gente tenta mantê-la sentadinha com a gente, brincando, conversando, entretendo, né? Com a gente ali, ela se escorre e começa a gritaria também. Num caso... Eu já conversei com algumas pessoas sobre isso. Num caso deste, eu devo ficar andando atrás dela? Ou eu devo com alguma ferramenta, não sei, com alguma alternativa?

Ensinar pra ela que o restaurante é pra ficar sentada Mas ela come como? Como ela come como? Ela come andando? Não, ela come sentada Só que demora menos tempo que vocês Não, é no tempo em que a comida chega Ah, tá Pra uma criança de um ano e meio de idade Ela não sabe esperar Mas aí eu devo ensiná-la De alguma forma? Não, ela vai aprender O teu filho não vai ter

10 anos de idade, não vai ter capacidade de ficar no restaurante sentado esperando. Com um ano e meio de idade, ela não tem mesmo. Então, está tudo bem ela ficar andando. Lógico. As pessoas sempre opinam. As pessoas falam, não, você tem que ensinar para ela esperar, não sei o que, sentar na cadeira. É assustador o quanto as pessoas têm perdido o senso comum do que é ser criança. Você está esperando o que de uma criança de um ano e meio de idade?

Fique quieta, sentada, que entenda tudo, que concorde com você, que fale ok mamãe, que te obedeça assim, tipo você fala, nem precisa mais mandar tomar banho, mandar fazer nada, ela faz tudo assim. Quantas mais? Já me perguntou a Ivana, minha filha, se eu não mandar tomar banho, ela não vai. Quantos anos ela tem? Dez. O que você está esperando? É lógico que ela não vai. Isso é ser criança. Parece que cada vez mais as pessoas têm menos disponibilidade para exercer o papel da maternidade, da educadora.

Tipo assim, você não vai se livrar tão cedo. Você quer um mini adultinho rápido, né? Claro. Se livrar disso. Exato. E assim, a criança não consegue aprender se você não ensina. Tem que ensinar. Um filho demanda. Sim. Demanda de estar ali, de estar presente, de educar. Assim, eu falo assim, você não vai se livrar tão rápido. Na verdade, sim, é muito rápido. Minha filha com 15 anos de idade, ela quase nem precisa de mim. Minha filha de 20 não precisa de mim. De 25, então, menos ainda.

Então, sim, a gente se livra deles rápido, mas você se livra deles rápido se você fez um bom trabalho antes. Sim. Se você foi lá, colocou a mãozinha, falou não pode. Se você acompanhou a birra do teu filho. Eu vejo a inteligência emocional que meus três filhos têm, eu fico assim, babando na inteligência emocional que eles têm. Que maneira ter essa inteligência emocional? Mas por que que eles têm? Porque eles tiveram espaço para poder lidar com suas emoções. Eles conseguiram lidar com suas emoções.

O que não significa que fizeram o que quiseram. Crianças virrentas que saem batendo, estragando. Pelo contrário, eu falo pra eles, não pode. Parou. Na hora parou. Por quê? Eles nem perguntam por quê e já são grandes. Nem perguntam por quê. Sim. A mãe falou. Não, legal, Ivana. E um ponto. Aliás.

Antes dessa nova dúvida que eu vou mandar pra você, eu vou só dar um recadinho dos nossos patrocinadores aqui no vídeo, tá? A gente tem dois, minha gente. O primeiro deles, nessa quinta temporada inteira, a gente tem o Daniel Carvalho, né, como patrocinador. Ele é um visagista estrutural lá de João Pessoa, quem cuida do meu cabelo desde 2016. E nos últimos 10 anos, ele desenvolveu com seu conhecimento produtos pro cabelo com aminoácidos.

E são pra todos os tipos de cabelo, repõe nutriente, brilho, é cheiroso, é uma delícia. E claro...

A nossa convidada ganha. Obrigada. A nossa convidada ganha uma amostra, né? Uma amostra não. De fato, o carro-chefe aqui dos produtos do Daniel. Chique. Chique. E para os nossos ouvintes, vai ter um QR Code na tela que vocês vão acessar. E vão ter 15% de desconto com cupom VITAMATERNA para os produtos do Daniel Carvalho.

E a nossa segunda patrocinadora desta quinta temporada aqui de São Paulo é a doutora Priscila Raimi. Ela é ginecologista há mais de 13 anos. Ela atende aqui em São Paulo presencialmente no bairro Pinheiros. Na clínica dela, que é a Satelli Care. É uma clínica linda e maravilhosa, tá, minha gente? Super acolhedora. Vocês vão adorar. E também tem presente.

para as nossas convidadas. Obrigada. Nesse presente tem um kit com uma espuma íntima, que é feita de produtos naturais, para a gente poder usar um produto que não agride tanto uma parte tão sensível nossa, né? E também o gloss íntimo vaginal.

Que é um gloss que ajuda na hidratação e na lubrificação dessa área. Então, é um produto bem legal também pra você. Obrigada. E pra quem quiser conhecer mais do atendimento, né? Da doutora Priscila, acessa o QR Code aí também. E vocês vão ter 15% de desconto em tratamento ou procedimento que vocês fizerem com a Pri depois de passar por uma consulta com ela. Então, já acessem aí. Vai ter 15% de desconto com cupom VITAMATERNA. E os nossos convidados também ganham. Mas agora, voltando aqui.

uma dúvida, então. Eu já escuto, eu escuto muito isso. Cara, a gente escuta muito isso, principalmente dos avós, dos nossos pais, da geração de cima, assim. Que criança manipula? Criança manipula, gente? Ela tá te manipulando. E desde o início, por exemplo, a criança chora, o bebê. O bebê chora, e aí você pega ele no colo, já tá te manipulando ali, você tá cedendo e tal. Criança manipula, de fato, ela tem esse discernimento.

Criança, ela tem uma inteligência instintiva. Então, dependendo da idade, sete anos de idade, pode ser que ela já está te manipulando. Claro que sim, ela encontrou os pontos fracos e está usando a favor dela. Mas não no sentido que a gente adulto manipula, não com essa clareza, entende? É uma questão de sobrevivência mesmo. Caramba, eu percebi que se eu faço isso, isso e aquilo, a minha mais cede. Então,

Acho que uma criança pequena, ela não tem noção. Imagina se ela vai ter a inteligência para te manipular. Entende? O que elas fazem é responder as tuas brechas, as tuas inseguranças, as tuas certezas, a tua firmeza ou não. Elas vão responder a isso. Então, se você fala, não pode, daqui a 10 minutos, deixou.

Então, a próxima vez que você fala, não pode, ela vai tentar fazer aquilo que ela quer. Mas não porque ela está até manipulando, porque você deixou espaço para isso acontecer. Você abriu as brechas, você está ensinando ela a te obedecer mais ou menos. Então, manipular mesmo assim, conscientemente, sabe?

Não é como a gente faz. Quanto menor, menos. Isso não vai acontecer. Esqueça. É que a gente põe um quê de maldade no comportamento dela. Eu sim vejo muitas vezes um olhar adulto contaminado.

olhando para a criança desde essa perspectiva. Tipo, olha só, ela está manipulando. Não, você que está vendo essa maldade toda. A criança, ela está sobrevivendo. Ela está lidando com os recursos que ela tem. Sim. Ela não tem essa maldade que o adulto tem no seu pensamento. Até quando uma criança, sei lá, dois anos de idade, morde outra. Nossa, ela está mordendo. Ela não está mordendo do jeito que você morderia.

Não é isso que ela está fazendo. É algo muito mais puro, muito mais inocente, muito mais complexo de entender do que apenas colocar ali uma compreensão maldosa de uma intenção por trás. É a nossa mente que é muito perversa às vezes. A gente enxerga de novo um mini adultinho ali, né?

Ivana, vem cá, por que a criança tem um comportamento longe da mãe, ou dos pais, e um outro comportamento na frente da mãe? E aí você escuta, óbvio, aí a mãe escuta o comentário, tá vendo? Chegou a mãe e estragou o filho. Exato. Porque o filho, ele sabe que você, ele se sente seguro com você, ele se sente...

É como tudo, você não tem o mesmo comportamento comigo que com teu marido. Talvez com teu marido você se permite um pouco mais de soltura, mais desequilíbrio. Talvez você fica sangrada e fala de um jeito grosso com ele. E comigo talvez você fica sangrada e não vai falar desse jeito. Então a mesma coisa acontece com a criança. Ela sente confiança, ela sente que você é segura, acolhe, abraça.

o teu filho com outras pessoas vai conter muito mais o seu comportamento, que faz parte, não está errado. Quando chega a você, ela solta o seu comportamento e ela solta tudo que ela conteve ainda. Então, se teve coisas que ela ficou engolindo, tipo assim, a tia não me deixou pegar um bolo que eu queria e o coleguinha não emprestou o brinquedo e eu aguentei porque eu não estou...

em um ambiente tão seguro para mim me soltar. Vai que eu choro e eu não sou tão amado, né? Não aceitam tanto quem eu sou. Então, a criança aprende a conter. Chegou a mãe e ela vai pegar todas essas emoções.

Não é que ela lembre, mas ela acumulou faltas, emoções mal resolvidas. E ela vai abrir. É como se fosse um vulcão, né? Em erupção ali. Então não é chegou a mãe e estragou o filho, modificou, porque a mãe tá fazendo errado. Isso aqui é pras vovós. O corte vai pras vovós. Chegou a mãe e o menino se sentiu seguro pra botar tudo pra fora.

Eu imagino que nessa hora você percebe que você está fazendo de fato um bom trabalho se a criança faz isso, né? Que ela se sente segura para... Sim, e quanto mais pequena, mais isso... Tipo assim, você deixa o menino de dois anos de idade na creche, ele fica lá, você vai embora, ele está chorando. As professoras falam, vai chorar cinco minutinhos e depois esquece, esquece. Ele fica lá, você abre a porta para buscar ele, ele te vê e começa a chorar.

Por quê? Porque ele acumulou, tem muita coisa não resolvida. E está tudo certo. Não é um erro. Porque é isso. Eu ando na rua, eu me relaciono com vocês e eu estou contendo muito do meu comportamento. Com meus filhos eu solto mais e com a minha irmã talvez eu solto mais ainda. Faz parte da aprendizagem.

A conviver com as pessoas contendo o nosso comportamento com os limites. Está tudo certo. Legal, legal. Não tem nada errado com isso. E puxando um gancho desse seu comentário de creche. Lista agora com o e-mail. E aí eu estou nesse impasse.

muito forte dentro de mim, de põe ela ou não põe ela na escola, né? Considerando que hoje ele é um cenário, o nosso contexto é assim, eu e o Rodrigo a gente mora em outra cidade, é nós dois e a Liz. Nós dois e a Liz. Ela não convive praticamente nada com outros parentes assim, na rotina dela. Outras crianças, outros, sabe? A não ser pela atividade que a gente colocou ela na natação e na musicalização.

Então tem hora que eu fico assim Não, eu acho que é importante pra ela socializar Com outras crianças, conviver Aí todo mundo fica assim, é bom porque você vai ver O tanto que fala, desenvolve a fala, desenvolve isso Desenvolve aquilo, só que aí por outro lado Eu também entendo que ela tá no momento de desenvolvimento De segurança emocional, que ela precisa de mim E aí eu Se eu conversar com 50 pessoas no dia Meu cérebro vai pra 50 lugares Diferentes, sabe? Na sua visão, assim, em que momento, né?

Não é o natural o ninho se afastar da criança. O natural é a criança se afastar do ninho. É que nem passarinho. Então, a criança deveria se sentir tão segura que ela dá passinhos para longe de você. Quando um ninho e meio de idade, ela não sabe nem brincar com outra criança. Ela nem sabe que ela existe.

Aí eu preciso falar sobre isso. Ivana, eu vi um corte seu sobre isso, assim, eu acompanho seu conteúdo desde sempre, né? Aí eu vi um corte seu sobre isso e eu falei, não, não acho que isso faz sentido, não faz. Eu acho que a Liz precisa conviver, isso foi ano passado. Aí com os oito meses, sete meses, eu falei, vou pôr a Liz na aula de musicalização infantil pra ela conviver.

Meu propósito da musicalização nem era o desenvolvimento da fala, a questão dos instrumentos. Não, eu queria que ela socializasse. Aí lá vai, eu me matriculei, lá vai a gente pra aula de musicalização infantil. Chegou lá, tinha mais dez crianças na sala.

cara, Ivana, cada uma no seu bolha. Assim, cada uma no seu quadrado. E aí, o máximo que elas interagiam, por exemplo, sei lá, a Liz foi interagir com uma, foi arrancar o laço da cabeça da... Aí eu pedindo desculpa. Ele vai ser babar, vai ser morder, vai ser puxar as coisas. Agora eu entendi aquele conteúdo da Ivana, sabe? Vai pegar o braço do outro pra botar na boca. Não tem noção que o outro existe, não tem noção que ele existe. É, eu vi na prática, assim, eu falei, agora eu entendi.

Agora faz todo sentido. O que é legal para ela é conviver, no caso, se for conviver com alguma criança mais velha. Crianças que são capazes de atender as limitações que ela tem. E não crianças limitadas igual a ela que estão puxando a limitação das duas, que não são capazes de considerar. Então, uma criança mais velha vai inspirar ela.

Elas adoram criança mais velha, vai ficar olhando, vai ficar... Isso sim faz bem. Agora, criança da mesma idade, não é o momento apropriado ainda. Não é um ambiente seguro para ela. Estar ali brincando, ela está descobrindo brinquedo. De repente, chega alguém e puxa o cabelo, puxa o brinquedo, baba, cai em cima dela. Não é isso que ela precisa agora. Ela é muito pequenininha. Então, eu entendo quando as pessoas falam assim, ah, mas na escola ela vai aprender a falar mais...

Mais rápido. Pra que você quer isso? Olha o jeito que você fala. Você é super falante. Duvida que tua filha vai aprender a falar. Você visualiza tua filha com 10 anos de idade sem falar?

Não, ela já está na linguagem dela. É uma pressa que as pessoas têm de colocar as crianças a fazer. Parece que quanto mais cedo fizer, mais inteligente, melhor vai para a vida. Quem comprova isso? Donde está comprovado isso? Que criança que aprendeu a andar mais cedo, a falar mais cedo, sentar mais cedo, comer mais cedo, ela é mais feliz, é mais estável, é mais o quê?

É como se a gente buscasse a validação da nossa criação. Está vendo como é que ela é esperta? Ela faz muita coisa antes do tempo certo. É a minha criação. Sabe aquela validação? E isso é um peso enorme para a criança. Ela ter que mostrar que ela dá certo para deixar a mãe e o pai felizes e satisfeitos porque ela é o projeto deles. Sim.

É um peso muito grande pra criança. É uma presa. E se você vê uma presa assim, de meses. Tipo assim, a minha filha começou a andar com nove meses, a minha filha com um ano. Caramba, meses de diferença. Não... Que diferença vai fazer isso? Eu lembro que teve num grupo de mãe, assim, uma pergunta lá no grupo. Gente, o filho de vocês já tá falando quantas palavras? Aí, teve uma mãe que falou assim, o meu filho está falando as seguintes palavras, dois pontos. Tchau!

tal, tal, tal. Cara, e ela elencou todas as palavras. E aí, aí começou um alvoroço no grupo de mães, né? E aí, ah, não, mas a sua tá falando 49, é, a pediatra disse que tinha que ser 50 nessa fase. Putz, eu vou contar as minhas aqui. Ah, e 37. E...

vira um negócio muito louco aquilo ali, sabe? É paranoia, tá louco. Aí não tem como a maternidade ser leve pra você. Aquilo é cansativo demais. Se você tá preocupada contando palavras, o que fez, o que não fez, o filho da vizinha. Lógico que é sempre bom ter um parâmetro pra ver, sobretudo nos primeiros anos de vida, se ele tá evoluindo num tempo esperado. Mas daí é você ficar...

tentando estimular o teu filho pra ele passar o tempo esperado, pra ele ser melhor que o filho da vecina, pra ele... Pra mostrar pras pessoas que você tá sendo uma boa mãe, não sei, é uma paranoia ali. Gasta um monte de energia e isso vai dar problema. Porque a criança que tem uma mãe e um pai que tem muita expectativa sobre ele, ele carrega essa expectativa. É um peso muito grande pra criança. É um peso muito grande. É um peso muito grande. Eu acho que, de certa forma, ou eu criei dentro da minha própria mente.

ou eu tive um pouco dessa criação até pela questão de tirar nota 10 e assim, eu entendo meus pais que é porque eles não tiveram nada e se mataram de trabalhar pra proporcionar pra gente alguma coisa que eles não tiveram é, é, é, chega nesse beira esse ponto, né, que inclusive eu tenho uma dúvida genuína sobre isso mas só pra gente fechar a história da escola

Na sua visão, uma média de quantos anos? Ou, sei lá, cada criança varia? Quando ela souber brincar com alguém. Quando ela souber emprestar alguma coisa. Três, quatro. Porque a Liz, eu queria, inclusive, que ela virasse um pouco essa chave. Ela empresta tudo. Excessivamente. Porque ela não sabe que ela existe. É. Então, ela não está emprestando. Ela está dando para ela mesma. E aí, quando você leva embora, ela chora porque é de volta.

Ela não está emprestando. Os bebês, eles são super solidários. Você diz assim, o bebê nasce, fica a primeira semana, calminho. Claro, ele está exausto, acabou de nascer, é muita coisa. Você diz, nossa, que criança, calma. O bebê empresta tudo. Nossa, ele é muito querido, ele é muito solidário. Calma, calma. Você está tentando descifrar como é o teu filho, ele nem sabe quem ele é ainda. Calma.

Ele não é aquilo que você está vendo. Ele está chegando. Sim. Então, o bebê entrega tudo porque ele nem sabe que ele não é você e que você não é ele, que aquela coisa não é ele. O bebê, ele acha que ele é a mesa, o microfone, a areia, a comida que ele está comendo. Ele não sabe que está separado das coisas. Então, ele não está emprestando, de verdade. Sim, faz sentido.

Ele vai começar o exercício de emprestar alguma coisa com três anos de idade. Quando ele percebe a mamãe, papai, eu e uma colega, olha...

E brincamos juntas, ela pega um negócio e leva embora. E aí começa todo esse problema, né? Que a criança não quer emprestar. Que começa a falar, tudo meu. Com dois anos de idade, começa a falar, eu, eu, tudo meu, meu. Sim, aí vira uma loucura. E agora, voltando um pouco dessa questão que a gente falou da criação. É uma dúvida genuína minha, assim. Meus pais, eles tiveram que se esforçar muito financeiramente, assim. Trabalhar muito pra prover pra gente, sei lá, faculdade. Meu pai foi até a quarta série.

Enfim, eles batalharam muito E conseguiram, a gente conseguiu Minha irmã formou na faculdade, primeira geração que consegue Enfim E assim, todo o esforço que a gente teve Na vida Que eles tiveram e que a gente teve Inclusive de não conseguir comprar uma coisa ou outra Formaram, eu acho que contribuíram muito Para os valores que eu tenho hoje Para o caráter que eu tenho hoje Para...

Pra correr atrás do que eu quero, que eu tenho hoje. Então, assim, essas dificuldades todas foram, de certa forma, boas. E, assim, a Liz hoje, ela vai nascer num conforto que eu nunca tive. E tem hora que eu fico me questionando, assim... Como é que eu faço pra ela dar valor às coisas assim como eu dou, sabe? Pra criar uma criança que...

ela tem a possibilidade de ter tudo que ela quiser, não que eu vá dar. Mas assim, como é que eu crio, sei lá, dificuldades hipotéticas pra que ela crie esses valores? Como é que eu posso fazer isso por ela, sabe? É deixar ela passar as dores do crescimento, não tentar fazer ela feliz. Ah, eu vou fazer minha filha feliz, pra ela não vai faltar nada. Deixa ela desechar alguma coisa, sabe? Ela quer presente, ela quer muito um brinquedo, deixa ela desechar aquilo.

Deixa ela sentir, porque é isso que você falou, a necessidade me educou também, me fez tirar força, me fez aprender a conseguir, a conquistar, a ultrapassar, a cair, a levantar, é a necessidade. Se você ensina uma criança a andar de mão dada, eu conheci um menino assim, o pai andava atrás dele, o pai era tão rápido, não deixava o menino cair, o menino não tinha noção.

De que pra andar podia cair. Então ele saia andando. Nem olhava. Nem olhava onde. Se tinha escada, não tinha escada. Ele nem olhava. Ele saia andando. Quando tinha uma escada, ele seguia andando e o pai corria e segurava ele. O menino nunca soube perceber.

Altos e baixos da vida, desafios, esforço. O menino queria subir na escadinha do escorrega e o pai botava lá em cima. Porque está se esforçando demais para subir na escadinha. Então, eu acho que é uma relação que a gente faz de sacrifício, esforço com sofrimento. Eu, por exemplo, tenho uma vida super sacrificada.

não significa que eu estou sofrendo. Olha a cara do sacrifício. Eu estou sempre sacrificando um monte de coisa. Sacrifiquei, fui longe da minha família para poder educar os meus filhos. Sacrifico o tempo, sacrifico desejos pessoais. Sacrifico, sacrifico, sacrifico.

sacrifício não tem a ver com sofrimento. Então, não é facilitar a vida do filho e tirar todas as possibilidades dele conseguir conquistar, lutar por alguma coisa que vai...

lhe dar algo bom pra vida dele, que vai lhe dar uma facilidade, porque a vida não é fácil, ela é cheia de obstáculos. Então, uma coisa básica, por exemplo, tua filha tá aqui, ela quer pegar esse negócio, e ela pode, tá? Só que ela tá tentando e não consegue. O que a mãe faz na hora? Dá uma empurradinha, é. Pra quê? Pra facilitar, porque eu não posso ver a minha filha se esforçando. Ela tá sofrendo? Não. Ela tá se esforçando. São coisas diferentes.

Então, tudo que você puder não evitar, não facilitar, deixa.

Deixa ela ficar em pontinha de pé uma hora ali tentando pegar um negócio. Não conseguir, desistir e fazer outra coisa. Ficar sentada no chão olhando. Pedir a tua ajuda. Qualquer atitude, ter alguma ideia, botar algo aqui mais alto para poder pegar. Qualquer atitude que ela tiver, até a atitude de desistir e deixar para lá, vai ser bom para ela. É aprendizagem. Sim. Então, a gente, e as mães temos muito isso. Deixa que a mamãe faça.

Não, não, deixa que a mamãe faz, que você... É, ou então a gente intervém na brincadeira, né? Ela tá tentando, sei lá, encaixar duas peças. Eu confesso que eventualmente, pontualmente eu fiz isso, até eu me perceber e falar, não, cortei. E eu rapidamente cortei. Sei lá, ela tá tentando encaixar duas pecinhas. Aí ela tenta, tenta, tenta, tenta, tenta, tenta, não consegue. Aí, de repente, eu tô...

juntando as duas pecinhas por ela, sabe? Claro. Então, assim... Mas aqui é o tempo dela aprender. Você já sabe. Você já sabe. E direcionar sempre a criança e mostrar sempre a solução também não é a melhor escolha. Deixa ela pesquisar, deixa ela encontrar sua solução. Talvez a solução para ela é deixar as pecinhas para lá desistir. Que bom! Aprendeu a desistir. Que bom, que importante. Talvez ela encaixou e sente a satisfação de ter dado certo. Que bom!

Talvez ela procura outro jeito e coloca em outro lugar. Que bom! Qualquer coisa que ela fizer vai ser bom. Talvez ela chora e se frustra e fica com raiva porque não conseguiu. Que bom! Ela lidando com a sua frustração. Qualquer coisa que ela fizer vai ser bom. É que a gente está acelerado, sempre querendo dar a resposta pronta para a criança. Você vai como... Eu fico cansada de ver... Eu estou indo... Todo sábado eu vou numa pracinha. Olha a criança. Me alimentar.

Vou comer, beber lá, da fonte. Menina do céu, quanto adulto acelerado e achando que a criança não está vendo algo, não está vivendo algo, não está sentindo algo. Tipo assim, tem uma criancinha, tinha uma criancinha, duas, de um ano e meio de idade, por aí, dois anos de idade, olhando uma folhinha com uma minhoca.

na escada do escorrega. Elas pararam na escada e começavam a olhar a folhinha. E aí passava o vento, a folhinha mexia e a minhoca estava lá. Aquelas mulheres só, só distraíram as crianças. Vamos lá, vai, sobe. Está vendo o escorrega? Olha lá o balanço. Você viu aquela bolinha? Vamos ligar para o papai. Caramba, já está acontecendo alguma coisa ali. Por que você acha que tem que apresentar o mundo? E quanto mais você, quanto mais opções o teu filho tiver, mais feliz, mais sabido. Não, não é.

Ele pode saber muita coisa e não saber nada. Ele pode estar concentrado em uma coisa e perceber tudo só nessa coisa. Então, não é sempre a melhor opção você estar conduzindo o teu filho, ensinando, mostrando a coisa certa, evitando que ele aprenda. Deixa ele aprender. Deixa ele passar o esforço de subir a escadinha, chegar lá em cima e perceber que não tem coragem de descer no escorrega. E não há nenhum problema. A criança lá não está.

A gente até fala isso, né? O negócio, o importante não é a chegada, é o caminho. Mas a gente ensina para os nossos filhos o tempo inteiro que o importante é chegar em algum lugar. Desceu no escorrega, isso. Subiu no escorrega, tem medo. Ah, já tem um problema. Mas vem, filho, não acontece nada. Vai, para você conseguir fazer o que você queria.

Na minha experiência, eu me percebo como uma pessoa de sucesso, não de sucesso, de algum padrão de sucesso que as pessoas têm na cabeça, mas de sucesso porque eu amo a minha vida, eu amo quem eu sou, eu sou feliz com a minha vida, tá tudo lindo. Eu olho e digo assim, nossa, que legal ser a Ivana, é muito legal tudo que eu construí.

Na minha conquista do sucesso pessoal, eu aprendi que se trata mais de abrir mão, desistir e deixar do que conseguir alcançar, conquistar. Se trata mais de dar valor àquele passo que eu estou dando e aprender com ele e aprender a cada passo e a cada momento do que saber algo.

Então, se trata mais do presente, do aqui, do agora e da desistência. Até de onde que eu quero chegar. Porque, na minha experiência, eu tenho percebido isso. Que o sucesso, ele é o acúmulo de pequenas coisas bem feitas. E você não consegue fazer pequenas coisas bem feitas se você está olhando para o resultado. Sim. Interessado no resultado, frustrado porque não tem resultado, correndo atrás de um resultado. Que é engraçado, que no final dos contos, quando a gente atinge ele, a gente fica assim.

Daquele vazio, né? Porque não se tratava de chegar em nenhum lugar. Porque até a ideia que você tem de chegar a algum lugar não tem nada a ver com chegar em aquele lugar. Sim. A ideia nunca é fiel à sensação que é estar em aquele lugar. Então, quando você chega em um lugar, você não se sente que chegou. Você está caminhando. É sempre o caminho. Sim. Ivana, trazendo um pouco da sua experiência de criar duas meninas e perguntando por que eu tenho uma menina.

Como que você acha que a gente consegue criar uma menina com autoestima elevada? Tanto menina quanto menino. A criança, ela fortalece a sua autoestima com o fazer na primeira infância. Fazer, deixar ela fazer. Fazer coisas. Você viu que ela fala assim, mãe, olha, olha o que eu fiz. A tua é pequena ainda, mas vai começar.

Olha o que eu fiz. Olha, mãe. Olha, estão sempre mostrando. Olha, buscando reconhecimento. Olha o que eu fiz. A autoestima dela vai se construir pelo fazer. Por quê? Porque ela fazendo percebe que ela presta, que ela é útil, que ela presta, que ela tem um resultado.

Então é pelo fazer Já na pré-adolescência, adolescência é pelo ser Eu sou engraçada, eu sou linda Eu sou loira, eu sou nariguda Eu sou inteligente Eu sou Já passa para uma área mais aérea Não tão concreta Mas nos primeiros anos de vida, até 11, 12, 13 anos de idade É pelo fazer

Então, temos muita criança com problema de autoestima, insegura. Por quê? Porque não puderam fazer. Tudo foi feito para elas. Sim, sim. Uma criança com 5 anos de idade, saber fazer um bolo, você sabe o empoderamento que isso dá para essa criança? Não, ela fica muito realizada. Esses dias eu peguei para fazer um misto quente com a Liz.

Você não tem noção o tanto que ela ficou muito feliz de fazer aquele misto quente. E assim, enfim, eu nem sei se eu posso fazer isso, mas eu fiquei mostrando o videozinho pra ela dela fazendo. Ela ri, ela sorri pro vídeo, sabe? Tipo, é quase que eu consegui enxergar ela tendo orgulho dela mesma. Foi muito legal essa experiência. E já pode ligar tarefa pra ela. Leva a fralinha no lixo, passa um paninho na mesa. Aí cansa o tomate pra mamãe.

Porque aí ela se sente útil, ela sente que serve para alguma coisa. Porque estar vivo e não fazer a diferença em nada, é depressivo aquilo. Como é que você quer que uma criança que fica o dia inteiro sentada no sofá, que tudo está pronto e fica com o celular na mão o dia inteiro, se sinta bem com ela mesmo? Sim.

Eu que te digo assim, eu gosto muito da minha vida. O que é a realização, o sucesso? É ver você mesma materializada, colocada lá fora, em algo. Algo, uma pintura, um projeto, a educação dos seus filhos, uma profissão, algo que expresse quem eu sou. É para fazer algo, não é para não fazer a vida.

E a gente não sei porquê quer salvar os filhos do fazer. Não deixa, deixa que a mamãe faz. Facilitar a vida do filho. Isso não facilita, isso rouba o sentido da vida. Que é fazer alguma coisa com ela. O que eu acho que a gente tem que tomar um cuidado, eu tento tomar esse cuidado muito grande quando tá com uma babá.

Porque aí realmente o fazer... Esse é um assunto complicado. É, porque aí o fazer realmente sai de cena mesmo, assim, sabe? As babás, eu fui babá também. Um ano eu durei. Não, uns meses eu durei sendo babá, lembro. É muito desconfortável quando você sente que tem que prestar serviço. Tem que mostrar o serviço. E qual é a expectativa da mãe em relação ao babá?

Que minha filha não chore, que não tenha problemas, que não passe necessidade. Que não machuque. Imagina, eu vi aquelas duas babás num parquinho, com duas crianças de um ano e meio de idade. Aquelas mulheres pegavam o menino, botavam-lhe em cima, escorregavam, morrendo de medo de que a criança caia e machuque. Uma criança de um ano e meio de idade, que não cai e não machuca, tem algo errado com ela.

Eu vi a criancinha andando, ela tropeçou com o próprio chinelo, porque elas são muito atrapalhadas, caiu e a babá ficou desesperada vendo onde que tinha machucado. Então, tipo, libera a babá. Libera a babá, confia, procura uma babá de confiança, porque assim, ela está educando o teu filho. E ela está salvando o teu filho do cerro da vida.

É, a função de uma babá eu acho muito delicada, porque assim, eu entendo, assim, primeiro tem de novo a expectativa dos pais, mas eu também entendo a preocupação dela de cuidar de um ser humano que não é o dela, né? Então assim, choro... Sim, porque se for o dela, cai e machuca, e ela sabe que aquilo é normal. Mas se não é o dela, cai e machuca, e ela tem medo de ser cobrada, lógico, foi um erro teu, você não tava vendo? Sim, sim.

Eu vejo até na escola, eu trabalhei na escola a vida inteira. Uma criança vai lá, dois anos de idade, morde outra, a mãe do mordido vem reclamar que você foi insuficiente. Caramba! É um segundo uma criança morder outra. Você não foi insuficiente, acontece.

Uma criança cai, eu lembro a minha filha, eu fui na escola conversar, minha filha estava com 11 anos de idade, e ela tinha apertado o dedo na janela da escola. Aí eu fui na escola conversar, porque o professor dela tinha...

abaixado a nota dela por um problema pessoal de ideologia, uma discussão de ideologia e tinha abaixado a nota dela e tinha, estava maltratando ela, faltando, não faltando respeito mas na linha ali. Então eu fui para a escola conversar sobre essa relação com esse professor. Eu entrei na escola e eles me disseram, maizinha, ela apertou o dedo na janela, foi completamente sem querer, falou, que dedo? Nem sabia.

Tipo assim, nossa, menina, apertaram o dedo na chanela? Claro, em casa também apertou o dedo na chanela. Em vários lugares, inclusive. Eu ainda tenho que trabalhar essa questão de aceitação do que vai acontecer com ela na escola. Criança morder e tal. Eu ainda não tenho essa maturidade emocional. Sim, depois com 3, 4 anos de idade já não é assim.

Aí já é mais difícil uma criança bater, morder, agredir. Aí já é algo a ser trabalhado. Mas com dois anos de idade? É, é o tempo inteiro. Ivana, o papo tá uma delícia. Obrigada por ter vindo. Obrigada por todo esse esclarecimento. Em nome de todas as mães que te acompanham, continue fazendo esse conteúdo de qualidade que você faz pra gente. Eu sou muito grata de você estar aqui. Muito grata de você estar no Vitor Materno. A gente falou sobre isso. E...

E eu queria que você desse um recadinho para as mamães que estão nos ouvindo e que estão nessa fase do Terrible 2A completamente desesperadas e desnorteadas. Os dois anos de idade, eles não são terríveis. De novo eu falei, né, Terrible. Terrível é você ter um filho com dois anos de idade e não saber lidar com ele.

No momento em que você sabe lidar com teu filho, a tua maternidade fica leve. Isso para todas as edades. O que deixa aquele momento ser terrível é a nossa falta de compreensão, de sabedoria. Não é a etapa da criança. Você acha que Deus fez uma etapa do ser humano terrível? Claro que não.

Terrível é a falta, lidar com essa etapa com falta de compreensão. Aí sim virou caos para todo mundo. Então, assim, se eu for dar um conselho geral, não se acomode no caos. Não aceite o caos como algo, uma fase do teu filho que vai passar e pronto. Porque não vai passar. Se você não lidar bem com teu filho com dois anos de idade, com 15 você paga as contas.

Não vai passar. A criança é o acúmulo das suas vivências. Não são fases isoladas. Tudo faz parte. Então, se você está vivendo o caos na maternidade...

Para e muda. Porque não é o teu filho que deixa a tua maternidade caótica. É o jeito que você se relaciona com ele. E você pode mudar, fazer diferente. Boa, boa. Obrigada. Obrigada, Ivana. Obrigada pelo conteúdo. E, gente, se vocês gostaram desse episódio que abre a quinta temporada, assim, num nível elevadíssimo, né, minha gente? Já curte, compartilha, começa a seguir o Vitor Materna se você não segue. Eu vejo vocês próxima sexta, meio-dia, com o episódio aqui dessa temporada de São Paulo. Até lá.

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