Entrevista com atores do espetáculo Meu Garoto, em São Paulo
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O P de Pop Brasil foi convidado para uma sessão especial e exclusiva de “Meu Garoto”, espetaculo teatral que estreia no Teatro Shopping Metrô Tatuapé, em São Paulo.A produção apresenta uma intensa e envolvente trama, e nessa entrevista você confere o ponto de vista de Hermes Carpes, que além da atuação assina o texto e direção da produção, Camilo Guadalupe e Murilo Morais.
Assista: https://youtu.be/Slcq8fR27S8
Reportagem de Bruno Silva
Bruno Silva
Camilo Guadalupe
Hermes Carpes
Murilo Morais
- TeatroSinopse e enredo · Temas abordados · Processo de criação · Identificação do público
- Análise de atores em destaqueAtuação e direção · Diferença de gerações no teatro · Renovação da arte teatral
- Interação com o PúblicoLocal e horários · Venda de ingressos · Experiências diferentes com cada ator
Pede Pop Brasil, a gente tá aqui no Teatro Metrô Tatuapé. A gente tá numa sessão especial de estreia do espetáculo Meu Garoto. E a gente conversa hoje com os artistas que vão brilhar aqui no palco. Tudo bem, pessoal? Opa, tudo. Prazer estar aqui. Prazer é nosso. Eu vou pedir pra vocês, então, pedir pros garotos contar um pouco da história, por favor.
Quer começar? Você que tá com o microfone? Eu que tô com o microfone. Perfeito, eu começo então. Bom, você quer saber um pouco da história, é isso? Por favor. Perfeito. A história do espetáculo Meu Garoto nada mais é do que a história de um relacionamento. Ela começa com o Bruno, contando sobre a vida dele, né? E depois vem o Matheus. No caso, eu e o Camilo.
A gente também fala um pouco sobre a nossa vida, mas ela acontece de uma forma que não é linear, ela é meio fragmentada. Então, tipo, tem momentos no passado, aí depois a gente vai avançando pra frente, sabe? Porque Bruno e Matheus é caso antigo, viu? Falar com você.
E aí, esse relacionamento eles vão ganhando intimidade, eles vão ganhando força E assim como grandes casais, muitos casais, eles também vão perdendo essa força Até o momento em que eles de fato terminam Oi? Pode dormir?
Ninguém ouviu, ninguém ouviu Pode cantar E aí É uma história de relacionamento em si Ela fala muito sobre As questões individuais um do outro Sobre como eles se ajudam E como eles enfrentam as batalhas juntos
A história do meu garoto, como o Murilo disse, fala muito sobre relacionamentos. A história toda se passa no dia a dia dos dois, começa com esse encanto, esse começo de relacionamento mesmo, de dois apaixonados.
dois, um jovem e um mais velho apaixonado, mas que vivem essa paixão imensamente, mas que esse amor vai tomando outros rumos por conta de coisas não faladas, promessas, acordos não cumpridos, que vão, de certa forma, quebrando e distanciando os dois a ponto de enfim.
Mas é isso, a gente fala sobre o relacionamento desses dois, dessas duas pessoas, e como uma mentirinha de um dia a dia pode acabar com tudo, como, querendo dar um pouquinho dessa disputa de ego no relacionamento, essas coisas, sabe? A gente comenta um pouquinho desses tsunamis, desse mar, que não sabe se um dia tá calmo, um dia tá trevoso de um relacionamento.
Agora, então, a gente tem aqui, além de atuação, a gente tem direção e texto também, né? Exatamente. Aí eu queria saber de você, Hermes, como que é para você participar desse processo e agora ver aí a sua obra já ganhando os palcos, já ganhando vida, né? Na prática. Olha, como artista, eu faço teatro há quase 40 anos. Esse ano eu vou fazer 40 anos de teatro.
E eu senti que faltava na minha carreira um personagem que misturasse essa questão do drama, da comédia, mas que fosse uma coisa bem realista, né? Porque o Tio do Pavê eu já estou acostumado a fazer, né? Aquele personagem dramático, mas eu queria algo que fosse muito real.
E eu comecei, aconteceu comigo, a história como aconteceu com todo mundo, né, um término. Eu sempre fui uma pessoa que eu sempre fui ligado a pessoas mais velhas e, de repente, a chavinha virou e a gente fica encantado, a gente cria... Parece que a tua vida zera, né? O jogo zera e você recomeça do zero. Só que eu tô com quase 50 anos.
E eu tive uma rasteira muito grande, como todo mundo tem, né? E eu pensei, gente, a minha forma de lidar com isso é a arte, é a cultura. Me inspirei muito no cantor João, né? Que falou que ficou com as músicas dele. Eu falei, gente, vou escrever um espetáculo. Daí eu comecei a fazer uma pesquisa na internet pedindo relatório.
Tipo, pessoas me contam relatos das suas vidas, quem tem uma relação com uma diferença de idade, se foi legal, se foi boa, em geral. Eu recebi muito material maravilhoso de homens, mulheres, e eu falei, gente, eu tenho que escrever uma história que seja real, que todo mundo que seja no palco consiga se identificar.
E foi assim que começou a nascer o meu garoto desses relatos. Por isso que a gente pergunta, você se verá em cena? E eu tenho certeza que a metade da plateia vai... Já aconteceu isso comigo, já aconteceu com alguém que eu conheço.
Não sou só eu que sofro, não sou só eu que gosto de fazer um drama, não sou só eu que sou possessivo em relação... Porque ele tem muito de posse, né? A questão dos personagens é a questão muito da posse, da diferença de idade, que a gente tem conflitos normalmente. Isso a gente tem não só de relacionamentos amorosos, como de amizade. Às vezes, você gosta de uma cantora, eu gosto de um cantor, mas como assim você não conhece tal cantora?
Isso acontece muito no meu garoto e as pessoas vão, ah, gente, mas eu também não conheço. Eu falei, como assim? Sabe? Então, é isso. É uma identificação. Quando nasceu o texto, aliás, o Camilo me ajudou muito a descobrir algumas coisas no texto. O próprio Murilo, a gente trabalhou sempre de uma maneira muito aberta porque a gente tem uma diferença de geração muito grande. E eu sou extremamente fã desses dois atores porque eu acabo me espelhando.
Porque eu sei, parece que eu comecei a fazer teatro ontem, mas eu vejo eles e falo, cara, que sorte eu tenho de hoje aos 50 anos poder contracenar com um ator de 19 anos e um ator de 20 anos que tem essa capacidade artística, essa...
todo esse potencial dentro deles, isso é o teatro renascendo. É o teatro, é a cultura, porque por mais que aconteça, o teatro vai estar sempre vivo. E você vê atores da minha geração, que eu quero fazer um Bruno com 60, com 70, com 80 anos, e você vê uma geração de jovens talentosos como eles assim.
vai deixar, me deixa muito feliz e com certeza vai deixar o público e os amantes da arte, da cultura, do teatro muito felizes que a gente tá renovando essa história.
Legal. Então vocês aí que ficaram curiosos, eu tenho certeza que despertou uma vontadezinha de assistir. Ninguém melhor do que esses três maravilhosos pra convidar vocês pra assistir. Então, por favor, pessoal. Vou deixar vocês convidarem. Já que o supertax chama Meu Garoto, os garotos vão falar. Os garotos.
Esse espetáculo tem que ser no mínimo visto duas vezes, tá? Porque uma noite é com Camilo, outra noite é com Murilo. São experiências bem complexas e diferentes. De um mesmo texto, uma mesma direção, mas com uma energia totalmente diferente. Então você que gosta de teatro, que gosta dessa coisa de romance, vem nos prestigiar em cena, vai ser sábados, todos os sábados de maio.
todos os sábados de maio durante o mês de maio faz sentido lógico às 8h30 da noite no teatro Shopping Metrô Tatuapé ingresso está à venda e ó, muito legal ingressos estão acabando graças a Deus, então corre e vem assistir Meu Garoto será que você vai se ver em cena? eu acho que vai
Só que essa última dúvida Quem gostou, bate palma e dá um grito