Estreia de Caixa 2 em SP reúne famosos e elenco
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A estreia da peça Caixa 2 em São Paulo reuniu elenco e convidados em uma noite especial para o teatro. O P de Pop Brasil marcou presença e conversou com nomes que passaram pelo evento, como Monica Carvalho, Francis Helena Cozta e Guilherme Uzeda, que compartilharam suas impressões sobre a montagem.No palco, o espetáculo conta com um elenco de peso formado por Paulo Gorgulho, Cassio Scapin, Taumaturgo Ferreira, Sophia Abrahão, Flávia Garrafa e Gabriel Vivan. No vídeo, você confere o clima da estreia, bastidores e as expectativas em torno da peça, que promete envolver o público com sua história.
Assista: https://youtu.be/Kge39Pb6Xhg
Reportagem do jornalista Michael Fred
Cássio Scapin
Gabriel Vivan
Michael Fred
Mônica Carvalho
Paulo Gorgulho
Sophia Abrahão
Taumaturgo Ferreira
- Estreia da peça Caixa 2Impressões sobre a montagem · Elenco da peça · Atualidade do texto · Humor e crítica social
- Imitações de PersonagensPersonagem de Paulo Gorgulho · Personagem de Mônica Carvalho · Personagem de Sophia Abrahão
Estreia da peça Caixa 2 aqui em São Paulo e viemos conversar com os atores e alguns famosos que vieram prestigiá-los. Vamos conferir? Mônica, esse texto do Caixa 2 é um texto dos anos 90. Infelizmente, ainda continua atual. Mas você veio hoje esperando sair dando boas gargalhadas ou reflexiva.
Olha, eu acho que a arte tem que nos causar sensações, reflexões, e eu espero dar boas risadas, entendeu? Sem o peso, porque se é uma comédia, a gente tem que entender que o humor tem certa liberdade.
E é isso que a gente vê num sábado à noite, procurar sair daqui bem leve, ser bem divertido. Eu acho que as duas coisas, né? Eu vinha com o vídeo do Gabriel Vivão, ator do espetáculo. E tem uma curiosidade, eu assisti essa peça quando ela foi montada e ficou em cartaz no Teatro Jardel Filho, que virou depois Teatro Brigadeiro, a montagem lá dos anos 90. Eu estava em cartaz no Teatro na frente.
e todo mundo se assistia, assim, né, os elencos. Então, eu tenho a referência lá dos anos 90, que eu assisti quando eu era novinha, e eu quero ver como essa história repaginada, mas é isso, acredito que não foi um texto que envelheceu nada mal, porque nada melhor que esse momento atual pra gente falar sobre esse tema. Então, óbvio, vim pra refletir, porque isso é um humor muito inteligente, mas eu quero dar muita risada, eu vim pra me divertir.
vai se divertir bastante, falando em diversão onde que o pessoal pode te ver agora com o fim do Brookback, você continua com vários projetos aí andando, conta um pouquinho pra gente
Eu faço um espetáculo que se chama The Jury Experience Brasil. É um espetáculo que tem no mundo todo, é a mesma versão no mundo todo, que é como se fosse um Você Decide. Um júri acontece no palco e o público vai decidindo como é que a história vai se desenrolando. O público vai votando nas provas que acham interessantes, para aquele julgamento e tal. E a gente faz, é meio como se fosse um evento, que a gente faz duas, três vezes por mês. Então, sempre estou divulgando também, quando eu faço uma advogada.
muito brava, muito... Nossa, não tem nada a ver comigo. E também tô dirigindo um musical que se chama Como É Que Se Diz Eu Te Amo, que é um musical ao som de Legião Urbana. A gente vai fazer uma sessão fechada no interior. E o ano que vem vão ter novidades desse musical vindo aí. Então, ano que vem, eu acho que a gente vai se ver muito por aí. Sim. E tem uma outra novidade, mas eu acho que eu vou esperar pra contar na próxima.
Sim, no nosso próximo encontro, você conta pra gente. Eu acho. Fechou, porque daí é uma maneira da gente se encontrar.
Perfeito, então. O Tom já está marcado no nosso próximo encontro. Eu acho que os dois, um pouquinho de cada, porque o teatro faz a gente refletir muito sobre a vida. E acho que a comédia tem essa licença poética. Ela faz com que a gente critique o nosso cotidiano. E isso é muito interessante. O Juca de Oliveira fez muito bem quando escreveu.
E acredito que esse elenco, que é o elencaço que tem hoje aqui, com certeza eles vão trazer essa reflexão e trazer também boas gargalhadas. Isso eu não tenho dúvida. Quando refletir, você com peças em cartaz, eu queria que você falasse um pouquinho da peça que está em cartaz. Estava em cartaz no BDO?
verdade, verdade eu tô no Futuro da Humanidade, do Augusto Cury é um espetáculo que a gente tá circulando no Brasil, né a gente ficou, como você bem lembrou, lá no Teatro Jaraguá no BDO Jaraguá, lá do querido Darson, e agora a gente tá aí, vai fazer Teatro Moca depois faz Osasco tamo na turnê e a tia é um show, faz dia 23 de maio em São Caetano, porque a tia que é o meu sucesso lá na TV Gazeta e eu não consigo fugir dela e eu não consigo fazer E aí
Eu não sou nada sem ela e ela não é nada sem mim. Eu continuo também com a carreira do espetáculo, que é um espetáculo bem gostoso e leva bastante diversão nesses tempos que a gente tem tanta coisa... ouvido tanta coisa ruim. É o momento de...
Momento leve, né? Outro momento leve é o Fofoca aí, que você tá aí de segunda a sexta, né? Com o Vanut, com o Thiago. Verdade, obrigado. É tão gostoso. O Fofoca aí, ele foi uma grata surpresa, né? Porque no fim do ano passado a gente não sabia se continuava ou não lá no Mulheres. E no fim...
Ganhamos um programa, eu, Vanucci e Thiago, ainda ali engatinhando, né? Quer dizer, ainda querendo trazer novos conteúdos ali pro fofoca aí. Mas a Gazeta tá dando bastante espaço pra gente, tá sendo uma alegria fazer. Gostou de assistir, obrigado, viu? Muito obrigado e sucesso. A gente vai estar por aí, cobrindo você nas peças, pode deixar. Obrigado, querido. Obrigado. Valeu, turba. Beijo!
Paulo, queria que você falasse um pouco do seu personagem. Ah, é. É muito atual, né? Muito. Um banqueiro corrupto. Porra. Infelizmente é muito atual, né? Agora o Juca tem um texto maravilhoso, né? Que é de 97, 30 anos. E a pintaria dele é maravilhosa, né? O texto tá todo aí, né? Muito legal.
Caramba, o Henrique, cara, ele é muito sagaz. Ele é um rapaz ali que tá no começo da faculdade, conhecendo o amor pela primeira vez. Então é um jovem que, de fato, ele costura a peça. Claro, ele tem a mesma importância, todo elenco tem, mas o Henrique, ele vai...
Vai botando o jogo em prática. Então ele descobre o problema do cheque, ele descobre que tem 100 milhões na conta da mãe, e aí ele vai falando, opa, pera, mas esse cheque tem coisa aí atrás, então vamos descobrir de quem é esse cheque. Ele é meio que o detetive do rolê, e ele vai conseguindo encontrar umas respostas cabeludas.
E vai falando assim, não, peraí, nós vamos descobrir de quem que se cheque. Aí ele conta pra mãe, a mãe, não, nós não vamos devolver esse dinheiro. Então ele vai costurando. E ele é um personagem gostosíssimo, porque a gente tava debatendo sobre o elenco antes, sobre os personagens, da forma que eles não se corrompem, né? Que eles se corrompem. E aí eu pensei assim, cara, no final das contas, todo mundo acaba meio que se corrompendo, mas com suas justificativas.
E o Henrique tem todas as justificativas dele, então eu passo um pano pro Henrique, tá tudo bem.
O Henrique já começa a peça mostrando o físico, viu que tá tudo em dia. Você que gosta dele. Ó, vem. Tá legal, Sheik? Ô, tá. Estou trabalhando pra isso, hein? Já passa o treino superior pra mim. Olha, eu faço o Roberto, que é o casado com a Lina, pai do Henrique, pai da Bia. É um sujeito...
Classe média é um pacato cidadão, trabalhador, de bem, que quer fazer tudo certo, que ama o trabalho que faz e que se vê envolvido numa trama, apesar, além da vontade dele. Então, isso é uma coisa que acontece, eu acho, que com uma grande parte dos...
cidadãos de bem. Às vezes as coisas acontecem além da vontade deles. As pessoas estão envolvidas nesse mundo louco, além da vontade, além do desejo de fazer a coisa certa. O cara tem vontade de fazer a coisa certa, mas em volta está tão difícil. Esse é o terror dessa comédia. É uma tragédia, na verdade. Porque as coisas acontecem independente da vontade da gente. A gente vive num país onde essa peça tem 20 anos.
e ela continua sendo atual. Isso faz a gente pensar muito seriamente que país é esse, o que a gente quer do nosso país, o que a gente quer desse mundo que a gente vive agora.
A minha personagem é uma mulher muito simples, é uma professora que vive apertado com dinheiro, que o marido vai ser demitido na peça. O que acontece com ela é uma coisa muito louca. Eu não sei se eu posso contar, que eu vou contar porque acho que está na sinopse. Vem spoiler, vem spoiler, gente. Vem spoiler. De repente, cai 100 milhões de reais na conta dela. Mais eu não digo. Então é essa virada nessa minha personagem, que é uma pessoa simplinha, cuidada da casa, de ver ali apertadinha.
De repente, vê 100 milhões na conta, né? É. Realmente, é. Aí é aquela pergunta que todo mundo se faz. Que você paria, né? Que você paria com 100 milhões de uma dor.
Vou falar só rapidamente da peça. Caixa 2 é uma comédia, um clássico do teatro brasileiro, uma grande comédia do Juca de Oliveira, um grande sucesso, que da primeira montagem de cor, cinco, seis anos em cartaz. O Juca de Oliveira é um mestre das comédias e esse Caixa 2 agora é uma nova abordagem do Alexandre Reinec, uma nova roupagem. A peça tem...
uma coreografia, uma marcação que eu acho que está pegando, está agradando muito as novas plateias, que é o objetivo também da montagem, mostrar a peça para quem não assistiu. Meu personagem, o Romero, ele é um puxa-saco, assessor do presidente do banco, um puxa-saco, imita o presidente, ele quer ser o presidente, ele tem sonhos de ser o vice-presidente e ele faz umas trapalhadas, porque ele é e ele é um puxa-saco,
Ao mesmo tempo, eu acho ele meio ingênuo. Ele acha meio capacho do presidente. O presidente faz e desfaz dele. Mas, assim, também tem uma cumplicidade entre eles. Eles estão juntos nos trambiques de corrupção, né? Que nunca sai de moda. Então, eu quero que as pessoas venham assistir para ver essa nova montagem.
A minha personagem é a Angela. Ela é uma sedutora, trambiqueira, que engana o dono do banco, que acha que é a maior malandra do mundo, mas tem ela, que é mais malandra ainda. E ela é sensual. Ela anda, ela seduz. Que é bem diferente de mim, na vida real. Eu sou zero sensual. Assim, essa coisa de sex appeal e tal, pra mim, eu me acho o oposto disso.
Por isso que é legal brincar com isso no palco, né? Aí eu tô me jogando. Isso é o legal de ser atriz, né? Exatamente. Dá vida pra personagens que não tem nada a ver com você. Não, total. E a gente, né, no palco não tem como ficar inibido. Então, a gente vai soltando. Eu tô rebolativa no palco. E seduzo. Eu tô amando isso. E, Sofia, como que foi montar essa personagem de uma forma tão bem humorada, mas não tirando a crítica?
Ah, que legal, obrigada. Ah, cara, assim, primeiro texto e segundo o elenco. O elenco, assim, a gente se puxou tanto nos ensaios. São pessoas que eu admiro a vida inteira que estão no palco comigo. Então, eu acho que cada um foi dando o seu toque. Eu ouço muito todo mundo. Nosso diretor também, o Ale Reinec. Eu acho que é isso. Eu acho que é...
O Júlio de Oliveira falava que a gente não podia ficar se achando muito engraçado. Que a comédia tinha que ser feita, porque todo personagem ali tem uma urgência. Não tá, eu sou um palhaço agora. Que isso passa pra plateia e a plateia fica meio... Tem de saco cheio disso. Da gente se achando muito engraçado no palco. Então eu acho que essa urgência mantém o humor e a crítica ao mesmo tempo.
Eu tinha parado pra pensar nisso. Cara, quando a gente recebeu o roteiro, tem três páginas do Juca de Oliveira falando sobre a peça e do quanto a gente não podia se achar engraçado e fazer piadas, assim. Parece que uma vaidade do ator. Não, é sério, gente. E vamos nessa.
Isso veio da genialidade do nosso diretor, o Reinec, Alexandre Reinec. A gente conseguiu transformar uma peça que, infelizmente, é atual, por si só o texto, mas ele é de 97. E o Reinec, e claro, o nosso elenco é maravilhoso e muito sábio, estudado e sabe das atualidades e das notícias. A gente falou assim, não, peraí, tem como colocar coisa muito recente dentro desse roteiro.
E aí a gente coloca informações ali do Banco Master, a gente coloca o INSS, a gente coloca... Porque, de fato, a gente, infelizmente, no nosso país, a corrupção é algo atual. E sempre, em todos os momentos. Então, botar uma crítica do Juca de Oliveira, que é um mago da comédia, um mago gênio, gênio, gênio, gênio, gênio. E a gente simplesmente atualizou o texto. Claro, e é o mesmo texto, cara.
E a galera ria em 97. E infelizmente, mas felizmente ri hoje também. Porque afinal a comédia serve para fazer a pessoa refletir. Então a nossa peça é uma comédia sobre a realidade? É. Mas é uma reflexão. A pessoa que vem aqui fica... Porra, cara.
De novo isso, a gente tá de novo rindo disso. Continua, né? Continua rindo disso. Mas o Juco é safado, porque você falou do meu shape, ele que me botou nessa fria. Porque a descrição do Henrique é, jovem, sarado, estudante de engenharia. Eu falei, caralho, tem que ficar sarado.
E a minha estreia na comédia, cara. Que legal. Então é um presente, tá? Claro, munido de um elenco maravilhoso. Pessoas maravilhosas. E muito bem assessorado. Então eu me sinto confortável de poder me experimentar na comédia. E pro meu ator é maravilhoso esse movimento. Eu tô muito realizado, cara. Realmente vivendo um sonho.
arrasou na comédia. É muito importante isso que você falou, porque a indicação do Juca, de Oliveira, os personagens estão sofrendo. Não é pra fazer chanchada. Então é isso, tem que ter humor, mas o humor tá na situação. Então eu fiquei pensando mesmo, assim, falei, cara...
ser demitido para eles é muito grave. Dinheiro é muito grave. E aí eu fui construindo isso. Eu sou uma pessoa de classe média e vi apertada há muito tempo da minha vida e até hoje vivo em alguns momentos. Então eu fui pegando essa situação de gente, olha que grave, olha que grave. Meu Deus, 100 milhões. Então, de fazer isso ficar verdadeiro, né? Porque a situação em si já é engraçada, né? Muito.
Então, é que isso faz parte da dramaturgia do Juca. O Juca é um excelente dramaturgo. O Juca tem como formação os grandes dramaturgos italianos, o Dario Fo, o... Enfim, esqueci o... Escapou o nome agora. O Eduardo de Filipe. São dramaturgos que falam do ponto de vista...
local, da situação que eles viram naquele momento. Então, ela é muito bem urdida como carpintaria. O espetáculo é muito bem escrito, tem os pontos de virada. É uma grande comédia, porque a estrutura dela é muito bem realizada. Então, isso, ela mantém o espetáculo vivo, mantém essa comédia viva até hoje. 20 anos depois, além do assunto, que infelizmente é presente. Muito presente. Cássio, vamos ao pessoal aqui para dar risada.
Olha, venham assistir Casta 2 aqui no Teatro das Artes, sexta e sábado às 20 horas, domingo às 17. Logo depois do almoço, você já pode vir para o teatro. Venham. Muito obrigado, viu? Obrigado a você, querido.
O Juca, ele achava que o melhor jeito de fazer uma crítica, de fazer as pessoas refletirem, era através da comédia, do deboche. Então ele sempre foi um autor que debochou muito da classe política, dos trambiques, da corrupção. Ele sempre coloca...
um gerente de banco, um trabalhador, um funcionário de uma fábrica, o cara que dá duro, trabalha honestamente, contra um rico corrupto, que ganha o dinheiro desonestamente. Ele sempre faz isso. E sempre acontece isso que você viu, a comédia. Mas é aquela comédia que as pessoas dão risada, mas cala fundo.
Sai pensando, a gente sai refletindo. Sofia, fica o espaço pra você convidar o pessoal pra mexer em caixa 2. Galera, estamos em cartaz aqui no Teatro das Artes, no Shopping Eldorado. Sexta, sábado e seu domingo. Sexta, sábado, às 20h. Domingo, às 17h. E ó, tá aprovado, né? Muito, gente. Vem, vem dar risada que tá demais. E vai ver o shape dele também. E vai ver meu shape também de cueca. De cueca, hein, gente? Vem, vem, vem.