1st episode
- A Tale of Two CitiesCharles Dickens · Revolução Industrial · Revolução Francesa · sacrifício e opressão
- Função social da literaturareflexão sobre dilemas sociais · pensamento crítico
- Aprendizado de Inglesampliação de vocabulário · interpretação de texto
Olá, pessoal. Sejam muito bem-vindos a mais um episódio do nosso podcast literário. Eu sou a Sofia e estão comigo aqui hoje minhas amigas Manuela e Ana. Tudo bem, meninas?
Oi, galera! Tudo ótimo! Hoje a gente vai mergulhar num clássico absurdo da literatura, A Tale of Two Cities, ou Um Conto de Duas Cidades, do escritor inglês Charles Dickens. Exatamente, Manu! E a nossa ideia hoje é bater um papo sobre a função social da literatura. A gente vai ver que os livros não servem só para entreter, mas são uma ferramenta incrível para investigar os problemas sociais de uma época e fazer a gente refletir sobre os nossos próprios dilemas de hoje em dia.
Além disso, vamos discutir como ler um autor de língua inglesa como Dickens, que ajuda demais no nosso aprendizado do idioma. E também vamos analisar que estratégias ele usou para denunciar os conflitos sociais. Fiquem com a gente!
Para a gente começar a entender a obra, a gente precisa conhecer o autor. Quem foi Charlie Dickens? Ele viveu lá no início do século XIX, na Era Vitoriana, mas a vida dele não teve nada de luxo no começo. Quando ele era só um garoto, o pai dele foi preso por causa de dívidas.
Pois é, e por causa disso, o Dickens teve que trabalhar numa fábrica de graça de sapatos, com uns 12 anos de idade, em condições horríveis. E é bem aí que a gente vê os pontos de contato entre a vida e a obra. Porque como ele viveu a pobreza e o trabalho infantil na pele, ele ganhou uma empatia gigante pelas classes mais baixas. Ele escrevia para dar voz aos oprimidos.
E chegamos na parte mais profunda do nosso podcast, que é como Dickens denunciou tudo isso usando a literatura. Primeiro, o contexto histórico e social da produção do livro é genial. Ele publicou a obra em 1859, que nessa época a Inglaterra estava passando pela Revolução Industrial, com os trabalhadores vivendo na miséria. Então Dickens utilizou a ambientação da Revolução Francesa como tipo um aviso para os ingleses que se a elite britânica continuasse explorando os pobres, o mesmo banho de sangue que ia acontecer em Londres.
A narrativa acompanha o Dr. Manette, que ficou 18 anos preso justamente na masmorra da baixilha, a filha dele, Lucy, e dois caras muito diferentes que são apaixonados por ela. O nome francês, Charles Arney, que tem vergonha da crueldade da família rica dele e foge para a Inglaterra, e o advogado inglês, Sidney Carton, um homem bem deprimido que acha que a vida dele não tem propósito.
E assim, gente, o livro fala, na verdade, sobre a revolta dos camponeses franceses, porque depois de eles passarem anos sendo esmagados e passando fome por conta dos nobres, eles se revoltam. Mas essa história, no fundo, ela fala muito sobre sacrifício, opressões e amor.
E chegamos na parte mais profunda do nosso podcast, que é como Dickens denunciou tudo isso usando a literatura. Primeiro, o contexto histórico e social da produção do livro é genial. Ele publicou a obra em 1859, que nessa época a Inglaterra estava passando pela Revolução Industrial, com os trabalhadores vivendo na miséria. Então, Dickens utilizou a ambientação da Revolução Francesa como tipo um aviso para os ingleses que se a elite britânica continuasse explorando os pobres, o mesmo banho de sangue que ia acontecer em Londres.
Uma estratégia literária muito legal que ele usou foi o narrador onisciente. Aquele narrador que sabe de tudo, sabe? O efeito disso é que ele descreve os pensamentos mesquinhos dos nobres nos grandes salões e logo em seguida corta para mostrar a fome e a miséria dos camponés nas ruas sujas de Paris. O narrador cria uma ambientação sombria, fazendo a gente sentir a tensão, como se uma panela de pressão fosse explodir.
E os personagens simbólicos? Nossa, eles são muito marcantes mesmo. Pega o Mark Zebremond, o tio Darnold. O cara é basicamente aristocracia cruel, sabe? Trata a gente como se fosse objeto. Lembra daquela cena tosca da carruagem? Ele passa por cima de uma criança na rua, joga uma manchinha de ouro pro pai e tá, tipo, nem aí. A única coisa que ele quer saber é se os cavalos deles estão bem. Tipo assim, zero empatia, né?
Por outro lado, a gente tem a Madame de Farte, que é Vigretro contando os nomes de quem vai morrer. Ela é o símbolo máximo da vingança cega do povo. E a grande crítica social de Diggins aqui é perfeita, porque ele mostra que a opressão extrema gera uma violência igual. As vítimas, no caso os camponeses, tomaram poder, mas viraram os novos opressores, criando um ciclo de terror sem nenhuma piedade.
E no meio de tanta violência, o autor foca em valores humanos muito bonitos, como a empatia, o amor e o sacrifício. O Charles Darnay recusa a herança da família porque não concorda com aquele sistema. E o Sidney Carton se redime, dando a própria vida na guilhotina para salvar o Darnay. Tudo por amor à Lucy.
E a gente falando um pouco sobre a linguagem utilizada, o Dickens usa muitos contrastes. Assim, na primeira linha do livro, ele diz assim, foi o melhor dos tempos, foi o pior dos tempos. Ele usa uma linguagem cheia de ironia e metáforas, que denuncia que enquanto para os ricos a vida era um sonho, para os pobres era um verdadeiro pesadelo.
Para a gente ir encerrando, fica a grande reflexão. Qual a importância de estudar um livro clássico como esse nas escolas, principalmente na loja de inglês e literatura?
Estudar literatura nas escolas é super relevante, porque a literatura é um espelho da sociedade, onde podemos ver nos problemas sociais que Dickens enunciou, que temos a desigualdade social, a fome, o abuso de poder e a falta de empatia, que infelizmente ainda estão muito presentes no nosso dia a dia. Então, a literatura ajuda a gente a desenvolver o pensamento crítico sobre o mundo.
E no que diz respeito ao aprimoramento do estudo da língua inglesa, é fundamental. Ler a obra original, discutir o contexto, tudo isso amplia muito mais o nosso vocabulário, gente. A gente aprende palavras com um peso real, como oppression, bond, virgence, or impede, que a gente não aprende só decorando a regra da gramática.
Com certeza. A literatura dá vida ao inglês. A gente consegue ver o idioma aplicado de forma rica. O que melhora muito a nossa interpretação de texto e a nossa fluência na hora de se expressar. É isso mesmo, meninas. Ler transforma a nossa mente e o nosso inglês. E vamos ficando por aqui no episódio de hoje. Esperamos que vocês tenham gostado da nossa investigação literária. Um abraço e até a próxima.