LUCAS EM DEBATE - Gleiber Bertolazo | T 02 | Ep 25
Rodrigo Matheus
Gleiber Bertolazo
- Projeto Bombeiros do FuturoObjetivos do projeto · Prevenção e combate às drogas · Integração familiar · Faixa etária e requisitos · Gratuidade e parcerias
- Atividades e aprendizados do projetoSimulações de atividades de bombeiro · Combate a incêndios · Salvamentos em altura e aquático · Busca e resgate em estrutura colapsada (BREC) · Acampamento e superação de desafios
- Impacto social do projetoOcupação do tempo ocioso de crianças · Desenvolvimento de valores e princípios · Inclusão de crianças com autismo · Estímulo a objetivos de vida
- Parcerias e expansão do projetoApoio da prefeitura de Lucas do Rio Verde · Colaboração com outras instituições · Aumento do número de vagas · Processo de inscrição
- Carlos Heitor Cony - TrajetóriaCarreira no Corpo de Bombeiros · Comando em Lucas do Rio Verde · Experiência com o projeto Bombeiros do Futuro
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Olá, bom dia a todos vocês que nos ouvem agora aqui ao vivo na Rádio Câmara Lucas do Rio Verde. Tudo bem? Estamos começando agora o podcast Lucas em Debate, que foi criado para aproximar a população de temas importantes do município por meio de entrevistas, informação e diálogo acessível.
E hoje a gente vai conhecer um pouco mais de um projeto, já tem mais de 15 anos aqui no município, que é o Bombeiros do Futuro. E para falar sobre ele, estamos aqui com o Major Leiber Bertolaso. Seja muito bem-vindo, Major.
Muito bom dia, muito obrigado pela oportunidade, pelo espaço. É sempre um prazer estar aqui junto da Câmara do Lucas do Rio Verde para estar tratando de diversos assuntos, principalmente quando se diz respeito ao projeto Homem do Futuro, que é uma coisa que já está instaurada no município, já como foi dito há mais de 15 anos, já faz parte da cultura louverdense. Antes da gente falar então do projeto, que é muito importante, tem uma história bonita aqui no município, vamos saber um pouquinho mais do senhor.
Há quanto tempo já está, vamos falar um pouquinho da sua trajetória no Corpo de Bombeiros.
Maravilha. Agora em março, completei 15 anos de corporação, ingressei em 2011 no Corpo de Bombeiros, fiz o meu curso de formação na Paraíba durante três anos, formando ali em João Pessoa. Quando me formei, trabalhei depois de seis anos na capital, em Cuiabá, em vários setores distintos, no curso de formação, na diretoria de análise de projetos, no primeiro e no segundo batalhão, nas áreas operacionais. Depois em 2020, no ano da pandemia, fui para a Sinop, onde trabalhei há três anos naquele quartel ali.
E em 2023 tive a grata satisfação de vir aqui para Lucas do Rio Verde, ser o comandante aqui do quartel. Estamos aqui já há três anos completados agora em abril. Trouxemos a nossa família, tivemos aqui dois filhos, dois louverdenses para a conta. Então a gente já está aqui há três anos no município. Muito feliz, uma cidade muito boa, muito aconchegante, né? Muito feliz aqui no local. Acolhedora também, né? Digo por mim também.
Estou aqui desde 2021 e sei, não dá vontade de ir embora, né? Não, com certeza não.
Então vamos falar um pouquinho do projeto Bombeiros do Futuro. Qual é o principal objetivo dele? O objetivo dele, a finalidade maior dele é a gente fomentar dentro das crianças aquela vontade de ser bombeiro. Então o projeto ele nasce com esse diferencial, porque é uma coisa que hoje a gente não vê em outros projetos sociais, em outras atividades até. Então as crianças quando elas vêm participar do projeto elas têm contato com muitas atividades que são finalísticas de bombeiro.
atendimento pré-hospitalar, combates a incêndios, salvamentos em altura, aquático, mergulho, são coisas que elas fazem uma simulação daquilo que o bombeiro faz no atendimento real.
Então o objetivo principal do projeto é proporcionar isso aí para a criança e fomentar esse desejo no coração dela de poder ser bombeiro um dia no futuro. Então, além disso, a gente trabalha muito voltado na prevenção e combate às drogas. Temos várias palestras, várias parcerias para tratar sobre esse tema. E é importante também a gente estar ocupando esse tempo da criança ali para ela não ficar naquele tempo ocioso, alguma coisa que ela poderia estar fazendo que não seria tão proveitosa, a gente ocupa de uma forma que seja benéfica para ela.
E também é importante salientar que o projeto No Beiro do Futuro a gente sempre tenta tratar...
A criança e a família em conjunto. Não adianta a gente pegar essa criança e ensinar todos os valores, todos os princípios que a gente acha que são importantes. E a família também não dá esse suporte. A família precisa participar, né? Com certeza. A família tem que vir junto, tem que acompanhar. Nós pedimos o feedback das famílias, a gente passa algumas missões para as crianças. Tem um grupo com os pais, a gente está sempre comunicando com eles ali.
Então a gente pede o feedback dos pais. A gente passou essas missões. Verifique se as crianças estão fazendo.
acompanhem, cobrem as crianças, para a gente poder ter essa integração familiar das crianças do projeto.
Uma vez eu entrevistei uma das mães do projeto e ela falou que a família se interessou em saber do projeto, porque era algo novo para eles e que o filho estava ensinando eles. Sim, com certeza. A gente tem as instruções de bombeiro e tem muitas outras também, que a gente vai falar durante o decorrer do podcast, que são fora dessa rotina do bombeiro. São atividades que a criança verifica em alguma coisa, em alguma visita, em alguns outros órgãos.
que ela agrega um conhecimento para a própria família, que é alguma coisa que o próprio seio familiar, às vezes, não tinha aquele conhecimento, não tinha aquela possibilidade de conhecer aquilo, de certa forma. Então, a criança, através do projeto, ela participa, conhece, agrega esse conhecimento e desenvolve isso dentro da família. E quem pode participar, a faixa etária dessas crianças?
Hoje o projeto está de, esse ano nós executamos ainda de 8 a 12 anos, a partir do ano que vem nós já vamos fazer de 9 a 12, vai ter mais um filtro na idade. São crianças que estejam matriculadas na rede de ensino, tanto pública quanto particular do município e tem que estar residindo em Lucas do Rio Verde para a realização do projeto aqui de Lucas. É gratuito?
100% gratuito, não tem qualquer cobrança de taxa. Tudo que nós tentamos conseguir é gratuito, através de parcerias, através de fomento, através de vários apoiadores, para que as famílias não tenham nenhum custo para as crianças participarem do projeto. E há quanto tempo de curso?
Ele tem uma duração anual, inicia-se em março, com encontros semanais, e vai até a primeira semana de dezembro, que no dia do patrono do Corpo de Bombeiro, dia 2 de dezembro, a gente sempre faz uma formatura com a nossa tropa, e fazemos o encerramento do projeto também junto com as crianças, entrega de certificados, verificação de quem são os melhores colocados, que participarem no ano seguinte novamente.
É meio período? De que horas começa o curso? Ele é das 7 da manhã às 11 da manhã, todos os sábados, somente na parte da manhã. Então, encontros semanais, na parte da manhã. E esse ano ele está sendo executado numa escola. A gente tirou do quartel porque a gente está passando por algum processo de reforma, adequações. Então, o espaço do auditório que nós temos ali do Bombeiro do Futuro.
vai acabar sofrendo algumas mudanças, então nós fizemos uma parceria com a Secretaria de Educação e estamos utilizando o espaço de uma escola esse ano. Além das visitas que nós fazemos fora do ambiente escolar. Interessante ser no sábado para não ter a desculpa, ah não, vai faltar aula porque meu filho estuda de manhã, então não tem essa, né? Sábado de manhã, pega esse tempo e vai lá aprender.
Com certeza, inclusive a gente no ano passado fazia nas quartas-feiras, a gente mudou agora porque estava tendo algum conflito com outras agendas. As crianças queriam participar do projeto, os pais queriam que as crianças participassem, porém já tinha outras atividades, outros tipos de atividades que eram feitas na semana e acabaria chocando as datas.
Aí às vezes a criança vinha para o Berdo Futuro, às vezes tinha que ir em outro local que ia ter uma competição, às vezes de algum esporte. Então a gente voltou para o sábado esse ano, como sempre foi feito, nesses 15 anos, somente um ano a gente tentou mudar para o meio da semana. E nós voltamos para o sábado agora para poder não competir com outras atividades durante a semana do Conta e Turno Escolar. Agora fica com o sábado livre para essa atividade e as crianças conseguem ter uma participação mais efetiva.
Muito bom, estamos aqui conversando com o Major Gleyber Bertolaso, da Corporação de Bombeiros aqui de Lucas Rio Verde, que ele está contando para a gente um pouco do projeto Bombeiros do Futuro, que ele é coordenador recentemente. Já está há quanto tempo já à frente do projeto? Desde que eu cheguei em Lucas, em 2023, já é o terceiro ano, quarto ano na verdade. Foi 2023, 2024, 2025 e 2026.
E para você é uma satisfação muito grande, porque acredito que é uma troca também de aprendizado, né? O que você aprende com essas crianças?
Com certeza. Você lidar com criança é uma coisa muito maravilhosa. Primeiro que eu gosto muito. Todas as vezes que eu tive a oportunidade de participar ou de estar à frente do projeto, eu me esforcei para poder fazer isso. Desde lá de Cuiabá, na minha trajetória por lá. E a gente trabalhando com as crianças, a gente primeiro que vivencia várias realidades. É uma coisa que às vezes tira a gente até da nossa zona de conforto, de vivenciar uma família com alguma situação que nunca passou na nossa família.
A gente aprende a ter uma empatia muito maior pelo outro. E com crianças isso é exponencial. É uma situação maravilhosa lidar com crianças.
Você estava falando uma parte que é importantíssima, que é uma das teclas que está sendo batida ultimamente aqui na Câmara, que é essas crianças que ficam na rua, na pracinha, fora de hora, sem ter uma atividade, pai e mãe às vezes estão trabalhando e a criança está lá, às vezes está estudando, fazendo um curso. É um adicional para a criança que vai ficar para a vida toda, não é mesmo?
Sim, com certeza. As instruções ali, a tendência delas é a criança lembrar isso aí no futuro, 10, 15 anos depois, ainda estar com isso na memória. E a aplicação para elas na hora vaga, para ela não ficar, às vezes, ociosa no momento desse, ela ter alguma coisa para fazer, ele vai vir para o projeto, vai participar, vai aprender, vai ter interação com os outros colegas ali, vai ter uma troca de conhecimentos. São quantas crianças por turma?
Hoje estamos trabalhando com 63 monitores, que os melhores colocados do ano passado, a gente chama eles para participar de novo como monitores. Eles vêm nos auxiliar e exercer uma certa função de liderança ali também, sobre as outras crianças, para ajudar as instruções de ordem unidas, até para controle das crianças e algumas visitas que a gente faz. Então, no total, ficam 63.
Se Deus quiser, a gente conseguir, estamos com um planejamento de ampliar para 100 crianças para os próximos anos, porque sempre tem tido muita demanda. A gente tem 60 vagas e acaba tendo mais de 120 inscrições todo ano. Então, acaba ficando uma lista de espera grande e algumas crianças não conseguem entrar. Então, a nossa ideia é tentar ampliar para, talvez, 80 ano que vem, depois para sim, mas a nossa meta é bater 100 crianças por projeto durante o ano.
E aí, você estava falando que o projeto depende de parcerias. Quem são essas parcerias atualmente?
O principal, obviamente, é a prefeitura, que tem contribuído muito com o projeto, ajudado demais.
Inclusive, até a questão do transporte, eles ultimamente têm fornecido para as crianças o ônibus gratuito nesse dia do projeto, para elas poderem deslocar a refeição, a Prefeitura tem nos auxiliado e várias outras situações específicas. Nós temos parceria com algumas instruções, a gente faz uma visita no Cicred, eles falam sobre inteligência financeira com as crianças. Esse ano nós temos visita já programada para o Fórum, Ministério Público, Tribunal Regional do Trabalho.
A assistência social vai fazer palestra, o psicólogo do CAPES vai fazer palestra, que também entra na parte de prefeitura, né? Polícia militar, a cavalaria, a polícia civil e o sócio-educativo.
Então todos esses outros órgãos, OAB, participam dando instruções, palestras ou recebendo as crianças nos seus devidos locais de atuação para elas conhecerem um pouco a realidade deles, conhecer como é que funciona aquela situação. Às vezes conhecer o ingresso para aquela força de segurança ou para aquele outro órgão, entender como é que funciona, o que aquela pessoa faz. Então isso aí a gente oferta também através dessas parcerias.
Nos seus anos de experiência, por mais que a gente esteja falando de um projeto que é extremamente sério, a gente fala de disciplina para essas crianças, de responsabilidade com horário, entre outras coisas, mas é trabalhado lúdico também, até porque é trabalhado com crianças, né? E a gente tem nessa cabeça, quando a gente brincava quando criança de polícia e ladrão, de bombeiro, tem, assim, alguma parte do projeto que trabalha esse lúdico com as crianças, o que elas mais gostam de estar ali aprendendo?
Olha, das instruções de bombeiro...
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Mais de 15 milhões de pessoas do mundo todo já usam e confiam. Afinal, quem sabe, vai de Wise. Baixe o app da Wise hoje ou visite wise.com. Termos e condições se aplicam.
que geralmente são as que ela mais gosta, porque eu falei, é uma coisa que foge muito da realidade, é uma coisa que é muito específica. Muitas crianças participam aqui do projeto, têm contato com essas atividades, e provavelmente ao longo da vida nunca mais vão ter uma oportunidade de fazer um rapé, um mergulho, até quando a gente consegue levá-las para o COPR, algumas conseguem andar de helicóptero, é uma coisa muito específica.
Então essas atividades, principalmente o COPR, quando andando de helicóptero, colocar o equipamento de mergulho e ver como é que é uma situação de estar mergulhando totalmente...
fora do seu meio natural. E a instrução que a gente faz lá no quartel, a gente tem uma pista aqui no fundo do quartel nosso lá, que a gente simula uma estrutura colapsada. A gente chama de busca e resgate estrutura colapsada. É BREC a sigla. Então a gente tem umas manilhas lá montadas, com o apoio da prefeitura, para montar o cenário.
E a gente faz uma simulação ali de um prédio que desabou, uma situação dessa, e tem que resgatar uma vítima. Então elas entram lá, o local está todo enlamassado, passando por meio das manilhas. Quem olha às vezes, olha assim, nossa, mas você está ralando as crianças, está judiando as crianças. Mas é sempre a situação que elas mais gostam, que elas têm que demonstrar aquela garra, aquele valor delas, e de sentir como que é a situação de estar salvando uma vítima. Tem uma vítima que está dependendo dela ali.
Então elas sentem isso na pele de como é ser um bombeiro de verdade ali. E geralmente a instrução que elas mais gostam, que elas mais gostariam de repetir, é essa instrução do Breck, que é onde ela faz esse salvamento da vítima na estrutura colapsada. Olha que bacana, né? Mas lembrando que é tudo feito com muita responsabilidade e profissionalismo, né, Major? Não, com certeza. Segurança sempre em primeiro lugar. Sempre pautado na segurança, com bastante militar acompanhando, sempre com a equipe supervisionando o que está acontecendo.
Nunca vamos expor a criança, nunca vamos colocá-la numa situação de risco, jamais.
Entendi. E tem alguma criança que já chegou e falou para o senhor assim, ah, eu quero ser bombeiro daqui para frente, é isso que vai ser a minha vida, me encontrei.
Temos várias, temos várias, várias. Inclusive, os monitores que estão agora, a gente, que o Paz de Paz de Carte separou no passado e voltaram agora como monitor, no comecinho do curso, foram lá fazer uma matéria, uma equipe da imprensa que foi fazer a matéria com eles. E aí o pessoal chegou e perguntou para ele, o que você quer ser quando crescer? Só que ele não falou bombeira, ele falou PRF, que a gente fez uma visita na PRF, nos últimos anos estamos fazendo também. Ele falou, eu quero ser da PRF.
explicou porque eles fazem isso, eles aprendem a droga, eles cuidam das pessoas no trânsito, tal, tal. E aí entrevistou uma outra monitora e falou, não, eu quero ser bombeiro. Então a ideia não é que seja apenas bombeiro, como a gente fala, a gente mostra toda uma gama de possibilidades. Para a gente é muito interessante que essa criança tenha um foco na vida, tenha um objetivo. Porque já teve situações da gente pegar no começo do projeto, conversar com as crianças, o que você quer ser, o que você pretende fazer, o que você vai estudar.
E as crianças virem às vezes até com aquele olhar meio vazio de não sei, tanto faz.
Isso é muito entristecedor. Então a gente busca ao longo do projeto, é tentar dar um rumo para a vida dessa criança, botar alguma chama no coração dela ali, ainda que não seja para ser bombeiro, mas que tenha um futuro, que tenha alguma coisa para ela buscar. Isso aí acho que é mais importante. Trabalha também tirar a criança do comodismo, né? Naquele dia a dia, vai para a aula, volta para casa, estuda, vai para a escola de novo. Também trabalha isso, né, Major?
Com certeza, nossas atividades, tudo que ela faz, principalmente as atividades de bombeiro, ela exige um esforço, ela exige que a criança faça alguma coisa ali para sair da sua zona de conforto. Inclusive, a gente sempre tem feito, no final dos projetos, um acampamento com as crianças. A gente leva elas, fica 24 horas em uma região de mata, obviamente uma mata controlada, perto de uma chácara, alguma coisa assim, que tem todo um backup, se necessário, sem expor a criança em nenhum perigo.
E a gente faz essa atividade com elas ali. Elas têm um pouco de restrição de sono, restrição de alimento. Ninguém passa fome, ninguém fica sem dormir, mas tem uma restrição. É uma situação diferente do que ela está acostumada na casa dela. De estar na caminha quentinha dela, a comidinha no horário quentinha. Então, ela tem essa restrição para ela entender um pouco da dificuldade que ela pode estar passando, de como que ela resiste, que ela consegue aguentar aquilo, que não é algum probleminha pequeno na vida dela, que vai ser um caos.
É para mostrar para ela que ela é forte, que ela consegue superar muitas coisas, que às vezes ela nem imagina, nem os pais imaginam.
Às vezes quando chega na hora de levar as crianças para o acampamento, o pai, meu Deus, tadinho do meu filho, coitadinho. E o filho deslancha de um jeito assim, faz tudo corretamente, sem alteração. Quando chega na hora dos pais pegarem as crianças, você vem e diz para mim, meu Deus, como é que meu filho foi? Ele fala, seu filho foi excepcional.
Tem criança, às vezes, que vem com autismo participar, os pais têm muito medo. Ah, isso eu ia perguntar. Também tem essa inclusão? Sim, com certeza. Nós recebemos qualquer criança, não temos descrição. Sendo dentro da faixa etária, menino, menina. Em Mutu, nós tivemos um caso de uma cadeirante que participou. Aí ela faz restritivamente, conforme ela consegue fazer as atividades. Mas não tem impedimento nenhum. Então, ultimamente, tem aparecido muitos autistas, participam, se formam, sem problema nenhum.
E é isso que eu ia perguntar, como é que é a evolução dessa criança com o transtorno do espectro autista ali dentro do corpo de bombeiros do projeto Bombeiros do Futuro?
A gente não consegue fazer uma avaliação, porque a gente não tem os meios necessários para isso. Mas o que a gente sempre faz, quando chega uma criança que tem alguma situação específica, a gente começa a fazer gradativamente as situações com ela. Então, a gente sempre reúne, antes de começar o curso, com todos os pais e as mães, chamam eles para uma reunião, para a gente explicar o que vai ser o projeto. O que as crianças vão fazer, o que elas vão ser expostas.
Ah, meu filho está pagando flexão. Sim, pagou flexão. Ah, meu filho correu. Sim, ele correu.
Ah, meu filho fez isso. Sim. A gente explica tudo o que ele vai fazer para não chegar uma novidade depois. Ah, fizeram isso com o meu filho. Então a gente explica tudo, inclusive a situação do campo. E aí tem muitos pais que chegam, ah, meu filho é autista, ele tem problema com o som. Então a gente começa testando devagar, a gente usa muito apito.
para poder uma comunicação rápida entre todos ali, usa muito apito, principalmente na situação do campo, que tem que ter um amplo alcance. Então a gente começa a tratar o apito com essas crianças devagarzinho, começa apitando devagar, vai aumentando a intensidade, vai apitando mais perto, vai vendo o que ela reage. Se a gente verifica que ela não tem nenhum problema, porque às vezes acontece isso, a mãe fala, não, meu filho não pode ter um som alto que ele trava.
Aí quando chega com a gente para testar, acaba não apresentando nada. Então a gente fala para a mãe depois, ó, fizemos todos os testes aqui, com o monitor acompanhando, com os bombeiros do lado dele, apitamos, fizemos algum grito, alguma ordem de comando mais enérgica, não teve nenhuma resposta, vamos continuando. Então a gente vai acompanhando essas situações específicas e a gente tenta acompanhar isoladamente, né? Para dar uma atenção especial.
Acredito que no tempo do senhor não tinha o projeto Bombeiros do Futuro, quando era criança, né? Até para o senhor chegar nessa conclusão, quero ser bombeiro, né, futuramente. Como que o senhor, assim, a criança que habita dentro do senhor, quando ela vê um projeto desse, vê uma criança sendo realizada, se realizando no projeto, qual que é o sentimento? É muita gratidão. Eu fico muito grato de poder estar proporcionando isso para essas crianças.
A gente tem essa oportunidade hoje de estar fornecendo esse tipo de conhecimento para essas crianças, essas atividades, essa informação até para elas. Então eu fico muito grato de ter essa oportunidade. Como eu disse, sempre que eu posso, sempre que eu pude na minha carreira, estar à frente ou participando do projeto,
Eu busquei fazer e executar. Eu já tinha feito projeto em Cuiabá. Quando eu estava em Sinop, executamos um projeto em Santa Carmen, que era a área de atuação de Sinop. E desde que eu cheguei aqui em Lucas, é o quarto projeto aqui de Lucas e o quarto de Itapurá também. Então, desde que eu estou aqui em Lucas, já fizemos oito edições. Estamos em execução de oito edições esse ano. Não se vê fora do projeto, então? Ah, não. Se me permitirem, eu sempre quero estar participando, atuando e tentando angariar melhorias sempre que possível.
Muito bem, estamos aqui conversando com o Major Gleyber Bertolazzo, do Corpo de Bombeiros aqui de Lucas, do Rio Verde. E para você que está nos ouvindo, nosso programa já está quase acabando, tem só uma última pergunta, mas antes da gente terminar, Major, falar para você que se você está perdendo o programa, chegou agora, não tem problema, ele está ao vivo, mas ele é reprisado ainda hoje, às quatro horas da tarde, na nossa programação musical aqui da rádio.
Mas também o episódio deste Lucas em Debate também vai estar disponível pelo Spotify, Deezer, entre outras plataformas digitais que você pode saber mais um pouco sobre elas no nosso Instagram da Câmara. Para quem ficou interessado no Projeto Bombeiros do Futuro, quer colocar seu filho, sua filha, conhecer mais, como que faz, Major?
Atualmente nós estamos liberando um link para fazer a inscrição e depois nós fazemos o sorteio. Então, todo início de ano a gente faz a divulgação, pede apoio para a equipe da mídia, da prefeitura, para estar ajudando na divulgação. Os pais fazem a inscrição lá, colocam os dados das crianças, dos pais.
A gente faz o sorteio, criamos um grupo de WhatsApp com esses pais para ir ali. A partir dali nós vamos estar sempre fazendo as informações, passando sobre a medição para a confecção dos uniformes. Ali é o nosso meio de comunicação direto com os pais e nós nos disponibilizamos também para estar recebendo as informações das famílias. Então, atualmente está sendo feito por um formulário do Google Forms que nós fazemos por aqui. Talvez futuramente nós vamos migrar para o site do Corpo de Bombeiros mesmo. Ele vai ter um campo.
Para as inscrições, a pessoa vai selecionar lá qual o projeto do meu futuro, que hoje tem todas as unidades, onde tem um bombeiro, todos os municípios que tem bombeiro tem esse projeto. Possivelmente no futuro vai ser feito através do site. Mas da mesma forma, faz a inscrição por lá e é feito o sorteio depois. Tá certo, o site tem agora, tem algum link? Você sabe nos dizer? O do site ainda não. Por enquanto está sendo feito pelo link do Google Forms, que nós mesmos fazemos aqui no quartel e divulgamos.
Então é só procurar o quartel, tem algum telefone de contato que essa família pode entrar?
Tem, só que para esse ano o projeto já está em andamento, né? Não tem essa possibilidade de fazer agora para esse ano. Mas quando a gente divulga, a gente divulga também o número de contato de um funcional nosso lá do quartel. Para poder, às vezes, tirar uma dúvida, perguntar alguma situação, a gente disponibiliza junto também do link.
Então, pais e mães ou responsáveis que estão nos ouvindo e se interessou, fique ligado para esse ano. Não tem mais vagas, mas para ano que vem vai ter. Então, vamos ficar de olho que o Corpo de Bombeiros aqui de Lucas do Rio Verde vai informar na hora certa. Major, gostaria muito de agradecer a sua participação e as informações desse lindo projeto.
Eu que agradeço. Eu queria só pedir, mas... Claro. Só para... Eu esqueci de comentar na hora que eu falei de alguns parceiros. Eu não falei do mestre Gerri e do pessoal da Defensoria, que também sempre tem nos recebido, sempre sido muito apoiador do projeto. Eu acredito que eu tinha esquecido de falar desses dois aí, além dos demais que foi citado. Mestre Gerri, que foi aqui nosso entrevistado da semana passada, do Jiu-Jitsu. Exato.
Muito parceiro nosso aí do Corpo de Bombeiros e do projeto também, tem sempre nos ajudado.
Então tá bom, recado dado. Muito obrigada pela sua participação e a gente deseja que o projeto tenha mais 15, 20, 30 anos ainda pela frente. Se Deus quiser, vamos lutar para isso, com certeza. Muito obrigado. Podcast Lucas em Debate fica por aqui. Sexta-feira tem mais e se você perdeu, não esqueça, tem reprise às 4 horas da tarde. Até mais.
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