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Envelhecimento Saudável #14: Incontinência urinária
14 de julho de 20265min
Incontinência urinária, eis um assunto bem conhecido pelas pessoas de terceira idade, justamente as que mais sofrem com esse problema, bastante frequente quando envelhecemos. De acordo com estimativas da Sociedade Brasileira de Urologia, a condição atinge cerca de 45% das mulheres e 15% dos homens acima dos 40 anos. O problema se caracteriza pela perda involuntária da urina pela uretra e, apesar de atingir sobretudo os mais velhos, não deve ser visto como uma consequência normal do envelhecimento, mas como algo a ser investigado, de acordo com o médico Egídio Dorea, coordenador do Programa USP 60+ da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária da USP .
Ele divide a incontinência urinária em quatro tipos principais: incontinência de esforço (perda de urina ao tossir, espirrar, rir ou ao praticar alguma atividade física); incontinência de urgência, também conhecida como bexiga hiperativa (vontade súbita e intensa de urinar, mal dando tempo de se chegar ao banheiro); incontinência mista (une os sintomas de esforço e urgência); e incontinência por transbordamento ou funcional (associada ao esvaziamento incompleto da bexiga ou a dificuldades gerais de mobilidade do idoso). Independentemente dessa classificação, o fato é que essa disfunção, além do impacto físico, dá origem a consequências emocionais e sociais. Ela pode gerar vergonha, baixa autoestima, ansiedade e depressão. O convívio social é severamente afetado, de vez que o idoso passa a evitar reuniões familiares e atividades fora de casa por medo de sofrer constrangimentos.
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