41# E se esse "defeito" for o seu diferencial?
Será que esse tal defeito que você tanto acredita que tem, na verdade é um diferencial?
Passamos a vida inteira acreditando que o problema está sempre em nós, tentamos nos encaixar ou enquadrar para sermos aceitas.
Só que esquecemos que o detalhe diferente pode ser o que nos destaca e o que realmente marca.
Nesse episódio conversamos sobre esse sentimento e como você pode fazer com que esse “defeito “ se torne uma oportunidade para usar ao seu favor.
Você é muito mais do que isso, que tal assumir?
Vamos juntas?
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- Normalização do erroTransformar defeitos em qualidades · Aceitação e autoimagem · História pessoal de hiperatividade · Gambiarra comunicativa na faculdade de moda · Timidez como observação · Análise SWOT aplicada à vida pessoal · Sardas como diferencial
- Potencial latente e autodescoberta pessoalReconhecer o próprio valor · Assumir o controle da narrativa · Vantagem competitiva única · Superar a síndrome do impostor
- Educação e ComunicaçãoHabilidade de falar em público · Apresentação de trabalhos acadêmicos · Criação de conteúdo
- Crises e ResilienciaLidar com imprevistos na gravação · Transformar caos em oportunidade
E se isso que você chama de defeito for, na verdade, uma qualidade, uma habilidade que te diferencia, você não é todo mundo e não é qualquer uma. Seja bem-vinda ao nosso podcast. Eu sou a Jaco Libar, pega o seu café ou qualquer outra coisa que você gosta de beber pra gente começar esse episódio. Você já reparou que...
Aquele defeito que você acha que tem. É uma coisa que é muito boa em você. Que te diferencia. Te destaca e te faz única. E você insiste em querer mudar. Para se parecer com outras pessoas. Porque você acha que aquilo é ruim.
Quantas vezes nas nossas vidas nós fazemos isso, né? A gente ignora uma qualidade, uma coisa que realmente nos ajuda pra tentar caber em algum lugar, pra gente ser aceito. E eu quero falar sobre isso porque eu tenho pensado bastante nessa ideia essa semana e até falar um pouco da minha história. Quando eu era criança, eu sempre fui uma pessoa muito imperativa.
Eu sempre fui muito enérgica. Até hoje, quando algo acontece e me anima muito, eu fico muito animada, eu preciso gastar aquela energia. Tanto é que os meus amigos me chamam de golden, sabe? Porque eu tenho essa energia de cachorro filhote. E desde pequena eu sou assim. E desde pequena eu sempre soube que eu trabalharia com comunicação. Porque eu falo mais do que a mulher do Yakult. Então eu falo muito.
E quando os meus pais iam para a reunião de pais, eles sempre ouviam, a Jaque é uma ótima aluna, mas ela fala demais. E eu lembro que, assim, eu tenho uma melhor amiga, a gente sempre estudou junto, e a gente sentava junto, e os professores nos separavam, e uma ficava de um canto, a outra do outro, e a gente continuava conversando. Os professores nos davam a segunda chance para a gente parar de falar.
assim, spoiler, eu não parava de falar, eu sempre falei muito, e quando eu fui crescendo, à medida que eu fui crescendo, e entrando na fase adulta, eu achei que não era uma característica boa, não era uma característica madura, e eu não tinha que ser assim, eu tinha que ser uma pessoa
mais madura, com uma cara mais de adulta, e eu achava que, ah, quem que diverte o outro vai ser levado a sério, eu preciso ser mais séria. E quando eu entrei na faculdade, tudo isso mudou, porque eu desenvolvi uma habilidade que eu chamo de gambiarra comunicativa.
Eu fiz faculdade de moda, e na faculdade de moda você tem que fazer muito vestido, né? Muita roupa. E vários trabalhos sobre isso. E nós fizemos um trabalho que era de papel. E a gente fez um vestido de papel. E nesse vestido de papel a gente comprava primeiro os materiais e depois a gente resolvia a história.
Quando a gente comprou o vestido de papel, ficou pronto, a gente ficou olhando o vestido e falou, ok, mas o que a gente vai falar sobre isso? E pensando em todo o meu repertório, em tudo que eu já me conectei, eu falei, vamos falar que esse vestido, ele é inspirado na personagem dos Jogos Varazes? Vai dar certo. E com a gambiarra comunicativa, eu peguei isso e trouxe na faculdade, no trabalho, e não é que deu certo? Pasmem, deu tão certo que o vestido ficou na vitrine da faculdade por uma semana.
Teve outro trabalho também que a gente comprou uma parte de cima prata e uma parte azul embaixo, que eu falei assim, vamos pensar que é da Joana D'Arc, a gente fala que a água é para trazer fluidez. Deu certo, deu tão certo que a gente tirou nota 10. E essa gambiarra comunicativa nada mais é do que você pegar um assunto e criar uma história, usar o assunto como ponto de conexão. E isso sempre me ajudou muito, porque eu sou uma pessoa muito desenrolada, sabe? Eu sou muito cara de pau e isso me ajudou muito na faculdade.
porque eu era cobaia, eu fazia tudo. Ah, é pra fazer isso? Ah, deixa eu fazer então. E aí, no meu grupo, na comunicação, eu era a primeira a apresentar, e isso deixava minhas amigas mais à vontade, elas se soltavam e a gente continuava apresentando. Então, uma coisa que eu achava que era bizarro, não era tão adulto assim, mudou tanto a minha vida, que hoje eu trabalho com comunicação, eu tenho um podcast, ajudo mulheres a se destacar, inclusive, se você quiser aprender comigo.
tem o link aqui na descrição e também no primeiro comentário fixado no YouTube, tá? Então, assim, uma coisa que eu achava que eu tinha que fugir mudou a minha vida. E eu tenho certeza que você tem algo que te diferencia e que você não tá prestando atenção. Porque aqueles detalhes que a gente acha que é defeito realmente pode ser algo que vira uma ponte pra gente se destacar.
Porque qual que é a graça de você ser parecida com todo mundo? Qual é a graça de você esconder os seus diferenciais? Qual é a graça de você esconder as suas características? Seja elas físicas ou qualquer outra coisa na carreira, qualquer outra coisa. Porque você pode ser uma pessoa tímida.
e ser uma pessoa tímida, fazer com que você seja muito mais observadora, e ao ser observadora, você entrega muito mais detalhes, e isso muda o seu trabalho. Eu sempre falo muito sobre carreira, né, sobre criação de conteúdo e posicionamento, mas isso pode ser tudo na vida. Eu sou uma pessoa muito parceira, sabe, na minha família é, já que vamos fazer isso, eu falo, vamos, e não importa o que seja, vamos, vamos fazer.
E isso é uma coisa que me diferencia, é uma coisa que eu sei que eu sou lembrada, e eu sei que isso é uma qualidade. Eu poderia mudar e falar, não, né? Não vou fazer. Mas é uma coisa que muda. Cada detalhe seu realmente pode te diferenciar e realmente te destaca. Você acha mesmo que esse defeito é algo tão ruim assim? E se a gente olhar a nossa história, eu consigo até pensar naquela frase, que é bem clichê, sabe? Que é...
Se a vida te der limões, faça uma limonada, faça uma caipirinha ou a torta de limão. Que é uma frase que diz muito sobre caos, né?
Como que o caos pode ser usado a nosso favor. E eu também gosto de usar isso para o defeito. Como o seu defeito, que você acha que é um defeito, pode ser transformado para ser usado a seu favor. Porque tem muita coisa que pode te ajudar. E isso é muito louco. Porque, por exemplo, esse podcast quase não saiu. Sabe quando você tem um dia que tudo dá errado?
Foi exatamente isso. Eu gravei o episódio mais de três vezes. Tudo deu errado. Eu queimei o pão. Eu me atrasei. Eu fiquei ansiosa. O episódio não deu certo. O microfone não deu certo. A luz não deu certo. Tive que gravar outro dia. Sabe quando, tipo, nada dá certo e você para? Meu Deus, o que é esse desafio que é me ensinar? Como eu posso usar isso ao meu favor? E eu quero muito que você ressignifique isso. Que você olhe os seus defeitos e as suas características para usar ao seu favor. Eu lembro também...
Que, por exemplo, quando eu era mais nova, eu tinha muita vergonha de ter as minhas sardas. E assim, me chamavam de chucky, me chamavam de enferrujada, me chamavam de amendoim, me chamavam de tudo.
Só que à medida que eu fui crescendo, eu percebi que a característica que mais me assombrava era uma que me deixava mais bonita. E claro que a gente tem muita coisa a ser melhorada, mas tem muita coisa que realmente nos faz única. E é esse ponto, é essa sua vantagem competitiva do mundo. É isso que te faz ser você, é isso que faz com que você seja tão especial.
Pode ser uma coisa física, como eu achava minhas sardas, como a Nairobi da Casa do Papel achava que era o nariz, e hoje é uma coisa que diferencia ela. Pode ser a sua timidez, pode ser a sua observação, pode ser o seu dinamismo, mas como que cada coisa que você tem pode virar uma força e uma oportunidade? No marketing tem uma coisa que a gente chama de análise SWOT, que são...
As fraquezas, as forças, as ameaças e as oportunidades, que é a forma interna de uma empresa e a forma externa. Então, as ameaças você não consegue controlar, mas você pode fazer com que aquilo seja transformado ao seu favor. E dito isso, eu gosto muito de trazer isso para o nosso universo, tanto de marca pessoal quanto para a vida.
O que você faz que pode ser transformado em uma força ou uma oportunidade? Porque quando a gente olha para a fraqueza, todos nós temos fraquezas. E fraquezas nada mais é pontos do que a gente precisa melhorar. E isso vai te ajudar de você reconhecer e ter a humildade de falar, não sou boa nisso.
mas eu posso melhorar, e também ter a beleza de assumir no que você é boa, porque a gente não assume no que nós somos boas, e a gente sempre acha que ao assumir que nós somos boas, nós estamos sendo prepotentes, ou arrogantes, e não tem nada a ver com isso, você assumir no que você é boa, é você assumir o controle da sua narrativa, da sua história, e usar aquilo que você tem de bom a seu favor, por isso você vai colocar no papel, então...
todas as suas forças e como as suas forças podem virar oportunidades que podem te ajudar. Então, por exemplo, sou tímida, é uma fraqueza, preciso melhorar. Mas sendo tímida, eu tenho uma oportunidade de observar as coisas, o que vira uma força porque eu consigo entregar detalhes muito mais profundos. Por exemplo, sou extrovertida, uma força, e isso me faz me conectar com mais pessoas. Oportunidade, e eu consigo me destacar muito mais. Oportunidade também.
Então assim, você pode tanto transformar as suas fraquezas em oportunidades para virarem forças, quando você pode também aproveitar as suas forças para elas se tornarem também oportunidade. Então é olhar a nossa história e entender que tudo é uma oportunidade. Vira e mexe, eu fico me questionando sobre isso, sobre ser boa ou não.
Porque aquilo que é óbvio pra você pode não ser pra outra pessoa e ainda assim é transformador. Porque tem coisas que só você sabe e o outro não sabe, você pode ser o meio de transformação pra aquela pessoa. Por exemplo, eu sei muito sobre edição de conteúdo e pra mim é muito fácil gravar.
E eu sei que para muitas pessoas isso é muito difícil. E toda vez que isso acontece eu fico, cara, uma coisa que é difícil para o outro, para mim é muito fácil. Eu sou muito boa nisso. É reconhecer o seu valor, que você é boa. E percebe que quando você reconhece no que você é boa, quando você reconhece naquilo que você pode entregar, não existe o defeito e sim uma coisa que realmente diferencia.
Começa a analisar a sua história. Ninguém nunca vai poder copiar a sua história, a sua jornada, as suas vivências. Tudo isso é seu. Mesmo que a pessoa trabalhe na mesma área que você. Mesmo que a pessoa conviva no mesmo ambiente que você. Ela nunca vai poder ser você. E esse é o seu maior poder. E quando você enxerga que...
Cada detalhe que você tem, que você acha que precisa melhorar, pode ser uma oportunidade para te destacar, é aí que você muda o jogo. Nossa, bem frase de coach, né? Ai, vamos mudar o jogo. Mas é verdade, a gente precisa entender que tem defeitos, como todas as pessoas, porque nós somos imperfeitos, mas tem defeitos que, como nós, que temos síndrome da impostora, a gente sempre acha que nós somos menos. E, na verdade, temos características que elas são tão únicas que podem nos destacar.
Então assim, você leve mais a... Eu até engasguei.
Então, assim, pense mais no quanto você é boa. Pense mais no quanto que você realmente pode fazer a diferença com esse detalhe que você insiste em esconder. Permita com que as pessoas te conheçam de verdade e permita se reconhecer de verdade. Porque você passa tanto tempo se escondendo que quando você acessa esse ponto que pode ser vulnerável, você tenta esconder. Então, que tal você se reconhecer primeiro?
entender que o processo acontece de dentro para fora e usar isso ao seu favor. Eu tenho certeza que esse defeito que você está pensando aí, não é tão defeito assim. Pensa nisso e eu te encontro no próximo episódio. Beijo!