Episódios de CIDADANIA SA

‘Escola não é quartel’: os primeiros dias de uma escola cívico-militar em São Paulo

04 de maio de 20262min
0:00 / 2:51

‘Escola não é quartel’: os primeiros dias de uma escola cívico-militar em São Paulohttps://iclnoticias.com.br/escola-nao-e-quartel/#escolanãoéquartel #escola #ensinolibertador #foratarcísio #foratarcisio #estrumedireita

Participantes neste episódio1
T

Tiago Domenetti

ConvidadoJornalista
Assuntos2
  • Escolas Cívico-MilitaresApresentação formal de alunos a autoridades · Humilhações e gritos por monitores militares · Crítica à militarização do ensino
  • Antimilitarismo e guerraFormação de 'robôs' em vez de pensadores críticos · Inadequação de militares para o ensino
Transcrição7 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Cara, eu trouxe uma matéria aqui pra vocês da Pública falando sobre escola cívico-militar em São Paulo. A matéria é do Tiago Domenetti na agência pública. A matéria inteira tá aqui na descrição do vídeo. É estarrecedor isso aqui, tá? Em abril deste ano, cartazes foram colocados nas paredes em frente às salas de aula na Escola Estadual Professor Jorge Madurena, na Zona Norte de Sorocaba, interior de São Paulo.

Em letras grandes vem a pergunta sobre como o aluno na função de líder ou vice-líder de classe deve apresentar a sala ao diretor, ao vice-diretor, ao coordenador, ao professor, aos monitores ou a qualquer outra autoridade presente. Eles têm que falar sim. Atenção, sala. Sentido? Que puta merda. No segundo ato indica que é preciso fazer a apresentação formal e por fim dar o comando. Descansar à vontade. Mano, isso aqui é um absurdo.

O cartaz tem essas definições, essas ordens. Além do aviso nas salas, vídeos, áudios e conversas enviados à pública sob condição de anonimato indicam que o papel não ficou apenas na parede. Num dos registros em vídeo, o estudante vai para frente da sala e se coloca diante do adulto que o espera perto do quadro. No coitado todo sem graça fica, atenção, sentido, descansar, tal. Uma coisa ridícula.

Em outro trecho, de outro ângulo, o gesto mostra o mesmo aluno levando a mão à testa e prestando continência a essa merda aqui. Mensagens trocadas entre os alunos do ensino médio. O ritual iniciado em abril é descrito como constrangedor. Aspas. Escola não é um quartel. Outro afirma que se a sala não cumprisse o procedimento, viriam os xingos do monitor militar.

Outro fala o seguinte, não é nem o começo, que eles vão colocar a gente pra marchar e tudo. Em relação aos monitores militares, alunos também relataram gritos e humilhações, com celulares sendo retidos de modo inadequado. O novo ambiente é resumido como de pressão, agora eles vão cobrar mais da gente. Então tem muita gente que vai vir aqui e falar, é assim mesmo, tem que dar ordem, tem que manter a ordem, essa merda toda. Escola tem que ensinar as pessoas a pensarem.

a raciocinarem, a terem visão crítica, não serem um bando de robozinho que fica obedecendo esses alopratos, esses militares que estão lá, esses policiais que estão lá, que não foram, não estudaram pra fazer isso. Entende? É a mesma coisa que você que tá aí e não é médico, vai lá fazer uma cirurgia. Você estudou pra isso? Não estudou. Você sabe? Não sabe. Aí acontece vídeo que nem aquele que teve no começo desse ano. O cara foi escrever na lousa três palavras e errou as três.

Então não é. Leiam a matéria inteira. Está aqui na descrição do vídeo, tá? Deixe seu like aí. Se inscreva no canal se você não é inscrito. Deixe sua opinião nos comentários.

‘Escola não é quartel’: os primeiros dias de uma escola cívico-militar em São Paulo | Castnews Index — Castnews Index