Pausa sem Culpa #14: A dor e a culpa de maternar os próprios pais
Hoje eu quero falar com você que se pegou, de repente, virando a 'mãe' dos seus próprios pais.
Ver quem sempre foi a sua base, o seu porto seguro, ir envelhecendo e perdendo a autonomia éum luto silencioso. É uma dor imensa aceitar essa vulnerabilidade.E, junto com as consultas, os remédios e as decisões diárias,chega um cansaço que você muitas vezes não se autoriza asentir.
Você se sente culpada por ficar impaciente? Culpada por desejar um tempo a sós sem tanta responsabilidade e funções?
Por favor, me escuta: sentir raiva, exaustão ou impotência diante do envelhecimento dos seus pais não faz de você uma filha ruim. Faz de você uma mulher forte. A exaustão não significa falta de amor; significa apenas que o seu copo transbordou.
Você não precisa e não consegue sustentar tudo sozinha. Cuidar de quem cuidou de você é um ato de amor, mas se anular no processo não é uma exigência desse amor.
Para te ajudar a sustentar essa fase com mais leveza e menos rigidez, que tal conversar com outras mulheres que passam pela mesma situação que você?
Honre a história dos seus pais, mas lembre-se: para conseguir cuidar, você também precisa estar de pé. Lembre-se do seu papel de filha e se dê permissão para respirar.
Se conhecer e entender esses desafios é o primeiro passo e te ajuda a desatar os nós da culpa e enxergar essa fase com mais compaixão por você e por eles…
Você tem vivido esse desafio na sua casa?
Me conta… Esse espaço é nosso!
Um abraço bem apertado no seu coração, e até a nossa próxima Pausa sem Culpa.
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