Episódios de Linha Campeira

Episódio #561 - Identidade Gaúcha

09 de maio de 20261h56min
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Assuntos7
  • Identidade GaúchaTradição e folclore · Manifestações culturais · História do Rio Grande do Sul · Formação do gaúcho · Nativismo · Valores culturais
  • Música GaúchaCanções sobre a identidade gaúcha · Músicas sobre a vida campeira · Interpretações de artistas regionais
  • Rogério BastosPalestrante sobre tradicionalismo gaúcho · Formação de gaúchos · Comissão Gaúcha de Folclore · Medalhas de mérito cultural
  • Tradicionalismo GaúchoFortalecimento da identidade · Preservação de costumes · Formação humana e comunitária · Valores e respeito
  • Ruínas de São Miguel· CulturaSítio arqueológico · Patrimônio histórico e cultural · Valorização da história local
  • Projetos culturais comunitáriosLivros históricos · Música autêntica · Entrevistas e documentação · Podcasts sobre tradição
  • Recopa GaúchaHistória e herança cultural · Valores e orgulho · Preservação da cultura
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Tenho orgulho, estufo o peito, ao visitar a história. Refazendo a trajetória, buscando a luz no escuro. Vejo Guasca, queixo duro, transformado em peão de estância, onde a essência é a substância do gaúcho do futuro. Linha Campeira

Linha Campeira, o teu companheiro de churrasco. Apoio Cultural Vision Uniformes. Do seu jeito, acesse visionuniformes.com.br

Buenas, buenas povo gaúcho que anda esparramado pelo universo, mas que mantém a essência de seus valores e que embora meio extraviado do pago, ainda preservam suas raízes. E lhes garanto por experiência própria que quando a gente se distancia da querência nativa, agrandamos esse sentimento de pertencimento ao nosso chão.

E através da tradição, mostramos para as novas gerações e para quem está na nossa volta, a riqueza do nosso folclore e das nossas manifestações culturais. Seja através da dança, da poesia, da trova ou da música, do nosso jeito de falar, de se vestir e da nossa postura, carregamos para onde quer que se ande a nossa identidade. E a proposta de hoje veio de uma palestra do Rogério Bastos, onde ele aborda aspectos históricos sobre a identidade do gaúcho.

Buenas pra vocês daqui da volta, que devem estar se aprumando pra prosa de hoje. Quem me dizem da proposta do tema? Buenas, indiana da volta, aqui é Rafael Upanambi. E claro, Tchê Braga, se apresento pra Lida. E a proposta do tema muito me agrada. Com certeza vai ser uma prosa cheia de conteúdo pra lado especial, né Tchê? Buenas, gauchada, que é Lucas Negri.

E este tema sobre identidade gaúcha dá muito pano pra manga, tento pra laço, lã pra pelego, carne pra assado, água pro mato e muito mais. Buenas Gurizada da Volta e um Buenas especial a quem sempre nos faz gostado e também pra quem está nos escutando pela primeira vez ou há pouco tempo.

Sejam todos muito bem-vindos e essa nossa prosa é autêntica e com os causos que perigam até ser verdade. Bom, já que temos prosa engatada, vamos empezar com as marcas de fundamento. Linha Campeira, o teu companheiro de churrasco.

Fiz do meu canto cruzador de tantos rumos Para que alcance imensidões além de mim E quando longe buscando outros confins Levando junto as coisas que mais consumo Será o meu canto partir algo que espero Que entropilhe na alma pampa do meu povo

Houve um jeito antigo que reponta o mundo novo Sempre no resto da história que eu considero Tenho por pátria o santo chão de onde veio O que abago a lesta bandeira que levanto Pois sem virtude talvez um dia o meu canto Será escravo na força de outros anseios

E pra onde vou? Quando chegar eu lhes garanto A minha pátria por mim vai pedir licença Para que o mundo reconheça a minha crença E eu me abaguale por ser gaúcho meu canto E pra onde vou? Quando chegar eu lhes garanto

A minha pátria por mim vai pedir licença Para que o mundo reconheça a minha crença Que eu me amaguare por ser gaúcho meu canto

Assim meu canto se rebusca de esperanças E eu me enraizo cada vez mais no meu chão Pra que eu sustente por gosto e por tradição O que acredito que só a terra nos alcança Por isso busco nas coisas que eu acredito

Que serão sempre corpo e alma do meu verso Buenos motivos pra que não ande disperso O fundamento de nunca cantar solido Esta é a razão que alimenta o meu empenho Pra que jamais algo se adone desta gana Repalanqueie a identidade pampiana A querenciada junto ao cantar de onde vem

E pra onde vou, quando chegar eu lhes garanto A minha pátria por mim vai pedir licença Para que o mundo reconheça minha crença Que eu me amaguare por ser gaúcho meu canto E pra onde vou, quando chegar eu lhes garanto

A minha pátria por mim vai pedir licença. Para que o mundo reconheça minha crença. Eu me abago ali por ser gaúcho meu canto. Eu me abago ali por ser gaúcho meu canto. Siga o Linha Campeira no Instagram. Arroba Linha Campeira Oficial.

É coisa linda ensilhar bem um cavalo

Larga pro campo ao tranco firme no basto, conforme a volta dá gosto meter um piá-lo. Pra exercitar a destreza e a força do braço, é coisa boa uma costela de novilha. Pingando graxa num fogo grande de angico, ver um jinete preparando uma tropilha. Lida bonita pra quem gosta do ofício.

Cozagaúcha é ver um índio desdobrado, ponte arupinho numa tarde de garoa. Sentir o gosto de um amargo bem cevado e o trago largo de uma cachaça bem boa. São os costumes dos campeiros do meu pago, do dia a dia destes homens de alma rude, que vão no tempo sobre o lombo de um cavalo.

Firmando o passo pedindo que Deus ajude, Que vão no tempo sobre o lombo de um cavalo, Firmando o passo pedindo que Deus ajude. Rio Grande é velho, jeito de campo, Me leva ao troque, cavalo manso.

Solto das parnas, a lida é bruta, paisano, mas me garanto

Cozagaúcha é ver um índio desdobrado, ponchar o prinho numa tarde de garoa. Sentir o gosto de um amargo pincelado e o trago largo de uma cachaça bem boa. São os costumes dos campeiros do meu pago.

O dia a dia destes homens de alma rude, Que vão no tempo sobre o lombo de um cavalo, Firmando o passo pedindo que Deus ajude, Que vão no tempo sobre o lombo de um cavalo, Firmando o passo pedindo que Deus ajude. Rio Grande é velho,

Solto das papas A lida é bruta, Pai Santo Mas me garanto A lida é bruta, Pai Santo Mas me garanto

Dos seus apreços perdidos, extraviados pelo vício, se rebuscou no munício que o velho trago conforta. Nas mãos com calos do tempo, marcada a chave de arame, pois sempre há quem reclame se alguma trama vem torta.

Pra mais um destes andejos Que meu canto busca abrigo Esse empolera no estribo Fazendo rancho imoral

Resquícios de um mundo velho, feições de campo nos traços Conhece as voltas do laço e das curvas das estradas Conhece as voltas do laço e das curvas das estradas

Assim cê fez xangueador Alambri tropa tosquia Menso alopeão por dia Cê tarimbava vaqueano Dono do próprio destino Mas longe de ser teatino Nasceu o terrum e genuíno Seu simplício simpliciano Nasceu o terrum e genuíno Seu simplício simpliciano

Nasceu terrum e genuíno, seu simplício simpliciano. De vez em quando uma doma, se lhe tocasse algum potro, você golpeava pra outro no mais gaúcho costeiro.

Aprendeu de tudo um pouco pelos trechos do caminho, desde que saiu do ninho bem inclinado no arreio. Nas comparsas de janeiro, onde a tesoura cantava,

Algum sonho planejava contando as fichas na lata Eu corredor na distância pra algum balcão domingueiro Onde chegava altaneiro arrastando as alpargata Onde chegava altaneiro arrastando as alpargata

Assim cê fez xangueador, alambre e tropa tosquia, Menso alopeão por dia, cê tarimba vavaqueano, Dono do próprio destino, mais longe de ser teatino, Nasceu terruim e genuíno, seu simplício simpliciano, Nasceu terruim e genuíno.

Seu Simplício Simpliciano Nasceu terro e gênio Seu Simplício Simpliciano Linha Campeira, cultura e música gaúcha Pra te acompanhar no teu churrasco

Eu fiz uma chamarra ligeira, pra ver a brincadeira rolar É o tempo de chiar a chaleira, é hilado e a quem la quiera bailar No tranco da batida certeira, tem graxa na fogueira e no ar Tem gosto de comida caseira e tem cheiro de poeira no ar E o que de bom cruzar a fronteira, peço que alguém me mande pra cá

Que eu quero me enrolar na bandeira e levar o meu Rio Grande até lá. Que eu quero me enrolar na bandeira e levar o meu Rio Grande até lá.

Aqui tem a morena faceira, andando pela beira do mar, Domingos de bailanta e carreira, com gaita botoneira roncar, Setembro vem a chama pioneira, pra festa galponeira incendiar, A farra de tertúlia e vaneira, e a gana missioneira ao cantar, E o que de bom cruzar a fronteira, peço que alguém me mande pra cá.

Que eu quero me enrolar na bandeira e levar o meu rio grande até lá. Que eu quero me enrolar na bandeira e levar o meu rio grande até lá.

Aqui se acha festa, canteira, cultura brasileira pra dar Carpeta pra alegra os calaveiras, serviço pra quem queira ficar Churrasco feito a nossa maneira, carreta, cantadeira a rodar E amores que a guitarra manheira não conta nem que queira contar E o que de bom cruzar a fronteira, peço que alguém me mande pra cá

Que eu quero me enrolar na bandeira e levar o meu Rio Grande até lá. Que eu quero me enrolar na bandeira e levar o meu Rio Grande até lá.

E o que de bom cruzar a fronteira, peço que alguém me mande pra cá. Que eu quero me enrolar na bandeira, e levar o meu Rio Grande até lá. Que eu quero me enrolar na bandeira, e levar o meu Rio Grande até lá.

Tio Agapio firma o laço, cincha na força do braço, os quatro tentos certeiros. Que abre a toca pra um tombo, num piálogo de sobre-lombo, nas precisam de campeira.

Afirma os pulso paisano, afirma bem os tutano, perícia de mão campeira Que de um toro faz um boi, e num opa que se foi vem lambendo a castradeira

Que é do touro, faz um boi, e no opa que se foi vem, lambendo a castradeira. É o retrato do Rio Grande, que numa armada se expande, no sul do meu continente.

O ritual das antigas Onde a cultura se abriga Nos traços da minha gente Deixa o malevo apertado Que arreda que é certo lado E a marca vem colorada

Por levar sempre essa vida, tio Olavo faz a lida sem enfrochar a ternerada.

Sinal de argola na orelha, revisa, cuida, lixeira, orfício de pião campeiro Que tira a vida dos braços, trouxando a armada do laço, se vai berrando o terneiro

É lida pra o dia inteiro, braço na mão altaneiro sem errar uma bolcada Cê vai a trança pra o céu e só se escuta o buleu do outro lado da armada Cê vai a trança pra o céu e só se escuta o buleu do outro lado da armada

É o retrato do Rio Grande que numa armada se expande no sul do meu continente Um ritual da gentia onde a cultura se abriga nos traços da minha gente Deixa o malevo apertado, te arreda que é certo lado e a marca vem colorada

Por levar sempre essa vida Tio Olavo faz a lida Sem proxar a ternera

Por levar sempre essa vida que o Olavo faz a lida sem enfrochar a ternerada

A essência do campo está aqui. Linha Campeira, o teu companheiro de churrasco.

Eu sou daqui onde a cordiona chora minga E sem dominga de saudade meu rincão Da terra bruta que se ergue de um rodeio

Do tombo feio, alapucha, meu irmão Eu sou daqui onde o pandeiro ripenica E a moça fica só bombeando o tocador E ele faz cara de artista de novela E abre a goela como o péssimo de fiador Eu sou daqui

Eu sou daqui, deste lugar Sou o Rio Grande que me agrada de cantar Eu sou daqui, deste lugar Sou o Rio Grande que me agrada de cantar

E aí

Eu sou daqui onde o violão corda afinada Vai espichada com alarame cerca nova E os tirão que um potro dá quando se amansa Tenha confiança que o campo nos dá prova Eu sou daqui onde o cantor e jornalista Lanta na lista dos que tocam nos estádios

Mas sua voz e a tradição que ainda trago, cantando pago nas vaneiras pelo rádio.

Eu sou daqui, neste lugar, sou o Rio Grande que me agrada decantar, sou o Rio Grande que me agrada decantar.

Ouvimos Eu Sou Daqui, de Gujo Teixeira e Marcelo Oliveira, interpretado pelo Marcelo Oliveira. Teve ainda Nos Traços da Minha Gente, de Murilo Teixeira, Roger Prestes e Chico Teixeira, interpretado pelo Chico Teixeira. No Rio Grande tem, de autor e interpretação do Miro Saldanha, por ser terrunho e genuíno. De Henrique Fernandes e Marcelo Mendes, interpretado pelo Arthur Matos.

Costumes do Meu Pago, de Erlon Pericles, interpretado pelo Pirisca Greco. E a primeira, Por Ser Gaúcho, o Meu Canto, de Rogério Vidia Granha e André Teixeira, interpretado pelo André Teixeira, com participação do César Oliveira e Rogério Melo. Que tal, Panambi? Isso aqui vai estar bloco musical, mostrando a verdadeira essência e identidade regional.

Coisa muito mais que 100%. E vem bem ao encontro da proposta da prosa de hoje, que pelo visto vai agarrar preço, com certeza. Mas é essa a ideia, ô Panambi. Embora o tema já tenha sido abordado aqui no Linha Campeira, é sempre bom a gente voltar a falar sobre a nossa identidade para reafirmar nosso compromisso de manter acesa a chama do nativismo.

E a cada palestra, a cada evento, a cada discussão, sempre aparecem aspectos importantes que nos levam à reflexão, como é o caso dessa palestra do Rogério Bastos, onde ele exalta, abre aspas, os direitos de uma coletividade, fecha aspas, como sendo um orgulho da sua trajetória histórica, valorizando sua herança cultural ao expressar o sentimento de nativismo e de pertencimento.

E a partir do entendimento dessa sua essência, aprender com os acertos e erros do passado, visando projetar um futuro onde os valores que mais nos identificam sejam preservados. E antes de entrarmos para a prosa, carece explicar para quem não conhece quem é o Rogério Bastos.

Che, o homem é um dos agentes mais importantes do tradicionalismo gaúcho, e falo isso sem falsa modéstia. O homem já deu quase mil palestras impactando e ajudando na formação de milhares gaúchos e gaúchas nos mais variados parques.

O Rogério já foi presidente da Comissão Gaúcha de Folclore, já foi laureado com as medalhas do mérito cultural Lília Argentina, que é uma das mais importantes, e também com a medalha Glauco Saraiva. Ele é uma daquelas pessoas que a gente pode ficar horas e horas ouvindo, que não enjoa e não acaba o assunto.

Eu sempre admirei ele, inclusive aprendi a dar nó de lenço vendo o vídeo dele há muitos e muitos anos, lá nos primórdios da internet. Hoje tenho o prazer de considerá-lo um amigo pessoal.

e de certa forma poder contribuir junto nessa empreitada cultural. E esse tema que vamos debater hoje é um trecho, uma síntese de uma palestra que ele deu para o MTG de Santa Catarina no CIFOR, Curso de Formação Tradicionalista, onde abordou essa amálgama cultural que é o gaúcho.

E o tema dessa palestra, gurizada, é História do Rio Grande do Sul, com reflexos na história de Santa Catarina, que aborda a visão histórica e cultural da formação do gaúcho dentro do território. Faz a relação de como esse território influenciou na formação desse tipo de humano que só se tem notícia por aqui. É, gurizada, é coisa de fundamento.

Então, vamos largar mais um lote de marca, desses que não dá em qualquer toceira. Tu que tá na escuita, pede também tua marca pelo nosso WhatsApp, que é o 4799193000. Então, abrimos cancha pro Luiz Marenco, a crioula identidade. Linha Campeira, o teu companheiro de churrasco. Ao redor do fogo de chão

Estalam brasas antigas, me chamando outras fitas, que pelearam antes de mim. Por isso que canto assim, respeitando a alma terruinha, em mim a própria alcunha de um crioujo, São Martins.

Uma tropada ao estouro dentro do meu pensamento, que da pampa é sustento pra ser livre, ser vertente. Não se imaneia uma gente que não deixa criar más cegas, que peleou na própria terra com o criolismo.

Qual razão de estar aqui de onde vim? Quem é meu ser? Muitos tentam compreender Sem olhar pra dentro desse Negro, branco, guarani Viemos do ventre da terra Pelhamos em tantas guerras Pra ser apenas gaúcho

peleamos em tantas guerras pra ser apenas caúcho.

Tenho sede além dos mates Sede além de uma vertente Sede de algo que é da gente Maior que águas de poço Rio revolto, alma de moço Buscando encontrar seu fim Por isso reprota em mim Rio revolto

De onde vêm nossas raízes, te digo em pura verdade Tem ter ruim identidade que só quer ser descendente Honrar toda uma gente e seguir cada

Provo, levar por diante ao futuro A crioula identidade Qual razão de estar aqui de onde vim Quem é meu ser? Muitos tentam compreender Sem olhar pra dentro de si Negro, branco ou guarani Viemos do ventre da terra

Pelhamos em tantas guerras pra ser apenas gaúcho. Pelhamos em tantas guerras pra ser apenas gaúcho. Pra ser apenas gaúcho.

Tem mais Linha Campeira no Spotify.

Rio Grande, Verde Touro, quatro patas de cavalo Quem não viveu esse tempo, vive esse tempo cantá-lo Eu canto porque me agrada neste meu timbre de galo

É verdade que alguns dizem que os tempos hoje são outros, que o campo é quase a cidade. Nem os giripazes não rotos, que as esporas silenciaram na carne porta dos outros.

Cada um diz o que pensa, isso aprendi de infância Mas nunca esqueça o herege que as cidades de importância Se ergueram nos alicerces dos portins e das distâncias

Não esqueça de outra parte para honrar a descendência Que tudo aquilo que muda, muda só nas aparências E até num bronze de praça vive a raiz da querência

E aí

Eu nasci no tempo errado, ou andei muito depressa, Dei onde é casa, enta pera, fiquei devendo promessa, Mas se eu pudesse eu voltava, pra onde o Rio Grande começa. E se me chamam de grosso, nem me bate a passarinha, E se me chamam de grosso, nem me bate a passarinha,

Virgila do mundo novo, não tem a mescla da minha, somada a casco de touro, com avas de carquejinha.

Rio Grande, ferro de touro, quatro patas de cavalo Quem não viveu esse tempo, vive esse tempo ao cantá-lo Eu canto porque me agrava neste meu timbre de galo

O que nos move não é o poder ou ganância, o que nos move não é estudo ou ambição, o que nos move de fato é a velha herança, de fé e esperança tendo Deus no coração. Somos de campo, somos de gado e lavoura, com as tesouras tosqueando ou tosando potros, pela esperança que nos move prosseguimos, e assim seguimos sempre cuidando do outro.

Somos assim, somos capim e sanga rasa Somos de casa, de mato e campo e galvão Mas temos sonhos que às vezes batem asas Nós somos brasas acesas pela emoção O que nos move, nos comove, nos abriga Esta cantiga onde abraça o meu lugar O que nos move é a amizade, o maior lucro É o verso chupro de quem tem chão pra cantar

O que nos move é essa força reluzente, não tem enchente nem vendaval que impeça, de estar aqui abraçando toda esta gente, num corredor onde a história começa. O que importa é ter valor e não ter preço, e ter apreço com a terra que nos dá o pão, pelas chamarras tropeando desde o começo, com gaita e guitarra no fiador da gratidão.

Somos assim, somos capim e sanga rasa Somos de casa, de mato e campo e galvão Nós temos sonhos que às vezes batem asas Nós somos brasas acesas pela emoção O que nos move, nos comove, nos abriga Essa cantiga onde abraça o meu lugar

O que nos move é amizade e o maior lucro É o verso chucro de quem tem chão pra cantar Somos assim, somos capim e sanga rasa Somos de casa, de mata, de campo e galvão Mas temos sonhos que às vezes batem asas Nós somos brasas acesas pela emoção O que nos move, nos comove, nos abriga Essa cantiga onde abraço o meu lugar

O que nos move é amizade e o maior lucro. É o verso chupro de quem tem chão pra cantar. Linha Campeira, o teu companheiro de churrasco.

A minha estirpe crioula que há muito canto nos versos É mais que a voz do meu mundo, é mais que o próprio dialeto

Nascido em cor de milonga, com timbre de campo aberto, a minha estirpe crioula, que há muito canto nos versos. A minha estirpe crioula é o tempo escrito nas horas, de molhadeiras e laços, pialos, tombos e auroras.

É o argumento dos ponchos, dos lenços, bastos e esporas A minha estirpe crioula é o tempo escrito nas horas A minha estirpe crioula conhece o vento ao fechado Chapéu, tapia e horizonte e algum por não te alembrado

Contraponteando-se o rito do campeiro de acabado A minha estirpe crioula conhece o vento fechado A minha estirpe crioula tem berro na flor do couro Tem fronte de lua clara, estrelas de peru no morro

Relincho, fúria de aguada, rodeio e cova de touro, a minha estirpe crioula, tem berro na flor do couro.

A minha estirpe crioula tem palavras e romances, Tem tranças, ranchos de barro, tem ilusões e semblantes. Com sombra de tropa mansa, madrinha e outros por diante, A minha estirpe crioula tem palavras e romances.

A minha estirpe crioula tem um bagual corcoviando No sangue rubro das veias que ganha o tempo pulsando No peito de uma guitarra de algum cantor opinando A minha estirpe crioula tem um bagual corcoviando

A minha estirpe crioula conhece o vento ao fechado, Chapéu tapeado e horizonte, alô, um bordão de alambrado. Contabonteando-se o rito de um campeiro de acabado, A minha estirpe crioula conhece o vento ao fechado.

A minha estirpe crioula tem berro na flor do couro Tem fronteira e lua clara, estrelas de pelo ojo Relincho, fúria de aguada, rodeio e cova de touro A minha estirpe crioula tem berro na flor do couro

E aí E aí

Ergo meu canto e me acho muito gaúcho Qual Martim Ferro E em qualquer lombo de serro Faço morada e me planto Por Rio Grande me garanto Sempre que alço as esporas E largo assim campo afora Toda emoção neste canto

Canto de pampa e estância mais novo a cada manhã. Na goela de algum tarrão semeia-se na andarilha. É cheiro de maçanilha que brota a chucra da terra. Voz de querência que berra num parador de cochilha.

No entreveiro de patas, meu canto é doma e carreira, é rangido de portê.

Nova e vem das cruzadas E a alma da dauxada Nos gestos da minha gente Que vive, morre contente Só por ser livre e mais nada

Sempre que canto, renasço, volto às planuras de novo, buscando origens de um povo que fez pátria de acabado, e que deixou de regalo, pra nós, herdeiros da história, um torrão pleno de glória, e a identidade, e a identidade ao cantar.

Canto de tropa estendida, seiva de grama pisada Pelos cascos da potrada que no varzedo redossa Fruta que aos poucos se adoça a cada noite dejeada É chuva forte e guasqueada que nas estradas faz poça

canto as coisas do meu povo, suas crenças, tradições. Campos, mangueiras, galpões, gineteadas e bochinchos. Perros de touro relinchos, orquestrando as invernadas, marcas de laço queimadas num tirador de capincho.

Sempre que canto renaço, volto às planuras de novo, buscando origens de um povo que fez pátria de acabalo e que deixou de regalo pra nós, herdeiros da história, um torrão pleno de glória.

E a identidade é o cantalo, um torrão pleno de glória. E a identidade é o cantalo.

Capéu meio ladeado Trancando em frente a repecho Às vezes um calor danado No trasfrio de batequecho

Podrei ir o canto de cerca, com calma em frena gateada, E no upa alça a perna, pra encerrar a cavaleada. Guionada verde de mate, conforme a hora, isso é certo, Tambona longe do fogo, um perro sempre por perto.

Qualquer coisa é logo ali, mesmo sendo uma lonjura. E os campos do patrão vão até uma certa altura.

Indiadas sem cerimônia, comem com prato na mão. Gente simples, sem floreio, tem um baita coração. São homens de compromisso, depois de dito tá feito. Eu tô topando os desafios.

Assim no osso do peito, pingada sem cerimônia, homem com prato na mão. Gente simples sem floreio, é um pai da coração. São homens de compromisso, depois de que tudo tá feito. E vão topando os desafios, assim no osso do peito.

O dia é bem tocado, é quase sempre ali da perda Mas ninguém faz cara feia, isso é a coisa mais certa

Trabalham dando risada, com confiança e fé em Deus. Do alheio nunca se sabe, cada um cuida do seu. Esses homens de bom senso, não são de raro piado. Vestem uma piocha com gosto e andam bem a cavalo.

Nunca se negam pra nada, seja festança ou serviço E antes de passar adiante, costumam pedir permisso Indiadas sem cerimônia, comem com prato na mão Gente simples, sem floreio, tem um baita coração

São homens de compromisso, depois de edito tá feito, Levantou quando os desafios, assim no osso do peito, Vingadas em cerimônia, homem com prato na mão, Gente simples sem floreio, é um bairro e dá coração.

São homens de compromisso, depois de dito, tá feito. E vão topando os desafios, assim no osso do peito. E vão topando os desafios, assim no osso do peito.

Acabamos de ouvir Assim no Osso do Peito, de Marco Antônio Nunes, Elber Lopes e Cristiano Fantinel, interpretado pelo César Oliveira, Rogério Melo e Os Chacreiros. Teve também Identidade de Campo, de Anomar Danube Vieira e Rogério Melo, interpretado pelo Nilton Ferreira. Minha Estirpe Criola, de Adriano Alves e Jari Terres, interpretado pelo Jari Terres. De Quem Tem Chão Pra Cantar, de Daniel Silva.

e Ramiro Amorim, interpretado pelo Beto Ventura e Daniel Silva. Timbre de Galo, de Aparício Silva Rilo e Pedro Hortaça, interpretado pelo Pedro Hortaça. E a primeira, a Crioula Identidade, de Rua Daniel Eisenhagen e Juliano Moreno, interpretado pelo Luiz Marenco. A Isaac até o nosso cusco intervalo, que tem a identidade gaúcha, tá aqui no costado se balançando com essas marcas. Que momento! É um upa e tamo de volta!

Estamos apresentando Linha Campeira, o teu companheiro de churrasco.

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E tamo de volta, garuchada, para seguir a prosa de hoje, que lhes digo, pode pender para muitos rumos, mas o importante é difundir a ideia de que precisamos, temos o compromisso de preservar nossa identidade. Seja na modesta contribuição do Linha Campeira, seja na participação e no incentivo a eventos culturais que tragam informação fundamentada e incentivem o povo a pensar o quanto é rica a nossa cultura e o quanto é impressionante a nossa história.

E aí eu não tenho como não me reportar a minha mais recente visita às ruindas de São Miguel, onde a história ainda pulsa e que o IFAM preserva de uma forma elogiável. Mas aí vem a pergunta, quantos sul-riugandenses já visitaram esse sítio arqueológico, patrimônio de valor imensurável?

Será que esse pedaço de história, que é parte da nossa identidade, apenas chama a atenção de turista de outras regiões? E nós, verdadeiros descendentes e herdeiros dessa riqueza, ainda não despertamos para o seu real valor? Com esse exemplo, chego à conclusão de que nos tornamos vulneráveis e presas fáceis para modismos midiáticos, justamente por não ter a noção da grandiosidade da nossa história.

E sabe, Braga, que o tradicionalismo gaúcho tem um papel muito maior do que apenas preservar costumes antigos. O tradicionalismo fortalece a nossa identidade como um povo. Quando conhecemos a nossa história, entendemos de onde vieram os valores, nossa maneira de viver.

o porquê de tantas características que moldaram o gaúcho ao longo desses 400 anos. E um povo que conhece as suas raízes dificilmente se torna uma presa fácil para esses modismos passageiros, ou também da falsa ideia de que aquilo que vem de fora é sempre melhor.

E esta grande virada foi a chave que há quase 100 anos deu início a esse movimento que pertencemos. Afinal, o tradicionalismo pode melhorar as coisas, aproximando gerações, fortalecendo a família, criando o senso de comunidade, ensinando respeito, convivência e orgulho pelas suas raízes e pela sua própria cultura.

É esse senso de identidade, de pertencimento que a gente tem tão forte aqui. O CTG, por exemplo, não é apenas um espaço de baile ou de festa, como muitos acham que é. Ali deve ser um ambiente de formação humana, onde os jovens podem encontrar amizade, disciplina, referência nos mais velhos e esse pertencimento.

Em tempos que tantas instituições já não conseguem orientar ou unir as pessoas, a tradição continua oferecendo um chão firme, baseado em valores que são construídos ao longo dessa trajetória histórica.

E aí a gente, com o tempo, quando está nesse meio, a gente vê uma estrada e saber que ali cruzava uma rota de tropeiros. Ou também olhar uma coxilha e descobrir que ali avançou uma carga de cavalaria no tempo da Revolução Farroupilha.

É uma coisa muito bonita. É que a gente conhece, a gente quer bem. Quando a gente começa a entender essas coisas, a gente dá muito mais valor para a nossa cultura, para a nossa tradição. Porque a gente entende que a história está em toda parte e ela que construiu tudo aquilo que a gente...

Tem hoje. É, Lucas, velho, concordo contigo. E pra querer entender e conhecer, tem que ler muito sobre a história também. E a história desse nosso sul do mundo é rica de fatos e acontecimentos. Tem muita coisa buena pra ler, pra entender e pra compreender até os dias atuais. Mas, bueno, tem outras histórias que são narradas e contadas também em forma de música.

Então se hoje tu não tá muito com vontade de ler, escuta umas marcas de fundamento que com as marcas tu também consegue entender e compreender a história de um povo. Vamos que vamos, porque já vem chegando a identidade na interpretação de Loma Pereira. Linha Campeira, o teu companheiro de churrasco.

Trago na estampa a mais pura identidade Da imagem guapa que herdei dos ancestrais Mas a essência que me fez ser diferente De como foram meus avós e os meus pais

A identidade não está só na aparência É o conjunto que define quem eu sou Quem me olha e não me julga como um todo Vai com o tempo perceber que se enganou

A identidade está marcada no sorriso, No olhar que com o tempo encosteceu, Num simples gesto ou palavra proferida, Nos detalhes que definem quem sou eu, A identidade está marcada no sorriso,

Num simples gesto ou palavra proferida Dos detalhes que define Quem sou eu?

Trago o sangue que corre das minhas veias Uma mistura que me deu essa altivez Traços do negro, alemão e italiano Mesclado ao índio, espanhol e português

Eu me defino pelo jeito fronteiriço Força serrana no atavismo missioneiro Na lida bruta da campanha ao litoral Na identidade de gaúcho e brasileiro A identidade está marcada no seu

Quem sou eu? A identidade está marcada no sorriso No olhar que com o tempo entristeceu Num simples gesto ou palavra proferida Dos detalhes que definem Quem sou eu? Dos detalhes que definem

Quem sou eu?

Buenas, sou Rio Grandino Artigas Foro Gloriando, um cavaleiro andante do tempo, filho dos ventos. Rio Grandino, nome próprio que cultiva de onde vem. Artigas veio da mãe, da árvore, da mãe terra de onde vim. Foro Gloriando, do pai, o conhecimento do meu povo. E sempre renasço de novo, de novo, com alcunha de ser sempre sulido.

Me apresento, Rio Grandino Artigas Folcloreando. Sou Rio Grandino Artigas Folcloreando. Levo meu canto por esse mundo afora. Alareando o verso ao compás das esporas.

Vai o meu chão sempre comigo estradiando, me apresento o Rio Grande, Artigas folcloreando, me apresento o Rio Grande, Artigas folcloreando.

Sei desta terra das luas e plantações Sei dos cavalos, dedomas e das canções Canto minha gente sempre guitarreando Sou Rio Grande no Artigas folcloreando

Vim de outras eras, ainda era São Pedro, depois Rio Grande também fui missioneiro. Por farroupilha mais amor a minha terra, sou paz, fui guerra, me fiz campeiro. Por ser caliandra cantei os ventos, pra o meu sustento cantei meu chão. Do meu rincão a madeira em raiz, canta e diz pela boca do meu violão.

Sou o Rio Grandino Artigas folcloreando, levo o meu canto por esse mundo afora, talareando o verso ao compás das esporas.

Vai o meu chão sempre comigo estradiando. Me apresenta o Rio Grandino. Artigas folcloreando. Me apresenta o Rio Grandino. Artigas folcloreando.

E aí

Semei o campo de arroz e de trigás, com meus iguais, com os pés no solo. Livro nas mãos e mãos erguidas aos céus, para no campo dormir em seu colo. Por cantador dei vidas pulperias, folcloreando todo dia meus mananciais. No tempo plampiano, lá dos galpões, levei rincões ao palco dos festivais.

Sou Rio Grande no Artigas folcloreando Levo meu canto por esse mundo afora

Talareando o verso ao compás das esporas. Vai o meu chão sempre comigo estradiando. Me apresento, Rio Grandino, artigas folcloreando. Me apresento, Rio Grandino, artigas folcloreando.

Sei desta terra das luas e plantações, sei dos cavalos de Thomas e das canções, canto minha gente sempre guitarreando, sou o Rio Grande no Artigas folcloreando. Sou o Rio Grande no Artigas folcloreando. Sou o Rio Grande no Artigas folcloreando.

Pede tua música pelo nosso WhatsApp 479193000. Não te preocupa, Bagual, que campeiro não se engana.

Quem segue o rastro do sol sempre chega a Uruguaiana. Quem segue o rastro do sol sempre chega a Uruguaiana.

Música

O Babagual, que campeiro não se engana Quem segue o rastro do sol, sempre chega a Urupaiana O caminho pouco importa, alegre de eu ir daqui Pois que quando a gente volta, tanto faz por onde ir Segue sempre o mito e vai, pra onde o sol apaga as brasas Pois quem bebe do Uruguai, não vive longe de casa Pois que quando a gente volta, tanto faz por onde ir

Barranqueiro e campeiro este meu campo Vai o meio do feito jasque, campo afora Presta a terra onde eu nasci, que eu mudava Faz igual qualquer dia, a qualquer hora

Barranqueiro e campeiro esse meu canto vai no vento, vem puxar, se vim do campo afora. Nesta terra onde eu nasci que amo tanto, mas que volto qualquer dia, a qualquer hora.

Por onde quer que se ande, na velha Sinaragana, Pois não conhece o Rio Grande, quem não foi a Uruguaiana, Quando o verde das pastagens se dourar nos arrozais.

Saberás na paisagem por quem cantam os cardeais Segue o rumo, companheiro, pra onde está meu coração Que acharás algum parceiro pra cantar esta canção Barranqueiro, encampeiro esse meu cu Vai no vento feito jasque, canto afora

Presta terra onde eu nasci que amo tanto Mas que volto qualquer dia, a qualquer hora Barranqueiro e campeiro esse meu canto Vai no vento feito chasque, no campo afora Presta terra onde eu nasci que amo tanto Mas que volto qualquer dia, a qualquer hora

Barranqueiro e campeiro esse meu mar Vai o lento feito jazque, não agora

Onde eu nasci, que amo tanto, mas que volto qualquer dia, a qualquer hora Barranqueiro e campeiro, este meu canto vai no vento feito chasque, campo afora Nesta terra onde eu nasci, que amo tanto, mas que volto qualquer dia, a qualquer hora

Uriuena! Estância velha, trago na alma um breve santo que herdei Da raça chucra dos que vieram ter trazendo até aqui E cada pedra e cada grota contam sonhos do que foi Um tempo lindo que tranqueia cabrestiando o meu sentir

Estância velha em cada bota, trago coisas de sofrer. Muitos riscos das esforas que a saudade me deixou. E nas gambotas tenho a marca dos tropeiros que passou. Mas a memória recoluta a uma antiga do meu ser. Mas sei que um dia...

A raça bugra dos campeiros, renascer da fé Que o mundo novo não apaga o que ficou pra trás E a instância antiga como um sonho viverá Mas sei que um dia irá A raça bugra dos campeiros, renascer da fé Que o mundo novo não apaga o que ficou pra trás E a instância viverá

Distância velha e malo a sorte, eu poncho pátria do sentir, nesta saudade de outros tempos que nem sei bem explicar. E ao trote largo deste tempo em que ninguém sabe quem é, somos consciência da verdade que contigo há de ficar.

Mas sei que um dia irá A raça bugra do campeiro Renascer da fé Que o mundo novo não apaga O que ficou pra trás E a instância antiga como um sonho

Mas sei que um dia irá A raça bulgra dos campeiros Renascer da fé Que o mundo novo não apaga O que ficou pra trás A instância antiga Como um sonho viverá Mas sei que um dia irá

A raça vulga dos canteiros Renascer da fé Que o mundo novo não apague O que ficou pra trás Que a instância viverá

Linha Campeira, o teu companheiro de churrasco.

Nós não nascemos agora, nem tomamos emprestado os velhos vultos sagrados. Que o Rio Grande comemora, bebemos a cor da aurora. No limiar das fronteiras, seguindo a marcha tropeira.

Que rasgou serra e sertão Construindo uma nação Na pátria sul brasileira

Nós somos o credo vivo, da mescla de tantas raças, templada pela fumaça. Do gaúcho primitivo, mas somos berço nativo, deste autêntico legado, que traz o cerne cravado.

Com cores de rebeldia, da força e da valentia, do povo do nosso estado. Da força e da valentia, do povo do nosso estado. Somos a seiva eterna dos costumes ancestrais.

Repetindo os rituais da velha terra materna, Somos a origem fraterna forjada pelo galpão, E ao derredor do fogão, nos bailes ou corredores, Preservamos os valores que brotam no coração.

Somos laço de esperança, estendido na mangueira. E a poesia verdadeira, que nos veio como herança. Somos o traje e a dança, a cordeone e o violão.

A boia e o chimarrão, Mesclado a literatura, Que sustentam a cultura, Reformam a tradição.

Nós somos este universo, rico em tantos conceitos, talhado pelo respeito, respeitando o que é diverso.

Somos a prosa e o verso Desta ancestral doutrina Que encanta e que fascina As forças do telurismo Nós somos o nativismo

Nesta terra catarina Nós somos o nativismo Nesta terra catarina Linha Campeira O teu companheiro de churrasco

Ainda ontem dei um brilho nas alpacas E um talento nutoso da potra zaina Até minhas botas lavei e passei uma graxa Davam vergonha de sair fim de semana Até minhas botas lavei e passei uma graxa Davam vergonha de sair fim de semana Barri o terreiro e pendurei minhas tranqueiras

E o meu galbão vinha virado num paiol Puxei pra fora poncho, pelego e basteira Cujus carnal já nem lembrava a cor do sol Puxei pra fora poncho, pelego e basteira Cujus carnal já nem lembrava a cor do sol

E desse jeito que se folga aqui pra fora Se ajeita as coisas que há tempo vêm esquecida Sacando a poera dos pés fielos da memória Tirando as traças do que se ajuntou na vida

Pra cantar junto comigo, este meu grande amigo, meu grande irmão de palco, de estrada e de composição Matheus de Arruda, canta pica-pau, véi Ainda ontem engraxei minha garruxa, nunca se sabe quando eu precise de novo

Pra cruzar o passo nessas noites mais escuras Ou dar um tiro só pra assustar os cachorros Ainda ontem engraxei minha garrocha Nunca se sabe quando eu precise de novo Passei meu lenço e remendei duas bombachas Pra no domingo dar uma volta no poveiro Quem sabe encontre um aguainita das lindasas E deixe os males desta vida de solteiro

Quem sabe encontre uma guainita das lindasas E deixe os males desta vida de solteiro

E desse jeito que se folga aqui pra fora Se ajeita as coisas que há tempo viram esquecida Tirando as traças do que se ajuntou na vida

Meu descanso é forcejar no lombo de uma labruja, desses que se erguem pra lua enquanto pateia espora. Num turdilhão anca de vaca me larguei nos domingos, campeando o ronco de gaita e moça que baila sorrindo.

Ouvimos Chote Descanso, de Wagner Nunes, interpretado pelo próprio Wagner Nunes e Matheus Arruda. Teve ainda O Que Somos Nós, de Arthur Matos e Osmar Ranzolin, interpretado pelo Arthur Matos. Relíquia, de Guilherme Colares, interpretado pela Juliana Spanevelo, por Quem Cantam os Cardeais. Devainidade, interpretado por João Chagas Leite. Rio Grandino, Artigas Folcloreando.

de Juan Daniels Hennagen e Rodrigo Morales, interpretado pelo Ricardo Berga. E a primeira, Identidade, de Marco Antônio Soares e Cícero Gularte da Fontoura, interpretado por Loma Pereira. Que tal, Bragas, véio? Mas que lote musical!

Desses que não se cansa de escutar. Só as classificadas. Eu desde que conheço a pessoa que se dedica e escolhe a D dessas marcas. Eu sou livre. Tchê, eu sei que extrapolei um pouco nas minhas opiniões sobre a valorização da nossa cultura.

Mas isso é uma preocupação que vem me espinhando e já faz tempo. E insisto em dizer que ao tomar conhecimento, ao se apropriar da nossa história, vamos ficar cada vez mais apegados às coisas simples da nossa gente, mas que tem uma grande representatividade.

E confesso que não faço questão de que nossos valores, nosso orgulho e nossas manifestações culturais sejam entendidas pelos de fora. Mas, por outro lado, fico insatisfeito com o desconhecimento que meu próprio povo, a minha gente, dê mais valor ao que vem de fora por pura ignorância das coisas que são semente, raiz e que em terra buena vai nos presentear com frutas da melhor qualidade.

E repare só na pureza dessa tua preocupação, Bragas. A gente não se preocupa com dinheiro, com fama em aparecer. A gente se preocupa em entregar uma mensagem, em passar a verdade, a autenticidade, os valores. E não precisamos matar os avós para ficar de bem com os netos. A gente já comentou sobre essa frase aqui.

Eu quero aproveitar o espaço aqui para trazer algumas iniciativas que fazem este caminho cultural junto com a União Campeira. Como o Henrique Fagundes da Costa, com seus livros históricos, agora tem o que é tradição para crianças, tem também o Clube Terra Pampa, é de fundamento às coisas do Henrique.

Na linha musical, quem agrega muita gente é um paranaense com a alma gaúcha e tem que tirar o chapéu para o seu Wagner Nunes e para a sua família. A forma como eles representam, com a sua autenticidade, sempre mostrando aquele homem simples, sem luxo, trabalhador e que sempre tem a família no centro da vida. O Wagner merece todo o respeito.

Outro projeto que eu gosto muito é o Proziandro Pampa do César Medeiros, lá de Rosário do Sul. Ele anda pelos rincões da fronteira entrevistando as pessoas, geralmente o pessoal mais velho, dando voz e mídia a uns homens que são verdadeiras tronqueiras da tradição. É um livro de campo. E eu não posso deixar de fora.

o meu podcast preferido, do meu irmão Osmar Ranzolim, que é a confraria do tropeiro. E se tem alguém nesse rincão que sabe contar uma história com detalhes, clareza e uma didática sem igual, é o Osmar.

Então faça o seguinte, sigam as minhas dicas que eu garanto. Acesse o site do Rogério Bastos, que lá tem muito conteúdo. Leia os livros do Henrique. Bota no rádio umas marcas do Wagner. E liga no YouTube umas entrevistas do César. E quando der tempo, escute o Spotify da Confraria Tropeiro. Daí tu vai ser um peão bem melhor e venha me agradecer.

E também escutem todos os episódios do Linha Campeira, porque essa prosa aqui é rica em contar histórias, e só histórias de fundamento. Porque o nosso trabalho de apuração, de pesquisa, também é em grande profundidade.

Estamos aqui quase 20 anos contando muita história e trazendo também muita marca buena para fazer costado. É, tchê, aqui a coisa é de fundamento. Bueno, vamos se atracar então para mais um lote de marca. Vamos começar com Patrimônio, na voz de André Teixeira, com participação do Mano Lima, aqui no Linha Campeira, o teu companheiro de churrasco.

Venho do oco da história que foi escrita, trompadas, agrifa e ponta de lança e em crexoque de espadas. Até parece que escuto estampidos de garruchas.

Imagino aquela indiada morando a pátria gaúcha. Tivemos sonhar acordado que ando junto pelhando, Tua tronfelo de pata, trampa, cavalo avançando. Tivemos sonhar acordado que ando junto...

Com atropelo de patas, trofa, cavalo avançando Por isso que essa maneira é mais que amor pela terra Quando se abagou a lenteira, com o don de um hindo de guerra Por isso que essa maneira é mais que amor pela terra Quando se abagou a lenteira, com o don de um hindo de guerra

O meu verbo é galponero, não necessita vaidade O meu canto é dos machucos, mas não esconde a verdade Porque o meu patrimônio, embora pareça pouco É muito quando se espirra

Uma gaita de oito soco Sempre de garrão trancado Feito quem escorundiado Com laço junto à cintura E as mãos julhadas de calos Sempre de garrão trancado Feito quem escorundiado Com laço junto à cintura E as mãos julhadas de calos

Por isso que essa maneira é mais que amor pela terra, quando se apaga a lenteira, com tons de um hino de guerra. Por isso que essa maneira é mais que amor pela terra, quando se apaga a lenteira, com tons de um hino de guerra.

Por sejo pelo tirão que um dia nossos avós Num postilhar de mangueira golpearam e ficou pra nós No meu destino de andejo, eu sigo o raço dos outros Que andaram pelos fiadores e redemoniando o couto

E juntas rodas de mate aprendida, tempo e vida, com palavras de valor, ditas por mestres da lida. E juntas rodas de mate aprendida, tempo e vida, com palavras de valor, ditas por mestres da lida.

Por isso que essa maneira é mais que amor pela terra, quando se abagou a lenteira, com tons de um hino de guerra. Por isso que essa maneira é mais que amor pela terra, quando se abagou a lenteira, com tons de um hino de guerra. Siga o Linha Campeira no Instagram, arroba Linha Campeira Oficial.

Vou tirar ele pro limpo, debaixo pode espantar, e assim vai desempaixar, trojando no meu costado, pelo estrivo do gachado, abre pra dar uma luzinha, corpo ligeiro de gato, te ajeita firme e mulato, assopra aquele caminho.

Mas antes de assoprar o potro, desate e mede tua média Deixa pra cima da média, não implementa as loucuras O que é bem feito perdura, não te assusta, tá agarrado Tapei a cara com a mão, assopra, bate os garrão Larga o rei e vou sentar

Eu vou te dando cabeça, tu leva o corpo e faz correr, não deixamos encolher. E solta bem teu laçaço, deixe que dance o compasso, faça um jogo que ele alinha, estriba bem e tenteia. Desequilibra e volteia, confia em quem te amadrinha.

Não vai bancar o ginete, se corcoia não tesga, se nos rodeio tem fama, aqui nós tamo domando. Escuta o que eu vou falando, atira o corpo pra trás, que a tombo golpe tirão, puxa o cru, carrega o pião, aprende como se faz.

Depois do potro sujeito, só vamos vender bocal, não vira o fio do bagual, vai colocando um brilhão. Se em arrisca a tradição, entende de tudo um pouco, capricha no redobão, deixa contente o patrão, que já te libera os troncos.

Eu vou te dando cabeça, tu levo o corpo e faz correr, não deixamos se encolher. E solta bem teu laçaço, deixe que dance o compasso, faça o jogo que ele alinha. Destriba bem que tenteia, desequilibra e volteia, confia em quem te abadrinha.

Eu vou te dando cabeça, tu leva o corpo e faz correr, não deixamos encolher, E solta bem teu laçaço, deixa que dance o compasso, faz o jogo que ele alinha, Destriba bem e tenteia, desequilibra e golpeia, confia em quem te abadrinha. Destriba bem e tenteia, desequilibra e golpeia, confia em quem te abadrinha.

O homem fez e a terra viu E a terra pôs-se a esperar

O homem riu com altivez, mudando tudo de lugar, Virando a terra por virar, sangrando a vida com seu fim. E a terra foi parar no rio, e o rio levou tudo pro mar. E a terra foi parar no rio.

E o rio levou tudo pro mar, o homem fez por desafios Vestiu o tom da rispidez, e em pouco tempo ele desfez A tez que a terra construiu com paciência milenar De tempo e só licença a tez

E a terra foi parar de vez No rio que foi parar no mar E a terra foi parar de vez No rio que foi parar no mar

Era uma vez o que cê viu Correu um frio que há de ficar Eternamente a machucar O homem cego que seguiu Virando tudo com Deus E quando abriu os olhos seus Os olhos seus foram parar Na terra que parou no rio No rio que só parou no mar

Que hoje banhe o seu olhar, e pede pelo amor de Deus, Que volte a vida que partiu, no rio que nunca vai voltar. Que volte a vida que partiu, no rio que nunca vai voltar.

Era uma vez o que se viu Correu um frio que há de ficar Eternamente a machucar O homem cego que seguiu Virando tudo com Deus E quando abriu os olhos seus Os olhos seus foram parar Na terra que parou no rio No rio que só parou no mar Que hoje banhou seu óleo

E pede pelo amor de Deus, que volte a vida que partiu, no rio que nunca vai voltar. Que volte a vida que partiu, no rio que nunca vai voltar. Era uma vez o que se viu.

Música

Canta, canta a voz do musiqueiro num rancho de Santa Fé Lume, a peiteira do preparo no buzilho pangaré Branca, a bomba chadê do hispano que pra o baile acomodei

Uma faixa e o pala colorado que no ombro descansar Trago um raio de lua no cabo da minha prateada E uma flor pra uma morena no meu jaleco bordada Na estampa de vaquero trago serena a mirada

E um negaceio na dança, no grador na madrugada.

Chora, acordeona a tresileira num rasguido bem marcado Dança, o Ataliba com a Maria num romance cadencial Grita, um paisangula na copa pelo vinho já golpeado Grita, um paisangula na copa pelo vinho já golpeado

O olhar de uma morena junto ao canto arrinconado. Chora, acordeona chora. Encosta o rosto morena, peina a flor do meu chalet.

E sonha com a primavera que adoçou nosso rincão. E no volteio da sala, no compasso alfagateado. Vou charlando no teu lado, jurando meu coração.

Quantas vezes, meu amor, floreirita do rincão, pela voz do musiqueiro quis cantar minha paixão. A cordeona que ressonga nesta noite de luar, fez um céu do teu sorriso. Pra minha alma se abrigar. Pra minha alma se abrigar. Pra minha alma se abrigar.

Você está na companhia do Linha Campeira, o teu companheiro de churrasco. Meu berço foi um arreio, meu altar uma mangueira, na rudicina campeira de potreador veterano.

Pois não nasci por engano, vim para o mundo dos bastos, quando a pátria se acordava e um venteno a corcoviava, roçando a marca nos bastos.

Meu berço foi um arreio, meu altar uma mangueira, na rua desci na campeira, depotreador veterano. Pois não nasci por engano, vim para o mundo dos bastos, quando a pátria se acordava e um ventre na corcomiava. Roçando a marca nos pastos, fui parido pela pampa, índia, guapa e chimarrona.

Pra lamber sal em carona, mapeando a vida entropiada, bebendo sol nas aguadas, do mar que enfermo na estampa, e ao som de cascos e guambas, fiz as primeiras pajatas.

E aí

Quando o primeiro charrua de lança saltava em pelo, Para fazer o sinuelo, nos alçados do meu pago, O primeiro mate amargo com as bênçãos Betupã, E o sol beijou amanhã, para cumprir seu encargo.

Por isso abro meu peito, meu verso ao mundo Levanto, esclareço no meu canto Sem deixar verdade a soga Pois jamais alguém prorroga o pulsar de um coração

E a verdadeira razão não usa nele nem toca. Já hoje eu vejo a pátria espolhada e repartida. Mudaram-se as leis da lida, não é mais o padrão quem manda. Quem tem dinheiro comanda, apojando falsa ilusão. Sem adubo nas raízes, vão forjando cicatrizes. Mangueira, campo e galpão.

Mãe gira quem pica alpão? Mãe gira quem pica alpão?

Rio grande de a cavalo, dos potrure queixo atado, espora grande, chapéu tapeado, de tradição de novo eu falo. Rio grande das bolhadeiras, das tropas no corredor,

dos contrabanhos de fronteira, do mar de encierro peleador. Rio Grande das carreiradas, das marcações e dos pianos, da morena grina trançada, do índio bem acabar. Rio Grande das carreiradas, das marcações e dos pianos, da morena grina trançada,

Rio Grande foi revolução, de maragatos e chimangos, com garruxa, bala e mango, fizeram a história da nação. Sou campo, sou céu azul, pro Brasil é vosso tempo.

Sou o Rio Grande do Sul, do passado não lamento Rio Grande das carreiradas, das marcações e dos pianos Da morena grina trançada, do índio bem acabado Rio Grande das carreiradas, das marcações e dos pianos Da morena grina trançada, do índio bem acabado

Rio grande das carreiradas, das marcações e dos piados da morena crina trançada, do índio bem acabado.

Tem mais Linha Campeira no Spotify.

Música

Entre o campo e as casas, vou campeando espaço, com pulso de aço, mas o peito em flor. Que desenciliando o coração palpita, pra receber visita que recém chegou. De cavalo enciliado na frente das casas, contra-ponteando a solidão da estrada.

Me faça o favor de dar um ou de casa Que eu já servo um mate pra falar do tempo Ou daqueles tempo que não se vê mais Até mais parceiro, damos sempre as ordens Pra ser bem no mar

E aí

Entre um mato e outro, o silêncio é pouco, eu dizia solto nos causos que traz. E as novidades que vêm da cidade, mentira ou verdade, pra mim tanto faz. Como a cambona seca e as conversas jóia, convido pra boia e pra pitar o companheiro. Afervento a água pra plantar o puxeiro.

Com gosto de campanha e jeito espitalheiro. E pela graxa nas brasa. Linha Campeira, o teu companheiro de churrasco.

Estamos ouvindo Arte Criola, de autor e interpretação do Edilberto Bergamo. E ainda, Hospitaleiro, de André Coelho, interpretado pelo Grupo Carqueja. Rio Grande de Volta, de Marcelinho Nunes e Marco Aurélio Lemos, interpretado pelo Marcelinho Nunes. Esparramando Xergão, de João Fontoura e Zumar Benites, interpretado pelo Jason Reis.

Romance Musiqueiro, de Rogério Ávila e Leonel Gomes, interpretado pelo Leonel Gomes. Era uma vez que se viu, de Luiz Carlos Borges e Mauro Ferreira, interpretado pelo Luiz Carlos Borges. Confia em Quente a Madrinha, de Marcelo Pereira Mendes e Rafael Cunha Alves, interpretado pelo Lucas Gross, Mauro Silva e Odair Teixeira. E a primeira, Patrimônio, de Rogério Vidia Granha.

André Teixeira, interpretado pelo André Teixeira e Mano Lima, que tal, gurizada? Vamos se largando pros tchau? E depois desse eito de marca da melhor qualidade e de uma prosa que separou ajeitada, tenho que anunciar que chegamos ao final de mais um Linha Campeão. Já vou me despedindo de todos, deixando beijo pra quem é de beijo e abraço pra quem é de abraço.

E depois dessa prosa cheia de história, onde ficamos ainda mais sabidos das coisas, eu já vou batendo o sal da costela e deixando meu abraço a todos e até semana que vem. E teve linda a prosa de hoje. Agradeço a parceria até aqui e indico para seguirem o Rogério Bastos lá nas redes sociais. Procurem no Instagram lá, Rogério P. Bastos. Ah, que não tem erro. Só me resta então aqui deixar um abraço do tamanho do seu universo, Raúcho.

Tá feito, gurizada, baita prosa de hoje. Ficamos por aqui na certeza de que semana que vem tem muito mais aqui no Linha Campeira. Nos queiram bem, que mal não tem, semana que vem. Tamo de volta. Linha Campeira, o teu companheiro de churrasco.

Pois eu me tapo de orgulho quando vejo a gurizada. Com uma gaita debochada ou ponchando um violão, corcorrei ao coração. E então me sinto seguro que a geração do futuro vai garantir a tradição. Música

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