Episódios de Eu Escolhi Prosperar Podcast

Ep 69 - Alan Espinosa (Participação Rise Cast)

10 de maio de 20261h15min
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Assuntos9
  • Gestão Financeira para DentistasDiferença entre faturamento e lucro · Controle de custos fixos e variáveis · A importância do prolabore · Precificação de serviços odontológicos · O erro de gastar além do padrão de vida · O papel do DRE na tomada de decisão · A margem de lucro na odontologia
  • Início da Carreira OdontológicaA clínica como negócio, não caixa eletrônico · A importância da visão de gestor · O ego e a dificuldade de admitir erros financeiros · A necessidade de sacrifício temporário para o sucesso
  • Precificação de ServiçosCálculo do custo da hora clínica · Impacto da ociosidade da cadeira · Erros comuns na precificação de resina e lentes · Diferença de custo entre cidades e especialidades
  • Oportunidades e Desafios da Odontologia no BrasilMargens de lucro na odontologia (implante, resina, proflaxia, ortodontia) · A importância do posicionamento e especialização · O sistema financeiro brasileiro e a falta de educação financeira · A diferença entre parecer rico e ser rico
  • A importância de um mentorA importância de ter uma visão externa · A necessidade de planejamento financeiro · A construção do propósito na dificuldade · A diferença entre ganhar e fazer dinheiro
  • DRE (Demonstrativo de Resultado do Exercício)O que é o DRE e sua importância · Análise de EBITDA e valuation de negócios · Como o DRE auxilia na tomada de decisões
  • Mercado financeiro BrasilA falta de educação financeira nas escolas · O incentivo ao endividamento · A dificuldade de acumular riqueza no Brasil
  • Estratégias de MarketingA importância de gerar demanda e fechar vendas · O papel da OdontoRise na captação de pacientes · Estratégias de tráfego e posicionamento
  • Propósito e RiquezaA relação entre propósito e sucesso financeiro
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Fala turma, estamos começando mais um Wisecast. Eu me chamo Leonardo. Eu sou o Rodrigo Laurido. Somos fundadores da OdontoRise, uma agência especializada em captação de pacientes para a clínica odontológica. Meu irmão. Mais um, cara. Mais um, muito bom estar com você aqui mais uma vez. Graças a Deus. E hoje a gente está com um convidado. Eu acho que é a primeira vez que a gente grava um podcast com uma pessoa que não é dentista.

Verdade. A primeira vez. Verdade. Mas ele é uma pessoa muito importante na vida de muitas línguas odontológicas. Estou aqui hoje com Alain Espinosa, estrategista financeiro, empresário, palestrante, mentor de negócio, fundador do Instituto Financeiro Alain Espinosa e atua há mais de 10 anos ajudando empresas. Começou com 15, Alain. Quem me dera.

E ele tá aí, na verdade, com o propósito de ensinar o dentista a enxergar a clínica como um negócio. Alan, prazerzão, cara, te encontrar aqui. Muito bem-vindo, meu irmão. Obrigado. Irmão, obrigado mesmo por estar fechando ali tua agenda, estar aqui com a gente pra poder compartilhar conteúdo, né? Então, sempre um prazer receber pessoas como você aqui, cara. Obrigado mesmo.

Show. Obrigado, obrigado. Estou muito feliz de estar aqui. A gente já gravamos um, né? Sim. Comigo do outro lado. Agora, pela primeira vez que eu estou gravando um podcast como convidado também. Sério? Que honra, cara. Que honra, cara. Primeira vez que eu venho. Estou muito feliz. Obrigado aí, de verdade. Tenho certeza que vai ser uma experiência bem legal. Que honra. E como que ninguém nunca convidou a Alain para gravar um podcast.

Um cara super inteligente ali, vendo você como host lá, fazendo perguntas. São quantos episódios?

63, o 2025 quinteiro sem falhar um domingo e 2026 no mesmo gás até agora. Acabei de lembrar de uma coisa também. O podcast que a gente gravou com ele foi o primeiro como convidado. Foi o nosso primeiro como convidado. Então, cheio das primeiras vezes. É verdade, foi o primeiro. Eu tô ansioso pra começar. Desculpa cortar. Porque é um assunto que é uma urgência oculta.

Todo mundo precisa. Isso faz a pessoa ganhar mais dinheiro. Faz a clínica crescer. E ela não tem conhecimento nenhum, cara. Porque parece muito complexo. Ela não sabe que precisa, muitas vezes. É. Exatamente, cara. Então, é um assunto que eu vou estar aqui 100% como aprendiz e curioso e fazendo o papel de muitos dentistas que não têm esse conhecimento aprofundado.

Justamente, cara. A gente encontra muito dentista, Alan, que tecnicamente o cara é impecável. O cara chega para a gente. Às vezes ele até fatura muito, tá? Já vi dentista faturando 300, 400 mil, que no final do mês ele não consegue colocar dinheiro no bolso. O dinheiro para ele acaba sendo um problema. A gente não sabe se no âmbito pessoal, se é profissional. A gente não tem essa competência para analisar. E quando ele começa a cortar alguns custos, impacta diretamente para a gente ali.

O marketing é um dos primeiros que o cara vai lá e... Começa a cortar o que não deveria. O que não deveria, exatamente.

Cara, como é que você consegue falar com dinheiro com dentista? É um desafio. Mas todo mundo gosta de dinheiro, né, Léo? Acho que assim, é o fato. Toda vez que eu começo uma palestra, um curso, eu sempre começo com essa pergunta. Quem é que gosta de dinheiro? Aí todo mundo levanta a mão, mas eu falo, quem tem bastante? Porque quando você gosta muito de uma coisa, você tem que ter perto. Aí quase ninguém tem.

Mas até saiu uma reportagem recente nossa no Terra e no Globo falando sobre a dificuldade da galera da área da saúde em cuidar realmente da gestão do seu negócio. Então, vocês trabalham nessa área também, é bem nichado, vocês sabem como é. A galera sai da faculdade, o dentista, o médico, o fisioterapeuta, o fonoaudiólogo, todos, eles saem pronto para atuar muitas vezes, mas eles não se ligam que eles têm um negócio, uma empresa na mão.

E é aí onde tem muita gente ganhando dinheiro, muita gente boa ganhando dinheiro e não tem um real no bolso. Então, muita gente. Eu costumo falar assim, cara, quem aqui que está assistindo a gente que não gostaria de ganhar 200 mil reais por mês? Um monte de gente certamente gostaria. Eu já atendi dentista que ganhava 200 mil reais por mês fazendo estética, resina, que a margem de lucro é gigantesca.

E o cara tinha um nome sujo, devia pros outros. Era um caos a vida dele. Então, com certeza o segredo não é quando você ganha. Isso de fato. É o que você faz com o dinheiro que você ganha. Interessante, cara. Interessante. Enquanto a gente para pra pensar assim, Alan, dentro de uma clínica...

a dúvida que o cara fica é o seguinte porque você contratar uma agência de marketing ele pode enxergar como um custo ou como investimento e imagina que pra contratar o seu serviço também o cara pensa como um custo ou como um investimento em qual momento assim que o dentista fala assim, cara eu preciso de alguém pra me ajudar com o meu dinheiro se você tá trabalhando hoje e tem a sensação que trabalha, trabalha, trabalha e não vê a cor do dinheiro tem alguma coisa errada

E aí tem três pontos fundamentais. A gente pode ir falando deles. Eu vou citar os três agora, depois vocês... Vai seguir na linha aí. Primeiro, vida pessoal e profissional totalmente misturada. A galera não faz ideia que eles estão comendo o lucro da empresa deles.

Então assim, como assim comendo? Tem muito dentista hoje ganhando dinheiro e comendo o lucro da empresa. Cara, eu já atendi cliente, um cliente no interior de São Paulo. Posso contar uma história rápida? Pode, porque é seu. Ele faturava em média 150 mil reais por mês, uma clínica legal.

E ele tinha mais de 40 anos de formado, era um senhor já. E aí ele me ligou um dia e falou assim, Alain, me indicaram você, uns amigos me indicaram você, e eu estou frustrado com essa odontologia, eu faço implante. Faz 40 anos que eu tenho essa clínica aqui, não tenho um real no bolso. Eu vou dar o exemplo, eu tenho um palio, eu odeio esse palio. E aí eu estou vendo esses dentistas novinhos aí, postando esse monte de foto com um carrão.

Eu não sei o que eu estou fazendo errado, eu estou bem errado a vida inteira. Então eu vou vender isso aqui e vou ganhar comissão em outras clínicas.

Falei, pô, doutor, o senhor esperou 40 anos, então espera mais um mês, deixa eu fazer um raio-x, deixa eu entender o que está acontecendo com o dinheiro da tua empresa. Daí a gente começou a rastrear, entrada e saída, entrada e saída, entrada e saída. Depois dos primeiros 30 dias, eu cheguei com os relatórios, com os fechamentos para ele, e falei assim, doutor,

O senhor disse que vai fechar e ganhar comissão em outra clínica. Eu quero saber que clínica que vai te pagar 47 mil reais por mês. Aí ele falou assim, mãe, eu não preciso disso pra viver. Eu falei, precisa. O dinheiro que saiu da tua clínica e foi pra tua casa, 47 mil reais. Só de gasto pessoal, sem nada da clínica. Separando protético, separando dental, separando tudo. Funcionário. Ele falou assim, caraca, mas eu não gastei isso.

Você não gastou, você que me mandou. Tá aqui, ó, item por item. Só o cartão de crédito era 25 mil.

cara assim, quando ele viu e ele corrigiu, em um ano ele juntou 350 mil reais. Que isso, cara. Porque a gente estipulou um prolabore fixo, começou a controlar, falou, aqui está teu salário, o restante é lucro da clínica. Ele comia, ele comia o lucro da clínica. Lucro sem ver. Sem saber. E achava que o negócio que não estava bom. E o negócio que era ruim.

Então hoje, ele até comprou uma Hilux Zero, que era o sonho da vida dele, e muda a vida das pessoas, cara. Porque assim, parece uma coisa simples demais, mas oito a cada dez dentistas que estão assistindo a gente, eles não sabem quanto ganha. Você pergunta muitas vezes em cursos, nas aulas, você fala assim, cara, qual que é o teu faturamento? Ele fala assim...

Ah, eu não sei, mas pela maquininha de cartão, deve ser... Olha isso, cara. Então, ele tem a visão como dentista, ele não tem a visão como gestor, como dono.

E aí, quando eu pergunto quanto ganha, eles não sabem que é o maior interesse deles. Imagina quanto gasta. Mas pegando um gancho, Alain, o dentista, o cara que já fatura ali seus 50 mil, já tem um movimento, eu gosto do exemplo aí de um cliente, 50, 100 mil reais. Como que o cara faz para saber, principalmente quando ele não tem sócio, não faz gestão, tudo que entra, ele mesmo vai misturando ali conta de casa. O que que é, como ele faz para saber o faturamento e o que que é o lucro?

Como que o dentista consegue visualizar isso? Separar o faturamento do lucro? Isso.

Cara, a primeira coisa que você precisa rastrear, que seja numa planilha, que seja num grupo do WhatsApp, você escreve aí, ó, financeiro, sozinho, manda lá cada um real que você ganha. Se você tem uma secretária, é mais fácil ainda. Faz uma tabelinha simples ou um caderno, eu tenho clientes que usam caderno. Coloca lá. O procedimento que você está fazendo.

A forma de pagamento, o valor e o dentista que está atendendo. Se você tiver mais dentista, precisa saber a produtividade de cada dentista. É interessante. Cara, no final do mês, você sabe como entrou cada R$1, quanto eu vendi no crédito, no débito, no dinheiro, no Pix. Quanto o meu dentista João faturou para mim, quanto a Maria faturou para mim. Você consegue ter um tanto de dados só dessa marcação simples que pode ser num caderno. Você pode dividir a folha do caderno ali.

Então, assim, eu não sou bom com Excel, com sistema. Cara, escrever, você sabe, você fez faculdade. Importa a ferramenta. O importante é a metodologia. Eu não ligo com ferramenta. Hoje eu trago o mais tecnológico possível lá para os meus clientes. Porque dentista não gosta de ficar marcando saída, não. Sim. Mas você tem que marcar. Se você quer mudar a sua realidade financeira hoje, você tem que marcar. Você tem que saber para onde vai cada R$1 que você gasta.

Porque quando você começa a marcar, Léo, as saídas também, e hoje em dia a gente paga quase tudo no banco. Então, se você pegar um dia do teu mês e ir lá separar, você consegue ver o quanto você gastou no consultório e o quanto você gastou na tua casa. Eu posso rastrear, né? Isso. A partir daí você tem o teu faturamento.

Você tentou a receita. Vou deixar um pouco mais complexo essa explicação, porque o dentista tem que entender que ele tem quatro índices fundamentais para ele controlar ali, para ter esse resultado que você quer. Ele tem que controlar a venda, controlar a venda. Você concorda comigo que nem tudo que você vende na clínica você recebe? Sim. E as pessoas, faturamento é ego, tá gente? Tem muita gente que fala assim, ah, eu faturo um milhão, tá? Mas sobra quanto? Então eu quero saber quanto sobra.

E o faturamento, muita gente vendendo no boleto, sem dó, vendendo de qualquer jeito. Não tem cálculo de inadimplência. Isso. Aí eu escuto dentista falando assim, cara, mas eu vendo 300 mil, meu gasto fixo é 100, cadê meu dinheiro? Tem um buraco aqui, 200 mil tá...

E o recebível? Aí você vai lá e começa a controlar. O faturamento, a venda dele é R$300,00. Mas a receita, o que cai na conta é R$80,00. Porque vende no boleto, vende no cartão de crédito sem antecipar, vende fiado. Ainda existe isso no Brasil. E muita gente vendendo fiado ainda. Cheque, ainda existe cheque.

E aí entra 80 e ele tem 100 de gasto. Aí ele fica 20 mil negativo todo mês. Então, você quer apurar teu lucro? Descubra quanto você vendeu, o que é bom. A gente só aumenta a receita vendendo mais. Sim. De maneira inteligente. Então, a venda é importantíssima. Aí descobre quanto que entra de dinheiro, que é o que caiu de dinheiro na tua conta. Não é o que você vendeu, não. Quando você descobriu o que você vendeu...

menos o que você gastou, você vai ver que tem uma margem líquida ali. Você vai saber o quanto sobrou. Se sobrou. A maioria não sobra. Mas você vai descobrir o quanto sobrou. E aí você começa a ter parâmetro, né, cara? Ter clareza. Ter clareza. Legal, cara. Não, acho que vai por esse caminho. Aí separa. Se a galera que está escutando a gente conseguir separar, venda, receita.

saída, despesa, vai ver o lucro, vai entender onde está errando. É uma conta fácil, né? Você não está nem falando de um DRE, né? Não, eu nem vou falar de DRE aqui, porque... Complexo, por exemplo. Isso, o DRE vai mostrar uma série de outras coisas. Eu uso muito o DRE hoje, que o nosso sistema acaba fazendo automático, sozinho.

Mas eu uso o DRE para ver a viabilidade do negócio. Porque você pega muito consultório e tem um EBITDA negativo já. O consultório nem se paga. E aí você tem que tomar decisões mais drásticas, principalmente contratar empresas de marketing, gestão, para dar um up. E aí é onde talvez tenha um erro aí que muita gente comete. Ah, mas quando não está sobrando dinheiro, aí que eu não posso contratar. Cara, tem coisa que você precisa contratar quando está ruim.

não é quando tá bom se você estiver vendendo muito talvez você não precisa de uma empresa de marketing mas se você não estiver vendendo você precisa fazer alguma coisa pra vender é tem muito cliente que chega até mim às vezes faturando 10 mil 12 mil falando cara eu quero cuidar da gestão financeira eu falo não não é a hora não você nem tem dinheiro pra não cuidar você precisa primeiro contratar uma empresa pra te ajudar a ganhar dinheiro você vender mais tem mais dinheiro e depois você preocupa com a gestão

Se ganhar de 15, 20 mil pra cima e não sobra dinheiro pra vocês, sinto muito. Aí a responsabilidade é de vocês. Tem um ponto, então, que a pessoa deve começar a se preocupar com isso, né? Tem. Então, qual que é esse ponto, assim? Pra se preocupar com a gestão? Isso. Cara, de 15 mil pra cima, se a pessoa hoje, quem tá assistindo a gente, fatura 20 mil e não sobra dinheiro, o erro já é dela. Ninguém é responsável por isso. Porque eu tenho dentista milionário ganhando 20 mil por mês.

Então, assim, o lance... É o sobra, né, cara? É. O lance de ficar milionário ou não, porque muita gente, né... Sabe que a odontologia tem esse rolê aí de milhão, de dinheiro... É um marco, né? O primeiro milhão é um marco, né? Isso. Muita gente vem me perguntando, mas quanto tempo? Aí depende mais de você do que de mim. Mas o que eu consigo garantir é que todo mundo pode ficar milionário na odontologia. Eu vou deixar mais polêmico isso aqui ainda.

Eu consigo garantir que qualquer um no Brasil consegue ficar milionário. É mais fácil ser milionário no Brasil do que ser pobre.

Aí, talvez vocês estão se perguntando, mas por que então a maioria é pobre? Eu vou te responder o porquê que a maioria é pobre, porque nós se esforçamos muito para ser pobre.

Cara, nós acordamos focados todo dia para ser pobre. Nós dá o nosso melhor. Nós é muito bom em ser pobre. Raro para pensar. Quantas coisas você não compra no dia que você não precisa? Quantas coisas eu passo no cartão de crédito em 20 vezes sem precisar? Então assim, ó. Ninguém é tão bom, tão especialista em ser pobre todo dia do que o brasileiro. É sensacional. Ah. Todo sentido. Então assim. O pior que eu estou pensando é eu mesmo.

Para pra pensar que com 100 reais por mês investido com uma média de 1% ao mês, em 40 anos nós é milionário? Cara, se minha mãe tivesse feito isso pra mim quando eu nasci, igual eu fiz pra minha filha, igual você tem que fazer agora pro seu, eu tenho 36, faço 37 semana que vem. Daqui 3 anos eu ter um milhão ganho da minha mãe, sem eu ter feito nada já. Sem esforço. Não precisava de eu ter me matado tanto. Então, 100 reais por mês. Você gasta 100 reais à toa? Não.

Gasta, gasta. Todo mundo gasta. Você gasta, Rodrigo, 100 reais de ator? Gasta mais que isso, né? Se deixar, porque é aquela coisinha lá de baixo do escritório. É. 100 reais de ator é 25 ator por semana. É, não, gasta. Com bobeira, coisa que você não precisava. Gasta, gasta. Você não gasta de uma vez, mas gasta, gasta. Coisa que você compra para suprir necessidade psicológica. Que não precisava. Compensação. É, compensação.

A gente quer compensar o que não teve. Aconteceu comigo também. Eu não sou nenhum santo, não. Tudo que eu tô falando aqui... É difícil, né, Alain? É mais gostoso você gastar 100 reais comendo um negocinho ali do que, né? Um japonês, um trecinho. Bom demais. E eu gosto de gastar, tá? Eu sou o cara que mais fala de dinheiro, mas eu gosto de gastar demais também.

Tem que me controlar, até. Ô, Alan, o dentista trouxe pra mim ali o cara, olha, eu comecei a cuidar dele. Quando ele chega ali pra você, você monta um DRE pra ele e tudo mais. O que é um DRE, cara? O que é um DRE? O DRE é um demonstrativo de resultado do exercício. Eu uso pouquíssimos termos técnicos com meus clientes. Por quê? Eles não querem saber disso. Eles querem saber dinheiro no bolso. Dinheiro no bolso.

Mas o demonstrativo de exercício, ele serve para a gente analisar justamente isso. Qual é a EBITDA do teu negócio? Ele separa ali custo fixo, custo variável, resultado bruto, depois juros, se tem investimento, se tem, e ele te aponta o resultado líquido lá na frente. Mas eu gosto muito do EBITDA, até porque tem muitos empresários que chegam para mim e falam assim, eu quero ver quanto vale o meu negócio para eu vender. E hoje em dia, muito valuation a gente faz embasado no EBITDA. Entendi.

EBITDA nada mais é, galera. Assim, trazendo para a vida real, é o quanto a tua empresa gera de valor. Sim. O quanto você é capaz de gerar de valor. Então, muitos negócios hoje em dia são negociados por 24 vezes EBITDA. Tem muitos casos de clínicas sendo negociadas e sendo vendidas? Não, pouquíssimas. Tive uns dois, três casos só. Porque as clínicas começam a dar dinheiro depois que faz gestão, né? Aí ninguém quer vender mais. É verdade.

Todo mundo chega querendo vender, mas depois que se organiza, vira chavinha e fala, não, você quer o negócio da minha vida. Eu nunca vi uma clínica de sucesso sendo vendida também, não. Não, vocês estão vendendo porque deu ruim. Porque deu ruim, é. Se não é o modelo de negócio, vai a franquia. O negócio é vender. Sim, às vezes uma rede, alguma coisa assim. Ou repassar ponto, quem te vê, mas é questão de necessidade porque falhou.

Ou também porque está indo embora para outro lugar. Mas aí, Alan, no caso, só para o dentista entender a importância dele, que às vezes o cara fala, pô, não, não preciso disso, o Excel me ajuda ali, eu faço minha conta do que entra, do que sai, está ótimo. No caso de um DRE, qual que é a decisão que o cara toma depois de uma análise de um DRE? Você ali olhando ali, o que esse dado te mostra ali para você dia a dia apertar parafuso, ver qual torneira que está vazando, como que isso ali no negócio está em crescimento?

Você vai conseguir ver o resultado líquido lá embaixo. Alan, o resultado bruto antes do investimento do meu DRE está dando 50 mil positivo. Só que eu estou com uma clínica nova e aí a linha de baixo do investimento tem 50 e eu estou sobrando zerado no final do DRE. Minha empresa está ruim? Não, cara.

Porque tem uma linha de investimento ali. Então, o DRE, você consegue manobrar ele, você consegue visualizar uma série de coisas ali. Legal, legal. Então, porque tem fase da tua clínica, da tua empresa, que você precisa investir, cara. Às vezes, você tem que fazer um curso. Às vezes, você tem que investir numa série de coisas. Ou retirar, né? Isso. Então, o DRE separa o custo fixo e o variável justamente para você entender isso. Custo fixo tem que ser o mais baixo possível.

O variável, quanto maior ele for, ótimo se ele estiver ajustado. Porque o variável, ele varia quanto mais você vende. Então, para a galera entender. O que é um custo fixo? Porque parece simples, mas muitas pessoas também não fazem ideia do que é. O custo fixo é todo o gasto que você tem na clínica, independentemente se você tem paciente ou não.

Vendeu ou não vendeu, tá ali. Meu aluguel, minha secretária, meu marketing, é custo fixo. O gestor financeiro... Só uma coisa que eu confundia muito. Hoje a gente tem uma gestão bem interessante. Quando eu falava custo fixo, na minha cabeça era literalmente fixo. Ele não podia variar nem um centavo. Não, por exemplo, meu aluguel é um custo fixo. Mas se o condomínio deu uma oscilação ou outra no mês, eu já achava que, mas não pode ser um custo variável, eu tinha essa...

E a energia também. Energia, por exemplo, em clínica a gente categoriza como custo fixo, que você tem todo mês, só que ela oscila. Oscila. Alan, mas se eu tenho uma empresa nuclear, que a energia está totalmente ligada à produção, quanto mais eu produzo, aí beleza.

Mas na clínica, também é assim. Quanto mais eu produzo, maior eu gasto energia. Cara, mas a diferença é muito pequena. Se você não produzir ou produzir, o teu consumo de energia vai vir ao mesmo. Não é tão diretamente ligado à produção, né? Não, não tem. É minimamente ligado. Nesse caso, né? Entendi. Então, assim, custo fixo é isso. Tudo aquilo você tem que pagar. Vendendo a nossa, tem 10 mil para pagar.

Tem que se virar. Inclusive o prolabore, tá? Quando você define o teu prolabore, ele é um custo fixo. Então, não exagerem muito, não. Porque quanto mais alto for o teu prolabore, o teu salário, mais você eleva o custo fixo da clínica. E o custo variável é o quê? Laboratório.

de prótese. Se eu vendi, eu tenho que pagar. Se eu tenho demanda de laboratório, se você vendeu para o paciente. Isso. Dental, material, todo material direto ele é custo variável. Porque você só usa se você vender. Se você não vender, você não usa.

Cara, muito interessante. O Alan, eu estou te fazendo essas perguntas, cara, porque a gente às vezes conversa com um dentista e você vê que o cara está fazendo dinheiro, você vê que o cara tem condição, tem potencial, tem todas as ferramentas. Mas ele quer ter um padrão de vida que o negócio dele não sustenta, não consegue sustentar. E ele fala que o negócio dele não está bom. E ele acha que o problema dele vai resolver faturando mais. Eu preciso faturar mais.

E o cara não tem nem mais espaço para crescer, não tem potencial para crescer. E você vê muito erro financeiro justamente disso. Você faz um DRE ali, você vê que o cara sobra dinheiro, mas às vezes não é nem um investimento, às vezes a retirada que é grande demais. Ele acha que o problema é negócio e ele quer investir mais dinheiro.

Você já encontrou, já chegou clientes pra você, assim, que você vê que o cara tá faturando muito. O cara tá faturando muito, muito, muito mesmo, assim, um papo de 300, 400 mil. Mas ele ainda acha que o problema da clínica dele é vender mais e quando você entra ali, você consegue ver a bagunça que tá? Chega muito caso, assim, pra você hoje? Chega demais. Muito, muito, Léo. Sabe por quê? Porque ele sempre acha que o problema é venda. Ele tá vendendo 500 mil e ele acha que o problema é venda.

Então, ele nunca olha para o gasto dele. É mais fácil terceirizar o problema. Então, o meu problema é vender. E se é, ah, mas eu não estou vendendo porque às vezes já chegou o meu teto, eu troco a empresa de marketing, o problema é deles, a obrigação é deles e vida que segue. E eu vou te falar aqui, imagina comigo, nós vivemos no Brasil, cara. O Brasil é o país de maior oportunidade que nós temos. Talvez se nós estivéssemos em outro lugar, não tinha como eu trabalhar com gestão financeira. Mas no Brasil tem, ainda bem. Tem muita demanda. Tem muita.

Se você fatura hoje 28 mil reais por mês, você já faz parte do 1% do mais rico do Brasil. Cara, é 1%. 28 mil. Quantas dentistas não faturam 1% e reclamam? E reclamam. 15 mil reais por mês, se eu não me engano, é 5% mais rico do Brasil. Alguma coisa assim. Então, tem muita gente ganhando 15 mil, 20 mil, 100 mil e 500 mil e achando que o problema dele não sobra, porque ele não vende.

Então, definitivamente, a questão não é o quanto entra de dinheiro somente. E quando você pega o negócio ali dentro, qual é o erro mais comum que você encontra? O que você vê ali, o cara que está faturando, ele acha que esse é o problema dele, não sobra dinheiro. Qual é o erro mais comum que você encontra? Comparação na rede social. Vou te falar o porquê. Interessante. Instagram?

gera muita comparação. A doença do século nem é a depressão mais e a ansiedade porque é a doença do futuro. Você sofre por aquilo que você nem viveu. É um problema que talvez nem vai existir. Isso, aí você sofre duas vezes. O que acontece? Tem muito dentista se posicionando como referência. O cara recém-formado, com um carrão, viajando, Europa, isso e aquilo. A galera de baixo quer ser igual.

E eles começam a comparar e começam a viver um padrão de vida, como você citou, acima do que eles deveriam. Como assim, Alain? Eu não poderia ter um iPhone 16, 17 agora, Pro Max, mas os dentistas de sucesso têm. Então, vai ver que é por isso que eles vendem. Olha a mentalidade, eles vendem. Então, eu preciso ter parcela em 10.

Cara, tá todo mundo viajando pra Europa. Então, dentista de sucesso deve ir pra Europa. Eu preciso ir pra Europa também. O ano passado era Paris a moda. Todo mundo ia pra Paris. Lifestyle. É. E assim com carro e assim com tudo. E eu vou falar uma coisa sobre padrão de vida, cara. Talvez quem escuta não gosta. E eu tenho uma maneira de brincar nas palestras e também dar porrada às vezes. Se você hoje foi convidado pra jantar...

E você precisa passar o cartão de crédito, porque você não tem dinheiro, você não devia ir. Você já está vivendo um padrão de vida que não deveria. Se você precisa comprar algo hoje, com o dinheiro do futuro, que você não ganhou ainda, você não deveria comprar, você não deveria estar naquele lugar. Bocada, hein? Mas é real. Oito a cada dez brasileiro está endividado. Dos oito que está endividado, sete é por conta do cartão de crédito. E aí muitas pessoas vão escutar a gente hoje e falar assim, Alan...

Mas eu compro por causa de milhas, por causa de cashback. Cara, é cilado isso aí. Cilado porque não o cilado a milhas. Funciona mesmo. Mas o brasileiro não está preparado para esse rolê. E o objetivo no final das contas não é só ganhar milha. Isso. Existe uma pesquisa da FGV que de 30% a 35% do gasto do nosso cartão de crédito é à toa, é dispensável. É coisa que a gente comprou sem precisar. Que cashback te paga 35%?

Porque você podia estar economizando. Você compra tudo. Eu não sabia usar cartão de crédito. Eu quebrei todos. Hoje eu tenho de novo. Mas na minha virada de chave financeira, que eu tive nome sujo, devia para os outros, eu não escondo isso não. Eu ensino hoje o que eu fiz para mim primeiro e deu certo. Aí eu falei, então agora dá para ensinar aí. Eu também não sabia usar. Então, o cartão de crédito, você vai lá e vai comprar um notebook novo.

Você precisa? Talvez você nem precisa. Mas você viu o outro dentista que comprou o iMac novo lá, você quer também. Você quer arrebentar tudo. A vista é 15 mil.

Aí você fala, se você tivesse que comprar a vista, você fala assim, cara, mas meu computador tá bom ainda. Não precisa. Mas 10 de 1.500, nossa, 10 de 1.500 dá. Quantas bolsas de marca não é comprada por dentista assim hoje em dia? Ela não teria coragem de pagar 20 mil. Mas 10 de 2, ela paga. Sai de 20 mil pra 2 mil na cabeça, né? Ela tem as parcelas. E aí, pra mim, é um erro primário de quem trabalha... De quem tem um próprio negócio. Vocês têm certeza de quanto vocês vão ganhar mês que vem?

É difícil. Não tem como. O dentista também não tem como. Ele vai ter certeza quanto ele vai faturar. Primeiro que ele pode ficar doente. Pode ou não pode? Eu já tive cliente que sofreu um acidente de carro e perdeu o movimento da mão por seis meses. E aí?

Se não está estruturado. Seis meses sem trabalhar, sem entrar dinheiro. Então, cuidado com isso. Não gasta o dinheiro. Aí você vai lá e compromete o cartão de crédito. Você já tem 5 mil, 10 mil ou 80 mil, igual eu tenho cliente, às vezes já, de cartão de crédito para pagar mês que vem, cara. Você nem sabe se vai ganhar isso. Aí você põe isso no teu custo fixo. Eu chego, faço uma reunião com o cliente e falo assim, qual é o teu custo fixo?

Ele fala, ah, internet e o meu cartão de crédito. Eu falo, não, cartão de crédito é custo fixo, não.

Então, acho que um erro primário é esse. Você viver um padrão de vida além do que você deveria, gastando o dinheiro do futuro, isso vai fazer você ter que trabalhar o resto da vida. Então, o que você está querendo dizer é que, na verdade, o maior problema da clínica como negócio não é o negócio em si. É o dono. É o dono. Tem clínica que se não ia mandar se o dono ir embora, ela prosperava. Cara, que loucura. Faz todo sentido. Cara, é. Eu estava fazendo uma reunião ontem com uma dentista.

A gente conversando, ela trabalha sozinha, aluga uma sala dentro de uma clínica, tem um custo baixo, faz lentes. Ah, o fator de 30 mil por mês. Poxa, você não investe em nada, não tem equipe, é só ela e material e o aluguel. Ah, o fator de 30 mil e tudo mais, só que não está sobrando.

Peraí, fazendo conta básica aqui, isso não tem muito custo. Não tem custo praticamente nenhum. Não, eu sei, eu sei, só que quando entra 25, 30 mil no mês, eu tiro ali a parte que eu preciso e fico algumas coisas assim para eu comprar material que eu sei que eu devo precisar no mês seguinte.

E mesmo ela tirando possivelmente 70% do que está entrando, ela continua reclamando que não está conseguindo. Só que no início tu falou, poxa, mas existe um padrão, existe um determinado valor de faturamento que a pessoa tem que se preocupar. Só que a gente está falando aqui que é cultural, que desde o pouco ali a gente não sabe quanto lá, um cartão, uma comprinha boba, uma comprinha de 100 reais.

Cara, esse padrão, ele não deveria ser consertado desde o princípio? Porque você falou que casos que faturam muito, mas o que fatura pouco? Qual a solução que ele tem? Mesmo que ele não contrate um serviço que não tenha necessidade, mas, cara, o que ele tem que mudar na chavinha desde o início? É quando começar a faturar muito? Não sei uma história dessa que você está contando. Saber para onde vai o dinheiro.

E quando ele gasta pouco, quando ele ganha pouco, ele gasta pouco. Então, ele tem menos coisas para controlar. Se desde o início, ele saber exatamente para onde vai o dinheiro dele, ele nunca vai passar perrengue.

Só que eles não sabem o quanto que eles comem do dinheiro. Então essa é a questão. Você começa a ganhar mais, qual que é a primeira coisa que você faz? Você não gasta mais na clínica. Você gasta mais na tua vida pessoal. Demanda reprimida. Você gastava mil reais de mercado. Agora você gasta três e não sabe. Você não sabe. Comia do mesmo jeito com os mil, né? É. Isso aí.

Você nem saía pra jantar toda sexta-feira. Agora você sai sexta e quinta. E sabe? É inconsciente, cara. A gente faz isso sem saber. E assim, eu estudei comportamento humano pra entender isso. Eu fiz isso. Eu cheguei com 30 anos, comprei um Play 5. Atrei numa loja, num dia que eu não tava bom, comprei um Play 5. Saí de lá todo feliz. A moça que me vendeu falou assim, cara, você gosta de jogar o Play 5? Eu falei assim, nunca joguei.

Aí eu falei assim, então por que você tá comprando? Eu falei assim, meus amigos tudo tinham, quando eu era pequeno eu não tinha. Agora eu posso ter. Eu joguei umas três vezes esse Play 5. Tá lá em casa. Eu fiz isso com uma moto, eu comprei uma moto que era o meu sonho de infância. A moto tá lá, a bateria deve estar pifada. Porque assim, a gente quer compensar. E não é porque eu tô aqui falando de dinheiro, de prosperidade, que é o que eu acredito, que eu não cometo erro não, cometo também.

Eu também sou humano, eu também quis compensar. A diferença é que hoje esse erro, nem é um erro, mas um escorregão desse outro não compromete mais, porque eu tenho tudo pré-definido que eu posso gastar. Então, não compromete mais nada. Engatilha rápido ali, né? Eu não estou colocando em jogo mais meu futuro, mas as pessoas colocam em jogo por compensação. A gente quer ter hoje o que não teve lá atrás. Eu tive cliente que comprava perfume importado toda semana. Quatro, cinco, dez. Cliente famoso na odontologia aí.

Até eu sentar com ela e falar assim, doutor, deixa eu falar uma coisa. Qual que é o teu lance com perfume? Faz um mês que eu tô te atendendo, você já comprou 15 perfume importado.

Aí ela falou assim, Alan, eu passei muito problema. Quando eu era pequeno, eu não tinha perfume em casa. Quando eu ia sair com as minhas amigas, eu tinha que ir mais cedo na casa delas pra passar o perfume delas. Aí a gente tem que fazer um trabalho comportamental, não é mais financeiro. Terapia é até mais barato, né? É. Na verdade, o que a gente faz lá é terapia financeira. É mais barato, né? Eu falei assim, deixa eu te falar.

Hoje você pode comprar a loja de perfume inteira, se você quiser. Tem dinheiro. Mas a questão é que você não precisa. Compre o que você mais gosta.

Antes de te perguntar uma coisa, cara, a gente trabalha muito com dentista, segue muito dentista na rede social, e o que eu vejo hoje é muito dentista que, pelo Instagram, parece ter muito mais sucesso do que muitos médicos por aí. Carrão importável. Eu já normalizei poste. Já normalizei a quantidade de dentistas que eu vejo com poste.

Viajando pra fora do país, aquela coisa toda. Às vezes a clínica, a estrutura da clínica nem acompanha o que o cara tem na vida pessoal, né? Vocês que ficam ensinando esses posicionamentos aí na internet. Os caras estão... Arrasta pra cima, né? Esses caras ganham dinheiro mesmo, Alan? Ou é só... Os caras estão tudo endividados, assim? Os dentistas? Sim. Dá pra ganhar dinheiro mesmo? Dá pra ganhar, cara. É que muitos estão mostrando sem ganhar. Na verdade, muitos ganham e não têm o dinheiro. Mas eles ganham.

Eu não gosto de falar ganhar. A gente já precisa corrigir isso também. Eles fazem muito dinheiro. Esse negócio de ganhar, ninguém te dá nada, né? Ninguém nunca me deu nada e nem precisa, eu acredito. Mas eles fazem dinheiro, cara. Imagina dentista com uma cadeira só hoje ganhando 300 mil. Eu conheço vários, vocês devem conhecer. Sim. Cara, é dinheiro, hein? Com uma margem de lucro top porque o custo é baixinho. Nem tem muita gente, nem tem muito funcionário. Ah, Lama, mas...

Tem concorrente teu aí no Brasil, famoso, que fala que você tem que ter 10 cadeiras, você não pode atender, que você tem que gerir. Depende. Não necessariamente. Não necessariamente. Você tem que virar empresário, irmão. É. Às vezes, você é empresário com uma cadeirinha só ganhando 500 mil ali, igual eu já vi, com um funcionário e um USB. Sem dor de cabeça. Ah, mas e aí? Se ele não trabalhar, ele não ganha. Talvez ele nem precise trabalhar sempre.

Tem tranquilidade para decidir. Investir no dinheiro é o que eu falo. Você quer... Eu faço isso com todos os meus clientes. Ah, eu tenho um prolabore de 20 mil. Então, a gente definiu que o que você precisa de dinheiro na tua casa é 20 mil. Então, vamos montar uma estratégia financeira para investir esse dinheiro para daqui a pouco você ter 20 mil de renda. Porque se você tem 20 mil de renda, você está aposentado. Aí, você vai trabalhar porque você ama, porque você é novo. Eu tenho dentista aposentado com 30 anos.

que ele continua trabalhando, mas se ele parasse hoje, o retorno do investimento dele já paga pro labor dele, o resto da vida. Coisa boa. Então, ganha, cara. Muita gente ganha dinheiro. Poucas pessoas têm o dinheiro porque o que ganha, gasta.

Vai ganhar, ganha. Vai ganhar, ganha. Agora, tem que tomar cuidado também, porque tem muitos na internet que só parece rico, tá? Tem uns aí também que só parece... Você assustou muito com alguns que você falou assim, cara, esse aí tá cheio. E quando você foi ver, não... Já, já. Por conta que, pô, eu atendo o Pedro Neto, Daniel Alcalde, Liliana Silva. Vem uma galera...

grande pra mim, por conta dos cases que a gente tem de sucesso. Aí você vem, às vezes você faz uma reunião com o cara e fala assim, esse aqui vai ser moleza. Esse aqui? Está estourado, o gente que é na internet. Você bota na mesma prateleira dessa galera. Rapaz, na primeira reunião que ele começa a falar o dinheiro que deve, o agiota que deve, não sei o que que deve, eu falo, cara, e essa porra desse carro? Não posso vender não. É moço, mas...

Você queria perguntar como é que você trata um caso como esse? Porque tem muito ego envolvido. Água benta. Se funcionar, já anota aí. Não, não funciona. Cara. Tem muito ego envolvido, Rodrigo. Muito ego envolvido. E é muito difícil lidar com isso. Por quê? O cara quer sair do buraco. Ele não quer fazer o que tem que fazer. Mas ele não quer parar de mostrar que ele é rico. Não te dá acesso pra fazer isso também. E aí tem casos que eu nem atendo.

porque antes de fechar comigo eu falo cara, você pensa bem não me dá resposta agora não pensa porque você vai precisar aí de alguns meses de sacrifício

Realmente um sacrifício temporário. É dar um passo pra trás, isso aí não é clichê. É clichê, mas é real. Às vezes você precisa parar. Já teve cliente que eu fiz vender o carro que ele sonhou em ter, só que tava lá financiado com uma porção de 10 mil por mês afundando ele. Um apartamento de 18 mil por mês. Cara, sai disso tudo. Você quer ter dinheiro ou você quer parecer que tem? Se você quiser continuar parecendo que tem o resto da vida, pode continuar. Tá lindo, tá funcionando. Eu vejo você no Instagram e acho que você tem mesmo.

Só que aí eu mostro... Se quiser ter mesmo. Aí eu mostro o caso de umas pessoas simplesinhas, igual tem lá no meu podcast também, que atendem numa salinha feia, véia, que tem um golzinho pra andar. Nada contra o golzinho, porque eu nem tinha carro até esse tempo. E o cara tem dois milhões na conta.

E aí? Você quer ter ou você quer parecer ou você quer ter? Vamos dar mais tranquilidade? Quem dorme melhor? Porque dá pra ter os dois. Tem gente que quer mostrar que tem. E tá tudo bem. Eu acho que tem que mostrar se você tiver. Não precisa ser uma Porsche, né, mano? Dá pra ser um carrinho dos 200, 150. Se o teu sonho é ter uma Porsche, eu vou te ajudar a ter a Porsche. Mas tenha quando você puder ter. Você se endividar pra ter a Porsche. É isso aí. Tem que sustentar, né, cara? É isso. Eu não tenho a Porsche.

Se eu tivesse a Porsche, eu ganhava mais dinheiro. E eu falei assim, cara, mas eu prefiro ter 10 Porsche na minha conta do que ter a Porsche. Mas isso é eu, porque eu nunca valorizei muito o carro. Mas tem um cara que valoriza, eu não sou contra. Eu tenho um cliente que paga 100 mil num cavalo. Eu fico pensando, meu Deus. Se de uma cobra, amanhã mordei esse cavalo, foi embora os 100 mil. Eu conheço a mesma coisa.

Cavalo, boi de 2 milhões, cobro-mordeiro. Eu também gosto de um boizinho. A gente é lá da roça, gosto de investir nessas coisinhas. Mas toma cuidado aí, não põe tanto dinheiro também não. E Alain, tem uma coisa que a gente está falando já quando o cara já está vendendo, o dinheiro já está entrando, os problemas. Mas antes do dinheiro entrar, tem um ponto que é muito importante, muito dentista erra, que é a precificação. Por exemplo, o cara...

A gente está falando do Yuri é de Brasília, meu irmão é de Belo Horizonte, trabalham com o mesmo procedimento, porque eles pagam aluguel diferente, se brincar até alíquota de imposto pode ser diferente, pagam funcionário de forma diferente, material prolabora diferente. E aí o meu irmão vê o Yuri, o Yuri vê ali, vou cobrar o que o Yuri está cobrando, vou cobrar o que o Pedro está cobrando, e faz uma precificação errada, não tem critério para fazer precificação.

Como é que o cara tem que precificar o serviço do produto dele? Como é que ele faz da forma correta sem prejudicar o que sobra lá no final do mês? Boa. Só posso falar uma coisa? Depois tem como cortar aqui, né? Tem, tem. Pô, Michelle, as meninas, as gêmeas, estavam me ligando um monte, uma atrás da outra. Então liga qualquer coisa. Pode cortar, não tem... É porque eu só achei estranho porque eu estava tocando. De repente elas estão embaixo, será que não?

Ah, saiu para comer. Ah, então já está aí já. Tá, então ótimo. Depois você liga para estar ali. Quer que eu te pergunte de novo? Só responder a questão da precificação e já. Está de boa a precificação. Cara, esse lance de precificação é um dos erros mais frequentes que a gente vê também. Por qual motivo? Uma coisa que acontece com frequência. Imagina que você quer vender mais. Todo dentista quer vender mais. A gente já falou sobre isso. Aí eu quero contratar uma empresa de gestão de marketing para me ajudar.

Suponhamos que eles contratam o Dr. Rise, contratam uma empresa boa, que me dá resultado. Vocês vão ajudar ele a vender mais, concorda? Sim. E se você ajudar ele a vender mais, o procedimento está com o custo errado. Vai quebrar. Eu costumo falar isso, quanto mais você vender, mais rápido você quebra. E vai quebrar. Olha que loucura. Teu sonho é vender mais para ter mais lucro. Se você tiver com o custo errado, e acertar a mão na empresa de marketing, acertar a mão no produto, quanto mais você vender, mais rápido você quebra.

Se a precificação estiver errada. Se a precificação estiver errada. Na prática, como que é isso? Na prática, é você ter um ortodontista, por exemplo, que eu já atendi. O cara, ele tinha um custo de hora clínica de R$290. Custo hora dele é alto, tá? Um custo hora clínico de R$290 é alto. Isso só acontece se você tiver um prolabório muito alto. Porque depois eu vou falar mais sobre isso. Custo fixo.

290. Ele cobrava 80... Acho que é 60, 80 reais. Acho que 60 reais a manutenção da horta. Então, ele falava assim pra mim, não, mas eu faço 4 por hora. É rapidinho. Beleza, 60, 60, 60, 60. 240 reais. Atendi muito cliente com esse modelo de negócio. Isso. A cada uma hora que ele atendia naquela loucura dele, ele ficava 50 reais mais pobre.

Sem saber. Isso que eu nem levei em consideração aqui, custo de material, máquina de cartão e imposto. Só o custo da hora clínica dele. Que custava R$290,00 e em uma hora ele faturava R$240,00. Bruto. Custo da hora clínica entra como custo fixo? Custo fixo. Então, pensa comigo. Ele contratou uma empresa de marketing para ajudar ele a vender mais horto. E eu falei para ele, se você acertar a mão nessa empresa, você vai quebrar. Ele falou, mas como? Eu vou vender mais. Ele falou, mas está vendendo errado.

Como assim o custo de hora clínica? A primeira coisa que a gente tem que saber é o custo de hora clínica. Então pega lá todo o teu custo fixo, que a gente já falou sobre isso, e descobre, ah, deu 100 mil de custo fixo. Divide pela capacidade que você tem de produtividade. Quantas cadeiras? Então eu tenho a capacidade lá de 40 horas por mês.

100 horas, não sei, faz a conta lá. Normalmente é bastante. Normalmente é 40 por semana. Pega a quantidade de horas que você tem disponíveis.

Pega o valor do teu custo fixo. Divida o teu custo fixo pela quantidade de horas, você vai descobrir quanto vale a tua hora. Caso eu pegue a hora e eu multiplico pela quantidade de cadeira que eu tenho? Isso. Porque se a tua clínica abre às oito, fecha às seis, você tem um determinado horário ali. Sim. Se você tem três cadeiras, você tem que pegar esse horário vezes três. Interessante, cara. E depois, em cima disso, a gente tem que fazer um cálculo de eficiência de cadeira ainda.

Porque talvez você fez o custo lá, mas aí você fica 70% ocioso, só funciona uma cadeira.

Aí teu custo foi embora. Entendi. A emissão do cara fica ajeitar a precificação e também a ocupação. Controlar a eficiência e a ocupação. Aí você precisa dar a gente de marketing para encher essa cadeira. Mas você precisa ter esses números. Legal. Então eu descobri meu custo da minha hora clínica. Você já sabe que um procedimento que demora uma hora, imagina a faceta de resina que tem gente que demora oito horas.

Se a tua hora clínica custa R$150, cara, você já tem ali R$1.200 de custo fixo de hora clínica. Fora maquininha de cartão, fora imposto, fora o material direto envolvido ali. E comissão do dentista, você paga comissão pra ele ainda. Vou pegar essa informação e te fazer uma pergunta depois. Pode fazer agora. Esse R$1.200 aí, ó. R$1.200, você falou pra mim que o cara vai fazer um caso ali de resina 8 horas. Tem gente que faz, tem gente que faz mais rápido.

Mais rápido, dependendo da mão do cara, né? Mas vamos botar umas 8 horas, R$1.200.

E o cara que cobra 2 mil na lente, cara? Então, vamos pensar. Vamos fazer essa conta ao contrário? É porque tem muita gente fazendo isso. Tem gente cobrando até mil reais por arcado. É. Não vai durar muito. Eu falo para os meus clientes, fique tranquilo. Isso aí vai sair do mercado rápido. Ela não tem medo não. Ela rasga um pau mesmo. Não, vai sair. É porque ela está calejada, né? Apoiando muito. É isso aí, cara. É isso aí. Tem algumas perguntas que eu respondo toda semana. Uma é essa. A outra é se o Nubank vai fechar.

É padrão. Então imagina assim, 2 mil reais. Eu sou dentista, eu quero vender mais, eu faço uma lente até bonitinha e eu cobro 2 mil reais. Eu demoro 8 horas para fazer. E eu tenho um custo fixo alto. 1.200 já ficou aí. Mas vamos fazer de trás para frente. O dentista só leva em consideração a máquina de cartão, parcelei em 10. Vai variar de 11% a 12% se for uma maquininha boa. Vamos arredondar para 10%. O 200 já ficou para trás aí.

aí eu tenho imposto. Aí isso varia. Se ele for pessoa física, ele vai pagar uma cacetada de imposto. Se ele for jurídica, talvez ele pague 16, lucro presumido 17, talvez até 8, se for um simples. Beleza, vamos pôr 10% também. Mas 200, então ficou aí. Então já ficou 1.600 só. 400 já perdeu só nessa tacada de imposto e máquina de cartão.

Um dia nem chegou nele ainda, mas já descontou. Isso. Ele nem viu? Ele nem viu isso. Ele acha que tá vendendo por 2 mil. Ele tá mesmo, mas já ficou 400 e um pra trás. Aí vamos pensar que de material, cara. Se ele usar tudo material bom, estelite, ondo, tudo isso que a galera top ensina nos cursos, uns 700 reais ele vai gastar de material pra fazer 10 elementos. Não é caro.

Não é caro. Sim. Você fazer 10 elementos, porque eu tenho um cliente que vende a 15 mil uma arcada. Então, a maior margem de lucro que eu já vi na história. Só que se o cara vende a 2 mil, ele já sobrou 900 reais só para ele aí já. Para ele trabalhar 8 horas do dia dele para sobrar 900 reais. Só que aí entra o custo de hora clínica. Ele precisava de 1.200. Só tem 900 para cobrir esse custo.

300 reais por trás. A longo prazo. Ele não vê isso agora. Ele tá vendendo, né? E ele, às vezes, não tá pagando imposto. Cara, que loucura. Se chegar um mês fraco também de venda, o cara começa a, sei lá, seis meses fracos de venda, o cara começa a sentir.

O cara que vende é 2 mil e ele tá com um mês fraco de venda, tem alguma coisa muito errada aí. Mas sabe qual é o pior, cara? Porque se o cara não vende, ele obviamente vai culpar que não tá vendendo, que não tem demanda e tudo mais. Mas se ele tá vendendo, é aí que a gente falou no início, que é uma urgência oculta, que é uma dor oculta. Porque realmente, se você não faz essa reversão, esse cálculo, né? Você não percebe que você tá perdendo dinheiro.

Ele, na verdade, vai calcular só quanto ele pagou no tubo de resina, no material. E nem calcula ainda. Ele acha que faz uma conta louca. É, faz uma conta de padeira ali. Ah, gastei 500. Ah, se tu bem aqui dá pra fazer 30? Tá bom. 30, gastei 500. Vou fazer 30. Quando o cara faz, é essa, né? É isso aí. No máximo. Quando faz. Que parada perigosa, velho.

Ah, mas Alan, e se você tem um cara rápido? Porque eu também tenho uns caras rápidos, hein? Sim. Tem uns clientes aí, eu tenho um cliente assim. Então, eu não tô aqui nem pra julgar o preço, não. Se eu fosse eu, eu vendia mais caro e tinha um posicionamento diferente. Porque eu acho que ganha um dinheirinho mais tranquilo, né? Com certeza. Mas o que falar de eu ter um cliente que cobra os dois mil e faz três casos por dia, porque ele é rápido.

Faz em duas horas e meia, às vezes ele faz quatro casos por dia. Cara, aí sobra dinheiro pro se fia da mãe, cara.

Sobe, porque ele ganha no volume. Ele tá compensando ali pela hora do que ele tá sendo menos. Porque o custo do hora do que ele tá sendo menos. É muito barato. Porque ele tem uma produção que parece o Henry Ford, contínuo. Põe uma cadeira atrás da outra. E ele não é ruim não, tá? Faz direitinho ainda. E isso atrapalha talvez um pouquinho os outros, mas... Então, agora, tem muita gente lerda que demora pra fazer e não faz conta.

Preço fica errado. Preço fica errado. A hora fica muito alta. No final da conta, é o que você falou. Quanto mais o cara vende, mais fácil fica dele quebrar, né?

Léo, aquela hora você fez uma comparação de médico e dentista. Eu tenho bastante cliente médico também, talvez eles vão me matar. Mas eu tenho uma filha de 12 anos, se ela me perguntar hoje o que eu faço, eu falo, faz odonto.

Eu também acho. E muita gente falava assim, pô, Alan, ser médico é o sonho do brasileiro que o filho seja médico. A minha filha, felizmente ou infelizmente, não sei, vamos ver o lado bom disso, ela não gosta da área da saúde também. Ela quer trabalhar com administração, gestão, não sei por quê. Ela é uma sucessora. Por que será? Mas ela ama escritório, essas coisas. Ela é muito boa de Instagram, de falar. Então, a comunicação é muito boa.

Aprendeu um monte de coisa que nós tivemos que aprender na marra, né? Ela já aprendeu assistindo. E aí... Mas, cara, fazer odontologia hoje... Eu tô vendo a odontologia mudar a vida das pessoas. Concordo contigo, cara. Mudou a minha sem eu ser dentista, né? Mas... Tem que ser dentista. Só que é muito legal. Eu vejo clientes lá do interior que faturava pouco, faturava...

10, 12 mil no fiado ainda em cidade pequena. Hoje fatura 150 mil. Organizadinho, põe dinheiro no bolso, sabe? Compra casa, tem dinheiro investido, compra o carro que sonha sem dívida.

É bonito de ver. É bonito, cara. É bonito. É a minha cunhada, cara. A irmã da minha esposa, é cliente da gente. Ela atende uma cidade... Olha pra você ver. Ela mora em São Paulo. Ela atende em São Paulo. Mas toda semana ela tá numa cidade de 25 mil habitantes e fica perto aqui do Rio. Ela é rainha lá. Investe em tráfego. Começou a investir. Ela não faturava ainda pra poder... Não justificava aquele investimento que ela tava fazendo.

Mas ela sabia que aquele era o caminho. E começou. Primeiro mês foi devagar e foi, foi. O mês passado botou quase 60 conto pra dentro. E aí? sozinha.

sozinha. Viva em paz, né? Não vive em paz? Viva em dois mil e poucos reais. 2.230. Mas assim, é uma máquina. Ela mesma que responde os pacientes, ela avalia, trata os pacientes bem pra caramba, capricha danado, gasta tempo com o paciente, faz 60 pau pra dentro. Enquanto ela tá fazendo isso, tem dentista aí falando assim, ah, mas as coisas não dão certo pra mim porque eu tenho que fazer tudo, eu não consigo fazer tudo. Claro. Você tem que conseguir fazer tudo.

E fica fazendo esse bate e volta, vai pra São Paulo, volta. Até vendo ela sair daqui do Rio e ir pra São Paulo atender um paciente.

cerâmica, laminado, voltar pra atender outros pacientes aqui na correria. 60 contas. É muito dinheiro, Alan. É muito dinheiro, mas tem que fazer o que tem que ser feito. Quantas vezes você não foi visitar um cliente, correu pra cá, correu pra lá sem ter certeza. Cara, o teu irmão, quando eu conheci o Pedro Neto e ele falou assim, ele me mandou uma mensagem que ele me viu com a Ieda, se eu não me engano. Ele mandou primeiro pra ela perguntando se era bom.

Daí ela até me mostrou. Aí ela indicou e ele me mandou uma mensagem e falou que queria conhecer meu trabalho. Aí eu peguei o carro e fui em BH. falei assim, eu vou fazer uma reunião com você presencial. Por quê?

eu queria conhecer o cara, eu queria que ele me conhecesse também, eu queria que ele enxergasse o quanto de resultado a gente podia gerar. Eu fui lá sem saber se ia dar bom ou não. E ainda bem que eu fui. Porque eu fiz isso com todos os meus clientes presencial. Raros os clientes que eu não conheço. Hoje eu perdi a mão. Hoje eu não consegui conhecer todos. É, escalando, né, cara? Serviço é ficando difícil, né? E eu não atendo mais, né?

Eu só atendo os clientes, os primeiros lá, que tem oito anos, seis anos, nove anos comigo.

Mas os novos vão todos pra minha linha de gestores lá. Então eu não consigo conhecer todos pessoalmente. Mas assim, no Ciospa eu ainda faço um esforço pra conhecer a maioria. Cara, você falando aí do meu irmão, eu acompanhei assim dele desde o início e tudo mais. Meu irmão foi um cara que sempre fez uma odontologia de muita qualidade. Ele sempre entregou tudo do bom e do melhor. Na vida pessoal dele também. Só que gastando muito pouco.

É. Fazendo tudo com muita... Com muita consciência financeira. Então, por exemplo, em 2020... Eu mesmo falava pra ele, eu chegava e falava, meu irmão, esse apartamento... Eu assim, eu não moraria nesse apartamento na posição que você tá, não. Ele, calma, deixa eu encher meu bolso. Deixa eu encher meu bolso. Só que na odontologia, ele já tinha um posicionamento diferente. No Instagram ali, o negócio era diferente.

Então quem via ali já tinha uma situação diferente. Agora ele não fazia nada pra impressionar. Ele com o posicionamento. Então eu vi ele fazendo, eu vi ele juntando dinheiro, eu vi ele construindo a clínica dele, trocando de carro, tudo aquilo mais. Estou gastando muito pouco. É óbvio que a vida vai melhorando, o cara vai aumentando. Mas aí você pode. Mas sempre dentro do padrão.

E sempre com tudo do bom e do melhor, cara. E depois, quando ele conheceu você ali e tudo mais, as coisas muito mais bem organizadas. Mas mesmo antes, ele sempre teve a cabeça de, cara, vou fazer, tentar fazer o melhor, ou muito pouco. Até brincava com ele, às vezes a gente parava com a Mercedes, encostava, bota 50 aí, é o cara gasolina o álcool, ele alca. Não, mano, você tá de sacanagem. Pôs 50 de álcool. 50 conta na Mercedes. Aí ele, se ladrão roubar, não anda muito, não vai muito longe.

Mas era isso, cara. A cabeça de, tipo assim, tentar fazer o melhor pro paciente, o melhor pra ele, mas gastando muito pouco. E eu vejo isso, que essa mentalidade acelerou muito o resultado dele. Porque com a grana que ele conseguiu fazer em pouco tempo, né? Um espaço em pouco tempo fez muita grana. Se ele fosse gastar mesmo com força pra ter o padrão de vida que é o que a galera faz aí, ele não estaria sossegado. Ele estaria sufocado hoje de novo. Ele estaria sufocado. Ô, Léo, mas assim, imagina. Todo mundo que vem do zero...

Você tem dois caminhos quando você ganha dinheiro. O do emergente, de querer ter tudo que não teve de uma vez, e querer parecer rico. E o do cara que tem medo de passar perrengue de novo.

Eu fui os dois, cara. Eu fui os dois. Eu não sei como eu fui os dois. Com medo de passar perrengue, mas tive aquela demanda reprimida ali de querer ter as coisas. Eu tinha muito medo de não ter dinheiro de novo. Muito. Eu falei, cara, você já pensou se a minha filha... Minha mãe nunca deixou ela passar fome. Mas, cara, eu não tinha o melhor tênis, eu não tinha nada, né? Eu vendia sorvete pra ajudar minha mãe em casa, contei pra vocês ali, então...

Eu vendia nem tanto pra ajudar ela, eu vendia pra ter o meu dinheiro, que eu queria ter as minhas coisas. Pra não atrapalhar ela. Pra não atrapalhar ela. Então... ...

E ela nem gostava muito que a gente trabalhava, ela queria que nós estudasse. Eu falo assim, a gente só tem poucas chances na vida de ser rico. Mas na ser herdeira, essa eu queimei na largada.

A outra era nascer bonito, e essa dá pra ver que não deu certo. Casar com alguém rico também não deu bom pra mim. Então, só sobrou estudar. Então, assim, quando as pessoas são igual ao seu irmão, que tem consciência financeira, que já chega e fala assim, cara, me mostra só o caminho que eu vou fazer, o que você me orientar, cara, não tem como dar errado. Não tem como dar errado. Não tem como dar errado.

O problema é que as pessoas querem ter a vida de rei. Eu tenho um cliente que eu falo pra eles, cara, só tem duas pessoas que gastam igual você no Brasil. Uma é o Neymar e outra é o Gustavo Lima. Porque, rapaz, que prolabore é esse? Tinha que você falar o Lula. Não, eu vou falar. Eu nem ia falar dele, não. Mas tem uma galera que quer ter o dinheiro, mas quer... Você imagina se gastar 150 mil de prolabore por mês. É muito grana, cara.

É muito dinheiro. Um cartão de queda de 80 mil, não consigo nem dormir, se eu tiver um cartão desse. É, muita grana, cara.

Com um monte de coisa à toa. Então, quando a galera vem com consciência financeira, é gostoso. É diferente, né, Alan? É diferente. Alan, eu sempre falo, né? Eu sou leigo no sentido de gestão financeira. Eu tenho um reconhecimento que faço a gestão do meu negócio. Mas olhando para o negócio da odontologia, às vezes eu falo para o Rodrigo, eu falo, mano, dentista só ganha dinheiro porque a margem é muito alta.

Porque eles não sabem nada de gestão. Tem gente que fatura, cara, 300 contas. Não tem ninguém na clínica dele. Ele controla entrada e saída por planilha no dedão ali. E dá certo. Aquele que faz ainda. Porque a maioria nem faz. Isso, o cara que faz. Mas você vê, tipo assim, o cara não é desequilibrado, o cara compra o seu que pode, tem ali... Mas ele não tem gestão do negócio em si. Entendeu? As contas tudo misturada. Paga aluguel pela conta da clínica. Aquela coisa toda misturada, né?

Isso é verdade, cara? A odontologia te dá uma margem mesmo, é padrão do modelo de negócio ou tem negócio que é esmagado? Como que você enxerga hoje o modelo de negócio de odontologia pensando em margem? Dá margem demais, cara. Salvo algumas exceções, por exemplo, que eu já vi a ortodontia passando sufoco com margem. A orto? É, já vi.

apesar que agora está dando uma equilibrada boa com os Invisalign, com os alinhadores. Ticket um pouco maior. Deu uma boa respirada na horta. Tratamento um pouco mais encurtado, ticket maior. E a horta é muito injustiçada, cara. É uma área essencial. Hoje o dono da ontologia está deixado para trás por causa da margem de lucro.

O cara faz dois anos de horto, aí vai no dentista de lente, bota uma cerâmica. E aí o dentista serra tudo dentro do meio lá, sem consciência nenhuma. Quem ganha o crédito do Sucesso Sorriso é quem? É o cara da lente, né? Ficou cinco anos com o aparelho. E fora que há três anos atrás, quando a gente pegou até a franquia ali, hortodontia, cara, cada esquina tinha duas. Só que hoje já não tem mais. Exatamente. Então esse jogo vai virar ainda. Vai virar, eu acredito que esse jogo vai virar. Por quê?

A galera tá indo tudo pra estética, cara. Então, mas por isso que tá virando, indo pra alinhador. Isso. Porque a pressa que eles buscam com a alinhadora, eles estão buscando essa pressa no alinhador. Tem um composicionamento mais popular hoje, já tem... Tem alinhador mais popular. Nem só a Evisalign mais, né? Porque o ticket maior... O Evisalign era mais caro. Agora tem alinhador baratinho. Tem outros mais baratos. Outros mais baratos.

Eu não tenho perfil pra usar isso aí, não. Eu já tentei. Porque eu tenho... Você tira pra comer. Aí eu comia toda hora, aí não usava o...

Mas isso daí deu uma revolucionada. Mas tratando de margem, cara, eu tenho um dentista, eu tenho um cliente lá e isso que eu tô falando aqui, se a galera quiser me perguntar no Instagram depois, eu mando o perfil, tá? É real, não é mentira, não. Tem um cliente que ficou milionário fazendo proflaxia. Que isso, cara? Uai, o que dá mais margem com a limpeza?

que você faz em meia hora, se você quiser dar uma caprichada, porque senão você faz em 15 minutos. E se você fizer 10 por dia e cobrar 300 reais? Três contos por dia. Você faz três contos por dia e você não tem gasto, cara. É um material ou outro. Não tem nada. Não tem nada. É só as prestações de serviço. Para pra pensar. O que te dá uma margem dessa?

Mas esse meu cliente ficou tão referente que ele já cobrava 650 reais. Ah, porque eu tenho um negócio suíço aqui que faz proflaxia sem dor. Gourmetizou a limpeza. Mandou um proflaxia sem dor. Todo mundo quer fazer com ele.

Eu sou um, porque eu tenho um monte de gastura, um monte de sensibilidade. Eu já quero fazer com o cara que promete isso. Com certeza. Ah, mas é 600, o outro cara cobra 200 na outra cidade. Mas lá não tem dor? E talvez vai ter também, mas eu não sei. A promessa é que não tem, né? É. Então assim, tem cliente milionário fazendo proflaxia, fazendo ortodontia. Eu não conheço nenhuma área. Eu tenho um cliente em São Paulo que só faz... Só faz endo.

Só faz canal. Se você chegar lá e falar, eu quero fazer uma limpeza, eu falo, não faço.

Só faço canal. O cara fatura 100 pau por mês. E aí? Posicionamento. Só faço canal. E aí, dá confiança para os outros dentistas indicar ele. Por quê? Só faz canal. Ele é hoje especialista. Um dentista fica assim. Às vezes você fala assim, vou tirar o cara da minha clínica. Chega lá, ele vai oferecer a lente, vai oferecer a limpeza, tudo que eu ia vender aqui. Aí chega lá o cara, já fizeram até teste com ele. Fala assim, não, mas você não faz a limpeza?

Não, limpeza eu não faço. Vai fazendo o dentista que te mandou aqui. Aqui eu só faço o canal.

Aí o cara vira referência do canal. Qual é a margem que você já viu, cara? Tu falou assim, que tu olhou e falou assim, caramba, esse negócio é bom. Cara, a margem do implante é legal, mas dá muito trabalho, né? Muito ruim. Risco também, né? Mas pra mim, a maior margem que eu já vi é de faceta de resina. Com certeza. Nada.

principalmente 2021, que eu tava no hype da faceira de resina e eu já atendia essa galera boa. Já atendia o Pedro, Juliana, Ieda, Amanda Valente, Daniela Alcalde. Cara, que essa galera veio primeiro, né? Comprava 2 mil por elemento, né?

Meu irmão, era muito dinheiro. Porque você tirava o gasto do material, do imposto ainda sobrava muito dinheiro. Hoje tá difícil até pros grandes, tá? Tá difícil. Tem muita gente fazendo agora, né, cara? Tem muita gente boa cobrando os dois. É isso aí. Tem. Aí é foda, entendeu? Mas que os próprios grandes ajudou a construir, né? Com os custos e tudo mais. Hoje em dia tem curso todo dia. Você fala assim, deixa eu ver quem tá dando curso hoje pra eu ir.

Deve ter alguém dando curso hoje no Brasil. Eles ficam caçando curso todo final de semana.

Então, a resina foi a maior margem que eu vi de todas. Quando você consegue vender por um valor... Se você vende resina hoje de 5 mil para cima, você só não fica rico se for muito ruim. Porque taxa 5 mil... Mas quando você fala de margem grande, o quê? Uns 80%?

Cara, 80% é muito ainda. Mas eu já vi 65% líquido no bolso. É muita coisa. Nossa senhora. 65%. Eu já vi clínica com 65% de margem no bolso. É muita coisa. Porque trabalhava só ela e mais um e outro. Um auxiliar e mais uma secretária. E vendia 300 pau. É muita coisa, é.

Bom, se você pudesse deixar uma mensagem assim que todo dentista fosse ouvir, fosse aplicar, fosse ter assim resultado, que mensagem você deixaria para esse cara agora? Final assim? Não. Ou não? Ainda não? Ainda não. Então tá, vai que eu queima a largada. É não tratar a clínica como caixa eletrônico. O dinheiro da clínica não é seu para você pegar o que você quer e comprar o que você quer. Então respeita o dinheiro da tua empresa. Entenda que a tua clínica é uma empresa.

E que ela não é um caixa eletrônico que você vai lá e pega 20 reais para comprar um lanche, 200 reais para pagar o boleto da escola do filho. Não. Não é assim que funciona. Quando você entender que não é um caixa eletrônico, que o dinheiro da clínica não é seu e que você é mais um funcionário da operação do teu negócio, o jogo muda, cara.

É a mentalidade. Não é o dinheiro. O problema nunca foi o dinheiro. Cara, interessante, cara. Eu fico... Igual você tá falando aí, cara. Eu tô olhando assim... Pensando alguns... Eu fico pensando em alguns clientes. Eu vejo... Caraca, o cara... Ele faz isso, filho da mãe. Faz, cara. Faz isso, faz... Fulano faz isso. E olhando até pra gente mesmo, né, mano? Como empreendedor, né? Há dois anos atrás, a gente tinha a mínima noção disso.

Não. O que salvou o meu negócio foi gestão financeira. Eu conheci... Eu tive a honra de conhecer uma pessoa que foi... É meu cliente, dentista, o Rogério.

A gente conheceu ele, a gente gravou, eu conheci ele aqui dia 12 de julho de 2024, e o cara deu uma aula pra gente, assim, falando sobre gestão de clínica, né? Eu falei, cara, eu acho que o que ele falou eu tô precisando também. E coincidiu que dois meses depois eu mudei pra mesma cidade onde ele mora. Então a gente se aproximou bastante, e daí, cara, eu comecei a compartilhar o modelo de negócio com ele, comecei a criar muita confiança, comecei a abrir, e ele foi mostrando ali, cara, o que vocês estão, estão errando.

Teve mês, Alanda, a gente bater assim, a gente olhar para os próximos seis meses, e o meu melhor mês era 60 mil negativo.

Esse era o bom. Era o meu melhor mês do semestre. Porque a gente falava assim, caramba. É, esse melhoramos bem. Esse acertamos. Esse acertamos negativo. Então, cara, bagunça a cabeça do cara. E aí ele falou, foi justamente com isso. Ele sentou comigo e falou, olha só. A gente sentou na mesa lá, eu, ele e o Rodrigo. Nós temos um caminho pra fazer isso aqui, isso aqui, isso aqui. É doloroso, vai doer, vai ser difícil. Vai mexer com o ego de vocês.

Pode até ser que atrapalha até um pouco a venda de vocês em relação a isso, isso, isso, isso, isso.

Mas não tem outro caminho não. Ou é isso, ou então vocês vão parar. Se vocês falarem que vão parar, vou continuar gostando de vocês e vou rezar. Se vocês falarem que quer fazer o negócio acontecer, vocês contam comigo para o que vocês precisarem. 100%. Eu não quero um real de vocês. E foi assim que ele fez.

ele pegou o negócio assim, pelo boi, pelo chifre. Mas era um negócio que ele mandava textão pra tudo e fez, cara. Aí foi tudo. Foi tudo, tudo, tudo. É carro, é casa, cidade, de quanto você gastar roupa, tudo, tudo, tudo. Por quê? No final das contas é que a gente chegou num padrão de vida que não era alto, mas que o negócio já não tava aguentando sustentar.

que tava matando o negócio. Eu preciso pagar minhas contas, eu vou tirar de onde? Tirar do meu negócio. Só que o negócio tá negativo. Então, gestão financeira, se hoje eu tô aqui até falando com você, se hoje a gente tem o Yuri como cliente, se hoje a gente consegue até prover a nossa família, gestão financeira. Porque eu vendia, eu tinha cliente, tinha posicionamento, tinha demanda, mas não tinha gestão financeira. E o ponto, cara, que tu falou aí, deu essa memória.

A gente não tava... Tava chegando num ponto que a gente fala assim, cara, tá negativo pra caramba, velho. A gente não consegue enxergar.

futuro ou resultado. E aí entra pessoas como o Rogério, como você, que tem a capacidade de enxergar através de número e tomar decisões. Eu lembro que ele falou assim, cara, vocês têm um negócio maravilhoso, cara. Quando ele falou assim, a gente... Tá dando um soco nele, né? Tá dando um soco, né? Eu olhei pra cara e falei, mano, tá maravilhoso pra você, que tá aí com a vida sossegada, né? 59 anos, tá o dinheiro na conta. O meu negócio tá com 50 mil negativo. O que é maravilhoso aqui pra você?

aí ele fez o que? por isso que eu tô batendo você no DRE porque é muito complexo é difícil a gente não entende tecnicamente a gente não é especialista mas a clareza que um DRE dá no meu negócio é um negócio assim bizarro a gente toma decisão hoje baseada nisso mês passado a gente decidiu investir mais em tecnologia porque 3% do meu faturamento é tecnologia

E 53% vai pra gente. Então, se eu consigo botar mais, ter mais margem pra investir em tecnologia, eu consigo, não preciso contratar mais gente igual que tá inflando o meu custo fixo. Então, cara, foi decisão tomada em cima daquilo ali. Não foi da minha cabeça, da minha vontade, ou especulação, ou chat, GPT. Foi um negócio que eu precisei aprender. Então, o que não... O meu negócio, que não é um negócio de tanta margem, o meu é quase um varejo.

Então, eu preciso ter muito cuidado, né? Quando eu chego em 30%, Margem é boa, margem é boa.

É não, cara. Quando eu chego nos 30%, cara, eu preciso, assim, comemorar muito. É uma vitória, sabe? E vai muito posicionamento e tudo mais. Então, cara, se pudesse deixar uma mensagem também pras pessoas que estão assistindo pro Dentista, e fiz muita questão de trazer você, te convidar quando eu te conheci, foi porque isso aí melhorou a minha vida. Melhorou a vida do Rodrigo, melhorou a vida da nossa família, porque a gente, sem gestão financeira, sem ter esse conhecimento, a gente queria muito, e o empreendedor tem disso, né?

Essa imprevisibilidade de ganhar, ela vai muito para um lado, mais ou por menos. Eu posso fazer uma conta aqui achando que mês que vem eu consigo fazer 100 mil reais, porque eu já fiz, então eu posso conseguir novamente, mas eu não tenho nenhuma previsibilidade daquilo. E você vai tomando uma série de decisões erradas, aí vai naquilo, muito naquela balança de tem que ter coragem, tem que contar com o ovo no toba da galinha, aquela coisa toda, você vai muito naquele estímulo.

e vai tomando um monte de decisão errada. E quando você se vê no meio ali de uma situação, você não consegue olhar, poxa, eu tô com 50 mil negativos, cara, então meu negócio tá dando prejuízo. Não, não tava. Não tava. Tava com 25 de margem, mas eu não sabia. Sim, porque o que eu tava tirando, na verdade, matando o negócio, era dívida. Era retirada a mais. Coisas que estão lá, lá embaixo.

Então, até tentei bater muito com você para falar de uma forma fácil aqui para o dentista, porque deve ter muito dentista que tem potencial a viver em curtíssimo prazo uma odontologia muito melhor do que ele vive hoje, de repente com menos faturamento, sem necessariamente aumentar mais. Então, era esse objetivo que a gente trouxe aqui, esse podcast, porque não adianta, Alan, eu fazer o cara vender mais, não adianta eu fazer o cara ter mais dinheiro se o cara não saber cuidar do dinheiro dele.

E dinheiro, irmão, não aguenta desaforo, não. Pode ser o tanto que for. Pode ser o tanto que for.

Se você não tiver respeito pelo camarada, ele vai embora mesmo. É isso, cara. E assim, tem muito dentista frustrado na odontologia hoje em dia por conta dessa falta de gestão. E é uma pena. Eu recebo mensagem de dentista frustrado todo dia no Instagram. A gente também, cara. Então, é o mesmo, né? É a mesma dor, cara. Então, a galera chega frustrada, falando, cara, eu vou parar. Cara, eu vou...

Trabalho, trabalho, trabalho. Não vejo acordo com dinheiro. Chego cedo, saio tarde. É triste, né, cara? Cara, é triste. Triste? É triste, sabe por quê? Pô, todo mundo tem sonho, cara. Você não estudou cinco anos na faculdade, depois fez especialização, depois fez curso. Você não fez tudo isso pra não ganhar dinheiro. Você fez pra mudar a história de vida da tua família. É difícil, cara, conquistar as coisas no Brasil. Não é fácil ser empreendedor no Brasil. É não.

Você falou assim, Alan, mas você falou no começo que se fosse em outro país, talvez você nem tinha emprego. Tá, cara, não tinha mesmo. Lá nos Estados Unidos, o cara tem consciência financeira desde a escola. Aqui nós não vai ter. Alan, mas não vai ter? Não tá melhor não? Não vai ter.

Não vai ter. Por mais promessas que tenham, o nosso sistema é feito para nós não ter conhecimento. Sim. Porque senão os bancos não vão ganhar dinheiro com a gente. O próprio governo não vai ganhar dinheiro com a gente. Cara, olha que loucura. Talvez muita gente está assistindo a gente e não sabia que com 100 reais por mês em 40 anos você tinha um milhão, você era milionário. Então, cara, uma coisa que tinham que ter falado para nós lá na escola.

É. Porque no primeiro emprego que a gente arrumasse com 15 anos, com 55 nós estávamos aposentados, milionários, com 10 mil de renda por mês.

Mas ninguém falou isso. Em curtar caminho. O pessoal te ensina a usar o cartão de crédito, a ganhar cashback, o pessoal ensina a parcelar. Para quê? E grandes instituições financeiras ensinam a se parcelar para congelar o preço, a inflação. Faz sentido? É isso tão correto? É isso tão correto. Mas eles estão esquecendo de analisar que o brasileiro não tem padrão comportamental para administrar um cartão de crédito.

Quando você está ensinando um cara, cara, que ele e a esposa dele trabalham lá, os dois ganham um salário mínimo cada um, eles têm que pagar aluguel, eles têm filho pequeno. Quando você ensina eles a usar o cartão de crédito, cara, é você cavar o buraco para eles cairm dentro. É porque se ele ganha um salário, a esposa um salário e o cartão é 2 mil, a soma da renda dele é os três, né? É os três. Ele vai somar 1.500 cada um, salário mínimo e mais 2 mil do cartão.

Só que ele só entra 3 mil. Aí esse cara nunca vai desfrutar de um décimo terceiro.

nunca vai desfrutar de um benefício, de um bônus que ele ia receber da empresa porque já está gasto. Ele precisa receber isso para pagar uma coisa que ele já gastou. Então, o nosso sistema financeiro no nosso país, o ensino, ele foi feito para dar errado. Ele foi feito para a gente não aprender.

E não é difícil, cara. Não é difícil. E a boa notícia, quando você fala pra falar isso diretamente pro dentista, é que hoje em dia, cara, ele não precisa fazer isso sozinho. Hoje em dia dá pra ter alguém fazendo. Não interessa. Não precisa ser eu, não. Pode ser qualquer um. Não, tem que ser você que você... Você é fera. Você é bom. Mas é barato. É menos que um funcionário registrado. Você tem... Você precisa ter na palma da tua mão o controle da tua empresa. Porque se não, cara, você vai trabalhar. No escuro, você vai ficar cego.

E aí, às vezes, você vai acertar, às vezes, você vai errar. E aí, vale a pena? Eu fico com pena, às vezes, porque tem muito dentista. Tá bom, cara. Igual você falou, ganhando dinheiro. E não tem um real. O cara não realiza, o cara não viaja. O cara tem o filho dele estudando na escola pública, ele queria. Nada contra. Eu sou aluno de escola pública. Mas o cara tinha um sonho de pagar uma escola pro filho dele e ganha dinheiro pra isso e não paga porque tá gastando errado.

Tá sobrando, né, cara? Aí você vai conversar com ele e ele chora. Quantas mães, quantas mulheres dentistas que eu converso, falam assim, meu sonho é ser mãe. E por que não? Eu falo, porque eu não posso. Pode parar. Se eu não ganhar hoje, eu não pago o boleto que vem essa manhã.

A odontologia, por amor, acaba quando o boleto vence. E aí? Aí você está adiando um sonho de vida de ser mãe porque você não tem o dinheiro guardado para ficar um mês, dois meses. É uma conta que de repente não consegue voltar depois, né, cara? Cara, tem tempo, é biológico. Biológico. Então, não dá, cara. A odontologia está aí, o dinheiro está aí, o dinheiro só muda de mão, ninguém rasga, isso aí todo mundo fala. E enquanto você não está ganhando dinheiro como dentista, alguém está ganhando.

Alguém está realizando o sonho que era para você realizar. Ele não vem falar que não dá. Dá? Se deu certo para um, dois, três, dez, dá certo para você. Ou vocês acham que Deus pegou e falou assim, não, esse aqui vai ter sucesso. Esse aqui não. Esse aqui só vai se ferrar na vida. Deus não fez isso não, cara.

Deus deu chance pra igual. Uns tem uns caminhos mais difíceis, outros mais encurtados, mas tá pra todo mundo. Mas tá aí. Tá pra todo mundo. Tem algumas coisas que a gente não escolhe, né? A gente não escolheu nascer no Brasil. Sim. Ah, mas minha religião acredita que escolheu. Tá, mas vamos partir do princípio que a gente não escolhe.

E aí, eu tive sorte ou azar de nascer no Brasil? Depende, cara. Se você nasce nos Estados Unidos... Você teve sorte. Eu tive sorte. Warren Buffett, ele fala muito sobre isso nos Estados Unidos. Ele fala assim, cara, eu tive sorte. Eu nasci nos Estados Unidos na melhor época para aprender a investir e eu tive a oportunidade de comprar. Quantos teve a sorte que eu tive? Ele fala isso.

pouquíssimos teve. Só que a gente nasceu no Brasil, a gente teve sorte ao azar. Cara, pra mim, muita sorte. Nós não nascemos nos Estados Unidos igual ao Warbuff, mas nós também não nascemos lá no sul da África, num país. Então, e aí? Nós não estamos lá no Irã agora, bombardeados. Graças a Deus. Então...

Acho que a oportunidade está aí. Você só tem que fazer a tua parte. Deus fez todo mundo para ser próspero. Sim. Mas ele deixa você escolher o quanto você quer ser próspero ou não. É só o busco. Cara, estou 100% concordo contigo, Alain. E é um assunto, cara, que é difícil de conversar, né? O dinheiro é um assunto sensível dentro de um negócio, dentro de casa, porque você tem que abrir mão de algumas coisas. É igual o cara que acostumou ir num japonês específico, é o top.

O cara não consegue comer qualquer sushi, para dar um retrocedio. E isso vai para outros aspectos da vida. É difícil, irmão. É difícil você ter essas conversas para o teu trabalho, ou você chegar em casa e falar para a tua esposa que está faturando 200 mil, mas na verdade dentro de casa vai ter que ver um padrão só de 10 mil. É difícil para ela entender também.

E ter pessoas como você, assim, como mentor. Eu digo não só como o dentista em si, mas todo negócio precisa. Todo empresário, todo empresário precisa. Ah, mas eu sou empresário, mas eu sei sobre o DRE, eu sei sobre finanças, eu sei gerir o meu negócio. Ah, beleza, mas é importante você ter alguém de fora pra ver a situação. Porque você pode ser o próprio problema do seu negócio. Então você não vai enxergar.

Tem alguém com aquela visão de drone. Então, assim, cara, é um conselho que eu dou pra todo dentista, o cara começa a prosperar, fazer seus 30, 40. Cara, cuida do teu dinheiro. Cuida do teu dinheiro. Cachorro que é mordido por cobra, ele tem medo de linguiça. Então, todo mundo eu falo, cara, pelo amor de Deus, cuida do teu dinheiro, busca alguém, tem coisa que você não vai enxergar, não. Olha isso aqui.

Então, cara, o seu trabalho é um trabalho muito nobre, muito nobre mesmo. Eu te agradeço aqui pela sua presença, pelo conteúdo. Pela aula. Pela cordialidade, né? Pela cordialidade em chegar aqui, que é um conteúdo, mas a gente não tá aqui pra falar mentira pra ninguém, né?

Às vezes você fala, ah, vou postar no Instagram, isso aqui não vende se eu falar. Não, não é esse o objetivo. Então eu te agradeço por essa presença, pela cordialidade, pela sinceridade e pela aula. Hoje que a gente aprendeu com você. Então eu queria que você falasse para o dentista como ele faz para te encontrar nas redes sociais, para falar com você, como ele faz para contratar o seu serviço.

Cara, imagina. Primeiro eu quero agradecer mais uma vez. Estou muito feliz. Parabéns pelo trabalho de vocês. Eu sei que lidar com podcast não é tão simples assim. É uma luta. Mas parabéns aí pelo trabalho, pelo profissionalismo que vocês têm realizado aí também com as empresas no Brasil inteiro. Agora a gente tem alguns clientes em comuns aí. Tenho certeza que vai gerar muitos frutos. E só um recado para o dentista que está atendendo. Às vezes está frustrado. Sabe por quê, meninos? Eu já escutei recente.

Uma pessoa falou assim pra mim, eu fui gravar um podcast de propósito, o tema era propósito. E aí, quando eu postei no Instagram, um dentista comentou assim, ah, mas é fácil você falar de propósito cheio de dinheiro no bolso. E ele tem razão. É muito mais fácil falar de propósito quando as coisas deram certo. É muito difícil falar de propósito quando você tem conta pra pagar. Quando você tem um filho em casa pra alimentar. Quando você tem uma... Só que, ao mesmo tempo, esse propósito é construído na dificuldade.

Então, você não é obrigado a ter o teu propósito claro agora, mas você é obrigado a começar a construir ele. Então, assim, eu concordo. É mais fácil a gente falar de propósito hoje. Muito mais fácil. O problema não é dinheiro. Talvez há 10 anos atrás, eu nem conseguia falar. Talvez eu falava para os outros que eu nem sabia o meu propósito. Eu só tinha tempo para trabalhar, mas eu estava construindo o meu propósito. Eu não sabia disso.

então acho que a galera tem que saber essa diferença então muito obrigado de verdade pelo espaço galera, pra me encontrar é fácil no Instagram é a gente posta muita coisa de podcast lá sobre cases também de sucesso tem uma comunidade nossa também no WhatsApp, totalmente gratuita depois se a galera quiser entrar então todo dentista que entra lá, a gente posta muita coisa legal pode participar também tem muita dica legal lá

E tem o canal no YouTube também, no podcast Eu Escolhi Prosperar. O canal é arroba alainespinosamatias também. E o podcast Eu Escolhi Prosperar, é o podcast que a gente criou para dar voz para os dentistas, para dar voz para profissionais envolvidos, como vocês estiveram lá com a gente. E a gente precisa gravar mais. A galera gostou bastante. E esse podcast foi criado para falar a verdade, não foi para fantasiar também.

Assim como o de vocês. Então, lá eu tenho o caso de clientes que faturam 20 mil e tem dinheiro guardado. Tenho o caso de clientes que não tinham, que tinham dívida e eles contando a história. É muito melhor para mim eles contarem do que eu, né? Sobre o meu trabalho. Isso aí, justamente. E vários outros grandes nomes da odontologia lá, como Arbex, Pedro Neto, Ricardo Gonçalves, uma galera que esteve comigo lá.

É isso, só digitar lá que me acha. Meu irmão, muito obrigado. E você que é dentista e quer ter uma empresa que vai te ajudar a captar pacientes para o seu consultório, quero te convidar para conhecer a Odontorize. Mais um merchan para a gente aí, meu irmão. Cara, vamos lá. Eu corrigi o Leonardo ao vivo aqui, porque não é só captar mais pacientes. Isso aí, meu irmão. É o quê? Isso aí.

Fazer toda a demanda ali, não só gerar demanda, mas também a parte de venda. É ponta a ponta. Porque não adianta eu gerar um monte de demanda, a gente te procurando, manda mensagem no WhatsApp, aí chega o paciente lá interessado, você é desesperado pra agendar, não agenda, perde o paciente, perde dinheiro, aí tu vai reclamar comigo.

Então, a minha equipe é especializada em odontologia, ela é especializada em marketing e vendas. Tem gente para cuidar de ponta a ponta até que a gente garanta o que a gente conversou aqui, previsibilidade. A gente garanta planejamento para que você fature e fature de maneira saudável. Então, a gente cuida de tudo isso para você.

E se você quiser, você vai entrar lá, odontorize.com, fazer uma aplicação, o link também está no nosso Instagram, que é odontorize.com.br. Nessa aplicação, você vai responder perguntas que vão durar dois minutinhos. Com essas perguntas, eu vou marcar uma reunião contigo, preparar um super diagnóstico. E nesse diagnóstico, você vai ter clareza de tudo o que você precisa fazer para aumentar o seu faturamento, para você ter sucesso, resultado e previsibilidade. Fechou? Clica lá, cadastra, que eu mesmo vou cuidar de você.

E a gente resolve todo tipo de problema que você imaginar. Primeiro de tudo, você tem que gerar demanda, depois é a parte de venda. Você vai estar lá, dinheiro movimentando, você vai precisar de alguém para te ajudar com gestão, vai precisar de contabilidade, vai precisar de jurídico. E o que a gente não conseguir resolver, a gente tem parceiros que resolvem. Um desses parceiros que é o Alan, que acabou de gravar aqui com a gente. Então, é isso aí e até a próxima. Show!