Episódios de Entre Nós: Um espaço para mães, mulheres e recomeços!

Dá pra ter tudo?

04 de maio de 202615min
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Ser mãe, crescer na carreira, dar conta da casa, cuidar de si…

Em algum momento, parece que tudo pesa, e a sensação de não estar fazendo o suficiente aparece.

Nesse episódio, a gente fala sobre uma das maiores pressões que a mulher carrega: a ideia de que precisa dar conta de tudo.

Será que isso é real… ou só mais uma cobrança que aprendemos a aceitar?

Um episódio sobre escolhas, culpa e a busca por um equilíbrio que talvez nem exista.

Você não está sozinha! ❣️

Participantes neste episódio1
N

Nath

HostYoutuber
Assuntos3
  • Conciliação carreira e maternidadePressão para dar conta de tudo · Equilíbrio entre vida pessoal e profissional · Escolhas e culpa feminina · Autonomia e suporte aos filhos
  • Visão sobre a vida e o trabalhoA vida como fases · Não precisar provar nada a ninguém · Fazer escolhas conscientes
  • Trajetória profissional e IAFormação em área da saúde · Experiência em análise clínica e indústria farmacêutica · Gestão e liderança em farmácia hospitalar · Desafios e aprendizado contínuo
Transcrição38 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Olá, pessoal! Bom dia, bom dia, bom dia! Boa tarde para quem está ouvindo de tarde, boa noite para quem está ouvindo de noite. Nossa, como é ruim ficar uma semana sem vir por aqui.

Mas enfim, precisei dar essa pausa pra cuidar do meu pai. Graças a Deus, ele tá bem, tudo certo. E eu tô tão animada pra essa temporada, gente. Nossa, e não é pouco não. Falar sobre...

Sobre a mulher e o mercado de trabalho, para mim é tão gostoso, eu gosto muito de falar sobre isso, e eu não gostaria que vocês me interpretassem de uma forma equivocada quando eu trouxer o meu ponto de vista sobre algumas questões. Eu sei que cada um pensa de uma forma, então...

Eu vou trazer aqui o que eu penso, o que eu acho, o que eu tenho comigo como valor, como crença, e vou compartilhar com vocês essa minha jornada, né, porque eu estou no mercado de trabalho há muitos anos, né, desde os 16 anos eu trabalho na área da saúde.

Não sei se eu já contei um pouquinho da minha história para vocês, mas eu sou formada em técnica de patologia clínica, sou formada também em técnica em química industrial.

Então, durante muito tempo eu trabalhei com análises clínicas, já trabalhei num canil, né? Então, eu tenho uma trajetória importante de trabalho, já trabalhei como representante comercial de produto químico, né? Onde eu fazia visita, né? Nossa, andava aquela UFMG e, gente, nossa, não era brincadeira.

Mas, e aí desde que eu entrei na faculdade, eu entrei querendo um objetivo, assim, né? A minha vontade era de trabalhar na indústria farmacêutica, né? Gostaria de trabalhar muito na área da qualidade, na indústria farmacêutica. Esse foi o meu objetivo de entrada.

E aí, assim, a peleja que é, né, formar, ter que arrumar um estágio pra ganhar um dinheirinho, porque é uma época tão difícil, né, meus pais não tinham muito recurso, então eu tinha mesmo que trabalhar, e aí eu estudava à noite. Então, eu trabalhava o dia inteiro, ia pra faculdade à noite, e em alguns dias eu mais dormia do que assistia a aula, que tinha professora que falava assim, Nath, eu não sei como que você consegue tirar a nota. Falei, nem eu, mas vai dar certo, porque eu dormia muito na aula, né.

Eu saía de casa cinco horas da manhã e chegava em casa onze e meia da noite. Então, foi uma época bem puxada. E aí, nessa ânsia de querer ter uma remuneração para eu poder ajudar meus pais e ajudar no sentido de pagar os meus custos mesmo, né, da faculdade, eu já comecei a arrumar um estágio na área hospitalar. E quem disse que eu saí dela, né? Não saí dela. Então, eu já tenho...

Não vou fazer cálculo, tá? Mas já tenho mais de 10 anos de formada. Ai, deve ter quase 15, se duvidar. Se eu fizer as contas direitinho, vai dar quase 15. Então, há 15 anos eu estou na área hospitalar. Gosto muito, amo muito o que eu faço, assim. Desde o início, me proporcionou aprender coisas diferentes.

E mesmo não estando na assistência direta ao paciente, tendo a farmácia como um setor de apoio, a gente faz parte do cuidado do paciente.

Então, mesmo estando na farmácia, eu aprendi que a gente pode prestar cuidado ao paciente de uma outra forma. E isso foi transformador, assim. Então, no meu início, eu atendi pacientes que estavam fazendo tratamento oncológico.

Depois eu fui para a parte de OPME, depois de formada eu fui trabalhar na parte de gestão, de farmácia, e aí da parte de gestão eu não saí mais. Então, desde 2012 eu trabalho na parte de gestão e liderando pessoas.

Aí, vim para a Unimed em 2013 e estou até hoje, né? Vão fazer 13 anos agora, em julho, o tempo passa tão rápido, né? Desses 13, eu fiquei 6, 7 anos com a parte de gestão de farmácia.

E foi sensacional, assim, né? Era o que eu sempre quis, eu sempre gostei. Mas me vi em um momento onde eu não me colocava mais em desafios, onde a oportunidade de aprender coisas novas já não era tão grande, né? E eu gosto disso, eu gosto de me colocar em...

Em posições que me faz aprender. E eu acho que a vida é isso, né? A gente é um eterno aprendiz. Então, isso me move, isso me motiva. E aí, eu fui tentar uma outra oportunidade como farmacêutico-auditor até receber o convite da gestora que estava na época para eu assumir a parte de coordenação administrativa da unidade que eu trabalhava. E é óbvio que eu topei, não pensei nem duas vezes.

E aí, tô até hoje como coordenadora administrativa, tenho um formato de trabalho diferente de antes, mas enfim. E aí, fui viver desafios, né? Aí, fui me aprofundar em custo, faturamento, hotelaria, enfim. E foi, assim, sensacional. No meio do caminho, me chega a Cecília.

Então, eu acho que eu já coloquei aqui pra vocês em algum momento, em algum episódio, que quando eu era mais nova, eu não me via casada e nem me via com filhos, né? Porque...

É engraçado, eu via a minha mãe e eu não conseguia me enxergar como a minha mãe. Então, na minha cabeça, eu não tinha que ser igual a minha mãe, né? Casada, pra cuidar da casa, dos filhos. E aí eu não me via nesse papel.

Até que eu casei e tive a Cecília. Me imaginava mãe de menino, né? Por praticidade, por... Ah, eu não tenho muita frescura, então eu achava que ser mãe de menina ia demandar de mim uma coisa que eu não sou. E aí me veio Cecília, que é tão vaidosa, tão menina, tão feminina. E o tanto que ela me ensina...

Então, eu acho que Deus vai guiando a vida da gente de forma adequada, né? Quando vem os filhos, é difícil conseguir conciliar, e aí a gente tem um misto de emoções. A gente até falou um pouquinho disso em algum dos episódios da temporada que fala sobre maternidade. E até a gente conseguir se organizar dentro desse contexto, leva um tempo, assim.

E pra mim, a pergunta principal e que ecoava pra mim o tempo inteiro é se eu ia conseguir ter tudo, se ia dar pra ter tudo. Uma profissão, uma carreira profissional que me trouxesse satisfação, que me trouxesse reconquistas e também ser mãe. E aí eu descobri que eu nasci pra ser mãe.

Enfim, esse é um outro papo para um outro episódio. E aí eu fico pensando quantas mulheres não se sentem divididas entre ser uma boa mãe e uma profissional realizada. E aí esse episódio é para essa mulher, é para você mulher que se sente dividida. Hoje a gente vai falar...

Sobre uma pergunta que muitas mulheres carregam, mas poucas têm coragem de responder. E aí é importante a gente refletir sobre isso. Dá pra ter tudo? Na minha cabeça dá, tá? Mas a gente precisa ter algumas reflexões sobre esse dá pra ter tudo. E aí é isso que a gente vai fazer ao longo desse episódio.

Então, existe uma ideia que é vendida para a gente de que dá para equilibrar tudo perfeitamente. Família, carreira, os filhos, a casa, o autocuidado. E quando a gente não consegue? Vem a sensação de fracasso e de que a gente não pode ter tudo. Mas me conta.

Em que momento alguém diz que isso seria possível, gente? Em que momento? A verdade é que a gente vive numa cobrança constante. Se a gente trabalha demais, a gente é julgada como ausente.

Se a gente prioriza a casa, a gente é visto como um pouco ambiciosa, como uma mulher que não tem muitas pretensões no trabalho. É como se não existisse um lugar certo para estar. E aí a gente entra num ciclo perigosíssimo, que é tentar provar o tempo todo que a gente dá conta. Você já se sentiu assim?

Porque eu já, em vários momentos, em vários momentos. Talvez a resposta que ninguém quer ouvir seja não. Não dá pra ter tudo ao mesmo tempo. E tá tudo bem. Na minha cabeça, gente, a vida não é uma balança equilibrada o tempo inteiro.

onde eu preciso pegar o meu 100% e dividir de forma igual para todas as funções que eu tenho. Ela é feita de fases. Então, em alguns momentos eu vou me dedicar mais ao trabalho, em alguns momentos eu vou me dedicar mais à casa, em alguns momentos eu vou me dedicar mais aos filhos. E tá tudo bem.

O problema não é escolher. O problema é achar que você deveria dar conta de tudo ao mesmo tempo. E para mim, o equilíbrio, talvez o equilíbrio não seja dividir tudo, mas fazer as escolhas conscientes sem se abandonar. Tendo a visão de onde você vai precisar desprender uma energia maior naquele momento.

No meio de tantas cobranças externas, a gente começa a se cobrar mais do que todo mundo. E a gente já falou que a gente não precisa ser perfeita para ser suficiente. E talvez o primeiro passo seja parar de tentar corresponder a um padrão que nem faz sentido para a sua realidade.

Então, eu gerencio o trabalho com a casa, com os filhos, dessa forma. Então, hoje eu estou num momento que o meu trabalho me demanda muito.

E eu tenho uma vantagem, e eu falo que Deus é tão bom, que Ele vai administrando a nossa vida de acordo com o que a gente precisa, e as coisas vão se encaixando automaticamente. A Cecília está numa idade em que ela me demanda infinitamente menos. Talvez, se ela fosse menor no contexto do trabalho de hoje, talvez me impactaria um pouco mais.

mas hoje ela é um pouco maior, ela já é mais esclarecida, então tudo é muito conversado.

trago o trabalho para casa, e é muito legal que a hora que ela está fazendo o para-casa, eu falo que é o meu para-casa, então eu trabalho no momento em que eu estou ajudando ela também com o para-casa, e na minha cabeça eu tento trazer uma autonomia para ela, para que ela consiga fazer o para-casa dela, eu estou lá de suporte, se ela precisar eu respondo, ajudo.

confiro, apago tudo porque a letra tá feia, mas eu tô lá trabalhando também, porque durante o dia talvez eu não tenha entregado uma demanda que era pra eu ter entregado. E aí, se tem uma coisa que eu quero que você leve desse episódio, é que você não precisa provar nada pra ninguém. Você só precisa decidir o que faz sentido pra você na fase que você tá.

E se hoje você sente que você não está dando conta, talvez seja porque você está tentando dar conta de tudo sozinha e você não está sozinha. Se esse episódio fez sentido para você, compartilha com outra mulher para ouvir isso. E depois vocês me contam. Você sente que precisa dar conta de tudo? E é isso.

Espero que esse episódio tenha feito sentido pra você. Um beijinho e um queijo.