Rfinal #293 - Pelotão da Fórmula E solto em Berlin
by Nathan Sahium com as participações de Ricardo Arcuri e Robson Ribeiro
- Futuro de Mitch Evans na Fórmula ECorrida em grupo e disputa por posições · Desempenho da Nissan e Oliver Rowland · Desempenho da Penske · Desempenho da Porsche e Nico Müller · Vitória de Mitch Evans e Jaguar · Problema de largada de Oliver Rowland · Desempenho da Envision e Sébastien Buemi · Incidente com Nick de Vries e Nick Cassidy · Incidente com Edoardo Mortara
- Geração 4 da Fórmula ETecnologia e desempenho do novo chassi · Comparativo de potência com outras categorias · Impacto nos circuitos urbanos · Necessidade de adaptação dos circuitos · Potencial para elevar a categoria ao nível da Fórmula 1
- Carros e AutomobilismoNASCAR Brasil · Automobilismo internacional · Stock Car · Portal ITV High Speed · JW News · Entusiasta sobre Rodas
Ih, rapaz, isso não é sinal de liberação do modo ataque da Fórmula E, não. Isso significa que o backracing, aquela linha que os carros fazem em grupo pra brigar por posições, tá correndo solta. Mas antes de eu falar de quem se deu bem no final dessa formação, e de falar de outros pontos que aconteceram nessa etapa de Berlim, da categoria de carros elétricos mais importante do mundo, deixa eu me apresentar primeiro, meu nome é Nathan Sayun e esse é o R Final Podcast.
Bom, eu que estou aqui parado no estúdio, sempre dou muita prioridade para quem dá movimento ao nosso programa, que acompanha tudo de perto. E essa semana teve um rapaz lá no feriário de 1º de maio que estava dentro de um ônibus, indo para Cascavel no Paraná acompanhar a NASCAR Brasil. Mas, enquanto ele estava na estrada, ele pôde também dar os seus drops sobre a categoria e sobre algumas equipes tradicionais que fazem parte dela.
Afinal de contas, ele também cobre automobilismo internacional no seu novo canal. Além de fotógrafo de corridas, ele também agora é youtuber. Tu acelde se cansar com a viagem, vamos colocar ele na linha aqui, porque, afinal de contas, antes da primeira largada do final de semana no sábado, ele já estava de olho nos seus favoritos. Vamos para a estrada então, solta para nós aí, editor, o comentário dele. Na sexta, que ele gravou na sexta-feira.
Fala, Natan, família do R Final Podcast. Eu sou o Robson do Relargada. Estou falando diretamente do ônibus rumo a Cascavel, onde eu vou fazer a cobertura da etapa da NASCAR Brasil. Estou um pouquinho gripado, um pouquinho fanho, mas espero que vocês consigam compreender o que eu estou falando.
E para responder sua pergunta, Natan, sobre a Nissan e a Penske nesse miolo de temporada da Fórmula E, eu não vou ficar em cima do muro não. Lembrando que nesse primeiro final de semana de maio tem rodada dupla lá em Berlim, na Alemanha.
Acho que a Nissan pode sim dar algum trabalho, roubar alguns pontos das equipes que estão lá na frente, principalmente na figura do Oliver Rowland. Ele vem fazendo uma temporada ok, está ali na sétima posição do campeonato, 49 pontos. Então pode ser que a Nissan dê um pouquinho de trabalho sim.
diferentemente do que eu vejo pra Penske. Acho que a temporada da Penske é bem ruim, a equipe tá lutando mais na parte de baixo da tabela, então acho que a Penske é um cachorro morto, tá mais pra cachorro morto do que pra galo de briga. É isso aí, Natan, obrigado pelo convite, um abraço pra você e pra família do R Final Podcast.
Tá aí o grande Robson do canal Relargada e eu vou falar uma coisa pra você. Ele, por um momento, esteve errado. O Taylor Barden, no primeiro treino livre, pilotando a Pesce, que foi o mais rápido. Mas também não passou daquilo não, hein? A Pesce realmente não foi a favorita. Em nenhum momento mostrou que ia ofuscar a vitória. Foi só o nome do comecinho de atividades lá na Alemanha. O nome, pelo menos na minha opinião, que tava assombrando realmente aquele aeroporto de Tepperhof, era o da Porsche com os dois carros. E eu incluo o Nico Miller nessa jogada, não só o Pascal Verlein, porque...
O Pascal Verlein, sim, foi melhor em ritmo de classificação, foi segundo num grande largado da primeira corrida e pôr o position na segunda prova, mas a gente tem que reconhecer que aquele stint com a pista livre que o Miller teve no sábado, que garantiu a vitória para ele, na primeira corrida, foi muito merecedor de uma boa performance. Porque apesar de a gente estar falando de uma prova que exigia recarga dos carros em um pit stop, a própria característica do circuito ser muito rápido.
Era de consumir muita bateria sim, e mesmo ele tendo a pista livre e um pouco mais de tempo para acelerar, ele ainda poderia gerir muito mal essa potência e não chegar ali com chance de vitória, poderia ser alcançado e ultrapassado. E isso não aconteceu, depois de 69 tentativas, ele conseguiu finalmente o primeiro lugar. É certo que na segunda corrida ele arriscou um pouco mais, ele enfiou o carro onde não dava realmente espaço, numa tentativa frustrada, tinha ultrapassagem sobre o Antônio Félix da costa ali, num espaço muito curto, que o Félix estava ocupando a maior
parte daquele corredorzinho, da linha da reta onde o Miller estava colocando o carro, mas em ritmo de corrida mesmo, ele também estava muito rápido. Naquele pilotão maluco, nas primeiras sete voltas, ele ganhou algumas posições. Ele estava em décimo primeiro, depois foi parar em oitavo, enquanto o Verlani só estava logo na frente dele, estava na sétima colocação. E se eu falo da classificação da oitava volta, quando esse pilotão ainda estava formado, então ele conseguiu acompanhar esse grupo.
Só que ele estava um pouco mais atrás. Então os Porsche realmente não estavam fora da jogada. Diga-se o próprio Verline que ainda com a briga pela vitória polarizada entre o Roland da Nissan e o Mitch Evans da Jaguar, que estava liderando a corrida, ele ainda estava colado nos dois para buscar uma tentativa de ultrapassagem nas voltas finais.
O problema é que o Evers tinha aberto uma pequena vantagem. O Evers naquela hora do modo ataque. Soube usar com mais agressividade. A sua vantagem. De ter mais potência no carro. E aí. Quando não tinha mais. A grande função dele. Era segurar o Roland. Que estava. Não é colado. Mas estava mais atrás. Então ele tinha. Esse pequeno benefício. De ter um carro tão bom quanto o dele. Mas não tão colado. E aí. Partiu para a vitória.
Aliás, o perfil da Fórmula E hoje roubou muito o Evans por ter largado na 17ª colocação e partido para a vitória com esse tipo de estratégia agressiva, não ter mostrado tanto jogo ali na disputa de pilotões e ter mostrado bastante na estratégia, mas a gente não pode deixar o Roland de fora.
Porque ele teve um problema na largada, ele, vamos dizer, ele engasopou. Na saída do grid, o carro não deu aquele arranque certo, o carro deu uma engasgada. Ele caiu pra último, que era vigésimo a colocação. Depois de algumas voltas, aqueles carros todos juntos, ele tava na segunda colocação. Chegou a assumir a liderança, assim como seu companheiro Norman Atos também chegou. E com o decorrer da corrida e do acionamento do modo ataque, ele tava ali na briga. Tava na segunda colocação, na última volta antes da bandeirada.
Repito, só não levou a vitória porque o Evans estava com as melhores pistas naquele momento. Estava com a pista mais livre e o Roland teve que se livrar de um tráfego para assumir a segunda colocação. Mas a performance dele foi tão boa quanto a do Evans, que agora conquista sua segunda vitória na temporada. Venceu em Miami e venceu agora a segunda prova em Berlim. Corrida número 2 no final de semana na Alemanha.
E manteve a Jaguar vencendo, vamos colocar esse ponto aqui, porque na etapa de Madrid, que foi a última antes dessa rodada dupla, a gente teve a vitória do Antônio Félix da Costa. Agora o que não tá boa e é ligado a Jaguar é a equipe Envision, que antes era a sensação da categoria, agora não é mais. O Sebastião Boemi e o Joel Eriksson, que não tem nada a ver com o Marcos Eriksson, em termos de parentesco, só ficaram andando bem na corrida em grupo. Eles chegaram a liderar bastante aquele pelotão.
Que tava brigando pela ponta. Mas foi só a corrida desenrolar que eles subiram. O Boemi foi um quarto lugar discreto. E o Erikson um décimo mais discreto ainda. Além dos postes. Quem vinha numa boa. Um bom final de semana. E que poderia ter conquistado um bom resultado na corrida de domingo. Era o Nick Kessler. Ele tava muito bem até ser tocado. Pelo Nick DeVries. Logo nesse começo de prova. E de começo de pelotão também. De super pelotão lá. Formado logo depois da largada.
A gente viu sim, o De Vries estava numa situação difícil. Porque estava no meio de um, vamos dizer, um four wide. Uma linha de quatro carros, mas ele vai fazendo uma manobra estranha. Ele vai fechando o cast na linha da esquerda, a pôr do inglês não ter pra onde ir. O inglês foi tocado por causa disso. O pior foi o Eduardo Mortara, que estava no meio daquilo tudo e foi tocado no meio. Estava do lado dos dois e foi tocado porque foi espremido pelo carro do De Vries.
Não tem feito o começo de temporada decente. Eu vou falar aqui, né? O De Vries sempre foi competitivo na Fórmula E, mas não só nessa corrida, mas também na temporada e não mostrou ainda a que veio. Mas quem mostrou muito serviço aqui foi o nosso engenheiro. Até perguntei pra ele aqui sobre o lançamento que a gente teve na semana passada, que foi da geração 4 dos modelos da Fórmula E. A gente teve lá no circuito de porricar, principalmente os 4 carros andando juntos das 4 gerações desses 12 anos de Fórmula E.
O Geração 4 não só mostrou um super arranque, mas mostrou aquela velocidade fantástica de saída de curva, parecendo um carro de Fórmula 1 mesmo, mas só com motor elétrico. Aí eu pergunto pra ele, e aí, gostou ou não gostou, Ricardo Arcuri?
Olá, caríssimo Nathan, e a Bisco para tirar esse FF final? Olha, Nathan, não só vai ser o mais rápido, mais ágil, como é uma tecnologia completamente nova, né? Primeiro porque um chassi que já vem de várias evoluções e agora vai para a quarta geração, então com certeza é um carro com um balanço muito melhorado em relação aos outros. Mas o mais importante, agora ele vai ter um motor que vai gerar mais de 800 cavalos, são 600 kW.
Fale a memória, do 820 cavalos. É um motor que vai estar mais forte que o Indy. Para você ter uma ideia, mais forte que o Nasco, mais forte que o Indy. Vai estar um pouco mais abaixo do que o Fórmula 1, mas com muito mais resposta, porque é um motor elétrico. Então, com certeza, nesse aspecto, vai ser um baita de um avanço. O Geração 4 vai ser um novo patrão.
amarra em relação a qualquer coisa que a Fórmula E já fez. O Geração 2 pra mim já foi uma mudança muito grande, uma mudança impactante. Do 2 pro 3, aumentou, mas não foi mais do mesmo. Só apenas aumento de números. Não de nada novo. Agora do 3 pro 4, acho que vai ser uma outra pegada. Porque agora vai ser um carro que vai exigir
de pistas e de pilotos um tipo de demanda que os outros não pediam.
Inclusive agora eu começo a pensar se pistas como Londres vão poder receber a Fórmula E. Porque agora você está falando que um carro de 800 cavalos, um carro que vai chegar a 300 km por hora. Aí você bota numa pista apertada como aquela, parece que é no meio de um estacionamento, de um shopping center. Amigo, aquilo já não dá mais para aquele tipo de categoria. Não dá, não dá mais para usar. Então eu até vou aproveitar esse espaço para falar.
não vai exigir um tipo de mudança, mas acho que também vai pedir uma mudança estrutural da categoria. Porque se você parar para pensar que agora nós temos um carro de 800 cavalos, com circuitos de rua, como aquela ideia que eles sustentaram desde o começo, que é ter um circuito urbano e que não impacte no andamento da cidade, muitos desses circuitos urbanos não vão ser mais praticáveis com esse carro.
Não serão. E aí você vai ter que levar para onde? Para autódromos. Ou seja, virou mais uma categoria grande automobilismo. Porque não vai ter essa situação de ser diferencial por poder usar a estrutura de uma cidade. Agora o carro é potente demais para isso. Não são todos, tá? Eu acho que, por exemplo, o circuito de São Paulo ainda daria para ter o Gen4 ali com segurança. Mas tem circuitos, como eu falei, o de Londres, que eu já não vejo mais nesse perfil. Eu acho que, e inclusive é um aviso,
E acho que a categoria sabe, mas se não sabe é um realerta. A categoria precisa rever os tipos de circuitos que ela vai colocar no seu certame. Porque agora o carro é potente demais. Então não é qualquer coisa que tem que entrar. Agora tem que entrar coisa boa. Aí agora entra uma categoria que se eles querem transformar no nível Fórmula 1.
A hora é agora, porque agora o carro demanda esse nível Fórmula 1. Resta saber se eles têm ciência disso e se eles vão fazer isso de fato. Porque se não fizerem, Matem, amigos, eu tenho meus E6, que isso pode dar um problema muito sério. Mas enfim, isso é só um devaninho que eu estou fazendo, mas em relação a mudança, a mudança é...
enorme, majestosa algo que nunca vimos antes e a Fórmula E agora está atingindo o status de categoria top do mundo que ela sempre quis ter e ela tem na sua engenharia, nos seus pilotos, na sua estrutura o poder de pertencer a esse tipo de situação, só faltava o carro agora não falta mais nada é isso aí Natan, um grande abraço e uma boa semana a todos
E aí, Ricardo Arcuri, realmente, eu não tinha pensado nessa história, porque a Fórmula E agora ganhou não só velocidade, mas com essa velocidade ganhou esse problema de não ter circuitos mais, que o carro se desenvolva com tranquilidade. Aliás, Berlim é um dos poucos traçados que se permite isso, que se permite um traçado largo na temporada. Fora isso, a gente permite, a gente tem Cidade do México, que é um circuito permanente.
as pistas da Arábia Saudita e da China, que também são circuitos permanentes. A Arábia Saudita é um circuito de rua, mas o circuito de rua é que não usa ruas da cidade, é um autódromo dentro da cidade. E o circuito de Xangai é um circuito permanente mesmo. Então, se falando em traçados de rua, é complicado de se achar um traçado da Fórmula E hoje que se encaixa na Fórmula E de amanhã. Vamos ter que mudar bastante esses percursos que a categoria passa pelas cidades.
Para eu continuar dando boas corridas com o carro mais rápido. Porque senão os carros não vão ter espaço para agir. Vai ser muita potência para pouco circuito com certeza. Talvez até eles usem versões completas de circuitos que eles cortam. Xangai eles cortam para ser adaptável para a Fórmula Elche. Agora não vão cortar mais. A Arábia Saudita que tem aquela chicane antes da super reta. Aquela grande reta da Fórmula 1 é quebrada pela chicane.
Não vai ter mais. Eu acredito que não. Então vamos ver o que eles podem fazer com esse novo carro. E um calendário cheio de datas.
Até lá a gente vai continuar acompanhando. Mas enquanto isso. Não esqueça das próximas edições do nosso programa. Semana que vem. Se Deus quiser. A gente está de volta com mais uma edição desse grande podcast. E os nossos parceiros também vão estar na ativa. Não só o Arcuri. Lá com as grandes coberturas aqui no RFDAL. Mas também lá no Cardo Arcuri. Oficial no Instagram. Assim como também o Robson. Lá no canal Relargado. O Robson que eu conheci lá em Goiânia em 2024.
Quando eu estava fazendo a Stock Car. Cobrindo aquela edição. Aquela etapa em loco.
E ele vai estar ativo não só no canal Relargada, mas também no próprio Instagram dele, o Robson Ribeiro. Que continua tendo fotos muito legais sobre os finais de semana de corrida que ele tá indo cobrindo o óculos. E falando em cobertura, não esquece de seguir o pessoal do Portal ITV High Speed, que cobre diversas categorias do automobilismo nacional e internacional. E também o meu amigo Fábio Santana e a Tamiris Moura lá no Portal JW News.
Assim também como o meu amigo Rodrigo Carelli, que faz um grande conteúdo sobre automobilismo histórico lá no canal dele, o Entusiasta sobre Rodas. Obrigado
Por hoje, até a próxima e um grande abraço.