Roberto Martinez
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- Viagem PortugalPotencial de Portugal no Mundial · Ligação do povo português com a seleção · Importância do núcleo familiar para o jogador
- Ego e desempenho no futebolVincent Kompany · Cristiano Ronaldo como capitão · Importância de um bom capitão · Harry Kane como ponta de lança
- Futebol PortuguêsPaixão pelo futebol em Portugal · Formação de jogadores · Competitividade da indústria futebolística · Metodologia de treino em Portugal · Sucesso em competições de formação
- Pauta Identitaria e CulturalCatalunha e Espanha · Casamento com escocesa · Filhas Luela e Safiana · Adaptação a Portugal · Pensamento em diferentes línguas
- Infância e padrões familiaresOrigens em Balaguer · Pais e sapateria · Influência do pai · Nome da mãe 'Amor'
- O Jogo Moderno e a Tomada de RiscoDefesa com bola e dinâmica · Tomada de risco no futebol · Exemplos de equipas que tomam risco (PSG, Bayern) · Inteligência em movimento dos jogadores (João Neves, Vitinha)
- Carreira Fabio PorchatCarreira futebolística · Licenciatura em Fisioterapia · MBA em Gestão · Diploma de Treinador
- Patriotismo e identidade nacionalLetra do hino português · Significado do hino para a equipa · Representação do povo português
O meu convidado de hoje, arrisco dizer, é mais português do que espanhol. Sei que estou a ser provocador, mas o homem que tenho à minha frente nasceu na Catalunha, num varão muito quente de 1973. Na sua cidade, cercada pelo rio Segre, com ruas pequenas e muito árabes, mas a praça de Mercadal teve uma infância que eu não sei se foi feliz, julgo que sim.
Mas daqui a pouco perguntar-lhe-ei. Os seus pais tinham uma sapataria em Balaguer e a sua mãe, imagine-se, creio eu, chama-se amor. Foi futebolista, mas nunca deixou de estudar. Licenciou-se em fisioterapia, tirou um MBA em gestão e tem o diploma mais alto de habilitação de treinador.
não há quem não o considere um gentleman, um senhor. É um homem do mundo, casou com uma escocesa, viveu em Inglaterra e na Bélgica, tem duas filhas e é com muito gosto que lhe digo que à minha frente está Roberto Martínez, selecionador nacional.
Muito obrigado, é um grande prazer estar aqui consigo e vamos tentar fazer aqui uma coisa diferente. Eu, só aqui para começarmos, posso não lhe chamar, mister? Oh, pode, pode. O prazer é meu. Muito obrigado pelo convite e muito obrigado pela introdução, que é muito, muito boa.
Olha, e esta coisa de não lhe chamar mister Porque eu não me consigo, se eu fosse do futebol Era obrigatório chamar-lhe mister Mas... Mas este é um contexto diferente Totalmente diferente Roberto, é tão boa pessoa como parece
Eu acho que é uma boa reflexão, porque o meu pai... Se chamava Roberto Martínez. Isso, e tinha uma relação muito, muito forte. E eu falava muito com ele. Ele adorava o futebol, a sua vida era futebol. E ia ser futebolista? E falávamos de futebol, mas ele sempre dizia o importante é ganhar, mas sendo boa pessoa. Tentar ganhar...
E ser boa pessoa dá mais satisfação. Então eu tive sempre essa mensagem que é importante ser boa pessoa. Se eu conseguir ser a metade da boa pessoa que o meu pai foi, é uma vitória da vida. Mas o seu pai partiu há relativamente pouco tempo. Um ano. Um ano. Sim, um ano antes da Liga das Nações e tivemos uma conversa.
E vieram uma última conversa. Tivemos, tivemos. Tive a oportunidade de estar com ele. E ele disse que vais ganhar com Portugal. Tens trofeos com Portugal. Então, foi em dezembro, ganhamos.
contra a Espanha na final da Liga das Nações. E espero também, eu disse, que o trofeu que eu queria oferecer para ele era o Mundial. Que é importante. A competência não precisa ser agressiva. Para os miúdos na escola que têm os sonhos. E eu acredito muito no respeito.
de um grupo de pessoas que estão a lutar para um sonho comum. Mas o que o Luís está a dizer, eu acho que Portugal deveria ganhar o Mundial porque os jogadores merecem. E o povo português tem uma ligação com a nossa seleção que é muito especial. Eu fiquei surpreendido com aquilo que a seleção dá ao povo português. Então há uma mistura entre...
o compromisso e talento do jogador português que trabalha muito para estar e entrar na seleção e o que a seleção transmite. Então é isso que é importante para Portugal poder ganhar o Mundial.
Eu disse bem há pouco, Plaza del Mercadal. É uma praça que ficava perto da sapateria? Muito, muito perto. Eu lembro de jogar a bola na Praça Mercadal e também porque já era um espaço multicultural onde entre os 5 e 7 anos...
jogar a bola era o propósito do dia, competitividade, ganhar o jogo, e ficava muito perto da sapeteria, que era poder chegar à sapeteria e dizer, sim, ganhamos ou não ganhamos, marque um gol ou não, era a partir do dia.
E o seu pai costumava estar lá Já estava lá Depois da carreira futebolista Ele acaba sempre por ter uma ligação com o futebol Pois A sapateria ele nunca estava lá dentro Estava lá Foi uma promessa A minha mãe Teve uma relação muito boa Com o meu pai E ela acompanhou o meu pai Durante a sua carreira profissional E ela acompanhou o meu pai
Quando reformou-se, o meu pai continuou, tentou ser treinador, mas a minha mãe é onde queria executar o seu sonho, que era ter uma sapateria. Tão bonito. Por quê? Mas porque eu acho que foi um exemplo muito, muito bom que o jogador que jogou futebol, o jogador...
Tem uma família E a família também tem Uma exigência De apoiar o jogador Mas há sonhos Mas tem sonhos que às vezes ficam adiados Exatamente E eu acho que é uma responsabilidade do jogador Depois tentar atingir esses sonhos Eu tive esse exemplo Em casa Onde o meu pai
dá a oportunidade de atingir o sonho à minha mãe e continuar a treinar mais de uma maneira mais local e ficar perto da família. Então, isso foi um exemplo que eu percebi que uma família precisa de estar bem para o jogador poder dar o melhor nível.
Então é um processo muito importante onde o jogador treina, chega a casa e a família fica contenta, satisfeita e espera de atingir sonhos depois da carreira do jogador. Então o núcleo familiar.
É muito importante. E é isso que eu percebi durante o Europeu 2024, com a nossa seleção na Alemanha. Os momentos onde a família chegava no hotel da concentração. Era o melhor treino. Era o treino de dar energia. Era o treino de dar...
orgulho e acho que precisamos de utilizar isso durante o Mundial. Não faz sentido ter um jogador 50 dias sem família e pensar que consegue dar o melhor nível, porque isso não é assim. É uma pessoa que joga o futebol e não é só um jogador com talento. Claro. Duas ou três questões rápidas antes de falarmos aqui do Mundial.
Esta coisa, eu achei quase que era um engano Quando vi Sobre a sua mãe De ela se chamar Amor Aliás é muito engraçado Já falamos dos nomes das suas filhas Que são Não quero cabrar Para quem não sabe acho que vai ficar surpreendida E bem surpreendido Mas Amor É um nome belíssimo
É a melhor das palavras E cria felicidade Porque quando as pessoas chamam a minha mãe na rua As pessoas que não conhecem a minha mãe ficam surpreendidas Porque há muito amor e muito carinho na rua Mas é certo, é um nome muito forte Que tem um significado importante E ela também vive a vida com o seu nome
E o seu marido, o seu pai, chamava-lhe Amor. Exatamente. Meu amor. Era a única que eu podia dizer isso. Exato. É um catalão casado com uma escocesa. Qual dos dois é mais independentista?
É giro, porque para nós é uma brincadeira em casa. É uma brincadeira? É, porque eu sou muito apolítico, porque não faz sentido. Eu nasci na Cataluña, mas o meu pai era espanhol, de Saragossa, a minha mãe catalã. A minha mãe falou sempre em catalã e o pai falou sempre em espanhol. E entre os dois falavam como?
O pai em espanhol e a mãe em catalão. Então, para mim, foi sempre um espaço onde faz parte da nossa vida as diferenças culturais, línguas diferentes e tudo com respeito.
Então, para nós, eu sou muito apolítico. E é tolerante, não é? Porque, aliás, a sua vida é casada com uma escocesa, tem duas filhas que nascem em Inglaterra, julgo eu. Na Inglaterra, em Manchester. Em Manchester, vivem vários anos, quase 10 anos na Bélgica. Exatamente. E agora estão em Portugal.
E agora estão a estudar português E adoram português Então há de estar-se bem Muito bem Eu agradeço muito Os vizinhos De Cascais E as zonas onde nós estamos Porque A família adora Viver em Portugal Que para mim foi um ponto importante Porque
Nós vivemos 21 anos no Reino Unido, depois 7 anos na Bélgica, então já tinha saudades de voltar à Península Ibérica e poder mostrar a Península Ibérica às minhas filhas. E elas estão a adorar a comida, o clima, a hospitalidade do povo português. Então é uma experiência...
Muito boa e eu gosto que as minhas filhas sejam respeituosas, que tenham orgulho e estejam muito satisfeitas com as raízes e onde que nasceram. Mas isso não é importante nas nossas vidas. Sabem que as filhas de Roberto Martínez e de Beth chamam-se Luela e Safiana.
Pois, Luís, é um desafio. É um desafio. Encontrar... Isto é quase gaelico. Não, mas o desafio é encontrar nomes que tenham a mesma pronunciação em inglês, em catalão e em espanhol. Foi isso o desafio. Então, Luella é um nome americano.
que gostamos muito dela. E a filha mais nova é Safiana, que é um nome árabe, que o significado é a melhor amiga da sua irmã.
Então, é um nome que tem muito significado, mas é muito fácil a pronunciação em catalão. É safiana, em espanhol safiana, em inglês safiana. Então, são nomes que gostamos muito.
É extraordinário, porque antes, mesmo antes de estarmos aqui a falar, nesta entrevista, troquei três ou quatro minutos de conversa com o Roberto Martínez e falávamos do Vincent Kompany, treinador do Bayern Múnich, que foi seu jogador e seu capitão na seleção da Bélgica e que é hoje um dos grandes treinadores da atualidade.
E também, quando olhamos para ele, há liderança, por um lado, mas por outro lado há uma confiança. Olhamos e confiamos naquela pessoa. Pois. E são novas lideranças que valem a pena. São. Eu acho que é um exemplo. O Vincent Kompany, o seu percurso, não só futbolístico, é o percurso da vida. Os seus pais chegam na Bélgica, do Congo.
E depois, eu acho que é genético, tem uma liderança genética, mas também o que acontece em casa, que no seu pai, que é também uma pessoa muito, muito trabalhadora, sólida, consistente e muito competente. E é deputado agora. E é o exemplo que o Vincent...
Durante a sua carreira, começa na Bélgica, no Anderlecht, mas depois eu passo na Alemanha, prepara aquilo que ele vai fazer na Inglaterra e agora como treinador. Não se pode queixar dos capitães que tem, não é? Agora Cristiano Ronaldo, Vincent Kompany, portanto, fantásticos capitães.
E figuras Para lá do futebol também Figuras muito, muito importantes No dia a dia Eu acho que uma equipa precisa de um bom capitão Já vamos falar Eu vou tentar não falar do Cristiano Ronaldo Só uma vez no final Mas
Roberto, nós podemos sendo o mais pragmáticos possível, podemos mesmo ser campeões do mundo? Podemos, podemos é o meu terceiro mundial então já tenho boa experiência o que nós podemos falar agora é a seleção portuguesa tem o talento para ganhar o mundial? Tem isso é certeza A seleção
Mas para chegar a ganhar o Mundial precisa de muitas mais coisas que acontecem durante o torneio. E é aqui onde nós temos o desafio do convívio, o dia a dia, o trabalho, a qualidade. E alguma sorte também. Também, no futebol não há muitas pessoas que falam de sorte, mas faz parte. Quando vemos os melhores jogadores do mundo.
Com um compromisso total no relevado Há momentos chave E momentos de sorte Que têm influência Mas também Os pormenores, os detalhes Os torneios Os torneios são
São momentos. Nós tivemos isso com a França durante o Europeu. Aliás, eu devo dizer, Roberto, que de todas as seleções, realmente a seleção francesa é uma parada de estrelas, não é? Mas o Roberto foi, provavelmente, o selecionador que nos últimos anos mais conseguiu, acabámos por perder, mas conseguiu travar aquela máquina, não é? Mas aquela seleção francesa é uma seleção, de facto, incrível, não é? É.
É incrível porque tem um treinador muito experiente que utiliza os seus jogadores muito bem, mas é um país de volume com muitos jogadores. Mas eu adorei o jogo. Eu acho que o jogo de Portugal contra a França no Europeu 2024 foi muito, muito importante. Muito importante para nós.
para poder perceber que podemos jogar olhos nos olhos contra a França, contra as melhores equipas do mundo, como já fizemos contra a Alemanha, como fizemos contra a Espanha, mas eu acho que é um sentimento que nós atingimos durante o jogo. E há derrotas que podem ser vitórias. Pois, mas foi um empate. Foi um empate, porque o prolongamento é um momento para...
Avaliar muito bem e analisar bem, porque nós jogamos muito bem e merecemos ganhar. Depois o que acontece faz parte de decidir quem continua no torneio. Mas esse jogo, sem dúvida, é o jogo que prepara a nossa vitória na Liga das Nações.
Como é que define o futebol português? Se apenas o pudesse definir numa frase, o que é que o futebol português tem de diferente em relação a todas as outras culturas futebolísticas? Paixão. Eu diria que o futebol é mais que um jogo em Portugal. E é isso que faz...
depois de um jogo precisamos de uma justificação. Quando uma equipa portuguesa não ganha, precisamos de ter uma justificação. Foi uma má decisão do treinador, ou foi o árbitro, ou foi... Não, no futebol há duas equipas, normalmente uma ganha e a outra perde.
E às vezes a diferença é se o bola bate no poste ou entra e de repente muda tudo. Exatamente. Muda a análise. É um componente emocional também. Mas eu adoro a paixão do futebol português em geral. Adoro também o que Portugal faz com a formação. É um exemplo incrível. Depois há aspectos que precisamos de melhorar. Eu acho que há aspectos muito, muito, muito importantes.
que precisamos de tomar responsabilidade e trabalhar todos juntos, a Liga, a Federação e tentar melhorar. Mas também é bom ter uma pausa e ter muito, muito orgulho por aquilo que está acontecendo.
A sério o futebol português. Porque o Roberto fala de França como um exemplo de facto o número de praticantes o país ser grande, ser cinco vezes maior que Portugal. Como é que Portugal que tem 10 milhões de habitantes consegue ter uma indústria tão competitiva como o futebol?
Aliás, é Bélgica também Também, e eu acho que há um aspecto Que é cultural Eu acho que o português, a pessoa portuguesa Consegue sair Ao estrangeiro e ser importante E isso não é fácil Porque há muitas culturas E muitos países Que acham que precisam Uma área de conforto
E o português já aconteceu há muitos, muitos anos. Os navegadores, eu acho que é um sentimento de falar idiomas, de perceber a importância de trabalhar em equipa, o que os nossos jogadores fazem no estrangeiro.
É fantástico. Isso é um aspecto genético. Depois, dentro do futebol português, eu percebo que há muitos anos onde os treinadores trabalham muito bem. Há muita boa metodologia. Trabalho de detalhe, estrutura, utilizar o talento individual.
no contexto de equipa. E isso não é fácil. É muito metodológico. A universidade acho que ajudou muito nessa metodologia do treinador português. E o Carlos Queiroz e depois o Zé Mourinho foram... Exatamente. E isso faz parte para que o nosso jogador português ache que a sua responsabilidade é perceber o que o treinador está a dizer e o aspecto táctico.
E depois há o aspecto competitivo. E é aqui onde os quadros competitivos do futebol de formação em Portugal são muito diferentes que outros países. Então ter as equipas de revelação, sub-23, depois as equipas B, depois a oportunidade de chegar à primeira equipa. Então há esses calores que são muito, muito bons.
E os nossos miúdos Jogar com a seleção portuguesa Ganhar o Mundial sub-17 Ganhar o Europeu sub-17 Apurar as melhores competições Isso é que faz o caminho do jogador Eu lembro-me que quando era miúdo Nós temos a mesma idade Eu sou mais velho, sou de 71 71, 73
E em 1971 eu lembro que quando tinha 12 anos e 13 anos E comecei a ver futebol Muitas vezes, a sério Dizia-se que Portugal seria campeão do mundo Se o futebol não tivesse baliza Não sei se alguém lhe disse isto Já ouvi isso
Faz parte. Evoluímos. Muito. Eu acho que agora não é... Estamos a falar de... Portugal tem o melhor marcador de sempre. Da história do futebol. Eu acho que o futebol é fácil entre as áreas. É muito fácil. E as academias...
Fazem isso muito bem, jogar fácil Mas é dentro da área O contacto Defender bem, atacar bem E Portugal é um exemplo Temos jogadores Sonho Ontem estava a ver Ainda nestes dias estava a ver De facto o Vitinho Ou o João Neves São jogadores de facto incríveis
que pensam o jogo, é inteligência em movimento. Isso é muito bonito ver pessoas. A inteligência vale muito. Muito. O futebol é para pensar e tomar decisões. Mas eu adoro as equipas que tomam risco. As equipas que...
Querem defender rápido, acima. E jogadores como João Neves, Vitinha, têm isso. Não é fácil. As gerações dos 71, 72, 73, tínhamos o médio, era um jogador agressivo, alto, forte.
Para defender bem. Agora não. Agora é defender com bola. É defender dinâmico e ter a capacidade, personalidade de tomar risco. O jogo do PSG contra o Bayern de Múnich, que é o maior nível no futebol mundial agora.
São duas equipas que toman risco, que querem marcar golos, que querem ganhar com a posse de bola. E isso é um exemplo fantástico para o futebol moderno. E é um exemplo num mundo como o nosso, apesar do Roberto Martins ser político.
Mas num mundo como nós que é tão aprisionado Com tantos medos É um futebol que exalta a liberdade A liberdade O positivo Da confiança Nós as pessoas precisamos De futebol assim para acreditar Aquilo que nós queremos atingir Seja no real lado ou fora de...
Não é preciso dizer que o meu convidado de hoje é Roberto Martínez, basta ouvi-lo um bocadinho e percebemos, não que ele fale mal português, é impressionante, eu nunca vi ninguém chegar a Portugal e falar tão bem português, ainda por cima sendo espanhol, catalão, e portanto isso já falamos um bocadinho, já falaremos sobre isso, mas muito obrigado por isso, pelo seu exemplo, que é um exemplo também de grande respeito pelo país.
A língua portuguesa conquistou Mas tem jeito para línguas Não era possível Mas fala Fala melhor que muitos portugueses Obrigado, é um desafio Eu adoro o desafio porque A pronunciação Não é uma língua fácil Mas eu sempre queria Se eu fosse um adepto Da seleção eu queria o meu selecionador Falar português e é isso Uma coisa é falar bem, melhor ou pior A mídia
E canta o hino E sabe melhor a letra do hino português Do que a letra do hino espanhol Até porque o hino espanhol não tem letra Exatamente, o espanhol não tem letra Mas é o primeiro dia que cheguei na cidade de futebol E foi um momento muito interessante Nós temos a letra do hino Nas paredes da cidade de futebol Então é um momento Que mostra o significado Do hino
a uma equipa, uma equipa que representa o povo português. Então, eu acho que o significado das letras são muito, muito importantes, não só para o selecionador que chega, mas também para o mído, aos 15 anos que chega a vestir a camisola da seleção. Então, o himno não é só o himno, a razão de estar juntos a lutar por o nosso sonho. Por um ideal comum. Comum.
Leva camisas que cheguem para todos os dias do Mundial? Eu sei fazer a mala. Você sabe fazer a mala? Sim, sim. Então agora o Mundial é o Mundial mais exigente de sempre. 104 jogos, 8 jogos para chegar à final. Vou levar 8, mais uma, para a celebração aqui em Lisboa.
Uma para a celebração em Lisboa, oito, porque só podem ser oito jogos até à final. E, portanto, sim. E pode acontecer alguma grande surpresa nos convocados. Os nossos jogadores que estão a ouvir esta entrevista e que podem ser convocados, e o número de possibilidades cresceu muito, consigo também.
Pode haver alguma surpresa? A surpresa no futebol é não haver surpresas. Mas eu falei disso. Nós temos um trabalho muito definido. Há período para apanhar informação, acompanhar os jogadores.
Que é o desafio que nós tivemos Durante os últimos três anos Para a minha equipa técnica Era manter o equilíbrio Uma seleção não é bom Mudar 23 jogadores em todos os jogos Porque não consegue Sincronização A ideia de jogo Era uma dinâmica coletiva Precisamos de repetir E trabalhar juntos Então um aspecto é uma continuação E depois abrir a porta Porque A mídia
Portugal tem jogadores que todos os anos chegam aos melhores balneários do futebol mundial. Então, acho que durante os últimos três anos conseguimos o equilíbrio. Então, nós temos, eu diria agora, 42 jogadores.
onde para mim é muito difícil explicar por que um jogador não entra. Eu posso explicar por que um jogador entra, mas é muito difícil. Há jogadores que não entram porque não há espaço e há outro jogador que entra. Então eu fiquei muito contente no último estágio.
Poder utilizar as novas, o regulamento agora na FIFA é diferente, nós podemos utilizar 11 sustituções. Isso nunca aconteceu. Para nós, poder fazer 8 sustituções ao intervalo e continuar a ver a mesma seleção, a ideia de jogo, isso é um privilégio. É um privilégio porque temos.
O número de jogadores que têm o talento Mas depois o compromisso para trabalhar nos treinos E entender Por outro lado E falávamos no início de ser uma boa pessoa Trabalhar para ser uma boa pessoa Não apenas um grande treinador Não apenas um vencedor Mas um vencedor tendo bons princípios de vida
Isto deve ser um momento doloroso Porque escolher E é sua função, tem que escolher Tem que decidir, tem que assumir a responsabilidade Mas implica sempre não escolher alguém E não escolher pessoas que poderiam estar E que têm sentimentos E que vão sofrer muito Por não serem escolhidos Isso passa-lhe pela cabeça Também Passa, mas é importante Primeiro Honestidade Depois muito trabalho
Porque nós temos razões para escolher. Não temos razões para... Ainda não tivemos uma razão para deixar um jogador fora. Então, o jogador é muito fácil excluir. Muito fácil. Mas a pessoa é muito difícil. E é um momento importante na carreira de um jogador. Entrar na última convocatória mundial ou no europeu são momentos muito, muito importantes. Mas não...
A um nível profissional É um nível humano E é isso que é difícil As pessoas Sabem que aquela coisa A desconfiança Então quando são espanhóis A desconfiança dos portugueses Não é a estrozer manos Mas um calma Ainda há a desconfiança
Porque de facto ganhou a Liga das Nações Conseguiu pela primeira vez Uma fase de qualificação Absolutamente incólume Só com vitórias Portanto o balanço é muitíssimo positivo Ainda existe alguma desconfiança Por não ser português? Mas isso eu acho que não Eu acho que não porque sou espanhol
Porque nasci em Catalunha, mas também estou... A minha esposa é britânica, então posso ter passaporte britânico. Então o passaporte é uma coisa que consegues escolher. Eu acho que é importante... Quantos anos é que tem a Beth? A Beth? A sua mulher. Tem a vossa idade. Em casa falamos de mundiais. É do Mundial de Espanha, 82. 82? 82. Sim.
Era uma pergunta Realmente Era uma questão que tinha uma coisa O melhor é fazerem Outra vez um terceiro filho E ser português Pois, pois Olha, era uma bela ideia Aqui A Beth é a que Em casa é a que manda Então, 1900 Não posso falar de futebol Mas mais
Não é mais nada, não é mais nada Senão ela começa a falar em escocês o dialeto E não consegue lá, e não consegue percebê-la nunca mais Ao contrário do seu pai com a sua mãe A bela, uma bela senhora que se chamava Que se chama Amor Amor Bem, eu, uma curiosidade Em que língua fala quando pensa?
É interessante porque muda, muda. Eu acho que é o contexto. Eu comecei a pensar em catalão, depois estive na universidade em Saragossa, e aqui comecei a pensar em espanhol, e depois foi um período na Inglaterra.
de 21 anos, eu acho que quando comecei a treinar na Premier League, que há muita conferência de imprensa e preciso de pensar muito no momento, comecei a pensar em inglês. Mas agora...
Já tive a experiência de pensar E sonhar em português Já Eu acho que foi depois de dois anos Então isso fiquei Muito contente E na Bélgica falava o quê?
Inglês. É um exemplo da complexidade. A Bélgica tem três línguas oficiais. O flamengo, o francês e o alemão. Não há muitas pessoas que sabem que o alemão há uma população de 200 mil.
habitantes e o alemão é um idioma é uma língua oficial então para nós era importante trabalhar numa língua neutra e trabalhamos em inglês e depois dar liberdade porque é importante as línguas e os jogadores tinham liberdade para falar a sua língua e eu acho que isso é muito importante dentro do balneário então
Ter o equilíbrio de respeito E também de conforto Falava da língua Mas Em que língua pensa Fala quando pensa E a terra Que terra é a sua?
A nossa terra em casa é muito fácil, é onde estamos juntos. Normalmente o que está a acontecer é que o futebol nos leva ao propósito. E a nossa terra gostamos de descobrir, de utilizar o futebol.
para descobrir culturas e descobrir histórias novas, mas a nossa terra é onde é que nós estamos. Sabes que existiu aqui uma figura política, aqui em Portugal, que morreu tragicamente num desastre de avião, num desastre. Certamente que não um desastre, foi um crime.
Um atentado, que se chamava Francisco Sá Carneiro E que se apaixonou por uma mulher E teve que se... Saiu de casa Era casado com... Era conservador, de um partido conservador Mas ele apaixonou-se por essa mulher Uma mulher sueca, muito bonita Senua porque senu
E ele dizia sempre que a minha casa era quando ele via a Senu. Achava que tinha chegado a casa. E é um pouco isso que diz, não é? A família, quando olha a sua mulher, as suas filhas, chegou a casa. É a sua terra.
Concordo, concordo com esse sentimento, porque é assim, é assim, nós podemos estar num propósito exigente, e seja o país que seja, mas chegar a casa eu porto seguro, e olhar para a felicidade dos teus, é isso, é casa.
Muito bem, Roberto Martinez É o meu convidado Nós temos oito ou nove minutos Até acabarmos Vamos fazer aquele exercício que eu gosto muito de fazer Das questões Eu digo umas palavras Uma palavra, um nome E o Roberto diz o que é Muito bem
Kilt Tradição O sogro Eu já ouvi falar do sogro Aqui é rápido A pergunta é rápida Mas eu acho que durante a minha carreira de selecionador O problema que eu tive Era jogar contra a Escócia E jogamos contra a Escócia Com Portugal duas vezes Também jogamos contra a Escócia
Com a Bélgica, e não, os dias antes e depois do jogo, com o sogro no fórum. Era mesmo. O sogro é o ser típico. E é o quilt. Eu acho que é o quilt. Consegue ver o meu sogro? Já pôs alguma vez um quilt? Não, não. O meu, o irmão da Beth, no seu casamento, o quilt era uniforme. Onde é que casaram?
fora de Glasgow. Eu casei em Gales. Era o treinador de Swansea, nessa altura, e casamos em South Wales. Mas o irmão de Beth casou-se com Kilt, e o uniforme era o Kilt, mas para um catalão.
Não dá. Não dá, não dá. Não consegui. O real... Fala, eles falam de... O real Scotsman. O kilt é diferente que um... Claro. Um estrangeiro a... A usar. A usar o kilt.
Na Catalunya eu gosto muito Como é que aquilo se chama? Acho muito bonito Muito forte a identidade catalã A Barretina? Os Castelhenses Só para quem não sabe Trabalho de equipa Muito acreditar no teu colega
São dezenas de pessoas que se encaixam umas nas outras E vão subindo fazendo uma construção humana E é uma competição também E é uma competição A pessoa mais pequena É a pessoa que chega Lá cima É um exemplo, é fantástico É muito bonito E é identitário
Pois é, pois é Uma coisa lá, uma vez em Barcelona Catalães deram Sabe aquele vinho que se bebe E depois Eu entornei-me todo Não sei como é Vinho doce Moscatelho Sim Bebe-se com a bota
Com a bota e depois eu não consegui Eles riam, enfim Fui um joguete nas mãos dos catalães Mas não estou E se eu lhe dissesse Deus? Tem uma relação com Deus? Tenho, tenho É muito pessoal e é de tranquilidade É de paz Eu acho a minha relação com Deus É encontrar a tranquilidade
Apaziguamente Sim, em casa a minha mãe é muito católica E isso eu acho que aprendi a encontrar a tranquilidade interna com uma relação pessoal
E é muito aquilo que é mais desafiador na relação com o livro, pelo menos para mim, é a ideia do silêncio, não é? Enfrentarmos o silêncio e ficarmos mais fortes com isso. Hoje, este tempo, já viu que toda a gente... Nós fugimos do silêncio.
Fugimos como o Diabo da Cruz Até nos jogos de futebol Quando há o minuto As pessoas interrompem A bater palmas Porque não conseguem suportar o silêncio E o silêncio pode ser extraordinário Eu gosto do silêncio Mas é sempre na vida O contexto e o momento certo O silêncio no momento certo Ajuda muito Bet
E a estabilidade É a minha Em inglês é rock The rock Sempre muito estável Ganhar ou perder em casa A Beth não muda É uma rocha É uma rocha É o meu equilíbrio E ao seu amor Pois, pois, tira sorte Pai
Inspiração Porque eu conheci o futebol Pelo pai Lembra-se de algum gol que ele tenha marcado? Não, não Porque ele era mais velho Ele era lateral e não marcava Ele era um bom defensor Não era o João Cancil Era um defensor Que eu gostava muito
De manter a baliza zero Mas era uma pessoa incrível E é isso Lateral direito? Lateral direito, era E ele fez o percurso contrário ao meu Ele nasceu em Saragossa E jogou em Balaguer, terminou Algeciras E eu nasci em Balaguer E cheguei a Saragossa Que engraçado O destino, eu acredito muito Qual era a sua posição?
Era de seis Há uma coisa que eu não consigo imaginar Mas conto É que uma vez O Roberto Martins não tinha lugar na seleção portuguesa Não Não tinha Eu tinha na equipa de apoio A ajudar para fora
No Real Ballas, sem dúvida não Até eu poderia acompanhá-lo aí Ainda dava uma perninha na equipa de apoio Sentado Mas Uma história incrível porque Quando jogava Juk na segunda divisão Juk era a premiership inglesa Walsall Foi uma época que lhe correu muito mal Fez seis ou sete jogos ou oito jogos Sendo que desses seis ou sete ou oito jogos Foi expulso duas vezes Eu não consigo imaginar como é que o gentleman Que tem à minha frente foi expulso duas vezes A mídia
Eu aprendi muito. Eu acho que foi... Eu estava em Motherwell e a equipa rompiu com tudo. Os clubes na Escócia não têm uma estrutura forte e aqui o dono deixou de pagar e todos os jogadores foram embora e foi um momento muito difícil. E eu tive dez meses que não conseguia...
Não conseguia encontrar... Motivação? Não, era como compreender como era possível fazer isso. Que alguém não podia... Tudo aquilo que foi concordado e o compromisso...
De ser o dono de um clube E o jogador tem o compromisso de ser o jogador do clube E ter o percurso junto Mas mais uma vez Os obstáculos da vida Ajudaram depois Muito, muito É o momento que eu Encontro o silêncio É o momento de ir a Swansea E aqui com a experiência E tudo aquilo que aconteceu Durante muitos anos A mídia
Foi encontrar uma casa futbolística que foi muito boa. Muito bem. E se eu lhe disser cristiano? Exemplo. Exemplo. Eu posso falar... Eu acho que o cristiano é...
É o referente de futebol mundial e depois o jogador da seleção. São duas figuras diferentes. Sendo que ele hoje é mais do que o futebol, não é? É uma figura global. É, mas quando a seleção está junta, é só um jogador de futebol. E é isso que ele é muito, muito inteligente. Ele é um capitão e mostra compromisso com uma seleção que é exemplar. É incrível. Eu acho que é a fome do Cristiano e eu acho que é o fome do Cristiano.
Como é que a única curiosidade, quer dizer, tenho muitas curiosidades do Cristiano, não é? O Cristiano é daquelas figuras, só o vi uma vez, longe, e de facto ele entra e há qualquer coisa energética que capta, não é? É uma coisa normal, é um carisma, se quiser. Agora, a grande curiosidade que tenho é como é que alguém que hoje é milionário, multimilionário, um homem muito rico,
tem a motivação para continuar a sacrificar o seu corpo em função de um objetivo. É muito fácil, muito fácil, Luís. Porque o Cristiano não joga por dinheiro, não joga por títulos, ele joga por melhorar.
E isso é incrível. O Cristiano pode ganhar a Liga de Campeões ou ganhar a Bota de Ouro. E o dia a seguir é o dia onde o Cristiano tenta melhorar. Então, é único ter um percurso de 22 anos pela seleção, o número de jogos que está a jogar. Não há outro jogador. E eu acho que...
É a fome Nós não podemos A equipa técnica consegue medir tudo Do jogador, mas há um aspecto Que é a fome do jogador Que não é possível Há um jogador que eu acho extraordinário
Para mim, nesta altura, para mim, quem sou? Eu preciso ter lata, não é? Mas cá um jogador que para mim é o melhor ponta de lança do mundo, que é o Harry Kane. É um jogador total, não é? Mas depois fui ver, ele tem 505 golos. Exatamente. Como é que é possível? O Harry Kane tem 30 e tal, 32 anos, tem 505 golos. O Cristiano está a aproximar-se dos mil, o dobro dos golos. Pois, e é a longevidade, que acho que o desporto é único. Espantoso.
Para poder medir os jogadores. E é isso. Mas estamos a falar do Cristiano, que é um exemplo, um icono mundial. Mas quando falamos do Cristiano que está agora na seleção para o Mundial 2026, é o jogador que marca 25 golos nos últimos 30 jogos. E é o jogador que...
Chega a treinar e quer ser o melhor. E quer melhorar. Então é isso. Há um aspecto muito diferente. O Cristiano que tem a ciência de dar muito à seleção para continuar na seleção. E depois há a figura de um referente, um icono. Um jogador que deu muito ao futebol. Não só em Portugal, mas ao futebol em geral.
Últimas duas ou três, mesmo muito curtas. Também uma questão é que os números de Cristiano Ronaldo com Roberto Martínez são, julgo eu, os melhores de sempre da seleção. O melhor período da seleção já com 40 anos. Portanto, é notável. Três nomes para acabar. Pedro Proença.
Pedro Proença tem uma exigência, é talvez a primeiro presidente da federação, na estrutura do futebol, não só da federação, que de repente há uma exigência logo. Nós vamos para ser campeões do mundo nunca e é acompanhado pelo selecionador também. Mas esta passagem de Fernando Gomes para Pedro Proença, muito se disse, mas correu bem.
Tem corrido bem. Com profissionalismo. Eu acho que o presidente da federação tem uma responsabilidade muito grande para o futebol português. Então concordo muito. O presidente da federação tem um papel muito importante. Então a liderança, a visão é essencial. E correu muito bem.
Fernando Gomes trabalhou e levou o futebol português a um patamar incrível e agora o presidente Pedro Proença e a direção têm o próximo objetivo, que não é só continuar, é melhorar e acrescentar constantemente. Diogo Jota.
Objetivo. Eu diria, agora já o Diogo Jota para nós é uma luz. Quando há uma situação que é difícil, relembramos o Diogo Jota, porque era sempre isso, era trabalhar para atingir o sonho. E o Diogo Jota queria ganhar o Mundial.
O seu sonho é a nossa responsabilidade. Então, falar do Diogo J. para nós é inspiração, é uma energia muito especial. E eu acho que pode ser a diferença do nosso balneário chegar ao Mundial e fazer aquilo que nunca foi feito. E ele estará lá. Vai estar, como sempre. Conosco-os sempre.
Falava do pai e do pai estar hoje até mais vivo muitas vezes em si do que quando estava vivo. O Diogo também está no seu cemitério privado. Também, e está para a nossa equipa. Isso é muito pessoal, eu acredito muito nos sinais. O primeiro jogo depois da Liga das Nações, marcamos o golo no minuto 21.
O jogo a seguir Na Hungria A Hungria marca No minuto 21 E depois o momento O Rubem Neves Que é o melhor amigo do Diogo Arrumou de cabeça
Marcam um golo de cabeça para ganhar o jogo no minuto 92, estilo Diogo Jota, o timing de entrar na área e finalizar, mas é no jogo número 60 e é o primeiro jogo pela seleção. Então, há momentos e há sinais.
O primeiro gol de Roberto Neves para a seleção é no jogo 60, no minuto 91, 92, ao estilo Diego Jota. Então, para nós, é uma relembrança de sentir a seleção e manter a energia do nosso Diego Jota.
Roberto Martínez, foi um prazer, um privilégio. Todo o meu. Eu estarei, se calhar ainda apareço lá nos Estados Unidos, para lhe dar um abraço. Seria um bom sinal. E era muito bonito ganhar por este povo que às vezes, e por este país que tantas vezes nós portugueses amamos e às vezes gostamos de criticar-nos a nós próprios. Temos esta coisa fatalista.
por nós, mas também por si, para provar que uma boa pessoa pode ser campeã no mundo. Muito obrigado. Obrigado a eu. Muito obrigado.