Episódios de Desconectados- Temporada 1

Mesa Quadrada- Episódio 22: "A mulher do Yakult, a vovó de aluguel e a solidão"

14 de setembro de 202659min
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E se a solidão virou um negócio lucrativo e você é o cliente? Da "avó de aluguel" a governos tentando conter a epidemia de solidão, o isolamento virou mercadoria. Mas a verdade é mais incômoda: fomos engolidos pelo cansaço, pela pressa e pelo fim da comunidade.

Você realmente escolheu essa vida ou só aceitou a derrota? A pergunta que ninguém quer fazer é quanto custa, no bolso e na alma, viver cada vez mais sozinho. Cada episódio te joga uma dúvida, mas te entrega uma crise existencial completamente diferente.

Principais temas:

1m — Quanto custa a intimidade?
A mulher do Yakult que visita idosos para saber se estão vivos. Avós de aluguel. Quando a conexão passa a ter hora, preço e expectativas marcadas.

5m — Quando a necessidade de conexão vira negócio
Yamada, a “vovó de aluguel”. As senhoras do Yakult como oportunidade de negócio. Para algumas pessoas, uma fonte de renda, atividade e sensação de utilidade. Mas quando a necessidade de conexão encontra o utilitarismo, quem ganha com isso?

10m — E se a solidão estiver sendo manipulada?
Por trás da mulher do Yakult e da vovó de aluguel existe uma necessidade real de conexão. Será que deixamos de exercitar a construção de comunidade e de relações mais sólidas? É preguiça ou atrofia? Quando a relação serve apenas para falar de nós mesmos, quem está interessado no outro? E, se todos estão interessados apenas em si mesmos, quem estará interessado em nós?

15m — Quem paga a conta da nossa solidão?
Governos tentam combater a epidemia de solidão porque ela também tem um custo econômico. Para o Estado, custo; para alguns negócios, lucro. Como construir políticas para o interesse coletivo em uma sociedade cada vez mais individualista? Tecnologia, falta de habilidades sociais e a pressão para sermos bons em tudo completam o cenário.

21m — Do individualismo para o cansaço
Cansaço, preguiça, necessidade de segurança e medo: um círculo que se retroalimenta. Estamos cansados de fazer, ter, buscar e acompanhar. Cansados de informação, de velocidade e da sensação permanente de estar ficando para trás. Sabemos de onde vem o cansaço — mas não temos energia para reagir. E, para descansar, recorremos justamente às mesmas coisas que nos esgotam.

26m — Perdemos a capacidade de parar?
Talvez o problema não seja apenas falta de tempo, mas a perda da percepção dos nossos próprios limites. Ócio, descanso, silêncio e tédio parecem precisar de uma justificativa produtiva. Será que ainda conseguimos fazer alguma coisa simplesmente porque nos dá prazer?

34m — Como criar tempo dentro das 24 horas?
O que mudou para termos a sensação de que nunca temos tempo? Velocidade, volume, expectativas. E talvez uma ideia esquecida: aceitar — e até buscar — o tédio.

38m — Dá para construir comunidade em uma sociedade de alta performance?
Colaboração em tempos de competição. Comunidades que se unem pelo ódio e precisam de um culpado — quase sempre o mais fraco. Uma sociedade tão inóspita que até ter filhos parece uma decisão difícil. E uma possível profissão do futuro: gerador de filhos.

52m — Precisamos voltar a pensar no longo prazo
O que acontece quando uma sociedade perde a capacidade de pensar em continuidade? Conexão, filhos, comunidade, sustentabilidade dos negócios e futuro. Talvez a esperança esteja também nos pequenos atos de rebeldia — e na coragem de não ter tanta pressa para chegar.

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