Mesa Quadrada- Episódio 21: "Por que não consigo ter intimidade?"
Queremos ser autênticos, mas queremos também ser aceitos.
Queremos intimidade, mas não queremos nos expor.
Queremos relações, mas queremos eliminar o desconforto que as relações inevitavelmente produzem.
Queremos ser nós mesmos, mas queremos desempenhar perfeitamente todos os nossos papéis.
E ainda queremos o que outro reaja exatamente como esperamos.
Há solução?
Neste bate papo, Edson e Alessandra elaboram um caminho possível.
Índice do episódio
1 min – Quando aprendemos a aceitar o inaceitável. A capacidade de nos adaptarmos a quase tudo pode também se transformar em impotência. Em que momento deixamos de questionar aquilo que nos faz mal?
4 min 30 s – É possível criar intimidade sem abrir mão de quem somos? Confiança, autenticidade e a necessidade de sermos vistos. A intimidade exige que cedamos uma parte de nós ou que encontremos um espaço onde possamos ser aceitos sem deixar de ser autênticos?
7 min 30 s – A intimidade tem muitas formas. Parceiros, amigos, família: intimidade sexual, espiritual, intelectual. O processo de descobrir quem somos enquanto aprendemos a nos relacionar com os outros. Do “eu espelho” à segurança e à aceitação.
12 min – Aprender quem somos enquanto tentamos pertencer. A intimidade entre amigos e a adolescência como laboratório de identidade. Quanto daquilo que acreditamos ser nasce de nós e quanto nasce daquilo que precisamos ser para sermos aceitos?
20 min – A intimidade consigo mesmo. Não podemos dar o que não temos. A insegurança também faz parte da vida, mas a transformamos em algo que precisa ser eliminado. Dar nome ao que sentimos é suficiente para compreender o que sentimos? O perigo de transformar o autoconhecimento em outra forma de paralisia.
28 min – A intimidade precisa de confiança… e de tolerância ao incômodo. O caso dos vizinhos, o medo do julgamento e a hiperexposição. A happycracia e o desaparecimento de alguns rituais sociais que antes nos ensinavam a conviver com a rejeição.
36 min – Para construir intimidade é preciso saber esperar. O tempo de fazer um bolo, uma roda-gigante e a pressão para resolver tudo imediatamente. O que perdemos quando a velocidade substitui o contato? A paciência como habilidade para construir relações.
42 min – A conversa muda de direção. Talvez o problema não seja não sabermos criar intimidade, mas estarmos construindo uma vida que elimina as condições necessárias para ela. Delivery, pressa, excesso de atividade e a transformação dos vínculos em relações transacionais. Como criar intimidade enquanto tentamos nos transformar em versões perfeitas de nós mesmos?
51 min – Recuperar a atenção. A intimidade precisa de tempo, paciência e presença. Não existe transformação imediata: é preciso aprender a dar, receber e permanecer quando o outro também está aprendendo.
1 h – Autenticidade versus performance. O dilema dos nossos múltiplos papéis sociais: queremos ser autênticos enquanto tentamos ser excelentes em todos eles. O amor-próprio, o excesso de entrega como estratégia e a necessidade de reconhecer as dinâmicas que nós mesmos criamos.
1 h 08 min – Sair do pedestal. Diante da performance infinita e de uma sociedade cada vez mais transacional, o primeiro passo pode ser o autoacolhimento: aceitar a imperfeição para voltar a nos relacionar a partir de um lugar menos defensivo.
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