Episódio 32 — Agir como se fosse pequena em nada contribui para o mundo
Existe uma diferença enorme entre ser humilde e se diminuir.
Humildade é reconhecer que você não sabe tudo, que pode aprender, que outras pessoas também têm muito a oferecer.
Se diminuir é outra coisa.
É esconder aquilo que você sabe.
É diminuir os seus sonhos antes que alguém tenha a oportunidade de julgá-los.
É fingir que não quer tanto assim.
É fazer menos para não correr o risco de parecer demais.
E eu acredito que agir como se você fosse pequena em nada contribui para o mundo.
Porque aquilo que existe em você não foi colocado aí para ser escondido.
Os seus dons, a sua inteligência, a sua criatividade, a sua experiência, a sua voz, a sua capacidade de transformar alguma coisa na vida de alguém... tudo isso perde força quando você passa a vida tentando caber em lugares menores do que você.
Talvez você tenha aprendido que aparecer demais incomoda.
Que falar com segurança parece arrogância.
Que querer muito parece ambição demais.
Que ocupar espaço pode fazer alguém se sentir ameaçado.
E, aos poucos, você começa a negociar com a própria potência.
Só que o mundo não precisa de uma versão diminuída de você.
Ele precisa daquilo que você pode entregar quando para de pedir desculpas por existir em grandeza.
Isso não significa acreditar que você é melhor do que alguém.
Significa parar de agir como se fosse menos.
Porque existe uma responsabilidade em reconhecer o próprio potencial.
Você não precisa esperar se sentir pronta para começar a ocupar o lugar que deseja.
Não precisa ter todas as respostas para começar a falar.
Não precisa da aprovação de todo mundo para assumir aquilo que é importante para você.
E talvez a pergunta não seja:
“Quem eu estou autorizada a ser?”
Mas:
“Quem eu poderia me tornar se parasse de me diminuir?”
Porque agir como se fosse pequena em nada contribui para o mundo.
Você não veio para ser uma versão reduzida de si mesma.
Veio para descobrir o tamanho que pode alcançar — e ter coragem de ocupá-lo.