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O Preco De Seguir Jesus Quando Doi (Atos 21:1-16)

16 de agosto de 202631min
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Todo mundo ao redor tenta proteger Paulo, mas ele segue para Jerusalém com os olhos abertos: o Espírito Santo já avisou que o caminho inclui dor, perda e prisão. A partir de Atos 21, a gente conversa sobre uma fé que não depende de cenário favorável, e sobre o tipo de convicção que permanece quando a obediência parece “uma roubada” aos olhos de quem nos ama.
A narrativa passa pela viagem no Mediterrâneo, pelos encontros com discípulos em Tiro e Cesareia e pela profecia de Ágabo, até chegar na frase que corta a alma: Paulo está pronto não só para ser amarrado, mas para morrer pelo nome de Jesus. Daí a pergunta que não dá para terceirizar aparece com força: até onde eu estou disposto a seguir Cristo? A gente aplica isso ao mundo real com exemplos de pressão social, escolhas de carreira, imigração, consciência cristã no trabalho e o risco de transformar Jesus em acessório.
Também falamos de vida de oração e disciplina espiritual em meio a distrações, de mordomia cristã, dízimo e ofertas como parte de uma vida inteira entregue, e de áreas onde muita gente se sente presa, como dinheiro e sexualidade. O fechamento traz o “espinho na carne” e a graça de Deus suficiente, chamando a uma consagração sem maquiagem: somos peregrinos, e nossa prioridade precisa ser o Senhor.
Se essa conversa te confronta ou te encoraja, assine o podcast, compartilhe com alguém que está em decisão difícil e deixe uma avaliação. Qual parte do “preço” você mais sente hoje?

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Participantes neste episódio1
P

Paulo

HostConsultor comportamental canino
Assuntos6
  • Comunhão e Provisão de Jesus· ReligiaoDisposição para sofrer e morrer·Prioridade de Jesus na vida·Pressão social e escolhas de carreira·Consciência cristã no trabalho
  • Fé e Dúvida em Crise· ReligiaoReação dos discípulos à profecia·Obediência apesar da dor·A graça de Deus suficiente
  • Vida de Peregrino e Presença de Deus· ReligiaoSomos estrangeiros e peregrinos·Vida de oração e disciplina espiritual·Distrações e foco em Deus
  • Mordomia Cristã e Fidelidade Financeira· ReligiaoDízimo e ofertas·Fidelidade financeira·Escravidão do dinheiro
  • Viagem de Paulo a Jerusalém· ReligiaoNavegação pelo Mediterrâneo·Encontro com discípulos em Tiro·Profecia de Ágabo
  • Sacrifício em Áreas de Fraqueza· ReligiaoSexualidade·Dinheiro·Poder·Espinho na carne de Paulo
Transcrição1 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
PPaulo

Agora eu quero passar para 36ª mensagem, sermão, pregação, estudo no livro de Atos dos Apóstolos, no capítulo agora 21. E nós estamos caminhando para o— já passamos, agora estamos na quarta última, aliás, ainda não, né? Esse é o final do terceiro quarto do livro, mas a gente tá caminhando para o final. Diz assim, essa é aquela viagem que Paulo deixa a Grécia, Atenas, e começa a arrumar de volta para— prefiro assim— começa a arrumar de volta para Jerusalém no final da sua segunda viagem missionária.

Então, que foi muito mais comprida do que a primeira. E diz assim: depois de nos separarmos deles, embarcamos e navegamos diretamente para Cos. No dia seguinte, fomos para Rodes. E dali até Pátara, península dos Bálcãs ainda, da Grécia. E aí, olha que coisa interessante, hoje o Mediterrâneo parece muito pequeno, né? Mas naquela época ele não era tão pequeno assim para aqueles barcos e aquelas coisas lá. Tanto que a gente vai ver no próximo, na próxima, nas próximas mensagens, que eles sofreram naufrágio porque tentaram viajar no inverno e quase que morreram todos eles.

Então O que hoje para nós, por causa da tecnologia, parece pequeno, não era. Então olha como é que é interessante, ele se refere travessia para Fenícia, porque a maneira mais segura de viajar dentro do Mediterrâneo mesmo era indo com a costa, de olho nas costas, para que você não se perdesse e soubesse por onde você tá indo. Então quando ele fala travessia, porque agora o menor caminho entre dois pontos é uma reta, então ao invés deles irem costeando todo o Mar Vermelho, o Mar Mediterrâneo, até chegarem à Fenícia.

Eles de lá iam fazer uma linha reta para Fenícia. Já é uma aventura maior, porque, porque você vai depender das estrelas e tudo mais para navegar. Então eles, então vamos fazer essa travessia. E embarcamos nele, foi uma baldeação. Aí já era um outro navio e embarcaram. E aí passaram por Chipre, que é uma ilha, terra de Barnabé, e depois rumo ao sul navegaram para Síria, Ciro, Fenícia, aquela região ao norte de Jerusalém. E desembarcamos em Tiro, que é Tiro e Sidon ali, aquela cidade da região onde o nosso navio deveria deixar sua carga.

Encontrando os discípulos daquele lugar que moravam ali, ficamos com eles uma semana. Eles, porém, pelo Espírito— olha que coisa interessante, eu tava pensando sobre isso, porque o Lucas começa essa narrativa quando a gente leu na semana passada, que o apóstolo Paulo estava sendo impelido, compelido pelo Espírito Santo para ir para Jerusalém, sendo que o Espírito Santo avisava que ele ia passar por problemas. E agora o Espírito Santo confirma isso através de outros discípulos, mas qual é a reação deles?

Recomendavam a Paulo que não fosse a Jerusalém. Paulo, o Espírito Santo tá confirmando que é mó furada você ir para lá, e nós gostaríamos muito que você não fosse, porque você está indo para uma roubada. Não é que o Espírito Santo disse uma coisa para Paulo e outra para esses discípulos agora. Não é isso. O que acontece é o mesmo Espírito Santo que falou com Paulo e falou com esses discípulos, eles tiveram reações diferentes ao que o Espírito Santo falou.

Enquanto Paulo disse assim: não tem problema nenhum, eu tô para o que vier, se eu tiver que ser preso, torturado ou morto, a minha vida de nada vale se eu não pregar o evangelho. Os discípulos esses aí que ele encontrou lá em Tiro disseram: Paulo, não vale a pena, não vai. A mensagem era a mesma: você vai sofrer nesse caminho. A decisão é diferente. A decisão de Paulo foi uma e a opinião, né, desses discípulos era outra. Que que isso traz para gente?

O Espírito Santo, ele fala com todos nós, mas ele não nos tira a liberdade de se determinar ou de tomar uma decisão a partir daquilo que nós ouvimos dele. Então o apóstolo Paulo disse: não vale a pena. Viver se não for para pregar o evangelho. Então não tenho medo das adversidades que eu vou enfrentar. E aí então, quando terminou o nosso tempo ali, aquelas 7, aqueles 7 dias, aquela semana, partimos e continuamos viagem. Ou seja, ele estava esperando o navio terminar os assuntos deles para eles continuarem viagem no navio.

Todos os discípulos com suas mulheres e filhos nos acompanharam até fora da cidade, e ali na praia nos ajoelhamos e oramos. Depois de nos despedirmos, embarcamos e eles voltaram para casa. Demos prosseguimento à nossa viagem partindo— peraí, acho que a gente pulou alguma coisa aí. Volta lá no 5, por favor. Todos com suas mulheres e oramos. Depois de nos despedirmos, embarcamos e eles voltaram para casa. Demos prosseguimento à nossa viagem partindo de Tiro e aportamos em Ptolomaida.

Por que esse nome? Porque Ptolomeu é o nome de vários reis do Egito. E várias cidades eram batizadas com nomes de figuras importantes. Então Ptolomeu era uma, Felipe o Macedônio era outra, Alexandre, daí o nome Alexandria. As cidades chamadas de Cesareia, em honra aos Césares, que é o título dos imperadores romanos, né, não é um nome, é um título, que virou depois no alemão Kaiser, no russo Czar. Quer dizer, tudo quer dizer um imperador, né.

Onde saudamos os irmãos e passamos um dia com eles. Estavam agora navegando sul em direção a Jerusalém. Não que Jerusalém tenha praia, né? Eles iam parar em Cesareia, que era o porto. E aí ficamos na casa de Felipe, um dos 7. Quando todo mundo tiver documento, a gente vai fazer uma viagem. Cesareia é uma cidade linda na beira do mar e tem um templo lá que é ruína, mas é muito interessante. É uma das cidades que eu mais gostei de visitar em Israel, e ele tinha 4 filhas virgens que profetizavam.

E depois de passarmos ali vários dias, desceu da Judeia. Desceu por quê? Porque o que eles consideram é que a Judeia é uma área montanhosa, eles chamam de hill country, de área de montanha, e ele foi para praia. Então ele, essa ideia de saiu de Petrópolis e foi lá para o Recreio dos Bandeirantes. Ou para Copacabana. E depois de passarmos ali vários dias, desceu da Judeia, de Petrópolis, um profeta chamado Ágabo. Vindo ao nosso encontro, tomou o cinto de Paulo e, amarrando suas próprias mãos e pés, disse: Assim diz o Espírito Santo: desta maneira os judeus o amarrarão, amarrarão o dono desse cinto em Jerusalém e o entregarão aos gentios.

Quando ouvimos isso, olha que interessante, Nós, ou seja, é Lucas falando, o grupo que estava viajando com Paulo, e o povo dali rogamos a Paulo que não subisse a Jerusalém. Olha, subir por quê? Porque Jerusalém também, de novo, é nota. Olha que coisa interessante, terceira vez que discípulos do Senhor, ouvindo a voz do Espírito Santo, tentam demover o apóstolo Paulo do seu propósito. Terceira vez em que eles, pelo Espírito Santo, dizem: não faça isso, Paulo.

E aí vamos prosseguir. Então Paulo respondeu: Por que vocês estão chorando e partindo o meu coração? Estou pronto não apenas para ser amarrado, mas também para morrer em Jerusalém pelo nome do Senhor Jesus. E como não pudemos dissuadi-lo, desistimos e dissemos: Seja feita a vontade do Senhor. Depois disso, preparamo-nos e subimos para Jerusalém. Alguns dos discípulos de Cesareia nos acompanharam e nos levaram à casa de Minação, onde devíamos ficar.

Ele era natural de Chipre e um dos primeiros discípulos. Que Deus nos abençoe. Vamos voltar lá no 14. Olha aqui essa frase, que coisa tremenda! No 13 então, perdão, do apóstolo Paulo: estou pronto não apenas para ser amarrado, mas também para morrer em Jerusalém pelo nome do Senhor Jesus. Estou pronto. Será que a gente tá pronto? Qual é a nossa prontidão em relação ao preço que nós precisamos pagar para seguir o Senhor Jesus? Isso vai pautar todas as decisões que a gente toma na nossa vida.

Isso diz respeito, irmãos, a devolver o dízimo? Diz, claro que diz. Mas não se trata somente do que, de como a gente lida com o dinheiro e com a nossa vida financeira. Isso diz das escolhas que a gente faz em relação à carreira profissional. E eu não tô dizendo que você tem uma carreira específica que você tem que escolher para seguir Jesus, não é isso, não se trata disso. Mas é se a minha carreira é algo que eu entendi do Senhor, que é o chamado dele para mim, ou é algo que eu estou buscando para uma realização pessoal em primeiro lugar.

Entendem o que eu quero dizer? Qual é o critério Se o critério sou eu, se o critério é a minha satisfação pessoal, se o critério é fazer a minha vontade, eu não estou pronto para seguir Jesus. Porque na hora em que começar a me apertar, na hora em que começar a me doer, na hora em que eu começasse a me sentir ameaçado, na hora em que eu começar a me sentir pressionado, o que que eu vou fazer? Eu vou andar para trás. Isso foi um grande problema entre os mesmos cristãos alguns séculos depois, porque no ano 313 o imperador Constantino baixou um decreto proibindo a perseguição dos cristãos.

Mas antes de Constantino, que tinha uma mãe cristã, o imperador que o antecedeu, que eu não me lembro agora se foi Domiciano ou Diocleciano, ele promoveu a perseguição mais sangrenta de toda a história da cristandade até aquele momento. Em que todos os cristãos eram arrastados, eram obrigados a jurar, a adorar César como Deus. E aí, para quem conhece, foi criado na igreja, conhece a história de Nabucodonosor. Nabucodonosor fez um ídolo, todo mundo devia adorar o ídolo, e Sadraque, Misaque e Abed-Nego disseram o quê?

Nós não vamos nos prostar a esse ídolo. Que que Nabucodonosor fez? Mandou esquentar a fornalha 7 vezes mais e jogou os 3 dentro da fornalha. Então é desse nível de perseguição que a gente tá falando. E nesse nível de perseguição, o que que aconteceu? Muitos daqueles que estavam, faziam parte das igrejas, que frequentava o culto do domingo, simplesmente renunciaram ao Senhor Jesus, prestaram culto à imagem de César, abandonaram a fé.

E aí, quando Constantino se tornou imperador, alguns deles, ou muitos deles, inclusive bispos, líderes da igreja, quiseram voltar à comunhão da igreja. E qual era a disputa que se estabeleceu na igreja? Devemos ou não devemos recebê-lo de volta? E honestamente, eu não tô preocupado com isso, se devemos ou não devemos. Por quê? Porque não importa se a gente faz parte de uma igreja ou não. Eu digo assim oficialmente, se a gente tem um nome lá no nosso rol, isso não é carimbo da nossa— não é que não seja importante, mas isso não é garantia da nossa salvação.

Então você ser parte de uma igreja é uma coisa importante? Sim, claro que é. Ter compromisso? Sim. Mas isso é uma garantia de que você é efetivamente parte do corpo de Cristo, da Igreja de Cristo? Não. E o que essa perseguição revelou foi que essas pessoas, pelo menos até aquele ponto, não eram. E aí a pergunta que fica para nós é: até que ponto eu tô disposto, eu tô disposta a seguir Jesus? Porque essa pergunta é uma pergunta que a gente vai precisar responder em algum momento da nossa vida.

E no final da nossa vida, a gente vai precisar determinar uma escolha. E se Jesus não for o tempo todo a nossa prioridade, a pessoa mais importante da nossa vida, a quem nós nos dedicamos completamente, o que vai acontecer é que um dia a gente vai ser desafiado na nossa fé e a gente vai recuar. Pode ser uma situação de imigração, pode ser uma situação financeira, pode ser uma situação de trabalho. Quantos— que interessante aqui, eu lembrando de um caso ou de vários Quantos médicos cristãos foram processados e ameaçados de perder registro porque se recusaram a praticar aborto?

Porque era algo que feria a consciência e a fé desses médicos. No Brasil é proibido, se você é um psicólogo, se você é um terapeuta, e se uma pessoa que vive na homossexualidade, prefiro colocar assim, mas não está feliz com a sua homossexualidade e procura um terapeuta porque ela quer deixar homossexual, a prática homossexual. Isso é proibido pelo Conselho Regional Federal de Psicologia no Brasil. E se você for psicólogo, você vai ter o seu registro cassado.

Aí vem a pergunta: se você é um psicólogo no Brasil, você tá disposto a ter o seu registro cassado por uma questão de consciência? Até que ponto nós negociamos a nossa fé porque nós somos extremamente pragmáticos? Ou melhor, porque nós não despertamos para necessidade de sermos diferentes. O que que eu quero dizer com isso? Marta falou uma coisa aqui muito interessante, que é Bíblia pura: nessa terra nós somos estrangeiros e peregrinos.

Então não é porque nós estamos nos Estados Unidos, não. Eu e a Marcela viemos lá do mesmo lugar do Rio de Janeiro, lá de Jacarepaguá. A gente não é da freguesia de Jacarepaguá. Isso é circunstancial. A gente não é brasileiro, isso é circunstancial. O crente, ele é antes de tudo um cidadão do céu, e nesse lugar não importa onde ele esteja, ele é um estrangeiro, ele é um imigrante. Aliás, ele não é bem um imigrante, porque o imigrante muitas vezes vem para ficar, e a Bíblia diz que a gente é estrangeiro e que a gente é peregrino.

O que que isso significa? Nenhum lugar que a gente esteja é permanente se não for o céu. O nosso lugar de permanência, o nosso lugar de eternidade, não é no Brasil, não é nos Estados Unidos, não é no Canadá, não é em Portugal, não é em lugar nenhum daqui. O nosso lugar de permanência eterna é na Jerusalém celestial, é na presença do Senhor. E se a gente não tem vida com Deus, se a gente não tem vida de oração, se a gente não tem vida na palavra, se a gente não tem essa busca diária de Deus, irmãos, a gente vai se desviar.

Presta atenção, era todo mundo crente ali. Os discípulos ali em Éfeso eram crentes. Os discípulos em Ptolemaida, em Ciro e em Tiro eram crentes. Os discípulos em Cesareia eram crentes. A companhia de Paulo, Lucas, Timóteo, Eram crentes e todos eles diziam a mesma coisa: Paulo, não vale a pena. Paulo, não vai. E quantas vezes a gente ouve as mesmas vozes dizendo para a gente: não vale a pena seguir Jesus, não vale a pena pagar o preço, não vale a pena botar o joelho no chão, não vale a pena abrir a palavra de Deus, não vale a pena participar da reunião de oração, não vale a pena participar.

Isso diz muito a respeito de nós, queridos. Diz muito a respeito de nós. Tem duas coisas que podem dizer a respeito de nós principais, e eu tô dizendo isso, não tô querendo categorizar ninguém, mas é para ajudar na nossa reflexão. Será que eu não estou dedicando tempo ao Senhor porque eu estou distraído? E as distrações são milhares. A gente passa o tempo todo ocupado, da hora que eu acordo até a hora que eu vou dormir eu tenho coisas para fazer.

E olha que eu tô aposentado, eu fico pensando assim comigo mesmo. Né, meu único trabalho é o ministério pastoral, e fora o ministério pastoral é o ministério paternal, o ministério marital e o ministério de peão de obra da casa, né. Esses são os meus trabalhos. Mas o meu ponto é o seguinte, eu fico pensando, na época que eu tava na polícia, gente, era uma loucura, porque aí quando eu me converti, Marta lembra bem disso, eu comecei, a vida da gente muda.

Então comecei no culto quinta-feira, Aí depois eu comecei a ir na escola bíblica quinta-feira antes do culto. Aí eu ia para escola bíblica, ia para o culto. Aí comecei no culto domingo de manhã, e aí arrumei já de servir na igreja. Aí comecei no culto domingo à noite. Aí não tava suficiente, arrumamos de servir no casa a casa quarta-feira à noite. Aí Jesus me chamou para o ministério, eu resolvi ir para o seminário. Aí eu ia para o seminário, aliás, eu ia para delegacia, trabalhava o dia inteiro na delegacia, ia para o seminário à noite, ou Ia de manhã para o seminário, chegava na delegacia na hora do almoço, saía 8, 9 da noite da delegacia.

Mas não foi suficiente. Compramos um salão, montamos um salão, e aí virei empresário também. Aí a gente tinha filhas pequenas, um salão, vida na igreja. Eu não sei como é que deu conta disso tudo. E polícia. Pois é, só Jesus, só Jesus. Aí sabe o que que Deus falou para Jeremias? Ô Jeremias, você não tá conseguindo nem caminhar direito, nem andar. Como é que você vai correr com os cavalos? Nós fomos chamados para correr com os cavalos, igual Elias.

Esse tempo aqui é o tempo da corrida, não é o tempo do descanso. Mas o meu ponto é: se você não tem foco, é muito fácil você ficar perdido, porque as demandas do dia são muito grandes. E aí, será que você não tá dedicando tempo em oração e na palavra por causa das distrações? Porque lá na sua caixinha de tempo não tem um tempo com o Senhor. E aí, não vai a crítica, Ó, não é crítica, é só, é só uma ajuda, né? Confere lá no teu celular quanto tempo você gasta em qual app.

Eu sei o meu, eu, um joguinho que eu jogo de cidade, que é para me distrair, que no joguinho o jogador é o prefeito da cidade, você cuida da cidade. Mas a questão toda é, eu não tenho problema de você ter uma, um tempo de relaxamento, não se trata disso, mas é quando isso deixa de ser um tempo de relaxamento e passa a consumir e ser uma distração. Ah, eu gosto de ver série. Eu tô vendo agora uma série, ela é meio sangrenta. A série chama Van Helsing, é mais uma daquelas histórias de caçador de vampiro.

Tô vendo com Marta, mas a gente, eu fico querendo ver 2 episódios toda noite, ela quer ver um só. Mas aí lá vai, um episódio 45 minutos, se for 2, 1 hora e meia, ok? E se você for ver 6, aí o seu dia acabou. Esse é meu ponto. Não é crime você ver uma série, mas Será que o seu tempo tá equilibrado e você tem tempo com o Senhor? Essa é a pergunta. Ou será que você tá deixando o seu trabalho? Não, tem que ganhar mais $20, mais $50, mais $100.

Deixa eu falar uma coisa para você, e eu não tenho como dizer isso de outra maneira, é impossível dizer isso de outra maneira, mas eu vou dizer de qualquer jeito. Não é— presta atenção numa coisa, presta atenção, vou ser muito transparente aqui. A igreja me ajuda me dá uma ajuda de custo. Você devolver o seu dízimo com fidelidade ou não, não vai mudar isso. Então, quando eu falo isso, não é em meu benefício. Não tô— porque tem esse discurso no mundo, tá dando dinheiro para pastor.

Não, não, é em seu benefício. Porque o dia que eu entendi o que que é mordomia, o que é fidelidade, eu não ganhei um centavo a mais, mas o meu dinheiro rendeu 10 vezes mais. De verdade. Pelo contrário, eu abri mão de muita renda Começando pelo salão. E quanto menos eu ganhava, mais Deus multiplicava. Então, quando eu falo de dízimo, eu falo para sua bênção, para que você possa testemunhar. Não adianta trabalhar uma corrida a mais, não adianta trabalhar mais horas no seu trabalho se você não for fiel nos 100% que Deus te dá.

O ladrão vem e come a sua colheita. Eu vou até dar um exemplo ruim agora, porque eu não acho que é o ladrão, mas é só para vocês entenderem. Eu tenho um monte de morango lá na minha casa, eu comi um esse ano. Aliás, eu não, a Gabi. E o meu pêssego tinha uns 50 ou 60, eu peguei 15, 20. Sabe por quê? Porque eu não botei tela. E quando você não bota tela, a bicharada vem e come. Eu moro perto de um lago, então o que tem lá, imagina, só não vi urso, o resto você possa imaginar, eu já vi de um monte lá.

Então, quando você faz um orçamento em que 90% você dedica ao Senhor para ele administrar e 10% você consagra ao Senhor aqui no Gazofilácio, isso é a tela. O bicho não vem, não come mais a sua colheita. E eu vejo muita gente: eu tô com dívida disso, tô com dívida daquilo, eu peguei empréstimo, eu tô com cartão, eu tô com não sei o quê. Refaz a sua vida financeira. Eu não tenho dinheiro. Dízimo não se devolve. Pensamento errado: dízimo não se devolve daquilo que eu tenho, dízimo se devolve daquilo que eu não tenho.

Como assim, pastor? Eu recebi R$1.000, eu não sei quanto eu tenho para pagar, mas 100 é do Senhor, ponto. E Deus vai multiplicar os R$900. Não é: eu peguei, eu recebi R$1.000, paguei todas as minhas contas e no final não sobrou nada. Não me surpreende, eu já ouvi essa história milhares de vezes. Você não tem dinheiro para o dízimo, mas você tem dinheiro. Igual uma pessoa que uma vez eu tava fazendo aconselhamento Falei assim para essa pessoa: deixa eu te ajudar com seu orçamento.

Porque era uma pessoa que vivia em dificuldade financeira. E aí essa pessoa disse assim para mim, aí eu disse assim: vamos fazer o seguinte, encerra essa conta aqui. Era uma conta que na época, isso tem 10 anos, essa pessoa girava R$10.000 no cheque especial. E era uma pessoa com formação, dentista, com emprego público, renda fixa, que morava com a mãe, não pagava moradia. Presta atenção. Morava com a mãe, não pagava nada, tinha um emprego fixo na prefeitura de dentista, não paga pouco, e devia R$10 mil todo mês no cheque especial.

E aí eu virei: vamos encerrar essa conta aqui, vamos parar. Sabe por quê? Não devolve o dízimo, mas Satanás vem lá e come muito mais no juro do cheque especial. Aí falei: vamos encerrar essa conta aqui. Não, mas o meu nome vai ficar sujo. Tem problema não, é temporário. Depois de um tempo o banco vai te ligar. Primeiro que, para sua consciência cristã, pelos juros extorsivos que o banco te cobrou, você já pagou muito mais do que tomou emprestado.

Segundo, que eu não tô falando para dar o calote, tô falando encerra a conta, depois o banco vai te ligar, você negocia e paga, mas você para de pagar 15% ao mês de juros. Sabe qual foi a resposta? Sem o cheque especial, meu mês não fecha. Aí eu fiz a seguinte pergunta: você quer dizer então que você quer me convencer que pagando todo mês R$2.000 de juros ao banco você consegue fechar o seu orçamento? Mas se você parar de pagar R$2.000 de juros ao banco todo mês, você não vai conseguir fechar o seu orçamento?

É isso? Você tá querendo me convencer de que tirando R$2.000 de juros do seu orçamento você vai ter menos dinheiro? Aí sabe o que que é isso, gente? É o diabo escravizando você através do dinheiro. A maneira que Deus liberta a gente da escravidão do dinheiro é através da devolução do dízimo e da oferta. E o dízimo e oferta é uma área de sacrifício, não é a única, é uma área. Quer ver uma outra área de sacrifício? Para alguns, para outros não.

Tava vendo, a Marta gosta de ver série de TV brasileira no iPad, e aí tava vendo Gabriela lá e o Tonico tava, a gente viu isso hoje, o Tonico tava, se vestiu de mulher para fugir do prostíbulo porque a mulher tinha ido lá para encontrar e pegar ele no flagrante lá. Sexualidade é uma área que aprisiona as pessoas, que o diabo usa. E quando eu falo de sexualidade, eu falo assim: Deus fez o casamento, fez o homem para mulher, mulher para o homem.

Irmãos, eu não tô sendo legalista. Eu sei que existe o divórcio, que é uma realidade que Deus não quer que aconteça, mas acontece, e que famílias são reconstruídas. Eu não tô falando disso, não. Eu tô falando de prática homossexual, eu tô falando de adultério, eu tô falando de namoro, que jovens que estão namorando mas nunca casaram, nem tão, nem tem compromisso de casar nem nada. E pô, sabe por quê? Eu era assim na minha época.

Eu não era cristão na minha época. Se a gente namorava, tinha sexo com a namorada. Só que o detalhe é o seguinte: você tinha sexo com uma hoje, aí daqui a um ano o teu namoro acabava, era outra, e daqui a pouco acabava e era outra, ou outro, né, se fosse a mulher, um outro namorado. E quantos namorados iam trocando? E isso para mim não é o pior. Isso é ruim porque tá fora do projeto de Deus. O pior é quando ainda namorando ainda tem infidelidade no namoro.

Daí a pornografia, escravidão. Satanás, ele fica buscando as nossas fraquezas na área da sexualidade, na área do dinheiro, na área do poder. É sempre a mesma história. Qual é o remédio, irmãos? Remédio é presença de Deus. O apóstolo Paulo— e aí, aqui interessante é o seguinte: o apóstolo Paulo, ele não foi desafiado a não devolver o dízimo. Não. Sabe por que que eu tô dizendo que ele não foi desafiado a devolver o dízimo? Porque ele mesmo falou assim: olha, eu pastoreei vocês, não recebi um centavo de vocês.

Pelo contrário, eu trabalhei e ainda ofertei na igreja. Então sabe quanto do dinheiro de Paulo era do Senhor? 100%. 100%. Ele trabalhava para sustentar a obra do Senhor, ponto. Sabe o que que Paulo levou? Dinheiro nenhum. Tesouro no céu de quantas pessoas ele foi usado para salvar. Paulo trabalhava para o ministério, para ter tempo para o ministério, para se dedicar ao ministério e para não ser pesado para ninguém. Aí a pergunta é: quanto de nós Deus tem Quanto de nós Deus tem?

Do apóstolo Paulo, Deus tinha 100%, quase, quase 100%, mas tinha a vida financeira de Paulo toda. A sexualidade de Paulo, a gente não sabe, mas ele provavelmente era celibatário e casto, apesar de pessoas dizerem coisas diversas disso. Mas ele abriu mão de ter família, ele abriu mão de ter esposa, ele abriu mão de ter filhos. Por quê? Porque ele não queria que nada o atrapalhasse naquilo que ele, Paulo, sabia que era a missão dele.

Então, quantos por cento da vida de Paulo Deus tinha? 100%, ou quase isso. Quantos por cento do coração de Paulo Deus tinha? 100%. O que Paulo queria era um luxo, né? O que ele ainda não tinha, do que ele não tinha do Senhor, um luxo, que era o quê? Não ser esculachado pelo capeta. Mas mesmo assim, o que que Paulo fez? Orou 3 vezes e pediu para Deus tirar dele aquele esculacho. Que a Bíblia diz, ele descreve o que a gente chama de espinho na carne, né?

O que que é um espinho na carne? O que que é um espinho na carne? É você. Eu digo, quem trabalha sabe, quem trabalha com a mão, é quando entra uma farpa no seu dedo que corre até lágrima e você não consegue tirar, e aquilo te incomoda, inflama e fica ali dentro. Disso que ele tá falando, é uma coisa que fica ali, que não sai e que fica te incomodando. É quando você pisa E entra a farpa, entra na sola do pé. E aí você, quando pisa, você lembra toda hora que você dá uma pisada, você lembra.

Aquilo dói, aquilo espeta na sua carne e dói, incomoda. Espinho da carne de Paulo era um mensageiro de Satanás que dava tapa na cara dele. Sabe o que que é tomar um tapa na cara? Imagina um capeta vir e te dar tapa na cara. Falei assim, tu não vale nada, é um mané. É a coisa mais humilhante que tem. E aí esse era o último por cento da vida de Paulo que Deus não tinha, era o orgulho de Paulo. E aí Deus abençoou Paulo com um diabo, porque esse diabo veio para arrancar o orgulho de Paulo.

E aí Paulo fez o quê? O que a gente não tá acostumado a fazer. Ele pediu a Deus em oração. Ele não tomou a coisa na mão dele, ele não resolveu fazer sozinho, ele não resolveu o problema. Não, deixa comigo, eu mato no peito. Não, ele perguntou para o Senhor: Senhor, eu não aguento mais ser esculachado, dá para tirar? Pediu uma vez. E aí continuou tapa na cara do diabo, quer dizer, levando tapa na cara do diabo. Aí ele pediu uma segunda vez: Senhor, não aguento mais ser humilhado, passou tempo e tapa na cara de novo.

Humilhação. Resposta de Deus, não sei se eu posso falar isso, mas eu vou falar, desculpa se você se escandalizar. Foi mais ou menos assim: Paulo, não me enche o saco não, para. Eu sei o que é melhor para você e na sua vida a minha graça precisa ser o suficiente. Irmãos, Deus estava ensinando a Paulo que a graça dele era suficiente. Será que a graça de Deus tem sido suficiente para nós? Se a graça de Deus não for suficiente para nós, nós não vamos dizer como ele lá no versículo.

Vamos voltar lá, 13: eu estou pronto não apenas para ser amarrado, mas também para morrer em Jerusalém pelo nome do Senhor Jesus. Será que um dia a gente vai estar pronto? Para a gente chegar a esse ponto, tem que passar por humilhação, tem que ser esculachado pelo capeta, tem que aprender a renunciar, tem que aprender a dizer não para as tentações. E a única possibilidade é se o Espírito Santo tiver no comando da nossa vida, que na força do nosso braço é impossível.

Mas o que é impossível para o homem é possível para Deus. Mas a gente precisa dar a resposta correta para o Senhor. Qual é a resposta correta para o Senhor? Senhor, eu preciso mais do Senhor, preciso ouvir a tua voz. Senhor, eu preciso abrir a tua palavra, eu preciso beber da tua palavra. Senhor, eu preciso falar com o Senhor, eu preciso aprender a clamar. Se eu preciso que o Senhor me ajude a desenvolver a minha fé para que eu não pare, pare, pare de tomar decisões com base na vista, na circunstância ou na minha inteligência, mas eu tome decisões que são decisões pela fé, são a tua vontade na minha vida.

É isso que a gente, é isso que eu quero para mim, irmãos. Posso dizer hoje, eu sempre quis ter a minha vida mais Jesus na minha vida. Hoje, com muita luta, temor e tremor, Eu quero Jesus e nada mais. Sabe, Jesus era um acréscimo, era algo a mais, era um plus a mais, como o pessoal diz aí. Tô brincando também, tá? Jesus não é um plus a mais. Jesus é tudo, precisa ser tudo, porque se ele não for tudo, ele não é nada, é só um acessório.

E na primeira, no primeiro desafio, a gente vai jogar Jesus de lado. Paulo, 3, 4 vezes pelos discípulos: Paulo, deixa Jesus de lado, olha para você. E Paulo todas as vezes disse: não, não, não, a minha vida só tem valor se eu pregar o evangelho, e eu tô disposto até a morrer por causa do nome do Senhor. E depois ele disse mais uma coisa linda. Depois disso, ele disse assim, já no final, mais no final da vida dele, ele falou assim: eu não quero mais viver aqui, o meu coração não tá mais aqui, meu coração tá no Senhor, é com ele que eu quero ficar.

Mas porque eu sei que vocês ainda precisam que eu esteja aqui, eu tô pedido, porque por amor a vocês e ao propósito de Deus na minha vida para vocês, eu preciso ficar por mais um tempo, mas não é o que eu quero. Aí já é o Paulo que já tinha entendido tudo, que agora era só o que ele falou para Timóteo, né? A missão que Deus me deu eu cumpri, e agora eu tô só esperando ele me chamar. Que bom a gente terminar a vida assim, que bom a gente poder chegar no— esse, irmãos e irmãs, é o único e verdadeiro propósito para o qual Deus nos criou e nos chamou.

Para viver para tua glória, para glória dele. Então vamos nos livrar das distrações. Eu quero orar, queria convidar você a baixar sua cabeça, fechar seus olhos. E se o Espírito Santo falou com você essa noite, que você possa dizer sim para o Espírito Santo agora e dizer assim: Senhor, me ajuda a deixar as distrações de lado. Senhor, Senhor, me ajuda a ter fome e sede da tua presença. Senhor, me ajuda a te buscar de todo o meu coração.

Senhor, me prepara para fazer as renúncias que o Senhor pedir de mim, que assim como Abraão um dia pôde, que eu também possa sacrificar o meu Isaac no teu altar, Senhor. Ô Pai, que a minha vida não seja mais minha para que eu possa com ela fazer o que eu quiser, mas que ela seja toda sua, que 100% do meu coração seja teu. De modo, Senhor, que se o Senhor me mandar para uma missão suicida, que eu vá, e não vá reclamando, Senhor, mas vá com alegria.

Alegria de ter sido chamado, alegria de ter sido escolhido, alegria de ter sido enviado. Ainda que para a morte, porque isso aqui é tudo temporário e a gente é peregrino, a gente é estrangeiro, mas o Senhor permanece para sempre, o Senhor é eterno, e é contigo que queremos gastar nossa eternidade, Senhor. Começando hoje, a nossa eternidade é com o Senhor, pertence ao Senhor, nossa vida pertence ao Senhor, nós consagramos nossa vida ao Senhor para glória do teu nome. Em nome de Jesus, amém.

O Preco De Seguir Jesus Quando Doi (Atos 21:1-16) | Castnews Index — Castnews Index