O Preco Do Discipulado (Atos 20:1-12)
Tem uma mentira “bonita” que a nossa época repete sem parar: a de que tudo precisa girar em torno de mim. Quando essa lógica entra no coração, ela destrói lentamente o que mais valorizamos, casamento, família, igreja, e até nossa percepção do que é o evangelho. Aqui, a gente encosta em Atos 20 para mostrar como a Palavra de Deus confronta o mundo sem precisar de rodeios: quando a verdade aparece, a mentira perde espaço, e a idolatria cai, por dentro e por fora.
A conversa vai do básico que muitos conhecem salvação somente pela graça em Cristo ao ponto que muitos evitam encarar: o preço do discipulado. Falamos da semente que é sufocada pelos “cuidados do mundo”, da pós-modernidade hiperindividualista, da cultura do “eu mereço” e de como isso reordena prioridades até dentro de casa. Para nós, conversão não é verniz religioso: é busca real na Bíblia e na oração, é arrependimento, é mudança de dentro para fora, é Deus ocupando o primeiro lugar de verdade.
Também caminhamos com Paulo em meio a pressa, perseguição e conspirações, e chegamos ao momento marcante de Éutico: queda, morte aparente e restauração. A pergunta que fica é simples e incômoda: você vai viver pela visão ou pela fé? Se essa mensagem te confronta, compartilhe com alguém, assine o podcast e deixe uma avaliação para mais gente encontrar esse conteúdo.
- A Fé Visível e CotidianaEscolha entre visão e fé · Confiança em Deus · Compromisso com o Senhor
- O Evangelho como meio de vidaSalvação pela graça · Preço do discipulado · Semente sufocada pelos espinhos
- Ascensão e Queda de ClãsJovem adormecido durante pregação · Morte aparente e restauração · Paulo e a confirmação do ministério
- Propósito de Deus na famíliaRenúncia a tudo quanto possui · Deus como prioridade absoluta · Edificação da casa e dos filhos
- Neoliberalismo e individualismoMentalidade hiperindividualista · Cultura do 'eu mereço' · Prioridades pessoais vs. Reino de Deus
- Prostração e AdoraçãoBusca pela presença de Deus · Palavra e oração como mecanismos · Verdadeiros adoradores
- Sacrificio de JesusEvangelho sem sacrifício · Paulo e o preço do ministério · Vida sem valor sem Jesus
Nós vamos hoje continuar a série então no livro de Atos. Atos tem 28 capítulos e nós já estamos no capítulo 20. E na semana retrasada nós vimos como a pregação do evangelho contra a idolatria em Éfeso— na verdade, a pregação não é contra a idolatria, a pregação do evangelho puro ela sempre vai nos confrontar naquilo em que nós absorvemos como verdade através do mundo. Porque a Bíblia, irmãos, é a palavra de Deus, é a verdade. E quando nós expomos a verdade, a verdade revela o que é mentira.
Então vou dar um exemplo muito simples, muito simples. A gente diz que quando a gente tem relação sexual, a gente tá fazendo o quê? Amor. Isso não tá na Bíblia. Não tem amor e sexo, não tem nada a ver uma coisa com a outra, mas é um conceito mundano, certo? No mundo, quando um rapaz quer ter relação sexual com a sua namorada, o que é pecado, ele pergunta para ela se ela quer fazer amor. Isso não é amor. Aliás, virou muito comum isso na época da Guerra do Vietnã.
Eu nasci no final da guerra, mas a minha mãe pegou essa época Assim como alguns irmãos aqui, não é? E o pessoal tinha um mote, os hippies aqui nos Estados Unidos principalmente, eles diziam o quê? Faça amor, não faça guerra. Tá falando de sexo. Então na Bíblia a gente vai descobrir que amor não tem nada a ver com sexo. Inclusive um casal pode chegar naqueles seus anos dourados, não é? Não ter mais sexo porque já passou o tempo da sexualidade, não é?
Então com 90 anos, 100 anos, Como a Bíblia diz de Abraão e Sara, já estavam amortecidos, e isso não significa que não se amavam mais, né? E também a gente pode ter relação sexual sem amor, essa coisa mais fácil do mundo, né? É na prostituição, é fácil de você encontrar em relacionamentos casuais. Então o ponto, meu ponto é, a gente, a Bíblia ela confronta a mentira que está aí no mundo. Então a mentira que Paulo confrontou indiretamente ao pregar que só existe um Deus verdadeiro e que só existe um caminho para esse Deus, que é Jesus, foi a mentira de que a deusa Diana dos Efésios era uma deusa de verdade.
E na medida em que as pessoas começaram a acreditar nisso, na verdade, elas abandonaram a compra dos ídolos. E não somente isso, a gente viu também abandonaram as suas práticas de ocultismo, de feitiçaria, de magia. E fizeram o quê? Abriram— presta atenção numa coisa— pegaram os livros que tinham que valiam milhares hoje de dólares, centenas de milhares de dólares ou milhões, e queimaram. Então deixa eu dizer uma coisa para você sobre também— a gente entende muito mal o que é o evangelho.
E mea culpa, eu acho que os pastores, e eu me incluo nessa, nós explicamos mal o evangelho. Então eu quero hoje, e na semana que vem eu vou dar uma outra explicação também, Vou retornar a esse assunto. O evangelho, irmãos, significa que nós estamos irremediavelmente perdidos porque nós somos maus, porque nós somos pecadores, e não há um, a Bíblia diz, sequer justo. Nenhum. Ninguém é bom, ninguém quer coisas boas, ninguém faz coisas boas.
Ah, mas eu sou— você pode fazer coisas boas porque Porque a bondade de Deus ainda existe em nós, na medida em que nós somos imagem e semelhança de Deus. Mas nós não somos seres perfeitamente puros e bons, nós somos maus, fazemos coisas más. E a consequência dessa maldade é a morte, e ela alcança a todos. A palavra de Deus diz que todos pecaram e por isso foram separados da gloriosa presença do Senhor. E a única maneira, o único caminho de restauração é Cristo.
Por quê? Porque ele pagou o preço que nós não podemos pagar, que é o seu sacrifício na cruz, é esse preço de sangue, esse alto preço. Então, por isso nós entendemos que a salvação é somente pela graça. Por quê? Porque nós só podemos receber salvação mediante um presente, um dom gratuito de Deus na obra de Cristo na cruz. Não é possível receber salvação de outra maneira. Agora, irmãos, o que até aí todo mundo entende o evangelho, a maioria das pessoas, a maioria dos crentes entendem o evangelho.
Mas existe uma segunda parte do evangelho que a maioria dos crentes não entendem, ou pelo menos do preço de ser um discípulo de Jesus. Se nós fomos feitos discípulos de Jesus por um preço que não poderia ser pago, para sermos discípulos de Jesus genuínos, nós temos que pagar um preço. Que preço é esse, irmãos? Esse aqui vai ser o tema da mensagem do domingo que vem. A parábola do semeador, ela fala do terceiro tipo de semente.
E aí nós vamos trabalhar mais sobre isso lá. O terceiro tipo de semente, ele diz, é a semente que caiu entre os espinhos e ela brotou. E depois que ela brotou e cresceu, como ela caiu entre os espinhos, ela foi sufocada pelos espinhos e morreu. Eu penso muito no meu jardim, e eu não sei se você já cuidou de jardim na sua vida, mas uma outra maneira da gente entender o que Jesus está dizendo é que se você não arrancar as ervas daninhas da sua vida, ela vai sufocar a semente de Jesus em você, e a semente de Jesus não vai produzir fruto.
Ou seja, você recebeu a palavra, mas você não permitiu que a palavra desse fruto em você, você não é salvo. Você pode ser um frequentador de igreja, você pode ter sido batizado, você pode ser líder na igreja, você pode ser pastor, mas você não é salvo. Você não é salvo porque a semente que você recebeu, ela não germinou e não gerou fruto. Você deixou que as ervas daninhas a matassem. E o que que são essas ervas daninhas? Jesus diz claramente: eles são os cuidados do mundo, ou seja, as preocupações.
É quando eu coloco o evangelho depois de mim, é quando eu coloco Deus depois de mim. E por que que eu tenho que falar isso aqui? Porque hoje a gente vive num tempo, eu não sei antes, né, porque eu não vivi antes, eu sei do tempo que eu vivo, que é o tempo chamado hoje, que essa mentalidade hiperindividualista da pós-modernidade, e todo mundo que nasceu de 1970 para cá é pós-moderno, A última geração dos chamados modernos foi a geração dos boomers, é a geração da minha mãe.
Depois de lá, todos nós, XYZ, alfa, todos somos pós-modernos. E na pós-modernidade nós somos hiperindividualistas. E a mensagem do hiperindividualismo da pós-modernidade é: primeiro eu, segundo eu, terceiro eu, quarto eu, quinto eu e por último eu, e o resto que se lasque para lá. É por isso que os casamentos não se sustentam, porque primeiro sou eu, o meu cônjuge só é bom para mim enquanto ele me atender como do ponto de vista mais utilitário, enquanto ele me trouxer felicidade, enquanto ele me alegrar, enquanto eu tiver regozijo no meu casamento, eu permaneço nele.
A hora que não tiver mais, eu chuto o balde, largo tudo. Como pai, sabe como é que isso contamina a gente como pais? Ao invés da gente chegar em casa e gastar tempo com o nosso filho, a gente vai assistir televisão, a gente vai assistir o jornal, a gente vai assistir a série. Isso revela o quê no meu coração, irmãos? Isso revela o quê? O primeiro eu. E aí existe uma coisa que eu não sei a tradução agora em português, mas que em inglês tem.
De repente a Júlia ou a Gabi pode me ajudar a traduzir. Qual palavra você usaria para entitlement? Que tem direito, você tem uma prerrogativa. Então eu tenho o sentimento de entitlement, é o seguinte: eu trabalhei o dia inteiro, eu tenho direito de descansar, eu mereço. Excelente! É o meu merecimento, eu mereço, eu mereço ser bem tratado, eu mereço o meu descanso. Eu mereço o meu tempo. Isso tá no mundo e contamina a gente. E aí o sentimento do eu mereço é eu colocando, me colocando em primeiro lugar.
Eu quero dizer para você uma coisa. Primeiro, Deus não merece nada porque ele é Deus, mas só ele é digno de receber honra, glória, louvor e adoração. A gente é digno de quê? De nada. A gente merece o fogo do inferno E a gente não é digno de nada, mas a mentalidade do mundo contamina a gente. A gente fica assim: não, porque eu mereço, eu mereço ser feliz. E aí, eu mereço ser feliz, eu vou largar minha mulher. Eu mereço ser feliz, vou largar meu marido.
Eu mereço ser feliz, eu não vou dar tempo para o meu filho. Aliás, irmãos, eu mereço ser feliz, eu nem filho vou ter. Para que ter filho? Só vai me dar despesa e trabalho. Então a gente se deixa contaminar. E a gente coloca então o reino de Deus, a palavra de Deus e as coisas de Deus em segundo lugar. Irmãos, sabe o que que é conversão? Conversão é quando eu busco a presença de Deus na palavra e na oração, e embora eu lute com as minhas tentações, eu busco fazer, conhecer e fazer a vontade de Deus revelada na palavra.
Isso é verdadeira conversão. O que que a conversão gera no homem ou na mulher, né, na pessoa humana? A conversão gera um verdadeiro adorador. É esse que o Pai busca: verdadeiros adoradores que o adorem em espírito e em verdade. O que que significa isso, irmãos? É muito simples. Eu busco a Deus, eu tenho fome e sede da presença de Deus, e todos os dias eu tenho encontro com ele. E a palavra e a oração são o mecanismo, a facilitação desse encontro.
Certo? Quando eu quero encontrar com a minha esposa, como é que eu faço? Eu desço, por exemplo, normalmente ela acorda antes de mim, eu desço e vou lá na sala, eu vou ao lugar onde ela está. Então, quando eu quero encontrar a Deus, eu tenho que ir no lugar onde ele está. E onde é que ele está? Ele está onde eu o buscar. Olha que coisa linda, a palavra de Deus diz assim: buscai o Senhor enquanto está perto, enquanto se pode achar.
Então, quando eu abro a palavra de Deus não porque eu vou ler uma enciclopédia, mas porque eu estou ali buscando a presença de Deus. Quando eu oro, não porque eu estou fazendo algo mecânico, mas porque eu estou buscando a presença de Deus, ali Deus cumpre uma promessa. Ele diz assim: pode vir me buscar porque você vai me encontrar, pode vir me buscar porque eu estou perto. Mas, irmãos, a gente não busca. Deus está perto, Deus está, ele pode ser achado, e a gente não busca o Senhor.
Me desculpa, isso não é verdadeira conversão, isso não é adoração. E aí a consequência é que eu vou me tornando ou permanecendo cada vez mais parecido com o mundo. Não tem nada a ver com a roupa que eu visto, não é isso. Presta atenção, não é a aparência exterior, mas é a mudança de dentro para fora que precisa acontecer. É a mudança dos nossos corações. Quando acontece essa mudança, então a gente se depara com o preço do discipulado.
O preço do discipulado é: todo aquele que quiser vir após mim, mas não renunciar a tudo quanto possui, não pode ser meu discípulo. Você precisa renunciar à sua família. Quem falou esse negócio de que família é prioridade? É um miserável, um endemoniado e liberal. E eu falo isso com tranquilidade, porque na Bíblia a prioridade é Deus. Buscar primeiro o reino de Deus e a sua justiça. Na Bíblia é amar a Deus em primeiro lugar e sobre todas as coisas, e depois o próximo.
Quando a Bíblia fala de familiares, ela tá falando de quê? Sabe do que que ela tá falando? De dinheiro. Ela diz assim: se o seu familiar tá passando necessidade e você que se diz cristão não supre a necessidade do seu familiar, você é pior do que o descrente. É isso que a Bíblia ensina. Agora, quer ver como a Bíblia não ensina que— quer ver como a Bíblia ensina que Deus é prioridade numa família? Explica para mim como que Deus mandou Abraão sacrificar Isaque.
Explica para mim Como que Deus disse para Abraão: faça o que Sara falou e manda Agar embora com Ismael? Deus mandou ele despedir. Como, irmãos, esse Deus manda apedrejar o filho rebelde para tirar o meio, o mal do meio do povo? É porque ele é a prioridade. E aí eu quero dizer uma coisa para você: se Deus não for a prioridade na sua vida, o seu casamento vai mal. Porque o que sustenta o casamento é a prioridade de Deus. Se Deus não for a prioridade na sua vida, seus filhos vão mal, porque Deus é quem sustenta o casamento, é Deus que edifica a casa.
Se o Senhor não edificar a casa, em vão vigia a sentinela. Só Deus para edificar a nossa vida, edificar nossa família, edificar nossos filhos. Não tem mais ninguém. Eu me lembro no seminário, o meu professor de filosofia era presbiteriano, e ele falou, falando na como é que nós vamos edificar o casamento, não é, se não for levando a esposa para jantar ou para dançar. Irmãos, eu não tenho nada contra, pelo contrário, eu acho muito legal, eu acho bíblico e eu acho saudável você ir e levar sua esposa para jantar, seus filhos, levar para o parque.
Mas o que— isso é importante, mas se o joelho no chão não tiver em primeiro lugar, isso não adianta de nada. Que foi o conflito com o colega meu que era tocha e que sentado fez assim. Casamento se edifica no joelho. Casamento se edifica no joelho. Casamento se edifica se submetendo ao Senhor. Família se edifica no joelho. E aí, irmãos, presta atenção: o preço do discipulado significa O meu orçamento não é mais meu, é do Senhor.
Aplica para dízimo, para oferta também, mas não é só sobre dízimo e oferta. Que adianta eu acumular riquezas na terra? A gente acha que, a gente tem ilusão de que o evangelho ele se multiplica sem o nosso sacrifício. Não acontece, certo? Pastor Edinho ia cantar hoje, pena que não saiu, mas a gente vai cantar Oferta de Amor, que diz assim: vem, ó Senhor, minha vida oferecer como oferta de amor e sacrifício. Essa palavra sacrifício parece que foi riscada dos nossos dicionários evangélicos.
Sem sacrifício, sem— olha aqui, irmãos, isso aqui tudo que a gente usa aqui foi comprado com dinheiro de Deus que alguém sacrificou no altar. Não adianta a gente achar que o evangelho vai ser proclamado sem sacrifício. Paulo pagou esse preço aqui, é isso que a gente precisa fazer. Ele pagou um preço de colocar, cara, se tem alguma coisa que a gente, o Paulo tem umas tiradas maravilhosas, ele vai dizer assim: a minha vida eu reputo como sem valor algum, a não ser se ela tenha o propósito de proclamar o evangelho do Senhor Jesus.
Ou melhor, vamos, né, porque ele assim, considero a minha vida como em nada preciosa, né. Vamos traduzir para o português na linguagem de hoje: a minha vida não vale nada. Aí eu vou dizer com Paulo, a minha vida não vale nada e a sua vida também não vale nada. A nossa vida não vale nada se não for para proclamar e para viver para Jesus e para o Evangelho. Não tem valor. Não, a gente precisa botar os pingos nos is e as coisas de volta no lugar.
A casa tá desarrumada, o que que a gente faz? A gente devolve as coisas para o lugar. Cessado o tumulto, presta atenção, ele tava em Éfeso, irmão. Era o momento dele fazer o seguinte: vou largar. Depois a gente vai voltar lá em 2 Timóteo. Demas, amando o presente século, me abandonou. Todos me abandonaram. Sabe de uma coisa? E daí? E daí? O meu Senhor não me abandonou. É isso que me importa, nada mais me importa. Ele podia várias vezes— Paulo teve a chance de dizer: eu desisto.
E aqui foi um momento desse. Ele falou o seguinte: ó, acabou a confusão. Chamou, se reuniu a turma e falou o quê para eles? Falou isso aqui. Eu espero que isso seja uma palavra de encorajamento: não desistam. Vocês acham que vai ficar mais fácil? Não vai. Mas mesmo assim, não desistam. Vocês acham que as perseguições vão acabar? Não desistam. Vocês acham que pessoas vão parar de negar Jesus? Não desistam. Vocês acham que as pessoas vão parar de trair vocês?
Não desistam. Não desistam. Não vale a pena desistir. Não vale a pena desistir de seguir o Senhor. Não vale a pena. Se tem alguma coisa que é mais preciosa para mim, para minha vida, é o Senhor Jesus. E eu acho, hoje a gente vê As pessoas abrindo mão do compromisso com a noiva e com o noivo por coisas tão pequenas. Se levantar uma perseguição, não tenho dúvida, vão ser os primeiros a: eu, Jesus, nunca ouvi falar, quem é esse cara?
Não tenho dúvida, irmãos. E aí Paulo disse assim, ó: não façam isso, não desanimem e não desistam. Eu tenho que ir porque eu tenho muita coisa para fazer, vocês ficam firmes aí. E aí ele voltou lá para terra do namorado da Júlia, o Alex, lá para Macedônia. E ela falou para não comentar, mas agora já era. E aí ele viajou por aquela região ali onde hoje é a Bósnia, né, a Eslováquia, né, que já foi Império Austro-Húngaro, enfim. E chegou lá a Grécia, essa Grécia que eles estão dizendo aqui, porque é Grécia e Macedônia, o povo era parecido, mas não era igual.
Quando ele fala da Grécia, ele tá falando do sul da península, ok, da área de Atenas, de Esparta, ok, então chamado Peloponeso, né. Então ele viajou e foi lá para Grécia. Aí vamos lá, continuando, e onde ficou 3 meses. Quando estava a ponto de embarcar para a Síria, a Síria é onde é lá mesmo, na região da Palestina, na parte norte, né, onde o Al-Assad foi corrido de lá recentemente. O judeu de novo. Os judeus fizeram uma conspiração contra ele.
Quem sabe quem são os judeus? Os judeus são aqueles cara que se dizem crente, mas não são, que em Apocalipse Jesus chama de sinagoga de Satanás. Esses aí, sinagoga de Satanás, fizeram uma conspiração contra ele, mais uma. E aí ele decidiu voltar para Macedônia. Presta atenção, em Atos o tempo todo é gato e rato, esse povo correndo atrás para atrapalhar o ministério de Paulo. Sendo acompanhado aí, ele vai dizer: Sópatro, filho de Pirro, de Bereia, Aristarco II, da Tessalônica, também naquela região ali, é da Macedônia, Gaio de Derbe, que é uma daquelas cidades da Galácia, como Bereia também, Timóteo e Tíquico e Trófico, que eram lá da região de Éfeso, né?
E esses homens foram adiante, nos esperaram em Troade. Navegamos então de Filipos. Filipos é o nome de 500 mil cidades por causa de Filipe o Macedônio. Então é essa ali na região da Macedônia mesmo, após uma festa dos pães sem fermento. E que festa é essa, festa dos pães sem fermento? Era a festa judaica da Páscoa, que eles ainda observavam por uma questão étnica e cultural e não religiosa. Ou pelo menos eles respeitavam, né? Eles, enfim.
E 5 dias depois de nos reunirmos, e 5 dias depois dessa festa, daquele feriadão, ou seja, isso aí foi um aniversário lá da crucificação de Jesus, que foi nessa época que Jesus foi crucificado. Então aí vamos dizer 15, 20 anos depois da crucificação, mais ou menos, talvez um pouquinho mais, é 25 anos. Entrou onde ficamos 7 dias. Aí vamos passando. No primeiro dia da semana reunimo-nos. Olha só, olha só, é só correção das heresias, né?
Por que que a gente se reúne no primeiro dia da semana? Porque a tradição da igreja desde essa época, só por isso. Porque foi no primeiro dia da semana que Jesus ressuscitou. Que dia que você celebra o seu aniversário normalmente? Que dia que é? No dia que você nasceu, certo? Você, ó, a Siri inclusive respondeu. Quem é que nasceu em outubro? Não, eu ouvi, foi. Mas ele tá escutando aqui então. Quem nasceu em outubro mesmo foi você, viu?
Aí tá vendo, a Siri sabe mais do que fica escutando tudo. Tomara que se converta também, não é? A gente ora para que até a Siri se converta. Então a gente celebra o aniversário no dia do aniversário, no dia que você nasceu. Então Então, que dia que a gente celebra a ressurreição de Jesus? No dia que ele ressuscitou, gente, é lógico. E que dia que é esse? É hoje, é o domingo, é o primeiro dia da semana. Todo dia, todo domingo é dia de ressurreição, todo domingo é dia de ceia.
Por isso que a gente sai daqui e parte o pão. Hoje a gente vai partir a costela que a Marta fez. É, exatamente, a gente não é mais judeu e a gente não pode, como o anjo do Senhor disse a Pedro, né? Não faças tu impuro aquilo que eu purifiquei. Então hoje tem um porquinho aí Depois do culto, não é? Então eles se reuniram para partir o pão. O que que é isso? Todo domingo era o dia em que eles trabalhavam o dia inteiro, mas de noite eles tinham comunhão.
Eles estudavam a palavra e eles tinham comunhão, eles ceiavam, eles jantavam juntos. E pretendendo partir no dia seguinte, continuou falando até meia-noite. Ou seja, presta atenção, o que que Paulo revela aqui mais uma vez? Que ele tem pressa. A gente precisa ter pressa de pregar o evangelho, porque a gente não sabe quando vai ser a nossa última oportunidade, tanto nossa de pregar quanto daquela pessoa de ouvir. Paulo sabia que ele só tinha aquele dia, aquele momento e aquela oportunidade, e Paulo não perdia oportunidade.
A gente precisa ser assim. E diz assim que naquela casa havia muitas velas. Eu não sei por que que bota essas traduções assim, muitas candeias. Amor, vai lá, vai lá, acende aquela candeia ali para perfumar a sala. Ninguém usa mais isso, né? Eles acendiam as velas no piso superior onde estávamos reunidos. Lucas estava presente, ele bota no plural. E aí tinha um jovem, o Eutico, que, irmãos, isso acontece em todo lugar, aqui na Deeway não é diferente, né?
Gente que dorme durante a pregação é normal. Eu também já dormi, não se sinta culpado. Às vezes dá sono mesmo, a gente tá cansado, né? E tem um cara que fala muito igual Paulo, falastrão, né? Ele foi chamado lá em Atenas de papagaio. Fala sem parar, fica tagarelando. Aliás, tagarela é isso, quer dizer, fala igual um papagaio, fica papagaiando, tagarelando. Então Paulo tagarela, tava pregando, foi pregando até meia-noite, e um menino lá, tadinho, tadinho do menino, ele adormeceu profundamente durante o longo discurso de Paulo.
Tem gente que acha que o Pastor Franco prega muito tempo, 40, 50 minutos. Eu tento encurtar, mas às vezes não dá. Agora imagina se fosse Paulo pregando. Eu não me comparo a ele, mas seria a gente só ia acabar o culto meia-noite. Eu fico imaginando se na pós-modernidade o povo ia ficar até meia-noite ouvindo Paulo pregar. Não, tem outras coisas, tem outros compromissos, tem outras prioridades, entendem? Entendem como é que o mundo contamina a gente?
E aí ele caiu lá do terceiro andar, e quando levantaram estava morto. Olha que tragédia! É a mesma coisa que acontece às vezes em igreja, que no meio do culto um abençoado resolve infartar. Acontece. Né? Não tô culpando, abençoado, não, não tô culpando eu, mas a gente tá ensinando, tá pregando evangelho, e acontece uma desgraça dessa. Mas olha aqui que coisa interessante, que coisa linda. Você sabe que quando a gente entende o chamado de Deus para nós e o preço que a gente precisa pagar, isso faz da gente resiliente.
A gente aguenta qualquer problema, a gente topa qualquer parada. Nada vai parar a gente. E eu fico imaginando o desespero, aquele barulhão, o cara caiu do terceiro andar, quebrou o pescoço, olharam, ele morreu. Ai, meu Deus, morreu! A mulherada chorando para um lado e os homens para o outro também desesperados, corre para lá, corre para cá, um desespero. E aí você fica até, até os crentes pensam assim, cara, quem é que vai querer voltar aqui?
Quem é que vai querer se encontrar? Porque o cara morreu aqui dormindo. Ninguém, o evangelho acabou. E o Paulo, já velho, né, de guerra, já não, ele não se surpreende com mais nada, ou administra melhor a sua surpresa, porque eu acho que surpreender a gente vai surpreender sempre, né. Ele fala assim, gente, calma, calma que ele tá vivo, calma que ele tá vivo. Então subiu novamente, partiu o pão e comeu. Mas ele não tava vivo, ele tava morto.
Isso é para mostrar que quando a gente assume um compromisso com Deus, Deus não tira a mão dele de sobre nós. Quando a gente acerta nossa aliança com o Senhor, a gente vê o Senhor ressuscitando, operando milagres no nosso meio. Eu creio, irmãos, num Deus Todo-Poderoso que pode curar esse bebê. E se ele não puder curar, eu creio que ele pode dar outros. Eu sei que no dia que a Marta fez um aborto, ela não fez um aborto porque ela queria matar a criança, que é o nosso filho, tava morto na barriga dela.
E eu sei que naquele dia o Senhor consolou meu coração e disse que ia me restituir tudo que tinha sido tirado de mim em dobro. Eu não sei o que que esse dobro significa, mas eu sei que um ano depois a gente tava com a Gabriela no colo. De repente a Gabriela por si só já é bênção dobrada, e eu não tenho dúvida disso. O Senhor não abandona os seus filhos, aqueles que os buscam e que servem. Creia que o melhor investimento que você pode fazer no seu casamento, na sua família, na sua vida, é colocar Deus em primeiro lugar e confiar que ele vai fazer o o resto.
Agora, irmão, sinceramente, eu fico me perguntando também se nós estivéssemos lá, essa galera da pós-modernidade, se nós honestamente gostaríamos que Eutico fosse ressurreto. Porque depois da ressurreição de Eutico já era meia-noite, para lá da meia-noite, e o apóstolo Paulo continuou pregando até amanhecer. O culto que tinha começado 6 da tarde Jaque, e que ia acabar lá para 1 da manhã, agora foi até às 7, né? Foi direto. O apóstolo Paulo não parou por aí, mas Deus confirmou o ministério de Paulo e vai continuar confirmando o ministério dessa igreja, o seu ministério, porque ele é fiel à sua palavra.
A igreja do Senhor não é minha, nem sua, nem de ninguém. Nós somos comprometidos, ou como dizem aí, eu não gosto dessa palavra, mas vou usar para ser bem entendido, compromissados com a noiva. Nós somos parte dessa noiva, nós somos compromissados com o noivo, nós somos parte desse relacionamento misterioso e lindo que é o relacionamento de Jesus e da sua igreja. E levaram o jovem vivo, o que muito os consolou. Quando parece que tudo acabou Quando parece que tudo deu em morte, quando parece que as coisas acabaram, quando o seu casamento parece que acabou, quando o seu filho parece que tá perdido, quando a doença bate à sua porta, eu quero dizer uma coisa para você: Deus tem mais para você e para sua vida.
Deus tem vitória, não importa as circunstâncias. Agora, a gente precisa, a gente precisa escolher Que tipo de vida a gente vai querer levar? Tem dois tipos: existe a vida da visão e existe a vida da fé. Não dá para se viver das duas formas. Ou eu escolho viver pelo que eu vejo, ou eu escolho viver pelo que eu creio, pelo que Deus falou comigo. E que nós possamos fazer a escolha correta, que é a escolha de viver pela fé no Senhor.
Amém. Então vamos orar, e eu quero convidar você agora a fazer esse tipo de compromisso. Eu não sei o que Deus falou com você e eu não vou constranger ninguém, não vou pedir para vir aqui na frente, mas eu vou pedir para você em oração, de cabeça abaixo, fazer um voto com o Senhor. Não sei o que o Senhor falou, mas que você possa agora dar uma resposta para o Senhor. Se você precisa se arrepender de alguma coisa, você possa dizer: Senhor, eu me arrependo, eu me arrependo de ter cultivado essa mentalidade do mundo na minha cabeça.
Senhor, eu me arrependo de tantas vezes ter agido como um descrente. Senhor, eu me arrependo de não ter priorizado o Senhor. Senhor, eu me arrependo. Senhor, me perdoa. A Bíblia diz que quando nós confessamos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e purificar de toda injustiça. Se você fizer isso agora, confessar, se arrepender, a palavra de Deus diz que ele é fiel e justo para perdoar os seus pecados.
Basta você pedir perdão, o acesso está aberto. Basta que você diga: Senhor, me perdoa. Então quero dar essa oportunidade para você fazer isso agora, onde você estiver escutando essa mensagem, que você possa dizer: Senhor, me perdoa. E que eu vou orar para que você receba a restauração, o perdão de Deus nesse dia. Agora eu quero fazer um segundo convite para sua consideração. Se você Se o Senhor falou com você essa noite, que você possa dizer assim para o Senhor: Senhor, hoje eu escolho viver pela fé e não pela vista.
Você possa dizer isso agora para o Senhor. Pode até repetir comigo se você sentir assim no seu coração: Senhor, hoje eu escolho viver pela fé e não pelo que eu vejo. Me ajuda, Senhor, porque não é fácil. O Senhor sabe. Mas eu posso todas as coisas naquele que me fortalece. Se você crê, diga amém. Amém. Senhor, nos ajuda a vivermos pela fé. Perdoa-nos, Senhor, por tantas vezes em que colocamos o Senhor em segundo lugar. Retira de nós essa contaminação com essa mentalidade desse mundo que jaz no maligno.
E nos guia pelo caminho eterno. Pai, agora nós oramos, e eu oro para que o teu povo receba essa promessa de perdão e restauração que tá lá em 1 João capítulo 1, versículo 7. Que assim, Pai, todos possamos ser guiados pelas veredas da justiça e que possamos habitar na tua casa eternamente. Pai, o que te pedimos como igreja, em nome de Jesus. Amém. Amém. Vamos encerrar louvando a dona do Senhor, né? Se você quiser ficar de pé, fica à vontade. E depois a gente tem o nosso Vamos Partir o Pão, que hoje é a costela de porco.