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Emergência hídrica no Paraná acende alerta em Bandeirantes sobre nível dos reservatórios

04 de maio de 202627min
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O Governo do Paraná decretou situação de emergência hídrica em todo o estado no dia 1º de maio de 2026. A medida tem validade de 180 dias e foi adotada por causa da estiagem prolongada e do baixo nível dos reservatórios.

Com o decreto, fica proibido o uso de água tratada para atividades consideradas não essenciais, como lavagem de calçadas, carros e outras práticas que possam comprometer o abastecimento humano.

Em Bandeirantes, o assunto foi destaque na 2ª edição do Jornal Operação Cidade desta segunda-feira, 04 de maio. O diretor do SAAE, João Guin, participou da programação e explicou como está a situação no município, o atual nível dos reservatórios e a possibilidade de racionamento de água caso o cenário de estiagem continue.

Durante a entrevista, ele reforçou a importância da colaboração da população no uso consciente da água, evitando desperdícios e priorizando o consumo essencial.

A orientação é que os moradores fiquem atentos aos comunicados oficiais do SAAE e adotem medidas de economia no dia a dia.

Participantes neste episódio1
J

João Guin

ConvidadoDiretor do SAAE
Assuntos6
  • Situação hídrica em BandeirantesNível dos reservatórios em Bandeirantes · Possibilidade de racionamento de água · Uso consciente da água pela população · Perdas de água na rede de distribuição
  • Estiagem no ParanáDecreto de situação de emergência hídrica · Estiagem prolongada · Nível dos reservatórios · Proibição de uso não essencial de água
  • Operação Águas LimpasSubstituição de redes de água · Busca por vazamentos · Investimento em equipamentos para detecção de vazamentos · Sistema de captação e distribuição de água · Instalação de rede de esgoto
  • ODS 6: água e saneamento como meta globalBuracos abertos em ruas e calçadas · Atraso na entrega de equipamentos para estação elevatória · Necessidade de aditivo em contrato de obra · Instalação de rede de esgoto em novas áreas · Viabilidade técnica para novas construções
  • Redução de consumo de águaImportância da colaboração da população · Evitar desperdícios · Priorizar o consumo essencial · Atenção aos comunicados oficiais
  • Impactos sociais da falta de águaSecagem de rios e minas · Poços artesianos e veias d'água · Percolação da água no solo · Evaporação da água
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Boa tarde Oswaldo, Navarro, Paulinha, todos os ouvintes aqui da Rádio Cabiúna. Oswaldo, nós estamos acompanhando atentamente essa questão do decreto, né? Ele foi dado para o Paraná inteiro, porque o governador, né? Numa atitude eu achei muito inteligente, né? Dele, dos assessores deles que com certeza orientaram, né? E na região de Curitiba, naquela região lá do outro lado do Paraná, né?

os reservatórios estão com os níveis muito abaixo dos níveis normais. E nós só estamos começando a época de estiagem. Só estamos começando. Até outubro, novembro, vocês sabem que nós não temos chuvas regulares. E com isso não se vê a possibilidade desses reservatórios ganharem água. Eles vão perder mais água até nessa época aí.

Claro que na nossa região aqui, estamos passando também por um certo período de restrição de quantidade de chuva, como era normalmente. Ainda o SAI de Bandeirantes está com condições de fornecer água normalmente à população.

Só que no ritmo que está, e eu já venho falando isso há algum tempo atrás, nós vamos ter que começar a restringir também essa questão do uso da água. Por enquanto não estamos fazendo nada, já temos o decreto do governador, a gente estava pensando em um determinado momento fazer alguma coisa a nível de município, depois encaminhar ao estado para ser aprovado, mas o governador já se antecipou e já deu esse decreto que vale para o Paraná inteiro.

É o decreto 3.498, declarado de situação de emergência hídrica em todo o território do estado do Paraná, em razão da enciagem prolongada que compromete a disponibilidade de água bruta para abastecimento público. A gente vem falando, Oswaldo, porque assim, ninguém está dizendo aqui que não é para você lavar sua roupa, para você tomar seu banho, para você fazer sua comida. Não. Estamos dizendo para aquelas pessoas que tem pessoas, Oswaldo, que levantam às 5 da manhã, 5 e meia, e eu vejo isso na rua, 6 horas.

De segunda a domingo, se deixar todo dia, ele está jogando água na calçada, está lavando a calçada. Esse tipo de coisa vai ter que ser evitado. Lavar carro, né?

Legal, não quer economizar, não lava-car, o consumo de água no lava-car é menor do que quando você lava em casa. Mas tudo bem, a pessoa não quer gastar dinheiro, lava em casa. Então, pedir para as pessoas economizarem, então, lavar calçada, lavar carro, piscina, né? Adotar um certo controle na piscina, usar produtos que mantenham água com qualidade para não ficar trocando sempre, porque você sabe, né?

Piscina troca, acho que nem troca. Tem gente que troca todo final de semana. Tem gente que troca sim. A não ser que as piscinas menores. Sim, lógico, piscinas menores, claro. Porque as maiores, se for fazer isso... Tem muita gente que tem isso. Ele usa sexta, sábado e domingo, joga água fora e bora. Na sexta a gente de novo.

beleza, ele está pagando, eu sei que ele está pagando, mas tem que evitar isso, porque aquele 100 litros d'água, que para mim não é muito aqui na minha casa, mas juntar 100 mil litros de touro, 100 litros por ligação, ou por, sei lá, 30% das ligações de mandamento, na hora que você multiplicar isso é um número muito alto para a água. Apesar que o uso de piscina agora diminui bastante. Diminui também, mas sempre tem algumas pessoas que usam. E aí, nossos níveis de reservatório, já falei aqui, vou repetir.

os nossos níveis estão baixando. Por quê?

Depois que eu entrei no Sahai, já há dois anos atrás, alguns poços já aprofundamos. O Cavalho Henrique está mais para baixo, aqui na Naíta Central está mais para baixo. O Acrífilo. É, estamos buscando mais para baixo. Então, assim, a população às vezes não acredita, porque na hora que abre, às vezes acontece um problema, alguma coisa, não tem água na torneira, mas imediatamente chega e todo mundo usa à vontade. Então, assim, nós temos que nos conscientizar.

De que água é um bem que vai ficar escasso no futuro. E bandeirantes, hoje eu reafirmo, ainda temos condições de fornecer água na torneira. Mas eu não sei daqui um mês, dois, três, né? A hora que der o pico da seca aí, o que a gente vai fazer? Se precisar, vamos adotar critérios de, sabe, fecha água num bairro hoje, fecha água num bairro amanhã. Vai ter o horário para sair. Vamos ter que escalonar, sim.

Só saindo um pouco da sonda aqui, esse helicóptero é aquilo que a gente falou agora há pouco, é o aeromédico, está vindo de Siquira Campos, é uma feminina de 49 anos, que infelizmente teve um AVC, está vindo aqui para Santa Casa, só para o pessoal ver helicóptero, né? Então, só vai passando aqui. Mas, João, a situação hoje no nosso município, vamos dizer, vamos passar para o nosso município, porque não adianta, gente, né? Porque o governo do estado já decretou.

Mas aqui você falou que nós podemos ter. Mas aqui a que proporção nós podemos ter isso?

Oswaldo, assim, em primeiro lugar tem que deixar claro que nós temos algumas percas de água no município, eu já falei, reforço aqui, nós temos rede de bandeirantes que precisam ser substituídas, tem muito vazamento, nós estamos...

Fazendo uma bateria aí, uma busca constante, né? De vazamentos. Eu até estou comprando um outro aparelho hoje. Hoje não, essa semana, semana que vem, estou comprando outro aparelho aí para verificar vazamento. Aquele som, aquele geofone, né? Que a gente procura vazamento subterrâneo quando tem. Eu quero intensificar isso.

para a gente diminuir os vazamentos o maior número possível, né? Para trazer uma condição em que eu esteja tirando menos água do sistema. Aí a população também tem que nos ajudar, né? Quando a população não usa, o meu sistema, ele para mais, a bomba para mais, então eu economizo retirada de água. Agora, quando vai acontecer esse colmoso? É o tempo, né? Eu tenho que ver a reação do nosso trabalho quanto às percas,

Eu tenho que ver a reação da população, como que a população vai se conscientizar e vai aceitar isso como uma realidade futura e começar a economizar. Porque eu já falei várias vezes, o SAAE não tem interesse nenhum que pessoas gastem 500, 600 mil reais de água, de jeito nenhum.

Para mim, para o SAI, seria bom que todo mundo gastasse o mínimo de água e que pagassem menos. Porém, o SAI também, eu gasto muito menos energia, eu gasto muito menos produto, enfim. Eu gasto muito menos diesel com as máquinas, eu gasto tudo menos. Então, eu consigo equilibrar mais as contas quando as pessoas gastam menos do que quando gastam muito.

É incrível falar isso, mas é uma realidade. Quando gasta muito, eu gasto muito para entregar aquela água lá. Então, isso é uma verdade. Eu espero que a população entenda. O governador não fez isso por política, ele não fez isso por nada. Ele simplesmente tomou uma atitude administrativa baseada nos órgãos. Necessidade. Necessidade dos órgãos que estão lá, principalmente a Sanepar, que é um...

braço do governo também, e eles estão vendo que eles vão ter dificuldade para distribuir água, né? Estamos falando de uma cidade de Bandeirantes, que tem 30 mil, 32 mil pessoas para levar água nas casas. Agora, Curitiba, imagina a população lá. É que se acade rio para todo lado. Exatamente. É o nosso Curitiba, é o estado inteiro, né? Não, sim, é o estado inteiro. Então, assim, temos que tomar cuidado, precisamos nos conscientizar de que num futuro não muito distante, água vai ser, não que nem no filme de Mad Max lá, né? Daquela briga, daquela guerra, não.

Vai demorar um pouco mais, mas assim, eu espero que não aconteça na nossa região. O bom disso aqui, João, você pode falar, bom, é a questão que, como está entrando nessa época um pouco mais fria, quem toma dois, três, quatro banhos devido ao calor, pode tomar um banho por dia hoje. Sim, as pessoas têm que se conscientizar. Só um banho, quanto que não vai de água? Exatamente, além dele economizar no bolso dele, ele está ajudando, eu não vou dizer o outro, o vizinho, ele está ajudando a população em geral, porque se faltar para um, vai faltar para todo mundo.

Eu não tenho como diminuir a água na Zona Sul só para uma casa. Não posso fazer. Se eu tiver que fazer uma diminuição do consumo lá, vai ser no jardim inteiro, no conjunto inteiro, na Zona Sul inteira. Se for fazer lá no São Rafael, vou fazer na São Rafael inteiro. Não tem como eu, numa casa de restrição de uso, amanhã, na parte da manhã, vai faltar água no bairro tal. E vai ser o bairro inteiro. Então, que todos, a cidade inteira...

todos se preocupem com a cidade inteira. Agora, aqui vamos dizer assim, aqui tem muita gente que lava calçada, pátio, fica lavando o veículo na frente de casa. É de praxe na cidade, não tem o que... Ah, vou ficar olhando o jardim de manhã e de tarde. Olhar a grama. Tem gente que molha a grama.

Lá na época de seca, terrível, né? Ah, sim, é isso? Dá uma jogadinha de água uma vez por semana na grama, você dá aquele upzinho, né? Mas tem gente que mora tudo. Tem gente, Oswaldo, eu já vi na cidade que tem aquele esguicho, né? É, aquele esguicho de jardim que liga lá e fica virando. É bonito até na Navarra, até bonito de ver o negócio. Mas aqui não gasta menos, não? Não, não é que gasta menos, ele gasta uma quantidade, mas não tem necessidade de todo dia estar ligando aquilo, né?

Tem gente em Mandeirantes que tem irrigação no jardim. Tem planta até que morre. Não, tem gente. Com muita água. Eu conheço gente que tem irrigação no jardim com aquelas mangueirinhas. Que elas ficam constantemente, né, ligadas. Tem gente que tem sensor na terra. Inrigação computadorizada. Isso, tem gente que tem sensor na terra que...

que... Conforme a temperatura, baixa a umidade do solo, automaticamente uma válvulinha lá abre e irriga o solo. Claro, isso em faculdade... Faz tempo da cidade? Tem, tem, tem. Mas você não vê que tem que cidade, você passa e tem que lugar que você tem, aquela verdinha, aquela grama verde, fala, poxa, como que a pessoa consegue? Não tem jeito, né? Não pode... O sol é pra todo mundo, né? Mata grama de todo mundo. Rapaz, mas no campo tudo bem você ter uma...

Não, faculdade, né? Um órgão de pesquisa, né? Tudo bem, mas tem gente que tem em casa.

Que coisa, hein, rapaz? Porque às vezes o cara tem... Não é que ele tem preguiça, ele não quer ficar lá. Ele tem um dinheirinho de vai lá, instala e acabou o problema dele. E aí fica bonito também. É, isso aí. Fica bonito. É porque, na verdade, seria até um relaxamento mental pro cara fazer um aguá, uma planta. Gostoso, né, rapaz? Chegar em casa à tarde, tirar o sapatinho, pegar uma mangueira, uma cervejinha na mão. Mas de vez em quando também, né?

Um guaraná na mão. Mas de vez em quando também, né? Um suco de laranja. Suco de laranja. De vez em quando, porque todo dia também. Aí já entra a foja, já entra o revirrito. Não pode ser.

A gente brinca, né, da risada, mas essa situação é crítica. O voto é crítica. Para que um governador tome uma atitude dessa, assim, ah, eu quero. Não, ele pensou bem, foi informado, buscou informações e... Tem fundamento o que ele fez. Depois não adianta a população... Mas por que não fizeram antes? É o que está fazendo agora. Não adianta falar. Não, eu já estava vendo aqui, o senhor também já estava vendo aqui o nível de...

de estrutura dos abastecidores é 63%, é 74%, é 71%. Então a taxa total aí na região de Curitiba é de 70%. Oswaldo, veja bem, estamos falando, estamos no início...

No início do mês de maio, isso foi feito provavelmente agora em... Dia 29. Não, não, sim, o depreto foi 29, mas esse levantamento aí foi feito semana passada, retrasada, 10, 15 dias atrás. Você imagina todo esse período agora, quase seis meses sem chuva, ou com pouca chuva, né? O que vai acontecer com esse reservatório? É, os rios vão começando a ficar, se aparecer as pedras, né? Sim, daqui a pouco você vai no encontro das águas lá embaixo, você atravessa o cinza sem molhar o pé. Vai chamar só encontro, que água não vai ter.

é um encontro de poucas águas bom, já saindo disso, então há um município também de decretar a emergência o SAI está acompanhando e necessário for, não, o decreto já existe já existe, não, sim necessário for, a gente vai usar o critério da

de escalonar a distribuição de água. Então a intuição hoje aqui é alertar a população para economizar. Isso, economizar. Por favor. Vai fazer igual rodízio de placa em São Paulo, só que é rodízio de água. É. Uma semana aqui, outra semana ali. Exatamente. Andirá fez muito isso. Um pouco atrás, né? Andirá tinha um problema, fez muito isso. E sim, toda a cidade de Itamaracá também, todas as cidades quando tiver um problema vai ter que se adequar porque senão não vai levar água.

para a população normalmente. E outra coisa também, vamos dizer assim, o pessoal tem aquelas estufas, aquelas plantações, não é do saia, mas é do aquífero, às vezes pega do... É do porcentesiano. É do porcentesiano. Ah, mas o meu não pega do aquífero profundo. Mas assim, temos que entender que a água para chegar no aquífero profundo...

Ela tem que estar em todo o solo e ela vai percolando até chegar no aquífalo lá embaixo, que é onde nós buscamos água. Por que secaram os pequenos rios, as pequenas minas aqui em Mandeirantes? Porque muito poço artesiano pega as chamadas veias d'água, que vai para o poço, e aí acaba secando as minas. Acaba secando veias d'água, onde a água florava, era um banhado, hoje é seco.

Então acaba que vai subindo. Mas mesmo que a horta estufa pega água aí de riacho, de beirão e tal, também tem esse problema, né, João? Sim, o cara pode falar assim, ah, mas eu pego a água lá e eu faço irrigação na minha alfafa, por exemplo. Essa água tá caindo no solo. Não é bem assim.

Porque você perde para a atmosfera uma certa quantidade de água por evaporação e nem toda água que você tira ela volta. E agora imagina, Navarro, estamos falando de aquifero que está a 500 metros de profundidade. Você joga uma água em cima da terra hoje, se essa água até ela chegar, percolar o solo, tudo em 500 metros para chegar lá no solo, demora.

E a água que cai, por exemplo, aqui em Bandeirantes, ela não vai chegar no aquifre aqui em Bandeirantes. Ela vai embora porque não percola perpendicularmente. Ela vai pegando veias d'água e ela vai escorrendo para o lugar mais baixo. E acaba, às vezes, uma água que você joga aqui na Rádio Cabiúna.

Se você conseguisse fazer isso, ia captar assaio de novo lá na Yara, lá na Jacotinga, para aqueles lados lá, entendeu? Porque ela não desce perpendicular. Então, acho que tem produtor, por exemplo, você vai lá, você tem o seu estufo, você tem o cara que pensa assim, mas eu protejo bem a nascente do meu riacho, a mata ciliar, eu não mexo, é um espetáculo aqui, eu cuido bem, mas não é por isso, né?

maravilha. Ele está colaborando. Aí ele tem que ver o seguinte, né? Procurar ele, que às vezes tem o conhecimento, ou procurar uma pessoa que tenha uma cooperativa, ou um engenheiro que tenha o conhecimento, de usar estritamente o que for necessário.

Que é igual a lavar carro, né? Tem gente que lava, lava, lava, lava, e depois ele dá aquela última enxaguada no carro. Pra quê? Não precisa, né? Já lavou, e fica jogando uma água e calma. Então, eu acho assim, numa agricultura é a mesma coisa. Às vezes, com mil litros de água, ele faz o mesmo efeito do que jogar três, quatro mil litros de água, porque já molhou a planta, né? Então, essa quantidade de água a jogar na cultura é interessante que o agricultor, que as pessoas aí que vivem desse tipo de cultura e que precisam de uma irrigação,

tem esse conhecimento, né? Pra não usar o estritamento é igual na minha casa. O que é a conscientização? Eu usar o estritamento é necessário. Eu não preciso ficar com a torneira da pia da cozinha aberta durante todo o tempo que eu lavo a louça. Entendeu? Tem gente que abre a torneira e fica lá 30 minutos lavando a louça, 30 minutos a torneira aberta. E esse pessoal que joga água lavando o tanque, jogando pra...

Jogando no asfalto, jogando no... Então, é assim. É, a de Baclavá também que vai. Sim, um monte de coisa. Então, por exemplo, olha, tem um pozinho aqui na frente da minha casa. O SAI vai restringir isso. Eu acredito que a administração também vai restringir isso aí. Não vai ficar podendo jogando água no asfalto.

por qualquer pozinho, né? Que hoje, qualquer poezinho que levante... Eu digo, João, o pessoal que tá falando que, ah, mas e esse pessoal que fica jogando água no asfalto? A água que sai da máquina de lavar, vai tudo pro asfalto. O SAI tá trabalhando nesse sentido pra tentar coibir isso? Não, não. E aí essa água, ela vai pra galeria, né? Não tem como eu...

eu controlar isso, o que dá pra me fazer é conscientizar a pessoa pra que pegar essa água da máquina, lavar a calçada pra não usar a pegar a água da torneira e jogar na calçada pra lavar. Como se fosse reciclar. Essa água não vai pro esgoto, João? Vai pra esgoto, né? Água de máquina, água de chuva? Não, essa água de máquina não. Essa deveria jogar na água pluvial. Não deveria jogar no esgoto não. A maioria das casas em Madeira joga dentro.

A maioria, mas sim, a maioria esmagadora joga no esgoto. Infelizmente. Então, ele não pode, então ele está reclamando que a água está indo para a rua, é o certo. Se estiver indo para a rua, é muito mais certo do que jogar no esgoto. Então, o correto é jogar na galeria. Às vezes, o errado é que as pessoas não têm as coletas de água dentro do quintal dele para canalizar já direto na água pluvial. E aí, ele joga na calçada, que escorre por algum motivo, né? Cai no meio fio e fica correndo na calçada. Está errado isso também.

A pessoa devia fazer as ligações de maneira que já caísse direto nas bocas de lobo, sabe, na galeria provial já. Igual o Saai é ligado no esgoto. Mas até ela cair na boca de lobo, ela tem que percorrer um certo espaço na linha da calçada. Não, você não está entendendo. Eu acho que assim, você não está entendendo. O Saai, então, o Saai devia jogar esgoto no meio-fio até achar uma galeria para cair no esgoto? Não. Porque o Saai, toda água do esgoto é ligada na galeria. Tem água que podia ser ligada direto na galeria.

Está certo, está errado? Não estou discutindo isso, mas... É, mas vamos falar a verdade, não vamos consertar também. Como vai ser consertado? Eu sofro muito, quer dizer, o SAAI sofre muito com o entendimento da população quanto a isso. Por exemplo, nós somos multados pelo IAT porque estavam jogando excesso de água no corte do caixão. Estou pagando a multa, o que eu posso fazer?

Não é assim, instalar o dedo e instalar mais bomba. O povo está jogando água no esgoto, aumenta drasticamente o volume de esgoto. A bomba não vence, gente, não vence. Veja bem, eu jogo na rede aí em torno de 200 mil litros de água por hora. Eu tenho duas bombas instaladas lá de 250 mil litros de água por hora cada uma e não vence. Da onde está vindo a água? Não precisa ser esperto para entender que a população...

Claro, quando eu falo a população, eu estou falando para aqueles que fazem as ligações clandestinas, as ligações erradas, eles estão prejudicando o sistema, e quem paga é o próprio povo. Muita gente costuma falar assim, quem paga o SAAI é nós, que paga a conta de água. Ok, só que muitas das pessoas que pensam assim, são as pessoas que fazem errado para aumentar o custo do SAAI.

tivemos que acatar uma multa que era um valor absurdo, conseguimos baixar o valor e aceitar e estão pagando porque culpa não é do SAI, culpa é da população Bom, situação João esses buracos que o SAI está abrindo aí não fecha, aqui tem o pessoal da Vila União, tem esse aqui também aqui da Vila esse aqui é da Vicente Nascifilho cadê aqui da Vicente Nascifilho?

da Vicente Nascifilho que a gente viu aqui agora Vicente Nascifilho faz uma semana que eles não vêm trabalhar, começaram e não voltaram mais

O que nós vamos fazer aqui com esses buracos abertos aqui? Então, é o seguinte. O que é isso aqui? Deixa eu te falar. Eu estou vendo esses paralelipitos ali, né? Com certeza a moradora colocou para entrar na casa dele, alguma coisa assim, porque a empresa que está fazendo o serviço ali é uma empresa que foi licitada pela Prefeitura Municipal e ela iniciou os trabalhos. E quando ela ganhou...

a licitação, ela comprou a tubulação, que é um negócio que tem pronta entrega, ela comprou um monte de equipamento que tem pronta entrega, veio e começou a obra. E ela comprou as bombas também, os tanques que vão ser montados ali, lá no final da rua, para captar todo o esgoto e a bomba que vai mandar tudo de volta para cima. A empresa comprou.

Só que a empresa que entrega a bomba não entregou no prazo. Então agora já foi feito um aditivo do contrato pedindo mais prazo e a empresa, nós estamos falando com ela todo dia. Estou aqui com o celular agora, o nosso engenheiro lá sai mandando mensagem dizendo o seguinte, a empresa está pronta, está preparada para receber a bomba e vir no outro dia aqui e fazer a instalação. Esse buraco na rua, nós não podemos consertar.

Tem que acessar a terra. A pessoa tem que entender que além de acessar a terra, eu preciso montar o sistema lá embaixo, ligar o sistema, para ver que não teve vazamento. E ver se vai funcionar normal. Isso, a gente fecha. Claro que isso cria um certo desconforto para a população. Ok.

Mas, gente, calma que em pouco tempo isso será resolvido. Pior é o que está hoje ainda, que não tem as forças ligadas ainda. Pior é hoje, que a força do cara aflora e vaza na área do cara, e aí a gente fica correndo. Está tentando resolver. É, tem coisas que... Aí vale aquela frase, toda melhoria gera...

Não, gera desconforto, não tem jeito. Aquela placa assim, desculpe, estamos em obras por você. Desculpe o transtorno. Desculpe o transtorno, mas não dá para fazer, infelizmente. Mas isso vai ser resolvido. Nós estamos em contato diariamente com a empresa. Hoje, acabei de receber uma resposta aqui do nosso engenheiro lá, dizendo que falou com a empresa e a empresa está só aguardando a entrega das bombas, que provavelmente é essa semana.

E recebendo os equipamentos, mais 15, 20 dias no máximo ali, encerra o problema. Aí eles vão fazer o asfalto onde quebrou, vai ficar tudo certinho, bonitinho. E todo mundo vai poder comemorar ali, graças a Deus, um avanço na questão da saúde no quesito fossa e esgoto, esgoto tratado.

coletado e tratado regularmente. Vai ser muito bom para aquele povo ali. E assim, aqui igual na Ouro Verde, temos que entender, eu estou trabalhando...

cansavelmente pra resolver sair dali e já partir por o verde também são problemas crônicos coisas difíceis de resolver tudo que foi fácil de resolver no passado fizeram, aqueles 10% que falta são locais que dão muito trabalho aquela região do Onopar, por exemplo que está quase finalizado o projeto todo

É um lugar ruim de fazer esgoto, né? Não é que você mete um cano, vai furando e joga lá dentro da coisa. Então, estamos trabalhando para resolver isso aí. Agora, esses buracos saem, abrem alguns locais, ô João? Como é que está a situação? Então, todo o serviço do SAE que envolve corte de calçada ou de asfalto de rua, né?

faz o serviço, encaminha a parte de asfalto para o setor de administração, que é eles que têm o asfalto para fazer a recuperação, e nós ficamos com a recuperação da calçada. Às vezes, Oswaldo, são lugares que precisam ter um pouco mais de tempo para dar aquela sentada no solo. Você vê que, em alguns lugares aqui, não é de alta movimentação, que teve muita pressão e que a prefeitura foi lá e fez, está precisando refazer.

É, vai afundando, Navarro. Vai afundando, vai afundando. Eu sei que é complicado, eu sei que cria um estresse. Mas assim, a gente procura fazer calçada, por exemplo. Depois de 15 dias a gente vai lá e faz. Às vezes acontece, ah, mas faz 30 dias, faz dois meses que você não fez a minha. Não estou dizendo que nós somos perfeitos, sabe, Navarro? Mas esse deslocamento da terra não pode afetar de novo o encanamento lá embaixo?

Sim, se você forçar com a máquina, querer prensar, ah, por que eu não passo um rolo em cima? Se colocar um rolo em cima e prensar muito lá embaixo, vai fazer, porque normalmente é ramal. Tem que abrir de novo. Não é assim, não é fácil, não é difícil, mas não é fácil não. A situação do esgoto aqui da Vila Maria já é fechada, João. Aqui, da Vicente Nascida? Passando, não, descendo também lá pra aqui.

Ah, ele é pro lado daquela rua que tem saída. Ah, é Maurício Ribeiro, né? Maurício Ribeiro. Não, não, estamos em andamento. Eu estou terminando, essa semana ou outra, quantificando toda a questão de material, tudo pra fazer a instalação de esgoto lá na região da Unopar, ali na escola Máximo, né? Toda aquela região que não tem esgoto ali, onde tem a Tornomar, que é por ali, que não tem esgoto, nós vamos fazer esgoto ali daqui a uns dias.

Nós vamos trabalhar, o SAI está se capitalizando para comprar esse material. Mas ali não teria que fazer uma caída lá embaixo para jogar? Como é que foi feito isso aí? É isso mesmo que eu estou fazendo. Eu fiz um levantamento geográfico de pegar tudo por gravidade e descer lá por trás da Zena Plaste, por trás da Vila Rural e jogar lá direto na Lagoas. Não conseguimos isso. É um negócio que fica assim.

Dá pra fazer? Dá, mas eu vou ter lugares onde o cano vai estar 8 metros de profundidade. Já pensou? Amanhã estoura um cano 8 metros de profundidade? Então eu não vou deixar esse problema nem pra mim enquanto eu estiver no SAI, nem pros futuros diretores do SAI que vier aqui. Mas aqui como já está na Vila Maria, como já está aqui na Vicente Nascimento, três quadras pra baixo, é só uma quadra também, não teria como já matar esse serviço. Não, vai ter que ser em extração diferente.

essa aqui é a rua que dá atrás do Ouro Verde essa rua ela sai atrás aqui do Ouro Verde, só que assim dali no Ouro Verde nós temos um um local ali onde eu não posso ir entrando e metendo um cano, que eu poderia pegar um cano e jogar lá, mas o IAT é um órgão ambiental que ele proíbe, não é assim né a prefeitura, prefeito, diretor não é assim, não é fácil assim seria legal né, a gente fazer algumas coisas que hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi hi

Não é empresa, não é um lugar particular, não é no sítio de alguém, na fazenda de alguém, que se chama só um alguém. Não, ali tem um IAT que cuida, não é assim. Não pode entrar aí cortando e fazendo do nosso jeito. Mas assim, estamos dando andamento mesmo porque...

Tem aí uma previsão de uma empresa estar comprando aqui, um imóvel aqui do lado de vocês, e vai fazer aí alguns apartamentos, aquele moradias conjugadas lá, que são quatro ou cinco andares, com não sei quantas moradias. Está em andamento isso, parece que a empresa está comprando o terreno. Já pediram para mim a viabilidade.

É, um pouquinho maior. Desse tipo aí. E a empresa já pediu aqui para o site Bandeirantes a viabilidade técnica para a água, né? Estamos estudando esgoto, né? Que aí faríamos esgoto lá por trás de todas essas cháclas que tem aqui nessa rua e receberíamos lá onde a gente vai coletar tudo do ouro verde, da rua Vicente das Filhas e fazer um sistema muito parecido com o que está fazendo aqui na...

na Vicente Nasfilho, que é essa estação elevatória. São coisas que não tem como ser muito rápido, infelizmente, né? Eu sei que é difícil, mas dá um tempinho pra nós que vamos fazer. Mais alguma coisa, João?

Não, eu queria só reforçar essa questão da água, fazer com que as pessoas entendam que realmente pode ser que a gente precisa restringir nesses meses de seca que está entrando aí, esse inverno que vem, ele promete ser um inverno rigoroso em termos de escassez de água, de chuvas.

E aí a gente vai ter que tomar as medidas necessárias. Mas isso cada um devido ao seu tempo, mas que a população já comece a entender e cada um já comece agora a tomar as suas medidas internas na sua casa para ver o que você vai fazer para diminuir o seu consumo de água. Ok. Estou sempre à disposição e assim para vocês e também lá no Saai, para quem quiser tirar dúvidas, discutir algum assunto, estou lá à disposição. Muito obrigado.