Episódios de Hipocast

Hipocast #47 - Videogames de RPG: Do começo ao fim (?)

10 de maio de 20261h41min
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Dos monitores de fósforo verde as televisões em 8k, todos gostamos de entrar em uma masmorra, esmurar algumas coisa e sair com muitos tesouros. No episódio de hoje visitamos as nossas melhores experiências com jogos RPG eletrônicos.

Participantes: Max, Vitor, Jorge e Pedro

Assuntos2
  • RPG de MesaRole-playing game · Interpretação de papéis · Matemática e estatística em jogos · Diferença entre RPG e outros gêneros
  • Histórias de RPGInvenção do D&D · Gary Gygax · Primeiros computadores pessoais · Pedit 5 · Akalabeth · Richard Garriott · Zork · Última · Tolkien · World building · Dragon Quest · Wizardry · Última 4 · Karma em jogos · Final Fantasy · JRPGs · Fallout · Baldur's Gate · The Legend of Zelda: Ocarina of Time · Majora's Mask · Tibia · MMO · Ragnarok · MapleStory · Warcraft 3 · World of Warcraft · Dragon Fable · Adventure Quest · Adventure Quest Worlds · Epic Duel · The Legend of Zelda: Twilight Princess · Nintendo Wii · Nintendo Switch · Diablo 2 · Dragon Age: Origins · Dragon Age 2 · Dragon Age: Inquisition · The Elder Scrolls V: Skyrim · Dishonored · The Witcher 3: Wild Hunt · Pillars of Eternity · Divinity: Original Sin 2 · Cyberpunk 2077 · Baldur's Gate 3 · Stolen Realm · Path of Exile 2 · Diablo Immortal · No Man's Sky · Valheim · Outward
Transcrição267 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Eu vou comprar uma porta quando não tiver que fazer outras coisas. Não tem nada a ver. É, vai, leva essa criança pra lá. Toda vez que eu vou gravar isso aqui, essa criança aparece na casa. É que é, leva esse treco pra lá, senão eu me chuperei. É isso aí. Você está ouvindo Hippocast.

Bom dia, boa tarde, boa noite aos visualizados. Meu nome é Max e bem-vindos a mais um episódio do Hipocast. E hoje o nosso querido amigo Pedro vai nos guiar por uma viagem profunda, maravilhosa, de mundos fantasiosos onde a imaginação pode florear ou não, né? É isso, Pedro? Cara, eu até achei meio estranho, assim, uma viagem profunda. Fiquei meio... Como assim? Esse é o tema mesmo que eu falei? Mas aí, sim, é isso mesmo, Max.

Porque hoje a gente vai falar sobre os jogos de RPG, videogames de RPG, os clássicos. Não é mesmo, Victor? O que você acha aí sobre jogos de RPG? Não era sobre Fossa das Marianas, então... Ah, eu li tudo errado. Puta que pariu. Não, infelizmente não. Não? Ah, mas eu gosto de videogame também. Ô, eu jogaria um RPG das Fossa das Marianas. Jogaria, não? É, joga o dado aí, teu submarino explodiu o ataque.

E o Jorge está aqui também. É, o Jorge está aqui também, exatamente. Isso aí. Que isso, cara? Que caralho? Está com alguma coisa na boca, cara? Eu estava tomando água. Desengasga do meu pau, Jorge. Pelo amor de Deus. Não, sai fora. Pelo amor de Deus. Oi, oi. Vai se fuder, Jorge. Acho que o Jorge vai engasgar com esse canudo aí, mano.

Tomou de graça Baixou o clima, hein Não ia falar baixou o nível e confundir com pesou o clima Baixou o clima Baixou o clima, hein Baixou o clima Tô com pressão baixa Baixou o novo filme do The Rock Que isso, gente Recados Que? Novo filme do The Rock?

Bom, guys, vamos lá. Começando pelo começo. Como já dizia o querido amigo... Mr. Smith. É zangado. Ele fala isso, não vou fazer nada mais. Mas o Steve deve ter tirado isso do zangado, esse maldito. Ele não é original. É, sim. Não é, não é. Gente, algum de vocês consegue me definir ou tentar me definir? O que vocês acham que é? Você é bonito, você é um bom amigo. Gostoso, tem uma voz bonita. Usa óculos, sei lá.

Não, caralho. A pele também é lisinha. Quando a minha mãe encosta no seu bumbum. Que isso, Jorge? Meu Deus do céu. Não, gente, vocês conseguem definir para mim, ou tentar definir para mim, o que seria um jogo de RPG? Vocês têm alguma ideia de como seria essa definição? Se ninguém quiser, eu posso tentar. Pode tentar, vai lá. Eu acho que a gente entra no consenso do que é RPG. RPG significa role-playing game. Certo. E role-playing game significa jogo de interpretação de papéis, em português.

Certo Portanto, imagino que seja um jogo Onde você interpreta o papel de algum personagem Que não é você, né? Não é isso? Certo Mas aí agora eu venho com a outra pergunta pra você Aquele jogo de videogame Que você trabalha como um cirurgião Que você teoricamente faz um papel de cirurgião Faz um papel de cirurgião errado Mas você faz um papel de cirurgião

Aquilo é um jogo de RPG? Ou então um Wirtle Truck Simulator, que você faz um papel de um caminhoneiro? É um jogo de RPG? Olha... Obviamente não. Dependendo da sua definição aí, né? Se você quiser levar aí o termo, né? Você pode chegar à conclusão de que é...

Sim, mas é aí que entra a grande discussão do que exatamente é um jogo de videogame de RPG. Porque a gente cai nessas armadilhas de o que exatamente é um RPG. Você pode falar que, que nem o Victor disse, é um papel. Você interpreta um personagem. Como, por exemplo, The Witcher, sabe? Onde você interpreta o Geralt.

Mas você também tem outros jogos como Uncharted, por exemplo, que você interpreta o Nathan Drake, mas não é um RPG, é um jogo de ação, é um jogo de história. O jogo de RPG, ele tem várias definições, bases, porém, o que modifica e faz o RPG, o jogo, videogame de RPG, ser um videogame de RPG, é a junção de todas essas características junto da matemática e da estatística, que a gente já vai ver daqui a pouco como que isso é. Vamos ver, matemática e estatística.

Não estou te seguindo É, você rodar um dado, D e D, por exemplo Ou você ter mecânicas de, por exemplo A sua espada dá 10 de dano E o inimigo tem 20 de HP Então você precisa dar 2 ataques no inimigo Isso é uma questão de matemática, é uma questão de código

jogo, que tem outros jogos que não tem. E isso é muito mais bem definido, porque o jogo de RPG é uma coisa muito antiga. O primeiro jogo de RPG que a gente já vai ver daqui a pouco é de 74. Ele é muito antigo. Já tem mais de 50 anos que jogos de RPG são famosos. Aquele Tax Adventure? Aquele... Como é que é? Zork? Exatamente. Esse é depois. Eu já vou falar qual que é o primeiro. Mas por causa disso, a gente tem essa dificuldade extrema de realmente entender o que...

é realmente um RPG, porque você tem várias definições diferentes, mas o que, numa grande maioria as pessoas definem que é, é a junção disso tudo, de você interpretar um papel, de você ter uma história, de você ter personagens, de você ter um mundo, junto com a estatística, que nem D&D de mesa, sabe? Com os dados, com as regras, com o XP, com essas coisas.

Faz sentido. Mas não tem como ter um RPG que se não enrola nada? Não tem matemática nenhuma? Você só fica fazendo quest ao Léo assim e não tem? Cara, eu com certeza tenho, mas é um stretch você falar que é um RPG. Você não tá necessariamente errado em falar que é um RPG, mas é um stretch.

É que se você não tem esses números, não tem progressão, né? Exato. Hoje em dia, todos os jogos têm essa merda de ter progressão, de ter questline, de ter coisa que você ganha, item que você ganha, e aí vem loot box, enfim, todas essas merdas. Mas no começo dos videogames, você tinha muito pouco dado pra utilizar. Você tinha muita pouca memória pra utilizar.

Então você precisava ser muito mais objetivo. E é aí onde os jogos eram mais simples. Porque você não tem como trabalhar. O computador vai só até um certo ponto. Hoje em dia você tem memória pra cacete, então você faz tudo junto. Mas a questão de progressão, a questão de história, a questão de você ter uma construção de mundo, escolhas, tudo isso foi de pouco em pouco crescendo com os jogos. Sabe o que eu acho que devia acontecer?

Eles deviam pegar e falar, sei lá, mandar a ONU definir. Ó a ONU, define o que é RPG.

Ou se tu quiser criar outra categoria, outros nomes, pode fazer também. Porque não tá dando certo, tá muito confuso isso aqui. Ninguém sabe o que é RPG direito. Eu te garanto que a ONU tem uma definição pra RPG, só que não pra esse RPG, né? Pro... Ah, não, mas aí o outro é muito fácil. O outro não tem dúvida.

Aí também... Não, deixa que eu faça, então, a definição do outro. Deixa esse aqui com a ONU. O Victor, dois pontos, a ONU. Não, porra, então a nossa prioridade está errada. Vocês sabem o que significa RPG do outro? É Rocket Propelled Grenade, né? Uma coisa assim. É, só que isso foi feito para as pessoas lembrarem do nome em inglês. Mas originalmente é... O que isso significa traduzindo literalmente? É russo essa porra? Sim, é russo. Sim.

É russo, RPG é uma arma russa. E o que significa, que nem o Victor perguntou aí? É... Rocket-propelled grenades. Ai, tomando teu cu. Filha da puta. Ai, que filha da puta. A gente anou em círculos, foi isso? Não, pra ser justo, em russo, significa lançador de granadas, anti-tanque portátil. Ah, agora não. Preferia ser, então, L, G... A, P. A, P.

Ah... LGBT. LGBT. É legape. Legape. Legape é bom. Legape. É o mais forte contra os tanques. É? Legape. O que você vai usar? Você vai usar o legape. Legape. É? Muito melhor que RPG. Para pensar. E aí não fica confuso. Sim. E tem o negócio da coluna também, né? Esse aí... Pô, também tem tanto... Negócio da coluna? Reposicionamento postural global.

Olha, esse aí tem que mudar o nome também. Cara, joga tudo para a ONU e ele se foda. Joga tudo no colo da ONU. Manda ele fazer alguma coisa, né? Não faz merda nenhuma. É, cara, você tem que decidir as coisas. Pô, tem que pelo menos ter uma alternativa para a realidade toda bagunçada. Tem que entregar para o Inmetro. Não é Inmetro? Não, mas o Inmetro foi implodido.

E antes de a gente começar a falar sobre os RPGs em si, a gente precisa falar um pouco sobre a história. E pra gente falar sobre a história dos RPGs, é impossível a gente não comentar sobre uma coisa que a gente já falou. No hipocast de RPG em si, que é a invenção do D&D. A primeira edição do D&D de 74, criado pelo famoso Gary Gygax.

Essa edição foi tão influente, teve tantos ramos diferentes. Só que, como vocês sabem, ou não sei se sabem, mas em 74 ainda não existiam os PCs pessoais mesmo. Os personal computers, que a gente chama, né? Talvez eu ache que até tinha, mas não tinha com tanta memória e tanta tecnologia assim, quanto os que foram lançados em 77, que é o Mac 2, ou o Apple 2, eu acho. E um da IBM e outro da Microsoft, que eu não vou lembrar o nome agora.

É, pô, dois. Parece tipo assim, tu pergunta pra um velho assim, ah, me diz o nome do computador aí ali. É, pô, dois. Isso é da vibes do feijão com farinha, né? É. Vocês sabiam que quem inventou RPG mesmo foi a minha mãe? É. Que isso, cara? Não, agora é... Vai, calma. Ele tá falando do Propelled Grenade Launch.

Não, não, não. A minha mãe brincava com a minha irmã e comigo também, anos depois, né? De uma brincadeira que era assim. Ela começava a contar uma história e aí a criança se tornava o personagem da história, entendeu? E aí ela fazia todos os personagens, que seriam os NPCs, que é pra criança interagir. Ela fazia vozes, ela fazia o teatro e botava ação pra criança agir, entendeu? Pra estimular a criatividade da criança. Ela fazia isso com a minha irmã nos anos 70.

Caralho, mas será que foi em 74 ou pra frente? É, deve ser por aí, né? Aí é louco. Ah, não, na real que não, porque minha irmã nasceu nos anos 80. Minha irmã nasceu em 81. Ih, bá, então... É, então foi depois. Tua mãe copiou o Gary Gygax, é isso? Minha mãe copiou o Gary Gygax. Caralho.

Pai, esse negócio é de tu contar uma história pras crianças e elas interagirem. Não tem o filme da Dan Sander sobre isso, não? Eu acho que tem, hein? É um faz de conta que acontece, eu acho, no outro filme. Ah, é aquele que cai um caminhão de doce nele quando ele tá na ponte? É, uma porra sim, é. Isso aí. É, esse filme é foda. Ah, tô ligado. Não tô ligado. Calma.

Calma lá, não sei se é foda. Faz tempo, faz tempo. Calma, no bolso também. Cara, é um típico filme bobinho do Adam Sandler, né? É, é o filme que o Adam Sandler é o Adam Sandler com uma criança. E uma gostosa no fundo. É, exatamente. É isso daí. É sempre assim. Passava na TV, Sessão da Tarde, essas coisas.

É, com certeza. Enfim, a gente então... Bom, se você quiser ouvir mais sobre a história do D&D, vai lá ouvir o nosso hipocast sobre RPG. Aqui a gente só vai comentar por cima, falando que o D&D foi extremamente influente porque você tinha uma quantidade absurda de nerds que estavam na faculdade e viram isso lançar e queriam muito jogar RPG.

Porque todos eles jogavam jogos de miniatura e passaram a jogar D&D, que é a evolução dos jogos de miniatura, como Warhammer, enfim. A partir disso, esses jovens que estavam na faculdade, como a gente ainda não tinha os personal computers, os PCs, as faculdades que tinham esses computadores enormes, que custavam mais de 100 mil dólares, eu acho que um modelo deles até era 140 mil dólares, que foi lançado em 74.

Eram supercomputadores, que na época, hoje em dia, é uma piada o quão tecnológico aquilo é, mas pra época era muito foda. E aí, isso faz com que esses jovens, que estão muito interessados em jogar RPG, e muito interessados em programar as coisas e ver os números na tela, quisessem, por vários motivos, mas...

facilitar o combate do D&D, conseguir jogar sozinho, desenvolverem códigos e jogos nesses computadores das faculdades. Só que é aí que a gente chega no problema. Qual que é o primeiro RPG desenvolvido? A gente não sabe, não tem como saber. Por que a gente não sabe? Porque as faculdades viam esses jovens com esses computadores de cento e poucos mil dólares tentando fazer joguinho e eles ficavam putos e apagavam os códigos, proibiam os códigos.

E a partir disso a gente não tem muita noção de quando foi o primeiro RPG. Exatamente por causa dessa dificuldade de criar o jogo, criar o código. Então você está dizendo que a mãe do Max ainda tem uma chance, então. Ainda tem uma chance. Ela pode ter programado um jogo, só que deve estar. Exato, isso aí.

Da Yale. Bem forte. Mamãe vem forte. Mamãe vem forte. É, muito forte. Mamãe falei? Não, não, não. Não, não. Aí não, aí não. Que isso? Aí não. Calma, calma. É forte, mas não é tanto assim também.

E aí, a gente chega no, teoricamente, o primeiro jogo desenvolvido, que é um jogo chamado Pedit 5. Como é que é? Pedit. P-E-D-I-T 5, tudo junto. Pedit 5? Pedit 5. Esse é um jogo muito...

É bem da época ali Ele foi lançado um ano depois do D&D A primeira edição do D&D, ele foi lançado em 75 E ele é um jogo quase text Você... A grande maioria das coisas você faz por texto Você raramente comanda o bonequinho Assim, na mão, sabe? Com setas, essas coisas Você manda ele pra esquerda, você manda ele pra direita Você sempre precisa digitar Mas ele é o registro mais próximo que a gente tem

do primeiro RPG, porque ele tem tudo. Ele tem sistema de combate, ele tem sistema de XP, ele tem sistema de constituição, força, destreza, sabe? Ele é o mais próximo que a gente tem do primeiro sistema feito do Day Day, sabe? Por código, por computador. Ai, é um bonequinho. Ai, é um dungeon crawler.

É. É um dungeon crawler. Ele é muito da hora esse jogo. Eu acho que tem até na Steam essa porra. Caraca, olha o bonequinho. Pô, esse bonequinho é lendário, hein? Nossa, silhueta definida. Meu, muito foda. É, pois é. E pra você ouvinte que não tem como ver aí, é uma tela preta com um monte de quadrado, laranja e um monte de texto. E um bonequinho que é uma sprite de cor laranja também. Pô, eu jogaria isso aí pra caralho. Porra, imagina.

Eu também jogaria. Eu consigo imaginar a gente jogando isso aí na sala de aula, cara. Temos que gravar uma gameplay. Bora. Tô brabo. É.

Gameplay Pedido 5. Também conhecido como The Dungeon. É, pois é. E aí, cara, a partir desse jogo, a gente tem vários subdesenvolvimentos, também continuando em faculdades até a gente chegar em 77, onde a Apple, a Microsoft e a IBM ambas lançam os seus...

próprios computadores pessoais, os seus personal computers, e aí as pessoas começam a conseguir programar em Basic, que era a linguagem desses computadores na época, né? E as pessoas começam a querer desenvolver tudo quanto é coisa, aplicativos, enfim, e jogos. E aí a partir disso, a gente tem o, provavelmente, um dos mais influentes de jogos dessa época, que é o Akalabeth. O Akalabeth, se vocês não conhecem, se vocês não sabem o que é...

A Calabathe é um jogo que ele foi desenvolvido por um moleque de 14 anos, se eu não me engano, ou 16 anos, que é o jogo... Que é o nome... Deixa eu pegar aqui o nome dele, desculpa. Worlds of Doom. É, o nome dele é Richard Garriott. Quando ele começou a desenvolver o jogo, a primeira versão do jogo se chamava D&D maiúsculo. Era só isso, era só D&D maiúsculo. E você não pode confundir com D&D minúsculo, que é outro jogo, também da época.

Mas esse jogo, ele passou por, eu acho que 30 e poucas mudanças diferentes que ele foi fazendo enquanto ele tava estudando e trabalhando, ele foi desenvolvendo esse jogo. Até que ele chegou na, acho que 28ª edição, e ele falou, cara, vou fazer um jogo sobre isso mesmo, vou mudar o nome. E aí ele colocou o nome de Yacala Beth. E não só ele fez o jogo, uma coisa muito importante é, por que que é tão forte essa questão de o computador não ter memória suficiente?

Porque os RPGs dessa época, se eles tinham muita informação como a Calabath, por exemplo, que é um jogo que ele tem muita coisa pra você digitar, ele tem muito texto, ele tem muito comando. O jeito que o cara conseguia descrever o jogo é não só pelo jogo, mas pelo manual do jogo. A Calabath é um jogo que ele tinha um manual muito grande, muito extenso.

E nesse manual, o cara descrevia os cheiros dos cenários, ele descrevia os monstros, ele descrevia tudo. Porque não tinha espaço dentro do computador pra fazer isso. Então, os tutoriais também eram no manual, era tudo no manual. Então, pra você jogar o jogo, você lia o manual primeiro.

E enquanto você estava jogando o jogo, você ia lendo o manual, pra você entender melhor. Pá, cheguei na sala 36. Qual que é a descrição da sala 36? Ah, a sala 36 é escura. Ela tem os sons tal, o cheiro tal. Então era tipo um livro, jogo e um jogo de videogame tudo junto. Exatamente. E é assim que é os anos 70. Os anos 70 inteiro é só isso. É só esse tipo de jogo, porque não tinha desenvolvimento tecnológico ainda suficiente pra avançar disso, sabe? Pode falar. Não, não.

E aí, que eu vou passar, eu vou pros anos 80 agora. Ah, tu já vai passar? Não vai falar de Zork, pô, eu gosto de Zork. Tu quer... Então vamos lá, vamos falar de Zork, vai. Então, Zork é um text adventure, é o primeiro text adventure que eu joguei. Eu joguei quando eu tinha uns 13 anos de idade. Pra quem não sabe, era a época em que era muito difícil você fazer alguma coisa gráfica no computador. Por causa de todo esse problema de memórias e tal, aí que o Pedro já descreveu. Mas calma, peraí, peraí, só te cortando. Zork não é dos anos 80?

É de 80... Não, acho que é de 77. Qual que é o nome do jogo? Como é que se escreve? Zork. Zork. Z-O-R-K. É, 77. É isso mesmo. Pode continuar. É. Só que eu joguei um aporte do DOS na época. Teve uma época aí quando eu era adolescente, com 16, 17 anos, que eu fiquei maluco com jogar jogos de DOS. Foi quando eu...

Joguei Monkey Island também pela primeira vez e tal. E aí eu tava jogando várias coisas em terminal, assim. E Zork é um jogo que só tem texto. Então é basicamente um livro-jogo digital. Só que é legal porque naquela época, gente, as pessoas nem concebiam a possibilidade de existir um chatbox de IA, né? Uhum. É, não tinha, não. Era zero, assim. As pessoas não tinham ideia de nada além de texto, sabe? Um sprite já era uma loucura do caralho. Pois é, e aí você conseguia meio que conversar com o computador, tipo.

Você tinha, obviamente, uma dezena de limitações, né? Centenas de limitações. Mas você conseguia dialogar com o computador. Você podia fazer ações e o computador entender as suas ações e dar resultados sobre as suas ações materiais, assim, dentro do universo do jogo. Que eu achei muito maneiro. E assim, pra um jogo de 77, ele é relativamente complexo, tá? Ele é um jogo difícil. Sim, sim.

O objetivo dele é você entrar... É um dungeon crawler também. Ele é um dungeon crawler. E ele tem 19 tesouros que você tem que pegar e levar de volta pra casa e botar na tua prateleira de troféus. O que é interessante porque você não consegue enxergar a prateleira de troféus, que é o principal objetivo de se ter uma prateleira de troféus.

Mas você pode imaginar a prateleira de troféus bem cheia, assim, é legal. Entendi. É, uma coisa muito clássica desse tipo de jogo, assim, até os anos 2000, mais ou menos, você imaginava grande parte de como o jogo é. Muito difícil você ter uma imagem muito clara do que o cara tá querendo fazer ali, porque não tinha código, não tinha memória, não tinha nada o suficiente direito pra você pegar certinho ali qual que era a mensagem que o cara queria passar pra ti.

E aí, seguindo esse pressuposto, seguindo essa ideia, a gente vai pros anos 80, que é onde a gente tem a verdadeira fundação do que é um RPG, o que é um jogo de RPG. E aí eu vou começar falando de um jogo chamado Última. Não sei se vocês já ouviram falar desse jogo. Nunca na minha vida. Última, ele é um jogo de RPG dos anos de 1981.

E o porquê que esse jogo é tão importante? Até agora, a gente só tinha Dungeon Crawlers. Como o Max falou aí do Zork e, enfim, os outros jogos que eu citei, todos eles eram Dungeon Crawlers. Porque você não tinha uma noção... O RPG da época era muito isso. Era ser um Dungeon Crawler. Até que esse mesmo cara que criou o Temple of Apshai, o... perdão, Temple of Apshai não, o Akalabeth, o mesmo cara que desenvolveu Akalabeth, ele leu Senhor dos Anéis. Ele leu Tolkien.

E o que que o Tolkien era muito foda? Fumar. O Tolkien era muito foda em escrever, mas ele também era muito foda. Também? Duas coisas, tá bom. A terceira coisa que ele era muito foda era o quê? World building. O world building do Tolkien é muito foda. E aí esse cara leu Senhor dos Anéis e falou, eu vou fazer um jogo que seja, tem o mesmo world building do Senhor dos Anéis.

E ele fez Última. Caraca, esse cara era foda, hein? O cara era muito criativo, hein? Muito foda, extremamente criativo. Quer dizer, mais ou menos, né? Ele era criativo de um jeito e do outro jeito ele era adaptativo. Exato. Cara, ele lançou Última com 18 anos. E o... Porra, olha isso. Ele lançou já dois jogos e ele não tem nem 20 anos ainda. O que esse cara tá fazendo hoje, será, na vida? Ah, eu não sei. Eu não cheguei a ver o que ele tá fazendo hoje na vida. Tá fumando, parece. Mas deve tá fumando, né?

Fumando, fazendo world building. E aí, cara, se vocês pesquisarem aí, última, o primeiro, o último RPG, o jogo, vocês vão ver que, cara, é um jogo que ele é meio, óbvio, o gráfico é escroto, mas ele já tem essa estética, sabe a estética de Zelda? De você andar por um mundo e até você chegar numa dungeon, entrar na dungeon e acontecer as coisas? É muito isso, só que em 1981.

Sabe? 17, 18 anos antes do Ocarina of Time, por exemplo. É extremamente inovador essa ideia que ele trouxe, sabe? E a partir de última, a gente tem vários outros jogos dos anos 80, como Dragon Quest. A gente tem a continuação do última. A gente tem Wizardry também, que é um outro jogo de texto. Só finalizando os anos 80, tem dois jogos que são muito importantes pra época e que influenciaram muita coisa depois. O primeiro deles é o Última 4.

É a quarta continuação desse jogo que a gente acabou de comentar sobre. Que o que ele faz? O objetivo do jogo não é necessariamente você derrotar o boss final. O objetivo do jogo é você se tornar uma pessoa virtuosa. Então ele introduz um sistema de karma no jogo. É a primeira vez que isso é introduzido no mundo dos jogos. É um jogo de RPG que você tem que fazer bem pras pessoas. Você tem que ser um cara legal. Você tem que fazer as missões pra ajudar a galera.

Sabe? Isso muito lá atrás já acontecia. E o segundo jogo, que ele aparece a primeira vez no final dos anos 80, é Final Fantasy. É aí que começa a era dos JRPGs. O Final Fantasy é lançado em 87 e ele vem com essa história épica, com esses personagens que são maravilhosos, de um mundo maravilhoso, sabe?

E ele já vem com essa introdução, a narrativa de uma narrativa de um grupo de heróis. Que aí vai ficar extremamente famoso. Uma party. Exatamente. E aí, a gente chega nos anos 90. É aqui que a gente vai começar a falar dos jogos que...

A gente mais conhece mesmo que mais trouxeram influências. O problema dos anos 90, só antes de a gente começar a falar sobre os jogos, é que nos anos 90, a gente olha pra trás, pros anos 90, com muito zelo. Por causa dessas grandes influências que eles trouxeram. Mas ele não é uma época muito boa pra esse tipo de RPG. Quase ninguém comprava jogos de RPG nessa época. Porque os RPGs, eles começaram a ficar muito nichados.

Era muito complicado, às vezes o controle e a história era muito difícil, os personagens não eram muito conectados, não dava pra você se conectar com os personagens direito. Então, os anos 90 foi meio que um limbo pros RPGs. Óbvio, teve um monte de coisa, um monte de inovação, mas ele não foi muito legal pra época. Quando a gente começar a chegar pro final dos anos 90, aí vai ser diferente. Que eu já vou falar aí um jogo que eu acho que todo mundo tá rapado de falar.

Só antes de a gente chegar lá, eu quero falar que algumas das sagas que a gente conhece hoje em dia, muito famosas, começaram aqui. O primeiro deles é Fallout. Fallout de 97, o primeiro Fallout de 97. E o primeiro Fallout trouxe um monte de coisa nova, trouxe um monte de diálogo. Os seus perks, os seus pontos de inteligência, força, essas coisas, elas influenciavam o jeito que o seu personagem interage com o mundo. Então era realmente, era muito mais palpável você fazer, você entender o que é realmente um personagem burro.

Se o seu personagem tivesse pouca inteligência no primeiro Fallout, ele não conseguia falar com os personagens. Os personagens não entendiam ele, eles achavam que ele era burro. Quer dizer, ele era burro. Eu gosto do Fallout até hoje por causa desse negócio de ter o atributo afetar o diálogo. Porque geralmente é tipo assim, tem um... No Fallout tem tipo, ah, é sim, aí sim, de uma maneira diferente. E aí é, tira no cara, tá ligado? São sempre essas três opções de diálogo. E a quarta opção é doubt. É, é, é.

Aí a gente tem também o primeiro Baldur's Gate, que hoje em dia... O terceiro Baldur's Gate virou uma coisa completamente diferente do primeiro e do segundo Baldur's Gate. Mas eles também são dessa época, os primeiros dois jogos são dessa época, são de dos anos 90. Extensos. E aí... Extensos pra caralho. Depois de toda essa questão, a gente chega provavelmente no jogo mais influente, que mais influenciou o jeito que os jogos 3D acontecem.

E o jeito que as pessoas veem um jogo de RPG, que é o Zelda Ocarina of Time, né?

Vamo! Vocês aí que são amantes do Ocarina of Time, se vocês quiserem dar uma prévia do que é. Vai lá, Max, você tem mais desenvoltura com as palavras do que eu. Cara, o Ocarina of Time foi o primeiro RPG que eu joguei na minha vida, eu acho. Eu joguei antes de Tibia ainda. Eu tive um Nintendo 64, ali por volta de 2003, 2004, mais ou menos. E o Ocarina of Time, se eu não me engano, é de 77, né? Exato, 97, isso mesmo. É.

E aí eu tava, eu tinha o meu 64 aqui em Santa Catarina e eu jogava muito Mario 64, eu gostava muito de jogar Mario e tal. E aí eu fui visitar a minha tia, que ela na época morava no Rio de Janeiro, e aí tinha um amigo dela lá, não lembro exatamente qual que era, o parentesco dela com esse cara, mas era um molecão assim, de uns 25, 26 anos, nerdzão, que gostava de videogame, gostava de jogar, tá ligado?

E aí eu tinha lá os meus sete anos, seis anos, sei lá. E aí eu... Novinho, novinho. É, bem moleque. E aí eu falei pra ele assim, ah, eu tenho o Nintendo 64 lá em casa. Daí ele falou, é, então eu vou te dar um jogo de presente. É o melhor jogo que existe. E eu falei, qual? Aí ele me deu a fita do Ocarina of Time. Caralho. Aí eu trouxe de volta aqui pro sul, fui jogar. E realmente, eu joguei horas e horas e horas do Ocarina of Time.

Sem entender o que eu tava fazendo direito. Porque ele me deu a versão japonesa do jogo, né? Clássico, né? Nossa.

Sim. E aí tava tudo em japonês. E aí era difícil de jogar, difícil de entender o que tinha que ser feito e tal. Então eu passei horas e horas e horas naquela primeira área de Login' of Time, que é Kokiri Forest, né? Porque é meio que tentativa e erro quando tá tudo em japonês e você tem sete anos de idade. Sim, sim. Então...

Eu joguei muito, muito até conseguir sair da floresta. Fazer a primeira dungeon, sair da floresta. E aí, quando você sai da floresta, que é meio que um tutorial, né? Pra você aprender todas as mecânicas básicas do jogo e tal. E aí, o jogo te joga no Open World. E aí, eu fiquei bolado, cara. Eu falei, meu Deus do céu, cara. Tem um mundo inteiro pra explorar aqui. Tem um monte de caminhos que eu posso... Eu acabei de ficar oito horas numa DG. E agora eu tô todo fodido aqui. Isso.

E o jogo é muito mal do que eu pensava e do que era. E aí, na época, eu nem cheguei a zerar. Eu sei, porque eu tava em japonês, né? E eu era muito pequeno. Mas eu joguei muito, muito, muito, muito. E eu gostava de ficar andando a cavalo só, sabe? E quebrando as coisas. Sim. Aproveitando a musiquinha. É, a trilha sonora... É absurda, cara. Tocar no off time é ridiculamente foda, né? É muito, muito boa. É, foi o primeiro RPG que eu joguei.

E é o que me fez me apaixonar por esse gênero. Muito massa. O Jorge também é um grande fã, né, Jorge? Ah, é.

Eu acho que eu sou mais fã da trilha sonora do que do jogo em si. Porque como eu não era muito habilidoso e eu joguei na época em que os emuladores de Nintendo 64 estavam nos PCs. Eu só aproveitava a musiquinha e ficava passeando também. Na primeira vez eu não cheguei a zerar. Mas eu gostava muito, muito mesmo de ficar tocando música no Ocarina, né?

E tu, Victor, já jogou Ocarina of Time? Não, nunca joguei na vida. Nunca jogou? Não. Boa, Victor. Tu não é do Zelda, então. Mais um junto com o joguinho amarelo lá, todo preto, pra fazer uma gameplay. Ah, o Pedint 5. É loucura tu não jogar, nunca ter jogado Ocarina of Time. Baixe agora o emulador e vai jogar. É, tem que jogar. É, tipo, obrigatório pra quem gosta de jogar RPG. É muito massa. Eu, inclusive, aprendi a tocar Ocarina e toco Ocarina mais de uma década por causa desse jogo. É muito massa, cara. É muito massa.

Eu lembro que quando eu saía com o Max pra alguma coisa, tinha dia que era eu e ele jogando Ocarina of Time. Ou o Majora's Mask. É, o Majora's Mask também. O Majora's Mask eu só fui jogar depois também. Nessa época aí dos emuladores que o Jorge falou. Nunca tive a fita. Eu nem sabia que existia. Depois que eu fui descobrir que existia o Majora's. E o Majora's é muito legal também. É muito maneiro. Mas é um Ocarina of Time um pouco mais dark, assim.

Com uma pegada um pouco mais sombrinha. É bem legal também. É do mesmo cara ou não? Sim.

Sim, sim. É o mesmo pro time de development. Tudo igual, sim. Mesma mecânica. Tudo muito parecido. E o Ocarina of Time, ele foi tão influente, mas tão influente, que a majoritária... A majorazão.

A maioria. A maioria. A maioria, isso. A maioria dos jogos 3D que vieram depois, a partir dos anos 2000, eles foram extremamente influenciados por Ocarina of Time. Mas muito mesmo. Tanto que os caras fizeram o Ocarina of Time. Ocarina of Time ficou tão famoso que eles não iam ser burros. Eles foram lá e fizeram a continuação. É uma continuação, né? O Majora's Mask é uma continuação do Ocarina of Time. É praticamente sequencial, sim. É, mais ou menos. Exato. E eles fizeram a continuação.

É, tipo assim, foi tão foda que vamos fazer tudo igual e vender igual. É, tem timelines, é um negócio mais complicado, mas sim, sim, é como se fosse uma continuação. E aí, a partir dos anos 2000, os anos 90, ele tava decaindo, os RPGs, como eu falei pra vocês.

Quando o Ocarina of Time lançou e os JRPGs vieram forte com Final Fantasy VII e tudo, os anos 2000 foi um boom de RPG. Quase todos os jogos famosos, extremamente famosos, assim, da época que todo mundo conversava sobre, eram RPGs. Todo mundo tava hypado com o gênero. Era, porra, lançou Majora's Mask, lançou Runescape, lançou Adventure Quest, More Wind, Star Wars, sabe? Uma cacetada de jogo, veio assim, um atrás do outro. Por causa do quão influente foi...

foi Ocarina of Time. Eu acho que é o jogo mais influente de todos os tempos e discutivelmente o melhor jogo de todos os tempos, na minha humilde opinião. É, sim, discutível, mas o influente, sim. Pros RPG, sim, ele foi o mais influente. O sistema de targeting, cara. É muito absurdo, cara. É um RPG open world em 3D. Porra, é muito na frente do seu tempo. É muito foda. E aí, bom, a gente chega em 2001, lança Runescape. Alguém que fala alguma coisa sobre Runescape? Ah, merda. Opa, opa. É, vai tomando, Max. Vai tomando, meu momento.

Mais um que eu nunca joguei na minha vida. Eu, RuneScape, eu também nunca joguei. Eu só queria falar que a gente pulou tíbia, tá? Não queria falar nada. 97 é tíbia, mas tá bom. 97 é tíbia? É. Acho que é válido ir no tíbia, então. Quer falar tíbia? Vamos falar tíbia, então. Volta no tempo.

Tibia, na verdade, surgiu como meio que um mod, entre aspas, né? Um jogo muito inspirado em Ultima. Não sei se vocês sabiam disso. Não, eu não sabia. Porque eu pesquisei aqui como é que era o Ultima e eu pensei, essa porra aqui é parecida com o Tibia, hein? Pois é, pois é. É Ultima com muita coisa de Senhor dos Anéis também. Então os primeiros NPCs de Tibia, as primeiras questlines, é tudo muito parecido com Senhor dos Anéis.

São os alemães que gostavam muito de Senhor dos Anéis, estavam na faculdade, gostavam de jogar RPG e aí começaram a fazer esse jogo pra eles mesmos. E aí depois a galera da faculdade começou a jogar e aí eles foram expandindo. É um RPG, acho que junto com Skyrim também, porque eu joguei muito Skyrim, é um RPG que eu mais joguei na minha vida. E é isométrico. Bom, acho que difícil um brasileiro não saber o que é Tibia, né? Talvez se a gente tiver ouvintes mais jovens aí, que não tenham ainda. É, mais jovens também.

É, porque nos anos 2000 foi uma febre de ir no Brasil. Todo mundo jogava, cara. O Brasil, desde então, desde os anos 2000, é o maior mercado do jogo. Ainda que o jogo seja alemão, é o lugar onde mais tem jogadores no Brasil. Antigamente era um RPG simples, assim, não tinham muitas...

variáveis, né, pra você levar em consideração as armas tinham ataque, as armaduras tinham defesa, você tinha uma velocidade você tinha uma capacidade de quantos itens você conseguia carregar e era basicamente isso, mas com o tempo o jogo foi ficando cada vez mais sofisticado mais complexo e hoje é um jogo basicamente de Excel, sabe, tem um milhão de variáveis diferentes que você tem que levar em consideração um milhão de builds diferentes e assim

Enfim, pra quem gosta desse tipo de coisa, é um jogo bem legal. É um jogo muito completo, que recebe dois updates grandes todo ano. Tem um no inverno e um no verão. Então, e depois de 29 anos, calcule aí quantas áreas tem, quantas questlines tem pra fazer. É um jogo gigante, mas... É nível wow essa porra. É maior até, eu acho. É, é doideira, cara.

É muito grande, é muito grande E o que eu gosto mesmo, que eu não jogo mais Tibia já há muito tempo Porque esse negócio de tabela de Excel De um milhão de coisa pra levar em consideração pra fazer uma hunt Não dá pra mim, sinceramente Não é minha parada Se você quiser jogar em alto nível, você tem que saber muita coisa Muita coisa mesmo Você precisa de um manual Porque tem um milhão de variáveis que afetam o teu gameplay E como você vai fazer o gameplay também afeta É muito complicado O Tibia virou um jogo muito complicado Nos últimos, sei lá, 10, 15 anos E aí

Então pra mim não dá. Mas o que me interessa, o que eu consumo de Tibia ainda, é justamente lore. Eu acho que a lore do Tibia é muito maneira e não só a lore oficial, ou seja, a história do jogo, do universo do jogo, mas a lore que o jogo tem.

dos últimos 30 anos, porque você tem jogadores míticos, né, você tem 30 anos de história do jogo, então você tem nomes que são lembrados como grandes heróis que não jogam mais, né, você tem lendas do que eles fizeram 20 anos atrás, 25 anos atrás você tem quests que foram finalizadas só por alguns jogadores e ninguém sabe como eles fizeram então tem a lore do jogo, ou seja, do universo do jogo de onde o jogo acontece, mas também tem a lore do jogo mesmo, de como o jogo foi jogado nos últimos 30 anos, e eu acho isso muito maneiro. Sim.

É, é nível Leroy Jenkins do WoW. Isso, exatamente. Esses jogos que tem muita coisa, muita história, além da história do jogo, tem muita história na vida real, óbvio, isso vai acontecer. É que aí a gente tá entrando também em uma coisa muito importante que a gente não falou, que é MMO, né? Que aí, quando tu começa a botar muita gente na mesma sessão ali pra jogar o jogo...

Aí vai se criando narrativas que nem tem nada a ver com o que foi criado pelos desenvolvedores do jogo, né? Exato. Sim. No tíbia você tem, por exemplo, grandes guerras de guildas que já nem existem mais, né? Facções diferentes, é claro. Sim, de pessoas que jogavam quando tinham 18 anos e hoje tem 40, tá ligado? Não jogam mais. Sim.

Mas a história das guerras tá lá, tá? Tá documentado, tá ligado? As pessoas falam de... Tipo, tem crianças... Crianças, né? Tem gente, sei lá, de 20 anos que joga o jogo que não era nascida quando essas guerras aconteceram. E falam delas. Exato. É muito louco. Isso é característica de MMO super antigo. E, cara, é muito legal. Isso eu acho do caralho. Eu acho que é uma das coisas que mais vende o sentimento de um MMO. E é uma das...

Porque eu tenho tanta pena de ter nascido tão tarde. Porque isso deve ter sido um puta sentimento legal. Porra, é pior que foi mesmo, tá?

A época de ouro do Tibia, a época das Land Houses, né? Também muita gente jogava Ragnarok na época. Sim, sim. Nossa. Ragnarok também tem algumas características parecidas e tal. Eu nunca cheguei a jogar Ragnarok. Jogavam também MapleStory. Tinha vários, né? Desses MMORPGs. Ah, é. Um monte, um monte, né? Mas você meio que escolhia um e jogava só aquele e xingava os outros na época. Não tinha muito assim que jogar vários.

E aí... Até hoje em dia, até hoje em dia, assim. O primeiro que você descobrisse, né, você virava um... Isso, normalmente é isso. Um bispo daquele jogo. Mas é, cara, é desse jeito mesmo. E aí, com a época de ouro do Tibia, das lan houses, era muito foda, cara.

Era muito massa. As galera se reunia pra fazer corujão. Passava 9, 10 horas lá na house jogando. E o jogo é um jogo de grind, né? É de você ficar 10 horas fazendo a mesma hunt, gastando as mesmas coisas. Só que você fazia com os seus amigos. E vocês ficavam falando merda, ficavam comendo salgadinho. Cara, bons tempos. Era muito massa. Eu sempre quis ir lá na house, mas meus pais não deixavam. Nossa, cara. Era uma época foda, tá? Eu queria jogar Warcraft 3 na house. Ninguém deixava, não deixava.

Bota que parede Rain of Chaos É, Rain of Chaos e Frozen Throne, né, amigo? Esse Frozen Throne aí eu joguei bastante nos mods, cara Tinha um minigame que tu jogava de PUD, eu acho Eu não tinha internet, então eu não tinha como instalar mod Então eu devo ter zerado esse jogo umas 150 mil vezes

É, então, Warcraft é um jogo que eu nem botei na lista, porque por mais que ele seja um RPG, ele tá mais pra um... Eu não gosto, não quero falar. Não, Warcraft não é um RPG, é um RTS. O World of Warcraft é um RPG. Ele é um RTS, exatamente. O MMO é um RPG, mas o Warcraft original, ele é um RTS. Que...

Ele cai mais ou menos no mesmo nicho E também é um dos jogos que a galera fala Quando fala de RPG, por mais que não seja Quando eles falam de RPG, eles lembram de Warcraft E falam que era um jogo extremamente nichado Era muito difícil também, era difícil pra caralho Porque pensa um RTS Só que na tecnologia dos anos 90 E tipo

com um sprite lixo, sabe? Não tinha como você entender o jogo direito. Hoje em dia, o cenário competitivo de RTS... RTS como um todo tá meio morto, né? Mas eu acho que competitivamente jogar um RTS é a coisa mais difícil que tem. Sim, é muito competitivo. Porque tu tem que ser muito inteligente e tu tem que ser muito mecânico, cara. E tu não controla só o teu boneco que nem no LoL. Tu controla um monte de boneco em um monte de lugar do mapa diferente. O microgerenciamento é absurdo.

Tem que fazer tudo ao mesmo tempo, cara. Tem que coletar recursos, tem que escoltar, tem que matar os inimigos, tem que... Meu, cara, é muita coisa aí. É, esse é muito chato, essa é a verdade, tá? É um jogo chato, mas caralho. Cara, tu só diz isso aí porque tu não tanca, né, amigo? Tu não tem capacidade, né? Tu toma. É, a dura verdade é que é essa mesmo, mas tá roubada.

Nunca jogou um StarCraftzinho, Max? Ah, muito pouco, muito pouco. Ah, então tá valendo. A gente tem que jogar um RTS, achar um RTS que tenha um monte de planilha do Excel pra jogar com o Max. Isso, Deus me livre. O máximo que eu joguei assim, um pouquinho mais de RTS, foi Civilization. Mas bem pouco. É por isso que você tem que jogar Europa Universalis Multiplayer com 50 nego comigo, cara. A gente vai te mostrar o que é um RTS, de verdade.

Tá bom, tá bom. Uma pequena curiosidade, né, se a gente continuar. É até por isso que a Coreia do Sul é muito forte em todos os MOBAs, né? Porque eles eram loucos do RTS. O que os japoneses faziam de JRPG, os coreanos jogavam de RTS. Enfim. E os brasileiros jogavam futebol, né? O Warcraft é o... Warcraft não, né? O Starcraft. O Starcraft é o futebol da Coreia do Sul, né? É. Recentemente foi tomado pelo LOL, mas é muito forte.

Não tem como, né? É o Faker? É o Faker. É o Goat. É o Goat. Não tem como. Depois de falar de Holy Escape, alguém quer falar... Max, tu quer falar de Morrowind? Tu quer ter alguma coisa a dizer sobre o Morrowind? Não, eu só tô pensando em baixar pra jogar. Eu nunca joguei direito, mano. Mas Zelda Scrolls? A gente vai direto pro... Morrowind. Aqui antes ainda tem o Arena, né? E tem o Qualquer 2. Ah, é aquela... Daggerfall. É, sei lá. Ninguém lembra que existe.

É porque cai na mesma coisa. É um jogo, Dungeon Crawler, que você só, tipo, você vai girando a sua tela. É quase igual todos os outros RPG dos anos 90, sabe? Só que o que deixou realmente a saga famosa foi o terceiro, que é dos anos 2000. Antes ele era um RPG igual aos outros. E era nichado e as pessoas não jogavam direito pelos mesmos problemas que eu já falei. Era muito difícil de você entender e era muito difícil de você jogar. É verdade. E aí a partir do terceiro a gente tem uma diferença.

Porque o terceiro é mundo aberto, não é, Max? É. Exatamente. Aí... Mas o... Não, mas o... O Daggerfall também é mundo aberto. O Daggerfall é mundo aberto, mas as missões dele eram só Dungeon Crawling, não era? Eu acho que sim. Eu nunca joguei... É. Nunca joguei, eu só vi gameplay. Eu sei que o mapa do Daggerfall é, tipo, um dos maiores mapas de todos os tempos. Se trapou assim. Ah, é, mas não tem nada lá dentro. É ridículo. É, só que não tem nada, é só... É, só que não tem nada lá dentro.

E você demora... É porque tem fast travel, né? Entre as áreas. Isso. Mas aí se você quiser ir a pé entre uma cidade e outra, demora, tipo, duas horas da vida real pra você. E só tem árvore. Sim. E floresta, não tem nada. É porque é... Como é que é o nome criado... É proceduralmente. Proceduralmente. Mas é ridículo. É bizarro. Eu acho que é o maior mapa de RPG de todos os tempos. Mas é porque não tem nada. É esse jogo...

Que pra tu viajar de um lugar pra outro demora o tempo, tipo, real, assim. É tipo, como se fosse... É, é uma porra, assim. Se tu erra o tempo do fast travel, não tem um negócio, tu tem que ficar andando. Eu vi alguma coisa sobre isso, cara, em algum lugar. Não sei se é esse jogo. Isso é jogo de filho da puta. Isso é jogo de corno. É, eu não sei. Aí eu já não sei. Mas é uma maluquice. Pra galera que gosta de RPG mesmo, RPG duro, é foda, tá?

É foda. Eu ouvi dizer que as questlines são maneiras, o lore é absurdo, mas é...

É, então, mas isso é aquilo É a gente vendo do futuro Pro passado, porque na época quase ninguém jogava essa merda É, eu não sei, você que tá falando Eu não tenho os dados aqui pra isso aqui não Eu estou te falando Eu sou o mestre aqui, rapaz Eu não sei de nada Eu também acredito

É aquilo, ele era... Não quer dizer que é um jogo ruim, ele só era nichado. Ele era nichado pra época. Pode ser. Até porque, nos anos 90, qual que era o jogo extremamente forte? Era tipo Mario, Sonic. Esses eram os jogos que todo mundo jogava, todo mundo queria jogar. É verdade, é. E aí, depois de... Enfim, All the Scrolls, a gente tem o Knights of the Old Republic. Não sei se algum de vocês jogou. Ah, eu nunca joguei, mas eu queria jogar, porque todo mundo fala que é muito foda esse jogo. É. Eu ouvi falar muito também, te dei.

É muito foda mesmo, todo mundo sempre fala bem pra caralho, a história é do caralho, a mecânica é do caralho, é um jogo super revolucionário também pra época. E aí, logo depois de 2004, a gente tem o que a gente já comentou um pouco sobre, que é o World of Warcraft, né? O primeiro gigantesco MMO da Blizzard que estourou e...

Virou episódio do South Park, virou episódio de série, virou... Tudo. Tudo era sobre o StarCraft dos anos 2000, sabe? World of Warcraft. World of Warcraft, exato. É, World of Warcraft foi um... Todo mundo conhecia... É, um ouzinho não existe nerd que não jogou um ouzinho, né? Essa é a dura realidade. É.

Não tem. A minha história é basicamente isso. Tipo assim, eu jogava... Eu não tinha internet, aí eu tinha alguns jogos instalados no meu PC. Eu tinha Stronghold e Warcraft e Frozen Throne. Warcraft 3 e Frozen Throne. Então eu jogava isso até a exaustão. E aí eu lembro que eu fiquei... Quando saiu World of Warcraft, eu fiquei puto na época, porque a minha expectativa era que ia ter um Warcraft 4 pra eu jogar. Só que aí saiu essa porra aí, tá ligado? E que era online, eu não tinha internet, eu não ia conseguir jogar.

E até que extremamente influente nessa questão também de coisas que vinham do Warcraft e irem pro WoW e serem imortalizadas na lore do jogo. Nos personagens que você pode ir lá ver hoje no Warcraft. Isso é uma loucura. Você pode ir lá hoje... Choque suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas suas

ir, tipo, online com as pessoas do seu lado e ver NPCs que as pessoas conversavam em 2004, sabe? Como assim? Não entendi. Não, você pode ir na área que as pessoas tinham lá em 2004, quando o jogo lançou, e você pode conversar com os NPCs com as pessoas do seu lado hoje em dia, sabe? É como se fosse uma máquina do tempo. Ah, sim, sim, sim. Mas...

No Tibia já dá pra fazer isso, é de 5 ou 6 anos antes. Ah, claro, sim, mas o WoW é muito maior. Em termos de... Ele não quer dizer que ele é melhor, mas ele é maior. Maior em termos de... Em termos de pessoas. Sim, muito maior. Acho que ainda hoje, né, player base do WoW é ridiculamente grande.

É, o player base do eu acho que é 300 ou 400 mil pessoas, é muito... Diariamente, é ridículo. Aí a gente tem... Alguém jogou Dragon Fable? Dragon Fable? Eu joguei muito Dragon Fable. É, então, Dragon Fable é dessa época. Mas eu não imaginava que você ia puxar essa porra, não? É, pois é.

Tipo, esse aí, eu joguei pra caralho. Cara. É porque o Jorge, eu acho que me ajudou a puxar, né, Jorge? Dragon Fable, eu joguei muito. Muito. É, então, Dragon Fable 2006 também fez grande parte desse grupo, porque eu lembro de jogar Dragon Fable com vocês. Nossa, cara. Oxe. Tu jogava Dragon Fable, Jorge? Eu até paguei pelo Dragon Amulet, velho.

Qual que era a versão do Dragon Fable que era meio cartunizado, assim? Era mais... Era o Adventure Quest Worlds. Eu joguei mais esse aí, eu achei. É, mas esse saiu depois, é. Os dois jogos ainda existem. Os dois jogos ainda tem uma comunidade ativa que tá tentando manter eles existindo ainda. Caralho, cara. Meu, esse eu fui explodido pela nostalgia aqui, cara. Eu estou jogando Dragon Fable agora. Ah, não, cara. É de browser, né? Dá pra jogar no browser, mesmo.

Sim, por isso mesmo Eu vou falar um negócio pra vocês Eu lembro quando Dragon Fable lançou Em 2006 Porque eu jogava Adventure Quest Que é o anterior da melhor aventura O anterior, sim Da Artics Entertainment E eu jogava muito Adventure Quest Que era muito massa Que é de 2002 Isso, é, 2002 Era hype pra caralho jogar Adventure Quest Porque era no browser Então era mais fácil de você conseguir jogar em casa Não precisava de ter memória no computador Rodava tranquilamente assim E...

Todo mundo jogava, na minha escola todo mundo jogava. E aí eu não sei como, tinha um esquema que você precisava de um cartão internacional pra você comprar o premium, que se chamava Guardian. No Dragon Fable era o Dragon Amulet. Isso, aham. Porque naquela época não existia, sei lá, International Payment, não tinha Paypal, não tinha nada, tá ligado? Não, é. Você tinha que ter um cartão gringo, e era isso. E aí meu pai tinha um cartão gringo, por acaso ele tinha um cartão da Alemanha, e aí eu era a única pessoa que tinha conseguido comprar a porra do negócio, cara. Que custava tipo 5 dólares na época.

Devia ser tipo 10 reais, tá ligado? É, por aí E aí, cara, eu era um deus na escola Porque eu tinha acesso a todas as paradas Premium Era muito foda Eu joguei muito, muito, muito, muito Adventure Quest Aí lançou Dragon Fable Eu joguei Dragon Fable pra caralho Aí depois de Dragon Fable lançou um jogo chamado Mac Quest Que eu não sei se ainda existe Que era igual Dragon Fable, só que futurista Era tipo com robôs, lasers

Ah, ainda existe, ó. Como é que é o nome? MacQuest. Ah. Giant Mecha Fantasy Worlds. Lixo. Esse aí o Jorge não gosta, ele acha hater. Lixo. Jogo lixo. Meu Deus do céu. Péssimo esse jogo, cara. É, é uma merda mesmo. Mas eu joguei pra caralho. Quando lançou o Adventure Quest Worlds, aí eu também joguei pra caralho. Eu...

Se eu ainda conseguir logar na minha conta do Adventure Quest Worlds, eu tenho todas as... Tu lembra? Não sei se... Quer dizer, provavelmente lembro, porque tudo é mesmo assim. Mas na minha conta... Não sei se ele também exclui, né? Com alienatividade. Mas na minha conta do Adventure Quest Worlds, eu tenho todas as armaduras da versão beta do jogo. Porque se você era guardian no outro jogo, você podia jogar o beta. Eu joguei o beta e eu tenho umas armaduras muito roubadas até hoje.

Porque eles não tinham ainda nivelado a força dos negócios direito, tá ligado? Tem todo.

Sim. Então tem umas armaduras do beta muito fodidas, que devem ser raríssimas. Sim, sim. Ó, eu achei um print com todos os jogos da Artics Entertainment. Caraca. Caralho. Epic Duel, eu lembro, cara. Caralho. Nossa, Epic Duel. Esse Epic Duel era legal, cara. Eu joguei bastante esse Epic Duel. Era divertido. Esse Oversoul eu nunca ouvi falar. Também não. Esse depois, né? Mas é tudo o mesmo estilo de desenho, mesmo estilo de jogo, só muda um pouco a temática. Esse Adventist Guest eu joguei pra cacete. Meu Deus do céu.

É, são jogos, assim, que são extremamente famosos, mas eles são muito mais importantes pra gente que fez parte daquela época, né? Além disso, a gente também tem, nos anos 2000, o Twilight Princess, né? Que eu acho que vocês que são amantes do Zelda provavelmente jogaram. Eu acho que esse é mais eu do que o Max, cara. É, o que eu joguei de Twilight Princess foi no Nintendo Wii do Jorge. O Jorge me emprestou pra eu jogar. Ah! É verdade que depois...

Pô, Twilight Princess, eu acho que eu joguei no isso aqui, sei lá. Eu lembro que eu fiquei travado em algum lugar. E aí eu fiquei tiltado e parei de jogar. Eu gostava muito. Eu gostava muito do Twilight Princess porque ele era uma versão estilo Majora's Mask, que é mais sombrio, mais pesado o clima. Só que com mecânicas mais modernas de combate. Então o movimento pelo mapa era legal, os diálogos eram legais, apesar do Link não falar porra nenhuma.

Esse é aquele que tem uma criança e um cachorro, né? Exato, Midna. Era Midna. É, esse mesmo. Esse mesmo.

É, e alguns ainda dizem que o Twilight Princess foi possivelmente um dos últimos jogos da Nintendo que ela fez antes dela começar a decair no mercado de 2010 aí. Ah. Que daí em 2014 eles até tiveram um monte de problema, e aí só depois de eles conseguirem resolver o problema, que eles estavam todos fodidos de dinheiro, eles lançaram o Nintendo Switch e Nintendo Storuj. Cara, mas...

Ah, é verdade, eu lembro disso, eu lembro desse período aí Pô, mas como que os caras ficam fodidos se eles te venderam o Wii, o console mais vendido de todos os tempos? Porque executivos, né cara? Os executivos estavam pegando muito dinheiro da empresa E aí eles tiveram que o CEO da Nintendo que morreu aí esses tempos, em 2022 eu acho Ele, em 2014, fez questão de diminuir o salário dele e de todos os executivos da empresa pra continuar a empresa em pé Se ele não tivesse feito isso, a Nintendo tinha falido Meu Deus Então eu gostaria de gostar

Mas como é que pode, né? Eu lembro disso, cara. Foi um momento histórico isso daí, tá? É, foi... Cara, foi assim, uma coisa... Foi muito bonito, mas se ele não tivesse feito isso, a Nintendo tinha falido em 2014, 2015, tá? Você pensou tu pegar uma empresa que foi fundada em 1800 e caralho e falir ela? Meu Deus. Porra. Por causa de executivos. É, e o Corporal Greed.

Não, valia ela depois de fazer uma venda inacreditável, né? Depois de 2008, você, tipo, vender pro mundo inteiro quantidades absurdas de console. O que eu pensou é, depois do PS2, ali o CEO da Sony chega e fala, puta, acabou o dinheiro, rapaziada. Não deu certo.

Gastemos tudo em puta E isso depois Isso depois do Skyward Sword, cara E aí, pro último jogo da lista Dos anos 2000, que eu acho que o Jorge Gostaria de falar muito sobre, porque é uma coisa que ele gosta muito Ok, ok Mas eu vi que tu pulou o Unescape

Ah é, teve Runescape também, cara, e vocês quiserem falar de Runescape? Tem, tem que falar Eu acho que, já que não vamos falar de Runescape, a gente pode falar do outro RPG extremamente famoso dessa época Que é o Diablo 2, né? Diablo 2 é, tipo, provavelmente um dos jogos também mais influentes nessa época por causa do...

Do gênero que ele criou, né? Esse é muito foda. Esse jogo é muito foda. Porque tem um diabão na capa. E aí, todas as... Sei lá, minha avó, minha mãe. Todo mundo achava que era do capeta mesmo. Esse jogo... Esse jogo é do capeta. É, então. Nunca joguei. Tem um vídeo de um pastor nos anos 90. Falando... Já viu esse vídeo? Cara, não. Do Diablo 2? É, do Diablo 2. E ele fala assim... Ele nem fala que é um jogo. Ele fala... Este é um Nintendo. Um Nintendo.

Isto é um Nintendo. Que bom, mano. Olha este Nintendo trouxe dos Estados Unidos pra você ver. É novinho. É um CD. Está Satanás na capa. Sabe o que que diz... Sabe como é que se diz esse Nintendo, esse videogame? Sabe o que que diz aqui atrás? How is hell?

A Nintendo tomou de graça nisso daí, cara? É, cara. E aí, o Diablo 2, ele foi um jogo, porra, muito aclamado na época. A galera adorava essa merda, todo mundo jogava. Até hoje, cara, todo mundo. Cara, até hoje em dia, todo mundo fala. É o melhor. É isso que eu ia falar. Hoje em dia.

Todo mundo, todas essas empresas que fazem jogos, tipo, que são alternativas ao Diablo 3, 4, 5, sei lá, o caralho é 4. Ah, não é Diablo, é Doom, é Doom. Mas ele fala, vá ao inferno. E a Nintendo continua tomando. Sim, a Nintendo continua tomando, é.

Todas as empresas que fazem jogos, tipo, alternativa a Diablo, estilo Diablo, que é ação, né? Tipo, action RPG, né? Cara, eles estão tentando correr atrás desse jogo idealizado que é o Diablo 2. Porque na cabeça das pessoas, Diablo 2 é muito foda. Todo mundo fala como se fosse... Até hoje? É. Tipo, o bagulho nem... O cara nem lembra mais de como que é jogar o jogo. Ele só tem essa ideia do Diablo 2 na cabeça dele. Sim, sim. E tudo como referência pra tudo.

Esse que é o programa, as pessoas sabem como que é, porque os caras, eles fizeram questão de pegar o código dessa porra e fazer um monte de servidor. Tem servidor de Diablo 2 pago, as pessoas fazem servidores na casa delas, com componentes super caros, pra manter servidor de Diablo 2 aberto pras pessoas jogarem. De tão idealizado que essa merda foi na época, sabe?

E ainda é. Ah, mas tem isso aí de Tibia também, sabia, né? Tem um monte de servidor paralelo de Tibia que a galera mantém em casa. Sim, então... É, muito louco. Pra galera que quer jogar as vias de Opo, que é Tibia. Tem Tibia de Pokémon, tem Tibia de Yu-Gi-Oh! Eu tenho um monte de tipo de maluquice. One Piece, Naruto...

Servidor privado de WoW também tem bastante. A maioria desses IPs que ficaram famosos tem servidor privado. Tem, tem. Se tu parar pra pensar, é impressionante que a Blizzard fez um remaster de Geo 2 e foi uma merda. Foi uma bosta, isso aí. É impressionante se tu parar pra pensar, porque os caras não tinham erro. Era só repetir o que já foi feito, não conseguia. Alguém lembra o motivo do porquê foi uma merda? Eles incluíram monetização ou algum rolê assim?

Deve ter sido, cara, é a Blizzard. Geralmente é isso, né? Pra Blizzard estar fazendo merda, costuma ser motivo.

E aí a gente tem, finalizando aí a década, a gente tem o famoso Dragon Age Origins, né Jorge? Você que é um grande amante. Jogão maravilhoso. Ele lançou um pouquinho antes ali do Skyrim, em 2011. E foi um jogo que eu joguei muito na minha adolescência. Tanto que eu comentava com o nosso amigo da adolescência, o Zezinho. E que, assim como o Majinaz Mask e assim como o Toilete Princess, ele tem uma temática mais sombria.

Ele é um jogo em que tudo gira em torno do seu personagem ser largado num canto e ter que tentar sobreviver num mundo destruído. E ele tem todo esse conceito de que o foco é muito na história, mas tu pode desenvolver o teu personagem de 5, 10, 20 formas diferentes. E cada escolha que tu faz influencia no final que tu vai ter no jogo. Então foi um dos primeiros jogos que eu joguei em que as minhas escolhas...

ao longo de todo o jogo, ia mudando a forma com que o mundo ia evoluindo e ia interagindo comigo de volta. Então foi o principal motivo de eu jogar a sequência de Dragon Age Origins, depois o 2, e aí o Inquisition e o Veilguard agora, que foi uma decepção. Dragon Age é muito querido pelas pessoas também, né? Essa questão de você ter os companheiros com você, de você poder tratar com eles e eles, pô, serem personagens da sua parte, que realmente, pô, eles conversam com você, eles falam o que eles acham sobre as opiniões políticas que você toma,

E isso, eles brigam, eles têm toda uma relação interpessoal com o jogador. É código com código, sabe? Isso foi bem revolucionário, né? Esse é mais um jogo sem sequência, né, cara? Porque a sequência que as pessoas queriam meio que nunca aconteceu, né? Nunca aconteceu. O 2 é bem diferente do Origins, o Inquisition é bem diferente do 2 e do Origins. E aí o VLG nem é um jogo direito, eu acho.

É, e isso é culpa de uma única coisa, né? A EA. É culpa da EA. É, sim. Mas um dos motivos pelos quais o Dragon Age 2, ele veio tão de frente do primeiro, é porque, realmente, que nem o Pedro falou, a EA tinha um grupo de acionistas insuportáveis, cara.

Não, é, sempre foi assim, essa merda. Apesar do Dragon Age Origins ter feito muito sucesso, e ganhado premiações, inclusive, o clube dos acionistas queria algo mais dinâmico que entretesse mais gente, um jogo pra massa mesmo de pessoas. Não o pessoal que queria esperar um combate meio que por turno, com pause, e com estratégia de tempo realzinho ali no jogo.

jogo. Então lançaram o Dragon Age 2 que foi um jogo horrível. E aí quando eles se depararam com o Skyrim que veio logo depois, eles falaram, beleza, vamos manter as origens. Aí tentaram lançar o Inquisition 2015 e 2016 ali. Aí o Inquisition, ele é algo mais próximo do que era o Origin, só que com uma pegada um pouco mais moderna. É.

Eu gosto bastante do Inquisition. Eu acho legal a progressão e tu conseguir desenvolver a tua basezinha. Sim. Tu vai pegando vários companheiros para a tua party. Aí tu tem que escolher as pessoas. Cada ação que tu toma também tem esse esquema. As pessoas gostam, outras não gostam.

E o combate contra dragões, que com certeza eles roubaram do Skyrim. Eles falaram, não, a gente precisa de dragões no nosso jogo também. Ah, sim, claro. Sim, sim. Não conheço. O combate contra dragões, ele é muito cinemático também. É bem irado, tá ligado? É um jogo bem bonito até hoje. Sim, sim. Cara, é muito bom. O Inquisition, é.

Eu joguei Inquisition esses dias e é do caralho ainda. É um jogo do caralho. É um jogão. E, cara, assim, eu nunca joguei os outros jogos do Dragon Age. Mas vocês que conhecem um pouco mais a história, talvez vocês possam facilitar um pouco mais.

A história do terceiro é completamente diferente do segundo e do primeiro, certo? Porque no terceiro você é um escolhido. É assim nos outros jogos também? É complicado, porque na verdade ela é progressiva, tá? Toda a história do Dragon Age, ela começa com a criação do mundo, pra contextualizar. Sim. E o seu personagem no Origins não é exatamente um escolhido, mas ele, de acordo com as suas ações, vai se tornando uma pessoa importante demais pra história.

Já no Dragon Age 2, você é meio que escolhido, porque você teve um contato com um dragão antigo. Mas esse jogo aí é um jogo político curto de guerra civil, com combate esfarrapado. E no Dragon Age 3, você realmente é escolhido. Você foi escolhido por causa de uma fenda que surgiu no céu, e suas ações têm todo um contexto religioso. É, então. Essa parte eu achei muito legal do jogo. Essa questão do não só ser político, ser religioso também. Sim.

Toda a lore desse jogo aí, ela é impressionante, tá? Ela é muito bem feita, muito bem escrita, só que eu acho que ela é pouco explorada no jogo. Porque se o jogo desse mais detalhes sobre o quão rica é a história do jogo mesmo, assim... Muita gente ia gostar do jogo só pela história dele. É, e aí... Bom, saindo agora de Dragon Age, a gente chega no que já foi falado bastante aí, que é provavelmente um dos outros jogos extremamente influentes, que é Skyrim, né? A gente chega no Elder Scrolls V, o grande estouro dos RPGs em 2011.

Eu lembro quando saiu Skyrim, eu tinha um Xbox, mas o meu Xbox, ele era uma época que você podia destravar o Xbox pra rodar pirata, só que daí tinha vários tipos de destravamento diferentes, e aí você tinha que atualizar o destravamento pra rodar jogos novos.

Tinha todo um esquema. Sim, sim. E aí, eu lembro que saiu, eu comecei a assistir no YouTube, porque aí já tinha YouTube, né? A galera jogando, eu falava, meu Deus, esse jogo é foda, eu preciso jogar esse jogo, preciso jogar esse jogo. Só que o meu destravamento não rodava a porra desse cara, cara. Aí eu ia... Ah! Aí eu ia no camelô e comprava, tipo, um milhão de versões diferentes, porque o jogo também tinha que estar no mesmo destravamento que o teu.

Tinha lá o LTE 3, aí tinha não sei o quê, 8. Aí você tinha que, tipo, comprar o jogo no pirata certo pra rodar no teu bagulho pirata.

Caramba. E aí eu comprei, tipo, umas 15 cópias de Skyrim e nenhuma rodava. Aí eu fiquei fodido da cabeça. Aí tinha um amigo meu que morava perto de casa, que no dele uma das cópias funcionou. Daí eu passei, tipo, mais de um mês dentro da casa dele quase todo dia pra gente jogar e a gente jogava por horas. Aí um dia, um dia eu consegui uma cópia que rodava no meu estravamento. Não sei como é que foi que eu consegui, mas eu consegui. Quando eu consegui, cara, isso foi... Fui...

Isso deve ter sido em 2012, é, no primeiro ano do ensino médio. Porque daí eu lembro que eu passei o ano inteiro jogando Skyrim, eu jogava... Ah, não, mentira, eu consegui uma cópia original. Não foi, eu consegui um CD original. Aí eu jogava Skyrim por tipo 6 horas, aí eu assistia Naruto por 6 horas. Aí eu jogava Skyrim por 6 horas e aí eu ia dormir. Cara, eu fiz isso por muitos, muitos, muitos...

tempo, cara. Eu passei, tipo, um... Eu tinha quantos anos? Eu tinha... Foi em 2012, né? Não, foi em 2012, é. 2012. Eu tinha... 15. 14. 14, 15, né. Foi nas férias, né? Provavelmente nas férias. Aí, é. Muito foda. Saudades. Eu lembro também, claramente, de quando eu joguei Skyrim pela primeira vez. Eu tinha passado na prova do UFC. Eu sabia que tinha passado. E aí, o meu pai chegou pra mim e falou, tá, beleza. Tu passou aqui, então...

O que que tu quer? Eu falei, eu quero um computador. Aí, eu ganhei esse computador no... Acho que no Natal. E aí, eu queria esse computador pra quê? Pra jogar Total War e Skyrim. Aí, eu instalei Total War primeiro, porque o Skyrim não tinha craqueado ainda, sei lá. Uma porra assim. Ou eu era demente e não sabia craquear. Aí, eu baixei o Total War. Tipo assim, ah... Sabe quando você baixa no Mega e tem 25 pedaços de Total War diferentes? Pra você desempacotar tudo no mesmo... Ah, claro.

Aham, nossa. Sim, clássico. Então, fiz isso aí, aí rodou o Total War, pensei, barra, é agora, hein? Então nós vamos ter que instalar o Skyrim aí pra matar os dragão. Muito foda. Aí eu instalei o Skyrim, depois de me foder um monte, devo ter instalado uns 600 vírus no meu PC, no ovo ali, que era uma merda também o PC. Até pra época. Aí...

Era um Apple II. É, aí eu botei lá pra rodar Skyrim e, cara, eu passei. Tipo assim, a partir do momento que eu instalei Skyrim, eu fiquei jogando Skyrim sem parar até começar as aulas. Caramba. Tipo assim, em fevereiro. E a prova era em dezembro, né? É, eu lembro que quando eu cheguei no... É Alduin, né? Ou é Anduin. Isso. Quando eu cheguei no Alduin, eu já tava, tipo assim, nível... Anduin, Anduin. Anduin, eu tava, tipo assim, nível 200 mil, tá ligado? Eu devo ter dado uns três socos nele e ele explodiu.

Porque eu gostava de só andar por aí e matar as pessoas e entrar nos lugares e ficar fazendo nada. Até eu descobri que dá pra fazer quests também, que era interessante, tá ligado? Que não era só sair por aí batendo nas pessoas. Ah, eu tava a nível alto já. Eu lembro que eu ligava o... Porque no Skyrim tem essa parada que é relativamente diferente da maioria dos RPGs, né? Que tu upa as habilidades utilizando elas, né? Sim.

Sim. Normalmente, você upa elas para poder usar. Quem nunca foi no templo lá, numa série da facada, no cara que está agachado? Como é que é, senhor? Oi? Só eu? Só eu? Só eu? Não é possível, cara. Não, não, não, não, não, não, não, não.

É que nunca foi a Itajaí. Não, calma lá. Itajaí é o caralho. Sério que só eu fiz isso? O que é que tu fez? Eu não entendi o jeito. Eu não sei do que você tá falando, Jorge. Tinha um esquema de você pegar level 100 de stealth no começo do jogo. Ah! Sabe quando você percorre aquele caminho lá e aparece um inguete que pula da colina pra te bater? É o High Hortguards.

Sim. Esse cara aí. E tu entra no templo depois? Sim. Nesse templo, abrindo a portinha, vai ter um cara agachado. Que vai estar rezando. Se você se agachar atrás dele e começar a dar soco nele, você começa a upar stealth. Caraca. Pendo muita XP. Caraca.

Pô, eu não sabia desse aí não, cara. Eu teria feito isso. Também não sabia. Aí eu pegava level 100 de stealth logo no começo do jogo fazendo isso. Caralho. O que eu fazia... Chegou um momento que eu tava bem forte. Aí eu pensei... E eu só batia. Eu nunca defendia, nunca. Aí eu cheguei na conclusão que... Bah, agora eu tenho que upar meu escudo aqui, minha defesa. Aí eu basicamente peguei um peso, amarrei no mouse pro boneco ficar sempre defendendo.

E eu achei um gigante e o gigante ficou me batendo assim, deixei ele me bater por umas 6 horas pra poupar o escudo, tá ligado?

É nossa pegada, cara. É bem assim. Eu fui fazer outra coisa, tá ligado? Fui, sei lá, ver Naruto também. Porque nessa época eu também tava muito cracudo no Naruto, é verdade. É, e nessa época, o nosso... A nossa casa também, a gente ficava botando coisa pra assistir na TV e os computadores eram ligados ao rack da TV. Sim. Então a gente tinha... Deixava ali o PC rodando e a TV rodando ali com o Naruto atrás. Cara, eu acho que eu vou falar da trilha sonora também. A trilha sonora é muito foda, né, cara? Nossa, cara. Nossa. Ah, sim, claro.

Até hoje, quando eu quero, tipo, sei lá, pensar, olhando pro horizonte, eu boto aquela uma, a mais pesada do Jeremy Sol. Sim, nossa, cara. É isso. É muito foda a trilhação da Skyrim, é muito massa. A ambientação também, né, pô, é um jogaço mesmo. Distant Horizons é a música brava dele. É, nossa, é muito foda, é muito foda essa música. Vai se foda. Essa é muito foda. Vou falar uma curiosidade pra vocês aí, Samboa, trilhação da hora de Skyrim.

Vocês sabiam que tem vários programas instrutivos, né, educacionais na rádio estatal de Cuba, que usa trilha sonora de Skyrim como tema? Caralho!

Caraca, velho. É, se você agora ligar aí na rádio, online você encontra a Rádio Nacional de Havana, você pode ouvir um programa sobre alguma pessoa, um padre famoso, ou um momento histórico relevante, e aí você vai ouvir, aprender essa história ao som da trilha nacional de Sky, porque em Cuba eles estão um pouco se fodendo pro copyright, é tudo do povo.

sim. E é isso aí. Provavelmente o cara também, ele tá lá naquele estúdio, ele deve ter uns três CDs. A trilha sonora de Skyrim, sei lá, La Bamba e La Bamba de Ninho.

E aí

Saindo agora de Skyrim, a gente tem um jogo que o Jorge trouxe aqui, que é Dishonored. Ah, lá vem o Jorge falando dessa meada desse jogo. Puta que pariu. Mas esse jogo é bom. Ué, ué, ué, ué, ué, ué. Calma lá. Mentira, eu não acho de jogo ruim. Eu só fui nucado por uns ratos uma vez e nunca mais joguei. Ah, é.

Dependendo da situação ali. Não, o Carachuto. Isso foi skill gap, tá? Mas isso aí, tu sabe o que é, né? Tu tá se revelando, porque os ratos, eles só ficam filha da puta no mapa inteiro quando tu começa a fazer merda no jogo. Não sei, não sei. Tem canto do mapa que tem bastante rato mesmo, mas tu tem que meio que dar uma esquivada deles. Mas morrer pros ratos é coisa de... De jeito ruim, é isso aí. É, chamou de nuvem? Farmado pelos ratos? Chamou de...

Perder pros ratinhos ali é difícil, cara. Difícil. O Dishonored é muito foda porque ele é um sandbox, né? Sobre matar pessoas. Basicamente é isso que é o jogo. Aí tu teleporta, tu joga futebol com a cabeça dos caras. Tu lança os caras longe. Sim, cara. Teleporta os caras e ele cai em cima do outro. É uma loucura.

Tu pode jogar de vários jeitos diferentes se tu quiser também. Tu pode só sair cortando cabeça. Tu pode jogar no stealth. Tu pode jogar na base de sabotagem. Criar um monte de distração. Tu cria um enxame de rato, que nem o Max falou agora há pouco. Pra atacar os caras. Eles passam um tempão brigando com os ratos. E tu pode fazer o que quiser. Tipo, pelo que eu me lembro, eles não chamavam tanto de um RPG na época. Era immersive sim, eu acho.

que eles davam de categoria pra ele. Mas eu coloquei na minha lista porque pra mim ele é um jogo que tem muita característica de RPG. Mas ele não é... Desculpa, mas isso é errado. Ele é um RPG. Ele traz tudo isso de tipo... É, ele tem tudo. Ele cobre praticamente todos os requisitos.

Para ser um RPG, exatamente. Vocês têm que entrar lá no canal do YouTube do StealthGamerBR, que é o cara que mata de maneiras mais insanas o Zonder de ver uma compilação dele. Esse cara é brabo. Ele é muito bom. É muito foda. Não tem jeito. Em 2015, amigo, em 2015, era muito épico. Era muito foda. Era estourado. Eu lembro que o pessoal esperava semanalmente pelos vídeos dele.

E aí, cara, tem também, no mesmo ano, que lança Dishonored, Skyrim, lança Dark Souls, mas a gente já tem um cast inteiro sobre Dark Souls, vai lá escutar. E aí, saindo agora dos Dragon Age, dos Skyrim, dos anos de 2011, a gente vai pra 2015, que a gente tem The Witcher 3.

Possivelmente o outro jogo tão forte quanto o Skyrim O Witcherino, né, amigo? Não tem jeito Não tem como Vai, é muito foda também Você, Vitor, quer falar sobre o The Witcher? Você que é um grande fã, hein? Cara, eu acho que em termos de... Eu lembro que em termos de quest Era a referência Porque era muito foda Cada quest, até side quest Era uma narrativa Sim

Tinha personagens, tinha todo um esquema. Não era tipo assim, ah, tu tem que ir ali e coletar cinco pão e matar dez burros. Tu não era o cara de entregas também, né? É, cara. Tudo tinha... Pô, era muito foda. Era muito bem dublado o jogo. Um exemplo básico é uma das primeiras quests que você precisa ir num poço pra você tirar a maldição de uma bruxa. De uma Wraith, né? Que eles chamam no jogo.

E, cara, tu precisa ler livro, estudar a Wraith, saber qual é o objeto que ela tem, tu precisa entender como é que ela viveu, como é que ela morreu. Tudo é bem minuciosamente feito pra você ser quase como um investigador. Porque, no fim das contas, os Witchers são isso, eles são investigadores. Assassinos também, claro, mas investigadores. É até meio que um... é como se tu fosse um Batman medieval, né? Essa é a vibe. Exato, exato.

E é muito imersivo, sabe? É extremamente imersivo. Sim, sim. Eu acho até que o ponto mais fraco do Witcher 3, né? Eu joguei o 2 também, o 1 nunca joguei. Mas eu acho que o 3 é o combate. Eu acho que o combate não é ruim, mas é o ponto mais fraco. É que é um jogo tão elevado em todos os outros aspectos que o combate meio que parece que fica pra trás em alguns momentos. Cara, eu concordo.

Eu concordo muito. Meu problema com The Witcher é que é em terceira pessoa. Eu não gosto muito de RPG em terceira pessoa. É? Não é minha vibe. Nunca tentou instalar um mod? Vou deixar em primeira? Não. Eu não consigo imaginar The Witcher 3 sendo em first person banner. Funciona bem, será? Eu não sei. Com certeza deve existir esse mod agora. Funciona. Às vezes vale a pena tentar. O combate deve ser mais difícil só, mas deve funcionar, com certeza.

Pior que eu não sei. Eu acho que eu gosto mais de jogos em terceira pessoa. Porque a primeira pessoa não era menor, não tinha esse problema. Mas hoje em dia eu fico com dor de cabeça. Eu jogo muito. Eu também joguei muito The Witcher 3. Uma das coisas que eu quero consertar, e eu vou conseguir consertar um dia, é que eu nunca zerei The Witcher 3. Mas esses tempos aí eu upgradei o PC, o PC ficou legal. E eu consegui jogar The Witcher 3 no talo do talo de gráficos. E eu fiquei tipo...

impressionado com o quão bonito o jogo é depois de 11 anos. Sim, sim. E na época já era absurdo, tá? Na época era muito inacreditável. É. Era muito foda. Sim. A CD Projekt Red sabe fazer jogos graficamente lindos. Isso é indiscutível. Não, mas o Skyrim também. Vocês lembram o Skyrim 2011? Claro. Sim, sim. Os pôr do sol, as cachoeiras. Sim. Meu, você ficava bolado com aquilo. Você ficava olhando assim. Fica bolado até hoje. É muito bonito até hoje. Até hoje, é. O que tem de mod, cara?

O Skyrim, ele é muito também, sei lá, o terreno, sabe? As paisagens são muito fodas. Tipo, o Skyrim, quando tu tem um... Quando tu dá azul nas coisas, tu vê que a textura é meio paia, tá ligado? Só que tudo quando tá longe é muito, muito, muito bonito. E, cara, o foda do Skyrim é que independente de ser bonito ou não, o que você olha, você pode ir, né? Fodas.

Sim, essa é a grande marketing do Todd Howard, né? E é verdade, né? É muito foda, tipo... É uma parada que a maioria dos jogos, assim, tu não tem como fazer isso. Até hoje não tem, até hoje não tem. Por exemplo, você olha uma montanha no The Witcher, às vezes você não consegue passar na montanha.

Você olha um campo ao longe, você não consegue chegar no campo. Skyrim, você vê a ponta da montanha, você pode ir lá na porra da ponta da montanha com seu cavalo, que consegue clipar o céu e subir lá em cima. É verdade, tem esse negócio do cavalo conseguir subir muito. Muito foda. E aí, cara, a gente tem também Pillars of Eternity, se você quiser falar sobre joias.

Eu, pessoalmente, não joguei. Ele entra pra lista dos jogos que eu gosto muito da história e da música. Mas ele é um jogo muito amigável, porque ele puxa bastante... Qual? Pillars of Alternity. Ele puxa muito no estilo dos Baudrillist antigos, porque ele é um jogo isométrico. É. Ele é um CRPG com muito aspecto antigo. CRPG é o quê? É... Computer RPG. É o mesmo estilo do Baudrillist 1 e do Baudrillist 2. E de vários jogos em que você tem que manusear o movimento do personagem com um clique. Ele lembra um pouco o Baudrillist de hoje em dia.

ou o Badrugate 3, só que ao invés de você ter turnos, você aperta barra de espaço pra pausar, dar os comandos e depois seguir. É, eu acho que é o tipo de RPG mais clássico que tem hoje em dia, né? Sim. Isométrico e um monte de... uma barra, geralmente uma barra de texto embaixo. Exatamente. É, bem clássico.

E é bem complicado É difícil, é uma barreira de entrada alta Tem que estar bem investido Porque não é muito simples de começar a jogar Tem que aprender um monte de coisa Não é tão interativo É um esquema meio...

É o esquema meio ler um livro e assistir TikTok. Isso. Eu diria que ele é um jogo bem desconfortável de começar a jogar. Porque não é um jogo comum pra atualidade. Ele é muito bom no que ele propõe. Tanto que a quantidade de gente que deu grana pra eles começarem a desenvolver o jogo na Obsidian foi gigantesca. Mas ele é um jogo que até hoje em dia ele é bem nichado porque ele não é um jogo acessível pra todo mundo.

Eu tenho quase certeza que, sei lá, em tempos imemoriais, eu participei do Kickstarter dessa porra. Ah, inclusive o pessoal do Critical Role participou do Kickstarter e fez dublagem dele. É verdade. É aquilo. É o estilo de jogo. E por mais que ele tenha lançado em 2015, parece que ele foi um jogo lançado nos anos 90. A questão é que ele só tinha muito mais conteúdo do que os jogos dos anos 90. Sim. É que essa época aí, 2000 e... Ali por volta dos anos 10, tava uma seca de ser RPG, tá ligado?

Tipo, todos os RPGs tinham que ser, tipo, Dragon Age 2, Skyrim, essas paradas assim. Exato. The Witcher. Tipo, meio que o gênero evoluiu e as pessoas ainda... Mas as pessoas queriam ainda aquela versão antiga, sabe? Aí... Isso veio também por causa dos Final Fantasy. Os Final Fantasy, eles eram muito jogo de turno. A partir dos anos 10, eles começaram a virar jogos de combate normal também.

A indústria inteira modificou. Mas eu acho que Pylos of Eternal já começa a abrir a porta pros jogos de RPG de turno mesmo. Então a gente tem, por exemplo, o Divinity 2. Que, cara, Divinity 2 é assim. Nossa. Aí é tudo que vai falar. É tudo que vai falar do Divinity.

Eu comprei Divinity 2 a primeira vez, em 2017, quando o jogo lançou. Eu comprei porque um amigo meu virou pra mim e falou, esse jogo é muito foda, compra que eu vou jogar com você. Só que esse cara, ele não era muito meu amigo, ele era meio escroto, porque ele falava mal de mim, pelas minhas costas, ele era um cara bem escroto. Que isso, cara?

Caralho, Climão Que bad vibes Climão Mas é, ele era um maluco ruim comigo Só que, por conta disso, eu falei Esse jogo deve ser uma merda Eu acabei de gastar 60 reais no jogo Que é jogado por um filho da puta E eu não quero, tipo, não quero continuar jogando A única pessoa que joga esse jogo é filha da puta Eu nunca mais joguei Até que, na pandemia, o Jorge, o Victor, o Eric, enfim

Acho que na verdade... Eu era que não, mas o Ishiro. Me chamaram pra jogar o Divinity 2. E, cara, eu não consegui parar desde então. É um jogo apaixonante. Ele não é mundo aberto. Ele é mapas específicos. Mas os mapas são muito grandes. Os mapas são absurdamente grandes. Tem muita interação. E você tem muita interação com o mapa. Cara, você pode... Tem uma quest que você só consegue descobrir essa quest.

Se você der um prato de comida estragado pro cara, o cara ia cagar no banheiro e ele te dá a quest. Tem quest que você tem que ficar 20 horas esperando numa cachoeira específica. E daí vai aparecer um rato que vai falar com você. É umas coisas, assim, é um jogo imenso de conteúdo. Tem quest até hoje que a galera teoriza que não foi descoberto.

E é um jogo de turno, é um jogo onde você tem as suas habilidades e você tem toda a construção de como é que você pode usar os seus recursos pra usar as suas skills da forma correta, o tempo correto de usar as skills. As skills, elas combinam umas com as outras, então se você joga água e depois raio no inimigo, ele fica eletrocutado. Então ele tem muita interação não só do mundo com você, mas de você com o mundo, nas suas habilidades, nas suas ações, no seu diálogo.

Ele também é um jogo com muito diálogo, ele é quase um livro de tanto diálogo que ele tem.

Ele tem, cara, uma história imensa, um monte de livros diferentes que você pode ler durante o jogo. Cara, é um jogo imenso, assim. É enorme mesmo. Muito foda. Eu tô no momento de nostalgia aqui, lembrando das coisas agora. É, e cara, eu e o Jorge jogamos muito isso de madrugada, assim, aqui em casa. Eu e ele jogando, era muito da hora. Jogando com os... Pô, foram meses, eu acho, cara. Por meses, cara, por meses. Acho que foram uns três meses sólidos, assim, de você vindo aqui em casa a gente jogando essa merda.

E aí, jogando com os meninos também, jogando com o Victor e com o Ishiro. Cara, muito legal. É, eu joguei, assim, a primeira sessão. E aí, depois, a hora que eu entrei, os caras já tinham inventado tudo. Já sabiam tudo. Os caras falaram, não, vai aqui nesse lugar. Aí, tu ia lá, sei lá, tu explodia, ou tu sai voando. Ou, sei lá, tu tomava porrada de alguém.

Eles já tinham psicografado o jogo inteiro. Eles já sabiam quando ia acontecer o quê. Eles já tinham zerado o jogo 100 vezes. E eu e ele estavam na parte 2 ainda. Estavam tipo assim... Como que mata o rato. É, exato. O rato estava vivo. O que é a bola de fogo ou a bola de raio? Eu não sei.

Mas eu lembro que Divinity 2 foi o típico jogo que eu joguei uma vez. E eu joguei até... Joguei muito longe o jogo. Acho que eu até platinéi. Eu joguei... Eu zerei o jogo uma vez. E eu falei, esse jogo é muito bom. Eu quero jogar com mais gente. Aí eu devo ter incomodado tantas pessoas ao longo desse período de tempo pra jogar comigo. Que acho que a única pessoa que realmente abraçou o jogo e ficou jogando até o infinito foi o Pedro. Mas eu chamei todo mundo que eu conheci, eu acho.

Foi a mesma experiência com o Baden-Gueisha. Mas aí, querido, eu trabalho, né, querido? Não tem como. Eu também trabalhava. Não é nem essa questão aí não, tá? Porque no passado, vários RPGs foram tentados jogar e Jorge saiu e não jogou com o Rusko, tá? Vou falar a verdade aqui, tá?

E não é só Jorge, não. Mas de mesa ou...? Não, vou falar aqui de Perfect World. Perfect World, não, perdão. Mas eu joguei bastante. Perdão, errei, errei. Perdão, não é Perfect World, não. Ué, já tropeçou no argumento. É o... Como é que é? Neverwinter, Neverwinter. Pô, Neverwinter é muito foda, hein? Só ficou eu e o Vitor, cara. Lendas são contadas sobre nós até hoje naquele jogo. E esse aí, ele era... Não era de navegador, não era.

Não era Navegador, eu acho que era... O quê? Neverwinter? Neverwinter é um jogo de... Não, não é um jogo de... Tinha que baixar mesmo, né? É um jogão, é um jogão, pô. É que eu lembro que... Eu acho que no meu PC da época ele não rodava bem, tá? Eu lembro que eu queria jogar esse jogo aí de novo depois. Eu lembro que o George Teefling, tu lembra disso, Max? Eu acho que era...

Ele também tinha um Tiflin. Nossa, eu nem lembro. Eu tinha um, eu jogava com um. E tu era um anão, né? Era um anão, eu era um... O famoso anão que tem problemas com o seu anão. Exatamente, exatamente. O Vitor é sempre um anão, independente do que ele é sempre um anão. Não, é que eu era um anão porque tinha um Olarakia Rope, né? Ele era o Olarakia Rope ressuscitado. O anão.

O anão primário. Estava referenciando. Isso foi antes da minha piracondruida, né? O anão clérigo. O Divinity 2, ele também proporcionou pra gente a história do Vitor... Do Vitor bravo com o peso do boneco dele. Cara, vocês são muito filha da puta, cara. Não, não. Isso foi o Pedro. Isso era o Pedro de U-Gui, eu acho, tá? Eu não tinha nada a ver com isso dele. Era, era.

É porque o que aconteceu? O Divinity, ele tem inventário compartilhado. Todo mundo consegue acessar o inventário de todo mundo, independente de qual área você está. Se você destravar o seu inventário, né? É, exatamente, se você destravar o seu inventário. E aí, pra facilitar todo mundo ter a mesma quantidade de item, a mesma quantidade de gold, enfim, foda-se, a gente jogava com o inventário destravado. No começo do segundo ato, porque o Divinity era dividido em atos, no começo do segundo ato, a gente tava jogando, nós quatro, eu, Jorge, o Vitor e o Gui.

E aí, o Gui, ele começou a zoar, porque eu e o Gui, ambos tínhamos personagens muito fortes, com muita força. Então a gente conseguia carregar objetos muito fortes. Então a gente ia pra longe do personagem do Vitor, colocava, enchia uma caixa cheia de item, botava item pra caralho dentro dessa caixa, a caixa ficava com tipo 20 mil toneladas. A gente pegava essa caixa, porque a gente tinha força pra pegar, e a gente jogava no inventário do Vitor. Ele ficava parado, bugado, puta.

É... Quando seu personagem fica muito pesado no Divinity, ele só para de andar, ele não consegue mais andar. Cara, era intancável, cara. Era intancável, porque eu andava cinco metros, aí eu tirava logo do inventário. Aí eu andava mais cinco, aí eu parava de novo. Andava mais cinco, parava de novo. Era uma merda, cara. Ninguém se revelava, esses filhos da puta, cara.

O Divinity é um jogo que você joga com a tela desconectada do seu personagem. Então tinha vezes que o Victor tava com a tela lá longe e ele só ia perceber que o personagem dele tava parado quando ele tava 30 minutos sem ver o personagem dele. Verdade. Eu lembro de uma vez que a gente tava no primeiro mapa ainda. Ou era o segundo mapa. Acho que era o segundo mapa já, o da ilha. Em que a gente saiu do barco e a gente ia pra... ia seguir a estrada.

E o Victor ficou parado. Aí eu pensei, ah, acho que ele não tá no PC. Passou uns 5 minutos, ele falou, não é possível, seus filhos da puta.

E o Victor ficou parado cinco minutos. Ele ficou cinco minutos parado achando que ele tava seguindo a gente. Eu pensando, onde é que tá o meu boneco? Por que o meu boneco não tá vindo? Aí eu aperto, sei lá, tab, e aí abarto 52 barril de pólvora no meu inventário. Vai tomando porra.

Cara, em 2020 a gente tem meio que a continuação do grande estouro, que são os jogos de 2010, os RPGs de 2010, né? Com uma questão... é quase que um roteiro de Hollywood nos jogos que a gente começa a ter, né? Porque os jogos começam a ser muito épicos, começam a ter muita história, começam a ter uma quantidade absurda de roteiro, de tudo, né?

E um exemplo é o Cyberpunk. A gente começa com o Cyberpunk. Cyberpunk é um jogo que foi extremamente estourado quando ele saiu. Foi super hypado porque a CD Projekt Red lançou The Witcher 3 e todo mundo falou. Cara, Cyberpunk é o próximo The Witcher 3. Cyberpunk é o próximo jogo da década. Vai ser o jogo mais foda.

Cyberpica. Ele lançou. É um jogo bom hoje em dia. Depois das 30 mil atualizações, ele é um jogo bom. Mas quando ele lançou, ele foi uma piada, né? O jogo lançou todo bugado. Era muito bugado. Muito mal otimizado. Um monte de problema. E mais uma vez, a gente pode culpar os acionistas. Sim.

a quantidade de pressão que os desenvolvedores da Cintia Project Red tiveram pra lançar o jogo inacabado foi absurda. Sim. Por isso que você não se dita aí. E quando deram tempo pros desenvolvedores, o jogo ficou bom, né? O problema é que não deram tempo. Eles tiveram que, nossa, eles tiveram que trabalhar pelo quê? Dois, três anos pra arrumar o jogo. É, o jogo não era pra ter lançado quando ele lançou. Não.

Mas é um jogo com roteiro de Hollywood Com um monte de detalhes Você consegue fazer um monte Cara, se você ver o topo de um prédio, você pode subir nesse topo de prédio Se você ver uma janela, você pode Chegar nessa janela por dentro e por fora Do prédio, sabe? Sim

Depende do... Tem poucos prédios. Pior que não. Ele é um pouco mais limitado em relação à acessibilidade de localizações. Mas ele te dá muita liberdade no mapa, de modo geral. Eu tô platinando ele agora. E a conclusão que eu tenho desse jogo aí é que não existe Final Feliz, parece.

Ah, é. Todos os finais são meio desgraçados mesmo. Tipo, eu terminei todos os finais do jogo base. Eu terminei todas as side quests do jogo base. E eu tive que dar um tempo de jogar o jogo, porque eu nunca tava mais ficando triste. É tudo muito bem feito. Ele é um jogo muito... É uma distopia, né, cara? É uma distopia, no fim das contas.

É, só que é tudo muito bem escrito Todos os dramas são muito reais E tu acaba se importando com os personagens Então, em algum momento Começa a ficar cansativo Tu vê tanta desgraça acontecendo num jogo só Só que é muito bom, é tudo muito bem feito É muito imersivo Também tem uma comunidade de mods Muito ativa até hoje Muito forte, sim Eu acho que um dos motivos pelo qual eu, sei lá, não

Não joguei tanto quanto The Witcher, acho que foi porque é em primeira pessoa. Sim, justo. Nesse caso aí, talvez o Max vai se interessar mais que eu. É, o Max vai gostar então de Cyberpunk. Cara, eu tenho muita vontade de jogar, mas infelizmente ainda não tive a oportunidade de fazê-lo. Mas eu quero, bastante. Desde que saiu, eu tô querendo jogar. Esse vale a pena, tá? Baldur's Gate também é um jogo que eu queria jogar, mas não consegui ainda.

Ah, o Baldur's Gate 3? Sim, sim, é. O próximo da lista. Esse aí, pra mim e pro Pedro, é o Divinity se repetindo. Cara, não só ele é um jogo muito bom, com uma história muito boa, mas ele é feito pelos malucos que fizeram o Divinity. Cara, eu acho que eu e o Jorge eram uma das únicas pessoas que estavam... Esperando, ansioso por esse jogo.

muito, muito hypado pra esse jogo por anos, porque a gente viu que era da Larian, sabe? A gente falou, é da Larian Studios, a gente precisa obrigatoriamente jogar esse jogo. Porque, cara, a Larian fez Divinity 2, o Divinity 1 também é bom, é um jogo mais antigo, mas ele também é um jogo muito bom. E, cara, lançou o jogo e aconteceu o que aconteceu, né? Ganhou Game of the Year, ganhou todos os troféus que podia ganhar, todo mundo conhece, todo mundo jogou, todo mundo sabe sobre. Porque, cara, no fim das contas, ele é um jogo que ele...

fez aquilo que a gente sempre quis fazer. Desde o começo do cast, quando eu expliquei pra vocês a história dos jogos, as pessoas sempre queriam jogar RPG no mundo virtual. Era isso que elas queriam fazer. E Baldur's Gate fez isso de uma forma impecável. Com personagens que você... Pô, quando o personagem...

Na história ele faz uma decisão difícil, ele faz uma decisão forte, você se emociona com ele. Você tem vontade de entrar naquele mundo, você quer estar naquele mundo. Os personagens fazem coisas que fazem sentido, que são humanas, que são reais. As mecânicas do jogo são divertidas, os boss são super importantes e são...

impactantes, os inimigos tem os seus próprios ecossistemas ele é um jogo muito bem feito. É um jogo muito bem feito. É o que a gente sempre quis. É um sandbox enorme, é um jogo que é muito detalhado e realmente os personagens são muito bons, são muito carismáticos. Todos os personagens, tanto da party quanto fora dela, são bem desenvolvidos.

E tem aquele esquema que vocês falaram mesmo Tipo, todo mundo Esse jogo é como se fosse o ápice do boom do D&D Que teve na internet E na cultura de modo geral Logo após a pandemia Também até, acho que após a pandemia Tá de acordo

Cara, todo mundo quer jogar D&D no computador. Todo mundo quer fazer isso e finalmente foi possível. É um jogo gigantesco, né? Que tem milhares de horas, milhares de NPCs. Tem, pô, milhares de decisões que tu pode tomar. É muito completo. Chega momentos que até é completo demais, sabe? Tem muita coisa pra tu fazer. É overwhelming. É, tu fica perdido.

Cara, é aquilo que eu falei. É tudo que eu falei sobre o Divinity se aplicando nesse jogo, só que 10 vezes. É muita coisa. É, a única diferença é que não é a IP própria da LARIA. Então eles não tiveram tanta liberdade pra fazer tudo que eles queriam na parte criativa. Sim, sim. Então mesmo sendo o jogo que foi, ele ainda assim teve muita coisa no negócio. Eu acho que todos nós aqui estamos extremamente hypados. No Max não sei, porque não tá tão ligado, mas... A gente tá muito hypado com o próximo Divinity, né? O Divinity.

Elder Scrolls 6. Sim, com certeza. Ah, tá. Pra mim, é... Tipo assim, GTA... GTA, Elder Scrolls 6. Eu acho que... Beleza, ok. Será legal, mas... Eu acho que o jogo que mais tem chance de... Até atingir nossas expectativas e talvez até superar é o próximo de 20.

É o Divinity 3, exato. Também um pequeno adendo aí, a gente tem outros dois jogos que o Jorge listou aqui. O primeiro deles é Stolen Realm, que é legal, né? Ele vem na mesma vibe de querer pegar aquele sentimento do Divinity pro nosso grupo. É, Stolen Realm ele é um... Basicamente um friend's lock um pouquinho mais avançado com o YAH, né?

É. Exato. Basicamente um jogo onde você tem um tabuleiro e aí um monte de inimigos e você se junta com seus amigos e vai matando os inimigos, progredindo por mapas. E ele é de turno também. É, é de turno. É como se fosse uma grande linha de combate. Você só faz combate atrás de combate. Não tem nada a mais que isso. É, é. Imagina, sei lá, o Baldur's Gate, só que não tem roleplay, não tem porra nenhuma. É só porradaria o tempo todo. Sim.

E o roleplay é você xingar o seu amigo que te matou com o barril. Ou com uma moeda que cai do céu e te dá um efeito aleatório e eu entrei em uma lista de centenas. É, é, é. Não, não, mas calma lá, Jorge. Calma lá. Esse daí, cara, esse daí eu levantei e dei uma caminhada, velho, pra respirar. Esse jogo é maldito mesmo. Tem skill no jogo que tu joga uma moeda pra cima e qualquer efeito no jogo inteiro pode acontecer. Aí eu joguei essa porra pra cima e matei o Jorge. Eu castei, tipo, Power World Death nele.

Entendeu? Então, é, não, mas calma lá. Eu vou ter que contextualizar dois rounds anteriores. Porque ele falou, ah, eu vou te ajudar, Jorge, porque eu era do tanque. Aí ele joga a moeda no monstro que ele tava me enfrentando, porque eu estava na frente. E o monstro ganha invundabilidade. Aí no round seguinte, ele fala, calma lá, Jorge, eu vou te curar, porque eu tava low life. Ele joga a moeda em mim. Não, calma, calma, porque eu joguei a moeda.

num turno e ela te curou, tu ficou full HP. Aí eu pensei, agora sim, agora que nós vamos, eu joguei moedas de novo no Jorge, porque, sei lá, meu orgulho, tá ligado, tomou conta de mim. Eu já tinha conseguido o que eu queria, eu não queria o que mais eu queria. Aí eu joguei a moeda para cima e pronto, o Jorge explodiu, não morreu não.

Cara, esse dia aí foi foda. Mas, Stolen Realm é uma versão sem budget, sem história, sem muita profundidade. Sem nada, ele só tem combate, é isso? Ele só tem combate. É, o legal nesse jogo é você buildar os seus personagens e, tipo...

Ficar inventando moda. E ir pra briga. Mas esse jogo aí, sozinho, ele é muito menos interessante do que jogar com uma galera. Então... É, sim. Tem que jogar com pelo menos umas três pessoas. Aí fica bem legal. Sim. Ele, assim, é entretenimento de certeza, né? Mas sozinho é meio solitário.

E aí, só finalizando, a gente tem também o outro jogo aí que eu e o Jorge estamos extremamente hypados, né? Petal Vexile 2. Porque Petal Vexile 1, ele já é um jogo enorme, extremamente famoso, todo mundo gosta muito do jogo. Cara, a GOG tá fazendo o 2 e, tipo, tá melhorando. Tá piorando algumas vezes e melhorando outras vezes, sabe? Mas majoritariamente melhorando.

Mas esse jogo já não tá... já não saiu já esse jogo? Não, ele tá em Early Access. Early Access, exatamente. Ele saiu entre muitas aspas. Entendi. Eu não sei nem se agora, em 2016, vai ser o lançamento oficial dele. Acho que não, né? Não, eles falaram que ia ser e não vai ser. Mas qual que é a diferença do PoE 1 pro 2?

Porque POE, tipo assim, não tem querer criticar ninguém. É um clone do Diablo, beleza, ok. Sim, sim, sim. Exatamente, exatamente, é isso aí. Aí qual que é a diferença do 1 pro 2? Cara, primeiro que, vamos lá, o POE ele veio como uma forma de você tentar chegar no Diablo 2 sem ter os direitos da Blizzard, né? E, cara, no momento, o 1 é melhor. O 1 ele tem mais, ele é live service ainda. Mais conteúdo, né?

O 1 tem bem mais conteúdo em relação ao Segundo. É, cara. Ele é um jogo que, assim, comparativamente, o 1 tem o quê? Já 10 anos? 12 anos? É, acho que 12. Ele é um jogo que ele tem muito mais conteúdo. Ele teve muito mais tempo de desenvolver. O 2, ele é um jogo que eles voltaram com uma... Uma indiminação.

Engine nova, então o gráfico do jogo é bem melhor, ele também é muito mais pesado do que o 1, bem mais pesado do que o 1. Tu precisa de um bom PC pra jogar o Path of Exile 2, porque tem mil partículas na sua tela acontecendo ao mesmo tempo. Cara, ele tenta trazer o mesmo sentimento do Diablo 2 pra uma nova geração ainda assim, porque tem gente hoje em dia que tenta jogar o Path of Exile 1 e ele ainda assim é um jogo que não é noob friendly.

Se você for ver a skill tree do Path of Exile 1, você vai ter uma dor de cabeça.

Precisa de um TCC. É, essa é a skill 3 lendária, né? É a skill 3 que não cabe na tela, né? Não cabe em 5 telas, não cabe em 10 telas. É gigantesco. Sim. Sim, ela é enorme. E o 2, ele veio pra tentar facilitar um pouco mais e trazer mais elementos Souls-like. Action RPG pro meio ali. Então você tem como dar dodge, você tem... Como correr agora, né? É, armas diferentes, você tem como correr, sabe?

Eu até considerei jogar o POE 2, porque o 1 eu joguei pouco também. Só que, sei lá, quando saiu, todo mundo era tão negativo, todo mundo xingava. Aí eu pensei, então não sei. Pô, assim, quem gosta, não gosta? Por que sou eu, né? Vai se fuder. Mas eu acho que essa represália que o 2 teve no começo foi que o pessoal não pensou que, ah, esse jogo ele tá sendo desenvolvido junto com a comunidade, então ele vai ser lançado no Early Access praticamente sem nada.

O pessoal só esperava que fosse um jogo absurdo desde o começo e começou a dar feedback negativo.

Mas hoje em dia tem bastante gente que preferiu dois em comparação a um em relação à dinâmica de jogo e porque ele tá progredindo bem. Talvez tenha sido um problema de marketing, porque eu lembro que na época eu achei que o jogo ia sair completo, eu não sabia que era um early access. Sim. Sim. Ainda mais com os trailers que eles lançavam nos eventos. É, vem sempre muito hypado e... E chuteleza, a gente falou de todos os RPG foda e tal, mas e o Diablo Immortal pra celular?

Caralho, cara, meu Deus do céu, sai daqui desgraça. Por que que esse jogo foi puxado em primeiro lugar?

Cara, que filha da puta, sai! Esse é aquele do Don't You Guys Have Phones, tá ligado? Essa interação é mais... Não! Nós não temos nenhum plano no momento para fazer PC.

Vocês não têm telefone? Sim, vocês todos têm telefone, certo? Ah, sim, sim. Isso me lembra, cara. Isso me lembra os jogos online que a EA fazia. O que o cara falou... O que o fã falou quando ele subiu lá em cima? Eu sei que ele xingou os malucos, né? É que ele perguntou se não era uma piada de 1º de abril. Isso, é isso mesmo. Hey, just was wondering, is this an out of season April Fool's joke?

Porque a expectativa, acho que foi na BlizzCon que eles anunciaram isso. Tipo assim, no final da BlizzCon. Foi na BlizzCon, isso mesmo. Eles anunciaram o próximo Diablo, aí todo mundo ficou louco. Eles falam, é, a expectativa é que eles iam anunciar o próximo Diablo. Só que eles anunciaram o Diablo merda pra celular, não o Diablo. Sei lá, 5, 4, sei lá. É porque isso aí foi naquela onda em que tava todo mundo lançando o jogo pro celular também, né?

Sim. Sim, sim. E essa época aí, pô, essa época aí é a Blizzard, todo mundo odiava a Blizzard. Eles tinham cagado no pau já em todos os IPs possíveis. Eu ainda odeio a Blizzard.

Por mim, a Blizzard pode falir. Sim, é. A Blizzard tem que lançar uns cinco jogos muito fodas pra mim começar a considerar não xingar eles diariamente. É, porque eles são os merda que eles são. Pra mim, só pelo launcher da Blizzard, eu espero que ela não exista mais, tá? Blizzard e Riot Games, as duas, pra mim, disputam pra ver quem tem o pior launcher e o pior...

A pior interface É foda Sempre assim A loja da distribuidora E o launcher da distribuidora É sempre uma merda Nojento esses caras E uma coisa que me estressou muito Porque aliás O primeiro Diablo que eu joguei na minha vida Foi o Diablo 3 Ou melhor Foi o Diablo 4 Que foi provavelmente o pior De todas Tu nunca jogou o 3? Nunca joguei o 3 Nunca joguei o 2 O primeiro Diablo que eu joguei na minha vida Foi o 4 Não é nada inacreditável Mas ele é um jogo competente Assim É divertidinho Não é nada

Tinha uma coisa que me irritava muito no Diablo 4, é que a interface da loja do Diablo 4, ela era feita pra te fazer comprar coisa com dinheiro real sem querer. Sim, sim. Era nojento. Vocês já viram quanto que custa pra você upar seu boneco no Diablo Immortal 100%? Quanto? Não sei. Não. É mais de 100 mil dólares. Eu não tô brincando. Ah, não. Nossa, vai. Ah, tem isso. É verdade, né?

Porque é aquele esquema de suas habilidades usam uma gema E essa gema ela consegue upar Só que pra upar é super difícil E quanto maior o nível da gema, mais cara ela é E as skills que você tem dentro da gema custam dinheiro também Então tipo, pra você botar o seu boneco no máximo custa 100 mil dólares E o cara que testou isso, ele gastou 100 mil dólares pra bostar Botar o boneco dele no máximo Bostar Bostar Botar o boneco dele no máximo E o jogo não bota ele com ninguém O jogo não tem matchmaking pra ele O jogo não tem matchmaking

Ah, eu tô ligado. Ele postou um vídeo dizendo o quão ruim era o sistema por causa disso. Não, mas o jogo teve um hotel com Elon Musk, né, cara? Elon Musk não é o gênio do diabo? É, então. Pois é, o gênio do Path of Exile. Mas o Elon Musk também, né? E, cara, o maluco se fudeu. E nada disso é transferível, né? Ele não pode usar uma gema de um boneco pro outro. Ele tem que gastar mais R$100.000. Sim, cara. Se ele quiser jogar com outro boneco.

Caraca. Ó, eu achei aqui o vídeo do cara. É, ridículo. Eu acho que eu quero fazer uma menção honrosa à No Man's Sky.

No Man's Sky Ah, tá Eu não puxei porque Não acho que encaixa Mas vai lá Se tu falar de No Man's Sky Eu vou falar de Valheim Aqui também Não, é porque Era mais pra abrir a discussão Vocês consideram que No Man's Sky Se enquadraria como um RPG? Cara, eu acho que Esses jogos survival Não Eu não colocaria Eu consigo entender Uma pessoa que vê como um RPG

Porque se tu for... É que a ONU não fez ainda, tá ligado? A definição, certo. Mas... Vai rolar. É um RPG, tá ligado? É um RPG. Só que ele não é também, porque tem um nome que se chama Jogos Survival, que compassa todos eles. Sim. Exato. Tipo Valheim, Rust...

Outward também, que é nesse esquema. Outward, é. Eu pensei mais nele na lista por causa da parte de, ah, tu realmente desenvolve teu personagem, tu tem as histórias de cada facção ali, tu vai criando uma base, tu vai meio que se aperfeiçoando. Só que eu não sabia se era tão forte assim pra argumentar sobre.

Ele é um jogo de exploração, né, cara? Mais do que tudo, ele é um jogo só de exploração. É o principal. Não tem muito o que fazer. Eu consegui entrar na minha conta do Dragon Fable aqui. Aham. Precisei de, tipo, sete e-mails de recuperação diferentes, que foi um atrás do outro, até que eu consegui chegar num que eu tenho acesso. Cara, eu tô tentando achar também o meu aqui, tá? Tô procurando minha senha até agora. Eu consegui entrar na minha conta do Dragon Fable e do Adventure Quest.

A do Dragon Fable, a última vez que eu tinha entrado... Olha só. Pera aí, vou mandar pra vocês. Não é possível que o teu username é isso aqui, Jô. O Blackout? Meu Deus.

A última vez que eu tinha entrado tinha sido em 2011, cara. Caralho. Caralho. Nossa, cara. Dia 7 de janeiro de 2011. Porra. Aham. A conta foi criada três meses depois que o jogo lançou. Eu olhei aqui. Cara, eu não lembro de nada desse, velho. Nossa.

É uma conta bem OP, tá? Eu entrei aqui e ela tá bem roubada. A da Adventure Quest também. É. Aham. Eu deixei tudo bem certinho. Tank level, tank level do Dragon Fable. Cara, eu lembro que isso era uma coisa que eu sempre ficava muito bolado até o dia que eu consegui isso de os caras pagarem pra fazer, né? A conta ficar super foda. Até o dia que eu comprei o bagulho do Club Penguin, cara. Aí eu entendi. Porra. Membro? Aí eu entendi.

É, membro do Club Penguin. Ô, Club Penguin é um RPG foda, tá? Não queria falar nada.

Jogo muito forte. E o Rabotel, não é RPG? Nossa, é, também outro. É, também é fortíssimo. Eu nunca joguei nenhum desses. Nunca teve uma namorada virtual, Jorge? Ah, Jorge, não perdeu nada. Não perdeu nada.

Não, eu jogava Runescape Neopex, cara Nunca foi namorada de ninguém, Jorge? Não, isso aí era no Perfect World, cara Tu criava um personagem que era uma menininha gostosinha e aí tu pegava todo mundo Era muito fácil Fale por você Eu tenho muito orgulho de todos os golpes que eu dei no Perfect World Olha o cara

E aí E aí E aí E aí E aí E aí E aí Não, tá bem Ó bimbinho Ó bimbinho