Episódios de CBN Primeiras Notícias - Frederico Goulart

Oriente Médio em alerta com bombardeios; ministros divergem sobre ação dos EUA no Brasil; PF apreende arma de Bolsonaro

09 de julho de 202610min
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3 notícias em 10 minutos: Oriente Médio em alerta máximo após segunda noite seguida de bombardeios no Irã; ministros de Lula divergem após comentário sobre risco de ação militar dos EUA no Brasil; e PF apreende a última arma registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro.

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Participantes neste episódio7
F

Fernando Andrade

HostJornalista
A

Arlindo Quinalha

ConvidadoDeputado federal
E

Edson Fachin

ConvidadoPresidente do STF
F

Flávio Bolsonaro

ConvidadoPolítico
F

Frederico Goulart

ConvidadoJornalista
G

Guilherme Mota

ConvidadoCriminalista
J

João Rosa

ReporterJornalista
Assuntos3
  • Oriente Médio em alertaBombardeios dos EUA no Irã · Estreito de Ormuz · Ali Khamenei · OTAN
  • Divergência sobre ação dos EUAMinistros de Lula · PCC · Comando Vermelho · Terrorismo
  • Depoimento de Bolsonaro sobre armaJair Bolsonaro · Alexandre de Moraes · Prisão domiciliar
Transcrição22 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
FAFernando Andrade

Introducing Meta Glasses.

FGFrederico Goulart

Hey Meta, any last-minute tables for 2 tonight?

FAFernando Andrade

Sure, there's a great Italian restaurant 15 minutes away.

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?Voz 1

Após segunda noite de ataques dos Estados Unidos, Oriente Médio entra em alerta máximo. Ministros de Lula entram em divergência após comentários sobre risco de ação militar dos Estados Unidos no Brasil. Polícia Federal apreende última arma registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro. Três notícias em dez minutos. Comece o seu dia bem informado. Eu sou Pedro Bonenberger e te faço companhia. Hoje é quinta-feira, 9 de julho de 2026.

O Oriente Médio está em alerta máximo após os Estados Unidos bombardearem o Irã pela segunda noite consecutiva. A nova operação militar atingiu cerca de 90 alvos estratégicos do Irã, com o objetivo de tentar minar a capacidade de Teerã de atacar navios e tripulações civis no Estreito de Ormuz. O relatório oficial americano aponta que as ações destruíram sistemas de defesa aérea, ativos de vigilância na costa, capacidades navais e centros de armazenamento de mísseis e drones.

A ofensiva dá sequência a uma primeira onda de bombardeios que havia atingido 80 instalações e 60 pequenas embarcações. Segundo relatos da mídia estatal do Irã, as incursões aéreas de terça-feira provocaram a morte de 8 militares pertencentes à Força Aérea e à Marinha iraniana. Em retaliação, o regime persa atacou forças americanas no Bahrein e no Kuwait e promete lançar uma ofensiva contra instalações militares do Ocidente no Golfo Pérsico.

A crise diplomática ganhou contornos definitivos com as declarações do presidente Donald Trump na cúpula da OTAN, em Ancara, na Turquia. Ao lado do secretário-geral Mark Rutte, Trump decretou oficialmente o fim da trégua contra Teerã. Na viagem de volta para os Estados Unidos, a bordo do avião presidencial, Donald Trump declarou que os líderes iranianos estão fora de controle. Para o professor de relações internacionais da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Maurício Fronzalha. A retomada dos ataques confirma que o acordo de paz era muito frágil.

?Voz D

Ambos os atores, né, ambos os estados, Irã e Estados Unidos, não estabeleceram uma relação de confiança, mesmo com a trégua tendo sido assinada algumas semanas atrás. Então essa trégua deveria durar 2 meses E nesse tempo se fariam os ajustes necessários para uma paz mais duradoura. Então não passou um terço desse tempo e os dois países quebraram as suas palavras, digamos assim.

?Voz 1

No cenário econômico, o preço do barril do petróleo Brent disparou mais de 7% no mercado internacional, ultrapassando a marca dos 79 dólares devido ao temor de fechamento definitivo do Estreito de Ormuz. O reflexo global gerou perdas nas principais bolsas da Europa e da Ásia, além de provocar um recuo de quase 1% na bolsa de valores brasileira. Agora, apesar do cenário de guerra aberta, as fontes oficiais indicam que a ofensiva militar dos Estados Unidos não interrompeu o cronograma das cerimônias fúnebres do líder supremo Ali Khamenei, que chegam ao fim hoje lá na região.

O corpo passou por solo sagrado no Iraque ontem e retorna ao território iraniano hoje para ser enterrado na terra natal do aiatolá. E representantes do Brasil e dos Estados Unidos discutiram medidas de cooperação no combate ao narcotráfico. O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, se reuniu no Peru com o subsecretário de Guerra dos Estados Unidos, Elbridge Colby. A aproximação militar ocorre em meio a uma forte divergência interna no governo Lula sobre esse tema.

Enquanto o Ministério da Defesa descarta publicamente qualquer risco de intervenção armada estrangeira, o chanceler Mauro Vieira enviou um documento ao Congresso alertando que o enquadramento do PCC e do Comando Vermelho como terroristas abre brechas para o uso da força pelos americanos no Brasil. Em Brasília, o repórter João Rosa traz mais bastidores dessa história. Fala aí, João, bom dia.

?Voz E

Oi Pedro, a declaração do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, sobre um eventual risco de ação militar dos Estados Unidos em território brasileiro tem repercutido no Congresso, no Supremo Tribunal Federal e também dentro do próprio governo. Na Câmara dos Deputados, a Comissão de Relações Exteriores aprovou um requerimento para convocar Mauro Vieira a prestar esclarecimentos. Em um documento enviado à casa, ele cita a possibilidade de uso da força militar dos Estados Unidos no Brasil depois do país classificar o Comando Vermelho e o 1º Comando da Capital como organizações terroristas.

O líder da oposição na Câmara, deputado Cabo Gilberto, classificou a declaração de Mauro Vieira como irresponsável.

?Voz F

Queremos ouvir esse ministro irresponsável com essas declarações eleitoreiras, essas declarações infelizes por parte desse ministro que envergonha o Brasil. Imagina o que tá agora o noticiário norte-americano falando agora lá nos Estados Unidos.

?Voz E

Já o deputado Arlindo Quinalha, do PT de São Paulo, afirmou que a decisão dos Estados Unidos abre sim a brecha para uma intervenção em solo brasileiro.

?Voz F

O ministro Mauro Vieira não afirmou que vai haver invasão, ele simplesmente foi literal na interpretação. E aí eu quero que alguém mostre de forma que me contrarie, da forma que prove para todos nós que esta legislação norte-americana não dá essa pretensa autoridade para eles invadida em qualquer país.

?Voz E

No Judiciário, o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, afirmou que confia na soberania brasileira.

?Voz F

O Brasil é um estado soberano e a soberania se exerce com firmeza e serenidade, e nós temos certeza de que isto há de prevalecer, quer aqui na região, quer no concerto global das nações.

?Voz E

O governo norte-americano também reagiu às declarações de Vieira. Em resposta ao G1, Um porta-voz do Departamento de Estado classificou como absurda a avaliação sobre um possível risco de ação militar no Brasil. Enquanto isso, o governo busca reduzir a tensão diplomática e as divergências internas. Isso porque a avaliação apresentada pelo Itamaraty não tem apoio do Ministério da Defesa. A pasta já havia manifestado que não vê risco de uma atuação militar dos Estados Unidos no Brasil.

O ministro da Defesa, José Múcio, se reuniu na quarta-feira com o subsecretário de Guerra dos Estados Unidos, Elbridge Colby. Segundo a pasta, um dos principais temas da conversa foi a cooperação entre Brasil e Estados Unidos no combate ao narcotráfico. Ainda de acordo com a Defesa, a reunião ocorreu em clima de cordialidade e com convergência de opiniões. Eu volto com você, Pedro.

?Voz 1

E a Polícia Federal apreendeu no Rio Grande do Sul uma espingarda calibre 12 registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro. O armamento de fabricação estrangeira estava sob a guarda de um responsável por uma empresa importadora de artigos bélicos de Caxias do Sul. O recolhimento ocorreu após o homem procurar voluntariamente a corporação para relatar que estava com o item e demonstrar interesse em repassá-lo. A espingarda era o último item pendente do arsenal de Bolsonaro a ser recolhido por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Mais cedo, a Polícia Federal fez buscas na residência do ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar humanitária devido a divergências no total de armas declaradas por sua defesa. O mandado previa a busca e apreensão de armamentos, munição, acessórios e documentos de registro. Segundo a defesa de Bolsonaro, nada foi encontrado. A ação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, que apontou divergências entre as armas entregues e as registradas em nome do ex-presidente.

O ministro destacou ainda que a permanência de armas na posse de Bolsonaro é uma situação incompatível com a medida de prisão domiciliar. Nos Estados Unidos, o senador Flávio Bolsonaro criticou a operação na casa do pai dele.

FBFlávio Bolsonaro

Um constrangimento danado, uma busca minuciosa, reviraram tudo para procurar alguma arma que não tivesse sido informada nos autos, é que porventura o presidente Bolsonaro tivesse escondendo, que não teria informado. Então foi muito ruim, muito constrangedor. Mais uma vez uma situação em que a família toda sofre. Então não tinha, não tinha arma. Tudo que foi informado ao Alexandre de Moraes era verdadeiro, tava documentado lá.

?Voz 1

O criminalista Guilherme Mota disse que a operação de busca na casa de Bolsonaro tem justificativa.

FGFrederico Goulart

A busca e apreensão é a medida adequada para se fazer cessar a irregularidade. Eventuais armas, porventura fossem encontradas e apreendidas na posse do ex-presidente, poderiam culminar, por óbvio, na revogação da prisão humanitária domiciliar, que foi concedida e prorrogada.

?Voz 1

Essas foram as 3 principais notícias de hoje. O CBN Primeiras Notícias é um podcast produzido por mim, Pedro Bonenberger, ao lado de Ana Paula Jaume e Edmilson Fernandes. A edição sonora é de Renato Silva. Estamos todos os dias antes das 6 da manhã no seu tocador de podcasts favorito. Um ótimo dia pra você!

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