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Trocas partidárias antes da eleição; proposta de subvenção do diesel; eleição direta no RJ ganha força no STF

30 de março de 202612min
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Três notícias em 10 minutos: última semana para políticos deixarem seus cargos antes da eleição movimenta trocas partidárias em todo país; governo federal espera conseguir adesão dos estados à proposta de subvenção do diesel; apoio à eleição direta para governo do Rio avança no STF.

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Participantes neste episódio2
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Felipe Igreja

ConvidadoJornalista
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Samantha Klein

ConvidadoJornalista
Assuntos3
  • Subsídio ao DieselGoverno federal e estados · Guerra no Oriente Médio
  • Atuação de Lucia na política
  • Eleições RJSupremo Tribunal Federal · Cláudio Castro
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Última semana para políticos deixarem seus cargos antes da eleição movimenta trocas partidárias pelo país. Governo federal espera conseguir adesão dos estados à proposta de subvenção do diesel. Apoio à eleição direta para o governo do Rio avança no Supremo Tribunal Federal. Três notícias em dez minutos. Comece a sua segunda-feira bem informado. Comigo, Frederico Goulart.

Aqui você encontra o que é mais importante, o que você precisa saber antes de iniciar o seu dia. Bem-vindo ao CBN Primeiras Notícias.

Na última semana antes do fim do prazo de desincompatibilização, ministros do governo Lula aceleram a agenda pelo país. Entre inaugurações, anúncios e entregas, auxiliares deixam os cargos de olho na eleição e tentando marcar presença nos redutos eleitorais. O presidente reúne amanhã o primeiro escalão para um balanço e a despedida de quem vai disputar o pleito. Vamos à Brasília com Samantha Klein.

Na última semana, como ministros, os principais aliados do presidente Lula intensificaram as agendas de entregas de obras, inaugurações e anúncios do governo federal nos estados. Como o prazo para a desincompatibilização para concorrer nas eleições deste ano termina já no próximo sábado, dia 4, os auxiliares do presidente estão correndo para encerrar os cargos com realizações.

e presença junto à população nos redutos eleitorais. Antes do encerramento do prazo de saída do governo, o presidente Lula ainda vai reunir todos os 38 ministros na próxima terça-feira para fazer um balanço das ações, projetar a reta final da gestão.

antes das eleições e também agradecer aos ministros que estão saindo e farão parte dos palanques nos estados. Aliado de primeira ordem, o ministro Rui Costa, da Casa Civil, intensificou as agendas em municípios baianos. Ele está fazendo entregas do PAC desde a semana passada e vai manter os compromissos até a quinta-feira, antes da sexta-feira santa. Nas redes, disse que a volta para Brasília...

será somente na terça-feira para o encontro com os demais colegas do Palácio do Planalto. Na terça-feira nós vamos ter uma reunião do presidente Lula com todos os ministros, incluindo aí os ministros que estão saindo, como eu, e os ministros que ficarão nas respectivas pastas. E aí eu volto para aqui na quarta-feira, a gente dá a ordem de serviço, numa obra de macro-delenagem camassarista.

O ministro Renan Filho dos Transportes anunciou nas redes entregas como a duplicação da BR-101 em Alagoas. A travessia de São Miguel dos Campos. Mais 10 quilômetros entregues. Rodovia duplicada. Mais segurança.

Já o titular do desenvolvimento agrário, Paulo Teixeira, está cumprindo uma série de agendas em São Paulo, com destaque para a agricultura familiar. Nós aprovamos uma lei de bioinsum. O Brasil já usa muito bioinsum.

A ministra da Igualdade Racial, Aniele Franco, visitou no final de semana o quilombo São José da Serra em cerimônia de entrega da titulação da terra. Já o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, aproveitou agendas em Pernambuco para anunciar o voo direto entre Recife e Petrolina, enquanto o ministro das cidades, Jader Filho, vem fazendo uma série de entregas do programa Minha Casa Minha Vida no Pará.

Sete ministros indicaram que vão concorrer ao Senado, outros oito são pré-candidatos à Câmara dos Deputados e outros três deverão concorrer a governos estaduais, enquanto dois devem sair para coordenar campanhas. Caso de Camilo Santana, da Educação, e Sidônio Palmeira, da Comunicação.

E o governo federal admitiu prorrogar o subsídio ao diesel se não houver uma solução para a guerra no Oriente Médio em 60 dias. A medida, no entanto, depende ainda do aval dos estados que devem dar uma resposta hoje. A dificuldade tem sido convencer governadores da oposição a aderir ao acordo. Felipe Igreja.

Oi Fred, o governo federal espera conseguir nesta segunda-feira a adesão dos estados à proposta de subvenção do diesel importado no valor de R$ 1,20, sendo que a renúncia será dividida meio a meio com o governo federal. Com isso, o governo federal entraria com R$ 0,60 e os estados com mais R$ 0,60 pelo período de dois meses.

O governo já teria conseguido o apoio de estados aliados, especialmente no Nordeste, mas não tem ainda o aval da maioria dos governadores. O impacto estimado é de cerca de R$ 3 bilhões, dividido meio a meio entre o governo federal e os estados, ou seja, R$ 1,5 bilhão para cada parte ao longo de 60 dias. Lembrando que o governo federal já zerou o PIS e a COFIN sobre o diesel, com estimativa de queda de R$ 0,32 no preço do litro.

Com isso, o subsídio do governo federal pode chegar a 92 centavos por litro na importação do combustível. O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o governo não vai obrigar ninguém, mas que espera um bom entendimento com os estados. Ele também afirmou que, em princípio, as medidas terão validade por 60 dias, mas já adiantou que, se for necessário, o governo pode prorrogar o subsídio ao diesel.

Fez um apelo para os estados para ter uma subvenção. O estado entraria com 60 centavos e o governo federal com mais 60. E tudo isso transitório. É por 60 dias.

Esperamos que se resolva em 60 dias essa questão da guerra, que é uma tragédia. Se precisar, até pode prorrogar, mas é transitório. Então, nesse momento, você atua para evitar o impacto da guerra na vida das pessoas.

A cotação do petróleo tem sido pressionada pelo conflito entre Estados Unidos, Israel e o Irã no Oriente Médio, aumentando o preço do diesel no Brasil. Para que a medida do governo de fato chegue até as bombas, é preciso a adesão de estados que mais importam diesel, como São Paulo e Paraná, governados pela oposição ao governo Lula. Há ainda a possibilidade do valor do subsídio anunciado pelo governo não ser suficiente para segurar os preços por aqui.

se houver uma escalada do conflito no Oriente Médio. O governo tentou ainda fazer os estados zerarem o ICMS sobre o diesel, mas como não houve adesão, passou a discutir a subvenção, que também enfrenta resistências. E hoje, o preço do petróleo Brent alcançou 115 dólares. O movimento ocorreu após a abertura dos mercados asiáticos.

A alta nos valores acontece devido à guerra no Oriente Médio. Os países estão em alerta com a possível incursão militar terrestre dos americanos contra o Irã.

O Supremo Tribunal Federal vai decidir, apenas depois da Semana Santa, na segunda semana de abril, de que forma vai ser escolhido o próximo governador do Rio de Janeiro, que vai ficar no cargo até dezembro deste ano. A dúvida é se essa escolha vai ser por eleição direta, com voto da população ou indireta, feita pelos deputados estaduais.

Na última sexta-feira, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo, suspendeu a eleição indireta até que o plenário analise o caso. Ele também determinou que o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Ricardo Couto, continue como governador interino até a decisão final. Se o Supremo optar por uma eleição direta, os cidadãos do Estado vão precisar ir às urnas pelo menos duas vezes neste ano.

O impasse começou quando o ex-governador Cláudio Castro renunciou um dia antes do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral que caçou o mandato dele. Para a parte dos ministros, essa saída pode ter sido uma manobra para evitar a eleição direta.

Segundo uma reportagem publicada na edição de hoje do jornal O Globo, o apoio à eleição direta avançou no Supremo. E com esse movimento avançando, até mesmo dirigentes do PL, partido de Cláudio Castro, agora passam a admitir esse formato. A tese já tem quatro votos entre os ministros do Supremo e estaria se consolidando, inclusive diante das investigações que apontaram a infiltração do crime organizado na Assembleia Legislativa.

Dirigentes partidários do Rio já consideram, inclusive, o dia 21 de junho como a data mais provável para a votação. Além das candidaturas já anunciadas do ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes, e do deputado Douglas Ruas, a tendência é que outros partidos, como o PSOL, também lancem nomes.

Ao mesmo tempo, a Assembleia Legislativa também vive um momento de disputa. Amanhã vai ser feita a retotalização dos votos do ex-presidente da Casa, Rodrigo Bacelar. Ele voltou a ser preso na última sexta-feira, suspeito de vazar informações sobre operações contra o Comando Vermelho. Rodrigo Bacelar já tinha sido detido em dezembro, mas foi solto depois.

Agora, com o mandato cassado, ele perdeu a proteção do cargo. E a retotalização acontece quando a justiça eleitoral refaz toda a conta da eleição, retirando os votos de um candidato que perdeu o mandato. Com isso, há uma mudança no quociente eleitoral que define quantas vagas cada partido tem.

A nova divisão de cadeiras aumenta a disputa pelo comando do Legislativo Fluminense e também pelo governo do Estado nesse período. Nos bastidores, deputados estaduais já refazem as contas e intensificam as articulações.

Essas foram as três principais informações de hoje. O Primeiras Notícias é um podcast da CBN produzido por mim, Frederico Goulart, e pela Ana Luíza Barreto. A edição sonora é do Isaac Roberto. Estamos todos os dias, antes das seis da manhã, no aplicativo da CBN, nas caixas de som inteligentes e em todos os tocadores de áudio. Um ótimo dia pra você!

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