PCC e CV na lista de terroristas a partir de hoje, Marcha para Jesus reúne políticos e a disputa pelo fundo eleitoral
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Frederico Goulart
Anne Veloso
Antônio Rueda
Ciro Nogueira
Estevão Hernandes
Jorge Messias
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Sostenes Cavalcanti
Tarcísio de Freitas
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Classificação do PCC e do Comando Vermelho como grupos terroristas pelos Estados Unidos passa a valer a partir de hoje. Marcha para Jesus reúne políticos e ganha contornos eleitorais em São Paulo. PL triplica fundo partidário em 4 anos. Flávio Bolsonaro e Lula terão quase um terço dos recursos públicos para campanha. Os 3 assuntos mais importantes do dia em apenas 10 minutos. Ouça agora só o que é essencial para você começar a sua sexta-feira.
Eu sou Frederico Goulart e você está no CBN Primeiras Notícias. Começa a valer hoje a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos Estados Unidos. Nas últimas semanas, o presidente Lula afirmou que ligaria para Donald Trump para tentar reverter a medida por meio do diálogo. Agora, porém, a diplomacia brasileira avalia que a decisão não deve ser retirada tão cedo. Um auxiliar direto do presidente, por exemplo, disse ao jornal Globo que Lula orientou as equipes a aperfeiçoarem os canais de cooperação internacional.
A estratégia é reforçar o discurso de que o governo brasileiro combate o crime organizado e está disposto a compartilhar informações e coordenar ações na área de segurança. O governo federal também estuda conceder apoio financeiro a empresas que possam ser prejudicadas pela decisão americana sobre as facções criminosas. A avaliação do Palácio do Planalto é de que os próximos passos só devem ser definidos a partir de hoje, com a classificação entrando em vigor.
Analistas veem risco de sanções econômicas e "prejuízos à troca de informações entre os países". Integrantes do entorno do governo Lula, no entanto, não acreditam neste momento na possibilidade de operações militares americanas em território brasileiro. Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigam, a medida unilateral pode afetar bancos, fintechs e até a estrutura do PIX. O governo Trump alega que o Comando Vermelho e o PCC já atuam em 12 estados americanos.
Na semana passada, Lula criticou a classificação, invocando o argumento da soberania nacional. O presidente também afirmou que o Comando Vermelho e o PCC devem ser combatidos pelo Brasil.
Esta tal de Comando Vermelho, esse tal de PCC, eles são terroristas para as comunidades brasileiras, para a sociedade brasileira, para o povo da periferia desse país. Eles são terroristas. Porque eles incomodam as famílias, eles incomodam o bairro, eles incomodam a cidade, eles roubam tudo que tem direito do povo, o direito do povo viver livremente. Então eles são terroristas e nós vamos combater eles aqui dentro. Não aceitamos ser tratado como moleque, nós não aceitamos ser tratado como se fosse uma republiqueta.
Em nota, o Palácio do Planalto afirmou que o Brasil é uma nação soberana e mantém combate permanente às facções criminosas. O O texto destaca que o crime organizado atua com o objetivo de obter lucro e não pode ser confundido com terrorismo internacional. Essa nota também diz que a decisão de Washington foi motivada por manipulação política e classifica como deplorável a viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos para defender uma intervenção estrangeira.
Por fim, o comunicado reforça que a soberania nacional é inegociável e rejeita qualquer tipo de interferência externa nos assuntos internos do país. Quase 34 mil pessoas participaram da Marcha para Jesus na capital paulista, no feriado de Corpus Christi. Durante o evento, o senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro, do PL, disse que o "mal" vai ser expulso do governo. Representando Lula, O advogado-geral da União, Jorge Messias, reagiu dizendo que o evento não poderia servir como um comício. Vamos a São Paulo saber os detalhes com Pedro Pupulin.
A Marcha para Jesus em São Paulo contou com a presença de políticos, entre eles o senador e pré-candidato do PL à presidência Flávio Bolsonaro e o governador Tarcísio de Freitas, do Republicanos. Em cima de um trio elétrico que puxava a multidão, Flávio Bolsonaro deixou um recado aos fiéis falando em guerra espiritual.
"Povo abençoado de Deus, vamos orar pelo nosso Brasil. Essa guerra é espiritual e hoje é a maior resposta que nós podemos dar ao mundo do mal, que vai ser expulso do governo desse Brasil esse ano.
Em nome do Senhor Jesus, amém." Flávio e o governador Tarcísio trocaram abraços e apertos de mão em cima do palco principal do evento. Em frente de toda a multidão e da imprensa. De acordo com fontes ouvidas pela CBN, os dois não se falavam desde 15 de maio, quando participaram do lançamento da pré-campanha de Guilherme de Ritchie ao Senado, no interior de São Paulo. O afastamento começou após a divulgação da visita de Flávio ao banqueiro Daniel Vaccaro, preso em investigação da Polícia Federal.
Na semana passada, Tarcísio afirmou que Flávio tinha questões a explicar sobre o caso. O representante do campo da esquerda foi o advogado-geral da União, Jorge Messias, que deve ser novamente indicado pelo presidente Lula para uma cadeira no Supremo Tribunal Federal. Ele reagiu às falas de Flávio dizendo que "não é dia de fazer comício" e colocou "nas mãos de Deus" o reenvio da indicação dele ao STF. Durante o evento, Messias telefonou para o presidente Lula e o colocou para conversar com o líder da marcha, Estevão Hernandes.
A reportagem da CBN, o deputado federal e líder do PL na Câmara, Sostenes Cavalcanti, disse que a atitude gerou incômodo do líder religioso, já que Lula tem sua imagem desgastada entre o público evangélico. No telefonema, Lula justificou sua ausência na marcha para o líder religioso.
Eu não participo de nada religioso em época de eleição porque eu não quero passar ideia de que estou tentando tirar proveito político de uma coisa sagrada.
O petista também fez um aceno ao presidente da marcha, afirmando que foi ele quem sancionou, em 2009, o Dia Nacional da Marcha para Jesus. A edição deste ano do evento reuniu quase 34 mil pessoas, de acordo com o monitor do debate político da USP.
O Tribunal Superior Eleitoral definiu nesta semana a divisão do fundo eleitoral para as eleições de 2026. E a gente fez as contas. Juntos, o PL, o PT e a Federação União Progressista vão receber R$2,4 bilhões dos quase R$5 bilhões disponíveis, o equivalente a 49% de todos os recursos. No caso do PL, partido do presidenciável Flávio Bolsonaro, o valor destinado à legenda triplicou em comparação com 2022. Impulsionado pelo bolsonarismo, O partido ampliou sua fatia do fundo de 6% para 18% entre uma eleição e outra, elevando os recursos de R$288 milhões para R$881 milhões.
PL e PT, principais adversários na disputa nacional, vão concentrar quase R$1,5 bilhão do fundo eleitoral. O valor representa cerca de um terço do total de quase R$5 bilhões que vai ser distribuído às legendas para financiar as campanhas deste ano. É o que nos conta em detalhes agora, de Brasília, a repórter Anne Veloso.
Na divisão dos quase R$5 bilhões do fundão eleitoral pelo TSE, Tribunal Superior Eleitoral, para as campanhas das eleições gerais deste ano, PL, PT e a Federação União Progressista vão ficar com R$2,4 bilhões, o equivalente a 49% de de todo o fundo. O dinheiro oriundo de recursos públicos bancará as despesas de candidatos dos 30 partidos registrados. O PL do ex-presidente Jair Bolsonaro terá a maior fatia por partido, R$881 milhões.
Em seguida vem o PT do presidente Lula com R$615 milhões e União Brasil, presidido por Antônio Rueda, com R$525 R$26 milhões. Atualmente, o União faz federação com o Progressistas, que tem como presidente o senador Ciro Nogueira. A sigla irá receber R$417 milhões. Isso significa que a federação União Progressista terá o maior valor quando somados recursos destinados aos dois partidos: R$943 milhões para as eleições. Para o cientista político Melilo Diniz, o nível de renovação da Câmara será baixo, em torno de 20%.
Isso porque, no atual sistema, quem tem mais dinheiro tem mais chance. Diniz faz uma referência aos partidos como "pequenas empresas com grandes negócios". Para ele, o fenômeno é mais complexo quando se soma ao fundo eleitoral as emendas parlamentares, pois aumenta a relação entre o dinheiro e a engrenagem que levam o candidato a ser eleito.
Na prática, isso significa que quem tem mais recursos consegue fazer mais pesquisas, contratar melhores equipes, produzir conteúdo para as redes sociais, viajar pelo país. O dinheiro não vai diretamente para os candidatos, vai para a burocracia partidária. E esse controle determina também as relações de poder em cada grupo partidário. Em 2026, o Fundo Eleitoral será uma peça decisiva da engrenagem eleitoral. E numa eleição cada vez mais profissionalizada, tanto quanto polarizada, entender o caminho do dinheiro é entender uma parte importante do caminho até as urnas.
A divisão da verba segue as regras da Lei das Eleições e leva em conta o tamanho das bancadas na Câmara e no Senado, principalmente na Casa Baixa. Por isso que há uma preocupação das siglas em eleger deputados federais. além dos votos recebidos no último pleito. A transparência na aplicação desses recursos a partir de agora fica sob função da Justiça Eleitoral e dos próprios eleitores.
Essas foram as 3 principais informações de hoje. O Primeiras Notícias é um podcast da CBN produzido por mim, Frederico Goulart, e pela Ana Luísa Barreto. A edição sonora é do Renato Silva. Estamos todos os dias antes das 6 da manhã, no aplicativo da CBN, nas caixas de som inteligentes e em todos os tocadores de áudio. Um ótimo dia para você!
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