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O incômodo dos EUA com o agro brasileiro

04 de junho de 20263min
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Cassiano Ribeiro destaca alguns argumentos usados pelos Estados Unidos para atacar diretamente o agro brasileiro em meio a expectativa de nova tarifa contra o Brasil.

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Participantes neste episódio2
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Cassiano Ribeiro

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Frederico Goulart

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Assuntos1
  • Agronegócio BrasileiroArgumentos dos EUA para tarifa · Moratória da soja em Mato Grosso · Combate ao desmatamento na Amazônia · Exportações brasileiras de carne bovina para a China · Trabalho forçado na pecuária nacional · Perda de espaço dos EUA no mercado de carne
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CRCassiano Ribeiro

CBN Agro com Cassiano Ribeiro, da Globo Rural. Cassiano Ribeiro chegando com a gente nesse feriadão também para acordar o campo. Destaque do dia no CBN Agro é o incômodo dos Estados Unidos com o agro-brasileiro. Explica aí, Cassiano. Bom dia.

FGFrederico Goulart

Bom dia, Fred. Bom dia para você, ouvinte. Dois argumentos entre tantos usados pelos Estados Unidos chamam atenção no relatório elaborado pelo escritório do representante comercial do país para justificar o novo tarifaço sobre alguns produtos brasileiros. O primeiro é a medida do governo de Mato Grosso contra a moratória da soja, que segundo os Estados Unidos foi esvaziada, e isso é um exemplo de ação que enfraquece os esforços contra o desmatamento no Brasil.

Segundo os americanos, a retirada de incentivos fiscais para empresas que aderem ao acordo pode reduzir o compromisso do setor privado com o combate ao desmatamento na Amazônia. Esse argumento é, no mínimo, curioso, além de controverso, porque parte de um país que recentemente fez diversos movimentos que vão contra a conservação e as políticas de redução de emissões, por exemplo, e agora parece muito preocupado com o desmatamento no Brasil.

E a crítica ao Brasil foi além. No documento de 107 páginas em que detalha os argumentos para justificar tarifa de 25%, o escritório americano associa o crescimento das exportações brasileiras de carne bovina para a China ao uso de trabalho forçado na pecuária nacional. O documento afirma que a presença desse tipo de irregularidade em parte da cadeia produtiva teria proporcionado vantagem competitiva ao Brasil. Os americanos destacaram, inclusive, que as vendas brasileiras de carne bovina para os chineses saltaram de 94 mil toneladas toneladas em 2015 para mais de 1,5 milhão de toneladas no ano passado.

No mesmo período, menciona que a participação dos Estados Unidos nesse mercado encolheu. Ou seja, parece que o incômodo é mais com o desempenho brasileiro no comércio e com a perda de espaço da carne dos Estados Unidos. O país inclusive tá com problema nessa atividade porque tá com menor rebanho em décadas, com dificuldades de reposição de boi. Ou seja, sequer tem carne em quantidade suficiente para atender o mercado doméstico e ainda exportar grandes volumes, seja para China ou para outro país.

Por hoje é isso, eu volto amanhã com outras informações. Boa quinta-feira e até amanhã.

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